Autor: da Redação

  • MTG cancela Desfile Temático Farroupilha deste ano

    O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Nairo Callegaro, reuniu-se nesta semana com a equipe organizadora do Desfile Temático 2017 e decidiram adiar a realização do desfile neste ano, que seria no dia 17 de setembro, para uma data em 2018 ainda indefinida.
    A ideia, segundo Callegaro, é reformular o desfile, levando ao público uma nova proposta. O desfile, que chegou a ser realizado à noite, com a presença de carros temáticos, mas que nos últimos anos, com o corte de recursos, vinha sendo realizado durante o dia, junto com o desfile tradicional, a exemplo dos primeiros anos de sua realização.
    O encontro aconteceu na sede do MTG, em Porto Alegre, com a presença principalmente de coreógrafos e tradicionalistas das invernadas participantes do evento.

  • Juiz federal suspende qualquer decreto sobre extinção da Renca na Amazônia

    O juiz Rolando Spanholo, da 21ª Vara Federal de Brasília, determinou a suspensão dos efeitos de “todo e qualquer ato administrativo tendente a extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca)”, localizada na Floresta Amazônica. A reserva foi extinta por decreto do governo federal no último dia 23 de agosto.
    O magistrado atendeu a um pedido feito em ação popular aberta pelo cidadão Antônio Carlos Fernandes, segundo a qual a área de proteção não poderia ser extinta por meio de decreto, mas somente por projeto de lei, como previsto na legislação ambiental.
    Spanholo destacou que o Artigo 255 da Constituição determina que áreas de proteção ambiental, e expressamente as que fiquem na região da Floresta Amazônica, só podem ser modificadas por projeto de lei aprovado pelo Poder Legislativo.
    Após descrever o texto constitucional, o juiz afirma que “o nosso Constituinte deixou expresso que, após outubro de 1988, somente lei em sentido formal poderá impor mudanças na forma de utilização dos recursos naturais”.
    A decisão liminar do juiz foi proferida ontem (30), um dia depois de o governo federal anunciar que vai revogar o decreto da semana passada, para substituí-lo por um novo, mais detalhado, no qual pretende deixar claro não ser possível a exploração mineral em áreas indígenas ou outras áreas de conservação abarcadas pela Renca.
    Para o juiz, o recuo anunciado “seria apenas pontual (para explicitar garantias contra o desmatamento em massa etc.), isto é, que estaria mantido o propósito central da medida impugnada pelo autor: a extinção da Renca por meio de simples ato administrativo, sem a observância da garantia constitucional”.
    Por meio de comunicado enviado à imprensa, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que vai recorrer da decisão.
    Repercussão negativa
    A extinção da Renca por meio de decreto gerou questionamento de ambientalistas, celebridades, da população e da mídia internacional. “Vergonha! Estão leiloando nossa Amazônia! Não podemos destruir nossas áreas protegidas em prol de interesses privados”, escreveu no Twitter a modelo brasileira Gisele Bündchen dias depois da edição do decreto. Até o momento, a mensagem recebeu 9,2 mil curtidas e 6,6 mil retuites.
    A área de proteção foi criada em 1984 pelo governo de João Figueiredo, último presidente do período militar. Na ocasião, foi definida a proteção da área de 47 mil quilômetros quadrados (km²), incrustada em uma região entre os estados do Pará e do Amapá.
    Desde então, a pesquisa mineral e a atividade econômica na área passaram a ser de responsabilidade da Companhia Brasileira de Recursos Minerais (CPRM – Serviço Geológico Brasileiro) ou de empresas autorizadas pela companhia. Além do cobre, estudos geológicos apontam a existência de ouro, manganês, ferro e outros minérios na área.
    Da Agência Brasil

