Autor: da Redação

  • Porto Alegre marca presença no Festival Tango Brasil 2017

    Acontece neste final de semana, em São Paulo, o Festival Tango Brasil 2017, evento mais importante do calendário tangueiro no país, que reúne nomes de expressão do ritmo porteño no cenário internacional e também vai escolher os representantes brasileiros no Mundial de Tango de Buenos Aires, em agosto. Ao todo, serão dois dias de competição, além de bailes e aulas com maestros convidados.
    Porto Alegre está representada no festival pelos professores e bailarinos Mariana Casagrande e Daniel Oviedo. Junto com duplas campeãs nacionais e mundiais, eles participam do show de encerramento na noite de domingo, com o espetáculo Tangostory – um documentário ao vivo, combinação de cinema e coreografia de palco que fará o público reviver a evolução do tango, desde sua origem até os dias atuais. A direção do espetáculo é de Analia Carreño e Luis Ramirez.
    Radicados em Porto Alegre desde 2014, a paulista Mariana e o argentino Daniel são responsáveis pela Tche Tango, escola que trouxe inovações importantes para o tango gaúcho e promove forte intercâmbio com profissionais de nível internacional. A dupla é reconhecida por sua trajetória em Buenos Aires e na Europa e com frequência ministra aulas nos maiores eventos tangueiros do mundo. Recentemente, eles foram jurados no Campeonato Italiano de Tango, que também classifica duplas para o Mundial de Buenos Aires, e por duas vezes já fizeram parte do júri das preliminares brasileiras.

  • Curso forma cem treinadores de futebol na Câmara de Vereadores

    Formaram-se nesta sexta-feira cerca de cem novos técnicos de futebol, na Câmara Municipal de Porto Alegre. Em recesso, a Casa deu lugar para o 31º Curso Profissionalizante de Treinador de Futebol, organizado pelo Sindicato dos Treinadores Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul (STP-RS).
    O evento foi realizado no Plenário Otávio Rocha, a pedido do vereador Cassiá Carpes (PP), ex-técnico de futebol e um dos palestrantes.
    O curso teve duração de cinco dias com cinquenta horas de aulas teóricas ministradas por treinadores, psicólogos, preparadores físicos, nutricionistas e outros profissionais envolvidos com o esporte bretão. Cláudio Duarte e Élio Carravetta são alguns nomes conhecidos do esporte que participaram desta edição.
    O objetivo do curso, segundo o Coordenador Integrante do STP, Cláudio Gomes, é mesclar nas aulas a parte técnica com a parte empírica. “O desafio é formar treinadores que sejam também gestores de atletas dentro e fora de campo”, salientou. O curso já contou com alunos ilustres, como os ex-jogadores Mabília e Jardel.
    Ídolo colorado marcou presença no curso

    Iarley é um dos novos técnicos na praça. Ramiro Furquim/Jornal Já

    Esta edição teve a participação de um campeão mundial. O cearense Pedro Iarley Lima Dantas, de 43 anos, que perpetuou seu nome na galeria de campeões de Boca Juniors e Sport Club Internacional. Ele foi um dos alunos que atentamente prestava atenção na aula.
    Iarley se aposentou em 2014, de lá pra cá vem se aperfeiçoando para ser técnico. Hoje trabalha nas categorias sub-20 e sub-23 do Internacional, em Porto Alegre. O eterno atacante só teceu elogios. “Eu já havia visto muita coisa, mas cursos como este fazem a gente ir se aperfeiçoando cada vez mais” declarou o ex-jogador que ainda pretende realizar cursos da CBF.
    O curso, que termina oficialmente neste sábado, com uma última aula prática em um campo de futebol, é realizado duas vezes ao ano na Capital Gaúcha.

