Autor: da Redação

  • Quatro exposições selecionadas em edital ocupam espaço de artes do IAB/RS

    Nessa quarta-feira,dia 24,  a partir das 19 horas, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS) abre quatro exposições de artes visuais selecionadas no edital 2018. Participam da mostra artistas gaúchos que apresentam trabalhos individuais e coletivos. A visitação é gratuita e permanece até o dia 30 de novembro de 2018, das 13h30 às 18h00, de segunda à sexta-feira, na Galeria do IAB RS, na Rua General Canabarro 363, no Centro Histórico de Porto Alegre.
    As mostras e os artistas são:
    ENTRE DOIS
    Caroline Veilson 
    Nessa série de gravuras, Caroline Veilson trabalha com objetos do seu convívio diário, a fim de ressignificá-los através da gravura. São os rastros, a memória do utensílio, que se fundem em um resultado estético e experimental. Ela apresenta alguns resultados da sua pesquisa em gravura, envolvendo a técnica da litografia waterless, feita com matrizes reaproveitadas de placas offset, e também a manufatura do papel como suporte para as imagens.

    Obra de Luci Sgorla . Foto: Divulgação

    QUAL ARTE É LIVRE?
    Grupo Insubmissões: Adela Bálsamo Armando, Ana Rocha, Anderson Neves, Fátima Pinto, Leonardo Loureiro, Louise Soares, Lucca Curtolo, Luci Sgorla, Paula Ruszkowski, Roberta Agostini, Sandro Belloríni, Soraya Girotto, Taila Idzi.
    A exposição coletiva do grupo Insubmissões é uma metamorfose colocando que toda pergunta merece resposta. Com pluralidade, o grupo se expressa como se raízes surgissem brotando da parede ao encontro de todos, abraçando-os, respeitando cada um, envolvendo-os com a aura que só a arte promove. A arte é livre quando? Quando ganha um sim ou não? Quando transcende? Quando é óbvia? Quando causa polêmica ou é indiferente? Quando transforma? A urna tem a resposta exata ou é apenas uma orientação para onde devemos ir? O Insubmissões tem por característica trabalhar com encontros, possibilidades, investigações, potências, tensões, identidades, diálogos, rupturas, relações, curiosidades e liberdade. Esse grupo é livre? Tudo provém de uma urna? Insubmissões responderá.
    Obra Antonio Mainieri _. Foto; Divulgação

    SÓLIDO
    Antonio Mainieri
    (Curadoria Caroline Hädrich)
    A  obra evidencia o resultado do processo de verticalização do centro da capital gaúcha que se mostra visível em seus espaços com características residuais, de uso indefinido. Jogos de fachadas compostas por grandes paredes cegas e antigas construções, que aguardam arranha-céus vizinhos que nunca foram e talvez nunca serão construídos, restam como duros planos chapados, carregados de manchas do tempo. Através de imagens que podem ser identificadas como “anti-postais”, Antonio Mainieri desvenda o reverso invisível do cotidiano das cidades quase secretas contidas nas entranhas do bairro.
    Obra de Ricardo Aguiar. Foto: Divulgação

    CORPO VAZADO
    Ricardo Aguiar 
     
    O trabalho do escultor Ricardo Aguiar em exposição na Galeria do IAB RS demonstra a busca do artista em aprofundar-se nas possibilidades que a pedra permite, através da sua percepção como ser sensível. Aguiar reforça que a expressão artística depende de uma sinceridade profunda, e ao interferir na estrutura busca o lado de fora que pode existir internamente.
     
     
     

    Livre de vírus. www.avast.com.
  • A arte da colagem de Helena d'Avila e a fotografia de Eneleo Alcides, no MAC

    O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC) inaugura nessa terça-feira, dia 23, às 19h, duas exposições: “Territórios Adulterados”, da artista visual Helena d’Avila, e “Mukabata”, do fotógrafo catarinense Eneleo Alcides. As mostras podem ser visitadas até o dia 21 de novembro, na Sotero Cosme Gallery e Sala Xico Stockinger, ambas no 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana.

