O vice-prefeito de Porto Alegre, Gustavo Paim, participa ao longo dos próximos dias de uma conferência sobre resiliência urbana nos Estados Unidos. Paim participa da Urban Resilience Summit 2017, que teve início neste domingo, 22, e vai até a próxima quinta-feira, 27, e fará reuniões com o diretor-geral da Global Compact das Nações Unidas e no Consulado do Brasil em Nova York.
Os vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre aprovaram a autorização de licença para a viagem do vice-prefeito da Capital, Gustavo Paim, para a cidade de Nova York, nos Estados Unidos, entre o dia 21 e o dia 29 deste mês. O Projeto de Decreto Legislativo recebeu parecer favorável dos parlamentares durante a sessão da Comissão Representativa da Casa, no Plenário Otávio Rocha, na última quinta-feira, 20.
Autor: da Redação
Vice-prefeito viaja aos Estados Unidos para conferência sobre resiliência
Festival de Inverno retorna com feira, debate, filme e concerto
Começa nesta segunda-feira a 9ª edição do Festival de Inverno de Porto Alegre. O evento retorna após um intervalo de três anos. De 24 a 30 de julho serão mais de 60 atividades que irão movimentar o Centro Municipal de Cultura, Arte e Lazer Lupicínio Rodrigues (CMC) e a Cinemateca Capitólio Petrobras, abordando áreas como literatura, música, moda, gastronomia, mídia, dramaturgia e história.
Nesta segunda, a parte musical do festival começa às 18h30, no Teatro Renascença, com recital do Quarteto Osesp. Formado nos anos 2000, o grupo reúne integrantes da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e fará sua estreia em Porto Alegre, interpretando obras de Debussy e Dvorák.
Também no dia 24, na Cinemateca Capitólio, a partir das 20h, será exibido o documentário José Guilherme Merquior: Paixão pela Razão (2015, 30 minutos). O filme trata da vida e da obra de Merquior, professor, diplomata e polemista que atuou na segunda metade do século 20. Após a sessão, haverá debate com o professor João Cezar de Castro Rocha (Uerj) e o coordenador do Livro e Literatura da Secretaria da Cultura, Sergius Gonzaga. A ocasião marca também o lançamento da nova edição do livro Arte e Sociedade em Marcuse, Adorno e Benjamin, publicado originalmente em 1969.
Ainda na segunda-feira, começa o curso Escritores Gaúchos em Ação, que vai reunir autores da nova geração em atividade no cenário gaúcho. Durante o dia, ao longo da semana, uma feira vai reunir livreiros independentes, no Centro Municipal de Cultura.
Outros destaques do Festival de Inverno incluem cursos e palestras com nomes importantes do universo das letras, do jornalismo e da história – como Leandro Narloch, Mônica Waldvogel, Susana Saulquin, Martín Kohan, Luiz Arthur Nunes, Ariel Schettini, Voltaire Schilling e Matéi Visniec.
O encerramento, no dia 30, terá show do músico argentino Esteban Morgado, com participação do gaúcho Luiz Carlos Borges. Na Cinemateca Capitólio Petrobras, a mostra Jorge Luis Borges no Cinema: Versões e Perversões, apresenta uma série de filmes que estabelecem diálogo com a obra do escritor argentino, entre 25 de julho e 2 de agosto (veja a programação completa abaixo).
Ingressos – Ainda estão à venda passaportes de R$ 100, que dão acesso a todas as atividades no Centro Municipal de Cultura e na Cinemateca Capitólio Petrobras. A venda individual de ingressos será feita nos próprios dias das atividades, duas horas antes do início de cada evento.
