Autor: da Redação

  • DMLU testa contêiner para coleta seletiva em Porto Alegre

    Cerca de 45 coletores serãocolocados num perímetro do Centro Histórico para coleta automatizada de recicláveis, a Seletiva no Contêiner.
    A instalação dos conteiners começou manhã desta quinta-feira, 1º, com a presença do secretário municipal de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário, que vistoriou os contêineres instalados próximo ao Largo Glênio Peres.
    Os equipamentos serão na cor verde, diferente dos já existentes para resíduos orgânicos e rejeito, que são na cor cinza. Na área a ser atendida, os materiais seletivos poderão ser descartados a qualquer hora do dia, todos os dias da semana.
    Este é um projeto-piloto que tem prazo de duração de um ano para teste e será feito pelo DMLU, por meio da empresa terceirizada RN Freitas, que já presta serviço ao departamento com a coleta automatizada.
    O impacto financeiro da operação será de R$ 16 mil, que equivale a 2,27 % do contrato com a prestadora do serviço.
    Os materiais feitos de plástico, vidro, papel seco e metal podem ser descartados no contêiner verde da Coleta Seletiva e poderão ser reaproveitados. Embalagens longa vida, arame, baldes, brinquedos, caixas em geral, canos e tubos metálicos e em PVC, cobre, copos descartáveis, garrafas pet, latas de alumínio, raio-x, isopor, plástico filme e bisnagas plásticas de alimentos são considerados resíduos recicláveis.
    O objetivo do projeto Seletiva no Contêiner é recolher e levar estes resíduos para a reciclagem nas Unidades de Triagem (Uts) e gerar renda aos trabalhadores.
    Também busca manter mais limpa a área ao redor dos coletores, assim como vias e calçadas, evitando que resíduos recicláveis fiquem dispostos nas ruas à espera da coleta.
    “Precisamos destacar que este projeto-piloto é uma solicitação da comunidade e será um teste. Não queremos prejudicar o sistema de coletas, mas aprimorá-lo. É muito importante que a população separe corretamente os recicláveis dos orgânicos e rejeito, e contamos com o auxílio dos moradores e da imprensa para divulgar, fiscalizar e melhorar o serviço”, ressalta o secretário Ramiro Rosário.
    “Estamos atuando com equipes pela manhã e à tarde, todos os dias, informando sobre o novo sistema de coleta e buscando conscientizar da importância da separação correta dos resíduos e limpeza dos espaços por meio de uma conversa direta com as empresas, condomínios, transeuntes e moradores de rua”, afirma a coordenadora de Gestão e Educação Ambiental do DMLU, Patrícia Russo.
    Nas próximas três semanas, o grupo da educação ambiental estará nas ruas do Centro Histórico esclarecendo as dúvidas da população e realizando um levantamento dos grandes geradores de resíduos para uma futura capacitação.
    Para Pedro Machado dos Santos, que há 32 anos trabalha com a catação de resíduos, o projeto é uma boa alternativa também para ajudar na limpeza da cidade. “Quando eu vejo os outros catadores espalhando todo o lixo no chão em volta dos contêineres, mando eles juntarem e recolherem”, fala Pedro.
    Além dos benefícios ambientais, há vantagens econômicas e sociais na reciclagem. A Coleta Seletiva gera renda para cerca de 600 trabalhadores que atuam nas 17 UTs.
    No entanto, todos os dias, cerca de 23% dos resíduos de toda a cidade, o que equivale em torno de 260 toneladas com potencial reciclável são descartadas incorretamente na coleta domiciliar e enviadas para o aterro sanitário, o que custa aproximadamente R$ 9,3 milhões ao ano aos cofres públicos.
    São depositados, equivocadamente, nos contêineres, todos os dias, mais de 52 toneladas de materiais que deveriam ser destinados aos trabalhadores das UTs.
    Destas, somente na área onde serão colocados os contêineres da coleta seletiva automatizada, aproximadamente 2,2 toneladas são enviadas diariamente para o aterro de forma irregular.
    Somente no período de um ano, de outubro de 2017 à outubro de 2018, já foram emitidos 211 autos de infração referentes à resíduos recicláveis descartados incorretamente nos contêineres da automatizada de orgânicos e rejeito.
    A penalidade é de 720 UFMs, o que equivale a um valor de R$ 2,89 mil por multa. Já a multa por colocar resíduo orgânico ou rejeito no contêiner de reciclável é de 180 UFMs, ou R$ 722,61.
    O perímetro onde serão colocados os contêineres da Seletiva no Contêiner fica localizado entre as ruas Caldas Júnior, Riachuelo, Dr. Flores e avenida Mauá, no Centro Histórico.
    Serão instalados 45 equipamentos e cinco unidades ficarão à disposição para reposição por possíveis danos ou até mesmo vandalismo.
    As vias com previsão de receber equipamentos são as avenidas Borges de Medeiros, Sete de Setembro, Júlio de Castilhos, Salgado Filho, Siqueira Campos, Voluntários da Pátria e as ruas Dr. Flores, Travessa Leonardo Truda, Andrade Neves, Caldas Júnior, Capitão Montanha, Praça Conde de Porto Alegre, Gen. Câmara, Gen. Vitorino, Marechal Floriano Peixoto, Praça Pereira Parobé, Praça XV de Novembro, Praça Rui Barbosa, Riachuelo e Vigário José Ignácio. Clique aqui e veja o mapa do perímetro.
    Histórico da Coleta Seletiva – Em 1990 foi criado um projeto-piloto de coleta seletiva no bairro Bom Fim; em 1991 foi criada a primeira Unidade de Triagem (UT); em 1996, a coleta seletiva passa a atender 100% dos bairros; em 2009 a coleta é ampliada para duas vezes por semana; em 2015 passa a atender em 100% das ruas; e, em 2018, começa o projeto-piloto da coleta seletiva automatizada, a Seletiva no Contêiner.
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Camerata da Ospa Jovem faz apresentação especial na Feira do Livro

