Autor: da Redação

  • Conferência discute políticas sobre drogas, nesta terça

    O Centro de Eventos da PUCRS será cenário de um grande debate sobre as políticas públicas sobre drogas. Durante todo o dia 27 de junho (terça-feira), ocorrerá a Conferência Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas, promovida pelo Conselho Estadual de Políticas sobre drogas do Rio Grande do Sul (CONED RS) com apoio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos e da PUC RS.
    De acordo com Eduardo Nascimento Cruz, presidente do CONED RS, o debate será aberto ao público e terá como eixos de discussão temas como: Prevenção, Tratamento, Reinserção Social e Repressão, envolvendo todas as áreas do conhecimento de cada setor. Na ocasião, serão definidas as proposições estaduais para as políticas sobre drogas com a participação de delegados de todas as regiões do Estado.
    Cruz destaca a importância de participação de todos os segmentos da sociedade para um debate profundo e verdadeiro, envolvendo um tema que afeta a todos, direta ou indiretamente. “O evento busca o entendimento da sociedade civil e gestores públicos a respeito das Políticas Públicas relacionadas ao tema drogas”, complementa.
    Inscrições e informações na página www.facebook.com.br/ conedrgs ou pelo e-mail:coned.rs@sdstjdh.rs.gov.br
    Confira a programação completa:
    8h30 – Credenciamento
    9h00 – Abertura oficial
    9h30 – Leitura e votação do regimento interno da Conferência
    10h00 – Apresentação das políticas públicas vigentes
    10h30 – Apresentação do resumo das Conferências Regionais
    11h00 – Apresentação de cases
    12h00 – Pausa para almoço
    13h30 – Discussões dos eixos:
    1. prevenção
    2. cuidado
    3. autoridade
    4. atenção
    15h30 – Apresentação da banda Liberdade da Fase
    16h00 – Votação em plenária das proposições de cada eixo
    18h00 – Previsão de término
    SERVIÇO
    O que: Conferência Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas
    Quando: Dia 27 de junho, das 8h30 às 18 horas
    Onde: Centro de Eventos PUCRS (Av. Ipiranga, 6681, Prédio 41)
    Quanto: Entrada Franca
    Inscrições:  www.facebook.com/ conedrgs ou coned.rs@sdstjdh. rs.gov.br
    Informações: (51) 3287 3200

