Autor: da Redação

  • Livraço na Redenção defende Programa Adote um Escritor

     
    Escritores, bibliotecários, estudantes, professores, leitores, população de Porto Alegre que lutam pela manutenção integral do programa de leitura Adote um escritor reuniram-se neste domingo de manhã para participar de mais um edição do Livraço na Redenção,  no Monumento do Expedicionário.
    “Precisamos defender esse importante programa de incentivo à leitura e formação de novos leitores da nossa cidade, mas que agora está ameaçado de ser extinto ou ter seu formato original descaracterizado por decisão do prefeito Marchezan”, afirmou a vereadora Fernanda Melchiona (PSol).
    A atividade é uma promoção conjunta da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura, Associação Gaúcha de Escritores (AGES), Câmara Rio-grandense do Livro, Clube dos Editores e Movimento “Sou Adote”.
    Programa Adote um Escritor
    O Programa de Leitura Adote um Escritor objetiva articular a leitura e o trabalho transdisciplinar de obras literárias, constituindo-se na política de leitura da Secretaria Municipal de Educação. Destina-se às escolas da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, incluindo Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Especial e Educação de Jovens e Adultos. O Programa conta com dotação orçamentária própria da Prefeitura de Porto Alegre, sendo a verba encaminhada diretamente às escolas, para que possam adquirir obras literárias que passam a compor suas bibliotecas escolares.
    Dentre as ações do Programa está aquisição de obras literárias de autores (escritores e/ou ilustradores) do Rio Grande do Sul e de todo o Brasil. Para o pleno desenvolvimento do Programa, a Smed mantém assessoria pedagógica constante às escolas, para que as mesmas apropriem-se amplamente da obra de um autor, o qual é escolhido coletivamente pela escola. Posteriormente, o autor realiza uma visita à escola, objetivando um contato mais próximo com toda comunidade escolar. Como complemento ao Programa, são realizadas visitas à Feira do Livro de Porto Alegre.
    Em sua primeira edição, sob a coordenação da professora Angela da Rocha Rolla, o projeto-piloto foi desenvolvido em​ ​dez escolas.​ ​O projeto previa o repasse de verba às escolas para a aquisição de obras literárias do escritor escolhido e, após a leitura e a realização de atividades​ ​pedagógicas relacionadas aos livros, ocorria a visita do escritor adotado. Nos anos seguintes, devido ao sucesso da iniciativa, ampliou-se o interesse das escolas e hoje 100% da​ ​rede​ ​municipal de ensino​ ​participa do Programa.
    A Câmara Rio-Grandense do Livro​ ​oferece uma lista de nomes de autores disponíveis para adoção.​ ​A cada ano, mais autores manifestam interesse em participar deste Programa, que é reconhecido como uma das melhores iniciativas de incentivo à leitura no país. Desde a sua criação, mais de​ ​200 escritores e ilustradores já participaram do Adote um Escritor.
    Em 2015,​ ​​69 escritores​ ​participaram de 132 encontros, com o envolvimento de​ ​13.292 estudantes. Mais de 5.000 alunos visitaram a 61ª Feira do Livro de Porto Alegre. Estiveram nas ações ligadas ao programa 1.140 educadores e 489 funcionários de escolas.
    Uma iniciativa originada no programa foi o Porto Leitura Alegre, conhecido como PLA, que já conta com duas edições. Os grupos de contadores de histórias formados nas nossas escolas têm a oportunidade de apresentar suas performances e receberem o carinho e reconhecimento do público presente na Feira do Livro de Porto Alegre. O PLA acontece em ​um​ dia da programação infantojuvenil da Feira no Teatro Carlos Urbim (antigo Teatro Sancho Pança).
    Os organizadores disponibilizaram uma página para manifestações de apoio: http://goo.gl/roZXEc

  • Gasômetro tem aula de yoga gratuita neste domingo

    Neste domingo, 3, das 10h às 11h30 a professora Simone Rocha da Silva orienta uma aula de Yoga na Usina do Gasômetro, gratuita e aberta a todos. A sugestão é vestir uma roupa confortável, levar um tapetinho, canga ou manta e, se quiser, uma almofadinha pra apoiar o joelho e relaxar. Recomenda-se, também, fazer uma refeição leve, no mínimo, uma hora e meia antes da aula, para não haver desconforto durante as posturas.