  • Prefeitura de Porto Alegre anuncia aumento no repasse para creches

    O prefeito Nelson Marchezan Júnior anunciou nesta terça-feira, 29/08, um aumento de pelo menos 45% no valor investido por aluno nos convênios que mantém com 226 entidades da Capital. Serão repassados 30% em 2018 e mais 15% em 2019.
    A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed), pretende ainda ampliar de 19 mil para 20 mil, em 2018, o número de crianças atendidas por entidades educacionais que têm parceria com o Executivo.
    Mudará também a forma de repasse nas novas parcerias: antes, cada organização recebia um valor de acordo com a quantidade de crianças atendidas (por exemplo, o valor da faixa de 100 a 120 alunos é de R$ 36.489,79 se a instituição oferecer berçário, o que dá em torno de R$ 320 por criança). Agora, será pago um valor fixo por criança, que irá variar conforme a renda familiar da região onde fica a entidade (nas regiões com renda familiar de até três salários mínimos, os valores serão de R$ 472 em 2018 e R$ 525 em 2019).
    “A ideia é aplicar mais recursos nas áreas onde a população é mais pobre”, explica o secretário de Educação, Adriano Naves de Brito.
    Valores dos repasses:
    2018
    Região com alta vulnerabilidade (até 3 salários mínimos) – R$ 472,50
    Região com média vulnerabilidade (de 3 sm a 5 sm) – R$ 461,25
    Região com baixa vulnerabilidade (mais de 5 sm) – R$ 450
    2019
    Região com alta vulnerabilidade (até 3 sm – R$ 525)
    Região com média vulnerabilidade (de 3 sm a 5 sm – R$ 512,50)
    Região com baixa vulnerabilidade (mais de 5 sm) – R$ 500)

  • Paim quer manter vereador Janta na base do governo municipal

    Mesmo depois de ter sido afastado da liderança do Executivo na Câmara Municipal por ter acionado a Justiça contra o decreto do prefeito que retirou a gratuidade na segunda passagem do transporte público, o vereador Clàudio Janta (SD) segue considerado peça fundamental para as pretensões do prefeito Nelson Marchezan Júnior, admitiu o vice-prefeito Gustavo Paim, na tarde desta terça-feira, no Legislativo.
    “Tenho a confiança e convicção de que ele segue sendo vereador da nossa base”, disse.
    Paim ressaltou a importância do parlamentar na aprovação de todos os projetos que o Executivo já encaminhou à votação. No primeiro semestre apenas um projeto foi retirado do plenário, pois seria rejeitado.
    Paim irá se encontrar com Janta para convencê-lo a permanecer ao lado do governo. O vereador do Solidariedade ainda não decidiu se fica no governo mas admitiu que irá conversar com o executivo.
    Vice-prefeito diz que liderança de Barboza é provisória
    O vice-prefeito Gustavo Paim disse ainda que o posto de líder do governo na Câmara, assumido pelo vereador Moisés Barboza (PSDB), o Maluco do Bem, pode ser provisória.
    “Neste momento, ele vai conversar com os demais vereadores para que a gente possa estabelecer a próxima liderança” declarou.
    Moisés, até ontem era o vice-líder do governo. Foi avisado à noite, em reunião realizada na Prefeitura, que viraria líder. “Fui designado para construir uma nova liderança junto com os outros vereadores”, declarou ao telefone, ainda na noite de segunda-feira.
    Na Câmara, o clima é de incerteza. Fala-se em dias quentes”, em “bronca grande pela frente”, referindo-se a projetos polêmicos como revisão do IPTU e alterações nos salários do funcionalismo.
    Segundo Paim, a liderança pode vir tanto dos partidos da base, como o seu partido, PP ou PTB, como as legendas  do bloco independente: “Por que não?” indagou.
    Tudo indica que o governo procura um vereador mais experiente para ocupar o posto de representante no Legislativo. Moisés está no seu primeiro mandato. Cassio Trogildo (PTB), atual presidente da Câmara, é um dos citados entre assessores parlamentares. Mas, para isso, Marchezan teria que esperar Trogildo sair da presidência.

  • MP catarinense destaca importância dos Observatórios Sociais para combater corrupção

    O Ministério Público de Santa Catarina apresentou no final deste mês de agosto as iniciativas que desenvolve para o aprimoramento da fiscalização dos contratos da Administração Pública e destacou a importância do controle ser fomentado pela sociedade, por meio dos observatórios sociais.
    O evento compôs uma série de cinco rodadas estaduais e regionais realizadas pelo Observatório Social do Brasil, voltadas para voluntários e funcionários dos observatórios sociais, com objetivo de fortalecer a rede em cada estado, alinhando ações e promovendo a troca de experiência entre os observadores. As discussões envolveram o planejamento estratégico, gestão e definição das próximas ações. Além do MPSC, participaram do evento a OAB, SEBRAE e o Tribunal de Contas do Estado (TCE).
    O MPSC foi representado pelo servidor Luciano Maurício, do Centro de Apoio Operacional da Moralidade Administrativa (CMA) do MPSC, que proferiu palestra com o tema “Fiscais de Contrato”.
    Na palestra, explicou que a execução dos contratos públicos representa uma das fases mais complexas e delicadas da atividade administrativa, foco frequente de irregularidades, como termos aditivos irregulares, superfaturamento de bens e serviços e recebimento de produtos pela Administração de qualidade inferior ao que foi efetivamente licitado e pago.
    “A Lei de Licitações (Lei 8.66/93) estabelece em seu artigo 67 que a execução dos contratos deve ser acompanhada e fiscalizada pela Administração Pública mediante nomeação de um representante especificamente designado para tal função, obrigação, todavia, frequentemente negligenciada pelos gestores públicos”, acrescentou Luciano Maurício.
    Neste sentido, o CMA implantou uma iniciativa de sugestão de atuação aos Promotores de Justiça, com a atuação na área de defesa do patrimônio público, para investigação, incentivo e cobrança da obrigação da Administração Pública de implementar meios efetivos de fiscalização de seus próprios contratos, fortalecendo as controladorias internas municipais.