  • Jornalista vai à Justiça contra ofensas de simpatizantes do MBL

    A jornalista Vitória Famer tem recebido uma série de ofensas nas redes sociais depois de ter produzido matéria para a Rádio Guaíba, na quarta-feira, 21, sobre a detenção de duas pessoas, uma delas ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL). Eles se envolveram em discussões e brigas com servidores municipais que protestavam em frente à Prefeitura de Porto Alegre.
    “Ainda estou recebendo ataques e, por isso, falei com advogado para ver a possibilidade de acionar a Justiça”, disse nesta manhã desta segunda-feira, 26.
    Famer foi a única repórter a comparecer à 17ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, para onde foram levados, pela Guarda Municipal, Arthur do Val, integrante do MBL e responsável pelo canal MamãeFalei, no YouTube, e Marcio Gonçalves Strzalkowski, que seria um dos dois seguranças do youtuber. A outra pessoa que estava acompanhando Márcio era Rafinha BK. Ambos afirmam que já trabalharam como seguranças, mas negam que estivessem na manifestação como tal e que fossem ligados ao MBL.
    Confira a íntegra da matéria feita por Vitória Famer aqui.
    Ao relatar a presença de duas funcionárias da Prefeitura e de pessoas ligadas ao MBL na delegacia, a jornalista passou a sofrer ataques de simpatizantes do movimento, inclusive do deputado estadual Marcel van Hattem (PP).
    Por que gente da prefeitura veio?”, questionou a repórter em seu twitter.
    O deputado Van Hattem respondeu, acusando Vitória de ser uma ‘militante de extrema esquerda’ e ‘tendenciosa’.
    Assista ao teu próprio vídeo tentando se distanciar da tua tradicional postura militante de extrema esquerda para ver se não foi tendencioso”, escreveu o parlamentar à jornalista.
    Logo depois, Famer começou a sofrer ataques pela Internet e resolveu procurar advogado que a orientasse da possibilidade de acionar a Justiça.
    Van Hattem, que também é jornalista, está hoje na Holanda para defender sua dissertação de mestrado na Universidade de Amsterdam, segundo sua assessoria. Título de seu trabalho é Jornalismo: mídia e globalização. O parlamentar retorna à capital gaúcha somente na quarta-feira, dia 28. Sua assessoria informou ainda que seria emitida uma nota à Rádio Guaíba, que pertence ao grupo Record, mas iria consultar o deputado ainda hoje antes de torná-la pública.
    Na sexta-feira, dia 23, o diretor da Rádio Guaíba, Nando Gross, também trocou farpas, pelo twitter, com o parlamentar do Partido Progressista.
    Alguns trechos:
    “Deputado, vi o vídeo agora. Uma covardia, o Arthur não deixava a repórter falar e ainda chamou dois marmanjos para ajudar na intimidação”, escreveu Gross.
    É incitacao ao odio voce dizer que eu incitei ao odio, o que n eh verdade. Estas incitando esquerdistas a me atacarem, mas eh teu direito”, respondeu o deputado.
    Ok, o senhor é um parlamentar e sabe o que faz. Eu continuo achando estranho tudo isso. Incitação ao ódio nunca me parece algo saudável, mas”, continuou o jornalista.
    Repito: foi no mínimo um tweet precipitado e errado da reportagem. E minha reação se deu a isso – até porque não foi a primeira vez”, twittou Marcel van Hattem.
    A postagem da jornalista Vitória Famer no Facebook:
    Ao receber a informação de que Arthur do Val, integrante do MBL e youtuber do canal MamãeFalei, havia sido encaminhado para a 17ª Delegacia de Polícia após confrontos com sindicalistas que protestavam em frente à prefeitura de Porto Alegre, fiz o meu trabalho como sempre faço: fui apurar todos os lados da história para levar aos ouvintes da Rádio Guaíba a melhor informação possível. E para fazer isso, só me deslocando para a delegacia para ouvir os detidos.
    Apurei que havia dois seguranças profissionais (o Rafael Silva Oliveira, mais conhecido como Rafinha BK, e o Marcio Gonçalves Strzalkowski, agressor confesso do professor Geovani Ramos Machado), além de assessores de um deputado estadual, dando apoio ao Arthur do Val.
    Por simplesmente exercer a profissão que amo me tornei alvo de covardes ataques virtuais. Tentaram me intimidar com edições manipuladas, mas que teve um efeito revés: provocaram uma corrente de solidariedade e carinho que me emocionaram. Reafirmaram a certeza das escolhas que fiz ao me tornar jornalista, que, como diria George Orwell, é publicar aquilo que alguém não quer que se publique.
    É isso que seguirei fazendo com dedicação e respeito a todos.
    Um abraço.
    Vitória.
    P.S.: Àqueles que viram o vídeo calunioso e difamatório – do qual já contatei advogados para apurar quais medidas serão tomadas – transcrevo o trecho da entrevista que o MBL NÃO colocou nos seus vídeos, cujo conteúdo integral disponibilizo abaixo. A minha matéria, curiosamente, também não foi parar no vídeo.
    Trecho da entrevista:
    VITÓRIA FAMER: Os sindicalistas afirmaram também que vocês seriam integrantes do MBL. Vocês são integrantes do MBL?
    MARCIO GONÇALVES STRZALKOWSKI: Eu e o Rafinha não somos integrantes do MBL. Hoje, justamente por darmos apoio ao Arthur (do Val), o pessoal veio aqui para dar um apoio para a gente.
    VITÓRIA: Pessoal quem?
    MARCIO: Pessoal aqui do MBL.
    VITÓRIA: Do deputado Van Hattem?
    MARCIO: Isso, do Marcel Van Hattem.

