Autor: da Redação

  • Projetos para o carvão gaúcho na bagagem de Sartori no Japão

    Elmar Bones
    Está na bagagem do governador José Ivo Sartori, no Japão, o projeto que embala as esperanças no carvão no Rio Grande do Sul.
    É uma planta de 1,7 bilhão de dólares para produzir gás natural sintético a partir do carvão da mina Guaíba, em Eldorado, abrindo caminho para um polo carboquímico de alto impacto na economia regional.
    Envolvendo outras etapas, a partir do gás, o projeto pode demandar até  4,4  bilhões de dólares (R$ 13 bilhões) para produzir diversas matérias-primas estratégicas, que o Estado importa, como metanol, amônia, ureia, entre outros.
    Só um exemplo: o Rio Grande Sul poderia deixar de importar 1 milhão de toneladas de ureia por ano para suas lavouras.
    A Copelmi tem desde 2014 uma parceria com a coreana Posco, para desenvolver esse projeto de gaseificação do carvão no Rio Grande do Sul.
    A Posco (Companhia Aço e Ferro Pohang) é um dos cinco maiores grupos siderúrgicos do mundo e opera uma planta semelhante, para extração de gás de carvão, na Coréia do Sul.
    Ela entraria com a tecnologia e equipamentos. Além dela, há grupos japoneses e o próprio banco de fomento do Japão, interessados em financiar o empreendimento, segundo o diretor da Copelmi, Roberto Faria.
    Outro projeto, também da Copelmi, está no horizonte desta viagem do governador gaúcho. É uma usina térmica, com o carvão das reservas concedidas à empresa no baixo Jacuí. Prevê investimentos de R$ 2 bilhões e, segundo a empresa  brasileira, conta com financiamento japonês para o estudo de viabilidade.
    Estão diretamente interessadas  neste projeto a Tokio Eletric Power Company (Tepco) que opera oito térmicas a carvão no Japão, e a Hiskawagima, fornecedora de equipamentos, que inclusive já desenvolveu uma caldeira para os padrões do carvão brasileiro.
    Esses projetos ganham corpo  num momento em que o carvão gaúcho está em baixa.
    Fora dos leilões de energia há mais de cinco anos, com usinas fechando, sem uma política para seu aproveitamento, o carvão enfrenta ainda restrições do ponto de vista ambiental. Para completar, a CGTEE, a estatal federal que controla as térmicas a carvão no Estado, está  agonizante. Seu futuro é incerto.
    É nesse cenário que a Copelmi, a mais antiga mineradora em atividade no Sul do Brasil, apresenta dois projetos bilionários  que tem como matéria-prima exatamente o carvão gaúcho.
    Suas avaliações indicam que o Rio Grande do Sul não vai encontrar alternativa mais barata do que a gerada pelo carvão para suprir sua demanda de energia. O carvão gaúcho, portanto, tem futuro. Precisa vencer os preconceitos.
    Neste primeiro semestre de 2017, a Copelmi, segundo seu diretor, está concluindo a seleção dos fornecedores dos equipamentos  para a usina de gaseificação. Com o orçamento fechado, poderá então iniciar o projeto de engenharia básica, detalhada em 14 meses, para poder iniciar a construção final de 2018.
    O desenvolvimento do projeto está orçado em R$ 80 milhões. Segundo Faria, a Posco está disposta a bancar parte desse investimento. Para o restante a Copelmi já tem financiamento garantido da FINEP.
    “Hoje precisamos definição da compra do gás”, diz Faria.  A intenção da Copelmi é assegurar um contrato para fornecimento à Sulgás, que hoje tem sua expansão contida pela limitação da matéria-prima, o gás que vem da Bolívia.
    “O que precisamos é dar garantias aos nossos parceiros, daí a importância das negociações que estão acontecendo”, diz o diretor.
    O fato de a estatal Sulgás estar numa lista de empresas que o governo do Estado quer privatizar não é complicador, segundo Faria.
    A  Copelmi, segundo ele, não tem capacidade financeira para comprar a Sulgás, se ela for realmente à venda. “Queremos o comprador do gás. Seja quem for o acionista da Sulgás ela vai continuar precisando de gás para entregar aos seus clientes. Uma troca de controle pode até acelerar o processo.”
    O que mais atrapalha é a falta de uma política definida para o carvão. “Há uma campanha permanente contra o carvão, o governo tem que demonstrar claramente que o Estado quer um uso do carvão sustentável e de longo prazo”, diz o diretor.
    A apresentação do projeto em um seminário da Fiergs, em abril, teve amplo apoio do governo do Estado, de todos os setores industriais, de lideranças políticas e de representantes das comunidades da região carbonífera. O secretário de Minas e Energia, presente ao seminário, garantiu que o projeto é prioritário para o governo estadual.
    Na esteira desta viagem do governador ao Japão, está previsto para  o segundo semestre um seminário internacional para mostrar as oportunidades a investidores estrangeiros. “Na hora em que houver uma política definida, investidores e fornecedores se entendem”, diz Faria.
    A Copelmi tem a concessão por 30 anos da Mina do Guaíba, na região do Baixo Jacuí, entre os municípios de  Eldorado e Charqueadas.
    É uma jazida de 200 milhões toneladas, que poderia produzir por 70 anos,  estimando-se um consumo em torno de  2 ou  3 milhões de toneladas de carvão por ano.

