cleber dioni tentardini
“Eu quero fazer experiência”, repetia Luiz Felipe Plentz da Costa, de seis anos, logo depois de olhar no microscópio. O aluno da escolinha João Paulo I, estava agitado, nem quis muito papo com o repórter. Cruzou como uma flecha em direção aos anfíbios. “Ah, ele também ficou impressionado com os sapos, queria brincar com eles”, afirmou a mãe, a veterinária Bianca Plentz.
Surpresa, curiosidade, medo, um pouco de cada um desses sentimentos estava estampado no rosto e nos gestos do garoto Luiz. Assim como nos das outras crianças, no dos seus pais, tios e avós, visitantes do “Ciência na Praça”, num domingo de sol e céu azul, perfeito para um passeio seguido de piquenique no Jardim Botânico de Porto Alegre. É o que muitos planejaram neste dia 6, depois de visitarem pela manhã a exposição ao ar livre do acervo do Museu de Ciências Naturais, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
Os pesquisadores transportaram uma pequena mostra dos acervos para a rua. Havia plantas, fungos, algas, peixes, pássaros, sapos, aranhas, escorpiões, insetos dos mais variados e duas dezenas de mamíferos empalhados. Alguns era possível tocar, com luvas, outros estavam mergulhados em soluções químicas. Fósseis de animais pre-históricos, moldes em gesso de moluscos, minúsculos e gigantes. Espaço para criançada pintar, cartazes e banners educativos sobre a flora e fauna nativa do Estado.

Os irmãos João Vitor e Lívia Nunes, de nove e seis anos, foram com os pais e ao serem avisados na entrada do Jardim Botânico, mudaram o rumo do passeio direto para o evento. “Ele adorou os pássaros, disse a mãe do João Vitor.


O Bruno Garcia, de dois anos, mostrava à mãe, a arquiteta Bianca, estar encantado com as cobras. Eles dividiam o espaço com o João Cunha e seu pai, o engenheiro José da Cunha, junto aos repteis. “Moro praticamente ao lado, no Petrópolis, e nunca tinha vindo aqui, um absurdo”, confessou José.



O Vitor Ramada, de oito anos, despertou o interesse pelos cogumelos. A Ana Clara Nahler, de nove anos, ficou admirada com o tubarão martelo e as aves. Laura Nunes, 73, e o seu genro, Iro Antoniazzi, mostravam admiração com todo o Jardim Botânico, que não visitavam ha 40 anos.


A bióloga Vera Werner, umas das pesquisadoras mais experientes no MCN/FZB, estava tao empolgada quanto as crianças que pintavam sob a sua supervisão. “É gratificante ver que estamos de alguma forma passando todo esse conhecimento adiante”, disse.
A exposição foi ate cinco da tarde. Os pesquisadores das diversas áreas contaram com a ajuda dos universitários bolsistas para divulgar o trabalho realizado no Museu e no JB e popularizar o conhecimento científico. O próximo projeto Ciência na Praça deve repetir outras edições, que foram realizadas na Redenção e, notadamente, atingirá um público bem maior.






Autor: da Redação
Projeto Ciência na Praça fascina adultos e crianças no Jardim Botânico
O pequeno Luiz quis até colocar luva Os peixes chamam atenção do público Garotada confere animais da pre-história Meninada se divertiu com as pinturas Acervo de plantas /Rosana Senna Gurizada na cinquentona figueira Foz do Iguaçu quer ser referência em desenvolvimento sustentavel
Uma das principais vitrines do turismo do Brasil para o mundo, Foz do Iguaçu, no Paraná, na fronteira com Paraguai e Argentina, quer ser referência na implantação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). A afirmação foi feita pelo prefeito de Foz, Chico Brasileiro, na ultima sexta-feira, 4, durante a edição local do Seminário dos ODS, na Fundação Cultural.
Este ano, a cidade deve receber mais de 2 milhões de turistas, que vêm para conhecer uma das maravilhas naturais do planeta, as Cataratas formadas pelo rio Iguaçu, e também uma das maravilhas da engenharia, a usina de Itaipu, no rio Paraná. Itaipu é líder mundial em geração de energia elétrica, com a marca de 103,1 milhões de megawatts-hora, em 2016. Depois do evento, os participantes percorreram as margens do Rio Boicy, que sofre com a poluição urbana.