Os preços por pessoa são: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (estudantes, pessoas com idade a partir de 60 anos e servidores municipais de Porto Alegre). Informações e inscrições: Coordenação do Livro e Literatura, pelos telefones (51) 3289-8050 / 8052 ou pelo e-mail festivaldeinvernopoa@gmail.com
Programação Festival de Inverno:
Dia 24, segunda-feira
9h às 21h30 – Feira de livreiros independentes (diariamente, até 29 de julho)
Centro Municipal de Cultura
Entrada franca
15h – Exibição de documentário e debate sobre José Guilherme Merquior: Paixão pela Razão (com João Cezar de Castro Rocha/Uerj e Sergius Gonzaga). Duração: 2h
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
18h30 – Curso Escritores Gaúchos em Ação (Robertson Frizero e Luiz Gonzaga Lopes). Duração: 1h30min
Sala Álvaro Moreyra
Entrada franca
18h30 – Quarteto Osesp. Duração: 1h
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
Dia 25, terça-feira
9h – Palestra Drummond Cordial (com Jerônimo Teixeira). Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
Entrada franca
10h30 – Curso sobre Jorge Luis Borges – Breve História da Eternidade (com Martin Kohan). Duração: 1h30
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
14h30 – A Nova Era de Ouro da TV Americana (com Isabela Boscov). Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
14h30 – Curso sobre Gabriel García Márquez – O Romance do Século XX (com Karina Lucena e Sergius Gonzaga). Duração: 1h30
Auditório do Atelier Livre
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
16h – Curso Escrita de Mulher (com Regina Zilberman, Márcia Ivana e Jane Tutikian). Duração: 2h
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
16h30 – Curso As Ideias de Nosso Tempo – Conservadorismo, Liberalismo e Progressismo (com Eduardo Wolf). Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
Entrada franca
18h – Curso sobre escritores argentinos (com Ariel Schettini e Silvia Hopenhayn). Duração: 1h30
Auditório do Atelier Livre
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
18h30 – Curso Escritores Gaúchos em Ação (com Reginaldo Pujol Filho e Cristiano Baldi). Duração: 1h30
Biblioteca Pública Josué Guimarães
Entrada franca
18h30 – Curso Revolução Soviética e Stalinismo (com Voltaire Schilling). Duração: 1h30min
Sala Álvaro Moreyra
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
20h – Sessão do filme Invasão (1969, 120 minutos), de Hugo Santiago
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
Dia 26, quarta-feira
9h – Curso Nelson Rodrigues – A Grande Síntese Melodrama e Naturalismo (com Luiz Arthur Nunes). Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
10h30 – Curso sobre Jorge Luis Borges – Breve História da Eternidade (com Martin Kohan). Duração: 1h30
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
14h30 – A Nova Era de Ouro da TV Americana (com Isabela Boscov). Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
14h30 – Curso sobre Gabriel García Márquez – O Romance do Século XX (com Karina Lucena e Sergius Gonzaga). Duração: 1h30
Auditório do Atelier Livre
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
16h – Curso Escrita de Mulher (com Regina Zilberman, Márcia Ivana e Jane Tutikian). Duração: 2h
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
16h30 – Curso As Ideias de Nosso Tempo – Conservadorismo, Liberalismo e Progressismo (com Eduardo Wolf). Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
Entrada franca
18h – Curso sobre Escritores Argentinos – Ariel Schettini e Silvia Hopenhayn. Mediação: Ricardo Barberena. Duração: 1h30
Auditório do Atelier Livre
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
18h30 – Curso Revolução Soviética e Stalinismo (com Voltaire Schilling). Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
18h30 – Curso Escritores Gaúchos em Ação (com Michel Laub e Daniel Galera). Duração: 1h30
Biblioteca Pública Josué Guimarães
Entrada franca
20h – Histórias Extraordinárias da Escravidão Brasileira (com Leandro Narloch). Duração: 1h30
Teatro Renascença
Entrada franca
20h – Reflexões sobre Gastronomia (com Filipe Lopes, Marcelo Schambeck e Diogo Carvalho). Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
Entrada franca
20h – Sessão do filme Garoto (2015, 70 minutos), de Júlio Bressane
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
Dia 27, quinta-feira
9h – Curso Nelson Rodrigues – A grande Síntese Melodrama e Naturalismo (com Luiz Arthur Nunes. Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
10h30 – Curso sobre Jorge Luis Borges – Breve História da Eternidade (com Martin Kohan). Duração: 1h30
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
14h30 – A Nova Era de Ouro da TV Americana (com Isabela Boscov). Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
14h30 – Curso sobre Gabriel García Márquez – O Romance do Século XX (com Karina Lucena e Sergius Gonzaga). Duração: 1h30min
Auditório do Atelier Livre
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
16h – Curso Escrita de Mulher (com Regina Zilberman, Márcia Ivana e Jane Tutikian). Duração: 2h
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
16h30 – Curso “As Ideias de Nosso Tempo” – Conservadorismo, Liberalismo e Progressismo (com Eduardo Wolf). Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
Entrada franca
18h – Curso sobre Escritores Argentinos – Silvia Hopenhayn. Mediação: Ricardo Barberena. Duração: 1h30
Auditório do Atelier Livre
