Autor: da Redação

  • Nova programação da FM Cultura é criticada por servidores

    Tiago Baltz

    Nesta segunda-feira, 03, a FM Cultura, rádio pública da Fundação Piratini, inaugura uma nova era, com troca na direção e programação quase que inteiramente modificada. O “Cantos do Sul da Terra”, às 13h, e o “Sessão Jazz”, às 20hs, são os únicos programas que seguem no mesmo horário e com mesmos apresentadores. Haverá novos programas e os que permanecem na grade terão horário mudado. Confira as mudanças.
    Ainda na sexta-feira, 30, foram anunciados dois novos integrantes da equipe. O radialista e músico Paulo Inchauspe, ex-Pop Rock, será o diretor da FM Cultura. Já Renato Martins, ex-Band, apresentará os programas Café Cultura, da rádio, e Frente a Frente, da TVE.

    “Ouvimos e construímos uma grade junto com os servidores”, afirmou o presidente da Fundação Piratini, Orestes de Andrade Jr. (centro) / Karine Viana / Palácio Piratini

    Em nota no site da Fundação Piratini, o presidente Orestes de Andrade Júnior explicou que as mudanças nos cargos foram motivadas por uma readequação necessária das atividades desenvolvidas pelos servidores, respeitando suas funções originais. “Ouvimos e construímos uma nova grade junto com os servidores”, disse.
    Mas a nova grade da emissora parece ter esquentado o clima no Morro Santa Teresa. Segundo servidores concursados ouvidos pelo JÁ, há uma clara tensão entre a direção e os funcionários da rádio.
    Para o repórter Eduardo Osório, as mudanças não foram construídas. “Foram três reuniões em 10 dias, onde lutamos para manter algumas coisas, como o Conversa de Botequim, que perdeu o Luiz Henrique Fontoura da apresentação. O Cultura na Mesa continua, mas Lena Kurtz não poderá mais fazer entrevistas. O Estação Cultura foi ao ar pela última vez na sexta-feira”, lamentou Osório.
    Servidores reclamam da falta de diálogo para a definição da nova grade / Matheus Chaparini/JÁ

