O CPERS Sindicato está convocando a todos os professores da rede pública estadual para uma Assembléia Geral nesta terça-feira, 1. Terá início às 10 h, em frente ao Palácio Piratini.
“Diante da afronta do governo Sartori em parcelar pela 20ª vez os nossos salários, com o agravante da primeira parcela ser de apenas R$ 650,00, nossa resposta será a greve”, diz a nota do sindicato.
“Não vamos aceitar calados o constante desrespeito deste governo, que sequer respeita a decisão liminar do Supremo Tribunal Federal – STF, a qual proíbe o parcelamento dos salários dos servidores”.
“A partir de agora, se os salários não forem pagos no último dia de cada mês, cruzaremos os nossos braços e entraremos em greve”.
Para esta segunda-feira (31), a orientação do Sindicato é a de que os educadores recebam os estudantes e expliquem os motivos pelos quais as atividades devem ser paralisadas a partir de terça-feira. “É fundamental que a comunidade escolar tenha o devido esclarecimento sobre os ataques do governo aos diretos dos professores e funcionários de escola”.
“Nossa categoria deve estar em peso na Assembleia, em frente ao Palácio Piratini, para darmos a resposta à altura que este governo merece. Não vamos aceitar esmolas, exigimos nossos salários pagos em dia e na sua integralidade”, afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
(Com informações da Assessoria de Imprensa)
Autor: da Redação
Professores preparam nova greve contra o parcelamento de salários
Prefeitura propõe alterar Lei Orgânica para concessão do saneamento
O prefeito Nelson Marchezan Júnior encaminhou à Câmara Municipal um projeto que altera a Lei Orgânica do Município, abrindo a possibilidade de concessão do saneamento básico de Porto Alegre à iniciativa privada. O projeto de emenda 10/2017 chegou à casa legislativa na última sexta-feira.
A proposta altera o segundo parágrafo do artigo 225 da Lei Orgânica, que trata do saneamento.
A lei determina que o serviço “será organizado, prestado, explorado e fiscalizado diretamente pelo Município” e impede a outorga “mediante concessão, permissão ou autorização, exceto à entidade pública municipal existente ou que venha a ser criada para tal fim.”
O projeto retira da lei o trecho que veda a concessão do serviço e a obrigatoriedade de fiscalização direta do Município.
Se aprovado, o novo texto fica assim: “O serviço público de que trata o caput deste artigo será organizado, prestado e explorado pela Administração Pública, podendo ser outorgado à entidade da Administração Pública Indireta, dotada de autonomia para o exercício de sua sua administração e gestão dos seus negócios. Bem como ser delegado ou contratualizado, nos termos da Constituição Federal”.
Na justificativa, o Executivo argumenta que o Plano Básico de saneamento Público de Porto Alegre prevê a necessidade de 2,7 bilhões de investimentos nos próximos 17 anos para a universalização do sistema.
Argumenta ainda que a própria Lei Orgânica diz que “incumbe ao Poder Executivo, na forma da lei, a prestação de serviços públicos, diretamente ou através de licitação, sob regime de concessão ou permissão”. Neste contexto, considera “norma extravagante”, a exceção aos serviços de água e esgoto.
Projeto está alinhado com plano federal do governo Temer
O projeto de passar o saneamento público para a iniciativa privada não é um ato isolado da gestão Marchezan. No ano passado, o presidente Michel Temer lançou o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que previa a concessão de diversos serviços públicos, incluindo o saneamento.
Na ocasião do lançamento, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco (PMDB), afirmou que o BNDES realizaria uma série de encontros com os governos estaduais para discutir quais seriam as melhores alternativas para a concessão do serviço ao setor privado. A então presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, afirmou que pelo menos dois terços dos estados brasileiros haviam sinalizado intenção de participar do projeto.
Em janeiro, foi realizada a primeira reunião entre o BNDES e a Associação Brasileira de Empresas Estaduais de Saneamento, para tratar das questões jurídicas.
Em sua justificativa, o prefeito Marchezan cita o apoio do Governo Federal a iniciativas deste tipo, conforme a Lei Federal 13.334/2016, que instituiu o PPI.
O saneamento básico é uma das áreas prioritárias do Programa Municipal de Parcerias (Propar/Poa). A gestão entende que são necessárias obras de estrutura nas conexões residenciais e na melhor separação das redes pluvial e cloacal, hoje misturadas em muitos pontos. A ideia é que uma empresa invista nestas obras e se remunere com a ampliação do número de residências que pagam a taxa de esgoto e de uma maior eficiência do serviço.
