Autor: da Redação

  • Documentários, ficção e protesto no primeiro dia dos curtas em Gramado

    Matheus Chaparini

    Com dezoito filmes inscritos, a mostra de curtas gaúchos teve sua primeira sessão neste sábado.
    A mostra reúne jovens cineastas do estado e profissionais experientes, ficção, documentário, documentário falso e até histórias de família.

    ‘Tele entrega’ abriu a sessão, contando o drama de um pai, vivido pelo ator Nando Cunha, na emergência de um hospital, acompanhando um filho que aguarda por um transplante.

    O diretor do filme, Roberto Burd, contou que durante a pesquisa para o filme, acompanhou a história de uma uma mulher, de cerca de 30 anos, que aguardava na fila dos transplantes, porém, mesmo que viesse o coração esperado, ela poderia não resistir à cirurgia.

    Para Burd, esta história ajudou a criar uma atmosfera de terror de seu curta.

    Estudantes de cursos de audiovisual, emplacaram dois trabalhos. O filme 10 segundos, dirigido por Thiago Massimino, é um trabalho de conclusão do curso de audiovisual da Ulbra, feito com “baixíssimo custo”, segundo o diretor.

    Um homem acorrentado pelos pés em um quarto escuro fica refém de seus pensamentos e paranóias, em busca de libertação.

    “Cá com meus botões” foi produzido por estudantes do terceiro ano do curso de audiovisual da Unisinos.O documentário retrata a vida de Arno, viciado em futebol de botão, e de sua esposa, Ivone, que convive com o hábito do marido.

    “Sena, os fios em prosa” é uma história de família. Feito pelos cineastas Marcelo da Rosa Costa e Cacá Sena, o filme é uma homenagem ao pai, o artista Antonio Carlos Sena, criador do Teatro Infantil de Marionete, que existe desde 1954.

    Sena iniciou no cinema ao doze anos. Criado no bairro Azenha, era vizinho de uma sala de cinema, onde começou trabalhando como voluntário e logo tornou-se uma espécie de gerente, tendo nas mãos a chave do cinema.

    Numa noite, em que a sessão foi até muito tarde, seu pai foi a cinema, indignado, porque aquilo não era hora de piá estar fora de casa. Levou o dono do cinema ao desespero. Sena era o único que sabia operar o projetor.

    “Luna 13” é um falso documentário ambientado nos anos 90. Após a morte do avô, o jovem Igor, decide resgatar sua história através de um documentário e entender a obsessão do avô, tido por muitos como louco, por acontecimentos inusitados relacionados.

    O diretor Filipe Barros defendeu a importância de os curtas não ficarem restritos aos festivais e serem disponibilizados na internet para atingir o grande público.

    Crise política pauta os discursos

    O momento da apresentação dos filmes é sempre marcado por discursos com teor político, sobretudo no atual cenário da política nacional.

    O diretor de Sob Águas Claras e Inocentes, Emiliano Cunha, disse que o filme fala “da sensação de ser e estar no Brasil nestes dois hediondos anos.”

    Ele criticou também o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, e o secretário municipal de Cultura, Luciano Alabarse.
    Contemplado pelo Fumproarte, o filme é um dos projetos que ainda não recebeu o recurso da Prefeitura. “O Fumproarte é uma conquista de Porto Alegre. Prefeitura, pague a cultura.”

    Giordano Gio, diretor de 1947, traçou um paralelo entre o ano abordado no filme com o momento atual.

    Setenta anos depois, observou o diretor, “vemos o crescimento de grupos fascistóides e temos um candidato à presidência neonazista.” O diretor encerrou o discurso pedindo “diretas já e abaixo o neonazismo.”

    O diretor do filme “Secundas”, Cacá Nazário, subiu ao palco acompanhado por alguns dos estudantes que protagonizaram o documentário e o movimento de ocupações escolares desencadeado em 2016.

