Autor: da Redação

  • Recital com canções renascentistas e barrocas, no Museu Julio de Castilhos

    O Museu Julio de Castilhos apresenta no dia 24 de novembro o espetáculo atmosférico “Música, alimento do amor”. O evento faz parte programação de final de ano da instituição e ocorre às 18 horas, no Salão Nobre, com um happy hour com temas renascentistas e recital dos músicos Andiara Mumbach (voz) e Fernando Rauber (cravo).

    O espetáculo é ambientado no período Elizabetano (1558-1603), final da dinastia dos Tudor, apogeu da Renascença na Inglaterra, especialmente rica na música e na literatura, tendo em Shakespeare um de seus maiores expoentes. É também o período das grandes navegações e intercâmbios europeus que irão formar o panorama cultural da época das primeiras colônias no Brasil.

    No repertório de Andiara e Rauber, canções inglesas renascentistas e barrocas dos compositores Thomas Morley (1557-1602), John Dowland (1563-1626), Robert Johnson (1583-1633) e Henry Purcell (1659-1695), intercaladas por solos para cravo do Fitzwilliam Virginal Book, coleção para teclado das eras Elizabetana e Jacobina na Inglaterra. A direção de arte de “Música, alimento do amor” é da artista plástica Cláu Paranhos.

    Sobre os artistas
    A soprano Andiara Mumbach é formada em canto pela Universidade Federal de Santa Maria. Foi professora de técnica vocal no Projeto de Extensão do Curso de Música da UFSM e preparadora vocal do Coro de Câmara da mesma instituição.

    Fernando Rauber é Doutor em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Integra a Orquesta de Caxias do Sul e o grupo porto-alegrense Sphaera Mundi Orquestra. Foi um dos laureados no concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre em 2006 e, em 2007, selecionado para ser bolsista do Chautauqua Music Festival em Chautauqua, NY, Estados Unidos.

    Cláu Paranhos é artista, arte educadora, agente cultural e pesquisadora na área de artes visuais. É Mestre (UFPel), Licenciada e Bacharel (UFRGS) em Artes Visuais. Participa e produz oficinas, exposições e ações artísticas individuais e coletivas. Atualmente, cria as “Bonecas Feias”, produção poética que questiona os padrões culturais do corpo. Atua no Conselho Municipal de Cultura na cidade de Pelotas, é presidente da Associação de Amigos do Museu Júlio de Castilhos e vice-presidente da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa.

    SERVIÇO
    Espetáculo “Música, Alimento do Amor”.
    Data: 24 de novembro | Sábado | 18h.
    Local: Museu Júlio de Castilhos (Rua Duque de Caxias, 1205, Centro Histórico).

    Ingressos: R$40,00 inteira | R$ 20,00 para idosos e estudantes | Amigos do Museu Júlio de Castilhos tem 20% de desconto.
    Ingressos antecipados pelo email museujuliodecastilhos@gmail.com   ou   pelo whatsapp: (51) 98220.3707.

  • "Revolução Farroupilha, uma História de Sangue e Metal" será encenado na orla do Guaíba

    A nova orla do Guaíba foi escolhida como cenário do espetáculo “Revolução Farroupilha, uma História de Sangue e Metal”. O evento gratuito, que contará com apresentações de circo, dança, música e teatro, ocorre nos dias 30 de novembro e 1º e 2 de dezembro, às 20h. A encenação é baseada na obra “Revolução Farroupilha” (2015), do escritor e Luiz Coronel e ilustração de Danúbio Gonçalves.

    Com direção geral de Clóvis Rocha, “Revolução Farroupilha, uma História de Sangue e Metal” venceu o edital público da Câmara de Vereadores de Porto Alegre para promoção de atividades culturais, com verbas do orçamento anual do Legislativo, e é realizada em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura.

