Autor: da Redação

  • Regras para compra de armas serão alteradas, segundo Onyx Lorenzoni

    O deputado Onyx Lorenzoni, que já fala como chefe da Casa Civil do presidente Jair Bolsonaro, disse que uma das prioridades do novo governo será alterar a legislação sobre a posse de armas de fogo pelos cidadãos.
    Ele disse em entrevista à Gaucha que as pesquisas já mostraram que a população é favorável a uma flexibilização da lei atual que restringe severamente a compra e o porte de armas de fogo.
    Segundo o deputado, será mantido um controle rigoroso, mas será retirado da Polícia Federal a exclusividade em conceder autorização para compra de armas. “Haverá um cadastro, um processo rigoroso de aprovação, mas será permitido às polícias estaduais autorizarem o cidadão que cumprir todos os requisitos a ter sua arma em casa”. Ele disse que o porte não será flexibilizado sendo mantidas as regras atuais.

  • Novo presidente deve passar por cirurgia no início de dezembro

    O deputado Onyx Lorenzoni, um dos principais cabos eleitorais do presidente eleito e provável chefe da casa civil no novo governo, disse em entrevista nesta segunda-feira, 8, a cirurgia corretiva pela qual Bolsonaro precisa passar será realizada na segunda semana de dezembro.
    A cirurgia é complexa e extensa, embora seja um procedimento dominado pelos médicos, vai permitir a retirada da bolsa externa que Bolsonaro porta desde que foi ferido com uma facada no abdomen no dia 6 de setembro, durante a campanha eleitoral.
     

  • 57 milhões assinam o cheque em branco dado a Jair Bolsonaro

    Militar indisciplinado, deputado obscuro, candidato que não debate, governante sem programa.
    Esse é, em síntese, o perfil do homem que mais de 57 milhões de brasileiros elegeram para presidente do Brasil nas eleições deste domingo, 7 de outubro.
    Ele mudou o discurso depois de eleito e fala em respeitar a Constituição, pacificar o Brasil e acabar com o “nós contra eles”. Mas não foi esse o discurso que o levou ao poder.
    Seus votos vieram, sobretudo, do antipetismo, das promessas de endurecimento, das ameaças aos adversários, do seu gestual agressivo, do autoritarismo que se expressa nas suas atitudes e palavras.
    As injunções do poder, a importância e a responsabilidade do  Brasil no contexto das nações civilizadas, as alianças que terá que fazer para governar – tudo isso deve influir e contribuir para abrandar os ímpetos de Jair Bolsonaro.
    Mas seu governo é uma grande incógnita. O país está dividido, há uma crise econômica gigantesca, desemprego, aumento da pobreza, insegurança e um clima de intolerância no ar.
    Enfim, um ambiente propício à radicalização e ao militarismo, que o novo presidente defendeu ostensivamente em muitas manifestações.
    Nestas graves circunstâncias, o desafio tanto dos eleitos que assumirão o poder  quanto dos derrotados que estarão na oposição, é manter acima de tudo o compromisso com a liberdade e a democracia, sem as quais não se tem futuro.
     
     
     
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  • A obra de Vinicius de Moraes é tema do Sarau Voador, no foyer do Theatro São Pedro

    O Sarau Voador – Literatura e Improvisos Transcriados realiza no dia 30 de outubro (terça-feira) mais uma edição no Foyer do Theatro São Pedro, desta vez em homenagem ao mestre Vinicius de Moraes. Com o tema “Bênção, Poetinha”, a atriz Deborah Finocchiaro recebe a cantora Anaadi, o maestro do Expresso 25 Pablo Trindade e o artista visual Alexandre Carvalho, que fará ilustração ao vivo.  O sarau ocorre às 19h e a entrada é gratuita.
    Poeta do amor e da comunhão, Vinicius completaria 105 anos em 19 de outubro. Ele era único, passou a vida rompendo convenções sociais. Passou da poesia culta para a popular, misturando ritmos brancos com negros, samba com candomblé e o comportamento aristocrático com o boêmio. Derrubou convenções também na área literária, usando o soneto após a revolução modernista de 1922, que cassava a composição dos 14 versos.  Diplomata de carreira, escandalizou a sociedade ao dar entrevistas cantando com um copo na mão.
    Qualquer que seja a análise feita da obra de Vinicius de Moraes, não se pode escapar das palavras “mudança”, “evolução”, “transição”. Sua poesia, além de ser a encarnação do movimento e do transitório, elege a busca como motor primordial: do divino, da coisa ordinária, do homem concreto, do homem social, do homem banal, do amante e, sobretudo, da mulher. E na busca da mulher, das infinitas mulheres que se concentram e se desprendem de uma mulher, a afirmação do motivo principal: “mudança”, “evolução”, “transição”. Não importa que Vinicius parta do etéreo para chegar ao real, o que mais vale em sua obra é a busca da fusão com a vida.