  • Prefeitura cria comissão para reavaliar inventário de imóveis no Petrópolis

    O processo para listagem de imóveis no bairro Petrópolis, que irão fazer parte do Inventário do Patrimônio Cultural de Porto Alegre está travado há praticamente cinco anos, e não há prazo para uma solução final.
    Em reunião na Câmara Municipal, na manhã desta terça-feira, 29, representantes da Equipe do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Ephac) anunciaram aos cerca de 100 moradores presentes que está sendo criada uma comissão entre três secretarias (da Cultura, Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Sustentabilidade) e o gabinete do vice-prefeito para discutir o problema. Irão tentar destravar a listagem.
    A arquiteta Ronice Borges, diretora do Ephac, avisou que não há um prazo para que o novo grupo conclua o trabalho.
    “Vamos tomar uma solução, mas não podemos dizer quando. Estou no cargo há oito meses e procuramos resolver todos os aspectos da questão, da melhor maneira, respeitando as posições. Vamos conjuntamente rever possíveis discrepâncias, mas não há um prazo”.
    A diretora explica que neste ano, por determinação do Ministério Público, os proprietários foram novamente notificados pelo Ephac.
    Dos 559 locais listados inicialmente em 2012, sem concordância  inicial dos seus donos, o que gerou todo o imbróglio, atualmente permanecem na lista 350 imóveis “bloqueados”. Nesse tempo já houve três revisões na lista.
    Uma parte dos moradores concorda com a preservação do patrimônio arquitetônico do bairro. Outra, lamenta a desvalorização dos seus imóveis, enquanto os terrenos no entorno ficariam muito mais valorizados.
    Associação diz que pode barrar processo na Justiça

    Conforme Fernando Molimos Pires Filho, presidente da Associação de Moradores do Bairro Petrópolis Atingidos pelo Inventário da Prefeitura (Amai), a demora para se chegar a uma solução é um crime contra a comunidade.

    “Vivemos em um suplício, há cinco anos. Queremos encaminhamento urgente, precisamos de soluções. Não somos contra a preservação do patrimônio, mas contra esse modo de se fazer. É preciso regras claras. Há imóveis que já entraram e saíram da listagem, não entendemos o porquê? O bairro não pode ficar congelado”, declarou.

    Pires filho informou que, se a nova comissão não apresentar soluções rápidas, a AMAI irá ingressar na Justiça para barrar o processo. “Não podemos continuar prejudicando as nossas famílias. Nos transformamos em zeladores de nossas próprias casas”, disse.