Investigado por esquema de corrupção, DEP foi extinto
Este mês, a Câmara de Vereadores aprovou uma série de medidas de reestruturação da máquina administrativa do Município. Entre elas, a extinção do Departamento de Esgotos Pluviais. Com a extinção, as atribuições do departamento ficam divididas entre a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim), responsável pelas obras e projetos de engenharia referentes aos esgotos pluviais, e a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), responsável pela execução e conservação dos resíduos.
Na segunda-feira passada, a terceira fase da Operação Tormenta cumpriu 27 mandatos de busca e apreensão em Porto Alegre, em Alvorada e Viamão. Três pessoas foram presas em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
Entre os alvos da operação policial estão Tarso Boelter (PP), diretor-geral do DEP entre 2013 e 2016, Francisco Eduardo Mello dos Santos (PMDB), ex-diretor-adjunto do departamento, e Francisco José Ferreira Pinto, que é servidor do quadro e foi diretor de conservação do DEP.
A Operação investiga fraudes em contratos do departamento, onde empresas contratadas recebiam por serviços que não eram prestados. Segundo o delegado Max Ritter, o esquema desviou, desde 2011, pelo menos R$ 10 milhões dos cofres públicos.Congresso custa R$ 1,16 milhão por hora, diz ONG
Formado pelo Senado Federal e a Câmara de Deputados, o Poder Legislativo federal custa R$ 1,16 milhão por hora aos cidadãos brasileiros, em todos os 365 dias do ano. Essa é uma conclusão da organização não governamental (ONG) Contas Abertas, divulgada nesta semana. O custo inclui fins de semana, recessos parlamentares e as segundas e sextas-feiras, quando os parlamentares deixam a capital federal e retornam para suas bases eleitorais.
O valor também inclui o salário do parlamentar. Cada deputado federal, por exemplo, recebe um salário bruto de R$ 33,7 mil. Os 513 deputados federais custam, em média, R$ 86 milhões ao mês e um custo anual de R$ 1 bilhão. Cada senador também tem um salário bruto de R$ 33,7 mil.
Segundo o fundador e secretário-geral da ONG, Gil Castello Branco, o levantamento dá ao cidadão “a dimensão exata de quanto custa nossa representação”. “A democracia não tem preço, mas o nosso Congresso tem custos extremamente elevados. Ele tem uma péssima imagem junto à população e pode, sim, reduzir seus custos. Cada parlamentar pode ter 25 assessores, um senador pode ter 50, 60, inclusive no seu próprio escritório de representação. Há privilégios e mordomias que podem ser contidos”, diz.
Branco reforça que os abusos, verificáveis em todos os Poderes, têm o aval do presidente Michel Temer. “O dado do orçamento deles está na Lei Orçamentária Anual [LOA], sancionada pelo presidente da república. Temos criticado os 60 dias de férias de membros do Judiciário, auxílios a magistrados, os benefícios fiscais, que precisam ser revistos. Quando se tem um déficit de R$ 139 bilhões e o orçamento da saúde é de R$ 125 bilhões, o natural é que se tente reduzir essas despesas em todos os Poderes. Deveria partir dos próprios titulares dos Poderes a tentativa de reduzir [esses gastos]”.
No cálculo, foram incluídos os recessos parlamentares e finais de semana. A ONG decidiu quantificar ainda os gastos gerados nas segundas e sextas-feiras, quando não há sessões deliberativas ordinárias. Nesses dias, porém, o Senado e a Câmara continuam funcionando, porque podem ocorrer sessões de debates, solenidades e reuniões de suas comissões. Em seu site, a ONG destacou que, nesses períodos, “os parlamentares deixam a capital federal para fazer política em suas bases eleitorais”.
Outro lado
A Agência Brasil solicitou às duas Casas do Congresso que comentassem o levantamento. A Câmara dos Deputados escreveu que “desconhece o método utilizado” e que mensurações como o da entidade “levam a valores genéricos pouco elucidativos”, já que, entre os gastos, há valores relativos à compra de bens duráveis com longa vida útil, que poderiam ser juntados na classe de investimento. Esses bens, portanto, não poderiam ser interpretados como sinais de exorbitância.