    A cantora Annadi faz participação na homenagem a Vinicius. Foto: Raul Krebs/Divulgação

    Os convidados
    Gaúcha de Porto Alegre, destaque do programa The Voice em 2013, Anaadi agora é do mundo. Foi indicada a três categorias do 19º Grammy Latino, braço latino-americano da mais importante premiação da indústria musical: Gravação do Ano, com a canção É Fake (Homem Barato), Artista Revelação e Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, com o disco Noturno. É a única representante do Brasil na disputa de Gravação do Ano, um dos prêmios mais cobiçados do Grammy Latino, que tem entre os 10 concorrentes nomes como o uruguaio Jorge Drexler. A cerimônia de premiação acontece no dia 15 de novembro, nos Estados Unidos.
    Já o maestro, compositor e arranjador uruguaio Pablo Trindade-Roballo, nascido em Montevidéu, Uruguai, em 1961, é regente e Diretor do grupo Expresso 25 de Porto Alegre, RS, Brasil, desde outubro de 1996.
    Foi diretor e arranjador dos grupos “Allcanfour” e “Sinfrack”, em Buenos Aires (Argentina), diretor do Projeto Fábrica de Artistas, na cidade de Botucatu (São Paulo) e diretor do projeto “Música em Movimento” em escolas estaduais na cidade de Porto Alegre.
    Suas composições e arranjos integram o repertório de grupos vocais e coros da América e da Europa. Tem ministrado cursos de Regência Coral, Arranjos, Coro de Música Popular Brasileira e Dinâmica de Canto em grupo em diversas cidades de Alemanha, Brasil, Espanha e Uruguai.
    SERVIÇO
    O Que: Sarau Voador – Edição “Bênção, Poetinha”
    Quando: 30 de outubro | Terça-feira | 19h
    Onde: Foyer do Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, S/N – Centro Histórico).
    Entrada gratuita.

  • Johann Alex de Souza e convidados se apresentam na Noite Autoral, do Clube de Cultura

    Depois do êxito da primeira Noite Autoral apresentada em abril desse ano no Clube de Cultura, o compositor Johann Alex de Souza e grupo retornam ao Clube, dia 10 de novembro, para apresentar a segunda Noite Autoral, que reúne um time de peso do cenário musical porto-alegrense de compositores, como convidados Alexandre Vieira, Pablo Lanzoni, Michelle Cavalcanti e Zé da Terreira. 

    Com repertório exclusivamente autoral, a voz e o violão de Johann Alex de Souza estarão acompanhados por Leonor Melo (voz, vocais e percussão), Isabel Schmitt (percussão), Rodrigo Carraro (flauta transversal), Jorge Xavier (cavaquinho) e Vinicius do Canto (trompete).

    O roteiro do show alterna a interpretação de Johann Alex e grupo para as composições solo e as canções em parceria com a participação respectiva de cada convidado.

    Entre as composições estão a premiada Os Beatles da Minha Cidade,  de Johann Alex de Souza,  que conquistou o 1º. lugar no concurso “Uma Canção para Porto Alegre”,  em 2004, Alma e Abismo (Johann Alex de Souza e Michelle Cavalcanti), Violeta (Johann Alex de Souza e Alexandre Vieira), Classificado (Johann Alex de Souza e Pablo Lanzoni), Samba de Ulisses (Johann Alex de Souza e Zé da Terreira) e Samba da Redenção (Zé da Terreira).

