Autor: da Redação

  • Professores realizam ato em piquete em defesa da escola pública

    Professores da Escola de Ensino Fundamental Evarista Flores da Cunha, do bairro Belém Novo, Zona Sul de Porto Alegre, realizaram neste feriado do dia 20 de setembro um ato em defesa da Escola Pública.

    Abaixo assinado será entregue na Secretaria de Educação

    A concentração dos servidores e comunidade ocorreu no Galpão Piquete Da Amizade, localizado na praça em frente à escola. Os professores recolheram assinaturas em repúdio as práticas de parcelamento de salários dos professores e funcionários públicos, que já chegam a 21 meses e irão entregar à Secretaria de Educação.
    Abaixo assinado

    Comunidade aderiu ao ato

  • A insanidade de pedir golpe militar

    MILTON SALDANHA                                           
    De vez em quando tenho a paciência de ler o oceano de asneiras escritas por pessoas que pedem a volta do regime militar. Elas não têm a mínima noção do que aconteceu antes, durante, e nem depois do regime que durou de 1964 a 1985, num total de 21 anos.
    São pessoas que nunca leram um livro de História, nunca ouviram uma palestra séria sobre o tema, nunca conversaram com quem viveu o período, colhendo versões dos dois lados, de quem foi contra e de quem apoiava.
    Este é o assunto que mais conheço. Acompanhei e vivi todas as tensões do pré-1964, o golpe, e os anos seguintes. E perdi a conta dos livros que li sobre tais acontecimentos, além de reportagens de jornais e revistas. Vi os filmes, documentários. Permitam-me dizer que estou com 72 anos e já aos 15 anos fazia política estudantil, com foco ideológico, no auge da Guerra Fria. Aos 17 anos comecei a escrever em jornais estudantis e da cidade onde morava, Santa Maria (RS), sede de uma das mais poderosas guarnições militares do País.
    Filho de oficial do Exército, meu pai um profissional legalista e apreciador do diálogo, muito cedo me acostumei com os hábitos da caserna e do pensamento militar que ouvia na intimidade doméstica. E como todo filho de militar, cheguei a pensar na carreira, algo natural na infância, quando a gente se encanta com o aparato, a farda, e os desfiles com bandas executando hinos heroicos. Claro que não era minha vocação, descoberta e decidida precocemente, aos 14 anos, pelo jornalismo.
    A vida em família militar me dotou do respeito à classe, pelos muitos homens honrados que conheci, de sargentos a generais, colegas do meu pai. Poderia declinar aqui dezenas de nomes de oficiais notáveis, como os generais Henrique Lott, Ladário Telles, Machado Lopes, Oromar Osório, Pery Bevilacqua, Osvino Ferreira Alves (que esteve mais de uma vez na minha casa), entre muitos outros. Geração de carreira, apegada ao respeito constitucional, à legalidade. Contra golpes.
    E isso só ampliou a rejeição aos doentes mentais que lá também existiam, transformados em torturadores e assassinos. Estes representaram zero vírgula algo por cento do efetivo das Forças Armadas, mas o estrago que fizeram foi moralmente devastador.
    Será equivocado imaginar que a chamada comunidade de informações, que aglutinava o aparato repressivo, tinha a simpatia geral na categoria. Não foi assim. Muitos militares não concordavam com os métodos que eles utilizavam para obter confissões e punir, menos ainda com assassinatos de presos, sendo que havia um tribunal militar para cuidar disso.
    Quando acabou a ditadura e o aparato repressivo foi desmontado, teve ex-torturador transformado em bicheiro, portanto, transgressor da lei, e membro do crime organizado, no Rio de Janeiro. Outros sumiram no mundo, vivendo numa espécie de clandestinidade voluntária, com medo e vergonha do passado. O que comprova que nada fizeram de nobre. E teve casos de suicídios.
    O cardeal Paulo Evaristo Arns contou, numa entrevista, que numa tarde encontrou um homem sozinho, na catedral da Sé, em São Paulo. Foi em sua direção e falou: “Dom Paulo, fui torturador. Existe salvação para a minha alma?”.
    O episódio conta mais que mil discursos. E ilustra o quanto de dramático foi a aventura do regime opressor, muito além do que imagina a turma dessa raiva irracional e primitiva destilada em redes sociais.
    Quando se fala na vida humana, e no sofrimento, só mesmo a doença mental explica que alguém aprecie a violência. Que sempre será inerente a qualquer regime de força, quando as leis e instituições ficam extintas.
    Regredindo ao tempo das cavernas, quando matar era a única forma de disputar o alimento, a irracionalidade não admite a organização social construída para lidar com o contraditório.
    Ainda que a corrupção seja uma forma de violência, pelos danos que causa, não pode ser combatida pelo linchamento, como no velho Oeste, enforcando-se os corruptos em postes. Tem que existir lei. Direito de defesa. E a forma de punição  compatível com o mundo civilizado.
    Nada disso se resolve com golpe militar. O que se viveu no Brasil foi uma longa e tenebrosa história, que provocou radicalizações e ensejou erros de todos os lados.
    Falando claramente, não vale a pena.
    Não se pode querer isso de volta. É regressão. O Brasil teve duas longas ditaduras, pela via dos golpes de 1937 e 1964. Somando, foram 36 anos de ditadura. Nenhuma resolveu as crises econômica e social. Nenhuma nos legou um país e uma vida melhor. Se a gente não aprende com a História, não vai aprender nunca.
    Os militares exercem uma função técnica nobre, de defender nosso território. E de ajudar a população nas tragédias. Fora disso, não é tarefa deles, inclusive por falta de capacitação. Basta lembrar que o governo Figueiredo, o último general no poder, encerrou com a inflação em 280%. Um fracasso retumbante.
    Não havia assaltos? Que piada é essa? Peguem os jornais da época, em arquivos e bibliotecas. Não havia corrupção? Outra piada. Mesmo com a censura que tentava barrar as denúncias, a lista dos escândalos é longa, e montou a bilhões.
    Vamos estudar gente.
    E basta ver que todo grande país, como o Canadá e a Suécia, para não citar os mais polêmicos, tem uma organização democrática, com um ordenamento jurídico que impede a barbárie e o mando insano de algum ditador, que fatalmente mergulhará na corrupção.
    Tudo foi ruim? Sendo honesto, não. Por exemplo, Getúlio criou a CLT, o salário mínimo, e a base para a industrialização. O grupo de 1964 não privatizou a Petrobrás, nem a Vale do Rio Doce. Investiu-se nas telecomunicações e petroquímica.
    Mas para nada disso precisaria ditadura.
    Alguns apontam o crescimento econômico. De fato, aconteceu, mas não como um fenômeno isolado, do Brasil, decorrente da ditadura. Era um momento de oferta mundial de crédito. Muitos países recorreram a isso para investimentos. Mas o detalhe que não contam é que foi causa da degradação urbana, com as favelas crescendo em progressão geométrica, sem que ninguém se importasse. Para entender: quando se planta uma grande fábrica, numa metrópole ou cidade média, vem junto uma favela.
    A distorção está em promover crescimento econômico sem programa social simultâneo.
    O País sempre terá problemas a resolver. Investir em educação e aprimorar suas instituições democráticas é a única fórmula sensata.