“Esclarecemos que configura equívoco calcular as despesas da Câmara dos Deputados a cada hora com base na mera divisão do valor total de seu orçamento pela quantidade de horas ao longo de um ano, na medida em que a previsão descrita no Orçamento da União abrange despesas relacionadas tanto a custeio quanto a investimento. A partir do raciocínio utilizado, é possível concluir, por exemplo, que o Poder Legislativo custa, por cidadão brasileiro, cerca de meio centavo de real por hora ou R$ 48 por ano”, diz trecho da nota.
Castello Branco rebateu, dizendo que “não cabe nenhuma contestação”. “Só mudaram o denominador e querem contestar o critério. E é claro que tem que ser calculado o custeio. Há custos com os funcionários, água, vigilância, o cafezinho, o papel, os computadores, as obras, os automóveis, a manutenção dos imóveis funcionais, está tudo somado. É um cálculo simples. É o orçamento anual das casas dividido por 365”, disse.
Em resposta à reportagem, o Senado se limitou a mencionar seu Portal da Transparência, que foi visitado mais de 743 mil vezes no ano passado. O número de acessos subiu 55,1%, em relação a 2015.
Da Agência BrasilShow de rock e campanha arrecadam fundos para tratamento da percussionista Poni Carvalho
O show Batuque Contra o Câncer reunirá as bandas The Thing, Afoxetal e Mercado Público neste domingo, dia 30/07, às 21h, no Rock’n’Soul (Rua João Alfredo 555), em Porto Alegre.
O ingresso custa R$ 15 e todo o valor arrecadado será convertido para o tratamento médico da percussionista Poni Carvalho, que também deve participar do show.
Ainda em paralelo, também foi lançado um financiamento coletivo na plataforma Vakinha. Até 30 de agosto, os interessados podem fazem contribuições a partir de R$ 10 (com pagamento em boleto ou cartão de crédito).Show de Esteban Morgado encerra apresentações musicais no Festival de Inverno
A música está entre os destaques da programação no último final de semana do 9º Festival de Inverno: o músico argentino Esteban Morgado e seu quarteto é atração neste domingo, dia 30, às 20h, encerrando as atividades no Centro Municipal de Cultura.
A apresentação será no Teatro Renascença, com ingressos a R$ 40 (R$ 20 para estudantes, pessoas com idade a partir de 60 anos e servidores municipais de Porto Alegre).
Violonista, compositor e arranjador, Esteban Morgado tem mais de três décadas de atividade, com oito discos lançados e três prêmios Gardel no currículo. Colaborou com nomes como Alfredo Zitarrosa, Isabel Parra e Susana Rinaldi e foi o diretor musical do álbum Porto Alegre Canta Tangos (2000), que reuniu artistas como Vitor Ramil, Bebeto Alves, Hique Gomez, Antonio Villeroy e Lourdes Rodrigues.
O show terá participação especial de Luiz Carlos Borges.
Programação Festival de Inverno
Dia 30, domingo
15h – Palestra do dramaturgo Matéi Visniec. Duração: 2h
Sala Álvaro Moreyra
Entrada franca
18h – Sessão do filme Jauja (2014, 110 minutos), de Lisandro Alonso
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
20h – show de Esteban Morgado Cuarteto, com participação de Luiz Carlos Borges. Duração: 2h
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
20h – Sessão do filme Dias de Ódio (1954, 70 minutos), de Leopoldo Torre Nilsson
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
Terça, dia 1º de agosto
18h – Sessão do filme Invasão (1969, 120 minutos), de Hugo Santiago
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
20h – Sessão do filme Performance (1970, 105 minutos), de Nicolas Roeg e Donald Cammell
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
Quarta, dia 2 de agosto
18h – Sessão do filme Garoto (2015, 70 minutos), de Júlio Bressane
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
20h – Sessão do filme O Navio dos Afogados (1983, 110 minutos), de Raúl Ruiz
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada francaPianista da Geórgia apresenta-se na série Nobres Recitais na Casa da Música
Neste domingo, 30 de julho, às 18h, o pianista Guigla Katsarava (Geórgia/França) apresenta um recital com obras de Robert Schumann (1810-1856), Franz Liszt (1811-1886), Sergei Rachmaninov (1873-1949) e Serguei Prokofiev (1891-1953).
A apresentação é a quinta desse ano da série Nobres Recitais, promovida pela Casa da Música.
O valor do ingresso é espontâneo.
A Casa da Música localiza-se na Rua Gonçalo de Carvalho, 22, próximo ao Shopping Total.