    Com curadoria de Ana Zavadil, “Territórios Adulterados” apresenta um recorte com 21 trabalhos da artista, onde são usadas a apropriação e a colagem. “A colagem apresenta-se hoje como uma ferramenta atemporal, pois amarra o presente e o passado em um novo registro visual. Usando tapetes comprados em lojas para transformar sua pintura, Helena d’Avila fez um inventário deles com flores para expressar códigos relacionados com a vida e a morte. O espectador é puxado para decifrar o mundo de possibilidades de significados que não se completam por inteiro porque as metáforas criadas são sutis. Ela foi incansável na produção de enigmas e na criação de diálogos entre as obras”, explica a curadora.

    Mostra de Eneleo Alcides são com fotos sobre comunidade indígena.Foto: Divulgação

    Já “Mukabata”, que tem curadoria de Rosângela Miranda Cherem e Fabrício Tomazi Peixoto, traz um conjunto de fotografias e vídeos capturados nos altos dos rios Tarauacá e Jordão, fronteira do Brasil com o Peru, na Amazônia Ocidental. “Trata-se de um olhar estrangeiro lançado sobre um grupo nativo de origem pré-colombiana, expondo suas familiaridades e também o estranhamento provocado pelo encontro interétnico e da improbabilidade dessa comunicação”, destaca Eneleo.

    SERVIÇO
    Exposições “Territórios Adulterados”, da artista visual Helena d’Avila, e “Mukabata”, do fotógrafo Eneleo.
    Abertura: 23 de outubro | Terça-feira | 19h.
    Visitação: 24 de outubro a 21 de novembro | Terça a sexta das 9h às 18h30, e sábados, domingos e feriados das 12h às 18h30.
    Local: “Territórios Adulterados” na Sala Xico Stockinger e “Mukabata” na Sotero Cosme Gallery – 6º andar da Casa de Cultura Mário Quintana (Rua dos Andradas, 736).
    Entrada gratuita.

  • Flautista Ana Carolina Bueno apresenta show em homenagem a Elis Regina

    No dia 30 de outubro, terça-feira, a flautista Ana Carolina Bueno estreia um espetáculo em formato inédito na capital gaúcha em homenagem a Elis Regina, uma das maiores cantoras da música brasileira. Com a proposta de emocionar o público interpretando os seus sucessos em uma linguagem flautística, Ana Carolina Bueno apresenta o show Elis Instrumental, acompanhada do pianista Michel Dorfman, às 20h, no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura.

     O evento é uma realização do Vida de Flautista Produções e tem o apoio da Livraria Cultura, Stephanou Cultural e Plaza São Rafael Hotel. Os ingressos custam R$ 40, com meia-entrada para estudantes, seniores e portadores de necessidades especiais, e estão à venda em http://bit.ly/elisinstrumental ou na bilheteria do local.

    O repertório integra canções como “Arrastão”,  “Fascinação”, “Águas De Março”, “Como nossos Pais” e “O Bêbado e a Equilibrista”. A ideia é compartilhar com o público uma seleção especial de canções que marcaram a trajetória da cantora, explorando sonoridades diferenciadas da música instrumental.

    Quem é

    Ana Carolina Bueno é formada em flauta transversal pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), iniciando seus estudos musicais na Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa). Já integrou as principais orquestras do Rio Grande do Sul e tocou ao lado de nomes como Tati Portella, Shana Müller, Zizi Possi, Leila Pinheiro, entre outros. É professora de flauta transversal e integra a Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo, também atua como compositora e intérprete do duo Mulheres em Harpa e Flauta; e como apresentadora do programa Vida de Flautista, transmitido ao vivo pelo Facebook.

    Michel Dorfman (piano)

    Bacharel em Composição na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atua em projetos paralelos como produtor, pianista e arranjador. Dentre os álbuns em que participou, destacam-se os de artistas como Frank Solari, Hique Gomes, Renato Borguetti, Nelson Coelho de Castro, James Liberato, Jorginho do Trompete e Ernesto Fagundes. Possui diversas indicações como instrumentista na categoria de pianista de música popular, obtendo por duas vezes a premiação no Troféu Açorianos.