Na próxima etapa, os municípios fazem a lição de casa a partir dos diálogos levados pelo convênio, que reúne o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Itaipu e Fundação Parque Tecnológico Itaipu. O acordo, que tem vigência até 2019, pretende atuar em três eixos: Diálogos Municipais, Avaliação e Monitoramento e Formação. A ideia é municipalizar a agenda da ONU nos 54 municípios da região.
Para ajudar nesse trabalho, a Itaipu quer criar um núcleo do Pnud dentro da empresa. O diretor de Coordenação, Hélio Amaral, reforçou a importância dos municípios da região aderirem à agenda global da ONU que tem como proposta até 2030 um esforço conjunto dos países para erradicar todas as formas de pobreza no mundo.
O que se espera é preparar os municípios para a discussão e elaboração de um diagnóstico com base em indicadores municipais. Esses estudos deverão servir de subsídio para uma plataforma online, pública e gratuita sobre cada uma dessas cidades.
Com essa abordagem, o que se espera é identificar os principais desafios da região, com base nos ODS e nos indicadores municipais, para conectar cada vez mais o Oeste à agenda global da ONU rumo à 2030. O trabalho está integrado a uma estratégia conjunta dos países para enfrentar, até 2030, os principais problemas que afetam a humanidade, como a mudança global do clima, a contaminação dos ecossistemas, a fome e a miséria, a desigualdade de gênero, a crise econômica, entre outros.
Marchezan recua e projetos que mexem nas isenções dos ônibus ficarão parados por 120 dias
Os polêmicos projetos que alteram as isenções no transporte público de Porto Alegre não estarão em tramitação pelos próximos 120 dias na Câmara de Vereadores. O Executivo concordou pela suspensão após um pedido do líder do governo, o vereador Clàudio Janta (SDD) que propôs a instalação de uma Comissão Especial para tratar do tema.
A Comissão Especial que irá debater as mudanças nas isenções do transporte público terá 12 vereadores indicados proporcionalmente pelas bancadas. “A comissão deve trabalhar semanalmente com cada setor envolvido – EPTC, estudantes, idosos, pessoas com deficiência e rodoviários – e, ao final dos encontros, deve ser realizada uma audiência pública”, explicou o presidente da casa, Cássio Trogildo (PTB)
A recuada do governo também é uma jogada estratégica para evitar uma debandada da base de governo e a perda de apoio para outros projetos que o governo já encaminhou para a casa como os que mexem nas gratificações dos servidores municipais. No primeiro semestre, o prefeito só foi derrotado uma vez no legislativo o que significa a maioria a seu favor.
Na primeira sessão plenária após o recesso Janta pediu que o prefeito retirasse os projetos se não sairia do governo. Uma reunião entre o Prefeito e o líder do governo foi realizada no mesmo dia. No dia em que estiveram “brigados” a oposição deu as caras dentro do plenário.
A líder da oposição, Fernanda Melchionna (PSOL) contou com 15 assinaturas dos vereadores, inclusive da base, que questionam junto ao Ministério Público de Contas a retirada da gratuidade na segunda passagem. Convites de comparecimento à dois integrantes do primeiro escalão do governo serão enviados pela Presidência da casa nos próximos dias. Janta costumava blindar essas ações por parte da oposição, na quarta-feira não blindou.
Câmara Municipal decide nesta segunda se regulariza catadores nas ruas de Porto Alegre
Será apreciado nesta segunda-feira, dia 7, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o veto do prefeito Nelson Marchezan Júnior ao projeto que estende até 2020 a permissão de circulação de carrinhos de catadores de resíduos recicláveis na Capital. O veto tranca a ordem do dia para a votação de outros projeto em tramitação.
O Executivo diz tratar-se de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), justificou que “há vício de iniciativa no presente Projeto de Lei”. Ou seja, a proposta deveria partir do Governo e não do Legislativo, já que no mesmo documento há afirmação de que “há invasão de competência em matéria típica do Poder Executivo”.
O vereador Marcelo Sgarbossa, autor do projeto que estende a permissão contrapõe: “o projeto inicial teve iniciativa de um vereador. como é inconstitucional uma prorrogação de um prazo que foi baseado em lei oriunda da própria câmara?”
Sgarbossa refere-se a “Lei das Carroças” de autoria do então vereador Sebastião Melo, em 2008, previa a retirada de a circulação de carroças e carrinhos de reciclagem até 2014. O projeto foi prorrogado até 2017 e previa a inserção de catadores no serviço de reciclagem através do programa Todos Somos Porto Alegre com a disponibilização de cursos e a inserção no mercado de trabalho o que acabou não acontecendo com todos.