  • Brasil em Transe: mostra reúne clássico do cinema novo no Capitólio

    A mostra Cinema Novo – Brasil em Transe traz clássicos e obscuridades abertamente políticos realizados no Brasil entre 1965 e 1983 para a tela da Cinemateca Capitólio a partir deste sábado. A mostra marca os cinquenta anos de Terra em Transe, obra-prima de Glauber Rocha. Marca também o aniversário de um dos momentos mais críticos e paradoxalmente inventivos da história do cinema no Brasil.
    Até o próximo final de semana, com entrada franca, o público pode conferir grandes clássicos e obras menos conhecidas da geração que transformou o cinema brasileiro, filmes realizados na época do Golpe de Estado de 1964 por nomes como Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade, Nelson Pereira dos Santos, Paulo César Saraceni, Carlos Diegues, Gustavo Dahl, Leon Hirszman, Gustavo Dahl, Sergio Bernardes Filho, Julio Calasso, Andrea Tonacci e Luiz Rosemberg Filho.
    Entre os destaques da mostra estão as exibições das cópias restauradas de Terra em Transe, de Glauber Rocha, São Bernardo, de Leon Hirszman e de Conversas no Maranhão, de Andrea Tonacci. Após a exibição de O Desafio, de Paulo César Saraceni,ocorre um debate com a pesquisadora Helena Stigger.
    A mostra faz parte do projeto Cinemateca Capitólio – Digitalização e Programação Especial 2017, patrocinado pela Petrobras e financiado através do Pró-Cultura RS da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Estado do Rio Grande do Sul.
    Sábado, 2 de setembro
    18h – Cinema Novo
    20h – Terra em Transe
    Domingo, 3
    18h – Desesperato
    20h – O Desafio + debate com a pesquisadora Helena Stigger
    Terça-feira, 5
    20h – O Bravo Guerreiro
    Quarta-feira, 6
    20h – Os Herdeiros
    Quinta-feira, 7
    18h – Os Inconfidentes
    20h – Quem é Beta?
    Sábado, 9
    18h – São Bernardo
    20h – Longo Caminho da Morte
    Domingo, 10
    18h – Crônica de um Industrial
    20h – Blábláblá + Conversas no Maranhão
    Os filmes:
    Terra em Transe – 1967, 111 minutos, Brasil – Direção: Glauber Rocha
    País fictício da América Latina, Eldorado é palco de uma convulsão interna desencadeada pela luta em busca do poder. Exibição em DCP.
    O Desafio – 1965, 94 minutos, Brasil – Direção: Paulo César Saraceni
    O Golpe Militar de 1964 no Brasil leva um jovem jornalista a um vácuo existencial. Diante das desilusões amorosas e políticas, ele se encontra sem perspectivas de vida. Exibição em HD. Após a sessão, acontece debate com a pesquisadora Helena Stigger.
    Desesperato – 1968, 100 minutos, Brasil – Direção: Sergio Bernardes Filho
    A história de um escritor (Raul Cortez) que deixa seu lar para realizar pesquisas literárias nos cenários mais obscuros do país. Inconformado com o atual cenário nacional, o historiador junta-se a um líder político gerando sérias consequências. Exibição digital.
    O Bravo Guerreiro – 1968, 100 minutos, Brasil – Direção: Gustavo Dahl
    Querendo promover mudanças, um deputado passa para o partido da oposição e tenta levar suas ideias adiante. Mas vê o seu projeto de lei ameaçado e descobre que não é a melhor pessoa para lidar com os sindicatos. Exibição digital.
    Os Herdeiros – 1970, 110 minutos, Brasil – Direção: Carlos Diegues
    Para ganhar um neto, o decadente Barão do Café Joaquim resolve casar a filha com Jorge, um repórter da capital. Anos depois, Jorge trai o sogro, foge com a mulher e deixa o filho na fazenda. Exibição em HD.
    Longo Caminho da Morte – 1971, 85 minutos, Brasil Direção: Julio Calasso
    Uma família de coronéis é dona de terras para plantio de café e suas relações com o mundo escancaram as modificações na sociedade brasileira do século XX. Exibição em HD.
    São Bernardo – 1972, 113 minutos, Brasi – Direção: Leon Hirszman
    A trajetória de Paulo Honório, um modesto caixeiro-viajante que acaba enriquecendo valendo-se de métodos violentos.
    Quem é Beta? – 1972, 85 minutos, Brasil – Direção: Nelson Pereira dos Santos
    Depois de uma catástrofe que modificou o estado natural do mundo e destruiu a sociedade civilizada, um casal começa uma nova vida em um abrigo. Este relacionamento é perturbado pela chegada de uma mulher.
    Os Inconfidentes – 1972, 80 minutos, Brasil – Direção: Joaquim Pedro de Andrade
    Um grupo de intelectuais e integrantes da elite brasileira se une para libertar o país da opressão portuguesa. Dos engajados no movimento, Tiradentes é o que está disposto a levar a revolução às últimas consequências.
    Crônica de um Industrial – 1978, 96 minutos, Brasil – Direção: Luiz Rosemberg Filho
    Um empresário bem-sucedido, de esquerda quando jovem, continua um nacionalista convicto. Ele entra em crise quando é pressionado pelos interesses do capital estrangeiro e procura compensar no sexo seu vazio existencial. Exibição em HD.
    Blábláblá – 1968, 26 minutos, Brasil – Direção: Andrea Tonacci
    O sentido do poder e da palavra em crise situa o homem que os manipula numa idêntica crise pessoal, humana. A farsa do discurso de intenção humanista é total e absoluta. Um ditador num momento de uma grave crise nacional, institucional, confrontado na cidade e no campo por revoltas e guerrilha, na busca de uma paz ilusória, faz um longo pronunciamento pela televisão. Mas a realidade se impõe à sua ficção e o controle da situação lhe escapa das mãos. Sobra-lhe uma patética confissão antes de ser tirado do ar. Exibição em DCP.
    Conversas no Maranhão – 1983, 117 minutos, Brasil – Direção: Andrea Tonacci
    Realizado entre os anos de 1977 e 1983, Conversas no Maranhão nasceu do contato do diretor e fotógrafo Andrea Tonacci com os índios Canela Apãniekra nos anos 1970. Mais do que um documentário, o filme se tornou um manifesto da tribo ao governo brasileiro, no momento em que suas terras eram demarcadas pela Funai.
    Cinema Novo – 2016, 90 minutos, Brasil Direção: Eryk Rocha
    Um ensaio poético que investiga um dos principais movimentos cinematográficos latino-americanos, através do pensamento e fragmentos de filmes dos seus principais autores. O filme mergulha na aventura da criação de uma geração de cineastas que inventou uma nova forma de fazer cinema no Brasil – a partir de uma atitude política que juntava arte e revolução – e que tinha como desejo um cinema que tomasse as ruas e fosse ao encontro do povo brasileiro