    Já os núcleos do espetáculo têm na direção nomes reconhecidos pelo trabalho realizam pela cultura gaúcha: Jessé Oliveira no teatro; Dilmar Messias no circo; Carini Pereira, Gustavo Silva e Claudia Dutra na dança; e João Maldonado na direção musical. Entre as estrelas das três noites estão a atriz e cantora Valéria Houston, os irmãos Ernesto e Paulinho Fagundes e a guitarrada de Erick Endres.

    Sobre o livro
    “Revolução Farroupilha” (Mecenas Editora, 144 páginas) é uma edição especial do livro-poema “A Revolução Farroupilha”, do poeta, compositor, escritor, cronista, publicitário e homem de cultura Luiz Coronel, com ilustrações de Danúbio Gonçalves.

    A obra narra as lutas envolvendo os personagens, conflitos e desenlace, bem como sua significação profunda para a identidade gaúcha. Para tanto, Coronel buscou sustentação no livro Farrapos, de Walter Spalding, e no valioso material das edições de Revolução Farroupilha-Cronologia do Decênio Heroico, de Antônio Augusto Fagundes; de Os Farrapos, de Carlos Urbim; de Homens ilustres do Rio Grande do Sul, de Aquiles Porto Alegre; e do Cancioneiro da Revolução de 1835, de Apolinário Porto Alegre.

    Os poemas desta edição especial apresentam preponderância de teor reflexivo sobre o emocional, o que é bom para os leitores, na medida em que apresenta uma abordagem diferente das usualmente utilizadas. “Estamos convictos de que, mesmo os historiadores, os mais agudos e dissecantes em suas análises e pesquisas, não podem contestar que respirávamos, naqueles idos tempos, ideias, ostensivamente, alvissareiras e proponentes, senão, revolucionárias”, diz o escritor.

    SERVIÇO
    Espetáculo “Revolução Farroupilha, uma História de Sangue e Metal”.
    Quando: 30 de novembro e 1º e 2 de dezembro | Sexta, sábado e domingo
    Horário: 20h
    Local: Orla Moacyr Scliar (Avenida Edvaldo Pereira Paiva – Praia de Belas)
    Entrada gratuita

  • Feira do LIvro: a intolerância também vai à praça

    Ano passado todos os eventos que abordavam feminismo tiveram manifestações hostis de militantes do MBL.
    Num dos incidentes num sarau patrocinado pela Petrobras, um deles gritou: “A Petrobras sabe que estão desviando o dinheiro dela para uma coisa dessas. Mamando nas tetas… “. Tiveram que chamar a segurança para retirá-lo.
    Este ano já em dois momentos, um homem que não foi identificado interferiu agressivamente. Ele estava com uma criança.
    Num slam, espécie de trova entre poetas, que reunia estudantes de escolas da periferia, ele gritou, enquanto saía com a criança pela mão: “Isso vai acabar, essa negrada! O Bolsonaro vai acaber com tudo isso”.
    Segundo a coordenadora do programa, Sonia Zanchetta, foi a segunda manifestação dele, no mesmo tom.
    Algumas pessoas o advertiram de que racismo é crime, o homem saiu esbravejando. “Isso tudo é sinal do que vem por aí”, diz a coordenadora.
     

  • Maria Carpi, a patrona da Feira do Livro, lança "Uma casa no pampa"