  • De Chico a Bob Dylan, 35 retratos em exposição no SESC Centro

    Retratos de 35 ídolos das artes compõem exposição Ícones, de Graça Craidy, no Café SESC Centro

    A exposição Ícones, da artista plástica Graça Craidy, reúne 35 retratos de figuras referenciais da música, das artes, da cultura. De Mick Jagger a Frida Kahlo, de Chico Buarque a Sigmund Freud, de Amy Winehouse a Belchior. Na produção a artista trabalhou com acrílica, pintura digital, pastel oleoso, nanquim e aquarela. A abertura da mostra é no dia 6/6 (terça-feira), às 19h.

    Graça integra o projeto internacional colaborativo Julia Kay’s Portrait Party, junto com artistas de vários países que se dedicam com paixão ao retrato. Recentemente, o projeto lançou o livro Portrait Revolution, que mostra 450 retratos de autoria de 200 artistas, numa profusão de estilos.

    Sobre ícones, Graça diz que a sociedade, cada vez mais midiatizada, necessita eleger ídolos como se fossem deuses. “Através deles transportamo-nos a uma dimensão metafísica que transcende a banalidade do cotidiano e nos transforma também em figuras míticas e eternas, nutridos das qualidades dos super-heróis que escolhemos idolatrar”.  

    A artista tornou-se conhecida por suas coleções de pinturas sobre violência contra a mulher Livrai-nos do Mal e Até que a Morte nos Separe. Já expôs em vários espaços, entre eles, Centro Municipal de Cultura, CCMQ, Usina do Gasômetro, Assembleia Legislativa e Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo.


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    Serviço:
    O quê: Exposição Ícones, de Graça Craidy
    Quando: Abertura 6 de junho, às 19h
    Visitação: Até 12 de julho                         

    Onde: Café do SESC Centro, Alberto Bins, 665, Porto Alegre/RS                                     

    Horáriode 2ª a 6ª, das 8 às 20 h e, em dias de teatro, até a abertura do espetáculo.

