Autor: da Redação

  • Tragédia da Kiss: Justiça concluirá em breve ações contra familiares de vítimas

    Tiago Baltz*
    A Justiça pode divulgar a qualquer momento as decisões de dois processos movidos pelo Ministério Público Estadual contra familiares de vítimas da tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria.
    O processo principal, com quatro réus que respondem por 242 mortes ocorridas em janeiro de 2013, ainda vai demorar, pois há recursos em tramitação no Tribunal de Justiça gaúcho.
    Um dos processos contra um familiar de vítima é contra o diretor jurídico da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM). Paulo Carvalho, pai de Rafael Paulo Nunes de Carvalho, morto aos 32 anos. Carvalho responde por calúnia e difamação em ação ajuizada pelos promotores Joel Dutra e Maurício Trevisan.
    As acusações têm por base dois artigos de Carvalho publicados em jornal de Santa Maria e uma publicação feita em sua página no Facebook, com críticas à atuação dos promotores no caso. O processo corre na 2ª Vara Criminal de Santa Maria.
    Paulo considera o processo um absurdo, diz que é uma tentativa do MP de intimidar os pais e esconder suas falhas. “O resultado não importa, no sentido de que tenho consciência de que não ofendi ninguém. Falei que os promotores foram corporativistas, falei o que todo mundo sabia. De uma forma vergonhosa, querem intimidar os pais. É uma situação trágica por si só. Perdi meu filho e respondo criminalmente por me posicionar”.
    Todas as testemunhas já foram ouvidas e as alegações finais da acusação e da defesa já foram apresentados. O processo está concluso desde o dia 22 de maio para despacho do juiz Leandro Augusto Sassi, titular da 4ª Vara Criminal de Santa Maria.
    A outra ação é contra Irá Mourão Beuren, mãe de Silvio Beuren Junior, que morreu na tragédia aos 31 anos. O processo, concluso desde o dia 2 de junho, está com o juiz Carlos Alberto Ely Fontela, da 3ª Vara Cível de Santa Maria.

    Marta perdeu o filho de 31 anos na tragédia/ Arquivo Pessoal

    Marta, como é conhecida, responde a processo cível por injúria, difamação e falsidade ideológica, por um artigo publicado em um jornal de Santa Maria, em seis de maio de 2015. Ela é processada pelo promotor aposentado João Marcos Adede y Castro e pelo filho dele, o advogado Ricardo Luís Schultz Adede Y Castro.
    Os autores do processo alegam que o texto opinativo foi ofensivo e calunioso, além de defenderem que o fato de ela ter usado um nome diferente “é uma clara tentativa de se esconder”.
    Nesse processo cível, a acusação pede uma reparação financeira da mãe, o chamado dano moral, e que a sentença seja publicada nos mesmos meios em que saiu o artigo que originou a ação, o jornal e o Facebook. A ré é defendida pela advogada Patrícia Michelon. “É um absurdo a forma como o MP se posicionou contra pais de vítimas, esperamos que a Justiça seja razoável e não haja condenação”, coloca a representante da mãe acusada.
    Outros pais respondem por calúnia e difamação
    Em outro processo, os pais Flávio José da Silva, vice-presidente da AVTSM, e Sérgio da Silva, presidente da AVTSM, são acusados de calúnia pelo promotor Ricardo Lozza. A ação tramita na 4ª Vara Criminal de Santa Maria.
    No processo, Flávio requereu a chamada “exceção da verdade”. Defendido pelo advogado Pedro Barcellos Jr, ele tenta provar que não caluniou o promotor ao dizer que o Ministério Público sabia que a Boate Kiss funcionava em situação irregular. Esse incidente processual está sendo julgado pelo Órgão Especial do Tribunal Pleno, do Tribunal de Justiça do Estado (TJ/RS), em Porto Alegre.
    Flávio é pai de Andrielle, que morreu na boate aos 22 anos. Se o TJ/RS considerar que Flávio não mentiu, o processo principal por calúnia perde sentido na 4ª Vara Criminal de Santa Maria. Em caso contrário, a ação seguirá normalmente em Santa Maria. Sergio é o outro pai processado por calúnia na mesma ação.
    A “exceção da verdade” começou a ser julgada no dia 22 de maio, em Porto Alegre, mas a sessão foi suspensa, após o voto de 20 desembargadores e um pedido de vista. No placar, 20 a zero contra Flávio. Falta o voto de dois magistrados, os desembargadores Rui Portanova e Gelson Rolim Stocker.
    *Com informações da assessoria da AVTSM