    Ana Carolina Pinheiro
    “Eu não quero foto com livro na mão. Por que todo mundo acha que escritor
    tem que tirar foto com livro na mão?”.
    Foi assim que Maria Carpi, patrona da 64ª Feira do livro de Porto Alegre, nos recebeu na casa em que mora no bairro Petrópolis, zona norte da Capital.
    Apaixonada por plantas, a autora faz questão de fazer fotos em seu recanto
    cercado de verde.
    Aos 79 anos, Maria Carpi relembra a infância em Guaporé, e conta que vem de menina o gosto pela natureza.
    “Eu tive o privilégio de viver no interior. Nasci e vivi no interior. Meu pai veio adulto da Itália. Ele e a minha mãe, Elisa, tinham um hotel em Guaporé que estava inserido em um pomar. Eu tive uma infância ensolarada”.
    Sobre o gosto pelos livros, a escritora destaca que foi apenas aos 15 anos,
    quando deixou Guaporé e veio para a Capital estudar no Bom Conselho, que o
    hábito da leitura de desenvolveu.
    “Na escola de Guaporé, eu ficava inquieta na biblioteca porque eu queria brincar na natureza. Para mim, a natureza veio antes dos livros. Por isso insisto que criança deve brincar. Primeiro vem o brincar, depois os livros”.
    Apesar de seu pai ter um grande amor pelos livros, foi o Colégio Bom Conselho
    o grande responsável por desenvolver seu gosto pela leitura. “Foi o Bom
    Conselho que me deu, principalmente a minha professora Carmen Santos, que
    foi excelente comigo”.
    Com orgulho, a autora conta que já foi eleita patrona da
    Feira do Livro do Colégio que considera tão importante na sua formação.
    “Já fui patrona da Feira do Livro do Bom Conselho. Saí aluna e voltei escritora,
    patrona”.
    Bacharel em Direito pela UFRGS, Carpi conta que fez do livro uma escolha:
    “Eu escolhi o livro. Quando alguma coisa me bate eu vou a procura. Não leio
    por erudição. Eu leio por fome”.
    Defensora Pública aposentada, a autora conta que durante muito tempo mal tinha tempo para escrever. Mãe de quatro filhos e avó de seis netos, trabalhava no juizado da infância e ainda dava aulas de Linguagem Jurídica na PUCRS.
    “O meu filho Fabrício sempre dizia: eu nem sei quando a mãe escreve”.
    Foi aos 50 anos, inspirada por amigos, que Maria Carpi lançou seu
    primeiro livro de poemas, “Nos gerais da dor”.
    Havia outros 15 manuscritos na gaveta. “Escolhi um dos que já tinha. Todos os meus amigos se reuniram para ajudar, principalmente o professor Luiz Antonio de Assis Brasil, que insistiu para que eu publicasse”.
    O reconhecimento veio logo. “Nos gerais da dor” venceu o Prêmio da
    Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) na categoria Revelação em
    Poesia em 1990 e o Prêmio Erico Verissimo da Câmara Municipal de Porto
    Alegre em 1991.
    De lá para cá já são 14 livros publicados, com um inédito chegando para a
    Feira do Livro. “Uma casa no pampa” será lançado dia 15 de novembro, às
    18h30min, na praça central de autógrafos, pela editora Ardotempo.
    Para a autora, o lançamento foi um milagre: “quando fui indicada para ser patrona,
    fiquei triste por não ter um livro novo. Mas o editor, o meu amigo Alfredo Aquino
    quis lançar para a Feira. Assim aconteceu. Milagres ainda acontecem”.
    “Uma casa no pampa”, para Maria Carpi, é um livro que trata sobre a
    cordialidade pampeana.
    “Eu sou sulina, muito latino-americana. Eu amo desde
    o Martín Fierro, Atahualpa Yupanqui, todos poetas latino-americanos. Tenho
    empatia muito grande por eles. Dentro do Brasil, me sinto muito gaúcha. Nesse
    livro novo procuro refletir o que é a imensidão do pampa que cabe no
    coração”.
    Sobre a experiência do patronato, Maria Carpi conta que a notícia a deixou
    muito feliz: “Foi uma alegria, me agrada muito. Veio na hora certa, como marco
    de uma caminhada bem-sucedida”.
    Para aguentar os 18 dias de extensa programação, a patrona contará com
    ajuda dos outros escritores que disputaram com ela o patronato – Caio Riter,
    Celso Gutfreind, Claudia Tajes e Leticia Wierzchowski.
    “Convidei os quatro escritores jovens que me acompanharam no patronato para que eles me ajudem a caminhar. Já tenho 79 anos, vou providenciar uma cadeira amarela
    para me sentar. E onde eu não puder chegar, os livros vão. Os livros vão
    caminhar muito”.
    Para os que estão começando a carreira das letras, Carpi lembra que a poesia
    está em todos os lugares, no gesto e na cordialidade – é só saber ver. “E como
    faz para a gente aprender a ler poesia? Primeiro, se desenvolve a
    sensibilidade; depois, pega o livro”, brinca.
    No entanto, lembra que o fazer poético requer trabalho: “Escrever poesia é
    uma vocação, é uma aceitação que requer disciplina, tenacidade e paciência.
    Eu só fui me disciplinar como escritora já mais madura, com 37 anos. Depois
    me preparei para lançar livro com 50, 51 anos. Eu não tenho pressa. Não sou
    parâmetro para ninguém. Cada um tem que encontrar seu próprio ritmo”.
    O processo de produção de Maria Carpi é meticuloso. Por não ter pressa para
    publicar, a autora se debruça muitas vezes em seus versos, até ter a sensação
    de que ele já se tornou independente: “Eu prefiro esperar, revisar, revisar,
    revisar. Sou assim. Quando releio um livro para publicar, eu percebo que ele
    não é mais meu. Esse é o sinal de valor – quando o livro escapa da gente”.
    A obra de Maria Carpi há muito já escapou de sua autora. Seus dois livros de
    prosa poética, “Abraão e a encarnação do verbo” e “O senhor das
    matemáticas”, já ganharam traduções para outros idiomas. Com orgulho, Carpi
    destaca que vem servindo como instrumento de pesquisa para sua neta
    Mariana, que cursa Letras na UFRGS. “A minha neta Mariana está traduzindo‘O senhor das matemáticas’ para o espanhol junto com a professora dela.
    Estão traduzindo dentro da teoria da enunciação”.
     