  • Espécie ameaçada é encontrada por agricultores na Serra

     
    A equipe de resgate do Setor de Fauna Silvestre da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) encaminhou um veado-da-mão-curta ao GramadoZoo, na última quinta-feira (27/07).
    A espécie, com ocorrência confirmada na Floresta Nacional de São Francisco de Paula, consta como vulnerável na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção e em perigo na lista do Rio Grande do Sul.
    A chefe do Setor de Fauna, Thais Michel, explica que o cervídeo foi encontrado, há cerca de dez dias, em uma pequena propriedade rural no município de Progresso, no Vale do Taquari. O animal foi perseguido por cães e recolhido e mantido por uma família de agricultores, até o resgate pelo Comando Ambiental da Brigada Militar.
    O Mazama nana, popularmente conhecido como veado-da-mão-curta, veado-bororó-do-sul ou veado-poca, é um pequeno cervídeo encontrado desde o norte do Paraná até o centro do Rio Grande do Sul, adentrando Paraguai e Argentina. Caracteriza-se por coloração homogênea avermelhada e dificilmente excede os 15 kg e 45 cm de altura. É uma espécie característica das matas de Araucária, a Floresta Ombrófila Mista, um dos sistemas florestais mais ameaçados do Brasil.
    Juntamente com o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) é uma das duas espécies de cervídeos ameaçadas no país, e foco do Plano Nacional de Ação para a Conservação de Cervídeos, cujo objetivo geral é manter a viabilidade populacional (genética e demográfica) de todas as espécies de cervídeos brasileiros.

