Autor: da Redação

  • ARI promove workshop sobre desafios da economia gaúcha

    Desafios da Economia Gaúcha e as dúvidas frequentes sobre PIB, Inflação e juros serão a pauta do workshop que o professor Alfredo Meneghetti Neto vai ministrar no dia 15 de agosto, na Associação Riograndense de Imprensa – ARI. A inscrição é gratuita e pode ser feita através do telefone 3211-1555.
    Workshop Desafios da Economia Gaúcha e as dúvidas frequentes
    Quando: 15 de agosto – terça-feira
    Local: ARI (Borges de Medeiros, 915)
    Horário: 19h30min
    Público: jornalistas e acadêmicos (certificado/horas)
    Reservas: 3211-1555

  • FEE debate a economia gaúcha na crise, nesta terça

    Na semana que marca o Dia do Economista, comemorado em 13 de agosto, os economistas da Fundação de Economia e Estatística (FEE) vão debater a conjuntura e as possíveis saídas para o Rio Grande do Sul no atual cenário.
    O painel “A economia gaúcha no contexto da crise” acontece na terça-feira (15/08), às 14h, no auditório da instituição.
    Não é necessário inscrição antecipada e haverá certificado aos participantes.
    SERVIÇO
    O quê: Painel FEE – A economia gaúcha no contexto da crise
    Quando: Terça-feira (15), às 14h
    Onde: Auditória da FEE (Rua Duque de Caxias, 1.691, Centro, em Porto Alegre)

  • PMs ocupam audiência em universidade paulista e discutem com alunos e professores