  • Fiergs quer grupo de trabalho para discutir aumento do ICMS

    A intenção do governador eleito, Eduardo Leite, de prorrogar por mais dois anos o aumento do ICMS, que vigora no Rio Grande do Sul, começa a enfrentar resistência na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul.
    O presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry, enviou uma correspondência a Leite, reiterando o posicionamento de que as alíquotas vigentes de ICMS expiram no dia 31 de dezembro deste ano, conforme prevê a lei.
    A Federação defende a formação de um grupo de trabalho com representantes da indústria para discutir alternativas. A proposta já foi apresentada ao governador eleito no encontro do dia 6 de novembro, mas não obteve resposta.
    Em reunião nesta terça, as diretorias da FIERGS e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (CIERGS), foi reforçada a decisão das entidades de que um Grupo de Trabalho deve ser constituído imediatamente.
    Ele seria formado por representantes das entidades empresariais e da equipe de transição do novo governo, conforme sugestão apresentada pela FIERGS e pelo CIERGS no encontro que tiveram com Eduardo Leite, em 6 de novembro.
    Na mensagem encaminhada, Petry aguarda as providências no sentido de dar curso à formação desse fórum no qual seriam aprofundadas as questões desta “pauta de competitividade da economia gaúcha apregoada por V. Exa. e cujo conceito tem o apoio do setor industrial”.
    Desde 2016 estão em vigor no Rio Grande do Sul as alíquotas de ICMS. A elevação do imposto foi de 17% para 18% na categoria geral e de 25% para 30% sobre os chamados produtos e serviços seletivos, como energia elétrica, combustíveis e comunicação.
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Bolsonaro pede apoio de governadores para "medidas amargas"

    Em seu primeiro encontro com os governadores eleitos e reeleitos em outubro, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que “medidas que são um pouco amargas” são necessárias para evitar o agravamento da crise no país.
    Não detalhou que medidas são essas. Disse que o esforço é para evitar que o Brasil “se transforme em uma Grécia”.
    Pediu compreensão e apoio dos governadores para as reformas que têm de passar pela Câmara e pelo Senado.