    O mais grave, completa o servidor, é que não houve consulta à população. “Ainda estamos numa rádio pública. Não ouve consulta ao conselho, nada. A direção diz que não é necessário”, finaliza.
    Para uma servidora que prefere não se identificar, “é uma nova proposta, muito mais alinhada com as rádios comerciais, o que a FM Cultura sempre evitou. Podemos perder uma referência na divulgação da cultura local e nacional.”
    Outro servidor afirmou que o clima interno está “tenso e insatisfatório.” “Não se muda uma história tão radicalmente com tão pouco apoio interno e com os ouvintes reclamando intensamente.”
    O JÁ entrou em contato com a direção da Fundação, mas até o fechamento desta matéria não obteve respostas sobre as críticas.
    Já a discussão sobre a possível extinção da Fundação Piratini terá novo capítulo nos próximos dias. No próximo dia 10 de julho, acontece uma audiência pública na Assembleia Legislativa com o Procurador do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino, que questiona a lei que permitiu a extinção das fundações estaduais.
    Ouvintes e servidores protestam nas redes sociais
    No Facebook da própria radio, a recepção da notícia da nova programação não foi positiva. Até o final da manhã de sábado, dos mais de 100 comentários na página da emissora, quase que a totalidade eram contrários à mudança,
    Também foi criado um evento simbólico no Facebook, Salve a Programação da Cultura FM e da TVE. “Esse não é um evento que acontecerá em um local e hora específicos, é um pretexto para o debate e uma tentativa de chamar para uma discussão pública sobre o papel de meios de comunicação ao público”, diz um trecho da chamada do evento, que já registra a participação de 1500 pessoas.
    Na página do movimento dos servidores da FM Cultura e TVE foi publicado um texto em que os funcionários deixam claro suas insatisfações.
    “MAIS PLURAL?!? MAIS DEMOCRÁTICA?!? Mudanças na FM Cultura foram impostas pela direção. Ao contrário do que o presidente da Fundação Piratini tem afirmado, não houve a construção de uma nova grade de programação da FM Cultura junto com os servidores. Ocorreram reuniões nas quais a nova grade foi apresentada aos funcionários, já tendo sido toda elaborada pela direção…”
    As mudanças, segundo texto publicado pela Fundação Piratini:
    A música clássica e erudita segue com o mesmo tempo e destaque na grade. O Clássicos na Manhã vai iniciar mais cedo, às 5h. A FM Cultura passará a operar ao vivo a partir das 7h, de segunda a sexta, com o programa Café Cultura, que será apresentado pelo jornalista e radialista Renato Martins, ex-Band. Ele também será apresentador do Frente a Frente da TVE.
    O Manhã Popular Brasileira, Tarde Popular Brasileira e MPB na Madrugada recebem, respectivamente, novos nomes: Cultura Mundi, Cultura Clube e Cultura na Madrugada.
    A intenção é citar o nome da rádio em praticamente todos os programas, dando ênfase ao DNA cultural da emissora. “Musicalmente, a emissora tocará ainda mais a produção dos artistas locais, abrindo mais espaço para um número maior de artistas gaúchos, priorizando seus trabalhos e criando uma identidade mais ampla com a audiência”, afirma o novo diretor da rádio.
    A Música Popular Brasileira (MPB) seguirá como carro-chefe da FM Cultura. “Mas queremos atualizar um pouco o que toca na rádio”, destaca Inchauspe, acrescentando que os clássicos e as músicas que só tocam na FM Cultura seguirão com seu espaço cativo na rádio.
    Das 9h ao meio-dia, o novo programa Cultura Mundi continuará dando primazia à MPB, mas também trará as melhores músicas do mundo inteiro. Sempre com matérias e informações culturais trazidas pela redação. A locução continua com Messias Gonzales.
    O jornalismo ganha mais espaço com o acréscimo dos noticiários de hora em hora. O Cultura Informa ganha o dobro de edições. Pela manhã, será apresentado às 9h, 10h, 11h e às 12h. À tarde, as edições serão às 14h, 15h, 16h e 17h. O Cultura na Mesa permanece com uma hora de duração, ao meio-dia, com locução de Lena Kurtz.
    Entre as novidades, estão os programas Memória Cultura (sábado às 9h), que vai resgatar a história da emissora por meio de músicas e entrevistas do acervo, e o Ficha Técnica (domingo 14h), que dará destaque para as pessoas e histórias dos bastidores da música gaúcha.
    Tarde
    O apresentador Demétrio Xavier, além de permanecer com o Cantos do Sul da Terra, no mesmo horário (13h às 14h), agora assume o comando do Conversa de Botequim, deslocado para o final de tarde (18h às 19h). Luiz Henrique Fontoura segue na produção do clássico programa da FM Cultura, que traz o melhor da música brasileira de todos os tempos, comentando e contando histórias referentes a artistas de grande importância na cultura nacional e gaúcha.
    Das 14h às 17h, o Cultura Clube terá predomínio da produção musical nacional e gaúcha. A programação será feita com os artistas que formam o “clube da rádio FM Cultura”. De novo, informação e entrevistas culturais e agenda de espetáculos completam o conteúdo do programa. A locução continua com Liz de Bortoli.
    Noite
    A noite da FM Cultura segue com o tradicional Sessão Jazz, apresentado por Paulo Moreira, das 20h às 22h. E traz uma novidade: o Cultura Rock Show, das 22h à meia-noite, que tocará os clássicos do mundo do rock em suas vertentes nacionais e internacionais, sempre com espaço para a produção local. A apresentação será de Cristiano Sassá. Nesse sentido, outra novidade é inserção do programa Radar das 22h às 23h dos sábados, com um resumo das novas bandas gaúchas que se apresentam ao longo da semana no programa de mesmo nome da TVE.
    Demais programas do fim de semana como Na Trilha da tela, Música que Fizeram a Sua Cabeça, Sonora, Tons e Letras e Tons e Notas, Contracultura, Contemporânea, Clube do Samba, Unirádio, entre outros, seguem na grade de programação com algumas alterações de horário.