  • Funcionários dos Correios e Telégrafos decretam greve a partir de quinta-feira

    Os funcionários dos Correios e Telégrafos de Porto Alegre entram em greve a partir de quinta-feira, 21/09. No restante do País, a greve começou na quarta-feira. Em função do feriado do dia 20 de setembro no Rio Grande do Sul, os trabalhadores deliberaram pela greve a partir da zero hora do dia 21 de setembro. A categoria discute reajuste salarial e manutenção de direitos trabalhistas.
    A decisão foi tomada por ampla maioria de funcionários da ECT, em assembleia geral realizada na noite de terça-feira, 19, no salão da Igreja Pompéia, em Porto Alegre. No Brasil, somente não decretaram greve as unidades de Roraima, Acre e Rondônia.
    Mesmo em regiões como Rio de Janeiro e São Paulo, onde havia grupos de dirigentes sindicais que defendiam o prazo proposto pela direção da empresa, dia 26, para encerramento das negociações, prevaleceu a decisão da paralisação logo, por tempo indeterminado.
    Além da decisão pela greve, os funcionários e os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos também definiram um calendário de atividades, com piquete, manifestações e concentração em frente aos locais de trabalho. O Sintect/RS convocou todos os trabalhadores a aderirem ao movimento em defesa dos direitos da categoria.
    A principal ação dos funcionários da ECT será a realização de piquetes no Centro de Distribuição, na avenida Sertório. Pelo número de trabalhadores que compareceram à assembleia geral na noite de terça-feira, a greve sinaliza grande adesão dos funcionários.
     