  • Por que tentar silenciar a educação popular na EJA de Porto Alegre

    Fernanda dos Santos Paulo*
    A Educação Popular é o principal fundamento da Educação de Jovens e Adultos de Porto Alegre, sendo referência da práxis curricular dessa modalidade desde sua origem – o ano de 1989, ano que a Administração Popular assumiu a gestão da cidade pela primeira vez. A EJA, no caso particular dessa cidade, a partir de 1988, sobretudo por conta da atual Constituição Federal (Art.208), ampliou o direito à educação em se tratando do Ensino Fundamental, incluindo pessoas que não tiveram acesso na idade própria (público da EJA). Isto é, o Estado deve ofertar a educação pública, obrigatória e gratuita. Diante dessa conjuntura política e jurídica, muitos municípios passaram a ofertar essa modalidade, incluindo esse direito (conquistado) nas suas legislações em âmbito municipal, consubstanciadas pelas nacionais. Acerca disso, recordemos que a EJA é um direito subjetivo, com três grandes funções: 1) a reparadora; 2) a equalizadora; e, 3) a qualificadora.
    A EJA da Rede Municipal  de  Ensino  de  Porto Alegre, desde 1989,  passou  a ser denominada como SEJA (Serviço de Educação de Jovens e Adultos). Desde o início da oferta dessa Modalidade, a organização do ensino efetiva-se por Totalidades, sendo assim organizada: das Totalidades 1 a 3 (alfabetização) e das 4 a 6 (pós- alfabetização). O conjunto compreende todo ciclo da segunda etapa da educação básica (ensino fundamental). A organização em Totalidades abrange uma concepção de educação não fragmentada, não elitista e não conservadora, incluindo uma metodologia do trabalho interdisciplinar e avaliação emancipatória, práticas embasadas por uma proposta político-pedagógica inspirada no/pelo ideário da Educação Popular. Isso significa bem mais do que muitos desavisados e desinformados vem compreendendo do sentido e significado dessa concepção que orienta a EJA.
    Isto posto, para conduzir o leitor aos cinco passos para tentar silenciar a educação popular na EJA de Porto Alegre, primeiro apresento o que é Educação Popular. Para tanto, faço referência ao Paulo Freire (1989), que a define como mobilização, organização e capacitação das classes populares (científica e técnica), visando  transformar a realidade, numa estreita relação entre escola e vida política.
    De acordo com os referenciais da Educação Popular e do SEJA, os sujeitos da EJA são protagonistas do processo de ensino-aprendizagem.  Nesse sentido, realizar o levantamento  de  demandas da realidade é uma exigência do trabalho político-pedagógico nos princípios da Educação Popular. Baseado nas pesquisas participantes, é possível conhecer o público da EJA, fazendo visita nas comunidades, escutando os moradores, registrando falas das pessoas da  comunidade e do contexto (falado ou visto) que a escola se insere. Porém, nas últimas semanas (julho/2017), contrariamente do que dispõem  as legislações educacionais vigentes, a gestão municipal (PSDB) desrespeitou e desmantelou  a concepção da EJA do município de Porto Alegre.
    A primeira forma de silenciamento da Educação Popular de POA é o descumprimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN), de 1996, que, segundo consta no art. 4º, tratando da oferta da EJA e de suas características peculiares, afirma que o Estado deve garantir aos estudantes condições de acesso e permanência na escola. Sendo assim, como que pessoas moradoras do bairro Lomba do Pinheiro, especificamente na Quinta do Portal, terão condições (tempo, dinheiro, motivação, etc.) para se deslocar até o bairro Santana, onde está localizado o Centro Municipal de Educação dos Trabalhadores Paulo Freire?
    Essa pergunta refere-se a uma forma de tentativa de silenciamento da Educação Popular na EJA, pois ao centralizar a oferta em uma escola central, além de não garantir ao público da EJA condições de acesso, desconsidera a realidade dos sujeitos que compõem essa modalidade. A segunda forma de silenciamento da Educação Popular na EJA é ignorar a sua historicidade, no tocante às lutas populares que fazem parte das conquistas presentes nas legislações educacionais (ECA, CF, LDBEN, CNE/CEB, Parecer n.º 11/2000, PME, PNE, etc.). A terceira é a suspensão das matrículas da EJA nas escolas municipais, centralizando-as no Centro Municipal de Educação dos Trabalhadores Paulo Freire.
    Posteriormente, é a negação dos dados reais da situação de Porto Alegre, em relação às pessoas que não possuem o ensino Fundamental completo (mais de 300 mil pessoas). Isso significa o mascaramento da realidade concreta, pelo desconhecimento ou recusa dela, abdicando da leitura do contexto social, cultural e econômico de bairros que possuem alto índice de baixa escolaridade, como é o caso da Lomba do Pinheiro. Por último, isto é, a quinta forma de silenciamento da Educação Popular na EJA, trata-se do projeto Marchezan Júnior, o qual se guia pela teoria do Estado mínimo para as comunidades periféricas e máximo para o mercado, cujas políticas agravam as desigualdades sociais através da retirada dos direitos conquistados, desconsiderando as três funções da EJA: reparadora (restauração  de  um direito negado), equalizadora (acesso e permanência na escola) e qualificadora (educação de qualidade social).
    Essas formas de fazer politica e educação  são, radicalmente,  contrárias a concepção de Educação Popular com viés crítico e fundamentada por uma sociedade  inspirada pela justiça social, pois “é preciso não esquecer uma coisa: educação popular e mudança social andam juntas”  (FREIRE, 1989, p.62). Então, dizemos, em nome de inúmeras educadoras populares e de vários Movimentos Populares, não ao silenciamento da Educação Popular na/da EJA de POA-RS! Exigimos formas, ferramentas e recursos para manter a Educação Popular construída por diferentes sujeitos, participantes da política educacional.
    * Educadora popular (Aeppa-MEP- membro do FEEJA-RS, moradora da Lomba do Pinheiro-POA)

  • Exército entra na guerra do Rio de Janeiro com 8,5 mil homens

    Um dia antes, na sede do Comando Militar do Leste, no centro do Rio, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou a atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro, até dezembro.

    “Tempos difíceis e extraordinários requerem medidas difíceis e extraordinárias”, foi a explicação do ministro.

    Nesta sexta-feira, 28, ele detalhou o plano militar para fazer frente ao poder armado que toma conta de grandes regiões do Rio de Janeiro, com ramificações por quase todas as capitais do país.
    Em seguida, 8.500 militares das Forças Armadas começaram a operar nas ruas e avenidas da Região Metropolitana do Rio.
    “Desde o início da tarde, soldados do Exército estavam posicionados em pontos estratégicos, com apoio de motos, jipes e até blindados, fazendo blitzes, parando carros suspeitos e checando documentos”, registrou o Globo.
    Segundo Jungmann, a “participação de Exército, Marinha e Aeronáutica” não será feita de uma forma  “clássica” de ocupação, como é previsto em decretos de Garantia da Lei e da Ordem, os GLO, como foi nas Olimpíadas de 2016.