  • Ambientalistas condenam redução das áreas protegidas na Amazônia

    No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta segunda-feira, 5, entidades da sociedade civil e governamentais pedem ao presidente Michel Temer que vete integralmente as Medidas Provisórias (MPs) 756/2016 e 758/2016, que tratam da alteração de limites da Floresta Nacional de Jamanxim e do Parque Nacional de Jamanxim, no oeste do Pará.
    A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento composto por empresas e entidades do agronegócio, também solicitou, em carta ao presidente Michel Temer, que vete as MPs aprovadas pelo Congresso Nacional. O grupo entende que as medidas colocam em risco a reputação do próprio agronegócio brasileiro, que tem se esforçado para vender uma imagem internacional “verde”. “As medidas aprovadas pelo Senado afetarão a segurança jurídica e prejudicarão os investimentos no país, afastando investidores e consumidores exigentes de sistemas produtivos sustentáveis”, diz a carta.
    “A aprovação dessas MPs vai na direção contrária à proteção do meio ambiente e ao combate ao desmatamento crescente nos biomas brasileiros e compromete a credibilidade das necessárias iniciativas de desenvolvimento econômico no País. Essas medidas, que trazem danos irreparáveis à biodiversidade e ao clima, resultarão no beneficiamento de alguns poucos indivíduos em detrimento do interesse nacional”, afirma a carta da Coalizão, argumentando ainda que a regularização fundiária de áreas que apresentaram desmatamento ilegal não pode ser autorizada pelo governo.
    Cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), citados pela Coalizão, indicam que, até 2030, a redução da floresta nacional pode resultar em 140 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono, também conhecido como gás carbônico) a mais na atmosfera. Isso equivale a mais do que o dobro de tudo o que todos os automóveis do Brasil emitiram em 2015.
    Para o diretor executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic, sancionar essas MPs abre um precedente muito perigoso para que outras áreas protegidas na Amazônia venham a ser reduzidas.
    “As áreas protegidas deveriam aumentar já que o Brasil tem compromissos internacionais, firmado em convenções do clima e da biodiversidade. “Nos últimos dois anos, a taxa de desmatamento na Amazônia aumentou 60%. Mas dentre esses compromissos o principal é reduzir o desmatamento, reduzir as emissões. Só que com esse sinal vai realmente na direção oposta do que o Brasil vinha se propondo e do que o brasileiro quer, que é uma Amazônia protegida”, afirmou.
    Acordo de Paris
    Entre as metas brasileiras no Acordo de Paris sobre mudanças climáticas está zerar o desmatamento ilegal na Amazônia e recuperar 12 milhões de hectares de florestas. As MPs retiram de proteção 406 mil hectares da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, e 102 mil hectares do Parque Nacional do Jamanxim, na mesma região, além de 10 mil hectares do Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina.  A perda refere-se a uma área equivalente a quatro vezes o município de São Paulo ou o território do Distrito Federal.
    O Ministério do Meio Ambiente (MMA)  e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também pediram veto às MPs. “A área onde se localiza Jamanxim tem sido palco de frequentes conflitos fundiários e de atividades ilegais de extração de madeira e minérios, associadas à grilagem de terra e à ausência de regramento ambiental, com reflexos na escalada da criminalidade e da violência contra agentes públicos. Os textos aprovados prejudicam a implantação das políticas de governo adequadas para enfrentar essas questões”, diz o MMA, em nota, lembrando também que a valorização da floresta em pé têm importância central nos compromissos assumidos no Acordo de Paris.
    Celebrando o Dia Mundial do Meio Ambiente, hoje, está previsto que o presidente Michel Temer assine um decreto presidencial ampliando a área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e apresente outras medidas de preservação. “Estamos muitos felizes com esses sinais dados. É o caminhos que queremos. Mas a criação de novas áreas protegidas no Brasil não pode se tornar compensação para redução de áreas na Amazônia. Para manter a consistência, espero que ele anuncie essa nova áreas e anuncie o veto”, disse o diretor executivo do WWF-Brasil. O presidente Temer tem até o dia 19 de junho para sancionar ou vetar as MPs.
    Andreia Verdélio – Agência Brasil