    “Algumas medidas são um pouco amargas, mas nós não podemos tangenciar com a possibilidade de nos transformarmos naquilo que a Grécia passou, por exemplo”, afirmou Bolsonaro.
    “Temos de buscar soluções, não apenas econômicas. Se conseguirmos diminuir a temperatura da insegurança no Brasil, a economia começa a fluir.”

    Bolsonaro destacou as pontencialidades do país, como a riqueza mineral, a biodiversidade, o agronegócio e o turismo.
    Segundo o presidente eleito, as soluções passam pelo apoio dos estados. “Não teremos outra oportunidade de mudar o Brasil. Nós temos que dar certo. Não teremos uma outra oportunidade pela frente. Temos que trabalhar unidos e irmanados nesse propósito.”

    Pacto

    No encontro desta quarta-feira, Bolsonaro propôs aos governadores um pacto a favor do Brasil, no esforço de buscar soluções para os problemas e contribuir na administração das dificuldades.
    O presidente eleito frisou que o pacto será negociado “independentemente de partido [político]. A partir deste momento não existe mais partido, nosso partido é o Brasil”, disse, sob aplausos.
    Bolsonaro negou que que o Ministério do Meio Ambiente será comandada pela atriz e escritora Maitê Proença. De acordo com ele, o nome escolhido será o de uma pessoa que conhece com profundidade a questão ambiental e vai focar na concessão de licenças, que, na opinião dele, está cercada de burocracia. “Queremos preservar o meio ambiente, mas não dessa forma que está aí.”
    O presidente eleito disse ter ouvido uma análise pertinente do futuro governador de Goiás, Ronaldo Caiado. “Ninguém consegue entender porque o Brasil, com a riqueza que tem, está na situação de hoje”, afirmou Bolsonaro. “Temos que destravar questões que nos colocam em situação de atraso.”

    Carta

    Ao ser informado pelo governador eleito de São Paulo, João Dória, de que as reivindicações dos governadores serão reunidas em uma carta, Bolsonaro afirmou que vai analisar com sua equipe cada item exposto no documento.
    Ao longo desta semana, a expectativa girou do anúncio de novos nomes para compor o primeiro escalão do governo Bolsonaro. Além da pasta do Meio Ambiente, o presidente eleito poderia indicar o comando dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores.
    Porém, o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, afirmou que não haverá novos anúncios até sexta-feira (16).
    (com informações da Agência Brasil)

  • "Olga", um monólogo sobre uma personagem histórica, no Teatro de Arena

    O Teatro de Arena de Porto Alegre, em parceria com o Instituto Brasileiro da Pessoa, apresenta nos dias 23, 24 e 25 de novembro, o monólogo “Olga”, premiado em várias categorias como melhor texto, melhor atriz, melhor direção e melhor monólogo, na V Maratona de Monólogos, em Canela. 
    A peça, adaptada e representada por Edelweiss Ramos e dirigida por Luana Serrão, destaca a última noite de Olga Benário Prestes no campo de concentração.
    Várias situações relembram a mãe, a esposa, a judia, a revolucionária, a antissocial, a presa política. Trabalhando as emoções da personagem, com o público muito próximo, o monólogo possibilitou mostrar a força e o preparo desta mulher que desafiou conceitos e se tornou um ícone de resistência contra o nazismo.
    Ficha Técnica:
    Direção – Luana Serrão
    Texto e atuação – Edelweiss Ramos
    Criação de iluminação – Carlos Eduardo Fernandes Santos
    Criação da trilha sonora – Guga Freitas
    Figurino – Fabrício Ghomes e Sandra Pena
  • Companhia teatral de Veranópolis apresenta espetáculo sobre folclore no teatro Bruno Kiefer