  • O que diria Bento Gonçalves? 

    Autonomia foi palavra chave na Revolução Farroupilha, em 1835.
    Quando denunciou que o Rio Grande estava reduzido a uma “estalagem do Império”, Bento Gonçalves estava expressando a inconformidade geral com os governantes locais que haviam se tornado meros delegados do poder central.
    Autonomia é tudo o que o governo Sartori está abrindo mão no acordo que pretende assinar com a União, para aderir ao Regime de Recuperação Fiscal.

    Josué Martins, presidente do sindicato dos auditores externos do TCE / Reprodução Ceape

    “O contrato retira do Estado a autonomia financeira e administrativa prevista na Constituição”, diz o Auditor Público Josué Martins, presidente do sindicato dos auditores externos do TCE.
    Para suspender por três anos (renováveis por mais três) os pagamentos da dívida, de quase quatro bilhões por ano, o governo Sartori oferece um pacote de contrapartidas que, além de cortes e privatizações, aceita abrir mão de todas a ações ajuizadas contra a União.
    Com isso abre mão dos ressarcimentos da Lei Kandir, uma das maiores aberrações do sistema tributário brasileiro. Foi uma lei que obrigou os estados a isentar de ICMS os produtos exportados. Era para estimular entrada de divisas no país, a União prometia, depois, compensar os Estados.
    O Rio Grande do Sul, como estado exportador, foi um dos que mais perdeu. Tem uma ação para recuperar, perdas estimadas em R$ 14 bilhões.
    Fora isso, o Rio Grande do Sul tem duas ações tramitando no STF, questionando  a dívida com a União. Uma delas argumenta  que a dívida já está paga desde 2013.
    Para fazer o acordo, Sartori tem que desistir de qualquer ação.e com isso ele consolida o saldo de 61 bilhões, que é questionado na Justiça.

    O mais grave, porém, é a intervenção financeira . No acordo que Sartori vai assinar está estipulado que uma junta de três membros indicados pela União vai monitorar o cumprimento das 22 metas/compromissos do acordo. A contabilidade da Secretaria da Fazenda terá que se adaptar aos critérios da Secretaria Nacional da Fazenda. “Essa é a pá de cal na autonomia dos Estados”, diz Josué Martins.
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  • Juiz nega pedido para proibição de espetáculo teatral com travesti no papel de Jesus

    “E, sem citar um único artigo de lei, vamos garantir a liberdade de expressão dos homens, das mulheres, da dramaturga transgênero e da travesti atriz, pelo mais simples e verdadeiro motivo: porque somos todos iguais”.
    Com esse entendimento o juiz José Antônio Coitinho, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Porto Alegre, negou hoje pedido que tentava proibir a exibição da peça teatral. “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, dentro da programação do 24º Porto Alegre Em Cena. “Censurar arte é censurar pensamento e censurar pensamento é impedir desenvolvimento humano”, afirmou o julgador. A decisão é da tarde desta terça-feira (19/9).
    A peça, que possui texto de Jo Clifford, dramaturga transgênero escocesa, propõe uma reflexão sobre o preconceito que recai sobre orientações sexuais das pessoas. A atriz e travesti Renata Carvalho corporifica figura religiosa no tempo presente, com o que não pratica ilícito algum. “Se a ideia é de bom ou mau gosto, para mim ou para outra pessoa, pouco importa. Ao juiz é vedado proibir que cada ser humano expresse sua fé – ou a falta desta – da maneira que melhor lhe aprouver. Não lhe compete essa censura”, afirmou o magistrado.
    Sobre o caso em análise, o julgador considerou que a alegada questão da sexualidade de personagens, imaginada para o espetáculo, é absolutamente irrelevante. “Transexual, heterossexual, homossexual, bissexual, constituem seres humanos idênticos na essência, não sendo minimamente sustentável a tese de que uma ou outra opção possa diminuir ou enobrecer quem quer que seja representado no teatro”.
    Com ingressos esgotados, a peça será apresentada às 22h nesta quinta (21) e sexta-feira (22) no Teatro Bruno Kiefer, na Casa de Cultura Mario Quintana, no Centro Histórico de Porto Alegre.

