Autor: da Redação

  • Casa de Cultura oferece oficina gratuita de Teatro Livre para Crianças

    Estão abertas as inscrições para a oficina gratuita de Teatro Livre para Crianças, na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). Voltado para crianças entre 5 e 10 anos, os encontros vão ocorrer às terças-feiras, a partir de 19 de setembro até 19 de dezembro, das 14h30 às 16h30, na Sapato Florido (5º andar da CCMQ). Os interessados devem se inscrever pelo e-mail jacqueline.rosa@uol.com.br.

    Ministrado pela atriz Jacqueline Rosa, serão desenvolvidas técnicas teatrais de forma lúdica e livre, incentivando criatividade, leitura e socialização, como jogos dramáticos e cooperativos, expressão corporal e vocal, yoga e movimentos coletivos com tecidos.

    Serviço:

    Oficina: Teatro Livre para Crianças

    Oficineira: Jacqueline Rosa
    Data: 19 de setembro a 19 de dezembro, das 14h30 às 16h30
    Local: Sapato Florido – 5º andar da CCMQ (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico).
    Inscrições gratuitas no e-mail: jacqueline.rosa@uol.com.br

  • Jornada de Iniciação Científica da FZB e Fepam tem 105 trabalhos qualificados

    cleber dioni tentardini
    A décima terceira edição da Jornada de Iniciação Científica-Meio Ambiente (XIII JIC), promovida pela Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB-RS) em parceria com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler (Fepam), qualificou 105 trabalhos de 27 instituições de ensino e pesquisa.
    As atividades realizadas no Jardim Botânico de Porto Alegre encerraram na sexta-feira, 15 de setembro.

    Willian Piovesani apresenta a Composição florística de trepadeiras no Jardim Botânico

    O engenheiro agrônomo Alexandre Krob, do Instituto Curicaca, abriu o evento com a palestra “A Pesquisa Científica e a Gestão da Biodiversidade”.
    Apresentação de minipósteres / Foto Divulgação

    Estudantes e seus orientadores e coorientadores apresentaram em 22 sessões trabalhos inscritos nas categorias de Botânica, Ecologia, Ecotoxicologia, Educação Ambiental, Engenharia Ambiental, Microbiologia Ambiental, Genética Ambiental/Toxicológica, Geoquímica, Gestão Ambiental, Paleontologia, Química Ambiental e Zoologia.
    Gabriela Oliveira (à dir) fala sobre seu trabalho “Proposição de medidas mitigadoras para atropelamentos de quelônios no Campus do Vale da Ufrgs

    Segundo o biólogo Patrick Colombo, da FZB/RS, um dos coordenadores da Jornada, os trabalhos foram avaliados através na análise do seu resumo, mini-pôster e de sua apresentação oral.
    Kassiane Gonçalves mostra as Correlações ecológicas do uso de liquens para construção de ninhos por aves no RS

    “Alem da quantidade de trabalhos, o que nos alegrou muito foi o excelente nível deles. Ao longo dos anos da Jornada os estudos dos alunos e alunas vem mostrando uma ótima qualidade. Este ano, as bancas tiveram uma enorme dificuldade em escolher um destaque, em função disso. É gratificante pensar que as Fundações (FZB e FEPAM) estão capacitando cada vez melhor seus/suas bolsitas de iniciação cientifica, entregando para sociedade futuros profissionais cada vez mais qualificados”, ressaltou Colombo.
    Alunos e orientadores nas apresentações orais da JIC

    Além dos pesquisadores, orientadores, estudantes de pós-graduação, de iniciação científica, técnicos e demais funcionários da FZB-RS e FEPAM, também participaram da Jornada membros do Comitê Externo do CNPq, professores Larissa Rosa de Oliveira (Unisinos), Paula Beatriz de Araújo (Ufrgs/Biociências), Silvia Miotto (Ufrgs/Biociências) e Victor Pereira (Ufrgs/Geociências).
    Maiquel Rodrigo Müller fez o Levantamento florístico preliminar das dunas da Praia Grande, Torres, RS