Programa
Robert Schumann (1810-1856)
Intermezzi, op. 4- Allegro quasi maestoso
- Presto a capriccio
III. Allegro marcato
- Allegretto semplice
- Allegro moderato
- Allegro
Robert Schumann (1810-1856)/Franz Liszt (1811-1886)
Widmung
Serguei Rachmaninov (1873-1949)
Musical moment, op. 16, n. 5
Prelúdio, op. 32, n. 12
Prelúdio, op. 23, n. 2
Serguei Prokofiev (1891-1953)
Sonata n. 6, op. 82- Allegro moderato
- Allegretto
III. Tempo di valzer lentissimo
- Vivace
Câmara vai realizar audiência pública sobre mudanças no transporte de Porto Alegre
O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Cássio Trogildo (PTB), anunciou que o Legislativo deverá realizar uma única audiência pública para discutir os seis projetos do Executivo que alteram as regras em vigor para usuários e permissionários de transporte público na Capital. Entre as propostas está, por exemplo, a que prevê o fim gradativo da categoria de cobrador de ônibus na cidade.
O edital de convocação da população e entidades civis para as discussões sobre esses textos deverá ser lançado na próxima terça-feira (1º/8). Com isso, atendendo aos prazos regimentais de 30 dias, a audiência seria realizada nos primeiros dias de setembro.
Conforme Trogildo, o local de sua preferência para a audiências, e que será sugerido ao colégio de líderes, é o Ginásio Tesourinha. Como as propostas do Executivo envolvem cinco categorias profissionais, o presidente do Legislativo municipal reconhece que o espaço da Câmara é insuficiente para abrigar a população interessada. “Somente o tema das isenções de estudantes envolve cerca de 119 mil porto-alegrenses”, exemplificou.
O vereador adiantou ainda que já há uma emenda de sua autoria, em elaboração, mantendo o subsídio das passagens de ônibus para todos os alunos de faculdades e de universidades particulares, os quais acessam o ensino superior pelas bolsas, pelo Prouni, ou pelos financiamentos das próprias instituições de ensino, ou ainda via Fies. “Quem está no ensino superior com essas formas de pagamento é quem não tem dinheiro para pagar a passagem em sua totalidade”, justifica Trogildo que defende a manutenção da meia-tarifa, mesmo que a renda familiar ultrapasse os três salários mínimos, valor máximo previsto no projeto.
Outro ponto que, no entendimento do presidente da Câmara, está gerando confusão é o fim do passe-livre dos idosos. Segundo Trogildo, a proposta sobre esse tema não irá alterar a isenção de quem já está cadastrado, valendo apenas para quem atingir os 60 anos depois da aprovação do texto, caso isso venha a ocorrer: “O projeto não retira os direitos de quem já está isento”.
Já sobre os cobradores, o vereador esclarece que o projeto não prevê demissões, mas sim a extinção das vagas na medida em que esses trabalhadores forem se aposentando, ou em caso de falecimento, ou de demissão por iniciativa do empregado. Todos esses temas deverão ser alvo de avaliações na audiência pública.
Em vídeo, Marchezan diz que vai explicar projetos a partir de domingo
Nesta sexta-feira, não teve decreto. O Facebook do prefeito Nelson Marchezan júnior não trouxe as já tradicionais postagens onde o prefeito, ”no uso da atribuição que lhe confere a zoeira” “decreta” a abertura oficial do final de semana.
No lugar da esperada lista de o que o cidadão está liberado a fazer em seu repouso semanal, o prefeito fez uma transmissão ao vivo. No vídeo, Marchezan afirma que vai explicar as recentes medidas do Executivo municipal em relação ao transporte público e aos servidores municipais. Na última semana, durante o recesso parlamentar, a Câmara Municipal recebeu pelo menos nove projetos da Administração municipal.
“Aguentem um pouquinho. A partir de domingo e segunda eu vou explicar a segunda passagem, vou explicar as gratuidades que a gente tá realmente trabalhando e vai fazer as modificações necessárias, vou explicar todos os projetos que nós encaminhamos e tenho certeza que vocês vão concordar”, afirma o prefeito no vídeo.
Na última terça-feira foram enviados seis projetos à Câmara referentes ao transporte público. As propostas incluem revisões de isenções para estudantes, professores e idosos, fim da obrigatoriedade dos cobradores e aumento da vida útil dos veículos.