  • Banda Os Latinoamericanos revisita Belchior no bar Ocidente

    A banda Os Latinoamericanos apresenta o show Especial Belchior no dia 6 de julho, às 23h, no projeto Ocidente Acústico, do Bar Ocidente. Formado em 2016, o grupo se especializou em revisitar o repertório do compositor cearense Belchior – que morreu no último dia 30 de abril, aos 70 anos, depois de anos afastado do cenário musical.
    Dono de uma obra singular, Belchior combinou melodias marcantes e letras de impacto – nas quais tratou de temas como a perplexidade com a vida urbana, a saudade do interior nordestino, o amor subjetivo e físico e a filosofia cotidiana, sempre alternando perspectiva pessoal e observação universal. Canções que o consagraram – como AlucinaçãoMedo de AviãoNa Hora do Almoço e Velha Roupa Colorida – estão no repertório do espetáculo, ao lado de outras menos conhecidas.
    Nos arranjos, Os Latinoamericanos mesclam a sonoridade dos originais a elementos de rock, blues, reggae e bolero, entre outros estilos. A formação da banda será: Lico Silveira (voz), Marcelo Celoca (guitarra), Vini Cordeiro (contrabaixo), Tiago Souza (guitarra) e Luís Bíssigo (bateria).
    O que: show Especial Belchior, com a banda os Latinoamericanos
    Quando: 6 de julho (quinta-feira), às 23h
    Onde: Bar Ocidente (Av. Osvaldo Aranha, 960). Fone (51) 3012-2675
    Quanto: R$ 30. Ingressos antecipados pelo Whatsapp – fone (51) 98107-9898
  • Paulo Inchauspe e Renato Martins vão para Fundação Piratini

    Para substituir Sabrina Thomazi, que era diretora da FM Cultura, emissora da Fundação Piratini, o presidente do órgão, Orestes de Andrade Jr, contratou o radialista e músico Paulo Inchauspe, que atuou por 14 anos na extinta rádio 107 Pop Rock, atual Mix FM.
    O jornalista Renato Martins também chega para compor o time da rádio, como apresentador do Café Cultura, que vai ao ar, ao vivo, de segunda sexta, às 7h. Ele comandará, ainda, o programa Frente a Frente da TVE no lugar de Vitor Rosa, agora produtor das atrações Panorama e Debate TVE, função para a qual foi destinado.
    Sabrina deixou a empresa em maio para se dedicar a projetos pessoais. Em contato com o Coletiva.net, a jornalista preferiu não revelar, mas adiantou que não é relacionado a jornalismo. Sobre o desafio, Inchauspe garantiu que a Música Popular Brasileira (MPB) seguirá como carro-chefe da FM Cultura, porém com algumas novidades a fim de atualizar o repertório. Ele afirmou, também, que os clássicos e as músicas que só tocam na FM Cultura seguirão na programação.
    Orestes explicou que as mudanças nos cargos foram motivadas por uma readequação necessária das atividades desenvolvidas pelos servidores, respeitando suas funções originais. “Ouvimos e construímos uma nova grade junto com os servidores”, disse o presidente da Fundação Piratini.
    da Coletiva.net

  • Agapan elege diretoria para o biênio 2017/2019

    Francisco Milanez é o novo presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan). A assembleia geral da entidade elegeu por aclamação nesta quinta-feira, 29, os novos integrantes da Diretoria Executiva, do Conselho Superior e do Conselho Fiscal da entidade para o biênio 2017/2019. A transmissão do cargo de presidente da Agapan, de Leonardo Melgarejo para Francisco Milanez, foi realizada no Instituto Zen Maitreya, em Porto Alegre.
    Ao ser empossado pela quinta vez na entidade, o atual presidente, Francisco Milanez, arquiteto, biólogo e doutorando em Química da Vida e Saúde (UFRGS), elogiou a atuação da gestão anterior. “Assumo a responsabilidade de seguir com os bons projetos e temos, como meta, ampliar a participação das universidades e dos movimentos sociais e renovar o quadro de associados, fortalecendo nossa capacidade de demandar as pautas ambientais que julgamos importantes para a sociedade”, avalia Milanez.
    “Nos aproximar das demandas de outros grupos, levando o tema ambiental para além da política, foi uma das marcas da nossa gestão”, ressaltou Melgarejo que, assim como o então vice-presidente Roberto Abreu, passam a integrar o Conselho Superior da Agapan.
    Com 46 anos de atividades, a Agapan é a mais antiga organização de defesa ambiental do País. foi fundada em Porto Alegre por um grupo de pioneiros aglutinados por José Lutzenberger e se tornou uma referência para o movimento ambientalista internacional.