  • “Licenciamento ambiental é competência da Smams”, afirma secretário

    Maurício Fernandes tomou posse na Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smams) 145 dias depois do início do governo de Nelson Marchezan Junior na Prefeitura, que até então não tinha escolhido o titular. Assumiu já tendo que justificar as tentativas anteriores do Executivo, de extinguir a pasta e de transferência o licenciamento ambiental para outra Secretaria. Porto Alegre foi pioneira no Brasil na municipalização dos licenciamentos.
    Nesta entrevista, Fernandes garantiu que os licenciamentos serão realizados integralmente pela Smams, com a participação de técnicos de outras pastas, e acrescentou que a política de resíduos sólidos terá atenção especial na sua gestão, embora não tenha sido contemplada no Plano de Metas que o prefeito apresentou à Câmara Municipal.
    Maurício Fernandes é formado em Direito pela Unisinos, onde também fez mestrado e leciona Direito Ambiental, Municipal, Agrário e Urbanístico. É membro da Comissão de Direito Ambiental da OAB-RS. Já havia trabalhado como assessor jurídico na Secretaria de Meio Ambiente entre os anos de 2005 e 2008.
    Jornal Já: Como foi assumir uma pasta que o próprio Executivo propôs extinguir?
    Mauricio Fernandes – Primeiro é importante que se diga que a questão do nome não tem nada a ver com a extinção da Secretaria e sim com a mudança nas atribuições. Até porque ela é hoje do meio ambiente e da sustentabilidade, e esse processo de mudança do nome é uma evolução da agenda ambiental. Se a gente for olhar a política nacional de meio ambiente de 1981, em nenhum momento se fala em sustentabilidade. Isso muda em 1992, com a Conferencia Mundial do Rio, a Eco92. Ali, se consolida o conceito de sustentabilidade na agenda ambiental. É um processo evolutivo. Quanto a essa ausência de titular, isso foi uma decisão lá do Paço até chegar em um perfil que agradasse o governo. Chegaram no meu nome, eu me coloquei à disposição, mas a Secretaria em momento algum ficou parada.
    As atribuições da Smams mudaram, comparando com a época em que o senhor trabalhou, de 2005 a 2008?
    Muitos servidores se aposentaram. A equipe foi reduzida. Uma competência nossa é o licenciamento ambiental. Essa agenda precisa evoluir. Naquela época não tínhamos, por exemplo, o roteiro das exigências por atividade para o licenciamento. Isso foi implementado, uma lista do que o empreendedor precisava fazer para receber a licença. Além desses requisitos, nós precisamos exigir do empreendedor um termo de referência para dizer para ele não apenas o que precisa entregar, mas como precisa entregar. Esse requerimento já pode vir com o roteiro fotográfico, com manual da cabine, como ele opera, com responsabilidade técnica e, com isso, a gente vai qualificar a entrada do processo de licenciamento. Qualificando isso, podemos fazer como a maioria dos órgãos ambientais fazem: conceder a licença a partir dessa primeira análise. Depois vem a fase de monitoramento, a legislação ambiental é muito rígida com o responsável técnico, e nós temos que reconhecer a sua competência.
    A reforma administrativa atribui parte do licenciamento à pasta de Desenvolvimento Econômico, como vai funcionar?
    O licenciamento será feito integralmente pela Smams. O que acontece é que Porto Alegre já faz isso há mais de 20 anos, temos para algumas atividades um comitê que analisa conjuntamente, para evitar um desencontro de exigências. Por exemplo, a Smams exige a preservação de um determinado vegetal, mas a Secretaria do Urbanismo (SMURB) diz que a entrada do veículo deve passar por onde se encontra aquele vegetal. Então vamos eliminar essas incompatibilidades. O segundo ponto é a fusão entre a Smurb e Smam, criando a Smams: Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade. Vamos conseguir pensar a cidade de uma forma só, considerando o ambiente natural e o ambiente artificial, através do Plano Diretor.
    Há expectativa com os empreendimentos na Zona Sul, próximos à Zona Rural. Há definições?
    Na Zona Rural não se tem apelo urbanístico. Onde existe um regime urbanístico que deve ser respeitado, meu limite é o Plano Diretor.
    A Smams já recebeu demandas do movimento ambientalista?