  • Frente parlamentar acompanhará processo de adesão do RS ao Regime de Recuperação Fiscal

    A Assembleia Legislativa instalou, no início da tarde desta terça-feira, 19/09, a Frente Parlamentar de Acompanhamento da Adesão do Rio Grande do Sul ao Regime de Recuperação Fiscal. A instância, que contou com o apoio de integrantes de todos os partidos com assento no Parlamento gaúcho, será presidida pelo deputado Luís Augusto Lara (PTB).

    O parlamentar afirmou que o propósito da Frente é analisar as condições em que se dará o acordo com a União para a renegociação da dívida do Rio Grande do Sul. “Precisamos nos apropriar coletivamente das exigências e dos termos em que a questão está sendo tratada para saber como ficará a conta e se é ou não um bom negócio para o Rio Grande. Temos também que fazer um trabalho técnico e contábil e, no final, decidir com a razão”, ponderou Lara, que completou, “antes de qualquer decisão, precisamos ter clareza para perceber se a medida irá melhora ou piorar a situação do Estado”.

    O presidente da Assembleia Legislativa, Edegar Pretto (PT), manifestou apoio integral à iniciativa e disse que a decisão sobre a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal é uma das mais importantes que o Estado tomará na atualidade. “Fizemos questão de que o lançamento ocorresse na Presidência para dar mais visibilidade à causa, que é de todas as gaúchas e gaúchos”, frisou.

    Pretto defendeu que sejam colocados na mesa de negociação com o governo federal os créditos que o Estado tem direito de receber por conta de compensações não realizadas da Lei Kandir. “Por mais que os pessimistas digam que não haverá ressarcimentos, há uma decisão judicial que estabelece, inclusive, prazo para que isso aconteça. Temos que levar este fato em conta para que a nossa decisão seja a melhor para o Estado e para a população”, apontou.

  • Prefeitura lança Refis 2017

    Os contribuintes de Porto Alegre que possuam débitos com o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) já podem regularizar suas pendências junto ao fisco, ‘com descontos expressivos’, diz a Secretaria da Fazenda municipal.
    O decreto que regulamenta a lei e institui o Refis 2017 foi assinado na quarta-feira, 13/09, pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior, e publicado no Diário Oficial de Porto Alegre.
    O Refis teve início nesta segunda, 18/09, e o prazo para aderir ao programa vai até 31 de outubro. Também será permitido que os contribuintes realizem novas confissões de dívida. O beneficio permitirá a retomada das atividades das empresas.
    O programa permite a quitação de dívidas com o município com redução dos valores dos juros e multa, na ordem de 80% para pagamento à vista, e 60% para pagamentos em até 36 parcelas, com entrada de 15% do valor da dívida.
    A Prefeitura projeta cerca de R$ 16,5 milhões de novas negociações e mais R$ 13,5 milhões de renegociações pela adesão de contribuintes que se encontram com parcelamento ativo.
    Para aderir, é preciso agendar atendimento presencial pelo endereço agendapmpa.procempa.com.br.

  • Ospa e Instituto Estadual do Livro reúnem música e literatura em sarau especial