    O caso aconteceu na Unifesp da Baixada Santista, em São Paulo. Policiais militares, com placas de “Bolsonaro 2018”, compareceram em peso na audiência pública sobre o Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos para aprovar pautas que retiram conceitos de direitos humanos da educação. Alunos e professores foram ameaçados e intimidados.
    Alunos e professores da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) do campus Baixada Santista (SP) estão assustados com o que aconteceu na última sexta-feira (11).  Foi realizada na universidade, sem muita divulgação, uma audiência pública, convocada pelo Conselho Estadual da Condição Humana, para discutir o texto do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos de São Paulo. A comunidade acadêmica, de acordo com relatos, foi surpreendida por uma presença massiva de policiais militares – eram cerca de 100 agentes, entre fardados e à paisana.
    Segundo professores e alunos, muitos desses policiais portavam placas com os dizeres “Bolsonaro 2018” e “Direitos humanos para humanos direitos”. Intrigados, estudantes e docentes resolveram participar da audiência e, então, constataram que os policiais estavam ali, na verdade, para aprovar pautas no plano que limitam o conceito de direitos humanos na educação. Entre as propostas dos policiais, estava “mudar a nomenclatura Ditadura Militar de 1964 para Revolução de 1964”, “retirar a discussão de gênero nas escolas”, entre outras medidas.
    De acordo com a Associação dos Docentes da Unifesp (ADUNIFESP), que divulgou nota de repúdio sobre o caso, os policiais não queriam deixar os docentes e estudantes participarem da audiência sob o argumento de que eles não estavam lá desde o início. Como a comunidade acadêmica protestou, os PMs teriam começado a desferir xingamentos como “vagabundos” e fazer intimidações e ameaças, como filmá-los. Ainda mais grave, teriam disparado frases como “Depois morre e não sabe o porquê!” ou “Quando precisarem da polícia, chamem o Batman”.
    A reportagem da Fórum entrou em contato com a secretaria de Segurança Pública, responsável pela Polícia Militar, para que se posicionasse quanto às denúncias aqui apresentadas mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
    Confira, abaixo, a nota da ADUNIFESP detalhando o episódio.
    Manifestamos nosso mais profundo repúdio ao que ocorreu na Universidade Federal de São Paulo, Campus Baixada Santista, na noite de 11 de agosto de 2017, durante a Audiência Pública convocada pelo Conselho Estadual da Condição Humana para discutir o texto do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos de São Paulo.
    Desde às 18h o campus foi ocupado por policiais, muitos fardados e inicialmente armados (foi exigido que guardassem as armas). A calçada do portão principal ficou abarrotada de viaturas da Polícia Militar. A comunidade acadêmica que ali se encontrava para as atividades diárias tinha pouca informação a respeito e ficou estarrecida quando soube que se tratava de uma audiência em que seriam definidos os rumos da educação em direitos humanos e, mais ainda, quando compreendeu que os policiais militares (que a esta altura chegavam a quase cem) defendiam a proposta de eliminar conteúdos fundamentais à educação pública. Estes bradavam por “direitos humanos aos humanos direitos”, “mudar a nomenclatura Ditadura Militar de 1964 para Revolução de 1964”, “retirar a discussão de gênero nas escolas”, etc
    Professores, técnicos e estudantes que estavam no campus, após tomarem conhecimento do que ocorria, decidiram participar da audiência e foram hostilizados pela tropa, que tentou impedir que votassem, sob o argumento de que não estavam lá desde o início. Houve até gritos de “vagabundos”. Se fazem isso contra quem estava no próprio espaço de trabalho e estudo (muitos descendo da sala de aula), o que não farão com pessoas mais vulneráveis em um país com cerca de treze milhões de desempregados?
    Estudantes e professores que se manifestaram pacificamente com cartazes em defesa da Escola Pública e dos Diretos Humanos também foram hostilizados. Ouviram-se frase macabras, como “Depois morre e não sabe o porquê!” ou “Quando precisarem da polícia, chamem o Batman”. Além disso, um grupo de militares e seus apoiadores começou a fazer cartazes com “Bolsonaro 2018”, “Liberdade sem libertinagem”, “Pode confiar #”. Situação preocupante em que os que defendem a “escola sem partido” partidarizam sua atuação portando as vestes e as insígnias de uma corporação militar. Ainda mais lamentável: a alta patente fardada nada fez para controlar seus subordinados que, aliás, quase agrediram fisicamente algumas docentes e estudantes.
    Feita a leitura do texto-base do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos de São Paulo, começou a “votação”. O que se viu foi um verdadeiro espetáculo de horror. Depois de perderem uma proposta, militares agrediram verbalmente professores e estudantes, chamando-os – mais uma vez – de “vagabundos”. Nas votações subsequentes, intimidaram-nos fazendo pessoalmente a contagem dos votos e filmando, fotografando e olhando de modo ameaçador cada um que votava contra a posição deles. Ao longo da noite, a comunidade acadêmica correu sérios riscos.
    Foi aprovada a supressão de qualquer referência a direitos humanos no plano estadual; foi eliminado o item que obrigava o Estado a garantir a permanência e combater a evasão escolar das minorias; foi suprimida a obrigação de formar agentes de segurança pública com base nos princípios dos direitos humanos.
    Apesar do temor, a comunidade acadêmica resistiu pacificamente. Externamos nossa forte preocupação com quem pretende, na base do grito, se sobrepor à produção de conhecimentos, à liberdade de pesquisa, à democracia e à autonomia universitária.
    A Adunifesp-SSind entende que este ato abusivo e autoritário se insere num movimento maior de ataques à democracia e aos direitos humanos em curso em nosso país. Também o fato de que ele tenha ocorrido dentro da Unifesp escancara o processo de demonização e ataque às Universidades Públicas que é impetrado hoje em dia por setores reacionários da sociedade. 
    Por fim, repudiamos veementemente o modo como ocorreu a votação e solicitamos que o Conselho Estadual da Condição Humana desconsidere o resultado desta “consulta”.
    Queremos esclarecimentos sobre a utilização do espaço da Universidade Federal de São Paulo para episódios desta natureza. Manifestamos nossa preocupação com a integridade física dos professores, técnicos e estudantes que ali defendiam o ensino público e de qualidade, a escola sem mordaça, a permanência dos direitos humanos como princípio norteador da educação. Exigimos que as chamadas autoridades competentes manifestem posição urgente e clara sobre o ocorrido, especialmente no tocante às relações entre disciplina da tropa e Estado de direito.
    ADUNIFESP – SSind
    Revista Fórum