Em maio o legislativo aprovou a proposta vetada pelo prefeito de forma unânime.
“Por que não comprar briga com as empresas de ônibus?”, questiona economista da FEE
Matheus Chaparini
André Coutinho Augustin é economista da FEE, pesquisador na área de trânsito. Nos últimos anos, Augustin vem acompanhando a situação do transporte público de Porto Alegre e as políticas da Prefeitura neste sentido.
Na sua avaliação, tanto a gestão anterior quanto a atual priorizam o carro, o transporte individual, em detrimento do coletivo. O economista afirma que as ações da Prefeitura tendem à falência do sistema e questiona por que não mexer também com as empresas
Como tu avalia as recentes medidas sobre o transporte público de Porto Alegre? Como elas vão impactar o sistema?
O prefeito fala que o sistema está falido e que 5 mil multas foram aplicadas nas empresas este ano. Bom, mas se foram aplicadas estas multas é porque elas não estavam cumprindo o que obriga a legislação. Então elas recebem de brinde um aumento de passagem e a redução de isenções porque não estão cumprindo horário e estão tomando muita multa? É muito bizarro.
Eu peguei o documento que justifica o aumento da passagem no início do ano, que é uma das principais mentiras deles. Eles fazem o cálculo de quanto reduziria a passagem se retirasse cada isenção. Só que qual o problema disso? Eles supõem que se acabar com a isenção, aquelas pessoas vão continuar usando o ônibus do mesmo jeito. Então, teve 23 milhões de estudantes em 2016, eles supõem que se acabar com o desconto para estudante, vão continuar 23 milhões de estudantes por ano.
A retirada de isenções vai fazer cair o número de passageiros?
Com certeza. Se estudante que paga meia vai pagar inteira, ele vai andar menos de ônibus. E o cálculo supõe que vai continuar o mesmo número ou aumentar. É uma suposição absurda.
O número total de isentos não aumentou muito nos últimos 20 anos, a participação sim. Porque está caindo os pagantes. Andar de ônibus está ficando muito caro, está cada vez pior o serviço e andar de carro está barato, tem Uber, tem outras coisas.
Nós temos um ciclo vicioso no transporte público de Porto Alegre, onde o preço da passagem faz diminuir os passageiros e essa queda aumenta o preço da passagem, que tende ao colapso do sistema. Se tem uma leitura de para onde está fugindo este passageiros e como trazê-lo de volta?
Tem duas coisas. Uma é que há muito tempo no Brasil que se incentiva o uso de carro. O custo de andar de carro está crescendo menos que a inflação no Brasil há pelo menos 20 anos. E ainda teve um período de aumento de renda, as pessoas tinha mais dinheiro e podiam andar mais de carro. Então, aumentou muito a frota de carro e está caindo o número de passageiros há muito tempo.
O que piorou nos últimos dois ou três anos, é que com a crise aumentou o desemprego. Muita gente que andava de ônibus está desempregado e anda muito menos, porque não vai para o trabalho, que é o principal uso do ônibus, e nas horas vagas não tem dinheiro porque a passagem está cara. Esta é uma questão conjuntural, que acelerou no ano passado, que não cabe à Prefeitura resolver, que é a crise econômica brasileira.
E o que se pode fazer para trazer esses passageiros de volta?
Tem um dado que é importante. O IPK é o índice de passageiros por quilômetro, usado para calcular a tarifa. Desde 1996, todos os anos ele caiu. O único ano que aumentou foi em 2008, que foi o ano que criaram o desconto (de 50%) na segunda passagem. Tudo bem que era um momento que estava aumentando o emprego. Mas como teve esse esquema de pegar a segunda passagem e pagar só meia, aumentou as isenções mas aumentou também o IPK.
Então essa ideia da Prefeitura de que se tu aumenta isenção tu diminui o número de pagantes não é verdade. Tu pode trazer mais gente para usar o ônibus e no total tu tem mais gente pagando passagem.
A EPTC relaciona a gratuidade da segunda passagem, a partir de 2011, com os prejuízos da Carris, que começam no mesmo ano. Como tu vê esta relação?
É um argumento completamente mentiroso. Porque as empresas apresentam o custo por quilômetro e a EPTC divide pelo índice de passageiros pagantes. No momento em que tu dá a segunda passagem isenta, tu divide este custo entre as pessoas que estão pagando. E aumentou a passagem por isso. Então este custo foi dividido entre todo mundo que pagou a passagem. Isto está na tarifa. A não ser que eles admitam que o cálculo deles está errado.