  • Centro obstétrico do Presidente Vargas fecha para reformas

    Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV) inicia neste sábado, 2, uma reforma da rede elétrica de seu Centro Obstétrico. Por este motivo, o local estará fechado nas próximas duas semanas. A previsão da Prefeitura é que as atividades sejam retomadas até o dia 19.
    Em função dos trabalhos, a direção da hospital orienta pacientes e gestantes para que procurem atendimento nas maternidades dos Hospitais de Clínicas, Santa Casa, Fêmina, Conceição e São Lucas da PUC.

  • Segunda passagem gratuita volta a vigorar em Porto Alegre

    Os passageiros do transporte público de Porto Alegre que precisam de dois ônibus para se deslocar voltaram a ter a gratuidade da segunda passagem nas primeira horas deste sábado. A regra vale quando há um intervalo de até 30 minutos entre as viagens e que sejam realizadas em direção a um mesmo destino.
    A Procuradoria-Geral do Município (PGM) e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) foram notificadas formalmente no final da tarde de sexta-feira, 1º, sobre a decisão liminar da Justiça. A EPTC notificou a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), as empresas concessionárias e a Carris.
    Uma decisão liminar emitida na quinta-feira, 31, suspendeu os efeitos do decreto do prefeito Nelson Marchezan Júnior que retirava a gratuidade da segunda passagem. O juiz Jose Antonio Coitinho, da 2ª Vara da Fazenda Pública, acatou ação popular movida por oito vereadores de Porto Alegre e suspendeu o decreto municipal nº 19.803/2017.
    Segundo o magistrado, “os passageiros estão desembolsando valor maior para o transporte público e que não se vislumbra forma equilibrada de proceder na devolução deste numerário para cada uma das pessoas atingidas pela mudança legislativa, necessária a pronta intervenção judicial.”
    Os argumentos usados na ação popular é de que o atual preço da passagem já calcula a isenção na segunda passagem e que o valor deveria ter sido reduzido após a vigência do decreto.
    A PGM irá ingressar com recurso no prazo legal, apresentando os argumentos técnicos que sustentaram o decreto municipal.