  • Associação Gaúcha de Escritores divulga finalistas de Prêmio Livro do Ano

    A Associação Gaúcha de Escritores (AGES) divulgou, neste final de semana, a lista de obras escolhidas como finalistas para concorrer ao Prêmio AGES Livro do Ano 2017.
    Os concorrentes foram divididos em oito categorias: narrativa longa (romance ou novela), narrativa curta (conto ou miniconto), poesia, literatura infantil, literatura juvenil, crônica, não ficção e especial.
    Integrada pelas professoras Alessandra Flach (doutora em Literatura Brasileira pela UFRGS), Ângela Rolla (professora da Ulbra, doutora em Literatura Brasileira) e Vera Hass (doutora em Literatura Brasileira pela UFRGS), a comissão julgadora indicou três livros finalistas em cada uma das oito categorias.
    A partir desta pré-seleção, caberá agora aos associados da AGES escolher o livro vencedor de cada categoria. A diretoria da AGES enviará a cada um dos sócios uma cédula com os nomes das obras finalistas, e o associado poderá escolher um livro de cada uma das oito categorias. O voto deverá ser enviado por email até o dia 25 de julho, sendo vedado ao sócio-finalista votar em seu próprio livro.
    Os vencedores do Livro do Ano receberão um troféu criado pela artista plástica Lília Manfrói. Ao livro mais votado, independentemente de categoria, serão concedidos o Prêmio AGES/Sintrajufe-RS e R$ 1 mil. Os vencedores serão conhecidos durante cerimônia a ser realizada no dia 5 de agosto, às 19 horas, no auditório Barbosa Lessa, do Centro Cultural Erico Verissimo, quando serão entregues os prêmios.
    O Prêmio AGES conta com a parceria do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do RS (Sintrajufe-RS) e do Centro Cultural CEEE-Erico Verissimo e será conferido aos melhores livros publicados em primeira edição por autores gaúchos ou residentes no Rio Grande do Sul no ano de 2016.
    A seguir, a lista de livros escolhidos como finalistas em cada categoria:
    Categoria Infantil
    ►A menina e o monstro e algumas pedras no caminho, Martina Schreiner, Edição da autora
    ►Bichológico, Paula Taitelbaum, Piu
    ►Valentina e o feijão, Viviane de Gil, Vivilendo
    Categoria Especial
    ►A força do tempo: Históiras de um repórter fotográfico brasileiro, Kadão Chaves, Libretos
    ►Além das 4 linhas, Roberto Jardim, Vento Norte Cartonero
    ►Le Chevalier: Arquivos secretos Vol I, A. Z. Cordenonsi, Avec
    Não ficção
    ►Amizades contemporâneas, Danichi Hausen Mizoguchi, UFRGS
    ►Mariana no mundo dos saltissonhos: Umas palavras do autismo, Marco A. B., Saluz
    ►O sargento, o marechal e o faquir, Rafael Guimaraens, Libretos
    Narrativa curta
    ►A natureza intensa, Nelson Rego, Terceiro Selo
    ►Idioma de um só, Ricardo Koch Kroeff, Não Editora
    ►Metâmeros, Ryan Mainardi, Schoba
    Narrativa Longa
    ►A ponta do silêncio, Valesca de Assis, BesouroBox
    ►Enquanto caio, Marcelo Rocha, Metamorfose
    ►Homens elegantes, Samir Machado de Machado, Rocco
    Crônica
    ►A persistência do amor, Rubem Penz (org), Buqui
    ►O que cabe em um abraço, J. J. Camargo, L&PM
    ►Por falar em passarinhos… Crônicas do pampa, Blau Souza, AGE
    Juvenil
    ►A bandeira do elefante e da arara, Christopher Kastensmidt, Devir
    ►Cecília que amava Fernando, Caio Riter, Editora da cidade
    ►O cânion de dentro, Doralino Souza da Rosa, JM2D
    Poesia
    ►Cenas mínimas, Maria do Carmo Campos, Libretos
    ►O livro das sombras, jazz & outros poemas, Demétrio de Azeredo Soster, Catarse
    ►Sopapo poético: Pretessência, lilian Rose Marques da Rocha (org.), Libretos