18h – Sessão do filme Dias de Ódio (1954, 70 minutos), de Leopoldo Torre Nilsson
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
18h30 – Curso Revolução Soviética e Stalinismo (com Voltaire Schilling). Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
18h30 – Curso Escritores Gaúchos em Ação (com Chico Botelho e Gustavo Melo Czekster). Duração: 1h30
Biblioteca Pública Josué Guimarães
Entrada franca
20h – Painel Pós-Verdades, Fake News e Jornalismo (com Mônica Waldvogel e Filipe Vilicic). Mediação: Paulo Germano. Duração: 1h30
Teatro Renascença
Entrada franca
20h – Sessão do filme Paris nos Pertence (1961, 135 minutos), de Jacques Rivette
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
Dia 28, sexta-feira
9h – Curso Nelson Rodrigues – A grande Síntese Melodrama e Naturalismo (com Luiz Arthur Nunes. Duração: 1h30
Sala Álvaro Moreyra
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
10h30 – Curso sobre Jorge Luis Borges – Breve História da Eternidade (com Martin Kohan). Duração: 1h30
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
14h30 – Curso sobre Gabriel García Márquez – O Romance do Século XX (com Karina Lucena e Sergius Gonzaga). Duração: 1h30
Auditório do Atelier Livre
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
16h – Curso Escrita de Mulher (com Regina Zilberman, Márcia Ivana e Jane Tutikian). Duração: 2h
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
18h – Curso sobre Escritores Argentinos – Silvia Hopenhayn. Mediação: Ricardo Barberena. Duração: 1h30
Auditório do Atelier Livre
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
18h – Sessão do filme Jauja (2014, 110 minutos), de Lisandro Alonso
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
18h30- Curso Escritores Gaúchos em Ação (com Julia Dantas e Moema Vilela). Duração: 1h30
Biblioteca Pública Josué Guimarães
Entrada franca
20h – Curso A Morte da Moda (com Susana Saulquin). Duração: 1h30
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
20h – Projeto Raros Especial – sessão do filme A Estratégia da Aranha (1970, 100 minutos), de Bernardo Bertolucci
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
Dia 29, sábado
9h – Passeio Literário por Porto Alegre (com Luís Augusto Fischer e Glênio Bohrer). Duração: 3h
Paço Municipal
Entrada franca
10h – Curso A Morte da Moda (com Susana Saulquin). Duração: 2h
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
16h – A História de Kind of Blue – O maior disco da história do Jazz (com Paulo Moreira e Jorginho do Trompete e Quarteto). Duração: 1h
Sala Álvaro Moreyra
Entrada franca
18h – Sessão do filme Em Busca de Borges (2016, 85 minutos), de Cristiano Burlan
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
20h – Espetáculo As Mulheres da Banda (com Muni, Lara Rossato, Ana Lonardi, Adriana Deffenti e Banda Municipal). Duração: 1h30min
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
20h – Sessão do filme A Intrusa (1979, 100 minutos), de Carlos Hugo Christensen
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
Dia 30, domingo
15h – Palestra do dramaturgo Matéi Visniec. Duração: 2h
Sala Álvaro Moreyra
Entrada franca
18h – Sessão do filme Jauja (2014, 110 minutos), de Lisandro Alonso
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
20h – Show de Esteban Morgado Cuarteto, com participação de Luiz Carlos Borges. Duração: 2h
Teatro Renascença
R$ 40 (R$ 20 – promocional)
20h – Sessão do filme Dias de Ódio (1954, 70 minutos), de Leopoldo Torre Nilsson
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
Terça, dia 1º de agosto
18h – Sessão do filme Invasão (1969, 120 minutos), de Hugo Santiago
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
20h – Sessão do filme Performance (1970, 105 minutos), de Nicolas Roeg e Donald Cammell
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
Quarta, dia 2 de agosto
18h – Sessão do filme Garoto (2015, 70 minutos), de Júlio Bressane
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada franca
20h – Sessão do filme O Navio dos Afogados (1983, 110 minutos), de Raúl Ruiz
Cinemateca Capitólio Petrobras
Entrada francaReforço do solo marca nova fase da obra no Largo dos Açorianos
No início deste mês, a Prefeitura retomou as obras no Largo dos Açorianos, que estavam paradas desde o começo do ano. Nesta semana, a fase das obras se encontram na decapagem e limpeza do fundo dos espelhos d’água com retirada do material orgânico.
A próxima etapa inclui o envelopamento das redes de proteção do Dmae e CEEE e o reforço do solo com geogrelhas. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams) é responsável, nesta parte da execução, de acompanhar e fiscalizar a obra que está em andamento.
A previsão da Prefeitura é que a obra esteja concluída em fevereiro de 2018.
A ordem de início da reurbanização foi assinada no dia 3 de outubro de 2016, com a empresa Elmo Eletro Montagens LTDA, vencedora da licitação. O custo da obra é de R$ 4,6 milhões. No local, já foi concluída a recuperação de dois monumentos históricos: a Ponte de Pedra e o Monumento aos Açorianos. Os recursos são provenientes do Fundo Pró-Defesa do Meio Ambiente.Linha Turismo inaugura roteiro sobre futebol neste domingo
A Linha Turismo inaugura, neste domingo, 23, um novo roteiro por Porto Alegre: o Futebol Tour. O passeio abordará temas relacionados ao futebol ao longo do itinerário que contemplará locais marcantes do futebol na cidade, como as áreas dos antigos estádios da Baixada, no bairro Moinhos de Vento, e os Eucaliptos, no Menino Deus.