    Cacá falou do trauma sofrido pelos meninos e meninas durante a desocupação forçada da Secretaria da Fazenda pela Brigada Militar e dedicou o filme a Rafael Braga. “Um preso político no Brasil, enquanto playboy filho de desembargadora é pego com 130 kg de maconha e munição para armamento pesado e é solto. Essa é a porra do país que estamos vivendo.”

    Segunda dia tem mais oito curtas

    Neste domingo, a mostra continua, com a exibição de oito curtas metragens. A entrega do Prêmio Assembleia Legislativa será no palácio dos Festivais, a partir das 21h. Ao todo são R$ 48 mil em premiação para a mostra de curtas.

    Legenda: “Prefeitura, pague a cultura”, cobrou o diretor do filme Sob Águas Claras e Inocentes, contemplado com Fumproarte e que não recebeu o recurso
  • Governo pode ceder área de reserva florestal da Zoobotânica para Tecnosinos

    Cleber Dioni Tentardini
    Cerca de 50 hectares da Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo, no entorno do Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, ambos pertencentes à Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, podem ser repassados ao Parque Tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos.
    Na quinta-feira, 17, durante reunião-almoço na Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo (ACIST-SL), o prefeito Ary Vanazzi e representantes da Universidade e lideranças empresariais entregaram ao governador José Ivo Sartori e à secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, uma carta requerendo a transferência de propriedade de uma parte da área da reserva florestal para a Tecnosinos que quer expandir o seu parque tecnológico.
    O reitor da Unisinos, padre Marcelo Fernandes de Aquino, ressaltou que o Estado tem um conjunto de parques tecnológicos com excelentes recursos humanos e empreendedorismo, o que tem formado um arranjo muito produtivo.

    Prefeito de São Leo e representantes da Unisinos e do setor empresarial reuniram-se com secretários e governador Sartori/Rodrigo Blum/Divulgação Unisinos

    “Queremos construir uma base para dar uma vida melhor para a população da região, por isso estamos retomando o tema”, disse.
    O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, também defendeu a ideia de cedência do horto. “O projeto alia inovação e preservação ambiental, por isso usaria 50% do espaço para construção da estrutura e 50% seria de preservação”, declarou.
    O governador disse que já conhecia o trabalho realizado pela Tecnosinos e que iria estudar uma contrapartida.
    Nos últimos três anos, o Tecnosinos inaugurou a Unitec 2 (2015) e a Unitec 3 (2016). Atualmente, o Parque trabalha organizado em cinco áreas tecnológicas: Tecnologia da Informação; Automação e Semicondutores; Tecnologias para a Saúde; Tecnologias Socioambientais; e Comunicação e Convergência Digital.
    *Com informações de Michelli Machado, do Notícias Unisinos
    Área mais cobiçada da Região Metropolitana 
    Os 780 hectares mais cobiçados da Região Metropolitana de Porto Alegre envolve o Parque Zoológico, que o governo quer repassar a concessão à iniciativa privada, e o desmembramento da Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo, que enfrenta vários problemas fundiários. Centenas de famílias moram ilegalmente em seu interior e estão sendo retiradas diante de ações de reintegração de posse conquistadas pela FZB.
    A proposta de utilização de uma área da Reserva pelo Tecnosinos surgiu durante a gestão de Susana Kakuta, atualmente diretora-presidente do Badesul.
    Em 2015, levantou-se a hipótese de ter parte cedida a um congregado empresarial alemão, o Medical Valley, que reúne indústrias e centros de pesquisas na área biomédica, responsáveis por 43% da área de patentes na Alemanha.
    Uma comitiva do governo Sartori visitou a Alemanha e ouviu dos empresários a necessidade de uma área física para viabilidade logística do complexo empresarial e benefícios fiscais para as empresas deste chamado “Cluster de Tecnologias para Saúde”.
    O diretor-executivo do Medical Valley, Tobias Zobel, retribuiu a visita no final de 2015. Durante palestra no Badesul, em Porto Alegre, disse que o plano de internacionalização da Medical Valley é criar uma rede de colaboração internacional entre Brasil, Estados Unidos e China. No caso do Brasil, o estado escolhido foi o Rio Grande do Sul. Os países atuarão em estreita cooperação no fomento da indústria e da pesquisa em saúde.
    Sartori, Fortunati, secretários e a presidente do Badesul na Alemanha/Luiz Chaves/P. Piratini