    A Cia Teatral Tem Gente no Palco, de Veranópolis retorna aos palcos da Casa de Cultura Mario Quintana, nos dias 14 e 15 de novembro, com o espetáculo “Um certo Cavaleiro errante e sua linda Flor”. As apresentações ocorrem no Teatro Bruno Kiefer, às 20h do dia 14 e às 16h do dia 15. Os ingressos custam R$ 20 inteira e R$ 10 para estudantes, classe artística, sêniors, professores e pessoas com deficiência com acompanhante.
    Ainda no dia 14 de novembro, às 15h, será realizada uma sessão especial para escolas e grupos. O agendamento deve ser feito pelo telefone (51) 99570-0878, e os ingressos custam R$ 5 para alunos e professores agendados e R$ 10 para público geral.
    “Um certo Cavaleiro errante e sua linda Flor”, de título homônimo, encontra na história cultural e folclórica do Rio Grande do Sul a base para sua construção, recontando lendas como “Negrinho do Pastoreio”, “Salamanca do Jarau” e contos gauchescos de João Simões Lopes Neto. A história passa a ser costurada por canções cantadas ao vivo e a figura do gaúcho é apresentada de forma lúdica, leve e poética, em uma releitura do mais nobre cavaleiro da literatura: Dom Quixote de Miguel de Cervantes.
    Nesse resgate da cultura, pleno de simbologias e dramaturgia autoral, o espetáculo emociona, diverte e questiona princípios e valores de uma tradição secular.
    FICHA TÉCNICA
    Direção e Dramaturgia: Izabel Cristina | Elenco: Ana Marcon, Cristina Lentz, Daiane da Silva, Ellen Comiotto, Eric de Carli, Jeferson Ghenes, Jefferson Benedet, Ingridi Verardo, Ismael Scalco, Laura lentz, Lucas Nunes, Mário Bressiani, Michelle Pértile | Figurinos: Cristina Lentz, Jeferson Ghenes, Mário Bressiani | Cenografia: Cristina Lentz | Maquiagem e Caracterização Cênica: Ana Marcon, Daiane da Silva, Jeferson Ghenes | Concepção coreográfica: Daiane da Silva e Grupo | Músicos: Daiane da Silva, Eric de Carli, Ismael Scalco | Trilha sonora pesquisada: Izabel Cristina | Iluminação: Fabiana Santos | Produção: Cia Teatral Tem Gente no Palco.
    SERVIÇO
    Espetáculo “Um certo Cavaleiro errante e sua linda Flor” | Cia Teatral Tem Gente no Palco | Veranópolis.
    Quando: 14 de novembro, quarta-feira, às 20h e 15 de novembro, quinta-feira, às 16h. Os ingressos custam R$ 20 inteira e R$ 10 para estudantes, classe artística, sêniors, professores e pessoas com deficiência com acompanhante. Compra antecipada pelo site http://www.entreatosdivulga.com.br/1certocavaleiroerranteesualindaflor ou pelo telefone (51) 99570-0878. Na bilheteria, 1 hora antes do espetáculo.
    No dia 14, às 15h, sessão especial para escolas e grupos com agendamentos pelo telefone (51) 99570-0878. Os ingressos custam R$ 5 para alunos e professores agendados e R$ 10 para público geral.
    Local: Teatro Bruno Kiefer – 6º andar Casa de Cultura Mário Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico).
     