  • Quatro governadores na despedida a Carlos Araújo, que fazia política sem ódio

    Foram da ex-presidente Dilma Rousseff as últimas palavras de despedida a Carlos Araújo, que morreu na madrugada de sexta-feira e foi velado até o início da noite de sábado na Assembleia Legislativa.
    “O Carlos viveu intensamente e quis que todos tivessem condições de viver intensamente a sua própria vida. Ele via o mundo sempre de uma forma um pouquinho melhor do que o mundo era, o que ajudou muito a sua capacidade de resistir”, afirmou a ex-presidente.
    Ela ressaltou a capacidade do ex-companheiro de avaliar a cena política, enxergando além da aparência dos fatos. Ele previu, por exemplo, que na crise política atual, “o momento de consolidação do golpe seria a implantação do parlamentarismo”, como está sendo pretendido inclusive pelo presidente Temer.
    Dilma ressaltou a destacar a capacidade de Araújo de fazer amigos independente de ideologias. “Cada um de nós aqui acha que é um amigo especial do Carlos Araújo. Essa era a capacidade dele, a capacidade do encantamento”.
    Antes, em declarações à imprensa, a ex-presidente disse que perdeu “um parceiro de toda a vida”. O velório de Araújo na Assembleia terminou às 21h. O corpo foi cremado em cerimônia restrita à família.
    Antes de Dilma, falou, em nome da família, o ex-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi. “O Carlos era uma pessoa sem mágoa e sem ódio. No início, quando eu era jovem e o conheci, eu não o entendia. Depois eu percebi que quando você não dá bola para o passado, quando você pensa no presente e no futuro, você não tem rancor. Porque rancor é uma coisa que fica no passado. Essa era a sabedoria do Carlos Araújo”, assinalou.
    Quatro ex-governadores, muitos parlamentares, quadros históricos do PDT e lideranças de siglas à esquerda e a direita na política gaúcha compareceram ao velório de Araújo. Entre os ex-governadores, o pedetista Alceu Collares foi o primeiro a chegar, no mesmo horário da família, e acompanhado da esposa, Neusa Canabarro. Em seguida, foi a vez de Tarso Genro (PT). Olívio Dutra (PT) chegou no final da tarde, e ficou durante várias horas. E Pedro Simon (PMDB) esteve do final do dia e permaneceu até o término das homenagens. (Com informações do Correio do Povo)

  • Dez UPAS que poderiam atender 2 mil pessoas por dia seguem fechadas

    Dez Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) seguem fechadas no Rio Grande do Sul, segundo denúncia do Sindicato Médico do RS.
    Há um ano o Simers alertou que 12 unidades não haviam sido inauguradas e desde então, segundo nota do sindicato, assinada pelo presidente Paulo de Argollo, apenas duas entraram em funcionamento.
    Juntas, diz o Simers, as unidades têm capacidade de atender aproximadamente 2 mil pacientes por dia.
    As prefeituras alegam que não têm dinheiro para equipar as unidades, ao custo de, em média, R$ 1 milhão, que deveria ser dividido entre os três níveis de governo, e esperam a garantia dos repasses estaduais e federais e reajuste dos valores transferidos pela União.
    As administrações municipais temem inaugurar as unidades e serem obrigadas a arcar com o custo integral de manutenção. Com o passar do tempo, algumas cidades são desabilitadas por ultrapassar o prazo de funcionamento (um ano), como o caso de Uruguaiana.
    Pela portaria que criou as UPAs, 50% dos recursos de custeio seriam federais, 25% estaduais e 25% municipais. Tanto o Governo Estadual quanto o Ministério da Saúde explicam que, de acordo com a legislação, o início da transferência de recursos está condicionado ao funcionamento da UPA.
    Em alguns casos, também há entraves burocráticos. A unidade de Uruguaiana, por exemplo, deve ter o seu porte alterado de 2 (250 pacientes por dia) para 1 (150 pacientes por dia) para reduzir o investimento mensal e, assim, conseguir entrar em funcionamento a partir de setembro.
    Em Alvorada, a gestão municipal propôs abrir a unidade gradativamente, iniciando suas atividades em 2018 como pronto atendimento ampliado e migrando para UPA 24h a partir de 2020. O estudo ainda aguarda parecer do Ministério da Saúde. O órgão afirmou que colocará as unidades em funcionamento até setembro.
    Juntas, as obras destas 10 unidades custaram um total de R$ 26,4 milhões. Com estruturas erguidas e equipamentos novos, a ociosidade e o desperdício de verba pública supera três anos em alguns casos, como em Três Passos e Santo Ângelo.
    Em Alvorada, a solução para não manter o espaço inativo foi transferir e sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o local, de acordo com o diretor geral da Secretaria de Saúde, Guilherme Guterrez.