    SERVIÇO

    Show Elis Instrumental

    com Ana Carolina Bueno (flauta transversal) e Michel Dorfman (piano)

     Quando: 30 de outubro, terça-feira

    Horário: 20h

    Local: Teatro Eva Herz da Livraria Cultura (Av. Túlio de Rose, 80 – 302 – Jardim Europa, Porto Alegre – RS, 91340-110)

    Ingresso: R$40, com meia-entrada para estudantes, seniores e portadores de necessidades especiais.  À venda em http://bit.ly/elisinstrumental ou na bilheteria do local.

  • Três dias de música de qualidade, no Festival Jazz a Bordo, nas águas do Guaíba

    Três dias de jazz, navegando pelo rio Guaíba. Essa é a proposta em execução, a partir dos dias 25, 26 e 27 de outubro, no Espaço Cultural Flutuante Cisne Branco, com o primeiro Festival Jazz a Bordo. Com a curadoria dos músicos Augusto Britto e João Maldonado que, confessam eles, foi muito difícil escolher as bandas pela qualidade dos músicos gaúchos. “Vemos no Rio Grande do Sul velhos e novos músicos se mesclando com seus talentos e experiências. Muitas relações e novos agrupamentos estão surgindo com o jazz. Isso é lindo, pois é somente no jazz que conseguimos atingir a alma da música pela vivência”, explica Maldonado.
    As noites musicais serão navegadas por Camila Toledo, Sinatra Sessions, Pedrinho Figueiredo e Paulo Dorfman, Tonda Pecoits e sua Salsa Jazz Quarteto, Jorginho do Trompete, Kiai Grupo e Kula Jazz. Em três horas de passeio pelo Guaíba, o Festival apresentará duas bandas na quinta e sexta-feira e três no sábado, com a apresentação do jornalista Paulo Moreira, um dos maiores jazzófilos do país.
    Entre os feras do festival, destaque para Camila Toledo no Especial Billie Holiday. Por meio da música e com sua voz marcante – que nada lembra Holiday, ela criou seu próprio estilo à altura de interpretação – Camila busca difundir a atuação de artistas negros e o empoderamento feminino.
    Outra surpresa desta edição é Gustavo Bing, 19 anos, interpretando nada mais, nada menos que Frank Sinatra. Na apresentação, absolutamente tudo é Sinatra: a voz, a música e o figurino.
    Liberdade e democracia
    O jazz não é apenas um estilo charmoso e envolvente. Não é modinha. É rebelde e, ao mesmo tempo, democrático. Talvez o único no atual sistema em que vivemos. Jamais se rendeu ao mercado fonográfico.
    Os músicos são livres para improvisar e o som dos seus instrumentos são respeitados e apreciados. Todos trabalham em comunhão, por isso, o jazz resiste, diferente de outros estilos.
    Esse charmoso estilo musical evidencia os caminhos irreversíveis que o homem alcançou na arte. E é justamente isso que o Jazz a Bordo Festival pretende enaltecer: a arte, a liberdade e a resistência.
    PROGRAMAÇÃO
    25 de outubro| Quinta-feira | 21 horas – Especial Billie Holiday com Camila Toledo e Especial Frank Sinatra com Sinatra Sessions
    26 de outubro | Sexta-feira | 21 horas – Especial Miles Davis com Jorginho do Trompete e Pedrinho Figueiredo acompanhado de Paulo Dorfman
    27 de outubro | Sábado | 22h – Tonda Pecoits, Kiai Grupo e Kula Jazz
    Embarques
    Quinta e Sexta: 20h30 | Saída às 21h e retorno à meia-noite
    Sábado: 20h30 | Saída às 22h e retorno à 1h
    Os ingressos custam R$ 80 inteira e R$ 40 meia por noite, e o passaporte para as três noites podem ser adquiridos por R$ 180 inteira e R$ 90 meia.
    Venda de ingressos
    Online – http://www.sympla.com.br/festival-jazz-a-bordo__355534
    Stand de informações e vendas do Cisne Branco no 3º Piso do Shopping João Pessoa, diariamente das 11h às 20h, e no escritório do Cisne Branco no Cais do Porto (Armazém B3), diariamente das 9h às 18h.