    A música de câmara e a literatura encontram-se nesta sexta-feira, dia 2 de novembro, na Capital gaúcha: a Camerata da Ospa Jovem realiza uma apresentação especial na Feira do Livro de Porto Alegre. Conduzida pelo maestro Arthur Barbosa, músicos avançados de instrumentos de cordas da Escola de Música da Ospa – Conservatório Pablo Komlós interpretam obras de Giuseppe Torelli, Harald Genzmer, Georg Händel e Gustav Holst. O evento, que acontece às 18h30, no Teatro Carlos Urbim, integra a quarta edição do Sarau da Palavra e Música, parceria do conservatório com o Instituto Estadual do Livro (IEL). Na ocasião,um time de leitores do IEL recita entre as músicas trechos de livros selecionados pelo instituto e pela Associação Ligia Averbuck. A entrada é franca.

     Sobre o programa

     O “Concerto para dois violinos”, do italiano Giuseppe Torelli (1658 – 1709),  abre o programa da exibição, seguido por “Sinfonietta”de Harald Genzmer (1909- 2007). Depois, a peça “Concertino para trompete e cordas “, escrita por Georg Händel (1685 – 1759), um dos grandes nomes do Barrroco musical europeu, ganha destaque na exibição. Para finalizar a apresentação em grande estilo, a camerata executa “Suite Saint Paul” do compositor inglês Gustav Holst (1874 – 1934).

    Arthur Barbosa (regente)

    Compositor, regente, violinista e arranjador, é membro da Ospa desde 1998. Iniciou seus estudos de violino com Alberto Jaffé e foi aluno de Rafael Garcia e YerkoTabilo. Como violinista, possui uma vasta experiência orquestral, inclusive como spalla, tendo tocado em mais de dez orquestras profissionais como a Sinfônica da Paraíba, a Municipal de Campinas, a Filarmônica de Santiago (Chile) e a de San Luis (Argentina). Em 1999, começou a estudar regência. Como maestro, é frequentemente convidado de orquestras no Brasil, nos Estados Unidos e Europa. Desde fevereiro de 2012, é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Eleazar de Carvalho em Fortaleza (CE) e, desde março de 2014, é regente da Ospa Jovem – Orquestra Sinfônica da Escola de Música da Ospa. É também um dos fundadores e principal regente do projeto “Terra Symphony Orchestra” em Nova York. Desde 2013 atua como regente naquela cidade. Entre 2015 e 2016, foi membro da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura do Brasil.
    Camerata da Ospa Jovem
    A Camerata da Ospa Jovem é parte da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da Ospa. É um dos grupos nos quais os estudantes avançados de instrumentos de cordas do conservatório têm contato com o repertório orquestral e camerístico. Vem cumprindo agenda de apresentações gratuitas que passa não só por salas de concerto, mas também por teatros, museus, hospitais, igrejas e outras instituições.
    A Ospa Jovem vem atingindo níveis cada vez melhores de performance. Em 2015, venceu o “Prêmio Funarte de Apoio a Orquestras”, então voltado a orquestras juvenis. Em 2017, assim como ocorreu em 2016, a Temporada Oficial de Concertos da Ospa inclui apresentações da Ospa Jovem em sua agenda. É regida pelo maestro Arthur Barbosa.
     
    O Instituto Estadual do Livro
     
    O Instituto Estadual do Livro -IEL -foi criado em 1954 com o objetivo de difundir a literatura produzida no Estado, apoiando o surgimento de novos escritores e trabalhando para a preservação da memória literária e cultural do Rio Grande do Sul. Órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, o IEL tem como função principal realizar atividades associadas ao livro, tais como edições de textos originais de autores estreantes ou obras clássicas, promoção de encontros de escritores com a comunidade, organização de seminários, viabilização de uma política do livro e da leitura, cooperação com entidades públicas e editoras locais.
     
    A Escola de Música da Ospa
     
    Fundada em 1972, a Escola de Música da Ospa – Conservatório Pablo Komlós cumpre função fundamental para o fomento cultural no Rio Grande do Sul. Promove formação musical gratuita, voltada para músicos de orquestra, oferecendo oportunidade de profissionalização na área. Grande parte dos instrumentistas que hoje integram a Ospa estudaram na instituição, bem como muitos músicos que atuam em outras orquestras ou nas mais diferentes áreas da música, no Brasil e no exterior. Hoje a escola atende em torno de 200 alunos. Além disso, promove o projeto de inserção social “Escola da Ospa na Comunidade”, que leva recitais de grupos de alunos a lugares como hospitais, lares de idosos, casas de acolhida e instituições de assistência social. A direção é de Diego Grendene de Souza.
     