    O movimento ambiental no Rio Grande do Sul é precursor no Brasil e sempre foi caracterizado por um processo de fiscalização que agregou e muito a qualificação ambiental. Devemos ter em mente que a agenda ambiental precisa estar em primeiro lugar. Enquanto o meio ambiente for o foco, nós conseguiremos avançar. Um grande exemplo foi quando a Borregard foi fechada pelo governo do Estado, graças a um movimento liderado pela Agapan e pelo [José] Lutzenberger. A Borregard pediu ajuda a ele e até hoje a empresa Vida realiza um trabalho que é exemplo mundial. Houve uma agenda construtiva.
    Uma construção coletiva?
    Desde que o foco seja o interesse público, uma agenda de sustentabilidade.
    A primeira reunião do ano do Conselho Municipal do Meio Ambiente já tem data?
    Assim que eu receber as indicações. A convocação do Comam foi meu primeiro ato. Estamos esperando as indicações. Em dezembro foi enviado um oficio para todas entidades, mas poucas responderam. E nesse período de interinidade, esse assunto não teve avanço, por isso foi o meu primeiro ato quando entrei aqui. Participei por mais de dez anos do Comam, primeiro como integrante da OAB, depois como vice do secretário do Meio Ambiente, e fui conselheiro do Plano Diretor. O objetivo do Conselho é qualificar as políticas ambientais.
    E com relação ao FumPróAmb? Quanto há no fundo? Há projetos previstos em edital?
    Isso, nós criamos lá em 2006, antes disso o Comam não participava da decisão sobre utilização dos recursos do fundo. É uma politica que deve ser mantida. Quanto a valores… isso depende da Secretaria da Fazenda. Não somos nós que decidimos isso.
    Mas é um fundo independente, teria recursos pra deliberar seus projetos…
    Quem tem autonomia pra liberar recursos é a Fazenda. Isso é lei orçamentária. O que a gente pode fazer é um orçamento, a previsão orçamentária.
    E quando pretende lançar o edital, que contempla os recursos do fundo?
    Depois da primeira reunião do Comam.
    O senhor declarou que a gestão de resíduos sólidos será uma prioridade da gestão. Mas ficou fora do Programa de Metas do governo municipal. 
    Definimos segunda-feira, no Paço, a inclusão disso no Prometas. Vou ver com a Secretaria de Relações Institucionais de que forma faremos isso.
    Como estão os serviços da Smams, como as zonais?
    A criação da Secretaria de Serviços Urbanos unificou diversas atividades que eram de outros órgãos, como o DEP, o DMLU e a Smams. Por exemplo o serviço de poda e capina, antes de responsabilidade da Smams, mudou. A Smams é atualmente uma Secretaria que planeja a cidade: a arborização urbana, os parques, as praças, e faz intervenções. Ainda estamos em transição. Tudo isso está passando para a Secretaria de Serviços Urbanos, mas continua com atuação da Smams. Cada equipe dessa Secretaria tem um responsável técnico da Smams junto que orienta, e Serviços Urbanos executa. A reforma administrativa fortaleceu a Smams porque uniu o Plano Diretor e o Planejamento Ambiental. A gente pode prometer um Plano Diretor mais verde.
    Como será o Programa de Resíduos Sólidos?
    Vamos abordar duas frentes: resíduos de atividades econômicas e resíduos domésticos. Enquanto sociedade, precisamos compreender que estamos jogando fora 300 mil reais por dia com a ausência da separação e da triagem do resíduo reciclável. Outro ponto é o resíduo orgânico: 60% poderia virar adubo, ou seja, estou falando da tripla separação, pra que vá para o aterro apenas o rejeito. Nenhuma cidade no Brasil faz isso ainda, mas nós precisamos enfrentar, discutir. É utópico, mas tem que ser o objetivo. Se separássemos todo lixo reciclável, geraríamos dois mil empregos e conseguiríamos R$ 300 mil por dia.
    Quais os planos para as unidades de conservação de Porto Alegre?
    A politica ambiental se dá num ambiente de proteção absoluta, que são as unidades de conservação, e devem ser preservadas seguindo o sistema nacional de unidades de conservação. A outra politica é através do uso do solo. Não podemos misturar as coisas. O ambiente artificial tem que se dar por uma proteção dotada de equilíbrio. Nas áreas não ocupadas, a proteção ambiental vai se dar restringindo o uso em pontos específicos. Nas unidades de conservação não é permitido o uso.