O ponto alto do tour são as visitas guiadas nos dois estádios, Arena do Grêmio e Beira-Rio, do Internacional. Nos estádios, o visitante poderá conhecer locais especiais e que o torcedor normalmente não possui acesso, como vestiários, gramado e sala de imprensa.
O ônibus parte às 9h e o passeio tem duração prevista de 3h40. Os ônibus da Linha Turismo partem do terminal localizado na Travessa do Carmo, 84, na Cidade Baixa. O serviço de passeio turístico, que começou em 2003, conta com dois roteiros regulares, Centro Histórico e Zona Sul, e vem desenvolvendo propostas de roteiros diferenciados com saídas mensais e com temáticas específicas.
Em Março, foi realizado a primeira edição do tour cervejeiro que percorreu seis microcervejarias artesanais da região do 4º Distrito da Capital. O passeio integrou a programação da Semana de Porto Alegre e tornou-se roteiro mensal da Linha Turismo.
Serviço:
Horário de saída: 9h
Duração: 3h40
Local de saída e venda de ingressos: Terminal da Linha Turismo (Travessa do Carmo, 84 – Cidade Baixa)
Ingressos: R$ 30 para o ônibus + R$ 30 para as visitas guiadas (R$ 15 cada, pagos na entrada dos estádios)Veterinário Claudio Giacomini assume a diretoria de Direitos Animais da SMAMS
O médico veterinário Claudio Giacomini assumiu a Diretoria de Direitos Animais, vinculada à Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams). Giacomini é membro da Academia Riograndense de Medicina Veterinária, formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria, com especialização em manejo de animais silvestres em Jersey, na Inglaterra.
O novo diretor foi veterinário durante 37 anos no Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, onde, por oito anos, exerceu o cargo de diretor executivo do órgão, tendo, sob sua supervisão mais de uma centena de funcionários e a responsabilidade pela vida saudável de dois mil animais.
Ao se aposentar, em 2012, elegeu-se vereador em São Leopoldo pelo PSDB. Claudio Giacomini é natural do município gaúcho de Formigueiro. Foi presidente da Sociedade de Zoológicos do Brasil. Em 2005 foi diretor administrativo da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps).Caso Bernardo: Negado pedido de acusada para ser julgada em separado
A Justiça de Três Passos negou o pedido de Edelvânia Wirganovicz de cisão processual. Uma das quatro acusadas pelo homicídio qualificado do garoto Bernardo Boldrini, a ré queria ser submetida a júri popular, em separado dos demais, uma vez que não recorreu da sentença de pronúncia.
O pedido foi negado pela Juíza Vivian Feliciano, em 18/7, por considerar que, embora o Código de Processo Penal faculte a separação dos processos em algumas hipóteses, o que apura a morte do menino Bernardo está seguindo a marcha regular. “Diante do contexto probatório trazido aos autos, entendo não ser conveniente a cisão do processo, devendo haver o julgamento conjunto dos acusados, para evitar decisões conflitantes e facilitar a apreciação da prova pelo Conselho de Sentença”, afirmou a Juíza.
A defesa de Edelvânia também alegou excesso de prazo processual. A julgadora esclareceu que a “tramitação envolvendo réus presos é célere e respeita o regular andamento processual, no caso em específico, o processo aguarda a preclusão da decisão de pronúncia – especialmente, considerando-se o efeito extensivo do recurso especial pendente de decisão”.
Situação atual
O caso aguarda julgamento de recurso no Superior Tribunal de Justiça. Em 13/8/15, o Juiz Marcos Luís Agostini sentenciou os réus Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz a julgamento popular, pelo homicídio de Bernardo Boldrini. Eles responderão pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado (Leandro, pai da vítima, e Graciele, madrasta), triplamente qualificado (Edelvânia Wirganovicz) e duplamente qualificado (Evandro), ocultação de cadáver e falsidade ideológica (neste caso, só Leandro Boldrini), conforme a denúncia do Ministério Público.
Os réus, com exceção de Edelvânia, recorreram da decisão, que foi mantida pela 1ª Câmara Criminal do TJRS, em 20/4 deste ano. Leandro Boldrini recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em 31/3/17, o Agravo em Recurso Especial da defesa do médico não foi conhecido (admitido) pela Ministra Presidente, Laurita Vaz, em decisão monocrática. Um novo recurso foi interposto e espera para julgamento do relator, Ministro Ribeiro Dantas, na Quinta Turma do STJ, desde o dia 3/5/17.Entidades debatem Plano Diretor neste sábado
O Coletivo A Cidade Que Queremos promove neste sábado um debate com o tema: “A Cidade Mercadoria ou a Cidade de Direitos?” O evento discute o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) e o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) de Porto Alegre.