     Concerto da Camerata Ospa Jovem na Feira do Livro

    Sarau Palavra e Música – Instituto Estadual do Livro e Escola de Música da Ospa
     

    Quando: 02 de novembro, sexta-feira, às 18h30

    Onde: Teatro Carlos Urbim – Praça da Alfândega – Feira do Livro
    Praça da Alfândega, R. Siqueira Campos, 2529 | Centro Histórico – Porto Alegre

    ENTRADA FRANCA

     

    PROGRAMA

     
    Giuseppe Torelli: Concerto para dois violinos
    Harald Genzmer: Sinfonietta
    Georg Händel: Concertino para trompete e cordas
    Gustav Holst: Suite Saint Paul
     
    Regente: Arthur Barbosa
    Curadoria da leitura de textos: Instituto Estadual do Livro e Associação Ligia Averbuck

  • Acústicos & Valvulados e Duo Música Viva Unplugged se apresentam juntos no Teatro Sesc Centro

    Neste ano, os Acústicos & Valvulados comemora 10 anos da gravação de seu DVD acústico e ao vivo. Para celebrar, a banda convida para subir ao palco junto com eles o Duo Música Viva Unplugged, no dia 15 de novembro (quinta-feira), no Teatro do Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665), em Porto Alegre, às 20h. Os ingressos já estão à venda no site www.sesc-rs.com.br/ingressos e no Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do Sesc Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h45, e aos sábados, das 8h às 13h. Confira abaixo as informações completas e os valores.
    Com duração de 90 minutos, o show tem no repertório todos os sucessos dos Acústicos & Valvulados e releituras de grande sucessos da música nacional e internacional. A presença do Duo Música Viva Unplugged com violão, piano e violino agrega à apresentação e aprimora a turnê desplugada dos aniversariantes. O show é um presente especial para os fãs, principalmente aqueles que já não conseguem acompanhar a banda em baladas e casas noturnas. A apresentação integra a agenda cultural de novembro do Arte Sesc – Cultura por toda parte.
    Sobre o Arte Sesc – Cultura por toda parte–Criado pelo Sistema Fecomércio-RS em 2007, o programa reúne todas as atividades culturais desenvolvidas pelo Sesc no Rio Grande do Sul, entre teatro, música, artes plásticas, literatura e cinema. Além de promover uma intensa troca de experiências e ampliar o acesso à produção artística, o Arte Sesc busca ser reconhecido como promotor de ações culturais no Estado, sendo elas não só apresentações artísticas, mas também de caráter formativo e educacional, orientadas por três eixos: transversalidade, diversidade e acessibilidade.

    Acústicos e Valvulados convida
    Duo Música Viva Unplugged 
    Data: 15/11/2018
    Local: Teatro do Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665)
    Horário: 20h
    Ingressos: podem ser adquiridos no site www.sesc-rs.com.br/ingressos e no Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do Sesc Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h45, e aos sábados, das 8h às 13h, ou uma hora antes do espetáculo na bilheteria no Café Concerto do Sesc Centro. A bilheteria online será encerrada às 15h do dia anterior ao evento.
    Valores:
                R$ 15 | Comércio e Serviços com Cartão Sesc/Senac
    R$ 15 | Meia entrada (estudantes, professores, doadores de sangue e classe artística mediante apresentação de comprovante)
    R$ 20 | Empresário com Cartão Sesc/Senac
    R$ 30 | Público em geral
  • Vencedores do Prêmio Jovem Cientista apresentam soluções inovadoras para o meio ambiente

    Estudantes, pesquisadores e instituições de ensino de Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Pará e São Paulo estão entre os vencedores da 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista, que abordou o tema “Inovações para Conservação da Natureza e Transformação Social”. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 30 de outubro, em Brasília, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A entrega das premiações será realizada em dezembro, em solenidade no Palácio do Planalto.
    Foram mais de 1.550 inscrições de estudantes e pesquisadores de todo o país.  O primeiro lugar no ensino médio foi para a gaúcha Juliana Davoglio Estradioto, que criou um filme plástico biodegradável feito com casca de maracujá, capaz de substituir as embalagens de mudas de plantas, que geram grande quantidade de lixo na agricultura; o pernambucano Célio Henrique Rocha Moura,  primeiro lugar no ensino superior, venceu com uma pesquisa sobre como a percepção da população sobre áreas preservadas na cidade do Recife pode auxiliar na gestão das Unidades de Conservação; já o primeiro lugar na categoria mestre e doutor foi para João Vitor Campos e Silva, paulista que mora em Maceió, com o  estudo do impacto de um modelo de conservação na Amazônia que recupera populações de pirarucu e tem potencial para garantir às comunidades o equivalente a uma poupança bancária avaliada em R$ 30 mil anuais.
    O Prêmio Jovem Cientista contempla as categorias Mestre e Doutor; Ensino Superior; Ensino Médio; Mérito Científico (para um cientista de destaque em áreas relacionadas ao tema da edição) e Mérito Institucional (para instituições dos ensinos médio e superior com o maior número de trabalhos qualificados). Nesta edição, com o objetivo de reforçar a importância da busca por inovações para conservar os recursos naturais e consolidar as transformações sociais, o Prêmio propôs linhas de pesquisas que abordam temas como agricultura familiar, restauração florestal, tecnologias de gestão e economia criativa, mudanças climáticas, inclusão digital, entre outros. O anúncio dos vencedores foi transmitido ao vivo e está disponível no site e redes sociais do Futura (www.futura.org.br).
    “O Prêmio Jovem Cientista é a mais importante iniciativa do CNPq na divulgação e valorização da ciência para a sociedade brasileira. Motiva e prepara os jovens cientistas por um lado e, por outro, possibilita uma grande divulgação para toda a sociedade de pesquisas realizadas no país”, afirma o Prof. Mario Neto Bordes, presidente do CNPq.
    “Incentivar a pesquisa no Brasil e reconhecer os talentos da ciência é uma causa que abraçamos há 37 anos com o Prêmio Jovem Cientista. É inspirador ver estudantes e professores encontrando soluções para os desafios do país e compartilhando inovações com a sociedade. No caso desta edição, inovações para conservação da natureza e para a transformação social”, afirma Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho.
    “Buscamos sempre traçar novas estratégias que mostrem à sociedade a importância da conservação da natureza. Nessa linha, o Prêmio Jovem Cientista é uma excelente oportunidade para aproximar os jovens desse tema e fazer com que criem práticas sustentáveis para o futuro. Estamos extremamente satisfeitos com essa parceria e com o grande número de projetos inscritos em todo o Brasil que poderão trazer soluções concretas para a conservação”, afirma a diretora-executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Malu Nunes.
    “O apoio à 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista está alinhado ao propósito do Banco do Brasil de cuidar do que é valioso para as pessoas e à sua causa de sustentabilidade, que visa contribuir para a Inclusão e Transformação Digital da Sociedade Brasileira. Reforça ainda nosso objetivo de fomentar o desenvolvimento de inovações, tecnologias e soluções para questões urgentes da sociedade, complementando esforços que o próprio BB realiza na vanguarda da tecnologia bancária para a transformação digital de seus processos e negócios. Ao fazer isso, estamos investindo nos nossos talentos e na construção do futuro do país”, comenta Carlos Netto, diretor de Estratégia e Organização do Banco do Brasil.
    A 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)/ Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Banco do Brasil.
    OS PRÊMIOS
    Na categoria Mestre e Doutor, os vencedores recebem R$ 35 mil (1º lugar); R$25 mil (2º lugar) e R$18 mil (3º lugar) e uma viagem ao Reino Unido para a visita “Science Tour in the UK”, onde os jovens vencedores terão a oportunidade de fazer uma imersão ao sistema de ciência e inovação britânico, a ser organizada pela Embaixada Britânica.
    Para estudantes do Ensino Superior, os valores são de R$18 mil (1º lugar), R$15 mil (2º lugar) e R$12 mil (3º lugar). Estudantes do Ensino Médio em 1º, 2º e 3º lugares recebem um laptop. No Mérito Institucional, serão pagos R$40 mil para cada uma das duas instituições que tiverem o maior número de trabalhos qualificados. O pesquisador indicado para o Mérito Científico receberá R$40 mil. Além da premiação relacionada, todos os agraciados recebem bolsas de estudo do CNPq, nas modalidades de iniciação científica até o pós-doutorado.
    Estudante gaúcha vence na categoria ensino médio