    “Primeiro, essas operações, elas não serão anunciadas. Nós não anunciaremos [efetivo, custo, local]. (..) O objetivo não é apenas inibir o crime com a presença física das Forças Armadas e outras forças, se trata, neste caso aqui, de golpear. Por isso, a palavra-chave, primeiro, é inteligência. É gerar informações para que nós possamos chegar na cadeia, no comando do crime”, afirmou.

    Após a explicação, o ministro disse que precisava se dirigir à sociedade civil e alertou para a possibilidade de represálias do crime organizado à atuação dos militares.

    “É preciso ter em conta que dado o avanço e o ponto que chegou a criminalidade no Rio, sim, nós vamos ter reações. E é muito importante que a sociedade entenda que é preciso enfrentar”, ressaltou ou ministro.

    A intervenção das Forças Armadas no Rio se dá num momento de esgotamento das Forças Públicas estaduais de segurança, com 90 policiais mortos em um semestre.

    As intervenções anteriores, no complexo do Alemão e na favela da Maré não alteraram o quadro de domínio do crime organizado. Ele se retraiu e quando as forças se retiraram ele voltou. Jungman disse que foram gastos R$ 400 milhões nessas operações.

    E hoje está muito fortalecido. Recentemente ocupou manchetes a apreensão de fuzis ultra-modernos que entravam clandestinamente pelo aeroporto do Galeão. Teriam entrado 28 cargas de 60 fuzis cada uma, antes da apreensão.

    O jornalista Elio Gaspari em sua coluna no Globo estimou em 11 mil o número de fuzis que entraram no Rio pelas vias do crime.

  • OAB faz blitz no Aeroporto Salgado Filho contra cobranças por malas despachadas

    A OAB/RS, por meio da Comissão Especial de Defesa do Consumidor, realizou no aeroporto Salgado Filho uma blitz em favor dos direitos do passageiro-consumidor em relação ao pagamento de taxas por malas despachadas.
    Durante o ato, a presidente da Comissão Especial de Defesa do Consumidor da OAB/RS, Teresa Cristina Moesch, comentou sobre os abusos em relação às cobranças das malas despachadas impostas pela Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC): “Esse movimento está acontecendo em todos os aeroportos do país, com o objetivo de esclarecer aos passageiros seus direitos, a sua condição de voo e os deveres da companhia. Atualmente, o foco está no despacho de bagagens, nas condições de despacho e bagagem de mão, assim como no atendimento às prioridades, em que, realmente, vêm se notando muitas falhas”, contou.
    Teresa também comentou sobre os problemas enfrentados pelos passageiros durante a manhã no Salgado Filho: “Hoje, detectamos inúmeros problemas como, por exemplo, a falta de organização das filas de embarque. Em um dos guichês de uma das companhias, houve um tumulto entre os passageiros e os representantes da companhia aérea. Outra coisa que notamos foi, na entrada da sala de embarque do aeroporto, um totem que mostra a entrada preferencial para idosos e portadores de necessidades especiais, inclusive com o desenho para acesso de cadeirantes no chão, mas, caso alguém precisasse utilizar não poderia, pois estava fechado e não tinha ninguém para liberar o acesso a essas pessoas, fazendo com que elas entrem na fila normal de embarque”, chamou a atenção.
    A diretora executiva do Procon de Porto Alegre, Sophia Martini Vial, destacou o engajamento de diversos órgãos na ação: “O Procon Porto Alegre, historicamente, tem trabalhado com a Comissão Especial de Defesa do Consumidor da OAB/RS, que também é membro do nosso Conselho Municipal de Defesa do Consumidor. Nós acreditamos que hoje é um dia histórico para o consumidor, porque envolvendo, realmente, todos esses órgãos que promovem cidadania e direitos é muito mais simples de se chegar a um consenso”, destacou.
    A opinião dos consumidores
    A fisioterapeuta Naim Paim falou que tem o hábito de realizar o despacho de bagagens, mas devido à cobrança pelo preço da bagagem parou de realizar: “Eu costumava despachar, devido ao conforto e também pelo fato de eu não ser muito alta e a mala, geralmente, é pesada. Hoje, estou viajando pela primeira vez com a minha mala. É muito ruim ver que é preciso pagar pela bagagem e o preço da passagem continua alto”, disse.
    A advogada Debora Gavazzi também comentou sobre o alto preço das passagens: “Eu sou a favor da redução do valor da passagem, mas não sei como isso poderia ser feito. Eu sou de São Paulo, e é bom ver esse movimento contra a cobrança de bagagens em Porto Alegre”, comentou.
    Mobilização Nacional
    A iniciativa faz parte da campanha “Bagagem sem Preço” promovida pela Comissão Especial de Defesa do Consumidor do Conselho Federal da OAB.
    Também estiveram presentes durante a blitz: o secretário-geral da OAB/RS, Rafael Braude Canterji; o Conselho Municipal de Defesa do Consumidor (Condecon) e o Movimento Edy Mussoi.