    Roteiro

    1-Milonga de um Grenal (Johann Alex de Souza)

    2-Sofá (Johann Alex de Souza e Clara Clarisse)

    3-Alma e Abismo ( Johann Alex de Souza e Michelle Cavalcanti)

    4-Classificado (Johann Alex de Souza e Pablo Lanzoni)

    5-Violeta (Johann Alex de Souza e Alexandre Vieira)

    6-Oração Blues (Johann Alex de Souza)

    7-Os Beatles da Minha Cidade (Johann Alex de Souza)

    8-Marta e Maria (Johann  Alex de Souza)

    9-Interlúdio Fatal (Johann Alex de Souza)

    10-Samba da Espera (Johann Alex de Souza)

    11-Samba de Ulisses (Johann Alex de Souza e Zé da Terreira)

    12-Todas as Utopias Possíveis (Johann Alex de Souza)

    13-Samba da Redenção (Zé da Terreira)

    Johann Alex de Souza

    Destacado compositor, Johann Alex de Souza tem dois discos gravados. Conquistou o 1º. lugar no concurso “Uma Canção para Porto Alegre”, com a composição “Os Beatles da minha cidade”  (2004) e o Prêmio Shell de Teatro de São Paulo de melhor música por “Kassandra in Process”, peça teatral da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, em 2007. Johann Alex que também é educador musical, em 2008 lançou em parceria com a cantora Leonor Mello, o CD Ópera de Quarto. O livro CD “O Projeto Primeiras Notas de Alvorada e as Canções de sala de aula do Prof. Johann, foi lançado em 2015.

     

    Serviço

    Segunda Noite Autoral – Johann Alex de Souza e Convidados Musicais

    Dia 10 de novembro de 2018 –sábado – 20h – Clube de Cultura

    Rua Ramiro Barcelos, 1853 – Bom Fim

    Ingressos no local

    Valor do ingresso

    Inteira: R$ 20,00  –   Meia: R$ 10,00

    Descontos: 50% para maiores de 60, estudantes, professores, classe artística e pessoas com deficiência.

  • Abertas as inscrições para o curso de imersão em dança moderna de Martha Graham

    As bailarinas Marilice Bastos e Nair Moura promovem entre os dias 02 e 04 de novembro o Curso Imersão em Dança Moderna de Martha Graham. A atividade acontece no Espaço Cultural DCDA, com oficinas, palestras, bate-papo, performances, exposição de vídeos e leitura de textos do livro autobiográfico de Martha. O investimento é de R$ 300 e as inscrições devem ser feitas pelo telefone (51) 99911.5907 ou pelo e-mail dcda.mb@mail.com. No dia 03 de novembro (sábado), às 20h, Marilice e Nair realizam performances da técnica de dança moderna, na Sala Cecy Frank da Casa de Cultura Mario Quintana (4º andar). A entrada é gratuita.

    A dança de Martha Graham foi trazida ao Rio Grande do Sul por Cecy Frank, na década de 80, depois de um período de estudo na Companhia de Martha Graham, nos Estados Unidos da América. Após a morte de Cecy, poucos deram continuidade ao seu trabalho. Nair Moura foi aluna de Cecy Frank e Marilice Bastos, de Nair.

    O curso é destinado a qualquer pessoa interessada em conhecer a técnica que deriva do balé clássico e integra as chamadas danças teatrais. Também podem participar pessoas com ou sem a prática da dança, com sobrepeso e obesidade e adolescentes acima dos 11 anos.