  • Entidades denunciam desmonte da área ambiental

    Entidades ambientalistas produziram um documento para denunciar nesta segunda-feira, 5, Dia Mundial do Meio Ambiente, o desmonte da área ambiental no Estado e pedir a saída da secretária do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA), Ana Pellini.
    A carta intitulada ‘Guerra declarada contra a vida e o Dia do Meio Ambiente’, será entregue a representantes do Governo do Estado, da Promotoria de Meio Ambiente e ao presidente da Assembleia Legislativa, Edegar Pretto, com quem o movimento tem uma reunião às 15 horas.
    Assinam o documento pelo menos duas dezenas de entidades, entre elas, Apedema, Ingá, Mogdema, Agapan, Amigos da Terra, PEt Biologia, Nucleo de Ecojornalistas do RS, Fórum Justiça, Fundação Luterana de Diaconia e Coletivo Cidade que Queremos.
    Guerra declarada contra a vida e o Dia do Meio Ambiente
    No Dia do Meio Ambiente, vivemos tempos de guerra declarada contra os corpos e a natureza?
    Neste dia 5 de junho, Dia do Meio Ambiente, é momento de se fazer um balanço do processo de combate que deveria ser contra a degradação ambiental. Mas, ao contrário, o que se nota é uma busca institucional obsessiva para agradar os mercados, por meio do velho crescimento econômico concentrador e degradador. Para isso, tudo se torna mercadoria, inclusive a natureza. E para dar sequência à economia artificial, que negligencia os custos ecológicos do modelo atual de esgotamento, o establishment neoliberal busca flexibilizar leis socioambientais e armar o setor governamental e empresarial para a guerra contra o que chamam de “entraves ambientais” e “entraves trabalhistas”, configurados, justamente, no combate às leis que protegem o Meio Ambiente e os Direitos Sociais.
    Natureza é substantivo feminino. Talvez, por isso, siga sendo objeto na mão de políticas patriarcais, de dominação espoliadora. Yayo Herrero, reconhecida ecologista e ecofeminista espanhola, afirma que “vivemos uma guerra contra os corpos e contra a natureza”. Nos últimos tempos, vimos esta truculência na pele de quem luta pelos direitos relativos à terra, democracia e meio ambiente. O Brasil é o país do mundo com maior número de campesinos, indígenas e ambientalistas assassinados. Vivemos uma tragédia socioambiental invisível aos olhos da grande imprensa e das políticas públicas.
    Em nosso país, o modelo periférico exportador de soja, minério de ferro, pasta de celulose e carne bovina, em áreas desmatadas da Amazônia, é imperativo nas políticas públicas, ademais agora por um governo ilegítimo, atolado em denúncias e fortes indícios de corrupção. Um governo que atua na ilegalidade, com apoio de mais de uma centena de parlamentares empresários e que respondem ações na justiça., em grande parte envolvidos em esquemas de corrupção, e que se aproveitam do enfraquecimento institucional para votar contrarreformas e leis contra os direitos socioambientais.
    No Rio Grande do Sul, um governador que esqueceu de colocar qualquer palavra do tema ambiental em seu programa eleitoral, não cansa em seguir esta política de retrocessos, alinhado – mesmo que não explicitamente – também ao discurso de Donald Trump, em favor dos combustíveis fósseis.
    Coincidentemente, na semana de meio ambiente uma comitiva chefiada pelo governador foi ao Japão oferecer parceria para explorar o carvão mineral gaúcho. Ignoram a Ciência e o fato de que o aumento de gases de efeito estufa fez a temperatura da atmosfera do Planeta chegar a valores nunca registrados nos séculos anteriores, situação que atingiu maior valor em 2016, e que as mudanças climáticas e as tragédias socioambientais associadas estão se acentuando.
    O governo Sartori ataca o pouco que resta da nossa sociobiodiversidade, nada fazendo para estancar a situação de que, no Rio Grande do Sul, tenhamos os dois biomas, Mata Atlântica e Pampa, com maior perda de superfícies de seus ecossistemas originais, entre todos os biomas brasileiros. Restam nestes biomas, respectivamente, 7,9% e menos de 36% de sua cobertura natural.