  • "O sequestro dos uruguaios": edição em espanhol lançada em Montevidéu

    O jornalista Luiz Cláudio Cunha lançou na semana passada, em Montevidéu, a edição em espanhol de “O sequestro dos uruguaios”, o livro reportagem que desnuda o acordo terrorista que vigorou entre as ditaduras do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
    “É um projeto político, não editorial”, disse ele ao JÁ. “Doei meus direitos de autor ao SERPAJ, Servicio Paz y Justicia, a ONG de direitos humanos mais importante do Uruguai, que assina a edição”.
    O livro foi financiado pela Fundação Rosa Luxemburgo, de Berlim, com apoio do Ministério de Desenvolvimento da Alemanha.
    Por isso, o livro não será vendido,mas distribuído gratuitamente no Uruguai. Na próxima semana a edição digital estará disponível gratuitamente na internet.
    A edição brasileira está esgotada, existem menos de 10 exemplares na Estante Virtual. Mas,desde o mês passado está no formato de e-book, para Kindle, no site da Amazon e da L&PM.
    A entrevista abaixo foi dada no lançamento do livro ao jornalista uruguaio Gerardo Iglesias:                
    -Qual é o sentimento com esta edição do livro em espanhol?
    -Tenho a sensação de haver concluído uma tarefa ao final de quase quarenta anos. Primeiro foram as reportagens na revista Veja em 1978 e 1979, depois o livro que foi finalmente publicado em 2008. A edição em espanhol era um sonho. Recorrí a varias editoras aquí em Montevideo, mas não havia interesse, ou porque o tema era inconveniente, ou não era rentável… Felizmente pude contar com o Jair Krischke, que jamais desistiu do desafío. Um dia Jair me telefonou e disse: “Luiz Cláudio, tenho a solução para teu libro. A fundação Rosa Luxemburgo, de Berlim, vai assumir a tradução e a edição em espanhol”.
    A partir desse momento a Fundação contatou o Serviço de Paz e Justiça (Serpaj) de Montevideo e começou a tarefa que tornou possível realizar este sonho, meu e de Universindo Rodríguez,* que infelizmente não pode ver concluído este trabalho tão uruguaio e tão importante para os uruguaios. Tenho como consolo que realizando esta edição cumprimos o sonho de vários uruguaios e isso me alegra profundamente.
    Neste livro está a voz de meus irmãos uruguaios que padeceram essa ditadura tão brutal, que se deu paralelamente à brasileira, a argentina, a chilena e a paraguaia.
    -Qual é a tua sensação e tua análise quando, hoje, nas manifestações sociais no Brasil pedem o regresso dos militares?
    -Felizmente se trata de uma minoria insignificante, são jovens ignorantes e inconsequentes, desinformados, que ouviram por aí que o regresso dos militares solucionaria a atual crise e levantam essa bandeira, que atesta sua ignorância sobre a nossa história recente. Tem também gente mal intencionada, mas a grande maioria são aqueles que ignoram o que se viveu. No Brasil durante os anos da ditadura a imprensa não podia falar de nada vinculado aos militares, muito menos denunciar seus roubos, porque se roubou muito durante esses tempos. Quando vêm com o discurso imbecil de que “voltem os militares para acabar com a corrupção” estão dizendo algo completamente ridículo. Os militares, além do mais, roubaram o mais primordial, o poder do povo, e isso é algo completamente imoral.
    -Acreditas que se perdeu uma grande oportunidade  de investigar  o que realmente sucedeu a ditadura brasileira nos governos do PT?
    -Nem Lula, nem Dilma Rousseff durante seus governos -14 anos de poder- enfrentaram a questão crucial da impunidade dos crimes de lesa humanidade que se cometeran. Dilma teve o grande mérito de convocar a Comissão da Verdade, da qual participei. Saí da comissão um ano depois, por divergências políticas com as pessoas que conduziam as investigações, mas apesar disso esta Comissão realizou um trabalho muito importante. Depois de dois anos logrou responsabilizar os cinco generais presidentes do ciclo da ditadura: Castelo BrancoMédiciCosta e SilvaGeisel y Figueredo e mais de 300 agentes torturadores, policiais, civis y militares. O que sucedeu foi que seu relatório foi entregue ao governo e nada aconteceu. Se investigou, se descubriram nomes, se detalharam casos e não houve consequências, porque o Brasil tem um medo endêmico de tratar o tema da ditadura. E os militares de agora assumem uma solidariedade corporativa com seus colegas ditadores, com condutas e crímes que deveriam condenar já que não têm nada a ver com eles.
    Por outro lado, a classe política brasileira está tão imersa num círculo de corrupção que não tem interesse em tratar temas como os crímes cometidos durante a ditadura.
    Sou muito pessimista neste tema. O Brasil não tomou o exemplo do Uruguay, que mandou ao cárcere dois ex-presidentes da ditadura, Juan María Bordaberry y Gregorio Álvarez, um civil e um militar. No meu país, em 21 anos os ditadores  nem sequer foram denunciados.
    O Brasil é um país cínico, hipócrita, finge que teve uma ditadura limpa, moderada, práticamente um modelo de ditadura. Mas na realidade foi tremendamente daninha para o país, interveio em milhares de sindicatos, exilou milhares de militantes políticos, destituiu mais de 4.000 parlamentares, perseguiu, matou e promoveu sequestros no âmbito da Operação Condor. Castrou toda uma geração de gente muito criativa que poderia ter dado outros rumos ao país.
    E a situação atual, em que todos, direita e esquerda estão envolvidos nas denúncias de corrupção?
    Não escapa ninguém, direita e esquerda estão implicadas em todo o tipo de tramas criminosas. Todos envolvidos com a transnacional da corrupção, a Odebrecht, que comprou leis e políticos de norte a sul de América Latina. Uma vergonha, estamos no fundo do poço e o pior é que não vemos uma saída.
    O país já teve dois processos de destituição e nos encaminhamos para um terceiro. Que classe de elite política é esta que é derrubada do poder devido a denúncias de corrupção?
    -Mas a sociedade está anestesiada…
    -Sím, porque estamos em choque. Olhamos ao nosso redor para ver se encontramos algum político que possa nos tirar dessa e não vemos ninguém. Teria que apagar tudo e começar de novo, refundar a classe política,mas isso leva muito tempo.
    Todos os días descubrimos uma corruptela nova que envolve novos atores políticos e isso vem desmantelando as esperanças dos brasileiros. Este é um drama existencial. Em 1964 a classe política foi derrotada militarmente. Agora, a classe política foi derrotada moralmente.
    Descobrimos que o Estado foi privatizado – OdebrechtOASJBS e toda essa quadrilha que comprou o país e seus governantes. Como vamos a dar volta por cima nesta história? É a pergunta que nos fazemos todos os días e para a qual ainda não temos resposta.
     
     
  • Continua nesta segunda em Porto Alegre julgamento de pai de vítima da Kiss

    Está na pauta desta segunda-feira (26) do Tribunal Pleno, do Tribunal de Justiça do Estado (TJ/RS), a continuação do julgamento da “exceção da verdade”, incidente processual pedido pelo pai de vítima da tragédia da Kiss Flávio José da Silva, processado por calúnia pelo promotor de Justiça Ricardo Lozza.
    Nesse processo, além de Flávio, vice-presidente da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), também responde por calúnia Sérgio da Silva, presidente da AVTSM. A ação tramita na 4ª Vara Criminal de Santa Maria.