    Mateus Zimmer com o miniposter do seu trabalho sobre padrões de atividade de graxains em parques nacionais dos Campos de Cima da Serra

    Os trabalhos envolveram também as instituições de ensino e pesquisa Ceclimar/Ufrgs, Embrapa Pecuária Sul, Feevale, Fepam, FZB, ICMBio, Instituto Federal do Rio Grande do Sul, PUC/RS, SEMA/RS, Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade de Porto Alegre, Teia Projetos Ambientais, UCS, Uergs, Universidade Federal de Goiás, UFPel, UFSM, UFV, Viçosa, MG, Ulbra, Unesp, Uniasselvi, Unilassale, Unipampa, Uniritter, Unisc, Univates, Urcamp e Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões.
    Marina Zimmer Correa mostra a Fenologia de samambaias em borda natural, artificial e interior de Floresta com Araucária – uma análise parcial

    Júlia da Silva junto ao trabalho sobre a ocorrência de Contracaecum sp. na cavidade celomática de Butorides striata no RS

    Jéssica Neto D’Avila apresenta “Melhoramento genético frente à conservação de Chinchilla lanigera”

    Cauanne Machado apresentou a Influência da passagem pelo trato digestório de mamíferos no sucesso germinativo de sementes de espécies vegetais nativas do RS

    Thamara Almeida apresentoua “Variação intraespecífica na morfologia e tamanho do úmero de Ctenomys minutus em diferentes habitats: uma abordagem de morfometria geométrica”

  • Laudo negativo libera fatiamento de frios na rede Zaffari

    A Secretaria Municipal de Saúde liberou na sexta-feira, 15/09, o fatiamento de frios nas 24 lojas da rede Zaffari de Porto Alegre, entre supermercados e hipermercados.
    A medida decorre do recebimento dos últimos laudos emitidos pela Empresa Acqualab – Laboratório de Análises Médicas e Ambientais e pelo Cientec, que atestam a ausência da bactéria Listeria monocytogenes nas centrais de fatiamento de fiambres em todas as lojas da rede. Assim, todas as lojas Zaffari da Capital estão com seu fatiamento de fiambres liberados
    No último mês, uma bactéria havia sido localizada no Centro de Fatiamento e Distribuição da marca Zaffari, no Bourbon da Avenida Ipiranga. Ela ofereceria riscos sobretudo a gestantes e pessoas com a saúde vulnerável. A bactéria foi encontrada em uma amostra de queijo de 250g apenas em uma loja.