    Juliana apresentou projeto, “Desenvolvimento de um filme plástico biodegradável a partir do resíduo agroindustrial do maracujá”.

    A gaúcha Juliana Davoglio Estradioto, do Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul, campus Osório, conquistou o primeiro lugar da categoria Ensino Médio. Seu projeto, “Desenvolvimento de um filme plástico biodegradável a partir do resíduo agroindustrial do maracujá”, teve duas motivações: o excesso de restos orgânicos gerados pelo cultivo do maracujá-amarelo, causando acúmulo de lixo e contaminação do solo, água e lençol freático; e o impacto da produção mundial de plásticos no ambiente – estudos estimam que em 2050 haverá, em peso, mais plástico do que peixes nos oceanos. “Conversei com minha professora orientadora sobre meu interesse em trabalhar com os agricultores familiares da minha região, já que meu pai é engenheiro agrônomo. O maracujá, depois de processado, gera 60% de resíduo, que são as cascas. Elas são descartadas no meio ambiente, por isso comecei a estudar para buscar uma solução para esse problema ambiental da minha região”, explica Juliana. Com a aplicação do método “casting”, de criação de embalagens comestíveis, a estudante conseguiu reutilizar o resíduo do maracujá.
    CONHEÇA OS VENCEDORES
    João Vitor Campos e Silva, da Universidade Federal de Alagoas, conquistou o primeiro lugar na categoria Mestre e Doutorcom a pesquisa “O gigante das várzeas: o manejo do pirarucu como modelo de conservação da biodiversidade e transformação social na Amazônia”. Devido à alta intensidade de exploração, o piracuru, espécie de peixe com grande importância cultural, ecológica e econômica na Amazônia, sofreu forte declínio populacional, chegando a ser extinto em várias localidades. Em sua pesquisa, João Vitor Campos e Silva investigou um modelo de conservação na Amazônia que recupera populações de pirarucu, maior peixe de escamas do mundo, com alto valor comercial e cultural. “Os lagos protegidos têm funcionado como uma espécie de poupança bancária, na qual as comunidades podem se planejar para explorar uma boa renda todo ano (o valor potencial pode chegar a quase R$30 mil por ano), o que contribuiu para melhorar as comunidades e a qualidade de vida da região”, conclui.
    Na categoria Ensino Superior, a primeira colocação ficou com o estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco Célio Henrique Rocha Moura, que apresentou o projeto “Os valores naturais das Unidades de Conservação do Recife: Mata de Dois Irmãos e Mata do Engenho Uchôa”. O estudo avalia a conservação da natureza em Recife, entendendo-a como um bem de toda a população, partindo da identificação dos valores atribuídos pelos mais diversos grupos sociais para desenvolver instrumentos de gestão e proteção. “Concluímos que a identificação desses valores é a etapa inicial para a gestão da conservação do meio ambiente. A compreensão do ponto de vista da população vem a estreitar as relações das instituições gestoras com a comunidade”, diz Célio.
    O Mérito Científico, categoria que reconhece cientistas com atuação de destaque em áreas relativas ao tema, foi conquistado por Vera Lúcia Imperatriz-Fonseca, do Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável, em Belém (PA). A professora e pesquisadora Vera Lúcia Imperatriz-Fonseca é referência nas pesquisas com abelhas nativas, sendo coautora da Declaração de São Paulo para os Polinizadores, que originou a Iniciativa Internacional de Uso Sustentável e Conservação dos Polinizadores, além de ter participado de ONGs, associações e comissões estaduais e federais para a conservação e defesa do meio ambiente. “O prêmio dá importância para um tema presente no nosso dia a dia, pois trata da biodiversidade e inovação. Dediquei anos de estudo à Ciência e, por isso, conquistar esse prêmio é uma experiência única”, comemora Vera.
    Já a categoria Mérito Institucional premiou duas instituições, dos ensinos Médio e Superior, que inscreveram o maior número de trabalhos qualificados com mérito científico para o prêmio. A Escola Técnica Polivalente de Americana, em Americana (SP), ficou em primeiro lugar na categoria Ensino Médio. “O grande desafio é estimular e incentivar o aluno a caminhar e concluir as etapas propostas, sem deixar de mostrar que as dificuldades existem. É fundamental o incentivo da coordenação e da equipe gestora da escola”, explica a diretora da escola, Mary Damiani. Já a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) conquistou a primeira posição no Ensino Superior. “O prêmio é um reconhecimento a todo o trabalho que a instituição vem fazendo através das pesquisas de seus alunos e professores. Acredito que a Ciência é importante nos âmbitos sociais e humanos, trabalhando para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, fala Jane Tatikan, vice-reitora.
    SOBRE O PRÊMIO JOVEM CIENTISTA
    O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)/ Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Banco do Brasil.
    Quatro categorias são premiadas: Mestre e Doutor, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio e Mérito Institucional. Há ainda um prêmio de Mérito Científico para um pesquisador doutor que, em sua trajetória, tenha se destacado na área relacionada ao tema da edição. Já na categoria Mérito Institucional são premiadas as duas instituições – uma do ensino médio e outra do ensino superior – às quais estiver vinculado o maior número de trabalhos qualificados.