  • Gerdau suspende "Melhores da Terra" e é grande ausente da 40ª Expointer

    A maior ausência da 40ª Expointer é a Gerdau, que dispensou a casa que alugava no parque de exposições de Esteio e desativou o prêmio Melhores da Terra, uma das grandes atrações do maior evento rural do Rio Grande do Sul.
    Em mais de trinta edições da Expointer nas últimas décadas, a casa da Gerdau foi ponto de recepção de amigos e clientes convidados para almoços e jantares com shows e entrega de Prêmios a projetos inovadores no agronegócio.
    Ali era feito o marketing institucional junto aos fabricantes de máquinas agrícolas e consumidores de artigos como arame.
    O motivo da ausência na Expointer pode ser encontrado na leitura do balanço financeiro de 2016, ano em que o grupo Gerdau amargou um novo prejuízo de R$ 2,9 bilhões (R$ 4,6 bilhões em 2015) em consequência da persistente crise econômica, que vem afetando o consumo de aço.
    No ano passado o grupo vendeu 15,6 milhões de toneladas de aço, contra 17 milhões de toneladas em 2015. A receita líquida caiu para R$ 37,7 bilhões, 13,6% menor do que a de 2015. Foi a primeira vez na década em que a receita do grupo Gerdau ficou abaixo de R$ 40 bilhões.
    Usuário habitual de um marketing agressivo, o grupo Gerdau refluiu para um modus operandi bastante defensivo, principalmente depois que a Policia Federal visitou seu escritório central em fevereiro do ano passado, levando documentos e convidando o presidente André Joahannpeter a dar um depoimento à Operação Zelotes sobre fatos relacionados ao Conselho Administrativo da Receita Federal (CARF), onde reinava um polpudo tráfico de propinas.
    Num esclarecimento público, a empresa afirmou sobre seu envolvimento na Operação Zelotes: “Ao contrário do que tem sido cogitado no noticiário, não se trata de sonegação – declaração falsa ou omissão com a intenção de eximir-se de tributos eventualmente devidos – e sim do exercício legítimo de direito pelas empresas da Gerdau, respaldado expressamente nas leis e na jurisprudência”.
    Como reflexo da publicidade em torno do assunto, o grupo decidiu dias atrás pela saída da família Gerdau Johannpeter de cargos de direção, uma forma sóbria de abrir cancha para uma gestão que restabeleça a confiança do mercado no futuro do grupo, especialmente na América do Norte, onde grupos de acionistas iniciaram processos por supostas perdas decorrentes de administração inidônea.
    São ações especulativas que parecem fazer parte da ofensiva liberal norte-americana para tirar vantagem de grandes ativos brasileiros. Cauteloso, o grupo Gerdau não fez provisões para esse caso incipiente, mas registra R$ 2,2 bilhões como provisão para “causas trabalhistas, tributárias e cíveis”.
    De 2014 ao final de 2016, como parte de sua estratégia de enxugamento de custos e captação de recursos, o grupo Gerdau se desfez de 13 ativos em outros países, nos quais se concentra a maior parte de suas operações.
    Essas alienações envolviam ativos “de pouco futuro” e resultaram em R$ 309 milhões, mas ajudaram a reduzir o endividamento geral em R$ 291 milhões. Em dezembro passado, a dívida bruta do grupo era de R$ 20,5 bilhões, seis bilhões a menos do que no final de 2015.
    Nesse ritmo de queima de gorduras, com ou sem zelotes, podem-se iniciar as apostas para acertar em quantos anos (de um a cinco) a Gerdau estará de volta à Expointer.
    Extremamente transparente, o balanço tem 86 páginas na internet e pode ser acessado no site www.ri.gerdau.com.