    Música e Literatura se encontram em um sarau especial do projeto “Escola da Ospa na Comunidade”. Os estudantes de trombone da Escola de Música da Ospa se apresentam na Sala Armindo Trevisan do Instituto Estadual do Livro (IEL), na Rua André Puente, 318, nesta quinta-feira, 21, às 15h. Junto a eles, um grupo de leitores do IEL recitarão trechos de livros selecionados pelo instituto e pela Associação Lygia Averbuck.
    José Milton Vieira, trombonista da Ospa e professor da Escola de Música da orquestra, é o responsável pela seleção musical. Obras de Edward Elgar, George R. Poulton, Georges Bizet, Gilberto Gagliardi, Joseph Haydn e Luiz Gonzaga estão no programa do recital.
    A leitura dos textos, sintonizados com o repertório, fica a cargo dos escritores Waldomiro Manfroi, Marô Barbieri, Jacira Fagundes, Maria da Gloria de Oliveira e, por fim, da diretora do IEL, Patrícia Langlois.
    A Escola de Música da Ospa
    Fundada em 1972, a Escola de Música da Ospa – Conservatório Pablo Komlós cumpre função fundamental para o fomento cultural no Rio Grande do Sul. Promove formação musical gratuita, voltada para músicos de orquestra, oferecendo oportunidade de profissionalização na área.
    Hoje a escola atende mais de 200 alunos, contando com dois grupos orquestrais e um coro jovem.
    Buscando levar a música para os mais diferentes espaços da cidade e mostrar seu trabalho para públicos variados, o Conservatório lançou em 2015 o projeto Escola da Ospa na Comunidade. A iniciativa consiste em uma série de recitais de grupos de alunos em lugares como hospitais, escolas, lares de idosos e bibliotecas.
    O Instituto Estadual do Livro
    O Instituto Estadual do Livro – IEL – foi criado em 1954 com o objetivo de difundir a literatura produzida no Estado, apoiando o surgimento de novos escritores e trabalhando para a preservação da memória literária e cultural do Rio Grande do Sul. Órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, o IEL tem como função principal realizar atividades associadas ao livro, tais como edições de textos originais de autores estreantes ou obras clássicas, promoção de encontros de escritores com a comunidade, organização de seminários, viabilização de uma política do livro e da leitura, cooperação com entidades públicas e editoras locais.
    PROGRAMA
    Edward Elgar: Pomp and Circumstance
    Anonimo: Greensleves
    George R. Poulton: Aura Lee
    Georges Bizet: Habanera de “Carmen”
    Gilberto Gagliardi: Coral 01
    Joseph Haydn: Achieved Is the Glorious Work
    Anônimo: Scarborough Fair
    Luiz Gonzaga & H. Texeira: Qui nem Giló⁠⁠
    SERVIÇO
    Projeto Escola da Ospa na Comunidade
    Quando: 21 de setembro de 2017, quinta-feira, às 15h
    Onde: Sala Armindo Trevisan do Instituto Estadual do Livro (Rua André Puente, 318), Apresentação: Grupo de Trombones da Escola de Música da Ospa.
    Leitores convidados: Waldomiro Manfroi, Marô Barbieri, Jacira Fagundes, Maria da Gloria de Oliveira e Patrícia Langlois
     
     
     

  • PM acusado de matar sem-terra em 2009 vai a júri em Porto Alegre

    Na próxima quinta-feira, 21/09, na 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, será realizado o júri popular do policial militar Alexandre Curto dos Santos, acusado de matar, com um tiro pelas costas, o trabalhador rural Elton Brum da Silva, em São Gabriel, em agosto de 2009.
    Oito anos após o crime, Curto vai a julgamento acusado por homicídio qualificado, ou seja, por impossibilitar a defesa da vítima. O réu responde em liberdade.
    O júri terá início às 9h30, no 5º andar do Foro Central I, e será presidido pelo Juiz Orlando Faccini Neto. A família de Elton (sua filha, a viúva e seu pai) e alguns militantes do MST vão acompanhar o julgamento. Ainda segundo o MST, haverá vigília e intervenções pacíficas nas ruas próximas para denunciar à população os assassinatos ocorridos na luta pela terra.
    Conforme o Tribunal de Justiça, o júri popular será composto por sete jurados escolhidos por sorteio. Eles acompanharão os depoimentos, a apresentação das provas e dos debates. Após, votarão se consideram o réu culpado ou inocente. Se condenado, a pena varia de 12 a 30 anos de prisão.
    Segundo o advogado Emiliano Maldonado, o julgamento popular do policial militar acontece na Capital gaúcha depois de uma larga tramitação processual, decorrente de uma série de medidas protelatórias por parte do réu, e da necessidade de desaforar o processo da Comarca de São Gabriel em busca de um julgamento imparcial. “Quase uma década depois, a família de Brum segue aguardando que o Poder Judiciário faça justiça e condene o brigadiano responsável pelo homicídio”, acrescenta.
    Agricultor foi morto em reintegração de posse em São Gabriel