    PROGRAMAÇÃO
    Local: 
    Espaço Cultural DCDA (Avenida Protásio Alves, 3150 – Bairro Petrópolis)

    02 de novembro | Quinta-feira

    9h – Abertura

    09h30 – Oficina prática de dança moderna de Martha Graham, com Nair Moura

    12h30 – Intervalo para almoço

    14h – Palestra “Introdução à Dança Moderna de Martha Graham”, com Marilice Bastos e Nair Moura

    15h – Apresentação de vídeos coreográficos e repertório
    15h45 – Oficina prática sobre aplicação do Princípio da Totalidade –aplicações somáticas, com Marilice Bastos

    17h45 – Encerramento

    03 de novembro | Sexta-feira

    9h – Oficina prática de dança moderna de Martha Graham, com Nair Moura

    12h30 – Intervalo para almoço

    14h – Palestra sobre Cecy Frank, pioneira da dança moderna no Rio Grande do Sul, com Marilice Bastos e Nair Moura

    15h – Apresentação de vídeos sobre o Choreo, grupo de dança criado por Cecy Frank

    15h30 – Bate papo “Perspectivas da dança moderna de Martha Graham na Arte Contemporânea”, por meio de leitura de fragmentos do livro de Martha “Memória do Sangue”

    16h – Oficina prática “Aplicação dos princípios da técnica de Martha Graham na dança contemporânea”, com Marilice Bastos

    17h30 – Encerramento

    03 de novembro | Sábado
    20h – Performances da técnica de dança moderna Moderna de Martha Graham
    Local: Sala Cecy Frank  – 4º andar da Casa de Cultura Mário Quintana (Rua dos Andradas, 736)
    Entrada gratuita

    04 de novembro | Domingo

    10h –Palestra “Como nutrir nosso corpo e focar na saúde partindo do princípio da técnica da Respiração”, com Marilice Bastos e Nair Moura

    11h – Bate papo sobre metodologia de ensino da técnica de Martha Graham. Uma abordagem somática para as múltiplas possibilidades de aprender a dançar: saúde, lazer, profissão, reabilitação, prevenção de doenças, outros

    12h30 – Intervalo para almoço

    14h – Oficina prática de dança moderna de Martha Graham, com Nair Moura

    15h30 – Oficina “Aplicação dos princípios da técnica de Martha Graham na dança contemporânea”, com Marilice Bastos

    17h – Encerramento e entrega dos certificados

  • Paulinho Fagundes Trio é a atração do projeto Chapéu Acústico

    O projeto Chapéu Acústico, realizado na Biblioteca Pública Estadual, apresenta na próxima terça-feira, dia 30, o guitarrista Paulinho Fagundes. Na apresentação ele será acompanhado por seu irmão, Ernesto Fagundes (bombo leguero) e Rafa Marques (bateria). Eles tocarão temas dos dois cds solos do guitarrista. O  evento tem entrada franca e é solicitada uma contribuição espontânea.
    Paulinho Fagundes é um guitarrista que tem como característica o prazer de combinar as tendências do mundo moderno com elementos clássicos da rica tradição regional brasileira.
    Paulinho tem em seu currículo performances com artistas que vieram se tornar fundamentais referências da sua visão musical nesse momento:Lúcio Yanel ,Hugo Fatorusso, Alessandro Kramer,Guto Wirtti, ,Ivan lins, Alegre Corrêa,Olinda Alessandrini, Arismar do Espírito Santo e outros parceiros .
    Dois trabalhos
    “Pedra Moura” é o título do primeiro CD da carreira do instrumentista, com composições próprias executadas numa formação acústica.O trabalho chegou carregado dessas influências brasileiras e do folclore latino-americano e a improvisação também contribuiu para a uma sonoridade universal. “Pedra Moura” ganhou três estatuetas do Prêmio Açorianos de Música nas categorias: arranjador, instrumentista e compositor.
    Ele é integrante do prestigiado grupo Os Fagundes, composto pelos membros da família Fagundes(Nico,Bagre,Neto e Ernesto). Juntamente dos irmãos, do pai e o do tio levaram a vários países suas canções autorais como “Canto Alegretense” e “Origens”,  sempre com uma surpreendente receptividade e reconhecimento.
    “Janeiro”é o título do seu segundo cd gravado ao vivo na formação de quarteto com os músicos Kiko Freitas (bateria), Guto Wirtti (baixo e produção) e Alessandro Kramer (acordeon).São sete faixas de um dialogo livre entre artistas que trazem em suas origens o sul do Brasil, mas com uma longa trajetória nos mais diversos cenários musicais do mundo.
    SERVIÇO
    Chapéu Acústico com Paulinho Fagundes Trio
    Terça-Feira- dia 30.
    Hora: 19hrs.
    Local: Biblioteca Pública Estadual.
     