    Confira a nominata dos novos dirigentes da entidade:
    Diretoria
    Presidente: Francisco Milanez
    Vice-presidente: Heverton Lacerda
    Secretaria Geral: Adriane Bertoglio Rodrigues
    Tesoureira: Ymara Menna Barreto
    2º Tesoureira: Simone Azambuja

    Conselho Superior
    Alberto Pretto Moesch
    Alfredo Gui Ferreira
    Ana Maria  Daitx Valls Atz
    Caio Lustosa
    Carlos Gustavo Tornquist
    Darci Barnech Campani
    Edi Xavier Fonseca
    Eduardo Kroeff Machado Carrion
    Eleara Maria Manfredi
    João Batista Santafé Aguiar
    José Celso Aquino Marques
    José Renato de Oliveira Barcelos
    José Secundino da Fonseca
    Leonardo Melgarejo
    Maria da Conceição de Araújo Carrion
    Roberto Rebés Abreu
    Sandra Jussara Mendes Ribeiro
    Sebastião Pinheiro
    Silvio Jardim
    Zoravia BettiolConselho Fiscal
    Edelweiss  Galvarros Bassis
    Ingrid Schineider
    Miriam Ângela Löw
  • Bancários paralisaram agências da Capital e Região Metropolitana 

    Os bancários de Porto Alegre e 15 municípios da Região Metropolitana paralisaram as atividades na greve geral desta sexta-feira. O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, explica um fenômeno que observou em conversas informais com comerciantes, colegas bancários e com clientes de bancos logo nas primeiras horas da manhã. “Os bancários, de novo, mostraram um nível muito elevado de consciência sobre os ataques do governo Temer aos direitos dos trabalhadores e que estão bem informados de que as Reformas da Previdência, Trabalhista e a terceirização representam a imposição de uma cultura de trabalho precário”, explicou Gimenis.
    O presidente do Sindicato disse que ainda não há um levantamento do número de agências fechadas na área de abrangência do Sindicato e que estes levantamentos em dia de greve geral são difíceis de fazer. “Quando somos nós que organizamos a greve, temos um acompanhamento diário do volume de participação com base nas agências que fecham. Numa greve geral, há outras variáveis que influenciam a participação dos bancários, como a adesão dos transportes coletivos, o que dificulta o deslocamento dos bancários para os seus locais de trabalho”, avaliou Gimenis.
    Ainda de madrugada, os bancários participaram de piquetes de esclarecimentos e de convencimento na Garagem da Trevo, no bairro Camaquã, em Porto Alegre. Às 5h10, um pelotão da Brigada Militar dispersou os manifestantes com bombas de gás e de efeito moral. A garagem ficou aberta, e os ônibus puderam circular. “Avaliamos que, mesmo com a truculência da Brigada, com o uso de violência e bombas para dispersar pequenos grupos de trabalhadores, como foi o nosso caso, a greve conseguiu se fortalecer e contar com a adesão de muitos trabalhadores. Sentimos também que houve um efeito da greve anterior, a de 28 de abril. As pessoas sabem que uma greve geral serve para mostrar que trabalhador vai lutar e ficaram em casa”, finalizou Gimenis.