  • Tânia Moreira deixa Secretaria de Comunicação da Prefeitura

    O governo do prefeito Nelson Marchezan Júnior teve mais uma baixa nesta sexta-feira, 15/09, a jornalista Tânia Moreira, secretária de Comunicação da Prefeitura, pediu demissão.
    Tânia estava no governo desde o início deste ano e também participou da campanha eleitoral que elegeu Marchezan. Ela se afasta porquê pretende justamente se dedicar a trabalhos para as eleições de 2018. “Faço campanha desde 1990 e é isso que eu amo. Não estava conseguindo ter tempo de me dedicar à minha empresa que é focada nisso”, esclareceu a jornalista ao site Coletiva.net.
    É a 13ª baixa em cargos importante do Executivo municipal desde o começo do governo Marchezan:
    1 – Por discordar do projeto que revisa o IPTU de Porto Alegre, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Gomes, saiu do governo em 16/08.
    2 – Em 10/08 o diretor da Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procempa) Michel Costa se demitiu. Ele responde sindicância devido a denúncia de uma reportagem que revelou Costa como sócio da empresa que testa a instalação da tecnologia de GPS em ônibus da Carris e de outra responsável pela plataforma do Banco de Talentos. Costa ainda presidia o Conselho de Administração da Carris.
    3 – O diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), Álvaro de Azevedo, foi afastado nem 22 de junho por suspeitas de desviar itens doados pelo TJ/RS ao departamento municipal. A Polícia Civil investiga o crime.
    4 – No lugar de Azevedo, no DMLU, entrou Adenir Matos dos Santos, que deixou a diretoria apenas duas semanas depois, por motivações pessoais.
    5 – Eduardo Wolf, em 31/07, que era secretário adjunto da Cultura, pediu demissão ao término do Festival de Inverno, por motivos pessoais.
    6 – O procurador-geral do Município, Bruno Miragem deixou o cargo dia 16 de junho. Saiu por razões pessoais, segundo a Prefeitura. Advogado e consultor jurídico, Miragem representou a Falconi em um processo de 2014, quando a Justiça suspendeu um contrato de R$ 2 milhões entre a empresa de consultoria e a Prefeitura de Pelotas. Em Porto Alegre, a Falconi atuou junto à Prefeitura através da organização Comunitas, cujo contrato foi suspenso pela Justiça.
    7 – Kevin Krieger, coordenador da campanha vitoriosa de Marchezan, foi secretário de Relações Institucionais e Articulação Política e considerado braço direito do prefeito. Também saiu alegando motivos pessoais, em 4 de maio. Semanas antes, Krieger havia feito chegar aos jornais seu descontentamento. Estaria se sentindo escanteado.
    8 – O diretor de Jornalismo da Prefeitura Alexandre Bach ficou apenas três semanas no cargo. Na sexta-feira, dia 16 de junho, pediu demissão. “Não houve crise alguma na minha saída, a decisão foi minha porque não consegui conciliar o trabalho na Prefeitura com a atividade que priorizei desde que saí da RBS, a produção de livros”, justificou o jornalista.
    9 – Ainda em fevereiro, a baixa foi na Carris. Após 20 anos no cargo, o presidente nomeado por Marchezan pediu para sair. Luís Fernando Ferreira tinha o perfil para a vaga: empreendedor, selecionado através do banco de talentos, especializado em gestão de empresas em crise. Assumiu com a missão de reverter os maus resultados acumulados pela Carris nos últimos anos. Pediu demissão 20 dias depois.
    10 – Em março, o adjunto da Secretaria Municipal de Administração foi demitido. Carlos Fett ocupava cargo em comissão desde a gestão Fortunati. Em paralelo, atuava como pré-reitor de assuntos institucionais do grupo Facinepe, investigado pelo Ministério da Educação por suspeita de irregularidades em cursos de pós-graduação.
    11 – Em 18 de julho, a procuradora-geral da Carris Jaqueline Simões pediu desligamento, também, por motivos pessoais.
    12 – A chefe de gabinete de Marchezan, Neiva Dalchiavon, deixou o cargo em 1 de junho, por razões pessoais.

  • Relatório mostra que 815 milhões de pessoas passam fome no mundo

    Em todo o mundo, 815 milhões de pessoas passam fome. Um dos desafios da humanidade será garantir que, em 2050, com uma população estimada em 10 bilhões de pessoas, todos tenham o que comer, prevê o relatório The State of Food Security and Nutrition in the World 2017 (o estado da segurança alimentar e nutrição no mundo, em tradução livre).
    O estudo foi anunciado hoje (15), em Roma, por organismos das Nações Unidas e oferece estimativas atualizadas sobre o número e proporção de pessoas que sofrem com a fome, apresentando dados globais, regionais e nacionais, além de avaliar as perspectivas para o futuro.
    Conflitos
    A grande maioria das 815 milhões de pessoas que sofrem de insegurança alimentar (489 milhões de pessoas) vivem em países afetados por conflitos. Quase 122 milhões de crianças menores de cinco anos, com atrasos de crescimento (75% delas), vivem em situação de conflito.
    De acordo com o relatório, os países em conflito apresentam em média uma taxa de desnutrição infantil de 9% a mais do que nos outros países. Desde 2010, com o aumento dos conflitos violentos, estabeleceu-se a tendência de aumento no número de desnutridos nestes locais.
    Fome aumentou nos últimos dez anos
    Após uma trajetória de queda, que durou mais de uma década, a fome em todo mundo parece estar aumentando de novo, afetando atualmente 11% da população mundial, segundo o relatório.
    Enquanto em 2015 o número de pessoas subalimentadas no mundo era 777 milhões, agora o problema alcançou 815 milhões de pessoas.
    Apesar da redução nos índices de desnutrição infantil, no ano passado 155 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o mundo sofriam de desnutrição crônica, o que aumenta o risco de diminuição da capacidade cognitiva, de menor desempenho na escola e de morte por infecções.
    Em todo o mundo, a prevalência da desnutrição infantil crônica diminuiu de 29,5% para 22,9%, entre 2005 e 2016.
    Em 2016, a desnutrição aguda afetava 7,7% das crianças menores de 5 anos em todo o mundo, segundo o relatório. O dado representa cerca de 17 milhões de crianças.
    Sobrepeso
    Por outro lado, o sobrepeso é um problema crescente na maioria das regiões do mundo. Se estima que 6% das crianças com menos de 5 anos estavam acima do peso em 2016 (41 milhões), em comparação com 5,3% em 2005.
    A obesidade em adultos também segue crescendo em todo o mundo, e representa um importante risco de doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer.
    A obesidade mundial mais do que dobrou entre 1980 e 2014. Em 2014, 600 milhões a mais de pessoas estavam obesas, o equivalente a 13% da população adulta mundial.
    O problema é mais grave na América do Norte, Europa e Oceania, onde 28% dos adultos são obesos, em comparação a 7% na Ásia e 11% na África. Na América Latina e no Caribe, aproximadamente 25% da população adulta é considerada obesa.