  • A trilha sonora do Mundo Geek , em concerto especial da Ospa

     A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) se prepara para mergulhar no rico universo musical de filmes, séries de televisão, jogos eletrônicos e animes, na próxima sexta-feira,  dia 26, às 20h30. O maestro Arthur Barbosa conduz o concerto “Mundo Geek” no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
    No programa, músicas que embalaram produções como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, “O Senhor dos Anéis”, ‘Os Cavaleiros do Zodíaco” e “Jaspion”. A soprano Raquel Fortes, o guitarrista Térence Veras e o youtuber Carlos Redel, do canal Bode na Sala, integram o time de convidados especiais. Os ingressos da exibição, que faz parte da Série UFRGS da orquestra, estão à venda a R$40 em www.ospa.org.br ou no dia do evento, na bilheteria do local.
    SERVIÇO
     
     Concerto Mundo Geek – Série UFRGS
    Quando: 26 de outubro, sexta-feira
    Horário: 20h30
    Local: Salão de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110 – Bom Fim, Porto Alegre – RS, 90035-121)
    INGRESSOS
    Valores: R$ 40, com desconto de 50% para estudantes, seniores e sócios do Clube do Assinante ZH e 20% de desconto para titulares do cartão Zaffari e clientes do Banrisul.
    À venda no local no dia do evento
    Horário da bilheteria: Sexta-feira, dia 26 de outubro, das 14h até o horário do espetáculo.
    CORTESIAS – Estudantes, funcionários e professores da universidade podem retirar ingressos de cortesia na administração do Salão de Atos. A cota é limitada, e a distribuição é feita por ordem de chegada. É necessário apresentar o Cartão da UFRGS, e cada pessoa pode retirar 2 ingressos.
    VENDA ONLINE
    PROGRAMA
    John Williams: Tubarão
    John Williams: Harry Potter (Arranjo de Ted Ricketts)
    John Williams: Medley do tema de “Louis Lane” e “Indiana Jones” (Arranjo de Arthur Barbosa)
    John Williams: Jurassic Park (Arranjo de Calvin Custer)
    Howard Shore: Suíte de Senhor dos Anéis (Arranjo de John Whitney)
    Ramin Djawadi: Game of Thrones (Arranjo de Arthur Barbosa)
    Brad Fuller: Tétris/ Korobeiniki: Canção Folclórica/ Bradinsky (Arranjo de Inácio Saldanha)
    Barry Leitch: Mad Racer/ Top Gear (Arranjo de Inácio Saldanha)
    Chumei Watanabe: Medley Jaspion/ Ore wa Seigi Da! Jaspion/ Powerful Fighter Jaspion/ Chou Wakusei Sentou Boukan Daileon (Arranjo de Inácio Saldanha)
    Hiroaki Matsuzawa: Cavaleiros do Zodíaco/ Pegasus Fantasy (Arranjo de Inácio Saldanha)
    John Williams: Superman March
    John Williams: Spacechip Medley/ Terra de Gigantes, Perdidos no Espaço
    Jerry Goldsmith: Star Trek (Arranjo de Rodrigo Bustamante)
    John Williams: Star Wars – “Marcha Imperial”
    John Williams: Star Wars – “Main Title”
    Participações especiais: Raquel Fortes (soprano), Gaia Schenini (soprano),Térence Veras (guitarrista) e Carlos Redel (youtuber)
    Regente: Arthur Barbosa
  • Ministra Rosa Weber reconhece fracasso no combate às fake news na eleição