    No processo, Flávio requereu a chamada “exceção da verdade”. Defendido pelo advogado Pedro Barcellos Jr, ele tenta provar que não caluniou o promotor e que falou a verdade, ao dizer que o Ministério Público sabia que a Boate Kiss funcionava em situação irregular. Esse incidente processual está sendo julgado pelo Órgão Especial do Tribunal Pleno, do Tribunal de Justiça do Estado (TJ/RS), em Porto Alegre, pelo direito que tem o promotor (por prerrogativa de função).

    Flávio é pai de Andrielle, que morreu na tragédia aos 22 anos. Se o TJ/RS considerar que Flávio não mentiu, o processo principal por calúnia deixa de ter sentido na 4ª Vara Criminal de Santa Maria. Em caso contrário, a ação seguirá normalmente. Sergio, o outro pai processado por calúnia no mesmo processo, é defendido pelos advogados Ricardo Munarski Jobim e Luiz Fernando Scherer Smaniotto.

    A “exceção da verdade” começou a ser julgada no dia 22 de maio, em Porto Alegre, mas a sessão foi suspensa, após o voto de 20 desembargadores e um pedido de vista. No placar, 20 a zero contra Flávio. Falta o voto de dois magistrados, os desembargadores Rui Portanova e Gelson Rolim Stocker. É muito difícil, mas ainda pode haver mudanças de posição nos votos que já foram dados.

    A sessão que continuará a julgar o incidente processual será no Plenário do Tribunal de Justiça, no 13º andar (Av. Borges de Medeiros, 1.565, Porto Alegre), a partir das 14h desta segunda-feira (26). São vários processos na mesma sessão. Só se saberá a ordem em que o processo da “exceção da verdade” estará pouco antes de a sessão começar.

    Outros pais processados

    Outros dois pais de vítimas estão sendo processados e podem ter sentença a qualquer momento, No processo cível contra a mãe de vítima Irá Mourão Beuren, conhecida como Marta, desde o dia 2 de junho o juiz Carlos Alberto Ely Fontela, da 3ª Vara Cível de Santa Maria, está apto para dar uma sentença, condenando ou absolvendo a mãe

    Mãe de Silvio Beuren Junior, o Silvinho, que morreu na tragédia da Boate Kiss aos 31 anos, Marta responde a processo cível por injúria, difamação e falsidade ideológica.

    Outro processo pronto para ter sentença é contra o pai Paulo Carvalho, diretor jurídico da AVTSM. Ele responde por calúnia e difamação, em ação ingressada pelos promotores Joel Dutra e Maurício Trevisan. Paulo é pai de Rafael Paulo Nunes de Carvalho, que morreu aos 32 anos na tragédia da Kiss.

    Com informações da Associação de Vítimas da Tragédia de Santa Maria 

  • Desemprego não deve cair até 2019, diz especialista

    A taxa atual de desemprego, que está em 11,3% na Região Metropolitana de Porto Alegre, deve se manter estável nos próximos dois anos. É a previsão de Lúcia dos Santos Garcia, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e coordenadora nacional da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). “É um quadro persistente de alta no número de desemprego. Nas atuais condições políticas instáveis e de recessão econômica não há como haver reversão no desemprego em menos de dois anos”, diz Lúcia.
    Ela explica que a elevação do desemprego começa no final de 2014, após as eleições. Foi gerado um clima de instabilidade logo no começo do governo Dilma que travou a economia. “O impacto no emprego foi forte, principalmente na indústria e construção, uma das bases da nossa força de trabalho. Agora, vivemos uma segunda onda de desemprego, um ciclo que atinge em cheio os trabalhadores do setor de serviços e comércio. Torna-se um ciclo vicioso, quase sem condições de retração em curto período”, fala.
    O quadro faz cair a renda nacional, causando outros problemas. “O desemprego impacta na autoestima do trabalhador, além de tudo”, lamenta a pesquisadora. “Somente uma estabilidade política e retomada de crescimento econômico, recuperação não apenas de postos perdidos, mas a criação de novos postos de trabalho e uma guinada conjunta entre o poder público e privado, que não vemos hoje, pode nos levar a um patamar melhor”, explica Lucia.
    Reformas impactarão negativamente na Região Metropolitana
    Lúcia aponta que o atual cenário é preocupante na região metropolitana da Capital Gaúcha, onde a remuneração é historicamente baixa e nos dois últimos anos caiu 14%.
    “Ao olharmos os gráficos desde 1992, quando a pesquisa de desemprego foi instituída em Porto Alegre pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), percebe-se que perdemos ocupação com muita facilidade nas crises e recuperamos ocupação com enorme dificuldade na expansão. Nós temos um grave problema, há grande número de servidores públicos e é muito difícil gerar novos empregos na região metropolitana”.
    Para a economista, outro fator também é preocupante no cenário do mercado de trabalho da Região, o rendimento está enclausurado a um mesmo nível nestas últimas décadas. “Nosso patamar de renda é o mesmo desde 1993. Somos uma região de remuneração extremamente baixa”. Em função dessas características, dificuldade em gerar emprego e baixa remuneração, Lúcia entende que não há perspectiva de melhora brevemente. “Só vemos surgir postos de trabalho em situações de baixa renda, como trabalhadores autônomos e empregos domésticos”.
    Lúcia também lembra que as reformas propostas pelo governo Temer terão forte impacto na Região Metropolitana de Porto Alegre. “Temos aqui forte presença de servidores públicos, por exemplo, que serão afetados na reforma previdenciária. E na trabalhista, as pessoas estão demorando a perceber a perversidade que existe. Há um processo de enfraquecimento dos sindicatos, com um possível corte da contribuição sindical. Junto a isso, há uma valorização do acordo direto de trabalho entre empregado e empregador. Num momento de crise, os empresários estarão com todas as cartas. Sindicatos enfraquecidos não conseguirão negociar melhores salários e melhores condições aos trabalhadores, que sem garantia na Lei certamente perderão”.