    Instituído em 1981, Prêmio Jovem Cientista já reconheceu mais de 194 estudantes e pesquisadores; 23 instituições de ensino superior e médio com o mérito institucional e sete pesquisadores doutores com mérito científico. Entre os assuntos abordados em edições anteriores estão “Oceanos: fonte de alimentos”; “Sangue: fluido da vida”; “Energia e Meio Ambiente”; “Cidades Sustentáveis”; “Inovação Tecnológica nos Esportes”; “Água: desafios da sociedade” e “Segurança alimentar e nutricional”.
    Saiba mais sobre o prêmio no site jovemcientista.cnpq.br e nas redes sociais, Twitter (@jovemcientista) e Facebook (@premiojovemcientista).
    SOBRE O CNPQ
    Criado em 1951, o CNPq é a agência federal de fomento à ciência, tecnologia e inovação, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Atua na formulação de políticas públicas que contribuem para o avanço das fronteiras do conhecimento, o desenvolvimento sustentável e a soberania nacional e, por meio de chamadas públicas, concede bolsas e financia projetos de pesquisa em todo o país. Anualmente, são concedidas cerca de 80 mil bolsas nas mais diversas modalidades, da iniciação científica à produtividade em pesquisa, no Brasil e no exterior.
    SOBRE A FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO
    A convicção de que a comunicação pode ser instrumento para transformação social motivou Roberto Marinho a criar, em 1977, a Fundação Roberto Marinho. Entre os projetos desenvolvidos, está o Telecurso – tecnologia educacional reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e adotada como política pública em estados e municípios, utilizado para a aceleração da aprendizagem nos ensinos Fundamental e Médio; na Educação de Jovens e Adultos (EJA); como alternativa ao ensino regular em cidades e comunidades geograficamente dispersas e como reforço escolar em todas as idades. Entre os projetos também estão o Aprendiz Legal, programa de educação profissional que garante o acesso de jovens de 14 a 24 anos ao primeiro emprego, cria condições para que permaneçam na escola, avancem nos estudos e também combate o trabalho infantil; os museus da Língua Portuguesa e do Futebol (SP), MAR – Museu de Arte do Rio, Museu do Amanhã e Museu da Imagem e do Som (este, em construção, no RJ), Paço do Frevo (PE) e Casa da Cultura de Paraty (RJ); e o Futura, projeto social de comunicação, com programação que alia entretenimento e conhecimento útil para a vida com ações de mobilização social. O Futura Está disponível, gratuitamente, na TV e na web (Futuraplay.org).
    SOBRE O BANCO DO BRASIL
    A missão do Banco do Brasil é ser um banco rentável e competitivo, atuando com espírito público em cada uma de suas ações, junto a clientes, acionistas e toda sociedade. Nossa visão é a de ser o banco mais confiável e relevante para a vida dos clientes, funcionários e para o desenvolvimento do Brasil. O Banco do Brasil tem como Valores o Espírito público. Consideramos simultaneamente o todo e a parte em cada uma de nossas ações para dimensionar riscos, gerar resultados e criar valor. A Ética é inspiração e condição de nosso comportamento pessoal e institucional. Acreditamos no Potencial humano de todas as pessoas e na capacidade de um se realizar e contribuir para a evolução da sociedade. Buscamos a Eficiência otimizando permanentemente os recursos disponíveis para a criação de valor para todos os públicos de relacionamento; e a Inovação, cultivando uma cultura de inovação como garantia de nossa perenidade. Sempre atentos à Visão do cliente. Conhecemos os nossos clientes, as suas necessidades e expectativas e proporcionamos experiências legítimas Banco do Brasil que promovem relações de longo prazo e que reforçam a confiança na nossa marca.
    SOBRE A FUNDAÇÃO GRUPO BOTICÁRIO DE PROTEÇÃO À NATUREZA
    A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais. Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. Também promove ações de mobilização, sensibilização e comunicação inovadoras, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.
    SOBRE A EMBAIXADA DO REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA E IRLANDA DO NORTE
    A missão diplomática britânica no Brasil, por meio do Ano Brasil-Reino Unido de Ciência e Inovação, tem a honra de ser uma parceira da 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista. O Ano é uma iniciativa conjunta liderada pelos governos do Brasil e do Reino Unido. Inicialmente discutido entre o então Ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson, e o Ministro de Relações Exteriores brasileiro, Aloysio Nunes, em agosto de 2017, em Londres, o Ano foi oficialmente lançado em 27 de março de 2018 em Brasília, numa cerimônia no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC). As atividades do Ano ocorrerão entre março de 2018 e abril de 2019 sob uma plataforma que promove oportunidades para cientistas, empreendedores e empresas brasileiras e britânicas para que trabalhem juntos frente aos principais desafios globais em quatro áreas prioritárias: clima & biodiversidade; agricultura sustentável, saúde & ciências da vida; e energia.