     
     
     

  • Na galeria Ecarta, performances em vídeo e foto  dos artistas Eduardo Monteiro e Manoela Furtado

    Na próxima terça-feira, dia 30, a Galeria Ecarta promove abertura da exposição Não há esquecimento, só há abandono, dos artistas Eduardo Monteiro e Manoela Furtado, a partir das 19h. A mostra faz parte do edital de seleção da Ecarta que contou com comissão julgadora formada por Francisco Dalcol, Mônica Zielinsky e Vera Pellin. A comissão avaliou 40 projetos e selecionou duas propostas.
    Os artistas Monteiro e Manoela partem das experiências com o corpo e com a matéria, que interseccionam processos de criação, transitando entre performance, desenho, pintura, montagem e apropriação de objetos.
    A dupla sobrepõe suas próprias experiências por meio de performances em vídeo e foto, apoderando-se de objetos e lugares, relacionando seus corpos com a matéria descartada e abandonada. “O projeto expositivo discute questões sociais, passando pelo abandono e violência e propõe uma reflexão sobre como os indivíduos se relacionam com o ambiente e o espaço cotidiano”, completam.
    Próxima exposição
    Não há esquecimento, só há abandono pode ser visitado até 2 de dezembro com entrada gratuita. A próxima exposição, também integrante do edital, A frente e o verso do olho, de Carlos Donaduzzi, Elias Maroso e Emanuel Monteiro, com curadoria de Paula Luersen, terá estreia em 13 de dezembro com visitação até 27 de janeiro.
    Haverá também uma itinerância em Novo Hamburgo com a exposição de desenhos Os infortúnios nos são úteis, de Gustavo Assarian, que foi lançada na Ecarta em agosto. A mostra tem curadoria do paulista Gilberto Habib de Oliveira e estreia em 13 de novembro, às 19h, no espaço cultural Albano Hartz (Passeio Calçadão Osvaldo Cruz, 112). O projeto é composto de 15 desenhos recentes e inéditos, produzidos nos últimos três anos, com uso mínimo de cor e espaços em branco. De acordo com o curador, os desenhos de Assarian provocam uma avalanche de associações pelos vínculos figurativos com a história da arte. A visitação é gratuita e pode ser realizada até 26 de janeiro.

    Galeria Ecarta – dedicada à arte contemporânea e à experimentação produzida no Rio Grande do Sul. Completou 13 anos recebendo, em média, seis exposições anuais. Promove também itinerâncias, laboratórios de curadoria e montagem, entre outras atividades próprias e em parceria com instituições em âmbito local, regional e nacional. A coordenação é do artista, curador e gestor cultural, André Venzon.
    Serviço
    O que: Abertura da exposição Não há esquecimento, só há abandono, de Eduardo Monteiro e Manoela Furtado
    Quando: terça-feira (30.10), às 19h
    Visitação: de 31 de outubro a 2 de dezembro (de terça a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 18h)
    Onde: Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943), em Porto Alegre
    Entrada gratuita
    Outras informações: 51. 4009 2970
    http://www.ecarta.org.br/

  • Mais de mil mortos em oito meses de intervenção no Rio

    Desde que iniciou a intervenção federal na segurança do Rio, em fevereiro 1.024 suspeitos morreram em confronto com agentes das forças de segurança em território fluminense.
    Dá uma média de quatro homicídios por dias nesses oito meses, decorrentes de intervenção policial (como são chamados atualmente os autos de resistência) por dia.
    Considerando também  janeiro, os números de  2018 já superam o total de casos apurados em 2017.
    Foram 1.181 mortes em confronto nos nove primeiros meses deste ano, contra 1.127 em todo o ano passado.
    A análise foi feita com base em estatísticas oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgadas nesta segunda-feira.
    Nesses oito meses de intervenção, 74 policiais ou militares foram mortos no Estado do Rio, conforme o Observatório da Intervenção.
    Destes, aproximadamente um quarto estavam em serviço, enquanto 40,5% foram vítimas de assalto e outros 16% morreram em decorrência de brigas, vinganças ou execuções.
    Em 16,2% dos casos não foi possível identificar a causa da morte.
     