  • Marchezan define seu diretor de Jornalismo na Prefeitura

    Alexandre Bach / Reprodução Facebook

    O setor de Jornalismo da Comunicação Social da Prefeitura de Porto Alegre já tem definido seu novo diretor. O jornalista Alexandre Bach já assumiu o cargo, embora sua nomeação ainda não tenha sido publicada no Diário Oficial da Capital. A informação foi confirmada ao Coletiva.net tanto pelo comunicador quanto por Flávia Moreira, do gabinete do setor comandado por Tânia Moreira. Flávia não entrou em detalhes sobre as outras áreas como Publicidade, Marketing e Relações Públicas.
    Ao portal Coletiva, Bach, que é um dos fundadores do jornal Diário Gaúcho, do Grupo RBS, contou que ficará responsável pela assessoria de imprensa e pelo site da Prefeitura, além de comandar uma equipe grande de jornalistas que já está formada, embora não tenha especificado o número de profissionais. “É um desafio, pois meu foco na carreira de jornalista sempre foi outro”, disse à reportagem.
    O profissional, que deixou o cargo de editor-chefe do DG em agosto de 2014, criou a agência de produção de conteúdo Gala Produções. Com ampla experiência em jornalismo popular, também ministra cursos sobre o tema.
    Este é o primeiro nome a ser confirmado oficialmente na Secretaria Municipal de Comunicação após cinco meses da posse da nova administração do órgão. Entretanto, a secretária da pasta, Tânia, segue praticamente inacessível aos contatos com a imprensa, conforme divulgado por Coletiva.net em maio, quando também divulgou que a jornalista Ivani Schütz está como assessora de imprensa desde o início do ano.
    (Do Coletiva.net)

  • Centro de Medicina Indígena é aberto na Amazônia

    O primeiro Centro de Medicina Indígena da Amazônia, chamado de Barserikowi’i, começou a funcionar dia 6 deste mês, em Manaus. No local, especialistas indígenas do Alto Rio Negro, de diversas etnias que dominam o conhecimento do Bahsese, que significa benzimento, vão oferecer um tratamento diferenciado para indígenas e não-indígenas.
    O projeto foi idealizado por João Paulo Barreto, da etnia Tukano, que é doutorando em antropologia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
    A sala de atendimento possui uma mesa e dois pequenos bancos feitos de madeira e palha. A consulta vai custar R$ 10 e o valor do tratamento vai depender do tipo de enfermidade diagnosticada.
    O antropólogo explica quais técnicas os especialistas, chamados de Kumu, vão utilizar: “Nós temos técnicas de tratamento, sobretudo, de duas formas: primeiro pelo Bahsese, outro pelas plantas medicinais. Bahsese é esse modelo que é acionado dentro de um elemento, pode ser água, tabaco, cigarro, urtiga, no qual o Kumu, ou benzedor, aciona os princípios curativos contidos nos vegetais. Quando ele faz isso ele não está rezando, ele está evocando esses princípios para curar doenças. Por isso, ele tem que dominar o conhecimento de animais e vegetais”.
    Também serão oferecidas, no espaço, oficinas e palestras de culinária, de línguas e cosmologia, por exemplo, com o apoio do Núcleo de Estudo da Amazônia Indígena da Ufam

  • Nova diretoria da ARI toma posse no sábado

    A posse da nova diretoria da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) acontece neste sábado, às 11 horas, na sede da entidade (Avenida Borges de Medeiros, 915, Centro Histórico de Porto Alegre). Também tomam posse os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal.
    Diretoria Executiva: presidente Luiz Adolfo Lino De Souza, 1 vice Ciro Machado e 2º vice-presidente Cristiane Finger. Presidente do Conselho Deliberativo é Batista Filho, vice Alexandre Gadret e secretário José Nunes.