    Elton Brum da Silva foi assassinado em agosto de 2009 / Reprodução

    O assassinato de Elton Brum da Silva ocorreu em 21 de agosto de 2009, durante a reintegração de posse da Fazenda Southall, de dez mil hectares, localizada no interior de São Gabriel, oeste do RS.
    A ação da Brigada Militar contra cerca de 500 famílias do MST resultou em dezenas de feridos e na morte de Brum, aos 44 anos de idade. Ele deixou a esposa viúva e uma filha menor de idade. Brum foi atingido com um tiro pelas costas, disparados de uma espingarda calibre 12.
    À época, o policial acusado atuava no Pelotão de Operações Especiais do 6° Regimento de Polícia Montada (RPMon) do município de Bagé. Durante o processo judicial, Curto assumiu ter sido o autor do disparo, mas alegou não saber que estava com munição real e que agiu em legítima defesa. Ele teria trocado acidentalmente sua arma com a de um colega, que possuía a munição letal.
    Conforme os advogados da assistência da acusação, “é expressamente proibido pelos regulamentos internos da polícia, por ordenamento jurídico e pelos tratados internacionais, a utilização de munição letal durante a realização de despejos forçados de famílias e movimentos sociais”.
    No ano passado, o Estado do RS foi condenado a indenizar a família de Brum em R$ 140 mil, por danos morais, e a pagar uma pensão de um salário mínimo regional à filha até a sua maioridade. A área onde Brum foi assassinado recebeu o nome de Assentamento Conquista do Caiboaté e hoje abriga 225 famílias, sendo referência na produção agrícola da região.

  • Luiz Mauro toca com amigos temas executados antes apenas com piano

    O pianista Luiz Mauro Filho convida seus amigos, o baterista Marquinhos Fê e o baixista Rodrigo Maia, para um encontro musical que há bastante tempo vinha pensando, nessa terça-feira, 19/09, a partir das 19h, na Biblioteca Pública do estado (Riachuelo, 1190). Dentro do Festival Chapéu Acústico, que celebra um ano da iniciativa do produtor e fotógrafo Marcos Monteiro na instituição, o show tem contribuição espontânea.
    A ideia é executar com trio temas que antes eram tocados só com piano. Nesse formato que ganha novas sonoridades, o trio desenvolveu o projeto exclusivamente para o Chapéu Acústico Festival. Trata-se da improvisação criada em conjunto, em temas de outros estilos adaptados pra terem outra sonoridade e autorais, entre outras surpresas que farão parte da apresentação.
    Pianista gaúcho de grande talento, Luiz Mauro Filho circula com desenvoltura pelo jazz, salsa, pop/rock e MPB. Estudou com o pianista, arranjador e maestro Paulo Dorfman e cursou Bacharelado em Piano na UFRGS. Recebeu o prêmio de melhor Instrumentista no III Festival do Choro de Porto Alegre (1993). Participou de três discos e shows de Nei Lisboa, acompanhou o show de Edu Martins e do célebre saxofonista americano David Lieberman no Theatro São Pedro, entre muitos outros.
    Compõe temas instrumentais e arranjos para outros compositores. Como compositor, teve a canção “Piu-Piu” em 3º lugar no I Festival de Música Instrumental do RS/1996. Participou também do álbum “Brasil 500 Anos”, que viajou para Argentina e Buenos Aires. Atualmente atua como arranjador e compositor.
    Chapéu Acústico
    O projeto vem movimentando o Salão Mourisco da BPE, da instituição da Secretaria da Cultura, Turismo, Esportes e Lazer (Sedactel), com performances de grandes nomes do cenário musical gaúcho, entre instrumentistas de formação jazzística e cantores (as). A ideia surgiu da vontade de desenvolver atividades musicais sem depender de verba pública ou privada, com a parceria de artistas dispostos a movimentar a cena; a ação se dá sem cobrança de ingressos, usando o chapéu como forma de arrecadação.
    Confira a agenda do Festival Chapéu Acústico: dia 21 (quinta) – Sérgio Rojas Grupo; dia 22 (sexta) – Octeto Jazz Gig; dia 26 (terça) – Brothers Orquestra. Dia 28 (quinta) – Um Piano e Dois Trompetes – Jorginho do Trompete, Rochinha e Luiz Mauro Filho; dia 29 (sexta) – Dinho Oliveira Quarteto.
    Serviço:
    Dia: 19 de setembro de 2017 (terça-feira).
    Hora: 19h
    Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE (Riachuelo, 1190)