  • No segundo mês de salários parcelados, 22% dos servidores de Porto Alegre serão atingidos

    A Prefeitura de Porto Alegre iniciará na próxima segunda-feira, 31/07, o pagamento da folha do mês de julho, com o depósito de até R$ 6.650,00 líquidos para cada matrícula dos servidores municipais.
    Com esse crédito, 78% (24,6 mil servidores) do funcionalismo estará com os salários integralizados. Os demais servidores (6,9 mil), 22% dos funcionários, receberão o saldo de seus vencimentos até o dia quatro de agosto, quarto dia útil do mês.
    O depósito será realizado em duas parcelas no dia 31 de julho: a primeira no valor de R$ 5.300,00 e a segunda no valor de R$ 1.350,00, o que corresponde a um total de R$ 119,4 milhões.
    Conforme a Prefeitura, a folha de julho ficou em R$ 139,2 milhões, e o pagamento do saldo restante, R$ 19,8 milhões, dependerá do ingresso de novos recursos até o montante necessário ao pagamento total da folha. A confirmação da entrada dos valores será conhecida somente no início da semana que vem.
    Em junho, a primeira parcela dos salários de junho foi de R$ 10,6 mil, o que representava 95% dos servidores. E o impacto nos salários será maior nos próximos meses, quando o valor máximo da parcela inicial poderá ser reduzido para cerca de R$ 5 mil. “Esgotamos a possibilidade de pagamento integral e não há outra saída. O critério é priorizar a folha, sempre, mas o parcelamento deve ser mantido no mínimo até o início do próximo ano e pode atingir até 50% dos servidores”, já declarou o secretário Municipal da Fazenda, Leonardo Busatto.
    A Prefeitura alega que o cenário das contas do município é extremamente grave. Desde junho não há recursos para pagar todas as despesas e essa situação se agravará a cada mês.
    A prefeitura tem um déficit mensal médio de R$ 60 milhões. Em julho a receita líquida projetada alcançou R$ 247 milhões, e a despesa, R$ 332 milhões.
    Os funcionários que estão lotados nas empresas EPTC, Carris e Procempa irão receber seus vencimentos integralmente no dia 31. O mesmo se aplicará às autarquias com recursos próprios, como o Dmae, além dos servidores ativos e inativos do Previmpa, no regime capitalizado.
    Justiça pode multar Prefeitura por parcelamento
    Uma decisão judicial obtida pelo Sindicato dos Municipários (Simpa), determina que a Prefeitura pague os salários dos servidores em dia. A penalidade imposta é de R$ 10 mil, limitada a 30 dias (R$ 300 mil).
    Em junho, apesar da decisão judicial já ser conhecida, a Prefeitura ainda não tinha sido notificada oficialmente. Agora, a multa pode ser aplicada.
    A diretoria do Simpa pretende acionar a Justiça para que a multa seja aplicada e avisa que pretende mobilizar a categoria para um ato público, na próxima terça-feira, dia 1ª de agosto, às 16h, no Paço Municipal, contra o parcelamento dos salários.