  • Governo começa nesta semana repasse para reformas em escolas no RS

    O Governo Sartori começa na próxima segunda-feira, dia 26 a repassar os R$ 40,5 milhões para reformas e pequenas ampliações em 298 escolas da rede pública.Os recursos foram anuciados pelo Governador José Ivo Sartori há 10 dias em entrevista coletiva no Palácio Piratini.
    A previsão é de que o prazo para a transferência de recursos, por depósitos, entre na conta até 30 de junho.
    A expectativa é de que até o final de 2018 sejam mais de 600 escolas sejam reformadas. Os critérios técnicos para escolher a destinação dos recursos obedecem demandas com projeto e orçamento prontos, apontamentos do Ministério Público, pesquisa do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Rio Grande do Sul (Seap/Saers), demandas de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) com projeto entregue por empresa terceirizada e aprovado pelos Bombeiros e demandas de obras represadas desde 2014.
    As obras não podem exceder a R$ 150 mil, e as escolas não podem ter sido contempladas pelo recurso Bird/2016. Nos próximos dias, os diretores participarão de oficinas para capacitação sobre utilização adequada dos recursos, como fiscalização e acompanhamento das obras.
  • Câmara define teto salarial dos servidores de Porto Alegre nesta segunda

    Será votado nesta segunda-feira o veto parcial do prefeito Nelson Marchezan Junior do projeto que aumenta o teto salarial dos servidores municipais.
    O aumento foi dado no dia 11 de maio quando o governo tentava aprovar uma gratificação a secretários cedidos de órgãos estaduais ou federais.
    Uma emenda de um grupo de vereadores alterou o teto dos servidores municipais, ao equivalente a 90,25% do de um juiz do STF, o que representa em torno de R$ 30 mil reais.
    No dia 31 de março, o prefeito Nelson Marchezan Junior publicou decreto estabelecendo que nenhum salário pago ao funcionalismo público municipal poderia ultrapassar R$ 19.477,40.
    Por 23 votos a favor e 11 contra, a Câmara aprovou a emenda contando com votos da base aliada a contra gosto do Governo. O prefeito vetou a emenda. O líder do governo na Câmara o vereador Clàudio Janta (Solidariedade) já trabalha para manter o veto que altera o teto.
    Segundo a Secretaria da Fazenda o impacto do projeto é de R$ 46 milhões aos cofres da Prefeitura. Segundo a Associação dos Auditores Fiscais da Receita Municipal de Porto Alegre (AIAMU), com essa emenda, o custo da folha vai aumentar R$ 22 milhões por ano.
    “Estamos reunindo os líderes da base, vamos reunir o bloco independente” afirmou Janta.
    A oposição, que na votação votou contra todo o projeto, ainda não tem posição. ” vamos discutir isso segunda de manhã” afirmou a líder da oposição a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL).
     

  • Por que Temer ainda não caiu?