  • Bebeto Alves e os Blackbagual e AfroEntes são atrações do projeto Casa Expandida, na CCMQ

    A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) realiza no próximo sábado, dia 3, mais uma edição do Casa Expandida. Desta vez sobem ao palco Bebeto Alves e os Blackbagual e a banda AfroEntes. A discotecagem do evento será do jornalista Roger Lerina.

    Neste dia, a Casa ficará aberta até a meia-noite para visitação às exposições do Museu de Arte Contemporânea (6º andar) e Instituto Estadual de Artes Visuais, para assistir aos espetáculos em cartaz e curtir food truck e bier truck na Travessa dos Cataventos). O Café Santo de Casa (7º andar), o Cine Café e a ArteLoja (Travessa dos Cataventos) também ficarão abertos durante o evento.

    As atrações
    A AfroEntes surgiu em 2015, em Porto Alegre, resgatando um trabalho iniciado no ano de 2000, com a proposta de tocar a música negra em seus variados estilos, com referência na cultura afro-gaúcha. O que motiva a existência da banda é a possibilidade de contribuir para a visibilidade da representação dos negros no cenário cultural gaúcho, buscando elementos da presença afro, onde se encontra.

    O trabalho do grupo tem fundamento nos ritmos populares, urbanos e rurais, profanos e religiosos, como o suingue, samba, samba de roda, reggae, ijexá, congadas, alujás, salsa, entre outros, e em composições próprias ou de autores que estão por aí e também dos que já se foram, para que sejam reverenciados e vivenciados.

    Com mais de 40 anos de carreira e de mais de 20 discos lançados, Bebeto Alves é o músico mutante que muda a cada gravação para se manter fiel a si mesmo. No show canções do disco “Canção Contaminada”, que nasceu da urgência do momento, da palavra poética e da violência diária da qual toda população é vítima. Integram os Blackbagual, além de Bebeto (voz, violão e guitarra), Marcelo Corsetti (guitarras), Rodrigo Rheinheimer (baixo) e Luke Faro (bateria e percussão).

    PROGRAMAÇÃO
    19h às 21h – Discotecagem com Roger Lerina
    21h às 22h – AfroEntes
    22h30 às 23h30 – Bebeto Alves – Oh Blackbagual
    Local: Travessa dos Cataventos da CCMQ

    SERVIÇO
    Casa Expandida.
    Quando: 03 de novembro | Sábado.
    Horário: 18h à meia-noite.
    Local: Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736).
    Entrada gratuita.

  • Istituto Estadual do Livro abre inscrição para o Desafio Literário 2018

    A produção de conteúdo literário do longo de cinco dias consecutivos, durante a 64ª Feira do Livro de Porto Alegre é o mote do “Desafio Literário – Edição 2018”, iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (SEDACTEL), através do Instituto Estadual do Livro (IEL) e da Associação Lígia Averbuck e com apoio da Associação Gaúcha de Escritores (AGES),  Academia Rio-Grandense de Letras (ARL) e Brascril. A atividade será realizada de 8 a 12 de novembro, às 19h, na Biblioteca Pública do Estado (Riachuelo, 1190).  Interessados devem entregar, até o dia 8 de novembro, o formulário de inscrição preenchido, na sede do IEL (André Puente, 318,  Porto Alegre) ou via e-mail ieldesafioliterario@gmail.com. Detalhes emhttp://ielrs.blogspot.com.

    Estimular e valorizar a produção literária no Rio Grande do Sul é o objetivo do concurso, cuja Comissão Julgadora é composta por três membros, da  da Academia Rio-grandense de Letras, Associação Gaúcha de Escritores (AGES) Associação Lígia Averbuck. Em cada uma das fases, os concorrentes deverão produzir um texto literário, que deverá ser entregue até às 20h30min. No primeiro dia (8), o gênero escolhido será o miniconto; no segundo (9), poetrix; no terceiro (10), poema livre; no quarto (11), crônica; e no quinto e último dia (12), conto, sendo que uma breve descrição dos gêneros a serem trabalhados estará disponível. Os temas a serem abordados serão sorteados momentos antes do início de cada etapa, a partir de uma lista proposta a  critério do júri.