  • Presidente da EPTC diz que transporte público de Porto Alegre "está em colapso"

    O atual presidente da EPTC disse na manhã desta sexta-feira que há uma situação de caos no transporte público em Porto Alegre.
    “O sistema de ônibus está quebrado, em colapso financeiro”, disse Marcelo Soletti em entrevista à Rádio Gaúcha, na qual rebateu os argumentos do ex-presidente da empresa, Vanderlei Capelari.
    Minutos antes, Capelari havia criticado a eliminação da gratuidade para a segunda passagem, que vigorava desde 2011, classificando a medida como “simplista e injusta”.
    Segundo Soletti, a gratuidade da segunda passagem beneficia 13% dos usuários de ônibus na capital gaúcha e impacta com 51 centavos a tarifa. É o item de maior impacto na tarifa, segundo ele.
    “Não é justo que 87% paguem pelos 13%, por que sem essas medidas a passagem vai aumentar bem mais para todos”, justificou.
    Além disso, afirmou, apenas 4% do total de usuários que dependem de uma segunda passagem é que efetivamente pagam. Os demais são trabalhadores que ganham vale transporte.
    Soletti justificou a medida, assim como as outras que estão encaminhadas à Câmara Municipal, também cortando benefícios, como indispensável para que no ano que vem “o reajuste seja menor do que deveria”.

  • "É solução simplista e injusta", diz Capelari sobre o corte da segunda passagem

    O ex-presidente da Empresa Publica de Transporte Público, Vanderlei Capelari, considerou “simplista e injusta” a decisão do prefeito Nelson Marchezan que, por decreto, eliminou a gratuidade na segunda passagem no transporte público de Porto Alegre.
    O decreto foi assinado nesta quinta-feira. Segundo Capelari a medida configura um “tratamento desigual” aos usuários que precisam tomar dois ônibus para chegar ao destino, ferindo o princípio da igualdade que deve prevalecer no transporte público.
    “O transporte público é o coração da cidade e todos se beneficiam com ele. Não é justo que só uma parte dos usuários, certamente a mais necessitada, seja onerada porum desiquilíbrio no sistema”.
    Segundo o ex-presidente da EPTC, em cuja gestão, foi introduzida a gratuidade, a partir de julho de 2011, o decreto de Marchezan pode ser contestado jurídicamente.
    A retirada da gratuidade na segunda passagem atinge 13% dos usuários do transporte coletivo em Porto Alegre.

  • "Foram seis meses de preparação", diz o secretário de Segurança

    O  secretário estadual da Segurança Pública, Cezar Schirmer, disse que a Operação Pulso Firme não se esgota com a transferências de 27 presos de alta periculosidade das cadeias gaúchas para as penitenciárias federais de Mossoró (RN), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).
    Segundo Schirmer a operação resulta de uma estratégia de longo prazo e que tem como ponto forte a integração entre os diversos órgãos ligados à Segurança Pública.
    “Não era aceitável o elevado número de homicídios com uma crueldade absurda na Região Metropolitana. Fizemos uma reação planejada” — ressaltou o secretário.
    A operação, segundo Schirmer começou a ser programada em março, a partir das transferências de dois líderes de facções criminosas para penitenciárias federais e o reflexo que elas tinham nas ruas, com a redução dos assassinatos.
    A partir da Polícia Civil e do Ministério Público, lideranças foram mapeadas e tiveram as transferências solicitadas à Justiça. Seriam, 46 presos transferidos, mas dezenove pedidos foram negados.
    Conforme Schirmer, a operação passou por três etapas anteriores: a ocupação das ruas com maior volume de policiamento ostensivo, o lançamento do sistema integrado de segurança com os municípios e a formação dos 1,5 mil novos agentes da PC e da BM.
    O secretário não comentou em seu pronunciamento, mas a informação é de que todas unidades da Brigada Militar e da Polícia Civil estão de prontidão na Capital e Região Metropolitana para evitar eventuais reações violentas das facções.