  • Seguem as buscas por barco desaparecido no litoral de Rio Grande

    Um navio-patrulha, dois helicópteros, duas viaturas terrestres, retomam nesta segunda-feira as buscas para encontrar o Dom Manoel XVI.
    O barco pesqueiro, de 22m de comprimento avistado pela última vez na madrugada de sexta-feira a cerca de 15 quilômetros da costa de Rio Grande, em meio ao mar agitado.
    No domingo, as operações foram prejudicadas pelo mau tempo que atinge a região, com chuva constante.
    A falta de visibilidade impediu o apoio aéreo, ficando as buscas a cargo apenas do navio-patrulha P61, da Marinha, e por duas equipes em terra, que buscam pistas na região costeira.
    O barco desapareceu com sete tripulantes. As buscas são coordenadas pelo comando do 5º Distrito Naval da Marinha do Brasil.
    O pesqueiro sumiu em meio ao aviso de ressaca emitido pelo Serviço Meteorológico Marinho. A Marinha e a proprietária da embarcação até o domingo à noite não haviam divulgado os nomes dos tripulantes do Dom Manoel XVI.
    O barco é propriedade da Lago Pesca, que tem sede em Laguna, Santa Catarina. O Dom Manoel XVI e outros nove barcos da companhia atuam em Rio Grande. A empresa informou que pediu para suas embarcações voltarem para a barra, na quarta-feira (9), quando a Marinha disparou aviso de ressaca para a costa gaúcha.
    A empresa informou que o barco desaparecido estava em boas condições e passou por reforma no fim do ano passado.
    Eram dois barcos pesqueiros, Dom Manoel XV e Dom Manoel XVI, ambos registrados em Laguna,  que navegavam na área do Farol da Solidão, próximo ao município de Mostardas, no Litoral Norte, na quinta-feira (10).
    Por volta das 14h30min de quinta-feira, os comandantes das embarcações decidiram voltar para Rio Grande em razão do mar agitado.
    A intenção deles era de ancorar na barra na cidade da Região Sul por volta das 6h de sexta-feira, mas no retorno, por volta das 4h da madrugada de sexta, a tripulação do Dom Manoel XV perdeu contato visual e todo tipo de comunicação com o Dom Manoel XVI. Desde então, ele segue desaparecido.

  • Nem multa de R$ 5 mil reduz descarte irregular de lixo no Guaiba

    O descarte irregular de lixo em rios ou córregos é infração gravíssima, sujeito à multa de R$ 5.623,48. pelo novo Código Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre.
    Mas nem a ameaça de pesada multa tem sido suficiente para conscientizar os portoalegrenses, principalmente em relação ao Guaiba, o tão decantado cartão postal da cidade.
    O recuo das águas do Guaíba, provocado pelo vento Nordeste no fim de semana, mostrou o tamanho do descaso.
    A baixa do nível das águas, em quase um metro no sábado, deixou à mostra um cenário deprimente: pneus, garrafas de plástico, tampa de vaso sanitário, calçados e até sofás ficaram expostos em diversos pontos da orla.
    Segundo informações da Secretaria de Serviços Urbanos, a limpeza não foi feita no domingo por conta do mau tempo, mas está programada para a segunda-feira, dependendo do tempo.
    As equipes do DMLU, segundo a secretaria, já recolheram nos últimos três anos, mais de 250 toneladas de lixo retido pela Ecobarreira, instalada na embocadura do Arroio Dilúvio. Não fosse esse dispositivo, toda essa quantidade de material poluidor iria para o Guaíba.
    Diariamente, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSurb), por meio das equipes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), faz o recolhimento dos resíduos içados pela gaiola da Ecobarreira e os encaminha para o aterro sanitário de Minas do Leão.
  • Porto Alegre, 1910: um grenal na Redenção