  • Curso para leigos ensina a criar abelhas sem ferrão em apartamento

    A bióloga Betina Blochtein, maior autoridade gaúcha em meliponicultura, aceitou o desafio de dar um curso rápido para leigos sobre a criação de abelhas sem ferrão.
    Haverá uma aula teórica na noite de 9 de novembro e aulas práticas ao longo do dia 10, um sábado, na sede da Associação Gaúcha de Apicultura (AGA), que dispõe de uma área na Faculdade de Agronomia da UFRGS.
    Em palestra “tira-gosto” na noite chuvosa de 1 de outubro, a professora da PUCRS atraiu à sede da AGA 40 pessoas, a maioria jovens, entre elas oito mulheres, um indicador de que o gênero feminino está de olho nas abelhas sem ferrão.
    Nas aulas do curso superior de biologia, as mulheres são majoritárias, numericamente.
    Segundo Betina Blochtein, a criação de abelhas sem ferrão tem potencial para ser bom negócio.
    No momento, embora um quilo de mel de melípona seja vendido por R$ 80 a R$ 120, a melhor oportunidade para os iniciantes seria a criação e venda de enxames que podem ser criados em pátios, sacadas e varandas de casas ou apartamentos. ]
    “Atualmente, vêem-se mais enxames nas cidades do que nas zonas rurais”, disse Betina, que preside o Instituto do Meio Ambiente da PUCRS.
    Além de dirigir pesquisas com a ajuda de seus alunos, ela cria abelhas em casa, limitando-se a cultivar flores que servem de alimento para elas. “A abelha sem ferrão não dá trabalho, é só alegria”.
    Atualmente, um enxame de abelhas nativas com ninho de madeira pode ser comprado por R$ 250, mas há quem faça dele um presente. Há notícias de pessoas que conservam até hoje um ninho ativo de abelhas indígenas ganho do avô, quando eram crianças.
    Embora sejam produtores de mel convencional, alguns associados da AGA como o atual diretor técnico José Cunha criam abelhas nativas como “hobby” e se dispõem a vender enxames, dando alento ao comércio incipiente mencionado por Betina.
    Um dos mais conhecidos meliponicultores do Rio Grande do Sul é Orlando Morschel, que tem apiário em Nova Petrópolis e esteve presente no estande da Emater na última Expointer, em Esteio.
    Ali ele atendeu à curiosidade das pessoas sobre a meliponicultura, cujo estudo é facilitado por um livro escrito pela bióloga gaúcha Sidia Witter em parceria com a ecóloga Patrícia Nunes-Silva, formada pela Universidade de São Paulo.
    Editado em 2014 pela Fundação Zoobotânica, o “Manual de Boas Práticas Para o Manejo e Conservação de Abelhas Nativas” tem 140 páginas e fotos/ilustrações coloridas de excelente qualidade – impresso na Palotti de Santa Maria.
    No Rio Grande do Sul, foram identificadas até hoje 24 espécies de abelhas sem ferrão. Dessas, estão na lista oficial de extinção quatro espécies: guaraipo, mandaçaia, manduri e uma das mirins.
    Segundo a professora da PUC, a criação doméstica das três primeiras pode levar à retirada do seu nome da lista de extinção, em futuro mais ou menos próximo.
    A abelha nativa mais comum é a jataí, que ocorre em todo o Brasil. Amarelada, ela gosta de fazer ninho em frestas de muros e paredes, mas aceita viver em caixinhas de madeira oferecidas por seus hospedeiros.
    Segundo Betina, a jataí é tão valente e atrevida que, em momentos de escassez, é capaz de furtar própolis de colmeias de abelhas melíferas.