  • Sindicato denuncia fechamento de leitos no HPS. Prefeito nega

    Esta sexta-feira de protestos e paralisações nas capitais contra o governo Temer foi marcada também por troca de acusações nas redes sociais entre o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre e o prefeito Nelson Marchezan Júnior. O motivo foi a informação que começou a circular no meio da semana sobre o fechamento de onze leitos do Hospital de Pronto Socorro (HPS).
    Ontem, dia 28, o Simpa publicou uma denúncia: “Conforme relatos de servidores, o governo Marchezan está dando fim à enfermaria de traumatologia do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. São 11 leitos masculinos que serão desativados hoje, 28-06-2017. Pasmem, Marchezan desrespeita os direitos das mulheres, violando o direito de privacidade. Serão misturados pacientes masculinos e femininos aos 10 leitos que restam na unidade, tudo na ala feminina. É um absurdo atacar o SUS.” Leia o texto na íntegra aqui.
    O prefeito Marchezan respondeu hoje na sua conta no Facebook:
    COMPARTILHE PARA QUE A VERDADE PREVALEÇA!
    “A enfermaria de traumatologia do Hospital de Pronto Socorro NÃO ESTÁ FECHANDO LEITOS. O boato irresponsável criado pelo Sindicato dos Municipários de Porto Alegre(SIMPA), põe em risco a população, que neste período busca atendimento, pois a informação falsa pode causar uma busca muito maior pelas urgências e emergências dos hospitais.”

    O Sindicato retrucou pouco tempo depois:
    Marchezan Júnior usou suas redes sociais para falar que os fechamentos de leitos no HPS são boatos. Mais uma prova que de que não tem vergonha nenhuma em mentir para população. Segundo servidores do HPS, o fechamento de 21 leitos foram confirmados: 11 na traumatologia, 2 na UTI e o resto dividido nas outras unidades. Fora isso, o caos no atendimento se intensifica com apenas DOIS funcionários(as) para cerca de 40 pacientes. Prefeito, mentira  ? tem perna curta.

    Desde quarta-feira, a Associação dos Servidores do HPS vinha denunciando o fechamento de leitos. O presidente da entidade, Everaldo Nunes, disse que seriam fechados onze leitos da enfermaria do segundo andar, que tem ao todo 21. O motivo seria a falta de funcionários.
    “Os pacientes terão que ficar na emergência, que já está lotada e vai ficar superlotada. Vai gerar reflexos no atendimento e prejudicar a população”, afirmou.
    Segundo Nunes, há mais de um mês, a UTI também perdeu dois leitos. Pelas estimativas da associação, o HPS tem hoje carência de cerca de 200 profissionais, entre técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos.
    A direção do hospital informou que somente a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde poderia fornecer informações. Em relação à falta de funcionários, a assessoria da SMS explicou que há pessoas com tempo de serviço para se aposentar, que, sem conseguir o benefício, impedem a liberação de vagas para novas contratações.
    A assessoria informou que desde o início do ano, a Prefeitura conseguiu autorização para contratação de 224 profissionais da saúde, sendo 112 municipários e 112 celetistas, através do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (IMESF). Desses, a metade já está trabalhando nas unidades de saúdes.

  • Fiscalização recolhe propaganda irregular nas ruas

    Em cinco dias, a equipe de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente recolheu 800 peças de propaganda em condição irregular nas ruas e avenidas de Porto Alegre.
    Foram recolhidos cavaletes, placas, banners e faixas afixados sem licença em árvores, postes e passeio público.
    As equipes percorreram as avenidas de diversos bairros como a  Sertório, Dom Pedro II, Teresóplis, Cristóvão Colombo, Assis Brasil, Costa Gama, Wenceslau Escobar, Icaraí, Edvaldo Pereira Paiva, Coronel Marcos e Guaíba.
    Reciclagem
    Os cavaletes e placas em bom estado de conservação ficarão depositados na Secretaria por 30 dias.
    Caso algum proprietário queira solicitar o material de volta, ele terá 15 dias para apresentar defesa dos motivos da colocação da propaganda.
    O processo é analisado e, caso indeferido, o solicitante pode ser multado por desobedecer o que estabelece o Decreto nº 18.097/12.
    As faixas e banners removidos foram encaminhados ao DMLU para reciclagem. Para mais informações sobre licenças para instalação de propaganda na via pública, clique aqui. 
    (com a Assessoria de Imprensa)