Atualmente, Porto Alegre discute uma nova revisão do Plano Diretor. O Estatuto das Cidades determina que o plano diretor seja revisto a cada dez anos. O de Porto Alegre, de 1999 (Lei Complementar 434/1999), foi revisto em 2010. Criado em 1999, o plano foi alterado em 2000. Em março deste ano, foram realizadas audiências na Câmara Municipal.
A atividade ocorre das 13h30 e 18h, no SIMPA (Rua João Alfredo, 61 – Cidade Baixa).
Programação:
13h30 – Abertura
13h45 – Mesa
– A cidade mercadoria ou a cidade de direitos?
– Por que o Plano Diretor?
– Por que o CMDUA?
15h – Intervalo
15h15 – Debates e propostas
18h – EncerramentoColeções do Museu de Ciências Naturais são referências no país e no exterior
Cleber Dioni Tentardin
As coleções científicas do JB e do MCN são consideradas pelos especialistas o maior acervo de material-testemunho da biodiversidade dos ecossistemas terrestres e aquáticos do RS. A coleção de insetos, por exemplo, é considerada a melhor do Estado, com cerca de 400 mil exemplares, e está entre as cinco melhores do Brasil, no que diz respeito à conservação e organização.
São elas: Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém; Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus – INPA, ambas vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação; Museu Nacional, que pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro; Museu de Zoologia da USP e Museu de Ciências Naturais, da Fundação Zoobotânica do RS. Estas duas últimas são instituições estaduais.
“As coleções se equivalem pela essência, mas, claro, tem algumas muito antigas, do século 19, como do Museu Nacional (1818), do Goeldi (1861) e da USP, antigo Museu Paulista (1890)”, explica o biólogo Luciano Moura, do Museu de Ciências Naturais.
Luciano é especialista em besouros e divide as atividades com as biólogas Hilda Gastal e Aline Barcellos Prates dos Santos. Os três são curadores da coleção de insetos, cada um responsável por determinados grupos. Ambos respondem pelo Setor de Entomologia, da Seção de Zoologia de Invertebrados do MCN/FZB. Aline e Luciano são taxonomistas, com conhecimento para identificar e descrever novas espécies.
Os pesquisadores e curadores da coleção de insetos acompanham Buckup em visita ao Museu/Cleber Dioni
Hilda trabalha com biomonitoramento, avalia a qualidade de ambientes aquáticos com base nos insetos encontrados. E, seguidamente, participa de feiras de ciências e exposições do museu nas escolas, nas praças e parques.
“Precisamos repassar todo este conhecimento, e não só às crianças, mas aos adultos, que também ficam maravilhados com tudo. Isso fortalece a conscientização ambiental. As pessoas acham, por exemplo, que o louva-deus é venenoso, o que não é verdade, mas acabam matando o animal por desinformação. Confundem cigarra com libélula ou inseto com aquelas listras parecidas com o barbeiro, mas que não causa danos”, explica Hilda, uma das mais antigas da Zoobotânica, com 42 anos de serviço.
Aline é especialista no grupo de insetos chamados de hemípteros, os populares percevejos, fede-fedes, cigarras e barbeiros. Ela ressalta que nenhum museu do mundo conta com especialistas de todos os grupos porque a diversidade é muito grande, sendo que o dos insetos é o maior grupo animal que existe.
Espécie de percevejo
Por isso remetermos material para ser identificado fora do Brasil ou aproveitar o conhecimento de especialistas estrangeiros que visitam a coleção do MCN. Esse intercâmbio é permanente”, completa a pesquisadora.
Aline reitera que o interesse dos estrangeiros em conhecer a coleção de insetos no museu é importante não só pela troca de conhecimento como também pela visibilidade da Fundação.
“Quando os trabalhos são publicados nas revistas científicas, o nome do museu e da Zoobotânica vão estar elencados entre o material examinado, aí a importância de uma coleção. Brecar esse intercâmbio, é retroceder na busca de maior conhecimento da nossa biodiversidade”, adverte. “E o pior é que, além de toda essa fonte de informação ficar inacessível para a comunidade científica, a coleção torna-se obsoleta”, completa.
Arlequim-da-mata, espécie de besouro
Luciano ressalta que o Rio Grande do Sul tem particularidades que atraem muitos pesquisadores de outros estados e países. “É o estado mais meridional do Brasil, com uma diversidade de ambientes, formações vegetais, num espaço relativamente pequeno, o único estado com o bioma Pampa, a região do Espinilho, na Barra do Quaraí, é a única formação savana no Estado, sem falar no clima que é bem diferente. Então, há espécies que só ocorrem aqui”, destaca.
Espécie de besouro Megasoma actaeon, machos (maiores) e fêmeas 
Coleção de insetos
Do ponto de vista da infraestrutura, o Museu de Ciências Naturais é uma referência no Brasil, segundo Aline. “Nós temos a melhor estrutura no Estado para abrigarmos coleções, tanto que boa parte dos professores da UFRGS deposita material de estudo no museu”, diz orgulhosa.