    Vereador propõe revogar lei
    Ao final das mais de duas horas de reunião, o vereador Dr Thiago propôs que a lei 601/08, que determina os procedimentos para a preservação do Patrimônio Histórico e Cultural na Capital, e que estaria “travando o bairro”, fosse revogada. Na prática, o processo cessaria e voltaria a estaca zero até que uma futura legislação seja definida. A proposta para revogação será analisada pelo Legislativo municipal.
    Duas casas listadas já foram demolidas
    Em julho, dois imóveis que estavam listados para entrar no inventário do bairro Petrópolis foram ao chão. Nos terrenos da rua Farias Santos, 220 e 234, só restaram os escombros. A demolição das casas para a construção de um empreendimento imobiliário ocorreu graças a uma liminar concedida pela 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RS.
    Há ainda ao menos outros cinco proprietários que possuem ações semelhantes para liberação dos imóveis. A construtora que ganhou a liminar ainda vai entrar com ação indenizatória contra o município para cobrir o prejuízo com o atraso do empreendimento.
    A Prefeitura também entrou na Justiça e pede indenização à construtora que demoliu os imóveis. Não há decisão ainda sobre o assunto.
    O advogado da Amei, Márcio Divino, avisa que uma ação conjunta entre os moradores não está descartada se não chegar logo uma solução. “Os moradores não podem esperar mais”, declarou.
    Outros moradores, porém, já manifestaram-se a favor do inventário. Clivia Morato, proprietária de uma das casas na lista do inventário na Rua Dario Pederneiras, apoia a ideia. “Temos interesse em manter a história do Bairro, manter sua paisagem. O bairro já foi bem destruído. E esse inventário atinge menos de 400 casas, apenas 4% das moradias”, fala.
    Oito bairros já foram inventariados em Porto Alegre, desde 2011. Quando chegou em Petrópolis, no final da 2012, o processo travou devido aos proprietários não terem sido informados previamente de que haveria o “bloqueio” dos imóveis.
    Bairro essencialmente residencial, de um tempo em que a classe média ascendente sonhava em viver em casas no centro de amplos terrenos ajardinados, Petrópolis é um dos maiores potenciais construtivos de Porto Alegre.
    O Inventário não retira o direito de propriedade de um bem; apenas impede que ele venha a ser destruído ou descaracterizado. Há dois tipos de imóveis que entram na lista, os considerados de estruturação, que devem ser preservados, sem modificação de fachada, e outros de compatibilização, que têm relevância pela composição do entorno, não podendo sofrer alterações que descaracterizem a ambiência do bairro.
    A manutenção do imóvel fica sob responsabilidade do proprietário, sendo que a ele não cabe indenização, como ocorre no processo de tombamento.
    O bairro Petrópolis é uma das áreas mais cobiçadas pela indústria imobiliária e passa por uma forte transformação, com a derrubada de casas ou pequenos prédios para a construção de espigões.
    Antes do inventário, agora parado, haviam somente 11 bens relacionados como de interesse cultural no Petrópolis:
    –  Caixa Dágua da Praça Mafalda Veríssimo, tombada em 2008 a pedido dos moradores.
    – Oito casas na avenida Felipe de Oliveira, entre elas a casa do escritor Érico Veríssimo.
    –  Restaurante Barranco, antiga sede de uma chácara.
    –  Casa Estrela, na rua Camerino, 34.

  • Clàudio Janta não é mais o líder do Governo Marchezan

    A Prefeitura informou por volta das 21h45 desta segunda-feira, através de email e em seu site, que anunciará oficialmente amanhã como novo líder do governo, o vereador Moisés Barboza, do PSDB.
    O vereador Clàudio Janta (Solidariedade), até então responsável pela interlocução do Executivo municipal, foi pego de surpresa.
    “Estou sabendo por ti, neste exato momento, tem técnico de futebol que é demitido por telefone, nem isso eu fui”, disse ao telefone.
    Na semana passada o vereador entrou com ação na Justiça contra o decreto do prefeito Marchezan que retirou a gratuidade na segunda passagem no transporte público. Além da gratuidade da segunda passagem, o parlamentar diz que é contra aumento de impostos (revisão do IPTU). “Vão contra o meu pensamento político”, justificou.
    Janta suspeita que as recentes críticas que fez em plenário aos projetos enviados pela Prefeitura e ação culminaram com a sua saída da liderança: “Estive cobrando o prefeito sobre os acordos que nós fizemos durante a campanha”, ressaltou.
     

  • Grupo RBS descumpre acordo e Sindicato pede mediação da Superintendência do Trabalho

    O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS) encaminhou um pedido de mediação à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-RS) após o Grupo RBS descumprir uma das cláusulas do acordo coletivo vigente e negar-se a dialogar com a entidade.
    Desde abril, a empresa de comunicação não repassa o valor referente à taxa negocial. “Foi tomada uma decisão unilateral e a RBS se nega a conversar conosco. A situação fez com que o Sindicato entrasse em uma grave crise financeira”, lastima o presidente do SINDJORS, Milton Simas.
    Conforme o acordo coletivo, que vigora até maio de 2018, fica assegurado o desconto de uma contribuição a título de taxa negocial, correspondente a três dias de salário, sendo meio dia a cada dois meses, em favor do sindicato da categoria. O desconto incide sobre os salários pagos aos jornalistas abrangidos pela Convenção Coletiva de Trabalho, nos termos do inciso IV do art. 8º da Constituição Federal e conforme fixado pela Assembleia Geral.
    “O mais interessante é que isso vem de uma empresa que tem em seu Código de Ética uma passagem referente ao cumprimento de convenções coletivas. É um discurso que aparentemente está só no papel”, lembra Simas.
    No documento, o Grupo RBS afirma que “cumpre estatutos, códigos de ética e princípios das entidades de classe das quais é participante formal e reconhece os sindicatos legalmente constituídos, respeitando a livre decisão de seus colaboradores sobre participação sindical, bem como as convenções coletivas”.
    “É mais um ato feito para enfraquecer a entidade de classe. Entretanto, vamos lutar contra mais este golpe que busca acabar com a organização sindical”, enfatiza o presidente do SINDJORS.