    Da mesma forma, apesar de os indicadores relativos às Listas Oficiais das Espécies Ameaçadas de Extinção de Fauna e Flora terem demonstrado crescimento entre a década passada e a atual, entre 6% e 30% no número de espécies, respectivamente, nada é feito para reverter o processo. A resposta do governo é a edição desastrosa e ilegal de Decretos contra fauna ameaçada marinha e contra a manutenção da Reserva Legal do Bioma Pampa. E de quebra articula-se com os setores mais atrasados da economia gaúcha para garantir o aumento da fronteira da agricultura convencional, da silvicultura, da atividade de mineração e das grandes obras de hidrelétricas que impactam irreversivelmente o Mapa das Áreas Prioritárias para a Biodiversidade (Port. MMA, n. 9/2007).
    Em vez de lutar para se inverter o processo, investindo-se em agroecologia e em energias alternativas, não satisfeito, o governo tenta extinguir instituições que desenvolvem programas estratégicos que visam a recuperação da Mata Atlântica e do bioma Pampa. Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB) e Fundação Gaúcha de Pesquisa Agropecuária (Fepagro). Assim, espera-se que se dê adeus a técnicos especialistas na área e na atual capacidade de produção de mudas nativas, de plantas medicinais e árvores estratégicas e em extinção, além de se inviabilizar o apoio destas instituições ao desenvolvimento de agroflorestas e pastagens nativas.
    O processo de extinção destas e das demais fundações do Estado contou com a cumplicidade de parlamentares que demonstraram fidelidade canina a um projeto obscurantista e anticonstitucional, porém ao gosto das empresas financiadoras de campanha.
    A fragilização da segurança da qualidade ecológica do Estado, reveste-se também por um projeto de estrangulamento das atividades da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, a SEMA, que também teve seu nome extinto pelas forças de retrocesso que atuam no Rio Grande do Sul. Mas, para dar curso ao desmonte, foi nomeada uma secretária sem formação alguma na área ambiental, mas expert na operação de desestruturação de políticas públicas ambientais (SISEPRA), pessoa com passagem pela FEPAM, que sofreu processo judicial de assédio moral, com ganho de causa pelo servidor da FEPAM, e que foi contestada pelas entidades ecologistas do RS, por uma série de irregularidades tanto no governo Yeda, quando foi Presidente da FEPAM, como agora no governo Sartori, onde acumula a função de Presidente desta Fundação e de Secretária da SEMA, desde 2015, situação irregular contestada pelo Ministério Publico Estadual.
    Neste dia do Meio Ambiente, vimos, portanto, denunciar este processo de guerra contra o meio ambiente, com destaque às políticas do governo do Estado, que se refletem em leis que trazem desmanche da SEMA e das Fundações do Rio Grande do Sul. Aproveitamos para declarar que não vamos recuar um milímetro de nossa determinação de luta pelas garantias legais das políticas ambientais conquistadas a duras penas no Rio Grande do Sul.
    Para tanto, exigimos apelamos para o Executivo e aos demais poderes Legislativo e Judiciário para que assumam um papel democrático assegurado pela Constituição Federal, revertendo as políticas anti-ambientais em voga no Estado.
    Que os cargos de direção da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul sejam preenchidos por pessoas com perfil técnico gabaritado e compatível com a área, apresentando histórico de preocupação com o Meio Ambiente, espirito público, grandeza e diálogo com os servidores e com a sociedade gaúcha. Para tanto, solicitamos ao governo em reconhecer que a atual Secretária de Meio Ambiente bem como o Presidente da FEPAM não preenchem os requisitos mínimos à pasta e que os mesmos e pedimos também a grandeza de parte dos mesmos para que deixem seus cargos de liquidantes da Fundação Zoobotânica e das políticas públicas históricas conquistadas pela sociedade gaúcha
     