    O Desafio Literário pode contar com até 45 inscritos e no mínimo 10, sendo cancelado se não atingir esse número no primeiro dia do evento. Caso o número máximo de inscritos não seja alcançado, os interessados poderão realizar a inscrição no local do evento, somente no primeiro dia, por ordem de chegada, completando o número total de participantes. O resultado de cada etapa, exceto a última, será afixado na entrada do local de realização da ação, no início da etapa seguinte; portanto, os concorrentes deverão conferir a cada dia, no próprio local, sua classificação ou eliminação.

    A premiação ocorrerá dia 13 de novembro, às 18h, no Auditório do Margs (Praça da Alfândega, s/nº), quando haverá um sarau com a leitura da produção dos minicontos de todos os candidatos presentes, com o anúncio dos três primeiros colocados. Estes receberão troféus, confeccionados pela empresa Brascril, certificados emitidos pelo IEL e terão seus textos publicados nos canais oficiais do IEL na internet (blog e redes sociais).

    Serviço 

    Inscrições para Desafio Literário 2018:

    Prazo: Até 8 de novembro ou até completar 45 inscrições.

    Inscrições: Mediante preenchimento do formulário de inscrição, na sede do IEL (André Puente, 318, Porto Alegre) ou por meio do e-mail ieldesafioliterario@gmail.com.

    Informações: http://ielrs.blogspot.com e/ou (51) 3314-6450.

  • Feira do Livro é a esperança de editoras ao final de um ano difícil

    ANA CAROLINA PINHEIRO
    A 64ª. Feira do Livro de Porto Alegre que começa neste fim de semana alimenta a expectativa das editoras gaúchas de salvar um ano dos mais difíceis dos últimos tempos.
    A redução das verbas para programas de leituras, o fechamento de livrarias e a inadimplência elevada este ano atingiram em cheio os produtores de livros.
    É o caso da Editora Projeto, que trabalha com livros infantis, infanto-juvenis e de educação e está desde 2014 com o mesmo catálogo, investindo apenas na divulgação dos livros que já tem.
    Segundo a editora Annete Baldi, o último livro editado com o padrão comercial da Projeto foi o Futurações, do autor Caio Riter, em abril de 2014.
    Depois disso, publicou o “Inventário de Gente”, de Hermes Bernardi Júnior, falecido em 2015, como uma homenagem ao autor e lançará na programação da Feira o título “Escola Projeto 30 anos: Livro, música e arte fazendo parte”.
    O livro contou com uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse.
    Entre as principais dificuldades encontradas no mercado editorial no Rio Grande do Sul, Annete destaca a limitação dos pontos de venda:
    “Nos últimos anos tivemos muitas livrarias que fecharam, livrarias importantes como a Sapere Aude e a Palavraria, que tinham trabalhos de leitura com o público e um acervo superbacana. Hoje, as grandes livrarias têm dedicado cada vez menos espaços à boa literatura: hoje na Cultura tem muita coisa ruim na gôndola, coisa ultra comercial. Mudou o acervo da livraria”.
    Outro fator levantado por Annete é a falta de pagamento das grandes livrarias: “nós paramos de vender diretamente para a Cultura e para a Saraiva porque elas deixaram de pagar. Não faço mais venda direta, só através da distribuidora de São Paulo”.
    A falta de pagamento por parte das grandes livrarias foi um dos elementos citados por Clô Barcellos, editora da Libretos. “Esse ano, a gente espera ter um impacto de vendas ainda maior durante a Feira, tendo em vista que as grandes redes não estão pagando as editoras”, explica Clô.
    O enfraquecimento dos programas de leitura, seja em âmbito municipal, estadual ou federal também fez com que muitas editoras puxassem o freio na publicação de novos títulos. “Os programas de leitura davam uma injeção de dinheiro para as editoras, e eu espero que isso volte a acontecer”, afirma Annete.
    Para a editora da Projeto, que tem no trabalho feito nas escolas o seu carro-chefe, caso o investimento por parte dos governos em projetos de leitura e na compra de livros se mantenha baixo, a tendência é que as editoras diminuam ainda mais a produção: “Eu estou há três anos sem lançamentos e estou sobrevivendo. Não vou ficar investindo em lançamento. Eu quero investir, mas ainda não me sinto fortalecida”.
    Nesse cenário, a Feira do Livro surge como uma oportunidade para que o editor se aproxime do leitor e as vendas cresçam. Para Clô Barcellos, as vendas chegam a crescer pelo menos 100% quando comparadas aos outros meses do ano. “A venda na Feira pode vir a representar uma boa parte do faturamento líquido da editora, pois na venda direta as margens são maiores”, afirma.
    Segundo Annete, a Feira do Livro de Porto Alegre é o momento mais aguardado pelo mercado do livro: “A Feira exige um investimento grande, com aluguel da barraca, funcionários extras. Mesmo assim, a venda direta para o consumidor aquece, e é um mês positivo em termos de receita. Temos a expectativa de vender ao menos R$20 mil em títulos”.
    Enquanto os lançamentos e as sessões de autógrafos da programação ajudam a dar visibilidade aos novos títulos, as promoções e os balaios de saldo dão vazão ao estoque. “Para editoras, a Feira – além de divulgar os lançamentos -, é um importante momento para a venda de saldos, livros que já não geram tanto interesse para as livrarias e que acabam ficando parados no depósito ao longo do ano”, explica Clô. “Especialmente em épocas de crise, a Feira aquece as vendas porque os consumidores esperam por oportunidades como essa para comprar produtos com desconto”, completa.
    A programação das editoras pode ser conferida abaixo:
    Editora Libretos:
     
    Uma fresta no sótão
    Lisana Bertussi
    6/11 – 15h30 – Tânia Carvalho entrevista a autora – Salão de Bridge do Clube do Comércio
    17h30 – Praça Central de Autógrafos
     