Na quinta-feira, a Prefeitura publicou um decreto de Marchezan que retira a gratuidade da segunda passagem de ônibus. Fica a o benefício garantido apena para estudantes. Os demais usuários terão de pagar 50% do valor da segunda passagem: R$ 2,05.
A medida vinha sendo negociada desde fevereiro pela gestão Marchezan, como adiantou matéria do Jornal JÁ.
Na tarde da sexta-feira, a Prefeitura enviou à Câmara mais três projetos alterando as gratificações pagas aos servidores, a data de pagamento e criando uma autorização legal para o parcelamento de salários.
Ao longo do sábado, Marchezan participou do evento Prefeitura nos Bairros, no bairro Bom Jesus / Brayan Martins / PMPA
No vídeo, Marchezan cita ainda um projeto voltado ao serviço de táxis em Porto Alegre. Segundo o prefeito, o projeto ”vai transformar o táxi em Porto Alegre no melhor sistema do Brasil”.
Neste sábado, o prefeito Nelson Marchezan júnior participou do evento Prefeitura nos Bairros, no bairro Bom Jesus. No vídeo, Marchezan conclui: “Todos os dias da semana que vem, em todos os meios de comunicação, eu vou me fazer presente para explicar tudo que tem que ser explicado, como a gente fez na campanha e como a gente fez a cada dia do mandato”.Três projetos autorizam parcelamento de salários e alteram gratificações de servidores em Porto Alegre
Matheus Chaparini
Os vereadores de Porto Alegre terão trabalho intenso na volta do recesso, a partir da próxima terça-feira, 01/08.
Depois do pacote de seis projetos referentes ao transporte público enviados na última terça-feira pela EPTC, na sexta-feira, o prefeito Nelson Marchezan Júnior enviou outros três projetos à Câmara, mexendo em benefícios e gratificações dos servidores municipais.
Dois projetos são propostas de alteração da Lei Orgânica do Município, mudando o dia de pagamento da folha e do décimo terceiro e permitindo o parcelamento do pagamento.
O terceiro projeto é uma proposta de mudança no Estatuto dos Servidores Públicos, alterando as formas de obtenção e incorporação de gratificações e extinguindo os chamados adicionais por tempo de serviço.
O Projeto de Lei Complementar 011/2017 valeria para os servidores municipais que venham a ser admitidos a partir de novembro deste ano. E para os atuais servidores que cumprem regime especial de trabalho.
Os projetos foram protocolados na Câmara Municipal na tarde desta sexta-feira. No caso das propostas de alteração da Lei Orgânica, é necessária a aprovação por dois terços dos vereadores (24 votos) em dois turnos de votação. Já no projeto que altera o Estatuto dos Funcionários Públicos, o governo precisa de maioria absoluta, 19 votos.
“Parcelamento na forma da lei”
Já o projeto de emenda à Lei Orgânica do Município 8/2017 altera a forma de pagamento de salários e pensões de servidores públicos municipais. Ele modifica a redação de três artigos da Lei Orgânica.
O pagamento dos servidores, que hoje é realizado no último dia do mês, conforme o artigo 39, passa a ser realizado no quinto dia útil do mês seguinte.
O artigo 40, que prevê que “o décimo-terceiro salário, estipêndio, provento e pensão serão pagos até o dia 20 de dezembro” tem seu texto alterado prevendo que “a gratificação natalina será paga até o quinto dia útil do mês de janeiro do ano subsequente”.
O projeto altera ainda o artigo 41, que prevê que se o Município não cumprir os artigos 39 e 40, o pagamento dos servidores será corrigido “pelos índices que forem aplicáveis para a revisão geral da remuneração dos servidores municipais”. O novo texto retira a previsão de correção em caso de atraso e admite o “parcelamento na forma da lei”.
O prefeito justifica, no texto, que é necessário “corrigir a regra hoje existente”, que representa “autorização de antecipação de pagamento”.
Extinção da licença-prêmio por assiduidade
Outra propostas de emenda à lei Orgânica prevê a extinção da licença-prêmio de assiduidade dos servidores municipais, alterando o artigo 37.
Atualmente a lei prevê licença de três meses a cada cinco anos para o servidores que “não houver interrompido a prestação de serviços ao Município e revelar assiduidade”. O benefício pode ser gozado, contado em dobro como tempo de serviço ou convertido em pecúnia.
O projeto do Executivo acaba com a licença-prêmio, mas assegura a manutenção dos benefícios já obtidos e os relativos ao quinquênio em andamento.