  • Sandro Bergue assume Secretaria de Transparência e Controladoria de Porto Alegre

    A Prefeitura de Porto Alegre anunciou nesta sexta-feira, 1º, o secretário da Transparência e Controladoria (SMTC). A pasta era a única que ainda não tinha secretário nomeado. O auditor público externo do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, Sandro Trescastro Bergue, assume a pasta da nova secretaria.
    Entre as funções institucionais da SMTC está a potencialização do diálogo entre a sociedade e a administração pública. A nomeação está publicada na edição desta sexta do Diário Oficial de Porto Alegre.
    Desde 1994, Sandro Bergue é auditor público externo do TCE-RS, onde também foi diretor da Escola Superior de Gestão e Controle e atuou nas áreas de controle externo e administrativa, inclusive como assessor do Ministério Público de Contas (MPC). O auditor foi cedido pelo Tribunal e está à disposição do Poder Executivo Municipal a partir desta sexta.
    Em 2016,  foi assessor da Superintendência Geral da Assembleia Legislativa. Bergue é Doutor em Administração, na área das Organizações, pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGA/UFRGS)
    Mestre em Administração com ênfase em Administração Pública pelo PPGA/UFRGS. Bacharel em Administração e Ciências Econômicas, é docente convidado nos cursos de pós-graduação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), da UFRGS e da Fundação do Ministério Público (FMP).

  • Porto Alegre Em Cena: venda de ingressos começa nesta sexta

    Terá início nesta sexta-feira, 1º de setembro, a venda geral de ingressos para o 24º Porto Alegre Em Cena e o Música Em Cena. Com valores entre R$ 20 e R$ 80, as entradas estarão disponíveis a partir das 10h na bilheteria oficial do Porto Alegre em Cena, no Centro Municipal de Cultura, (av. Érico Veríssimo, 307) e também no site portoalegreemcena.
    As entradas para o espetáculo de abertura, que ocorre no palco do Teatro do Bourbon Country, reunindo pela primeira vez a Orquestra Villa-Lobos e a Companhia Jovem de Dança, custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Já as atrações locais têm valores de R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada), enquanto os espetáculos nacionais e internacionais terão tickets a R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia).
    Entre os destaques desta edição estão 11 espetáculos brasileiros, vindos do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Minas Gerais. A atriz Nathalia Timberg fará durante o festival a estreia nacional de Chopin ou Tormento do Ideal, interpretando o primeiro papel masculino de sua carreira ao lado da pianista Clara Sverner. Outros grandes nomes do teatro também se apresentarão por aqui, como Andrea Beltrão, no solo Antígona; Drica Moraes, na comédia Lifting; Georgette Fadel, em Afinação I; e Denise Weinberg, no espetáculo O Testamento de Maria, assinado por Ron Daniels.
    Musica Em Cena
    As entradas para três shows do projeto também estarão disponíveis: a comédia musical A Doce Bárbara, em que o gaúcho Antônio Carlos Falcão interpreta Maria Bethânia; a apresentação de Alice Caymmi mostrando o espetáculo Louca; e o show Etc & Tal, da banda As Bahias e a Cozinha Mineira, que mistura elementos de diversos ritmos com interpretação das vocalistas trans Assucena Assucena e Raquel Virgínia. Os Ingressos custam R$ 80, inteiro, com meia entrada para as atrações nacionais, e R$ 40, com meia-entrada para o espetáculo local.