  • Serviço de reabilitação visual, pelo SUS, será reaberto na terça, 29

    O Centro de Reabilitação Visual do Hospital Banco de Olhos, que atende pelo Sistema Único de Saúde, será reaberto em solenidade nesta terça-feira, 29. O evento ocorre a partir das 10h, no terceiro andar do hospital, na rua Engenheiro Walter Boehl, 285, Vila Ipiranga, zona Norte da Capital. Para viabilizar a reabertura do serviço, serão realocados recursos do Fundo Municipal de Saúde, via Secretaria Municipal de Saúde, e da Secretaria Estadual da Saúde.
    O Centro de Reabilitação Visual oferece atendimento especializado em baixa visão e cegueira, com o objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência visual. Realizado por uma equipe multiprofissional (saúde e educação), o trabalho é voltado à reabilitação, autonomia e resgate da independência do paciente. Entre os programas oferecidos aos usuários do SUS estão a estimulação precoce, adaptação de recursos ópticos, orientação, mobilidade e atividades da vida diária.
    De acordo com dados do Censo Demográfico de 2010, a deficiência visual foi a que mais incidiu sobre a população: 35,7 milhões de pessoas declararam ter dificuldade para enxergar, mesmo com o uso de óculos ou lentes de contato, o que equivale a 18,8% dos brasileiros. No Rio Grande do Sul, a deficiência visual foi apontada por 17,8% da população. Já dos residentes em Porto Alegre, 249.804 declararam alguma deficiência visual.

  • Vereadores vão à Justiça contra decreto que tira gratuidade na segunda passagem

    Vereadores liderados pela Bancada da Oposição na Câmara Municipal vai à Justiça para pedir, em caráter liminar, a anulação da vigência do decreto da Prefeitura que acabou com a gratuidade da segunda passagem para quem pega mais de um ônibus na capital. Os parlamentares vão protocolar a ação popular que questiona a retirada desse direito, às 17h, no Foro Central – Tribunal de Justiça do Estado do RS.
    A ação tem dois pedidos: o primeiro que seja suspensa a vigência do decreto, até que a Prefeitura realize os cálculos em relação ao desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos e esse seja reestabelecido com redução de tarifa, ou que sejaaguardada a manifestação do Tribunal de Contas do Estado em relação à Inspeção Especial, requerida pela bancada de Oposição em 3 de Agosto, com tais cálculos, a partir de Promoção do Ministério Público de Contas. Caso o primeiro pedido não seja acatado, o grupo de vereadores pede, como segunda opção, que seja imediatamente determinado à Prefeitura a redução do valor da passagem em R$ 0,27, enquanto durar a vigência do decreto 19.803/17, levando em consideração os cálculos, realizados pela própria Prefeitura no início do ano, que determinaram o aumento ordinário anual do valor da passagem de ônibus em Porto Alegre.
    “É inaceitável que se retire a segunda passagem gratuita, um instrumento que garante direitos justamente para quem não é adequadamente atendido pelo sistema de transporte. O decreto de Marchezan assim como o pacote do transporte só tem um objetivo: tirar direitos de muitos para dar lucros a poucos, como para os empresários do transporte coletivo. Marchezan é tipo um Robin Hood às avessas, tira dos pobres para dar aos ricos. Estamos otimistas quanto à possibilidade de vitória, a legislação é clara neste sentido. E, mais, estamos pedindo uma liminar justamente pelos danos irreparáveis que podem ser causados à população”, criticou a líder da oposição Fernanda Melchionna (PSol)
    A ação popular, portanto, pede ao final a suspensão e/ou anulação do decreto municipal nº 19.803/17, em razão do desequilíbrio econômico-financeiro gerado pelo fim da passagem de integração, em caráter definitivo.