  • Sob lobby dos cartórios, Senado aprova protesto sem testemunhas

    Foi aprovado no plenário do Senado na quarta-feira (7) projeto que altera o Código de Processo Civil (CPC) para prever, como título executivo extrajudicial, o documento particular assinado pelo devedor, independentemente de testemunhas.
    A matéria (PLS 22/2018) segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.
    Atualmente, o Código Civil requer duas testemunhas para que o documento seja considerado título executivo extrajudicial e possa ser levado a protesto. O PLS acaba com a necessidade das testemunhas para simplificar o processo. As assinaturas de credor e de devedor serão suficientes.
    O projeto é de autoria da Comissão Mista de Desburocratização. Ao final dos trabalhos da Comissão, em dezembro de 2017, foi aprovado o relatório, elaborado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).
    No texto, Anastasia ressalta que geralmente as testemunhas não estão presentes no momento da assinatura do contrato, e, sim, são cooptadas depois, quando o credor quer cobrar a dívida.
    “Essa exigência legal de testemunhas mais se aproxima a tempos longínquos e medievais, quando a autenticidade dos documentos era marcadas pelo anel de sinete do rei”, observou.
    O jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, disse que foi “o milionário lobby dos cartórios garantiu aprovação no Senado do projeto que cria o “protesto unilateral”.  
    “O projeto foi aprovado enquanto o país tinha as atenções voltadas para as comemorações da vitória de Bolsonaro”, diz o colunista.
    Segundo ele, o texto nasceu, na comissão de desburocratização, criada para reduzir a necessidade de cartórios, mas acabou “aparelhada”.
    Segundo ele, “para alguém protestar dívida no cartório, basta levar nota fiscal, boleto ou mensagens eletrônicas (e-mails e mensagens de WhatsApp).
    Aprovado pelo Senado, o projeto está sob análise dos deputados federais.
    No ultimo ano, os cartórios se tornaram fortes anunciantes dos meios de comunicação, o que garantiu que o assunto ficasse fora da pauta.
    (Com informações da Agência Senado)
  • "Recebi muito calor e emoção de todos", diz autor australiano em Porto Alegre

    Em sua primeira vinda ao Brasil, o autor australiano Stephen Michael King teve uma agenda cheia em Porto Alegre.
    Convidado da 64ª Feira do Livro, o escritor passou por uma maratona de atividades entre os dias 5 e 6 de novembro.

    Entre encontros com estudantes e leitores, o autor de clássicos da literatura infantil como “O Homem que Amava Caixas”, “Ana, Guto e o Gato Dançarino” e “Pedro e Tina”, todos publicados pela editora Brinque-Book, conversou com o JÁ e falou  sobre a experiência de conversar com os pequenos leitores brasileiros.

    Você imaginava encontrar tantos leitores aqui em Porto Alegre, no sul do Brasil?

    -Eu não imaginava. É bem difícil de imaginar tanta gente lendo o meu livro tão longe de onde eu moro. Eu moro numa ilha na Austrália que tem 350 habitantes. As pessoas lá sabem que eu escrevo, mas eu sou apenas uma pessoa comum. E isso foi bem diferente aqui no Brasil.

    E que outras diferenças você notou?

    -Notei coisas diferentes entre as pessoas, crianças, todos, homens e mulheres… Aqui as pessoas se abraçam, se tocam, e todos me fazem sentir realmente bem-vindo. O Brasil parece tão amistoso e alegre, é muito legal. Quando conversei com as crianças, elas pareciam realmente muito interessadas. No final, as pessoas se juntaram e as mulheres até quiseram que eu beijasse suas crianças.

    Como tem sido essa experiência de, pela primeira vez, encontrar seus pequenos leitores da América Latina?

    -Tem sido muito emocionante porque eu não sabia o que esperar.  Eu não fazia idéia, mas tem sido realmente caloroso e bonito; tem sido ótimo. Todos que eu encontro… As pessoas nesta Feira me fazem sentir próximo emocionalmente. Eu sinto que recebo muito calor e emoção de todos… é muito acolhedor.

    E qual é o recado que você espera ter deixado para eles?

    Que ler é divertido, sim, e nunca deve ser visto algo trabalhoso ou difícil, principalmente quando você é novo. É algo que deve ser divertido. E se sua mãe ou seu pai não lêem pra você, implore pra que eles leiam e curtam a experiência também.

    (Ana Carolina Pinheiro)