A leitura da Prefeitura é que o sistema está falido…
A Prefeitura está se esforçando para falir o sistema. Toda sua política tem acabar com o sistema de transporte público e incentivar o transporte individual. O centro, por exemplo, é o bairro mais fácil de chegar de ônibus. O que o mundo todo faz, a Europa, diversos países, é limitar o uso do carro no centro, porque gera muito engarrafamento e poluição, e incentiva o transporte público ou a bicicleta. Aqui não, aqui é o contrário.
O prefeito anterior derrubou as árvores da praça (Júlio Mesquita) para alargar rua e ficar mais fácil de chegar de carro no centro, alegando que ninguém usava as árvores. Agora tem projeto de derrubar parte dos armazéns históricos do Cais para ter mais estacionamento e mais gente poder ir de carro pro centro. A Prefeitura gasta uma grana todo ano asfaltando rua para o carro poder andar, mas não pode usar dinheiro para subsidiar ônibus. Quantos milhões se gasta com asfalto, com viaduto para os carros? Gastar dinheiro público para os carros, pode. Mas gastar qualquer dinheiro com transporte público é intervenção do Estado, é feio, é coisa de comunista, não pode.
Então não é que o sistema está falido por si só, a Prefeitura está se esforçando para falir o sistema, desde o governo anterior. O que a Prefeitura poderia fazer para evitar essa falência é, por exemplo, fazer auditoria nas empresas. É não aceitar, por exemplo, que as empresas apresentem nota fiscal de combustível acima do valor de mercado, o que a Prefeitura tem aceitado. Então por que não fazer isso? Por que não comprar a briga com as empresas?Fiergs pede multa aos caminhoneiros que bloqueiam estradas em protesto
A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) quer a aplicação de multa aos caminhoneiros que bloqueiam as estradas.
A entidade encaminhou uma carta, assinada pelo presidente Gilberto Porcello Petry, à Polícia Federal e ao secretário de Segurança Pública do Estado.
O documento destaca que, tendo em vista os contínuos bloqueios rodoviários iniciados em 1º de agosto, causados pelos caminhoneiros, solicita a atuação imediata da Polícia Rodoviária para que faça valer o artigo 3 da Lei N° 13.281, de 4 de maio de 2016, que prevê multa e penalidade administrativa para quem interromper a livre circulação nas vias públicas.
“É urgente que se restabeleça o direito de ir e vir no tráfego de veículos no Rio Grande do Sul”, diz o texto.
“A FIERGS expressa também sua extrema preocupação com o movimento decorrente de insatisfações diversas como o aumento dos combustíveis, e suas consequências, que estão impedindo mercadorias de chegarem aos seus destinos, causando danos e prejuízos ao setor produtivo já combalido pela crise econômica”.
Além disso, entende a Fiergs que manifestações são legítimas, porém nunca devem comprometer o fluxo de cargas e de pessoas. Há o caso específico dos fabricantes de produtos perecíveis e um risco dos atos se intensificarem ainda mais se medidas cabíveis e previstas em lei não forem aplicadas. A carta encerra reiterando o pedido de urgência para que seja retomado o livre trânsito no Estado.A juíza Daniela de Oliveira Pertile acolheu um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e determinou que os caminhoneiros “se abstenham de promover protestos nas rodovias e retirem imediatamente seus caminhões das áreas esbulhadas”.
A multa pelo descumprimento da decisão é de pelo menos R$ 5 mil, valor estipulado “para cada veículo ou pessoa física”.
“Os participantes do movimento deverão ser identificados pelo poder público para fins de verificação de eventual descumprimento. Ressalto que a presente decisão tem eficácia sobre todas as rodoviárias federais do Estado do Rio Grande do Sul”, destaca a magistrada.
Por volta das 18h, a Polícia Rodoviária informava que no Rio Grande do Sul havia 19 trechos de rodovias bloqueados:
- BR-116, km 401, em Camaquã
- BR-116, km 455, em São Lourenço do Sul
- BR-158, km 193, em Cruz Alta
- BR-158, km 265, em Júlio de Castilhos
- BR-285, km 273, em Mato Castelhano
- BR-285, km 461, em Ijuí
- BR-285, km 668, em São Borja
- BR-287, km 282, em São Pedro do Sul
- BR-290, km 482, em Rosário do Sul
- BR-293, km 247, em Dom Pedrito
- BR-392, km 297,9, em São Sepé
- BR-392, km 18, em Rio Grande
- BR-392, km 62 e km 66, em Pelotas
- BR-293, km 182, em Bagé
- BR-392, km 350, em Santa Maria
- BR-392, km 258, Caçapava do Sul
- BR-468, km 0, em Palmeira das Missões
- BR-468, km 99, em Três Passos
Luiz Melodia: um lugar único na música brasileira
“Tente passar pelo que estou passando
tente apagar esse seu novo engano
tente me amar porque estou te amando
baby, te amo, nem sei se te amo”
É assim que começa Pérola Negra, espantosa canção de amor, no dizer de Tárik de Souza, canção que confessa a incerteza e o dilema deste sentimento no mundo contemporâneo.