  • SMAMS vai incluir reciclagem de resíduos sólidos no Prometa

    O secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SMAM), Maurício Fernandes, afirmou que vai incluir a gestão de resíduos sólidos no Prometa, o programa de metas da prefeitura municipal de Porto Alegre.
    Fernandes disse que a reciclagem de resíduos sólidos atuará em duas frentes: na separação doméstica e nas atividades econômicas.
    “Precisamos conscientizar o cidadão de Porto Alegre que cada vez que se mistura resíduo reciclável com o lixo orgânico se rasga dinheiro”, disse.
    Ele informou que a falta de triagem causa um prejuízo de até R$ 300 mil por dia ao município. “Parece utópico mas se nos separássemos  todo lixo reciclável geraríamos 2 mil empregos em torno disso”, estimou.
    Atualmente existem 17 unidades de triagem em Porto Alegre, onde trabalham diretamente em torno de 500 pessoas. Por este sistema passam duas mil toneladas de lixo reciclável por mês.
     

  • Casas de bombas em pane: só duas funcionam 100% em Porto Alegre

    A informação foi dada pelo vice-prefeito Gustavo Paim em entrevista ao programa Jornal do Almoço, no começo da tarde desta quarta-feira: Porto Alegre possui 21 casas de bombas e tem apenas duas em perfeito funcionamento. “É um problema histórico de manutenção”, alegou Paim.
    Das outras 19, uma não funciona. É a Casa de Bombas Minuano, no bairro Sarandi, um dos mais atingidos pelas chuvas e consequentemente pelos alagamentos ocorridos na capital.  A casa foi construída há 6 anos e nunca funcionou.
    Outras duas casas de bombas da região também apresentam falhas, seja pelo acúmulo de lixo que tranca a passagem da água pelas bombas ou pelo falta de alguma delas.
    No bairro Anchieta o problema é o mesmo. Uma bomba da casa 6 que também não funcionava teve  peça instalada na última terça-feira. Ali funcionam duas das quatro bombas. O bairro também foi  fortemente atingido pela chuva.
    Na entrevista, Paim alegou que os recursos para resolver este problema são escassos e devem ser obtidos através do governo federal, mediante apresentação de projeto. Existem hoje pelo menos R$ 30 milhões disponíveis para esse fim para Porto Alegre que  ainda não foram aproveitados.
    No dia 23 de maio, o engenheiro do DEP Carlos Adolfo Bernd esteve na Câmara de Vereadores e reconheceu que a Prefeitura não definiu orçamento para a realização dessas obras, que são provenientes do PAC.
    Na ocasião, o vereador Dr. Goulart (PTB), presidente da Cuthab, prometeu encaminhar, de forma emergencial, pedido de informações ao Executivo municipal, para esclarecimentos sobre projetos que envolvam o PAC.
     