    Muitos se perguntam: por que, após tantas denúncias, ditadas e repetidas por fontes as mais diversas, e insuspeitas, como a voz dos ex-sócios, Michel Temer ainda não caiu, quando foi tão fácil depor a presidente Dilma Rousseff?
    Como se sustenta um presidente sem apoio no voto, ungido ao poder por um golpe de Estado midiático-parlamentar (onde começa a desmilinguir-se seu mando), e desfrutando do desapreço da população de seu país, de quem foge, acuado, escondido no bunker em que foi transformado o Palácio do Jaburu?
    Vários fatores podem, no conjunto, constituir uma resposta mais ou menos satisfatória. Mas, antes de mais nada, lembremos que, divergências secundárias à parte, mantem-se de pé a coalizão econômico-política montada lá atrás para assegurar o impeachment. O capital financeiro, o agronegócio, as igrejas pentecostais e suas representações no Congresso e nos grandes meios de comunicação, permanecem unificados em torno das ‘reformas’, eufemismo com o qual se designa o projeto, em curso acelerado, de regressão política, social e econômica do País, cujo alcance paga qualquer preço.
    Para esse efeito, Temer é peça secundária, instrumento descartável a qualquer momento. E por que não é jogado ao mar como carga imprestável? Por que a troca de guarda coloca, entre várias outras questões (como a relativa apatia das ruas, o medo dos parlamentares em face dos seus ‘justiceiros’, e o ‘risco Lula’, etc.) dois problemas, para o establishment: um, o modus faciendi do descarte, que precisa respeitar, pelo menos nas aparências mais vistosas, as regras constitucionais, e, dois, a necessidade de que a substituição se faça em segurança, para que no lugar de Francisco se sente Chico, comprometido, como ele, com as ‘reformas’.
    Por tais razões, nenhuma porta pode ser aberta, mesmo pela direita, sem o concurso, ora da Câmara dos Deputados (a quem cabe autorizar ou não o impeachment e a abertura de processo contra o presidente), ora do Supremo Tribunal Federal, que, para dizer o mínimo, deixa muito a desejar na sua letargia, no seu partidarismo, sempre atendendo aos movimentos dos cordéis comandados pelo poder.
    Lamentavelmente, após um lento processo de corrosão (derivado em elevada potência do desastre do processo político-eleitoral em agonia), apresentam-se derruídas as bases morais e constitucionais dos poderes projetados pela soberania popular (e sobre todos reinam os poderes econômicos e mediáticos), pois estamos em face da falência de representatividade (donde perda de legitimidade) tanto do Legislativo quanto do Executivo – ambos, ademais, acusados de corrupção congênita.
    Que dizer de uma Câmara dos Deputados presidida, até ontem, pelo presidiário Eduardo Cunha (hoje por Rodrigo Maia), ou de um Poder Executivo chefiado por Michel Temer, aguardando, em doce vilegiatura pela Europa, a denúncia por crime de corrupção com a qual lhe acenam a PGR e o STF?
    Um de seus comparsas, em crise com a chefia, como quase sempre ocorre nos momentos de divisão do butim, resumiu bem, e com a autoridade que ninguém lhe nega, o retrato da organização criminosa: “metade está na cadeia e metade está no Palácio do Planalto”, sua caverna, sua toca.
    O Judiciário, por seu turno, faz sua parte, seja como instituição, seja pelo comportamento de alguns de seus membros. Lento e parcial, contraditório em suas decisões (de que deriva a insegurança jurídica), desrespeita direitos amparados pela Constituição e invade áreas do Legislativo e do Executivo. Partidarizado, intervém no processo político, como ao não julgar a liminar sobre a proibição de Lula assumir a chefia da Casa Civil de Dilma Rousseff. Omitindo-se, ardilosamente, abriu, consciente e deliberadamente, o caminho de que as forças golpistas careciam para abrir caminho ao impeachment, do qual se fez coator.
    Quando a todos nos parecia que o ridículo, o opróbrio, o inusual, o insuspeitável, o escandaloso teria sido esgotado pelo espetáculo de chanchada chinfrim oferecido pela Câmara dos Deputados na lamentável e cara (sabe-se agora, pelas delações premiadas, quanto de propina custou aquela votação!) sessão de 17 de abril de 2016, quando aceitou a denúncia contra Dilma Rousseff, eis que o julgamento, pelo TSE, do pedido tucano derrotado de desclassificação da chapa vitoriosa em 2014, se transforma em episódio lamentável.
    Refiro-me evidentemente, ao comportamento do presidente da sessão (debochado, insolente, mal-educado, rompendo as raias do ridículo), o ainda ministro Gilmar Mendes, ministro do STF e do TSE, advogado militante, empresário do ensino privado, promotor de convescotes com homens de negócios e acadêmicos sem nomeada, assessor de réus que ora julga no tribunal eleitoral, ora julga no Supremo, e, finalmente, com sua família, fornecedor de bois para o complexo JBS.
    Com sua falta de educação e contínua deslealdade diante de seus colegas, assusta um acomodado STF que, sem nervos e músculos para impor-se, recusa o dever de chamá-lo à ordem.
    Esquece-se porém, o tribunal, que a História não julgará isoladamente este ou aquele ministro, este ou aquele juiz, mas sim o Poder Judiciário, como instituição.