Quando Torquato Neto e Waly Salomão ouviram Luiz Melodia cantar estes versos, foram logo mostrar a canção para Gal Costa, que a gravou em seguida em seu LP “Gal a Todo Vapor”, (1971).
Foi desta forma inquietante e sincera que o brasil conheceu Pérola Negra.
Luiz melodia, cantor e compositor apesar de ter nascido no morro do Estácio, berço do samba carioca e de Ismael Silva, era bamba, mas não era sambista.
(PAULO DA COSTA E SILVA, na abertura de um ensaio para a revista piauí, em 2013) leia a integra aqui)
Luiz Melodia morreu na manhã desta sexta-feira, 4 de agosto, no Rio de Janeiro, aos 66 anos.
Festa nerd em Canoas neste fim de semana
A mais tradicional convenção de quadrinhos e cultura pop do Rio Grande do Sul chega à sua sétima edição neste fim de semana com um convidado internacional de peso e novidades entre as atrações.
O evento acontece nos dias 5 e 6 de agosto, sábado e domingo, no campus da Ulbra em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre.
O principal convidado da festa é uma lenda viva dos quadrinhos pela indústria e pelos fãs, o artista espanhol José Luis García-López. Sua arte redefiniu a figura dos super-heróis no imaginário popular ao desenhar o Guia de Estilo da DC Comics, o que espalhou pelo mundo camisetas, cadernos e outros produtos licenciados da editora com ícones como Batman, Superman e Mulher-Maravilha. Além de participar de painéis e debates, o desenhista realiza uma masterclass apresentando seu processo criativo, e interage com o público no Artists Alley e em sessões de autógrafos.
Com quase 50 convidados, a programação irá acontecer em dois palcos simultâneos e também conta com nomes nacionais como Vitor Cafaggi, responsável pela releitura da Turma da Mônica para a coleção Graphic MSP, que será adaptada ao cinema em live action, e Sidney Gusman, jornalista e editor da Mauricio de Sousa Produções.
Uma das estrelas brasileiras do mercado estrangeiro, Eddy Barrows é o homenageado desta edição, e vem falar sobre seu trabalho na fase Rebirth como artista exclusivo da DC Comics. Completam o time quadrinistas como José Aguiar, Cesar Alcázar, Letícia Pusti e Gustavo Borges, e jornalistas, editores e especialistas em HQs, games, cinema e séries de TV.
Uma tenda medieval com jogos, exposições e cenários para fotos será erguida dentro da convenção e promete uma experiência de imersão aos fãs de franquias do gênero como Senhor dos Anéis e Game of Thrones.
Já o Conselho Jedi RS marca presença com exposições e personagens caracterizados da saga Star Wars.Ingressos
O ingresso Meia Social sai por R$ 40 mediante doação de 1kg de alimento ou R$ 5 para instituição de caridade parceira do evento. A ComicCON RS acontece nos dias 5 e 6 de agosto, das 11h às 20h, no campus da Ulbra em Canoas.