Ela lembra que há dois anos receberam uma coleção de insetos de interesse agrícola, do antigo Instituto Borges de Medeiros, que estava na Faculdade de Agronomia. “Essa coleção está sendo recuperada, estamos retirando fungos dos insetos”, afirma.

Borboletas papilionídeas da Coleção Mabilde, tombada pelo IPHAN
A pesquisadora entende que as coleções acabam por ser prejudicadas pela falta de cargo de curador na universidade federal. E, entre dar aulas e realizar pesquisas, os professores talvez nem tivessem tempo”.
Dois técnicos dividem as atividades de manutenção da coleção de insetos (controle dos desumidificadores, limpeza de exemplares, confecção de etiquetas, elaboração de planilhas de controle, organização dos laboratórios). Tomaz Aguzzoli, biólogo e técnico agrícola, atende também ao setor das aranhas, escorpiões, ácaros), e a bióloga Caroline Silva, que trabalha com toda a seção da Zoologia de Invertebrados.
Os estudantes também ajudam na conservação das coleções, durante os estágios. Há dois alunos da Biologia da Unilasalle que possuem bolsas de iniciação científica do PIBIC-CNPq, e uma de mestrado, orientada por Aline, na UFRGS.
Retorno institucional
Luciano toca num ponto que comumente é cobrado dos pesquisadores, principalmente os taxonomistas: “Os gestores nos consideram individualistas, reclamam que não damos retorno institucional, mas eles não se dão conta que contribuímos não só com a nossa pesquisa, quando a Fepam exige um laudo técnico da Zoobotânica para o licenciamento ambiental, mas com a infraestrutura, como os equipamentos ópticos adquiridos, que poderá ser aproveitada por gerações”, afirma.
Aline cita os projetos viabilizados pelo CNPq: “Reunimos pesquisadores de invertebrados, especialistas em moluscos, aranhas e insetos, fizemos em 2004 o projeto na Mata Atlântica, em Maquiné, um estudo de invertebrados em copas de árvores, e outro, em 2008, naquelas áreas de arenização do Pampa, em São Francisco de Assis.”
Variação de cores de besouros da Família Chrysomelidae
A pesquisadora ressalta ainda a demanda de trabalhos de pesquisa da SEMA e Fepam, que chegam até a Fundação Zoobotânica, e o apoio que seguidamente o seu setor presta ao Centro de Informações Toxicológicas, sobre os mais variados insetos.
“E tem pessoas que vêm aqui nos trazer insetos porque ficaram assustadas ao encontrar dentro de casa, no berço do filho, então a gente também dá esse retorno imediato”, diz Aline.
Uma vida dedicada à Zoobotânica
Hilda Gastal é uma das funcionárias mais antigas na FZB. É pesquisadora há 42 anos. Ingressou em 1975. Era estagiária em 1969 na entomologia, com as professoras Jocélia Grazia e Miriam Becker. O museu era na avenida Mauá, esquina da Carlos Chagas, onde funcionava também a Fepam. Dali, mudou para o prédio da antiga Mesbla e, da Mesbla, o museu foi transferido para o Jardim Botânico.
Hilda mostra exemplares usados em feiras escolares e em parques/Cleber Dioni
Fez mestrado na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. Estudou uma mosca que parasita o percevejo que, por sua vez, era a praga das plantações de couve. A mosca depositava o ovo em cima do percevejo e a forma jovem se desenvolvia dentro para se alimentar.
Ao retornar ao Rio Grande, Hilda foi contratada pela Fundação Zoobotânica. Entre seus trabalhos, destaca os estudos realizados na Braskem, na época Copesul, onde fez o biomonitoramento de invertebrados aquáticos no Rio Caí e no Arroio Bom Jardim, que recebe efluentes do Polo Petroquímico.
“Meu primeiro e único emprego, uma vida inteira dedicada. Como vou pra casa sabendo que querem acabar com a Fundação, me dá uma tristeza só de pensar nisso”, diz, com lágrimas nos olhos.
“O primeiro dia aqui foi o mais feliz da minha vida”
Aline completou neste mês de julho 15 anos de Zoobotânica. Ingressou via concurso em 2002 e, hoje, concilia as pesquisas no museu com aulas do curso de pós-graduação em Biologia, na Universidade Federal.
Aline identifica novas espécies de percevejos/Cleber Dioni
Teve como orientadora durante toda sua formação a professora Jocélia Grazia, do Departamento de Zoologia da Ufrgs, e servidora do Museu, hoje aposentada. Jocélia, por sua vez, foi discípula do professor Ludwig Buckup, pioneiro da coleção de entomologia e um dos fundadores do MCN.