    A área do Zoológico pertencia à Companhia Geral de Indústrias e, em 1930, foi adquirida pelo Estado. Em 1934 o espaço foi consolidado como uma propriedade da antiga Viação Férrea do Rio Grande do Sul.
    Mais de 25 anos depois, no dia 16 de março de 1957, foi promulgada pelo presidente Juscelino Kubitschek a Lei Federal nº 3.115 passando todos os bens da Viação Férrea para a União. Somente a área atual do Zoológico permaneceu sob domínio do Rio Grande do Sul.
    No dia 27 de julho de 1959, João Caruso, secretário de Obras Públicas na ocasião, entregou um estudo contendo sugestões para criar um parque público. A partir de então, a responsabilidade da área ficou com a Comissão Estadual de Prédios Escolares (CEPE), sob a denominação de Grupos de Parques e Jardins. A sede era no próprio Horto Florestal.
    Os funcionários da Zoobotânica temem que a especulação imobiliária acabe fatiando a reserva. A pressão para venda da área é histórica. Em 1957, a justificativa era pela necessidade de recursos para a execução do plano que previa a construção de mil escolas no RS.
    Ministério Público acompanha processos

    A promotora de Justiça Annelise Steigleder , da Defesa do Meio Ambiente, informa que há dois inquéritos civis abertos para acompanhar o processo de privatização do Zoológico e possíveis alterações na Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo.
    Segundo a promotora, de acordo com a proposta de remodelagem do Zoo e do Horto, restariam apenas 156 hectares para o Zoo. O restante seria desmembrado em várias matrículas.
    Promotora Annelise acompanha situação do horto e zoo

    Annelise disse que estuda a legislação para que o horto seja enquadrado como área de preservação.
    No caso do Horto Florestal, a promotora lembrou que essa área localizada entre os municípios de Sapucaia e São Leopoldo vem sendo palco de muitos conflitos fundiários.
    “Esse espaço precisa ser mantido como unidade de preservação ambiental. A ideia do MP é judicializar essa questão também para que não percamos o Horto Florestal”, acrescentou a promotora.