    Em entrevista em andamento, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, reconheceu que as autoridades ainda não dispõem de condições de conter    a onda de fake news que assola as eleições brasileiras.
    “Gostaríamos de ter uma solução pronta e eficaz, de fato, não temos. Se tiverem a solução, por favor, nos apresentem. Ainda não descobrimos o milagre”, disse a ministra.
    Explicou que a questão de disseminação de notícias falsas pelas redes sociais é um problema que preocupa autoridades do mundo inteiro. “Estamos enfrentando um fenômeno mundial”, disse a ministra.
    Mas garantiu que ainda não há indício de que tenha havido interferência do fenômeno no pleito em andamento.
    “Entendemos que não houve falha alguma da Justiça Eleitoral no que tange a isso que se chama fake news”, afirmou.
    Uma das principais dificuldades para combater as fakes, segundo a ministra, é o perigo de incorrer em censura, ferindo o direito de expressão.
    A entrevista coletiva foi motivada pela denúncia do uso de disparos em massa de fake news pela internet por empresários apoiadores de Jair Bolsonaro.
    Participam o ministro da Segurança, Raul Jungmann, o assessor especial da Presidência e presidente da Abin, general Sérgio Etchegoyen e o diretor da Polícia Federal.
    Jungmann disse que não há como alguém produzir uma ação de fake-news e disseminá-la pelas redes sociais e não ser identificado,
    A ministra disse que há 8 ações de investigação eleitoral em andamento e que não há como prever um desfecho, que seguirão os trâmites processuais normais.
    A ação da chapa Haddad-Manuela com base na reportagem da Folha de São Paulo, sobre empresários que estariam comprando pacotes para ataques em massa de fake news para favorecer Bolsonaro na reta final da eleição é uma delas.
     

  • TSE se pronuncia sobre denúncia de propaganda ilegal a favor de Bolsonaro

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para hoje (21) à tarde uma entrevista à imprensa em que devem ser anunciadas medidas de combate à disseminação de notícias falsas (fake news) nas redes sociais.
    A entrevista ocorre no momento de acirramento de acusações entre as campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
    Além da presidente do TSE, ministra Rosa Weber, deverão participar da entrevista os ministros Raul Jungmann, da Segurança Pública, e Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.
    O TSE está investigando as denúncias sobre a existência de empresários que financiariam um esquema criminoso para a propagação de fake news anti-PT via WhatsApp.
    A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral Eleitoral também estão nas apurações.
    A semana que passou foi tensa, pois Haddad acusou Bolsonaro de estar por trás do esquema. Os adversários trocaram acusações. Bolsonaro negou envolvimento.
    Pelo Twitter, o candidato do PSL afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e que o PT não está sendo prejudicado por fake news, e sim pela “verdade”.
    Partidos políticos, que apoiam ambos os candidatos, recorreram à Justiça Eleitoral em busca de providências. O PT pediu ao TSE para declarar Bolsonaro inelegível por 8 anos com base nas denúncias publicadas na imprensa.
    (Com informações da Agência Brasil)

  • Justiça suspende decreto de extinção da Zoobotânica

    O desembargador Sergio Luiz Beck, da 1ª Câmara Cível, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, determinou na quinta-feira, 18, a suspensão do Decreto Estadual nº 54.268/2018, que extinguiu Fundação Zoobotânica do RS e autorizou que o patrimônio material e imaterial do Museu de Ciências Naturais e do Jardim Botânico de Porto Alegre passassem a ser geridos pela Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA).
    A decisão atende pedido de tutela provisória de urgência, apresentado pelo Ministério Público, diante da decisão não unânime do agravo de instrumento julgado por aquela mesma Câmara Cível do TJ/RS.