Caso aprovadas, as propostas de alteração à Lei Orgânica estão previstas para vigorar a partir da data de publicação.
Na justificativa, Marchezan afirma que o benefício “remonta ao período pretérito, e não mais se justifica, por representar longo tempo de inércia do servidor sem contradição com a necessidade de prestação do seu serviço em caráter continuado”.
Alteração no regime de trabalho dos servidores
O terceiro projeto altera o Estatuto dos Funcionários Públicos de Porto Alegre (Lei Complementar 133/1985), modificando o regime de trabalho e gratificações.
A gratificação por tempo de serviço, que hoje é de 5% a cada três anos de trabalho passa a ser de 3% a cada cinco anos, e fica limitada a oito gratificações.
O projeto extingue os chamados adicionais por tempo de serviço, de 15% e 25%, “seguindo a esteira do quanto já realizaram as demais entidades da Federação, compatibilizando o crescimento vegetativo da folha de pagamento com o crescimento da receita pública.”
Este benefício será concedido à razão de 1% ao ano, sendo limitada a 14% aos servidores que completem até 14 anos de serviço até o dia 31 de outubro deste ano, e de 24%, aos que completem de 16 a 24 anos de serviço até a mesma data.
Em relação ao regime especial de trabalho, previsto no artigo 37 desta lei, o projeto inclui alguns itens, determinando que o regime especial terá duração de um ano, com possibilidade de renovação, podendo ser cessado a qualquer momento pela Administração ou pelo servidor. Determina ainda que os servidores que cumprem regime especial atualmente terão que validar a convocação até o dia 1º de novembro.
Cenário exige “política de austeridade fiscal”, justifica Marchezan
O Executivo diz que o projeto contempla a correção de um “sistema inconstitucional de acumulação de vantagens percentuais sobre vantagens anteriores.” Afirma ainda que as despesas do Município crescem acima das receitas e que o sistema de remuneração dos servidores se baseia em “um cenário hiper-inflacionário, que se encontra superado há quase 30 anos”.
A estimativa da Prefeitura é que os gastos com pessoal em encargos sociais em 2017 supere em mais de R$ 90 milhões o previsto na Lei Orçamentária Anual. A administração municipal prevê que, no atual cenário, os gastos com pessoal vão superar ainda este ano o limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 54,09% da receita corrente líquida do Município.
Diante deste cenário, justifica o Executivo municipal, “urge a implementação de uma política de austeridade fiscal” que requer “um amplo reordenamento do arcabouço jurídico que atualmente disciplina a concessão de benefícios aos servidores públicos municipais”.Músico Plauto Cruz é sepultado em Porto Alegre
O Rio Grande do Sul se despediu na tarde deste sábado, 29/07, de um dos seus mais talentosos músicos, Plauto de Almeida Cruz.
Com 87 anos, o flautista foi sepultado no cemitério Parque Jardim da Paz, no Bairro Agronomia, em Porto Alegre.
Ao som de Choro, estilo que o instrumentalista foi um dos mestres no Estado e ajudou a difundir, amigos e familiares se despediram de Plauto.
A morte ocorreu na sexta-feira, no Hospital de Clínicas, onde estava internado devido a complicações do Parkinson.
Um dos maiores instrumentistas do Rio Grande do Sul, o músico era viúvo e deixa quatro filhos: Jairo, Marlene, Maria e Juliana, além de netos e bisnetos e uma legião de fãs.
Plauto Cruz era natural de São Jerônimo, onde nasceu em 15 de novembro de 1929. O pai era também flautista e educou musicalmente Plauto desde a infância.
Aos 15 anos a família mudou-se para Porto Alegre, onde Plauto desenvolveu sua carreira profissional. Ele participou de diversos programas de rádio e TV nas décadas de 50 e 60, ficando conhecido como o Mago da Flauta.
Plauto gravou seis LPs e dois CDs como solista e possui incontáveis participações como instrumentalista de diversos músicos, entre os quais, Lupicínio Rodrigues, Ângela Maria, Silvio Caldas, Jessé Silva, Túlio Piva, Kleiton e Kledir, Nelson Gonçalves.
Foi premiado com 60 honrarias e troféus, entre elas a medalha Simões Lopes Neto, concedida pelo governo do Rio Grande do Sul e era cidadão porto-alegrense.
Parte do talento do músico pode ser conferido no Youtube em uma página promovida pelo amigo, o também músico e pesquisador Paulinho Parada.