    Semapi divulgou nota
    O Sindicato dos Empregados em Empresas de Assesssoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do Rio Grande do Sul (SEMAPI) divulgou nota de repúdio contra transferência de área:
    Governo Sartori pretende negociar área da FZB
    Cada vez fica mais clara a motivação para extinguir fundações que prestam um serviço primoroso e de baixo custo para o Estado. O governo Sartori, em vez de investir nas instituições e fortalecer a pesquisa, a tecnologia e a cultura no Rio Grande do Sul, prefere retirar incentivos, sucateando as instituições, para que, assim, sejam vendidas para a inciativa privada, favorecendo parceiros/empresários.
    Além do mais, as áreas ocupadas por estas entidades são nobres e têm grande valor comercial. Exemplo disto é a situação da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), que teve seu terreno permutado antes mesmo que o Projeto de Lei que autoriza a sua extinção fosse votado. Agora, o governo mostra novamente a que veio querendo acabar com parte da Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo, pertencente à Fundação Zoobotânica.
    Localizada em espaços territoriais descontínuos divididos pela BR-116 entre os municípios de Sapucaia do Sul e São Leopoldo, a reserva possui 620 hectares e vem sofrendo com a falta de segurança, permitindo que o local seja ocupado por famílias de baixa renda. Como desculpa para a venda, a secretária do Meio Ambiente, Ana Pellini, chegou a dizer que “Pior que o dano ambiental é a invasão.”
    É inadmissível que uma secretária que se diz do Meio Ambiente prefira acabar com parte de uma área preservada e importante para o Estado em vez de responsabilizar-se por ela, protegê-la. Totalmente alinhado a este pensamento, o governo Sartori não investe em segurança e permite o abandono da instituição, tendo, assim, subsídios para convencer a população de que é necessário se desfazer dela.
    Pois a FZB resiste e segue funcionando assim como outras fundações que tiveram sua extinção autorizada pelos deputados aliados de Sartori (PMDB). Não vamos permitir que o meio ambiente seja moeda de troca para este governo entreguista. Não à extinção!
    Reserva homenageou padre jesuíta e naturalista
    A Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo encerra uma das maiores, senão a maior, extensão florestal contínua inserida na área urbana na região metropolitana de Porto Alegre, com cerca de 450 ha de bosques misto, contendo eucaliptos no estrato superior e mata nativa composta de espécies típicas da bacia do Rio dos Sinos, crescendo em pleno vigor, no estrato médio e inferior da floresta. Na sua totalidade, considerando campos e floresta, são mais de 700 ha reservados à conservação ambiental, conforme o Plano de Manejo da reserva.
    Assim descreveu o Decreto 41.891, de 16 de outubro de 2002, assinado pelo governador Olivio Dutra, que reconheceu a importância ambiental dessas florestas estabelecendo a Reserva como área de conservação ambiental, atrelando à Fundação Zoobotânica, através do Parque Zoológico,e batizando de Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo.
    Com 620 hectares de extensão, a reserva localiza-se entre São Leopoldo e Sapucaia do Sul. Abriga cerca de 200 mil pés de eucaliptos e mais de 35 espécies de árvores nativas da região crescendo abaixo das copas de eucaliptos, com exemplares que atingem os 20 m de altura, encravados na área de maior aglomeração urbana do Estado.
    Cientificamente comprovada está a atuação do maciço florestal na manutenção de um oásis térmico na região de Sapucaia e São Leopoldo. Serve também de proteção de parte da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos, para a formação de um banco genético da flora nativa regional, atuação como abrigo para a fauna, e para a realização de pesquisas visando a conservação da biodiversidade e a promoção de atividades de educação ambiental.

    Padre Rambo

    O homenageado foi o padre jesuíta gaúcho, natural de Tupandi, e naturalista. Rambo fez campanha pela criação de um Jardim Botânico em Porto Alegre e conseguiu que o Itaimbezinho fosse declarado Parque Nacional.
    Em 1942, publicou sua primeira grande obra, A fisionomia do Rio Grande do Sul, uma descrição detalhada da geografia do Estado, incluindo mapas e 30 ilustrações paisagísticas, feitas a partir de fotos aéreas tiradas por ele em viagens por todo o território que mapeou a Estado em meados do século passado
    Suas pesquisas botânicas resultaram num acervo de plantas de 50 mil exemplares, em 1948, cerca de 90% da flora nativa. Organizou o Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais e fundou a revista Iheríngia.
     
     

  • Prefeito Vanazzi, de São Leopoldo, oferece auxilio na recuperação da Bacia do Sinos

    O prefeito Ary Vanazzi colocou-se à disposição para auxiliar, com corpo técnico da Prefeitura e do Semae, para que o consórcio Pró-Sinos atue de forma intensa e estratégica na recuperação da Bacia do Sinos e nos projetos de saneamento, especialmente junto aos pequenos municípios.
    “O Pró-Sinos tem tido uma presença importante nas ações ambientais envolvendo o nosso rio e nós estamos nos colocando à disposição para ajudar no planejamento, nos estudos, e nos projetos”, disse o prefeito.
    A assembleia geral do Consórcio Pró-Sinos, realizada na sexta-feira, tinha como pauta justamente discutir, com os 32 municípios que fazem parte do consórcio, um planejamento estratégico das ações para os próximos anos.