  • Ações cooperativas transformam o mundo

    Erradicação da pobreza, trabalho digno, crescimento econômico, cidades sustentáveis, parcerias em prol das metas.
    Esses são alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas, em setembro de 2015, com metas a serem atingidas até 2030. E o que esses objetivos têm em comum?
    Todos depositam no esforço coletivo, na colaboração, a responsabilidade de saltar do patamar do discurso ao das atitudes concretas e transformadoras.
    Os Objetivos expressam um modelo de atuação diretamente ligado ao potencial de colaboração entre os agentes comprometidos com determinadas causas, assim como um dos pilares do cooperativismo. Juntos, indivíduos e instituições podem mais, são capazes de compartilhar conhecimento e chegar a soluções sustentáveis, sob os pontos de vista social, econômico e ambiental. Um caminho tão ambicioso quanto necessário.
    Muitas sociedades ao redor do mundo já chegaram a essa conclusão. Não por acaso, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é maior em municípios com atuação de empreendimentos cooperativos, de acordo com pesquisa divulgada pela FEA-USP, em 2004.
    No Brasil, o cooperativismo tem se desenvolvido com o processo intenso de busca pela melhoria da gestão e de iniciativas que resultam no aumento de competitividade das cooperativas.
    Atualmente, são mais de 13,2 milhões de cooperados em mais de 6.600 cooperativas que, juntas, geram 380 mil empregos diretos. Ainda há um bom espaço de crescimento do cooperativismo no Brasil para que se alcance o índice de países desenvolvidos, onde os cooperados são quase metade da população.
    Celebrado anualmente no primeiro sábado de julho, o Dia Internacional do Cooperativismo chancela, de forma definitiva e com alcance mundial, o papel e a importância desse modelo de atuação para contribuir com o atingimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
    Os impactos sociais positivos das cooperativas atingem e beneficiam não somente seus cooperados, mas também a população do entorno.
    No Brasil, especificamente, um dos maiores desafios relacionados aos ODS é o da superação das desigualdades. Esse é um exemplo que se configura como terreno fértil para a atuação das cooperativas. Conhecer a realidade local, transitar entre as instituições e estabelecer relações sólidas são vocações das cooperativas, e um ativo que elas podem emprestar a toda a comunidade.
    Por isso, o Dia Internacional do Cooperativismo é celebrado também com o Dia C, que em 2017 traz o tema “Atitudes simples movem o mundo”.
    Os desafios são muitos e a responsabilidade está em nossas mãos. Cabe a nós, cooperados, representantes de instituições de fomento e apoio ao cooperativismo, acadêmicos dedicados ao estudo desse modelo ou mesmo entusiastas do tema, disseminar essa prática.
    É a nossa contribuição para um futuro mais sustentável. Em um cenário em que cooperar é o caminho, compartilhar conhecimento é o primeiro passo.
    *Márcio Lopes de Freitas é presidente do Sistema OCB
     
     

  • Sindicalistas pedem liberdade de professor preso por terrorismo

    Uma comissão de sindicalistas foi recebida nesta tarde de sexta-feira pelo secretário de Segurança, Cezar Schirmer, para esclarecer as circunstâncias da prisão de um professor, durante os protestos realizados durante a manhã.
    O secretário esclareceu que o manifestante foi enquadrado, pela delegada de plantão, na lei anti-terrorismo, pois na hora da abordagem da BM na avenida Bento Gonçalves, portava fogos de artifício, que foram considerados como material explosivo.
    O professor foi encaminhado à Cadeia Pública de Porto Alegre (presídio central) onde aguarda na triagem encaminhamento para uma galeria.
    Os sindicalistas garantiram que prestarão todo apoio jurídico ao professor.

  • Brigada prende três em piquete no portão da Carris

    Três pessoas foram detidas pela Brigada Militar na manhã desta sexta-feira, durante manifestação em frente à garagem da Carris, em Porto Alegre. Os detidos são acusados de depredação de ônibus e um deles, que permanece detido, estaria com rojões na mochila, segundo a BM.
    Dois dos detidos são dirigentes da CTB (Central de Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil). Eles já foram liberados após serem encaminhados ao Palácio da Polícia. O outro homem seguia detido até o fechamento desta matéria. Ele foi identificado como Altemir Cozer, professor estadual e integrante da executiva estadual da CSP Conlutas. Segundo a Polícia Civil, ele permanecia detido na 2ª DPPA. Manifestantes que o acompanham informaram que ele está sendo levado para o Instituto Penal Pio Buck.

    Um homem permanece detido, ele foi identificado como Altemir Cozer, da executiva estadual da CSP Conlutas, acusado de porte de explosivos / Matheus Gomes / Esquerda On Line