  • Com recursos do PAC retidos, Corsan atola no Vale do Sinos

    Geraldo Hasse
    Em depoimento na 5ª reunião plenária de 2017 do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos, na quinta-feira, 14/09, em São Leopoldo, o engenheiro Luciano Marcon, chefe de obras da Corsan, fez um balanço pouco animador dos trabalhos da estatal pelo esgotamento sanitário dos municípios situados no vale habitado por 1,3 milhão de pessoas.
    Se não houve todo o progresso planejado, disse ele, foi por falta de liberação de recursos do PAC II (segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento), que hoje poderia ser chamado de Programa de Aceleração de Contingenciamento. Assim, no vale do Sinos, há um profundo descompasso entre o ideal planejado e o real executado: a Corsan ainda não chegou às 314,8 mil ligações de esgoto previstas em seus planos, mas já deixou para trás as 83 mil ligações existentes antes do início das obras. Entre o “antes” e o “depois”, muito esgoto há de correr para o rio classificado no nível 4, o grau máximo de poluição hídrica no país.
    Excluídas as cidades de Novo Hamburgo e São Leopoldo, que possuem serviços municipais de abastecimento de água e esgotos, a Corsan tem projetos concluídos em vários municípios, mas, sem obras em andamento por falta de recursos do PAC II. Em alguns casos, obras foram tocadas com recursos próprios ou obtidos junto ao BNDES ou ao FGTS; em outros mais, há redes de esgoto concluídas nas ruas mas não ligadas pelos usuários potenciais. “O fundamental no momento é ligar a rede”, disse Marcon, lembrando que, no momento, ninguém está sendo cobrado pela disponibilidade do serviço de esgoto. É na bacia do Sinos que se concentram os investimentos da Corsan, conforme uma “pizza” apresentada por Marcon.