  • Associação Riograndense de Imprensa elege nova diretoria


    Data :
    05/06/2017 – segunda-feira

    Hora : Primeira convocação às 17h
    Segunda chamada às 17h30min até as 19h
    Local: sede da ARI – Borges de Medeiros, 915 – 7 andar
    A apuração ocorrerá ao término da votação. Estão aptos a votar sócios em dia com a tesouraria.

  • Mais de 1.700 armas de guerra teriam entrado no Rio, via Galeão

    O fato mais inquietante da semana não foi produzido em Brasilia, nem ganhou grande destaque no noticiário.
    Foi a apreensão, na quinta-feira, de 60 fuzis de guerra, no terminal de cargas do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
    O que assusta é que a carga apreendida, segundo a polícia, é de um total de 30 remessas semelhantes, provenientes dos Estados Unidos. O lote apreendido seria a 29ª remessa. Só faltava uma do pacote, e não é improvável que tenha entrado, apesar da vigilância.
    Se estão certas estas informações dadas pela polícia, mais de 1.700 dessas armas ultramodernas, de alto poder de fogo, entraram no Rio, só nesta rota do Galeão.
    Na operação quatro pessoas foram presas – dois moradores de Niterói, um da Baixada e um de Jacarepaguá. Segundo a corporação a apreensão inclui fuzis AK 47 (45 unidades), G3 (1 unidade) e AR 15 (14 unidades).
    As armas chegaram ao aeroporto em um voo proveniente de Miami (EUA), dentro de containeres junto com uma carga de aquecedores para piscinas. A investigação sobre as armas levou um ano e envolveu interceptações telefônicas. Informação preliminar do Instituto de Segurança Pública (ISP) indica que a apreensão desta quinta é a maior em 10 anos.
    Segundo a polícia carioca, nos últimos 150 dias, 250 fuzis foram apreendidos no Rio de Janeiro, incluindo os 60 interceptados agora.
    A investigação começou há um ano na Delegacia de Roubos e Furtos de cargas após o assassinato em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A arma utilizada no crime também foi usada em um roubo de cargas. O levantamento da origem da arma culminou com a apreensão desta quinta.

  • Um dia em defesa das serpentes

    “Preparem suas botas e guarda-chuva, amanhã choverá cobras no Jardim Botânico”.
    É o chamamento do movimento ambientalista gaúcho para a mobilização que acontece neste domingo, dia 4, à tarde, pela reabertura do serpentário no Museu de Ciências Naturais, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
    A área de visitação pública do Núcleo Regional de Ofidiologia de Porto Alegre (NOPA/MCN-FZB) está fechada há três meses.
    O NOPA, único serpentário do Estado capacitado para realizar extração de peçonha, mantém mais 300 serpentes de 16 espécies, sendo oito peçonhentas.
    Há espécies que ocorrem somente no Rio Grande do Sul como a Jararaca-pintada Bothrops pubescens. São encontradas ali, também, cruzeira, coral, cascavel, jibóia, entre outras.

    Cascavel do NOPA/Divulgação JA

    A preocupação dos ambientalistas é com o desmonte das atividades da Zoobotânica, ameaçada de extinção pelo governo do Estado.
    Há possibilidade ainda de transferência do serpentário para fora do RS, desejo já manifestado pela secretária do Meio Ambiente Ana Pellini, que chegou a consultar no início deste ano o Instituto Vital Brazil (IVB) sobre o interesse da entidade carioca em receber os animais.
    O IVB é um dos laboratórios responsáveis pela produção nacional de soro antiofídico, que neutraliza o veneno das serpentes. O soro é repassado ao Ministério da Saúde que distribui aos órgãos estaduais.
    (Cleber Dioni Tentardini)
     
     