  • Cadê a transparência, prefeito Marchezan?

    Nélson Cúnico *
    Transparência, diálogo, democracia são conceitos importantes e caros na nossa sociedade. Conquistas históricas que devem se refletir nas ações do cidadão, no conjunto da sociedade e na administração pública. No entanto, muitos são os que hoje deturpam tais conceitos com o simples fim de utilizá-los como peças de marketing.
    Vejamos o caso do Prefeito Marchezan, em Porto Alegre. Na campanha eleitoral, repetiu exaustivamente tais conceitos, em especial a transparência. Diante disso, era de se imaginar que, em sua administração, essa palavra orientaria as ações em todos os níveis e secretarias, não é mesmo? Infelizmente, não.
    Uma das ações mais básicas para a transparência é a divulgação pública das agendas dos gestores. Algo, aliás, previsto na legislação. Para alguns, uma ação menos importante, mas é justamente a divulgação da agenda que garante o mínimo de transparência numa gestão. A partir dela, se dá o conhecimento à sociedade sobre os atos realizados, quem o gestor recebe, onde ele vai quando está fora do seu gabinete, os motivos da agenda realizada.
    Observem, por exemplo, as constantes agendas “secretas” realizadas pelo presidente golpista Michel Temer.  Joesley Batista, dono da JBS, foi recebido no Palácio numa agenda noturna não divulgada, a qual somente tornou-se pública a partir da gravação do empresário do áudio do presidente tratando de situações ilegais e alheias a sua função. Foi a única vez que isso ocorreu? Claro que não.  Outras tantas agendas foram realizadas por Temer sem o conhecimento do público.
    Pois bem, isso não ocorre somente em Brasília.
    Onde está divulgada, por exemplo, a agenda pública do prefeito de Porto Alegre? Busquei  a agenda de Marchezan e do seu vice Gustavo Paim em portais da prefeitura, no portal Transparência e mesmo nas redes sociais do prefeito. Ela não existe. Talvez resuma-se ao conhecimento de seus assessores mais próximos. Talvez nem eles tenham conhecimento, visto que volta e meia um dos integrantes no núcleo dirigente da gestão se demite devido a desentendimentos com o prefeito que, posteriormente, se tornam públicos. O fato é que ela não é como deveria ser e a legislação prevê que seja de conhecimento da cidade. Nesse caso, o gestor incorre no desrespeito a dois princípios da administração pública: impessoalidade e publicidade. A impessoalidade por tratar uma agenda pública do cargo de prefeito, o servidor número um da cidade, como algo pessoal. A publicidade, por não divulgar ao público a previsão dessas agendas como se a população da cidade não tivesse direito de saber aquilo que o prefeito faz. Agenda de um gestor é para ser divulgada e não pode ser tratada, nem a agenda e nem a própria prefeitura, como a extensão pessoal da casa do prefeito.
    Vejam que não estou fazendo nenhuma acusação, exceto a violação dos princípios da administração pública por Marchezan. Até desconfio dos motivos que o leva a fazer isso, mas não o acuso. Afinal, se a agenda que deveria ser pública não o é, não seria eu a questionar algo que desconheço. É o próprio prefeito quem deve esclarecer por quais motivos suas agendas não são públicas e não há respeito ao conceito da transparência que ele tanto falou na campanha eleitoral. Se é para esconder altos gastos públicos com elas, por reunir-se e ter compromissos com setores empresariais de fora da cidade em detrimento dos interesses da população ou mesmo se recebe em seu gabinete pessoas ou realiza atos secretos, é ele quem deve responder.
    Então, Marchezan? Seria muito importante dirimirmos essas dúvidas. Que raios de motivos que te levam a esconder sua agenda do conjunto da população? Estás com a palavra, prefeito. Aguardamos resposta.
    * Diretor da União das Associações de Moradores de Porto Alegre (UAMPA)