Programação
SÁBADO, 5 DE AGOSTO
Sábado
PALCO MULTIVERSO
13h: Qual é o futuro da Marvel? – Levi Trindade, Vinicius 2Quadrinhos, Guilherme Smee
Mediação: Rodrigo de Oliveira
14h: Masterclass com Eddy Barrows
Apresentação: Rodrigo de Oliveira
15h: DC Comics do pré-crise ao Rebirth – Eddy Barrows, José Luis García-López, Levi Trindade
Mediação: Émerson Vasconcelos
16h: Desfile Cosplay: Infantil e Adulto
17h: Workshop: Roteiro audiovisual – Verte Filmes
Apresentação: Rodrigo de Oliveira
18h: Entrevista: José Luis García-López
Mediação: Rodrigo de Oliveira
PALCO CANINI
11h45: Super-heróis no cinema em 2017 – Edson Gandolfi, Christian Farias, Ticiano Osório, Leandro Domingos
Mediação: Rodrigo de Oliveira
12h45: Quadrinhos autorais: autopublicação e liberdade criativa – César Alcázar, Pedro Leite, Gustavo Borges, Letícia Pusti
Mediação: Maressah Sampaio
13h30: Homem-Aranha: por que amamos o Amigão da Vizinhança? – Edson Gandolfi, Vitor Cafaggi
14h30: X-Men, a ressurreição nas HQs e no cinema – Claiton Silva, Guilherme Smee, Guilherme Tesch
Mediação: Maressah Sampaio
15h30: Debate: Vida de Colecionador – José Borba, Vinícius 2Quadrinhos, Alexandre Lopes, Christian Ordoque, Patrick Buzzacaro
Mediação: Claiton Silva
16h30: Batman 66: a importância do ícone Adam West – Sidney Gusman, Émerson Vasconcelos
Mediação: Maressah Sampaio
17h30: Quadrinhos digitais: HQ com som e movimento ainda é HQ? – Émerson Vasconcelos, Thiago Krening, Róger Goulart
Mediação: Maressah Sampaio
18h30: O que esperamos das novas temporadas das séries originais Netflix? – Aline Budzyn, Ana Bandeira, Verte Filmes
Mediação: Claiton Silva
19h15: Jack Kirby, 100 Anos do Rei – Levi Trindade, José Luis García-López, Eddy Barrows
Mediação: Rodrigo de Oliveira
DOMINGO, 6 DE AGOSTO
PALCO MULTIVERSO
13h: Debate: Mundo nerd – o jogo virou, e agora? – Sidney Gusman, Ticiano Osório, Fabiano Denardin, Társis Salvatore
Mediação: Rodrigo de Oliveira
14h: Masterclass com José Luis García-López
Apresentação: Rodrigo de Oliveira
15h: Homenagem a Eddy Barrows
Mediação: Émerson Vasconcelos e Rodrigo de Oliveira
16h: Turma da Mônica das Graphic MSP ao cinema – Vitor Cafaggi, Sidney Gusman
Mediação: Rodrigo de Oliveira
17h: Anúncios e Novidades da Panini – Levi Trindade
Apresentação: Vinícius 2Quadrinhos
18h Desfiles cosplay: Adulto
PALCO CANINI
11h45: Diferentes faces do quadrinho nacional – José Aguiar, Vitor Cafaggi, Sidney Gusman
Mediação: Rodrigo de Oliveira
12h45: Star Wars 40 Anos – Franciele Bischoff, Adri Amaral, Fabio Mesmo, Stephanie Espindola
Mediação: Maressah Sampaio
13h30: Dos Quadrinhos à TV: o que esperar das séries? – Claiton Silva, Aline Budzyn, Marina Pagno, Alexandre Woloski
Mediação: Maressah Sampaio
14h30: O legado da Vertigo – Fabiano Denardin, Pablo Sarmento e Christian Farias
Mediação: Maressah Sampaio
15h30: O ano da Mulher-Maravilha – Elvis Moura, JR Weingartner Jr., Mariana Couto, Adri Amaral
Mediação: Maressah Sampaio
16h30: Debate: O que é cultura pop gaúcha? – Carol Govari, Otto Guerra, Roger Lerina, Santiago
Mediação: Maressah Sampaio
17h30: Quadrinhos e games: uma relação que dá certo – Edh Müller, Christopher Kastensmidt e Rodrigo “Chips” Scharnberg
Mediação: Alexandre Woloski
18h30: Game of Thrones, o começo do fim – Claiton Silva, Ana Bandeira, Marina Pagno
Mediação: Maressah Sampaio
19h15: Batgirl 50 Anos, rumo ao cinema – Émerson Vasconcelos, Letícia Pusti, Edson Gandolfi
Mediação: Rodrigo de Oliveira
SESSÕES DE AUTÓGRAFOS
13h – José Luis García-López
17h – Gustavo Borges
17h – Eddy Barrows
Domingo
14h – Vitor Cafaggi e Sidney Gusman
17h – José Aguiar
17h – José Luis García-López
Presidente da EPTC: "Vamos reduzir isenções e exigir melhorias das empresas"
Já estão na Câmara de Vereadores os seis projetos do Executivo que mudam as regras no transporte público de Porto Alegre, com redução das isenções, fim da obrigatoriedade do cobrador e aumento do prazo para renovação dos ônibus.