  • Sartori leva 16 na comitiva para promover o carvão gaúcho no Japão

    O governador José Ivo Sartori embarcou na noite de sábado, 3, para o Japão.
    Partida discreta. No aeroporto, Sartori preferiu falar do plebiscito, em que pretende aprovar as privatizações que precisa para salvar o seu governo.
    Embora programada há dois meses, a viagem não mereceu atenção da imprensa.
    Uma pesquisa no site do jornal Zero Hora traz uma notícia do dia 15 de maio*.
    Jornal do Comércio e Correio do Povo, que têm correspondentes acompanhando a comitiva, fizeram registros do início da missão. A assessoria de imprensa do Palácio Piratini divulgou as seguintes informações:
    “Estão no roteiro da missão as províncias de Tóquio, Shizuoka (Hamamatsu e Iwata) e Shiga (Otsu)”. Ou seja: quatro cidades em três províncias do Japão.
    “Na agenda, mais de 15 reuniões com bancos e empresários visando atrair investimentos para o Estado, além de promover o carvão gaúcho”.
    A delegação, segundo a assessoria , tem 16 integrantes, quatro do primeiro escalão do governo: Márcio Biolchi (secretário de Desenvolvimento Econômico, Governança e Gestão), Cleber Benvegnu (Comunicação), Artur Lemos (Minas e Energia) e Ana Pellini (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável).
    Também acompanham o grupo, o futuro presidente da Fiergs, Gilberto Petry, e o presidente da Famurs, Luciano Pinto.

     Carvão

    O governo gaúcho solicitará apoio aos japoneses no desenvolvimento de tecnologias eficientes e sustentáveis para uso do carvão mineral.
    O grupo visitará a Hitachinaka Power Plant, usina de carvão de dois mil megawatts (MW), localizada em Tokai-mura, Nakagun, Ibaraki. A planta é de propriedade da Tokio Electric Power Company (Tepco).
    Negócios
    Em Hamamatsu, a comitiva participará do 8º Seminário de Economia Brasileira, promovido pelo Banco Iwata Shinkin (Iwashin).
    Durante o evento, o governador fará a palestra Rio Grande do Sul: seus Encantos e a Porta de Investimentos para a América do Sul. Sartori divulgará empresas com potencial exportador nos setores metalmecânico (especialmente de máquinas agrícolas) e de produção de alimentos.
    Antes do seminário, haverá assinatura de memorando de entendimento com o banco, para que a instituição inclua o Rio Grande do Sul na rota das missões empresariais de negócios de Shizuoaka.

  • Justa Trama lança na Redenção sua nova coleção de roupas

    A Justa Trama é muito mais do que uma marca sustentável que faz um desfile de moda na manhã deste sábado, às 10h, na Redenção, em frente ao Monumento ao Expedicionário.
    O que acontece em Porto Alegre é a parte final de uma cadeia produtiva que envolve cerca de 600 trabalhadores, em cinco estados brasileiros.
    O plantio do algodão agroecológico é feito por duas associações: uma em Tauá, no Ceará, e outra em Pontaporã, no Mato Grosso do Sul.
    As flores de algodão são enviadas a Minas Gerais, onde a Cooperativa de Produção Têxtil de Pará de Minas (Coopertextil) faz a fiação e a tecelagem.
    De Porto Velho, capital de Rondônia, a Cooperativa Açaí  manda sementes da região, usadas em adornos das peças e na produção de ecojoias.
    Em Porto Alegre, a Cooperativa de Costureiras Unidas Venceremos (Univens) faz e comercializa as roupas pela internet. Com as sobras da confecção, o   Coletivo Inovarte cria brinquedos e jogos pedagógicos.
    A Univens foi criada em 1996, e a Justa Trama existe deste 2005. É um projeto consolidado.
    Dos cerca de 600 trabalhadores pelo país, 60% são mulheres. São catadoras de sementes, agricultoras, fiadoras, tecedores, costureiras, artesãs e assentados que trabalham sob os preceitos da economia solidária: equidade de gênero, inclusão social, sustentabilidade e comércio justo.
    Assim a Justa Trama tornou-se referência em economia solidária e moda sustentável no Brasil, reconhecida internacionalmente como a rede nacional mais completa do país.