  • Ministério Público pede plano para intervenção na Cidade Baixa

    O Ministério Público expediu nesta sexta-feira,18 uma recomendação para que a Prefeitura de Porto Alegre intervenha em relação à noite da Cidade Baixa.
    A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, através dos promotores Annelise Monteiro Steigleder, Ana Maria Moreira Marchesan, Alexandre Saltz e Josiane Superti Brasil Camejo,pediu  ao prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, para que implemente um plano de intervenção no bairro em no máximo 30 dias.
    A Recomendação é um instrumento extrajudicial.
    Os promotores justificam a iniciativa pelas reclamações de moradores em relação ao horário de funcionamento das casas noturnas e a estabelecimentos que funcionam em desacordo com os respectivos licenciamentos.
    Os promotores recomendam o fechamento dos bares à meia noite, cobram a fiscalização em relação aos ambulantes e a suspensão da emissão de alvarás provisórios. Segundo os promotores, o bairro Cidade Baixa vem sofrendo, desde 1999, um grave processo de desregulamentação em relação a outras áreas da cidade.
    A dificuldade no processo de obtenção de alvarás provisórios é uma das principais reclamações dos donos de bar. Em maio, um comerciante relatou à reportagem ser impossível abrir uma casa noturna em Porto Alegre sem estar irregular. Há mais de dois anos, ele aguarda a visita dos bombeiros para obter um alvará definitivo.
    A Cidade Baixa traz de sua criação a característica de ser um bairro misto, residencial e comercial, diurno e boêmio. Os conflitos gerados por esta característica não são novidade no bairro, têm mais de um século.
    Veja quais as recomendações feitas pelo Ministério Público:
    Revisão do Decreto Municipal 17.902/2012 para limitar o horário das atividades de bar, restaurante, café e lancheria até a meia noite.
    Fiscalização e adoção de todas as providências cabíveis para impedir a atuação de comerciantes ambulantes no bairro
    Suspensão da expedição de alvarás provisórios para bares, restaurantes, cafés e lancherias no bairro, enquanto não forem sanados os problemas relatados.
    Reavaliação de todos os alvarás provisórios e definitivos em relação ao controle de polarização de entretenimento noturno e ao controle das vagas de estacionamento.
    Elaboração do Programa de Implantação para a Área de Animação, no Bairro Cidade Baixa, com a participação dos setores envolvidos e dos fóruns de planejamento municipal, em prazo de 360 dias
    Fiscalização, por meio da EPTC, dos veículos automotores que utilizam som e que obstruem as vias públicas do Bairro.
    Fiscalização de todas as atividades de entretenimento noturno no Bairro Cidade baixa em relação aos alvarás emitidos pela SMIC e ao licenciamento ambiental, coibindo atos atentatórios ao sossego público, à segurança e à limpeza urbana.
    Criação de um canal de diálogo permanente com os moradores do bairro, para permitir a veiculação de reclamações e assegurar o equacionamento de soluções.