    A propósito, vários pedidos de impeachment de Gilmar Mendes foram apresentados ao Senado Federal. De um deles tive a honra de ser signatário (ao lado de Fábio Comparato, Sérgio Sérvulo, Álvaro Ribeiro da Costa e Celso Antônio Bandeira de Melo, entre outros) e do qual foi nosso patrono Marcelo Lavenère, ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados. Nosso pedido foi convenientemente recusado pelo então presidente da Casa, o inefável senador Renan Calheiros e contra essa denegação os autores impetraram mandado de segurança junto ao STF. Caiu-lhe como relator o ministro Edson Fachin, que, por sua vez, considerou ‘inadmissível’ a medida. Desta decisão foi impetrado agravo interno que espera julgamento pelo plenário.
    Diante desse quadro de crise sistêmica, que nos resta como ‘saída’? A alternativa do impeachment do presidente, que o genro de Moreira Franco não deixa andar (entre outros dorme em suas gavetas o pedido formulado pelo Conselho Federal da OAB), contém, tanto o defeito da morosidade, quanto o de depender da atual Câmara dos Deputados e do atual Senado Federal, dominados, majoritariamente, pela aliança da corrupção deslavada com o baixo clero, e um “centrão” tomado por conservadorismo mais que reacionário. O provável pedido do STF, de autorização para processar Temer, padece da mesma dependência, no caso a prévia licença da Câmara.
    O atual Legislativo (confia-se que o STF, não obstante tudo, não lhe siga as pegadas) é a guarda pretoriana do presidente, surdo à voz das ruas, já que os interesses que defende e preserva não coincidem com os interesses de seus supostos representados, pois, falam as pesquisas de opinião de todos os institutos especializados, a quase unanimidade da população repudia o atual governo e defende sua defenestração.
    O tucanato, agente decisivo no golpe e base fundamental da sustentação do governo, mesmo agora, vem à luz do dia propor a renúncia de Temer seguida de imediata convocação de eleições gerais, ou seja, a antecipação do pleito de 2018. Não se sabe se FHC já combinou o jogo com Temer, e muito menos com os titulares de mandatos eletivos espalhados Brasil afora, do Senado às câmaras municipais, pois, se é, na atual ordem constitucional, impossível reduzir esses mandatos, a efetividade da proposta passa a depender de uma renúncia coletiva. É preciso acreditar em duendes para apostar em tal evento. Em um ponto, todavia, todos estamos de acordo: o Congresso, que não tem legitimidade para promover reformas tão profundas como as exigidas pelos donos do dinheiro, surrupiando do povo direitos conseguidos há décadas, também não tem legitimidade para eleger o eventual substituto de Michel Temer.
    De uma forma ou de outra, há uma evidência: esse governo precisa ser removido e substituído por outro, esse emanado do voto popular. A solução, pois o País não pode permanecer imobilizado quando cresce e se aprofunda o projeto de sua desconstrução, volta-se para a saída de Temer e a convocação, mediante emenda constitucional, de eleições diretas para sua sucessão, de sorte que essa sucessão, não sendo apenas uma troca de seis por meia dúzia, segundo o gosto das classes dominantes, seja a segurança da retomada do desenvolvimento, da defesa nacional, da recuperação dos direitos sociais e trabalhistas.
    Eleições diretas não são um fetiche, uma panaceia, mas, sim, a única oportunidade que ainda temos de devolver legitimidade à Presidência da República, mormente quando, sabidamente, só um dirigente legitimado pela soberania popular terá condições morais e políticas de comandar, com o conjunto da sociedade, a árdua tarefa de recuperação política e econômica do País. Qualquer outra tentativa de saída simplesmente aprofundará a crise que continuará crescendo como um insaciável Moloch, para um dia, sem controle, nos devorar.
    O povo novamente nas ruas, a rebeldia de nossa gente, a insatisfação transformada em pressão popular, podem – e devem – construir as condições objetivas para a saída do impasse. Daí a importância da unidade dos movimentos populares, a começar pela unidade do movimento sindical, convergindo para uma grande e ampla frente nacional pelas Diretas Já.

  • Reforma Política e Diretas Já é tema de debate na segunda-feira em Porto Alegre

    ​Nesta segunda-feira (26), 18h30, ocorre o debate “Reforma Política e Diretas Já”, no plenário Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre.
    Participam da atividade a professora e cientista política Céli Pinto, os deputados federais Maria do Rosário e Elvino Bohn Gass, tendo como debatedor o ex-deputado e ex-prefeito Raul Pont.
    A atividade é promovida pela Bancada do Partido dos Trabalhadores, formada pelos vereadores Marcelo Sgarbossa, Sofia Cavedon, Aldacir Oliboni e Adeli Sell.
    “É fundamental debater este importante tema de mudança do sistema político, motivo central da crise política que o Brasil vive. Convidamos a todos para fortalecer esse movimento para resgatar a boa política e a democracia”, registra Sgarbossa.