    O depoimento do executivo da Corsan desencadeou a manifestação de concordância do promotor do meio ambiente Felipe Teixeira Neto, presente na reunião: “Para mim, o problema número um do saneamento é a falta de ligação às redes”, afirmou, salientando que é preciso acabar com a história de “enterrar milhões de reais em canalizações que ficam sem uso porque os cidadãos não fazem sua parte”.
    Entre elogios e críticas ao trabalho da Corsan, a reunião virou um debate coordenado pelo presidente do Comitesinos, Adolfo Klein, que representa a Associação dos Curtumes. Para ele, a responsabilidade de obrigar a ligação dos imóveis às redes de esgoto cabe aos órgãos da Saúde. Depois de ouvir uns e outros membros do comitê, Klein induziu a uma votação que, teoricamente, deverá resultar numa cobrança junto a algum órgão do Executivo ou do Judiciário para que as redes de esgoto disponíveis sejam conectadas pelos usuários.
    Klein rejeitou uma sugestão para levantar a questão da privatização da Corsan pretendida pelo governo do Estado. “Se a gente começar a discutir isso, é aí que não saímos do buraco”, disse Klein ao autor da sugestão.
    Projeto parados
    O coordenador da Rede Ambiental Sinos do Ministério Público Estadual, Ricardo Schinestsck Rodrigues, anunciou que o órgão pode ingressar com uma Ação Civil Pública para conseguir respostas do Ministério das Cidades quanto à liberação de recursos de R$ 525 milhões para nove municípios. O dinheiro seria para obras que ficaram paralisadas nos municípios atendidos pela Corsan.
    Confira os valores dos projetos:
    Canoas – R$ 216 milhões;
    Estância Velha – R$ 71 milhões;
    Nova Hartz – R$ 5 milhões;
    Nova Santa Rita – R$ 29 milhões;
    Parobé – R$ 42 milhões;
    Portão – R$ 23 milhões;
    Santo Antônio da Patrulha – R$ 16 milhões;
    Sapiranga – R$ 34 milhões;Taquara – R$ 82 milhões.
    Tabela da situação de água e esgoto em municípios do Sinos:

  • Com 15 dias para aprovar revisão do IPTU, governo admite revisar projeto

    “Não podemos perder a chance de reavaliar a planta de valores. Já a questão fiscal e da alíquota, do tempo, podemos discutir mais”. Com essas palavras o secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, sinalizou ontem na Câmara de Vereadores que podem ser feitas alterações no Projeto de Lei Complementar do Executivo nº 13/17, que propõe a reavaliação da planta de valores dos imóveis e o consequente aumento médio de 50% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
    Entre os vereadores, há uma posição majoritária de crítica à urgência do governo para a aprovação do texto. A proposta, para valer já no próximo ano, deve se tornar Lei até 29 de setembro.
    “Tem que haver correções, Porto Alegre tem o IPTU mais injusto do país”, assim começou a defesa do projeto pelo secretário Busatto, na audiência pública realizada na noite desta quinta-feira, 14/09. Pouco menos de 100 pessoas acompanharam o debate.
    Primeiro a falar, Busatto lembrou que a planta de valores dos imóveis da Capital possui um deficit histórico, desde 1991 não é revisada. Ele colocou que a atualização da planta é uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado. De acordo com o secretário, 36% dos imóveis cadastrados em Porto Alegre têm valor venal simbólico, com menos de R$ 50 mil, e também existem imóveis com valor venal milionário, com baixo IPTU lançado.
    Busatto ainda explicou que pela proposta original os aumentos serão graduais, divididos em quatro anos, e as isenções serão automáticas e atingirão um número maior de contribuintes do que atualmente. “Mais de 40% dos imóveis vão pagar menos ou serão isentos. Os imóveis de valor até R$ 60 mil terão alíquota zero e estarão automaticamente isentos”, disse.
    O governo diz que 142 mil contribuintes, que pagam até R$ 500 de imposto, terão redução. Para os aposentados, o projeto propõe um limitador de renda até três salários e que seja o único imóvel do contribuinte. Está previsto ainda uma ampliação de receita em no máximo R$ 70 milhões anuais, o que “corresponde à metade do aumento aos servidores concedido pelo governo anterior, de R$ 140 milhões” falou Busatto.
    O secretário municipal de Planejamento e Gestão, José Alfredo Parode, também reforçou a posição do governo municipal. “Temos um deficit na ordem de R$ 700 milhões para os próximos 3,5 anos, e o aumento de impostos é uma parte da solução para cobrir esse rombo”.
    Falta de debate foi questionada
    Henry Starosta Chmelnitsky, representando o Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre, destacou que é preciso calma para discutir um projeto que terá tanta repercussão. “Não é razoável e democrático que seja feito em regime de urgência”, ponderou. “Em um Estado e em um município onde os salários são parcelados, que não têm investimentos, os empresários, trabalhadores e a sociedade serão sufocados pela alta do tributo”, disse. Por fim, cobrou que a Prefeitura inicie a recuperação das suas finanças cobrando os inadimplentes.
    Paulo Roberto Fan, da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul, apresentou números que divergem dos demonstrados pelo Executivo. Disse que houve, sim, aumento da planta em 1999 e 2012, “quando 96% dos imóveis da cidade sofreram majoração”.
    Marcos Antônio Leal Gomes, morador da Vila Tronco, lembrou que, dentro da tese apresentada pelo secretário, de que os investimentos públicos valorizam áreas e que, então, o imposto deve ser maior, haverá um grande impacto nas famílias de baixa renda que vivem no entorno da Avenida Tronco. “Depois que for concluída a obra, como essas pessoas, de baixa renda, irão pagar o reajuste do IPTU?”, indagou. Gomes também pediu que a Prefeitura cobre os débitos dos “grandes latifundiários, que devem cerca de R$ 1 bilhão” e criticou um ponto do projeto que reduz o imposto para os terrenos que não têm edificação. “Isso beneficia o latifundiário e não o trabalhador”, lamentou.
    Só líder do governo defende projeto entre vereadores
    Na manifestação dos vereadores houve forte crítica em relação a urgência do projeto, que não passou por nenhuma comissão na casa. Roberto Robaina (PSOL), opositor do governo Marcehzan falou: “O governo trouxe o projeto muito tarde para a Câmara. Não há nenhuma investigação rigorosa para analisar o projeto. Entendemos que é correto reavaliar a planta de valores. Mas o governo passou o semestre inteiro estabelecendo conflito com os servidores, na questão do transporte. A Câmara, em vez de se debruçar de modo sereno para um debate importante como o do IPTU, passa se atendo a mediar conflitos e todo tipo de problemas criados pelo governo”.
    Sofia Cavedon (PT) afirmou que a cobrança da progressividade é uma bandeira histórica do PT, e destacou que “Não podemos assinar cheque em branco, e as pessoas pagarem a conta”, finalizou, cobrando maior diálogo por parte do Executivo.
    Mauro Zacher (PDT) disse que o governo não enfrenta os problemas da população, mas quer resolver os seus. Que o projeto apresentado é “perfumado e maquiado” com uma suposta justiça social, mas que se trata de uma política fiscal agressiva. Zacher disse que a meta da Prefeitura é arrecadar R$ 300 milhões, que vão sair do bolso do cidadão.
    Por sua vez, Moisés Barbosa (PSDB), o “Maluco do bem”, líder do governo Marchezan, elogiou o trabalho técnico dos servidores que elaboraram o projeto, que, para ele, “faz uma grande justiça a muitos porto-alegrenses que têm residências pobres, donos de moradias simples que pagam mais do que outros em áreas valorizadas”. Ressaltou que “é fácil fazer discurso para agradar eleitorado” e que ninguém gosta de aumentar impostos. Mas defendeu o Executivo ao afirmar que a atual gestão já fez uma economia de R$ 150 milhões em despesas de custeio. Foi o único vereador a defender a integralidade do projeto e sua aprovação até o final do mês.
    A proposta:
    O governo propõe uma atualização completa da Planta de Valores em Porto Alegre (revisão de todos os valores venal); além da revisão das isenções, clubes esportivos, por exemplo, o Grêmio e o Internacional, podem perder o beneficio; e trocar ainda a atual alíquota única, de 0,85%, para imóveis residenciais, por alíquotas progressivas:

    • – alíquota zero para imóveis com valor até R$60 mil;
    • – 0,4% para imóveis com valor entre R$ 60 e R$ 100 mil;
    • – 0,5% para imóveis com valor entre R$ 100 e R$ 300 mil;
    • – 0,6% para imóveis com valor entre R$ 300 e R$ 500 mil;
    • – 0,7% para imóveis com valor entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão;
    • – 0,8% para imóveis com valor de mais de R$ 1 milhão.