  • Após 10 anos, Ospa ganha novos músicos aprovados em concurso

    A nomeação dos 27 músicos aprovados no mais recente concurso público da Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Fospa) foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (18). O secretário da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Victor Hugo, deu a notícia à orquestra nesta manhã, na Sala de Ensaios no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF).
    O maestro Evandro Matté comemorou a iniciativa. “Essas nomeações são fundamentais para a continuidade do trabalho da Ospa e, também, representam uma economia de recurso para o Estado, já que não precisaremos mais preencher o corpo orquestral com músicos extra. Poderemos qualificar cada vez mais o nosso desempenho, e seguir levando a Ospa para todo o Rio Grande do Sul”.
    Rogério Beidacki, por sua vez, chamou a atenção para o significado desse fato no contexto da história recente da Ospa. “É um ganho imensurável para a comunidade gaúcha. Há 10 anos a Ospa não conseguia nomear músicos devido à situação financeira do Estado e, mesmo com a crise, houve a sensibilidade do governo de enxergar esse ganho. Isso representa mais qualificação ainda nos concertos – qualidade que se refletirá na Fundação Ospa como um todo, na Escola de Música e no Coro”.
    As provas do concurso foram realizadas em novembro e dezembro de 2014. Mais de 553 músicos de todo o Brasil se inscreveram, na época, para a seleção.
    Os nomeados são Brigitta Calloni, Ana Paula Schmidt, Leonardo Mateus Bock, Silvani Cielo Guerra, Robert Edgar da Cruz Moraes, Marcio Cecconello e Ariel Santos Polycarpo (violinos); Gabriel Santos Polycarpo (viola); Martina Stroher e Romina Antonella Monsanto Colina (violoncelos); Eric Hilgenstieler e Rafael do Nascimento Figueiredo (contrabaixos); Tatiana Girassimova e Silas Paulino de Souza (flautas); Públio da Silva (oboé e especialista em corne-inglês); Ange Paola Bazzani Prada (fagote); José Luis Guede Vega, Anderson Bezerra Sabino, Nadabe Tomás da Silva e Álvaro Santos Braga (trompas); Adib Corrêa Vera (especialista trombone baixo); Douglas Gutjahr (tímpano); Paulo Fernando de Brito Bergmann (piano/Coro Sinfônico) e Elisa Conceição Machado (soprano).
    A Ospa possui uma extensa agenda de concertos em todo o estado, atingindo um público abrangente e diversificado. Orquestra mais antiga do país em atividades ininterruptas, sua programação é constituída pelas séries Theatro São Pedro, Ufrgs, Igrejas, Araújo Vianna, Interior, Música no Museu, Didáticos, Ospa Jovem e concertos especiais.

  • Secretaria Municipal de Saúde lança página de monitoramento das emergências da Capital

    A situação das emergências de Hospitais e Pronto Atendimentos, com assistência pelo Sistema Único de Saúde de Porto Alegre, estão ao alcance de toda a população. Os dados ficam disponíveis no site da Secretaria Municipal de Saúde. A funcionalidade apresenta os dados das emergências adulto e pediátrica, além das informações referentes aos Centros Obstétricos do município.
    As informações são atualizadas diretamente pelas instituições de saúde. Para o secretário municipal de Saúde, Erno Harzheim, este é mais um passo no processo de transparência. “Os números apresentados facilitam o acesso da população aos serviços de urgência e emergência da Capital balizando e orientando também atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu)”, salienta.
    Com o novo sistema é possível verificar quantos pacientes estão em atendimento, o tempo médio de espera e a lotação de cada um dos locais. A página apresenta a data e o horário de atualização dos dados. O monitoramento foi desenvolvido pela equipe da Coordenação de Atenção Hospitalar e Urgências da secretaria, não gerando nenhum custo ao município.