Nesta entrevista ao JÁ, o diretor-presidente da empresa, Marcelo Soletti, explica as medidas, endossando o discurso do prefeito Nelson Marchezan Júnior de que “o sistema de transporte coletivo da capital gaúcha está falido”.
Falido, esse é o adjetivo certo para o sistema de transporte de Porto Alegre?
Realmente o sistema está muito mal. Este ano tivemos devolução de quatro táxis, uma linha de lotações que vai deixar de operar e tem linhas da Zona Norte para serem entregues também, que não conseguem operar porque tem queda grande de passageiros, pela crise econômica, questões de segurança… uma série de fatores.
A cidade está fora da curva na questão das isenções. A média brasileira é 21%, nós estamos em quase 36%. O pagante diminui, o não- pagante aumenta e o resultado final é o preço da tarifa. Então a gente precisa achar mecanismos para mudar este cenário.
Com estas medidas de reduzir isenções e gratuidade, não há o risco de cair ainda mais o número de passageiros?
A grande maioria das pessoas não terão prejuízo. O estudante que usa segunda passagem não vai ter prejuízo. A segunda passagem vai pesar para 7% dos usuários que tem vale transporte (pesa para as empresas) e aqueles 4% que é autônomo, que paga separado. Vamos trabalhar para não perder o passageiro da segunda passagem.
A EPTC tem uma avaliação de pra onde vai o usuário? Que medidas a EPTC estuda para trazê-lo de volta?
Só para ter um exemplo, se Porto Alegre voltasse ao patamar nacional de 21%, teríamos 15% de desconto, a tarifa seria R$ 3,55. É um valor razoável para um serviço de transporte coletivo e foge um pouco da competição com aplicativos.
Mas não há garantia de que a retirada de isenções reflita em redução para o próximo ano?
Não tem como garantir redução, o que pode garantir é que tirando, o impacto será menor. O idoso, por exemplo, continua com o benefício, não entram mais beneficiários. Ah, é três centavos por ano, faz diferença? Ao longo de 5 anos são 15 centavos, a vida útil são 25 centavos, cobrador são 75 centavos. Vai fazendo o somatório ao longo do tempo, daqui a pouco nós temos um valor razoável de redução.
Quê mais temos que fazer? Tem uma força-tarefa que reduziu em 42% os assaltos a ônibus nos primeiros seis meses de 2017. É uma melhoria, está voltando a ter alguma segurança. É um trabalho na segurança, na melhoria dos terminais, paradas de ônibus, é um conjunto de fatores. A questão do reconhecimento facial. Hoje a gente tem de 8 a 18% de fraude, de 12 a 24 centavos. Vamos implantar o reconhecimento facial e acabar com a fraude.
A questão do GPS, tu poder saber se teu ônibus vai passar em dez minutos ou em uma hora, chegar na parada e saber que ele vai passar, é um ganho enorme.
O projeto que isenta os idosos a partir dos 60 anos, é uma lei de 1985, quando a expectativa de vida média era 62 anos. A expectativa era que as pessoas usassem na média dois anos o benefício. Hoje, as pessoas vivem até os 74, então as pessoas usam este benefício por cinco anos e mais nove a partir dos 65.
E tem estudante que a família tem renda de 10, 15 mil, será que não tem como contribuir?
O primeiro desequilíbrio do sistema começou com a segunda passagem. Não é a responsável pela situação da Carris. Mas até 2010 ela nunca deu prejuízo. Em 2011 quando entrou já deu R$ 6 (milhões).
Foi mesmo a gratuidade da segunda passagem que pesou mais forte nos prejuízos da Carris?
Sim, sim. Até porque ela é a que mais transporta. Infelizmente naquela época a segunda passagem não foi suportada pelo sistema. A primeira coisa que tem que preocupar é uma tarifa justa. Tem que ter tarifa barata para trazer gente. Depois, tu tem que agregar qualidade. Se tu puder ainda dar integração, aí é o sistema perfeito.
Se tu aumentar o passageiro pagante, todo mundo vai pagar menos e talvez fique atrativo para quem largou o ônibus. Agora, se continuar aumentando isento, daqui a pouco vamos ter 50% de isenção… Vou dar um exemplo, se no ano anterior tivesse menos passe livre – tiveram oito, vacinação duas, eleição duas, Navegantes… Se tivesse três a menos, já baixava a passagem a R$ 4. É psicológico também, tu reduz cinco centavos, faz diferença.