    Fazia frio naquele domingo do inverno portoalegrense de 1910. As páginas esportivas dos jornais destacavam os páreos do turfe no Hipódromo do Moinhos de Vento.
    No dia 17 de julho, no Campo do Militar, na Várzea, hoje Parque da Redenção, se enfrentavam duas equipes de foot-ball, o esporte que começava a ganhar espaço na cidade.
    Era a segunda edição de um embate que já se anunciava clássico: Grêmio Foot Ball Porto Alegrense e Sport Club Internacional. O primeiro jogo entre as duas equipes havia sido um ano antes.
    O recém surgido Sport Club Internacional, criado pelos irmãos Poppe, jovens comerciantes paulistas que chegaram à Capital em 1908 e montaram uma loja de roupas, ousou desafiar o já experiente Grêmio.
    Criado em 1903, simultaneamente ao Fussball Club Porto Alegrense, o Grêmio era dos precursores do esporte na Capital gaúcha. Para o primeiro confronto, a direção gremista oferecera o segundo time. Os colorados não aceitaram, exigiam o escrete principal. Jogaram. E o grêmio ganhou de 10 a 0.
    O primeiro grenal foi seguido de confraternização com baile e cervejada noite adentro. Ainda assim, no dia 18 de julho de 1909, o Correio do Povo trazia uma advertência aos espectadores. “Afim de evitar factos desagradáveis”, o jornal aconselhava que os espectadores não se pronunciassem “em favor de um ou de outro team”.
    Relatava no domingo anterior ter havido ”lamentável incidente” entre um dos juízes e um grupo de assistentes, onde foram ouvidas “phrases pouco gentis”.
    O jornal pedia que o entusiasmo fosse moderado visto o “grande numero de senhoras e senhoritas, às quaes não se deve dar o desgosto de testemunhar discussões inconvenientes”.
    No segundo grenal já teve confusão
    Nos dias anteriores à revanche, Antenor Lemos, jogador mediano, porém incentivador da equipe colorada, andava garganteando nas rodas de conversa na Choperia Bopp, na Praça da Alfândega. Bradava que era chegada a hora do troco.
    O escrete gremista vinha a campo com Teichmann; Deppermann, Marteu, Bento, Sommer, Mostardeiro, Geyer, Moreira, Booth, Grünewald e Mostardeiro I.
    Do lado colorado jogavam: Lindemayer; Mendonça, Volksmann, Vinholes II, Kluwe, lemos, Poppe I, Galvão, Gafrê, Chaves e Vinholes. O árbitro da partida era Theobaldo Förnges.
    E o Grêmio ganhou por cinco a zero.
    Lá pelas tantas do segundo tempo, o atleta gremista Edgard Booth, que já havia marcado dois gols, recebeu no meio de campo, driblou toda a defesa colorada e foi parado a botinada pelo zagueiro Volksmann. Fechou o tempo e a partida quase foi encerrada a pau.
    O jogo valia pela pela primeira edição do campeonato da cidade de 1910, contando com sete equipes: 7 de setembro, Fussball Club Porto Alegre, Frisch Auf, Militar, Nacional (de Santa Catarina), Grêmio e Internacional.
    No início do esporte, jogos no campo da antiga Várzea
    O futebol começava a crescer em Porto Alegre e a cair na graça do público. Nestes primeiros grenais já se estima um público de cerca de duas mil almas. O esporte ganhava também algum espaço na imprensa.

    Jogo entre Grêmio e o Militar, também pelo citadino de 1910 / Arquivo CMPA

    Muitos dos jogos eram disputados no Campo do Militar, na Várzea. O Militar Foot-Ball Club, campeão daquele ano, era formado por alunos da Escola de Guerra – O “Velho Casarão da Várzea”, atual Colégio Militar.
    O campo ficava em frente ao Casarão, onde hoje passa a avenida José Bonifácio. No ano seguinte, a escola foi transferida para o Rio de janeiro e o clube, extinto.
    A Escola de Guerra, na primeira década do século 20. Atualmente o prédio abriga o Colégio Militar de Porto Alegre / Arquivo CMPA

    Em 1909, época da criação do Sport Club Internacional, surgiam outros clubes dedicados ao “sport inglez” na cidade.
    Em 26 de junho, A Federação anunciava que no dia seguinte, às 3 da tarde, “um grupo de foot-ballers desta capital e que não se acham filiados a nenhuma sociedade, vão tratar da fundação de um club de football e da eleição de sua primeira directoria”.
    No dia 15 de setembro, foi notícia a criação do Foot-ball Club Theresópolis. No dia 30 do mesmo mês, o Correio do Povo noticiava a criação do Centro Sportivo Operário, fundado por “um grupo de obreiros”. “A primeira de suas secções de sport a inaugurar-se, será a do foot-ball visto ser o mais preferido pela sociedade porto-alegrense”.
    Embora se acredite que o grenal número 2 tenha sido jogado na Redenção, há controvérsias em relação ao local.
    O Campo da Redenção é o local apontado no livro “A História dos grenais”, de David Coimbra e Nico Noronha e no levantamento “Todos os grenais da História”, realizado pelo jornal Zero Hora.
    Entretanto, há fontes que apontam que a partida tenha sido jogada no Moinhos de Vento, na Baixada, antigo campo do Grêmio. Em “O FOOT-BALL DE TODOS: Uma história social do futebol em Porto Alegre, 1903 – 1918”, dissertação de mestrado defendida por Ricardo Santos Soares, na PUC-RS em 2014, há uma tabela, elaborada a partir de jornais da época, que traz esta informação.