    Decisão do Tribunal de Justiça, em outubro, não foi unânime para autorizar a transferência da gestão do JB e do MCN para a SEMA/Foto Cleber Dioni

    O magistrado considera que o decreto de extinção poderá representar o esvaziamento do objeto do recurso, com a extinção da FZB sem uma migração planejada, cautelosa e gradativa do acervo, funções e servidores para a SEMA.
    Ante o exposto, concedo a tutela provisória para suspender os efeitos do Decreto Estadual nº 54.268/2018 até o julgamento final do agravo de instrumento nº 70078021409, a fim de que a transferência definitiva dos bens e dos servidores do JARDIM BOTÂNICO e do MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS seja precedida de um plano para a extinção da FZB que garanta a plena continuidade e a mesma qualificação de todos os serviços e atividades do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais. Ainda, fixo multa diária no valor de R$5.000,00 (cinco mil reais), que deverá incidir após 5 (cinco) dias úteis a contar da intimação, no caso de descumprimento, consolidando a multa no valor de R$500.000,00 (quinhentos mil reais), atentando-se para os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, face à condição econômica do Estado do Rio Grande do Sul, de modo a obrigar o cumprimento da presente decisão e, ainda, pelo desrespeito ao poder judiciário e o atentado ao meio ambiente, pela urgência da medida pretendida. Expeça-se mandado, com urgência, para cumprimento do determinado, por oficial de justiça desse Tribunal”, apontou o magistrado.
     

  • Intelectuais estrangeiros alertam para o risco Bolsonaro

    O francês Jacques Poulain lidera um grupo de intelectuais estrangeiros que alerta para os perigos de uma “candidatura fascista”.

    Um grupo de intelectuais e acadêmicos de diversas partes do mundo acaba de lançar um manifesto para alertar o mundo e os eleitores brasileiros dos riscos da eleição de Jair Bolsonaro no domingo 28.

    Encabeçado por Jaques Poulain, titular da cátedra da Unesco de Filosofia da cultura e das instituições, e co-assinado por acadêmicos da Europa, Ásia e Américas.

    O documento critica a partidarização do Judiciário no Brasil e condena o “golpe de Estado branco” contra Dilma Rousseff e a perseguição a políticos, em especial Lula, que ousam se contrapor aos ditames da ordem neoliberal.

    “O Poder Judiciário e constitucional se desqualifica a ele mesmo ao tomar tais decisões, sem temer a exibição da sua arrogância”, prossegue o manifesto.

    Aqui, a íntegra:

     

    CARTA ABERTA AOS CIDADÃOS BRASILEIROS

    Delate sua justiça?

    por Jacques Poulain

    Titular da Cátedra Unesco de Filosofia da Cultura e das Instituições

    Universidade Paris 8 

    Em um mundo que se tornou neoliberal, em toda parte a injustiça entre as diversas classes da sociedade e entre os países ricos e pobres é de tal maneira gritante que o órgão de proteção aos cidadãos e de regulação da vida social, o Estado-nação, perdeu, na maior parte do tempo, sua credibilidade, delegando seus poderes a uma oligarquia de acionistas anônimos e de altos executivos super-remunerados. Não se contam mais as mil e uma maneiras através das quais a experimentação do uso deste monopólio lhes permitiu destruir cinicamente as instituições reguladoras da vida econômica, política, familiar e universitária, limitando-as por meio de uma utilização tanto cínica quanto corrompida das instituições judiciárias. Estas não hesitam em condenar os políticos que colocam em questão a hegemonia dos capitalistas no espaço mundial a fim de reforçar os governantes que se protegem dos julgamentos de corrupção que merecem, acusando antecipadamente  aqueles que desobedecem o regime neoliberal de injustiça e condenando-os de maneira escandalosa, estigmatizando-os como corruptos. A condenação de Lula à inelegibilidade para as eleições presidenciais brasileiras pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o exemplo mais patente.