Aline ingressou em 1982 na Ufrgs, mas mestrado e doutorado concluiu na Universidade Federal do Paraná, que possui curso específico de pós em entomologia. De volta à capital gaúcha, trabalhou na Ong UPAN – União Protetora do Ambiente Natural, de São Leopoldo, como professora substituta na Ufgrs e, em projetos, contratada por uma empresa terceirizada, quando teve a oportunidade de atuar no programa do Pró-Guaíba, de 1998 a 2000. Aí foi aprovada nos concursos da Fepam e FZB em 2001, sendo chamada no ano seguinte.
“Eu posso dizer que o primeiro dia em que subi a lomba do Jardim Botânico, como funcionária concursada, foi o dia mais feliz da minha vida. Porque eu já havia sido chamada para assumir na Fepam, mas não consegui ficar tão feliz como eu imaginava que iria estar na Zoobotânica”, revela. E completa: Temos que achar uma saída para preservar todo este conhecimento acumulado aqui. Ainda mantemos a chama acesa principalmente porque amamos o que fazemos e pelas gerações de estudantes que ainda poderão passar por esta instituição, que tem profissionais dentre os mais preparados no país, assim como as coleções estão entre as melhores.”
Único no Estado habilitado a descrever espécies de besouro
Luciano trabalha com os besouros, que integram a ordem Coleóptera, simplesmente a que possui maior número de espécies dentre todos os seres vivos — cerca de 400 mil. E detalhe: no estado, ele é o único especialista com conhecimento suficiente para descrever espécies novas.
Luciano mostra que a produção científica inclui desenhos fiés das espécies

Besouro Macrodontia cervicornis
Apesar de ser o funcionário concursado mais novo dentre os colegas do seu setor – ingressou em 2014 -, há mais de trinta anos desenvolve estudos na Fundação Zoobotânica, primeiro como aluno/bolsista de Iniciação Científica, depois nas pesquisas para os cursos de mestrado na PUCRS e doutorado na Ufrgs. A maior parte de sua formação profissional foi dada pela professora Maria Helena Galileo, que também era pesquisadora da FZB.
“Eu nem imaginava que iria trabalhar com besouros, na verdade, nem pensava em ser biólogo, na minha adolescência eu só queria saber de aviação, mas hoje estou aqui graças aos professores e pesquisadores da Zoobotânica e espero poder ajudar na formação de muitos outros estudantes”, conclui.Zoobotânica é guardiã da biodiversidade gaúcha, diz professor Buckup
Cleber Dioni Tentardini
Ludwig Buckup, cientista e professor, é um dos idealizadores do então Museu Rio-grandense de Ciências Naturais, a partir de 1955, ao lado do padre jesuíta Balduíno Rambo e do professor Thales de Lema. A Fundação Zoobotânica, a qual está vinculada hoje, só foi criada em 1972.
Iniciou as pesquisas com insetos, passando mais tarde a estudar os crustáceos. Dedicou mais de meio século às pesquisas no Museu e às aulas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Agora, diante da ameaça de fechamento da FZB, tem visitado com mais frequência as coleções que ajudou a enriquecer.
Na quarta-feira, dia 20, acompanhado dos pesquisadores do setor de entomologia do museu, foi surpreendido ao mostrarem- lhe um livro com os apontamentos de Adolfo Pompilio Mabilde, contendo desenhos e a descrição fiel de centenas de borboletas, a maioria coletada no século 19.
“Onde encontraram esse livro”, indagou, impressionado, aos três biólogos e curadores da coleção de insetos, Hilda, Aline e Luciano.
Buckup com o livro de Adolfo Mabilde /Cleber Dioni
Mabilde, da família proprietária de estaleiros em Porto Alegre, deixou junto com o livro 3.458 exemplares de insetos sob a guarda do Museu Júlio de Castilhos, e que hoje, tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), integram a coleção do MCN.
Borboletas do século 19, da coleção Mabilde
Ao folhar a publicação, Buckup observou a importância científica daquela coleção de borboletas, de mais de cem anos, e que pode estar condenada ao esquecimento e ao mofo, diante da possibilidade de demissão dos especialistas e fechamento da Fundação Zoobotânica.
“Além da segurança institucional para todo patrimônio das instituições vinculadas a ela, a Fundação é um ambiente de alta produção intelectual, de técnicos e pesquisadores que passam 20, 25 anos de dedicação acadêmica até se tornarem verdadeiros especialistas. Sem eles, não há o que fazer com as coleções. Dou como exemplo as professoras Miriam Becker e Jocélia Grazia, que passaram pela FZB e orientaram gerações e, sem dúvida, estão entre as cinco maiores especialistas em hemípteros (percevejos) do mundo”, avalia.
Aline, com Buckup, foi aluna de Jocélia Grazia e, hoje, orienta na Ufrgs/Cleber Dioni
A professora Jocélia Grazia iniciou como pesquisadora do Museu em 1966. Descreveu cerca de 180 espécies, sendo que grande parte, depositada no acervo do Museu, é usada como modelo para identificar novas espécies (material-tipo).