  • Fotógrafo Jorge Aguiar mostra “Hades-Deus do Inferno”, no Brique da Redenção

    No próximo domingo, 03/09, haverá o lançamento em Porto Alegre de “Hades – Deus do Inferno”, exposição do fotógrafo Jorge Aguiar. O varal de fotos, já exposto fora do Estado, é um recorte que teve a curadoria coletiva de Guy Veloso, Fernanda Matos, Luciana Melo, Janaina Moura e Manuela De Lorenzo, realizada no 7º Festival Internacional Fotografia, em Tiradentes/MG. O trabalho temático levou o nome de “Um Mergulho no Inferno” e foi desenvolvido pelo fotógrafo entre 2012 e 2014.
    O jornalista Renato Dorneles, especialista no sistema prisional gaúcho, ao comentar o trabalho escreveu: “O inferno existe. É a mais pura verdade. A prova está nas marcas deixadas nas paredes, no piso, no teto e nos portões que o cercam. Através da fotografia, o documentarista Jorge Aguiar nos levam a um profundo mergulho neste inferno. São imagens que dispensam legendas e, por si só, nos mostram a dura realidade do Presídio Central de Porto Alegre e do Instituto Psiquiátrico Forense Maurício Cardoso. E nem é preciso exibir rostos tristes, sofridos, malvados, doentios… Os cenários são suficientes para nos contar tudo sobre esses infernos cercados pelo concreto e pelo asfalto da cidade, tão próximos da vida cotidiana e, ao mesmo tempo, distantes e invisíveis aos olhos da sociedade”.
    SERVIÇO
    Local: Brique da Redenção, junto ao Bloco Deixa Falar
    Dia 03 de setembro
    Horário das 10H  às 18H

  • Triste realidade

    Yeda Crusius*
    Entra ano, sai ano, e a realidade não muda para a mulher brasileira nas estatísticas da violência. Aliás, piora. Fiz questão de escrever este artigo no dia 31, porque é nele que se encerra a campanha “Agosto Lilás”, de conscientização e combate à violência de gênero, já em 12ª edição.
    As campanhas estão na rua, temos uma legislação celebrada no mundo inteiro, a Lei Maria da Penha, e no calendário existem sete dias dedicados nacional e/ou internacionalmente à luta contra a violência e a exploração e abuso sexual da mulher. E, no entanto, nunca morremos tanto.
    Sempre digo, e reitero: o Brasil da violência trata muito mal seu povo, em especial seus jovens e suas mulheres. Em 2016 houve no país um estupro coletivo a cada 2 horas e meia – um aumento de 124% nos últimos 5 anos – , com Acre, Tocantins e Distrito Federal liderando o ranking. Por aqui se mata uma mulher a cada 90 minutos, somos o 5º país que mais assassina mulheres no mundo, e nesse quesito os campeões são Espírito Santo e Bahia.
    Se a legislação existe, é efetiva, e os números da violência não param de crescer é porque alguma coisa está faltando e a meu ver, faltam duas, no que deveria ser um tripé no combate para redução do feminicídio e demais crimes de gênero. As punições previstas na lei precisam ser mais severas, hoje um crime de latrocínio recebe pena maior do que o assassinato em função de gênero, o que é inaceitável. Nenhum bem material vale mais do que a vida. O acolhimento às vítimas de violência doméstica deve ser mais eficiente, porque são elas que morrem normalmente pelas mãos de seus parceiros, ou ex companheiros. Não basta registrar a agressão se elas voltam para casa, no mesmo ambiente da agressão.
    Por último, o mais importante: é preciso investir na formação dos homens e mulheres do futuro. Incluir na grade escolar das redes municipal, estadual e federal de ensino a disciplina de igualdade de gênero e combate à violência contra a mulher. Transformar a maneira como os homens enxergam as mulheres é essencial, e isso só vai mudar se for trabalhada a cultura da violência desde a infância, ensinando-se o que é a cultura da paz.
    Há outras violências que sofremos no cotidiano, tais como: salários 30% menores para mulheres que exercem o mesmo cargo que um homem. Todas sabemos que as brasileiras estudam mais e ganham menos, mesmo havendo aumentado a atuação como chefes de família. Também não vou desistir de destacar que, no Brasil, metade das mulheres que engravidam perdem o emprego até dois anos após a licença-maternidade. Justamente quando mais precisam de estabilidade.
    Vou focar na questão econômica, porque pesquisa realizada pela Universidade Federal do Ceará divulgou que a violência contra a mulher gera prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão ao país. Dizem que o bolso é a parte mais sensível, quem sabe a mais razoável do corpo humano, então mostrar o quanto custa essa violência pode despertar consciências.
    É hora de mudar de uma vez por todas, sem contemplação, a forma como o Brasil enxerga e trata suas mulheres, para que no futuro não sejam necessários tantos dias no calendário, nem um mês inteiro dedicado a combater a violência contra elas. A igualdade, quando existe, não precisa de datas comemorativas. Apenas é.
     * Yeda Crusius é economista e deputada federal pelo PSDB/RS em seu quarto mandato. Já ocupou os cargos de Ministra do Planejamento e Governadora do RS.