    A invalidade desta decisão foi reconhecida como tal e tornou-se manchete dos jornais internacionais. Não há dúvida de que uma nova forma radical de nivelar toda justiça por baixo foi descoberta nos Estados-nação: a capacidade de seus supremos órgãos judiciários e constitucionais de violentar a si mesmos se apresenta assim sem complexo aos olhos da opinião pública internacional como o refúgio ideal do novo submundo mafioso internacional, como um refúgio inatacável, envolto que está na imunidade com a qual é adornado. A injustiça da condenação de Lula foi declarada e corretamente condenada como ilegal nas recomendações da Comissão de Direitos Humanos da ONU, lembrando que a elegibilidade para a eleição presidencial lhe devia ser concedida  até que ele tivesse esgotado todos os seus recursos. A fragilidade da desobediência do tribunal eleitoral brasileiro é evidente para todos, no sentido de que viola deliberadamente os regulamentos de seu próprio sistema judicial quando se presume ser seu único fiador. Sua desobediência a todas as normas internacionalmente reconhecidas aparece sem remorso em seu cinismo e sua eficiência mais temíveis. Ela é, no entanto, injustificável aos olhos de todos na medida em que ela viola a lei que ela mesma esbanjou, no lugar certo, para proteger as liberdades individuais e coletivas. O TSE  desobedece a si mesmo sem necessidade legal e deliberadamente mina sua própria autoridade à vista de todos.

    Este tipo de desobediência cínica aos princípios cujo respeito é exibido por todas as democracias corrobora, pelo desprezo à palavra dos eleitores, a rejeição de um diálogo econômico-político entre os cidadãos, necessário à medida em que a prática neoliberal se desenvolve. É a cidadania dos parceiros sociais explorados pela economia neoliberal que paga os custos, pois ela se vê pura e simplesmente não reconhecida, até mesmo suprimida na mesma medida em que desaparece progressivamente sua capacidade de utilizar seus direitos civis e cívicos.

    Quando esta negação da fala se estende aos únicos políticos que, como Lula, são capazes de restaurar um diálogo de justiça entre as diferentes classes sociais, negando a ele o direito à elegibilidade presidencial, ela atinge seu ápice. Esta deterioração do uso do poder judiciário das mais altas instâncias de um Estado-nação reflete, então, uma crise profunda da justiça exercida em um Estado-nação, uma vez que o poder judiciário e constitucional se desqualifica a ele mesmo ao tomar tais decisões, sem temer a exibição de sua arrogância, pois ele generaliza, sem vergonha, a identificação dos cidadãos a criminosos e, por este meio, ele se contenta em propagar, como descreveu Michel Misse, uma exterminação radical e bárbara dos seres humanos. O caráter das mais recentes desobediências feministas parece dar-lhes toda a racionalidade e razoabilidade desejáveis, sobretudo se nós as compararmos com a renúncia dos sistemas jurídicos que servem de suporte ao neoliberalismo e que impõem um autismo coletivo e injustificável para todos os que podem regular seus destinos econômico-políticos por meio de acordos de cavalheiros (gentlemen’s agreements). Para efeito de comparação, as desobediências das feministas que se difundiram este ano com os slogans “delate seu porco” (“balance ton porc”) se levantaram com violência contra todos os regulamentos que privilegiaram o poder machista dos homens contra as mulheres e permanecem criativas e justificadas, uma vez que elas restauram um verdadeiro diálogo público entre os cidadãos e as cidadãs envolvidos em casos de estupros. Não há dúvida de que elas restauraram assim um princípio de respeito de igualdade democrática dos cidadãos ligado à própria condição humana.

    Elas atestam que a desobediência das mulheres em relação às condições jurídicas ligadas à pura vontade masculina de refrear toda agressividade e reduzi-las ao silêncio é necessária para poder restabelecer em suas relações com os homens uma igualdade e uma reciprocidade democrática real no uso do que faz delas seres humanos integralmente: suas faculdades de partilhar seus julgamentos de verdade sobre suas próprias condições de vida Elas testemunham vividamente que somente é fundamentada toda desobediência que consegue instaurar ou restabelecer um diálogo democrático entre todos os cidadãos.

    Os cossignatários da presente carta estão integralmente conscientes da ilegitimidade do “golpe de Estado branco” que destituiu sua presidente legitimamente eleita, Dilma Rousseff, conscientes da ilegalidade da condenação de Lula na inelegibilidade eleitoral. É fundamental para o Brasil que  se permaneça com as administrações progressistas caso o país deseje continuar a consolidar as conquistas de justiça social que as presidências de Lula e Dilma Rousseff permitiram aos brasileiros, pouco a pouco, desfrutar.