     

  • Testes gratuitos de HIV podem ser feitos neste domingo na Redenção

    A unidade móvel do projeto Fique Sabendo Jovem estaciona no Parque Farroupilha (Redenção) neste domingo, 17/09, com testes gratuitos de HIV e sífilis oferecidos ao público jovem. Das 14h30 às 18h30, o ônibus estará na rua José Bonifácio, próximo do Monumento ao Expedicionário. Com segurança e privacidade, o resultado sai em apenas 30 minutos. Em caso de chuva, a ação será cancelada.
    Equipada com consultórios, a estrutura tem espaço para testagem rápida e acolhimento e é adaptada a pessoas com necessidades especiais.
    O objetivo do projeto é ampliar o número de testes voluntários e a prevenção, além de aumentar o encaminhamento para tratamento, que deve começar o quanto antes. A ideia, ainda, é que o jovem diagnosticado reagente ao HIV não abandone o uso da medicação antirretroviral, necessária à manutenção da qualidade de vida.
    O projeto é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Saiba mais na fanpage do Facebook. A população em geral tem acesso a testes rápidos de HIV nas unidades de saúde de referência da Capital gaúcha, onde podem ser obtidas orientações e mais informações.

  • Liminar proíbe corte no ponto de servidores do RS que faltarem ao trabalho por terem salários parcelados

    A Federação das Associações de Servidores Públicos (Fessergs) obteve uma liminar judicial favorável ao Mandado de Segurança impetrado contra o Governo Sartori referente a ameaça de corte de ponto aos servidores que não comparecerem ao trabalho por falta de condições materiais.
    Com a decisão, o servidor que não apresentar condições de trabalho devido as suas dificuldades financeiras motivadas pelo parcelamento dos salários não poderá ter desconto no seu contracheque.
    “A Fessergs sustentou que no último dia 31 de agosto foi depositada a menor quantia dos últimos 21 meses (R$ 350) e isto configura um total desrespeito com qualquer trabalhador, seja ele público ou privado”, afirma o presidente da Federação, Sérgio Arnoud.
    A decisão final da Justiça ainda não tem data para ser proferida e o governo estadual pode recorrer da decisão.

  • Decretada a prisão preventiva de Joesley e Saud

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decretou há pouco a prisão por tempo indeterminado do empresário Joesley Batista, um dos sócios do grupo J&F, e do ex-executivo do grupo Ricardo Saud.
    Ambos cumpriam prisão temporária desde o domingo passado e estão detidos na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, mas o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao ministro a conversão do mandado em prisão preventiva. Com a decisão, eles devem ser transferidos para o presídio da Papuda, no Distrito Federal.
    Para sustentar o novo pedido, Janot informou ao ministro que decidiu anular a imunidade penal que foi concedida por ele a Joesley e Saud por ter concluído que os acusados omitiram informações da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante o processo de assinatura do acordo de delação premiada.
    Ontem (13), a defesa dos acusados pediu ao Supremo concessão de liberdade aos acusados. Na petição, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, refirmou que os acusados jamais cooptaram o ex-procurador da República Marcello Miller para atuar a favor da J&F e que não omitiram informações da PGR.
    “Demonstrada, enfim, a absoluta ausência de indícios de ocultação de provas, cuja plausibilidade é presunção meramente hipotética, aguarda a defesa que os requerentes sejam colocados em liberdade, quando findo o prazo de cinco dias, permanecendo até lá e sempre à plena disposição desta Colenda Corte, bem como das autoridades investigativas, no fiel cumprimento dos termos do acordo de colaboração”, argumentou o advogado.
    Na decisão, Fachin citou a situação de Joesley Batista. Para o ministro, além de ser acusado com Saud de omitir fatos criminosos na delação, Batista teve outra prisão decretada pela Justiça de São Paulo sob a acusação de manipular o mercado de capitais para beneficiar a JBS, uma das empresas do grupo J&F.
    “Ao ser agraciado por sanção premial de não denúncia, e após a suposta prática de inúmeros delitos, o citado agente teria, mesmo assim, persistido na prática ilícita. Além disso, a alegada utilização da Procuradoria-Geral da República para propiciar a realização de infrações penais denota a periculosidade concreta do agente, o que, mormente quando inserido em contexto de organização criminosa, torna imperiosa a adoção da medida gravosa”, decidiu.
    Da Agência Brasil