  • Em quatro dias na orla do Guaíba, foram recolhidas 76 toneladas de lixo

    As equipes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) realizaram nesta semana, de 14 a 17 de agosto, a limpeza da orla do Guaíba em diferentes pontos de Porto Alegre.
    No total, foram recolhidas 76 toneladas de resíduos, como galhos, garrafas PET, fogões e até mesmo um vaso sanitário.
    O recuo das águas do Guaíba, provocado pelo vento Nordeste no último fim de semana, mostrou o tamanho do descaso. O lixo acumulado ficou exposto.
    A remoção teve início na segunda-feira, dia 14, no Catamarã, em frente ao Barra Shopping Sul, seguindo em frente ao Iberê Camargo, na orla de Ipanema e próximo ao Anfiteatro Pôr do Sol. No primeiro dia, a ação teve o auxílio de 75 funcionários.
    O serviço continuou durante a semana, com 45 garis envolvidos na limpeza do entorno do anfiteatro em direção ao Estádio Beira-Rio.
    Os gastos, entre custos administrativos e de disposição dos materiais, chegaram a cerca de R$ 47.500, segundo a Prefeitura.
    Os resíduos foram destinados para o aterro sanitário, localizado em Minas do Leão.
    O descarte irregular de lixo em rios ou córregos é infração gravíssima, sujeito à multa de R$ 5.623,48, pelo novo Código Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre.
    Mas nem a ameaça de pesada multa tem sido suficiente para conscientizar os portoalegrenses, principalmente em relação ao Guaíba, o tão decantado cartão postal da cidade.
    As equipes do DMLU, segundo a secretaria, já recolheram nos últimos três anos, mais de 250 toneladas de lixo retido pela Ecobarreira, instalada na embocadura do Arroio Dilúvio. Não fosse esse dispositivo, toda essa quantidade de material poluidor iria para o Guaíba.
    Balanço da limpeza da orla nesta semana:
    Segunda-feira, 14 –  34 toneladas
    Terça-feira, 15 – 15 toneladas
    Quarta-feira, 16 – 15 toneladas
    Quinta-feira, 17 – 12 toneladas
     

  • CNJ decide investigar folha de salários de juízes de todo o país

    A presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu que o órgão vai investigar a folha de pagamentos de todos os magistrados do país. De acordo com portaria publicada hoje (18) pelo CNJ, os tribunais de Justiça de todos os estados deverão enviar mensalmente ao conselho cópias do contracheque dos magistrados cinco dias após a liberação do pagamento.
    A medida foi tomada após o surgimento de suspeitas de irregularidades a 84 juízes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). O caso veio à tona após a imprensa publicar que um dos magistrados recebeu R$ 503 mil em julho. Diante do fato, o conselho determinou a suspensão imediata de novos repasses.
    Segundo o TJ do Mato Grosso, os pagamentos foram amparados em decisão do CNJ. O juiz Mirko Vincenzo Giannotte, um dos magistrados beneficiados por um pagamento de R$ 503 mil, disse que os valores foram recebidos como compensações legais por ter atuado por dez anos em comarcas maiores da que está lotado.
    “A partir do mês de setembro de 2017 todos os tribunais do país submetidos ao controle administrativo do Conselho Nacional de Justiça encaminharão, até cinco dias após o pagamento aos magistrados, cópia da folha de pagamentos realizados para divulgação ampla aos cidadãos e controle dos órgãos competentes e para controle da regularidade do orçamento e finanças de cada qual dos Tribunais pelo Conselho Nacional de Justiça”, diz a portaria do CNJ. Conforme a nova norma, o CNJ vai divulgar em seu site todos dados sobre a folha de pagamento dos magistrados do país.

  • PT de Porto Alegre abre cursinho pré-vestibular popular em sua sede

    O PT de Porto Alegre realizará cursinho pré-vestibular e pré-enem popular em sua sede municipal, na Rua Lima e Silva, 140.
    A iniciativa visa preparar estudantes de baixa renda oriundos de escolas públicas para tais processos. O projeto também contará com grupos de trabalho para acompanhamento pedagógico e psicossocial dos estudantes, além de atividades interdisciplinares e de formação cidadão.
    Iniciativa surgida a partir de educadores populares, o Cursinho do PT já realizou a inscrição e seleção de professores voluntários. Foram mais de 50 inscritos dispostos a contribuir como educador no projeto.
    As inscrições de estudantes para a primeira turma do Cursinho serão presenciais entre os dias 23 e 25 de agosto, das 14h às 17h, na sede municipal do partido.
    Não serão cobradas taxas para inscrição ou participação no projeto. A seleção será realizada por critério socioeconômicos e divulgada a partir das 17 horas do dia 26 de agosto na página do partido no Facebook (www.facebook.com/ptportoalegre).
    As aulas ocorrerão a partir de 1º de setembro de segunda a sexta das13h30 às 17h45. Em horários inversos e aos sábados haverá reforços, aulas interdisciplinares e de cidadania.