    Também sabemos que o Brasil ainda tem todas as potencialidades para voltar a um regime de mais justiça social e que se o país é capaz de se recuperar do tufão neoliberal que o atingiu desde o impeachment de Dilma Rousseff, ele será o primeiro a colaborar com os países vizinhos da América Latina que vivem atualmente em um estado de turbulência tão pesado quanto o do Brasil hoje.

    Hoje, às vésperas do segundo turno das eleições, parece-nos crucial alertar a sociedade brasileira sobre o perigo de uma candidatura de caráter fascista em contraposição à candidatura de Fernando Haddad que reúne os valores fundamentais da Democracia.

    Signatários:

    Jacques POULAIN – titular da Cátedra Unesco de Filosofia da Cultura e das Instituições na Universidade Paris 8, Membro da Academia Europeia das Ciências e das Artes – França

    Fathi TRIKI – Titulaire de la chaire Unesco du vivre ensemble, Université de Tunis, Tunis, Tunisie

    In-Suk CHA – Professor emeritus Seoul National University, South Corea, Unesco/Chair in Philosophy

    Ioanna KUCURADI – Professeur émérite à l’Université Maltepe, Istanbul, Turquie/Chaire Unesco de Philosophie

    Josiane BOULAD-AYOUB – Professeur émérite de philosophie, Université du Québec à Montréal, Canada/ Chaire Unesco de Philosophie

    Christoph WULF – Professeur à la Freie Universität Berlin, Berlin, Allemagne/Vice-président de la Commission nationale Allemande auprès de l’Unesco

    Hans-Jörg SANDKÜHLER – Professeur émérite de philosophie/Département de philosophie de l’Université de Brême, Allemagne

    Bruno CANY – Professor de Filosofia na Universidade Paris 8/ Diretor do Cahiers critiques de philosophie, França

    Serguei PANOV – Professor da National University of Technologies – MISIS,Rússia

    Paolo Maria FABBRI – Diretor do Centro Internazionale Scienzia Semiotiche (CiSS) na Universidade de Urbino, Itália

    Sebastian AGUDELO – Professor – Reitoria de Créteil e Universidade Paris 8, França

    Rachida TRIKI – Membro do Conseil Scientifique du Collège International de Philosphie, França

    Benito MAESO – Professor Doutor do Instituto Federal do Paraná/Brasil

    Hans KRETZ – Professor da Stanford University, Estados Unidos da América

    Vivianne de Castilho Moreira – Professora do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Paraná, Brasil

    Isabelle LABORDE-MILAA – Professora de Linguística da Universidade Paris Est Créteil, França

    Philippe TANCELIN – Professeur émérite d’esthétique, Université Paris 8

    Evandro Vieira OURIQUES – Professeur de sciences de la communication/Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil

    Juan Carlos Quintero CALVACHE – Professeur à l’Universidade Santiago de Cali, Colombie

    William GONZALEZ – Directeur du département de philosophie à l’Universidade del Valle, Cali, Colombie

    Walter MENON – Professeur de philosophie à l’université fédérale de Parana,  Brésil

    Patrice VERMEREN – Professeur émérite de philosophie à l’Université de Paris 8 et professeur à l’Université nationale de Buenos Aires

  • Vantagem de Eduardo Leite mostra o peso do funcionalismo na eleição

    “Ninguém ganha eleição só com o funcionalismo, mas ninguém ganha eleição contra o funcionalismo”. A frase, atribuída ao ex-governador Pedro Simon, parece estar se confirmando nesta eleição.
    O governador Ivo Sartori, que no primeiro turno parecia que ia quebrar a regra com a reeleição e apesar da oposição furiosa do funcionalismo estadual, está sentindo o peso da sentença, neste segundo turno.
    Os 18 pontos de vantagem, que o Ibope atribui a Eduardo Leite na última pesquisa de intenção de voto, indicam que o funcionalismo estadual está dando o troco por mais de 30 meses com atraso nos salários.