  • Casamento Coletivo tem inscrições abertas para casais de baixa renda

    A 14ª edição do Casamento Coletivo já tem data marcada: 26 de outubro, quinta-feira. Os casais interessados devem contatar a Corregedoria-Geral da Justiça, no Palácio da Justiça, até o dia 11 de setembro, prazo final para as inscrições. As vagas são limitadas a 30 casais.
    A cerimônia, realizada no Palácio da Justiça, é promovida pelo Memorial do Judiciário, Corregedoria-Geral da Justiça e Registro Civil das Pessoas Naturais da 1ª Zona de Porto Alegre. A participação é gratuita para pessoas sem condições de arcar com os custos da cerimônia e que residam em Porto Alegre. A última cerimônia coletiva de casamentos foi realizada em 28 de junho, com a participação dos casais e de dezenas de familiares e amigos.
    O casal deve residir em Porto Alegre, ter registro de nascimento ou casamento anterior em Cartórios do Estado do RS. As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9h, às 17h, na Corregedoria-Geral da Justiça – 4º andar do Palácio da Justiça (Praça Mal. Deodoro, 55, Centro Histórico de Porto Alegre).
    Mais informações pelos telefones: (51) 3210.7221 e 3210.6219

  • Exposições que marcam o Dia do Patrimônio Histórico vão até sexta

    Termina nesta sexta-feira, 18, a semana de atividades programadas em função do Dia do Patrimônio Histórico, em Porto Alegre.
    Foram visitas guiadas por locais tradicionais e outros, menos conhecidos, na cidade, além de palestras e um roteiro especial na Linha de Turismo.
    A programação organizada pela Coordenação de Memória Cultural da Secretaria Municipal de Cultura começou na segunda-feira, 14.
    No Centro, o roteiro de aprendizado incluiu a Cinemateca Capitólio (com caminhada pelo prédio e visita ao acervo cinematográfico), as Praças da Alfândega e da Matriz, a Igreja das Dores e o Paço Municipal.
    Fora da área central, três edificações também tiveram visitas guiadas: o conjunto de prédios que abriga o Arquivo Histórico Moysés Vellinho, na Av. Bento Gonçalves, 1129, composto por construções residenciais do final do século XIX; a Vila IAPI, construída entre 1942 e 1954, um dos mais antigos condomínios residenciais do Estado; e o Museu Joaquim Felizardo, na Cidade Baixa, criado em 1979, na antiga propriedade de Lopo Gonçalves Bastos solar construído entre 1845 e 1853, na antiga Rua da Margem, atual João Alfredo.
    No ciclo de palestras, temas como o Patrimônio Cultural Imaterial da Capital e Porto Alegre Rural: sítios de valor histórico, arquitetônico e arqueológico. Uma atividade exclusiva para as crianças incluiu uma aula dentro da Igreja das Dores.
    Duas exposições estarão abertas até o fim da semana. “Cacos, ciscos e imundícies: Porto Alegre conta-se através do lixo”, no Arquivo Histórico Moysés Vellinho.
    A mostra reúne objetos recuperados no curioso percurso dos depósitos de lixo determinados pela Câmara de Vereadores no século XIX, que que deram origem a sítios arqueológicos no centro da Capital.
    A segunda mostra explora a recém restaurada Capela Suplementar da Igreja das Dores, com o Restauro do Retábulo da local.
    Programação
    Exposições abertas de segunda a sexta-feira
    Cacos, ciscos e imundícies: Porto Alegre conta-se através do lixo
    Local: Arquivo Histórico Moysés Vellinho – Av. Bento Gonçalves, 1129
    Atividade de educação e informação sobre patrimônio arqueológico
    Visitação: das10h às 12h e 14h às 16h
    Restauro do Retábulo da Capela Suplementar da Igreja das Dores
    Local: Igreja das Dores – Rua dos Andradas, 5878
    20h – Atividade de educação e informação sobre patrimônio arqueológico
    Segunda-feira, 14