    Coleção Justa Trama 2017 / Foto Dani Villar/AF

    Agora em junho, a Justa Trama lança sua nova coleção de roupas: “Moda que envolve: costureiras, artesãs e sustentabilidade”, desenvolvida com o apoio do Projeto Empodera, do Instituto Renner e Onu Mulheres.
    As roupas são produzidas com o algodão orgânico certificado e colorido com tingimento natural, que preserva totalmente o ambiente.
    O resultado desta parceria são roupas confortáveis, sustentáveis e em vários estilos. O lançamento num desfile aberto neste sábado (3/6), a partir das 10h, em frente ao Monumento Expedicionário, no Parque Farroupilha, em Porto Alegre. Quem passar por lá poderá conferir também um show com a banda Babitongas  (www.facebook.com/babitongas).
    Para conhecer e comprar roupas da Justa Trama pelo e-commerce: www.justatrama.com.br.
    “O desfile é uma forma de trazermos para perto das pessoas, o que conseguimos criar e produzir de forma coletiva. A moda é uma escolha. Escolher a justa trama é escolher uma roupa que tem o cuidado com o meio ambiente em todo o processo. É escolher a natureza, um ambiente saudável. Uma roupa agradável produzida por mãos e ideias de quem acredita que a roupa também veste sua consciência, diz Nelsa Ines Fabian Nespolo, uma das fundadoras da cooperativa, que tem sede na Vila Nossa Senhora Aparecida, no bairro Sarandi, em Porto Alegre.
    JUSTA TRAMA
    Fazem parte desta cadeia as cooperativas:

    • Associação de Desenvolvimento Cultural e Educacional (ADEC):Plantio do algodão orgânico em Taúa (CE).
    • Associação da Escola Família Agrícola da Fronteira (AEFAF):Plantio do algodão orgânico, em Pontaporã (MS)
    • Cooperativa de Produção Têxtil de Para de Minas (Coopertextil):Fiação e Tecelagem em Pará de Minas (MG)
    • Cooperativa Açaí:Sementes da região, usadas para ornamentação das peças e também produção de ecojoias, em Porto Velho (RO)
    • Coletivo Inovarte: Brinquedos e jogos pedagógicos com as sobras da confecção, em Porto Alegre (RS)
    • Cooperativa Unidas Venceremos (Univens):Confecção, em Porto Alegre (RS).
      A Justa Trama é uma das atividades da Univens

      Foi fundada em Porto Alegre, em maio de 1996, por mulheres entre 18 e 70 anos com o objetivo de promover geração de renda e trabalho de forma coletiva. Atualmente a cooperativa tem 22 cooperadas que produzem peças de vestuário como camisetas e uniformes, além da confecção e gestão da comercialização das peças da Justa Trama.

     

  • Gilmar Mendes absolve Yeda Crusius por crime ambiental

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, absolveu sumariamente a deputada federal (PSDB) Yeda Crusius, acusada de supostos crimes ambientais quando era governadora do Rio Grande do Sul (2007-2011). A decisão por extinção da ação penal contra a tucana acolhe manifestação da Procuradoria-Geral da República.
    “Não há prova de que (Yeda) tenha contribuído de forma relevante para a exploração da atividade potencialmente poluidora”, assinalou o ministro.
    Yeda assinou o Decreto Estadual 47.729, de 30 de dezembro de 2010, alterando os limites da Unidade de Conservação. O suposto crime teria sido permitir atividade de silvicultura em área de conservação.
    A Procuradoria-Geral da República destacou que ela tomou a medida “atendendo a recomendações da área competente”.
    Gilmar observou que a Procuradoria opinou pela absolvição sumária da parlamentar, “por falta de prova da participação” dela, e pela cisão da ação penal em relação aos demais réus – contra esses, o processo segue na primeira instância no Rio Grande Sul.