Mas o passe livre cumpre uma função social, de a pessoa que mora longe poder sair da sua casa e vacinar o filho, por exemplo.
Mas a gente manteve o da vacinação.
Então tu defende que se corte passe livre para baixar a passagem?
Com certeza. Hoje, por exemplo, a pessoa paga caro a semana inteira e no domingo tu vai dar passe livre, o cara acaba nem usando, ele faz outros programas. Eleições, por exemplo, hoje todo mundo vota perto de casa, ninguém mais vota do outro lado da cidade. Daí tu dá passe livre para todo mundo.
Ou se enfrenta todas estas questões ou realmente o cenário para 2018 e 2019 é caótico. O sistema, do jeito que está, está falido.
O cenário é preocupante, porque o transporte coletivo é vital para a cidade. Vamos deixar que nem São Paulo, que põe R$ 3 bilhões de subsídio? Quem paga é o cidadão.
No contrato prevê rendas extras para as empresas, como o recurso do passe antecipado e a publicidade nos ônibus. Tem uma avaliação de quanto isso tem impactado?
Nos primeiros meses do governo o prefeito disse: “Quero total controle da bilhetagem, quero saber quanto vocês ganham, quanto gastam, para abrir a informação que não se tinha.
A prefeitura tem a informação de quanto as empresas ganham com publicidade?
Isto a gente está regrando através de um projeto de lei, para regrar toda publicidade. Hoje parte vai pro plano de saúde, parte para a Prefeitura. E mais, a questão da bilhetagem, hoje a gente tem acesso a todas as contas, então a gente acessa o volume de vale transporte, passe antecipado e estudantil e qual o custo para se manter a bilhetagem, quanto custa para manter o sistema.
Então, ao final de 12 meses a gente vai saber quanto é a variação entre o que foi vendido e o que foi pago e quanto pode reverter para a tarifa. Se houver sobra, ela tem que retornar para a tarifa.
Tem a questão das receitas antecipadas e de passagens que são pagas e não são usadas. Vocês tem ideia de qual é este montante?
A gente já tem estas informações e agente está setorizando. Vamos poder ter essa conta ao final de 12 meses e a gente vai lançar essa diferença na próxima tarifa.
Diante do cenário que vocês apresentam, não faltam medidas que chamem as empresas a contribuir para sanar o sistema?
Olha, esse ano a gente aplicou 5.600 multas.
Estas multas são pagas?
Elas são pagas, só que não adianta eu fazer 5.600 multas e o serviço continua ruim. Então a gente já convocou as empresas para virem aqui porque ela precisam melhorar o serviço, entregar um ônibus limpo, cumprir o horário, treinar tripulação para ser bem educada. Já tive reunião com uma das empresas, apresentando o relatório de reclamações e a gente vai exigir este retorno. Vai haver sim este compromisso, vamos determinar uma série de medidas às empresas e esperamos que até o fim de 2017 consigamos atrair mais gente. Eles vão ter que melhorar o serviço.
Quando isso vai acontecer?
Não tenho prazo para te dar agora, mas o quanto antes vamos fazer esta rodada com eles e apresentar uma série de exigências. A Prefeitura dentro do seu papel de equacionar a questão do transporte. É um enfrentamento forte, desgastante, ninguém gosta de fazer, mas estamos fazendo.IPE-Saúde alerta para boletos emitidos erroneamente
Uma falha no sistema de processamento da Procergs gerou diferentes erros na emissão de boletos de um grupo de alguns beneficiários do IPE-Saúde.
No início deste mês foram emitidos, erroneamente, boletos com vencimento para o dia 10 de setembro, para optantes do IPE-Saúde, com o envio duplo de documentos semelhantes, que devem ser desconsiderados. A data de processamento foi em 01/08/2017 e 02/08/2017, conforme consta nos documentos.
A orientação do IPE é que os beneficiários não paguem estes docs com vencimento do dia 10 de setembro. Para o pagamento correto, será feito um novo envio com data de vencimento para 15 de setembro.Os docs serão considerados inválidos para quem, eventualmente, tentar efetuar o pagamento na rede Banrisul.
Para os casos já pagos, a solução será resolvida internamente, da melhor forma possível, sem ônus para o beneficiário.
No mês de julho também houve um erro na data de vencimento alterada. O correto seria 10 de agosto e os docs foram enviados com o vencimento dia 31 de agosto. O IPE reforça que estes boletos com vencimento para 31 de agosto são válidos, portanto o pagamento pode ser efetuado sem problemas.