“Encerrar as atividades de pesquisa e curadoria da coleção entomológica, com a demissão dos especialistas, representa uma grande perda de patrimônio inestimável”, lamenta. “Paradoxalmente, enquanto o RS planeja enfraquecer as pesquisas científicas, o estado do Paraná recebe com simpatia a proposta apresentada pela UFPR de criação do maior museu de História Natural do país”, conclui.
Buckup confere espécies sob curadoria de Luciano/ Cleber Dioni
Coleção de insetos foi pioneira
Logo que foi criado o Museu Rio-grandense de Ciências Naturais, Buckup doou sua coleção particular de insetos à instituição. Depois, foi autorizado pelo historiador Dante de Laytano a recolher o material zoológico do Museu Júlio de Castilhos.
“Começa aí a formação patrimonial do museu sobre a diversidade biológica do Rio Grande do Sul, que comporta um significado ecológico”, salienta.
Em entrevista publicada no jornal JÁ, em 9 de março deste ano, para a série especial Patrimônio Ameaçado (https://www.jornalja.com.br/extincao-da-zoobotanica-e-vinganca-de-ana-pellini-diz-professor-buckup/), Buckup conta em detalhes como surgiu o museu, a partir da iniciativa do então secretário de Educação e Cultura do governo do general Ernesto Dornelles, José Mariano de Freitas Beck.
Ele era auxiliar do padre Rambo na diretoria de Ciências, e sugeriu que fosse criado um museu para reunir um acervo biológico a fim de realizar pesquisas.
Hilda tem se dedicado ao biomonitoramento e educação ambiental
Por volta de 1966, Miriam Becker e Jocélia Grazia começaram as pesquisas no setor de entomologia do museu. Buckup passou a estudar os crustáceos, por não haver, até então, no museu, especialistas no assunto. Em 1976, a coleção de insetos passou para a responsabilidade de Hilda Gastal e Maria Elisabeth Souza. A partir daí, foram adquiridas várias coleções.Lanceiros Negros recorre aos Direitos Humanos Internacional para evitar despejo
Felipe Uhr
A ordem de reintegração de posse já foi dada pela justiça desde o início da semana. A qualquer momento as mais de cem famílias e pessoas que formam a Ocupação Lanceiros Negros Vivem, que ocupam desde o dia 4 de julho, o antigo hotel Açores, localizado na rua dos Andradas, 885, podem ser novamente despejadas.
Na tentativa de evitar que isso ocorra, o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) enviou, na noite do dia 20, uma petição de solicitação de medida cautelar contra novo despejo, para a Organização dos Estados Americanos, especificamente à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
No documento, o movimento denuncia a ineficiência do estado brasileiro quanto ao problema de déficit habitacional vivido no país e que traz como consequência a violação do direito à vida e à integridade física, justifica o MLB.
A petição denuncia também a reintegração de posse realizada no dia 14 de junho na qual o movimento afirma: foram realizadas prisões arbitrárias, torturas físicas e psicológicas, além do encaminhamento das famílias para um ginásio, do qual foram despejadas novamente 24 horas depois.
O recurso é mais um que tenta barrar a reintegração de posse aos moldes da anterior. Segundo a advogada Elisa Torelly, que compõe Assessoria Jurídica da Ocupação, a forma como se deu o último despejo viola os direitos humanos e uma série de acordos internacionais no qual o Brasil faz parte.
Reuniões de acordo foram improdutivas
Desde que a Lanceiros Negros ocupou em 2015, o prédio do Governo, abandonado há mais de dez anos algumas reuniões do Cejusc, Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, foram realizadas para tentar resolver o problemas.
A Defensora Pública, Luciana Schneider, representando a Defensoria Pública, participou de todas as reuniões e contou o impasse: “foram improdutivas”. Segundo ela, o Governo Estadual nunca apresentou uma proposta de habitação para as famílias e somente queria saber ou dar o prazo para que as famílias saíssem voluntariamente.
Por outro lado o MLB apresentou uma proposta, sugerindo que o prédio abandonado virasse uma casa de acolhimento e de estadia temporária para as pessoas que não tem onde morar.
“Não há política pública de habitação. O executivo não cumpre a Constituição nem o Estatuto das Cidades” criticou umas representantes do MLB, Nãna Sanches. A militante também lembrou que uma reunião com a Juíza Fernanda Ajnhom, foi pedida pelo grupo de advogados o que foi negado, ainda antes da decisão.
Se não for despejado esta noite, a Ocupação Lanceiros Negros realizará neste sábado dia 21 sua festa Julina. Além da confraternização, a ocupação está aceitando doações de alimentos, roupas e cobertores.
