  • “Não pode haver sigilo sobre incentivo fiscal", diz Zilá

    Geraldo Hasse
    Na primeira parte do debate promovido pelo Sindicato dos Técnicos Tributários do Rio Grande do Sul sobre a transparência na gestão dos recursos públicos, na manhã desta quarta-feira (7) no teatro-auditório da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, em apenas uma ocasião um dos quatro expositores foi interrompido por aplausos. Foi quando a deputada estadual Zilá Breitenbach, ex-prefeita de Três Passos, afirmou: “A empresa beneficiada por incentivos fiscais – dinheiro público – tem que saber que a informação sobre esse benefício não é privada, é pública”.
    Um pouco antes, durante sua fala limitada a dez minutos, a autora da lei da Ficha Limpa Estadual havia reclamado da pouca profundidade da transparência sobre os gastos públicos: “Parece que a transparência entre nós ficou limitada à divulgação da folha salarial do funcionalismo”, disse, afirmando que é preciso ir mais fundo na criação de leis e na fiscalização das ações dos agentes públicos.
    Ex-líder parlamentar da governadora Yeda Crusius, a deputada lembrou que a roubalheira de dinheiro público é favorecida pela concentração de recursos na esfera federal. “Precisamos rever o pacto federativo de modo a descentralizar os recursos”, disse, lembrando que o Rio Grande do Sul é um dos estados com um bom quadro de controles, exceto quanto às desonerações fiscais. “Só para as ONGs são quatro bilhões de reais”, lembrou, repercutindo uma informação preliminar liberada pelo presidente do Sindicato dos Técnicos Tributários, Carlos de Martini Duarte, na abertura dos debates.
    O primeiro a falar foi Roberto Ponzi, chefe de gabinete do procurador do Ministério Público de Contas, Geraldo da Camino, que não compareceu por estar envolvido numa operação fiscal no Estado. Citando a caixa preta dos incentivos fiscais, Ponzi lembrou que em 2009 o MP de Contas realizou uma auditoria na Secretaria da Fazenda e até hoje a situação não mudou: a Sefaz nega-se a dar informações alegando sigilo, mesmo sendo advertida que tanto a Constituição Federal quanto a Estadual proíbem a negação de informações aos tribunais de contas. “Há uma outra república dentro da república”, disse Ponzi, ecoando a conclusão do procurador Da Camino.
    Os outros dois palestrantes foram dois barbudos vestidos informalmente. Manoel Galdino, diretor executivo da Transparência Brasil, criada em 2000, dedica-se especialmente a monitorar informações sobre quem são os beneficiários das desonerações fiscais, dos Refis e da repatriação de dinheiro estocado no exterior. Por falta de recursos, a Transparência deixou de atualizar itens de seu site, especialmente sobre o uso de verbas públicas por deputados.
    A penúltima exposição foi feita por Lucio Batista, mais conhecido por Lucio Big, criador da ONG Operação Politica Supervisionada (OPS), com 52 mil seguidores nas redes sociais (Facebook principalmente). Atuando em Brasília, ele descobriu o uso fraudulento de verbas indenizatórias por deputados, com o que conseguiu recuperar R$ 5,5 milhões para os cofres públicos. “É pouco perto do que se ouve por aí”, diz Big, “mas é uma prova do que podem fazer os cidadãos como fiscais potenciais do uso dos recursos públicos”. Segundo ele, a aplicação criminosa de recursos públicos existe em todos os níveis da administração.

  • Jornalista da TVE tem suspensão confirmada

    Foi negado nesta quarta-feira o recurso do jornalista Alexandre Leboutte, funcionário concursado da TVE há 15 anos, e ele está oficialmente suspenso das suas atividades, sem direito a salário, por 30 dias. A decisão segue a orientação dada pela comissão disciplinar que apurou possíveis ofensas ao presidente da Fundação Piratini, Orestes de Andrade Junior.
    Outros seis funcionários que curtiram os comentários feitos pelo jornalista no Facebook, em 28 de março deste ano, já tinham sido punidos com uma advertência.
    Leboutte disse que considera a decisão injusta. “Só me resta buscar uma reparação futura, tenho consciência que não mereço tal punição”.
    O departamento jurídico da Fundação Piratini chegou a levantar a possibilidade de demissão por justa causa dos sete funcionários, mas decidiu manter a sugestão da comissão disciplinar.

  • Laboratório da PUC vai transformar óleo de cozinha em biocombustível

    Com a missão de transformar óleo de cozinha usado, tanto residencial como comercial, em biodiesel, a PUCRS e a Fundação Alphaville inauguram nesta quinta-feira, 8 de junho, às 9h30min, o Laboratório Promobio. A iniciativa é um programa de pesquisa e extensão universitária com o objetivo de disseminar conhecimentos sobre o biocombustível por meio de sua produção, a partir do óleo de cozinha já utilizado e recebido por doações da comunidade local.

    O laboratório, localizado no Parque Científico e Tecnológico (Tecnopuc), em Viamão, dará suporte as atividades de ensino e pesquisa desenvolvidas nas faculdades de Engenharia e Química. “Temos como objetivo fomentar a educação socioambiental como abordagem pedagógica e contribuir com o meio ambiente”, afirma Carlos Alexandre dos Santos, diretor da Faculdade de Engenharia da PUCRS.

    “O projeto promove a educação ambiental na cidade e posiciona a universidade como referência em pesquisa sobre o biocombustível, agindo como uma catalisadora de soluções de desenvolvimento na região”, comenta Fernanda Toledo, gerente de Sustentabilidade da Fundação Alphaville, que acompanhou a estruturação do projeto e apoiará a mobilização comunitária para o recolhimento do material.

    Interessados em doar o óleo de fritura usado podem entrar em contato com o Laboratório pelo e-mail: labpromobio@gmail.com