    15h – Palestra Patrimônio Cultural Imaterial de Porto Alegre
    Local: Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo – Rua João Alfredo, 582
    Atividade de educação e informação sobre patrimônio imaterial (30 pessoas)
    Terça-feira, 15
    10h – Palestra Porto Alegre Rural: conhecendo seus sítios de valor histórico, arquitetônico e arqueológico
    Local: Museu Joaquim José Felizardo – Rua João Alfredo, 582
    Atividade de educação e informação sobre patrimônio rural (30 pessoas)
    14h – Linha Turismo Centro Histórico especial Dia do Patrimônio
    Saída: Largo Zumbi dos Palmares – Travessa do Carmo
    Atividade de vivência do patrimônio edificado (47 pessoas)
    Em caso de chuva será cancelada
    15h – Visita guiada no Arquivo Histórico
    Local: Arquivo Histórico Moysés Vellinho – Av. Bento Gonçalves, 1129
    Atividade de vivência do patrimônio documental (30 pessoas)
    Quarta-feira, 16
    10h – Visita Guiada à Vila IAPI Patrimônio Cultural da Cidade
    Local: IAPI – Praça Província de Shiga – Av. Plínio Brasil Milano, esquina av. Cristóvão Colombo
    Saída opcional: Van a partir do Centro Histórico, às 9h – Praça Daltro Filho, esq. Borges e Demétrio (10 vagas)
    Atividade de vivência do patrimônio edificado (20 pessoas)
    Em caso de chuva será cancelada
    10h – Visita guiada à Cinemateca Capitólio
    Local: Cinemateca Capitólio – Rua Demétrio Ribeiro, 1085
    Atividade de vivência do patrimônio edificado e informação sobre acervo cinematográfico (30 pessoas)
    15h – Palestra Patrimônio Cultural Imaterial de Porto Alegre
    Local: Arquivo Histórico Moysés Vellinho – Av. Bento Gonçalves, 1129
    Atividade de educação e informação sobre patrimônio imaterial (25 pessoas)
    17h – Visita guiada ao Paço Municipal
    Local: Paço Municipal – Praça Montevidéu, 10
    Atividade de vivência do patrimônio edificado (30 pessoas)
    Quinta-feira, 17
    10h – Visita guiada ao sítio histórico de Porto Alegre – Praças da Alfândega e da Matriz
    Local: Praça da Matriz
    Atividade de vivência do patrimônio do Centro Histórico (30 pessoas)
    Em caso de chuva será cancelada
    10h – Visita mediada ao Museu Joaquim José Felizardo (15 pessoas)
    O Solar que Virou Museu: memórias e histórias
    Local: Museu de Porto Alegre JJF – Rua João Alfredo, 582
    10h – Palestra interativa sobre o restauro da Igreja das Dores
    Local: Igreja das Dores – Rua dos Andradas, 587
    Atividade de educação patrimonial (50 pessoas)
    Somente para crianças
    14h – Visita guiada às obras de restauro da Igreja das Dores
    Local: Igreja das Dores – Rua dos Andradas, 587
    Atividade de vivência, educação e informação sobre patrimônio (30 pessoas)
    15h – Performance do ator Helio Roberto Oliveira da Silva e do músico Alexandre Kreismann na exposição 4 Mulheres, 1 Centenário, abordando a vida e obra de Alice Soares, Alice Brueggmann, Cristina Balbão e Leda Flores
    Local: Pinacoteca Ruben Berta – Rua Duque de Caxias, 973
    Atividade de vivência, educação e informação sobre patrimônio (30 pessoas)
    17h – Palestra A bordo do Guaspari, com a arquiteta Anna Paula Canez
    Local: terraço do Edifício Guaspari – Av. Borges de Medeiros, 262
    Atividade de vivência, educação e informação sobre patrimônio (40 pessoas)
    Sexta-feira, 18
    10h – Visita guiada no Arquivo Histórico
    Local: Arquivo Histórico Moysés Vellinho – Av. Bento Gonçalves, 1129
    Atividade de vivência, educação e informação sobre patrimônio documental (30 pessoas)
    15h – Visita mediada ao Museu Joaquim José Felizardo (15 pessoas)
    O Solar que Virou Museu: memórias e histórias
    Local: Museu de Porto Alegre JJF – Rua João Alfredo, 582