    Palavras com som
    Gonçalo Ferraz
    6/11 – 18h30 – Sarau de Poesias – Salão de Bridge do Clube do Comércio
    19h30 – Praça Central de Autógrafos
     
    Neoliberalismo – Desmonte do Estado Social
    Plauto Faraco de Azevedo
    7/11 – 17h – Encontro com o autor e o desembargador Jayme Weingartner Neto – Salão de Bridge do Clube do Comércio
    18h30 – Praça Central de Autógrafos
     
    Nada será como antes – 2013
    Alexandre Haubrich
    9/11 – 16h30 – Evento/debate – Biblioteca do Clube do Comércio
    17h30 – Praça Central de Autógrafos
     
    A reinventora de histórias
    Márcia Mocellin e Suzel Neubarth
    10/11 – 15h45 – autora e ilustradora reinventam histórias com as crianças – Biblioteca Moacyr Scliar (térreo do Memorial do Rio Grande do Sul)
    16h30 – Praça Central de Autógrafos
     
    Poemas – Obra Inédita (francês e português)
    Eduardo Guimaraens – organização Maria Etelvina Guimaraens
    10/11 – 18h – Participação da cantora lírica Nelly Baudalf – Salão Mourisco (Biblioteca Pública do Estado)
     
    Fim da Linha – O crime do bonde
    Rafael Guimaraens
    14/11 – 17h – Encontro com o autor – Salão de Bridge do Clube do Comércio
    18h30 – Praça Central de Autógrafos
     
    Editora Projeto
     
    Autógrafos:
     
    Escola Projeto 30 anos: livro, música e arte fazendo parte
    Texto de Roger Lerina com depoimentos de muita gente
    7/11 – 19h – Memorial do Rio Grande do Sul
     
    Autor no Palco:
     
    Marta Lagarta – 5/11 – das 15h30 às 16h30
    Anna Claudia Ramos –  8/11 – das 10h30 às 11h30
    Caio Riter – 9/11 – das 9h às 10h
    Gláucia de Souza – 9/11 – das10h30 às 11h30
    Alexandre Brito – 12/11  – das 10h30 às 11h30
    Dilan Camargo – 14/11 – das 9h às 10h
     

  • Exposição lembra a gripe que matou 40 milhões em 1918

    O Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) realiza na próxima terça-feira (30/10), às 14 horas, o lançamento da exposição “Gripe Espanhola: A marcha da epidemia”.
    Aberta ao público, a mostra aborda a trajetória da doença, considerada uma das mais avassaladoras da história mundial.
    De forma inédita, a programação revive a trajetória dos médicos porto-alegrenses que atuavam na linha de frente do combate à doença, assim como a rotina dos moradores da Capital durante a epidemia.
    Por meio de pesquisa em informações publicadas na imprensa da época, de documentos oficiais e de imagens históricas, a exposição do MUHM reconta o impacto da Gripe Espanhola, que neste ano completa um século de sua ocorrência.
    A epidemia surgiu no momento em que a Europa encontrava-se devastada pela Primeira Guerra Mundial.
    O movimento das tropas facilitou a disseminação do vírus, isso acrescido a carência de recursos médicos da época e a censura imposta pelas autoridades à sua divulgação.
    Ignorando fronteiras e os esforços das autoridades para controlá-la, a Gripe Espanhola infectou no mundo cerca de 600 milhões de pessoas e deixou 40 milhões de mortos.
    Em Porto Alegre, a doença chegou a bordo do navio Itaquera, em 14 de outubro de 1918, quando se espalhou pela cidade, levando pânico aos cerca de 170 mil habitantes.  No total, 40 % da população foi infectada. Entre as vítimas, estavam médicos, que se revezavam no desafio de atender a população.
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)
     
    Evento: Lançamento da exposição: “Gripe Espanhola: A marcha da epidemia”.
    Quando: 30 de outubro, às 14 horas
    Local: Sala Rita Lobato do Museu da História de Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) – Av. Independência 270 – Centro – Porto Alegre.
    Entrada: Gratuita
    Realização: MUHM
    O MUHM funciona de terça-feira a sexta-feira, das 10h às 18h e nos sábados e feriados das 14h às 18h.
     

  • Terapia online

    O Conselho Federal de Psicologia (CFP) publicou a Resolução CFP nº 11/2018, que atualiza a Resolução CFP nº 11/2012 sobre atendimento psicológico on-line e demais serviços realizados por meios tecnológicos de comunicação a distância.

    A nova norma amplia as possibilidades de oferta de serviços de Psicologia mediados por tecnologias da informação e comunicação, mantendo as exigências previstas na profissão e vinculado ao cadastro individual e orientação do profissional junto ao CPF.

    A terapia online pode ser realizada de qualquer local e está disponível todos os dias pelo smartphone ou computador, custando metade do preço sugerido da terapia tradicional e provendo um ambiente anônimo e criptografado. 

     

  • Eleitor gaúcho mantém a tradição de não reeleger governador

    A vitória de Eduardo Leite com 53,6% dos votos para o governo do Rio Grande do Sul representa a confirmação de uma regra que desafia todos os partidos: o gaúcho não reelege governador.
    Essa postura que já se torna tradição tem sido mantida nos últimos 20 anos, desde que se introduziu a possibilidade da reeleição, em 1997. Mas a regra vem de mais longe: a não ser nos tempos de eleições indiretas, quando os governantes eram nomeado, os gaúcho não dão uma chance de continuidade a nenhum governo.