Chega a Porto Alegre, nesta final de semana, a segunda edição do Cine Pedal, mostra de cinema movido a energia limpa que circula por várias capitais do país. No sábado e no domingo, dois filmes serão exibidos em um telão no setor B, do estacionamento do Barra Shopping. A energia necessária para o equipamento será gerado através das pedaladas.
Evento passou por Florianópolis, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia e Salvador. No ano passado, o local escolhido foi o Parque da Redenção.
A produção do evento disponibiliza dez bicicletas e dez plataforma onde os participantes podem encaixar suas próprias bicicletas, de qualquer modelo, adultos ou infantis. O festival também disponibiliza um pedal manual que pode ser utilizado por cadeirantes, crianças e idosos.
Ao serem pedaladas, as bicicletas produzirão a energia, que será recebida por um equipamento condensador responsável por alinhar toda a energia gerada e redistribuir para o projetor e para os equipamentos de som e iluminação utilizados no evento.
Os participantes precisam gerar no mínimo 1300 watts para o cine funcionar. No local haverá um sinalizador exibindo em tempo real quantos watts estão sendo gerados.
No sábado, o filme exibido será O Casamento de Romeu e Julieta, comédia nacional dirigida por Bruno Barreto que traz a história de um casal: ele, corintiano fanático; ela, igualmente fanática, mas pelo Palmeiras. No domingo, é a vez de Alfie, o Pequeno Lobisomen, de Joram Lürsen. O filme conta a história de um menino que, na noite de seu aniversário de sete anos se transforma em um lobinho.
Antes da exibição dos filmes, haverá debates mediados por Paula Dutra, com os temas: “inovação em geração de energia” e “meio ambiente e sustentabilidade x educação”.
Além da exibição dos filmes e dos diálogos com especialistas, o evento conta com um baile ao ar livre, embalado por um DJ convidado, além de food bikes.
Para participar pedalando e gerando energia, os interessados devem se inscrever no local, no estande de credenciamento de voluntários ou através do site do evento. Em caso de chuva, o evento será cancelado.
Confira a programação completa:
03 de junho – sábado
16h – Abertura do evento: inicio de cadastro de voluntários
17h30 – Inicio da subida do telão e música por meio da energia gerada pelo público;
18h – Diálogo com convidados e público sobre “Inovação em geração de energia”;
19h – Exibição do filme O Casamento de Romeu e Julieta;
21h – Fim da programação
04 de junho – domingo
16h – Abertura do evento: inicio de cadastro de voluntários
17h30 – Inicio da subida do telão e música por meio da energia gerada pelo público;
18h – Diálogo com convidados e público sobre “Meio ambiente e sustentabilidade x educação”;
19h – Exibição do filme Alfie, O Pequeno Lobisomen;
21h – Fim da programação
Autor: da Redação
Cinema movido a pedaladas neste final de semana em Porto Alegre
Evento passou por diversas capitais brasileiras e volta a Porto Alegre neste final de semana / Andre Fossati / Divulgação Cartas na Rua lança seu segundo disco neste domingo
Dia de chuva é dia de ficar em casa, ensaiando e preparando os espetáculos para os dias secos. Este é um dos primeiros aprendizados de quem faz arte na rua. Os guris da Cartas na Rua sabem bem disso. Há quase um mês, eles tentam lançar seu mais novo trabalho, Cartas na Rua – Volume II. Porém, com a chuva que tem caído em Porto Alegre, o lançamento vem sendo adiado.
Neste domingo, a banda lança o segundo disco a partir do meio dia, no Parque da Redenção. Eles se apresenta junto à José Bonifácio, embaixo de alguma árvore, entre o Monumento ao Expedicionário e a avenida Osvaldo Aranha, local que ocupam todos os finais de semana.
Isso se não chover, é claro. Em caso de chuva, o evento fica automaticamente adiado para o domingo seguinte.
O novo disco contém 10 canções, sendo duas autorais e as demais são releituras de clássicos do folk, country, rock e bluegrass. O disco custa 15 reais e poderá ser adquirido diretamente com a banda ou na Casa Musgo, na rua Vieira de Castro. Ainda este ano, a banda pretende gravar um terceiro disco, somente de músicas próprias.
A Cartas na Rua surgiu a partir da banda Cartas para Bill. O disco autoral estava pronto para ser gravado quando o baterista saiu. Lester Borges e Marcelo da Luz já tinham a ideia de criar um projeto de rua e acabaram incluindo Pedro Ourique e Jean Kartabil. Há cerca de um ano e meio, a banda vem se apresentando nas ruas de Porto Alegre e de outras cidades gaúchas como Canoas, Novo Hamburgo. Em agosto passado, foram para São Paulo para uma temporada de um mês.
“Fomos para São Paulo sem ter nada marcado. No final do ano, voltamos para lá com shows agendados e ficamos ainda um mês no Rio de janeiro”, conta o músico Jean Kartabil.
O trabalho com música era uma atividade de final de semana, todos tinham outros empregos. Desde que passaram a se apresentar na rua, eles deixaram as outras atividades e garantem que vivem disso. A facilidade em se apresentar nos mais diversos locais ajuda. “A gente consegue ter essa liberdade de chegar, achar um cantinho, montar nossas coisas e fazer o show em qualquer lugar”, explica Jean.
Os repetidos adiamentos em função da chuva já virou piada entre os músicos. No evento criado no facebook, eles postaram esquetes do canal de humor Porta dos Fundos que têm como tema a previsão do tempo. Da mesma forma que a rua permite que os artistas trabalhem por conta própria e sejam remunerados diretamente pelo público, nos períodos de chuva não tem cachê.
“Tomara que não chova porque a gente está há duas semanas comendo Miojo”, brinca Jean.Comunidade israelita recolhe agasalhos em oito bairros no domingo
A comunidade israelita de Porto Alegre irá promover no domingo, 4, o Dia da Solidariedade (Iom Mitzvá). Na ocasião, serão recolhidas doações para a Campanha do Agasalho promovida pela prefeitura. A mobilização envolve sete caminhões, que passarão pelos bairros Auxiliadora, Bom Fim, Cidade Baixa, Petrópolis, Menino Deus, Rio Branco, Santana e Santa Cecília, recolhendo os agasalhos a partir das 9h.
A Secretária Municipal de Desenvolvimento Social, Maria de Fátima Záchia Paludo e a Secretária Adjunta, Denise Russo, participarão da atividade. A entrega oficial dos agasalhos, será realizada às 17h, na sede da Hebraica. Em cinco anos de campanha daquela comunidade, já foram arrecadadas cerca de 110 mil peças de roupas.SMAMS tem programação para Semana do Meio Ambiente
O Centro de Informação e Educação Ambiental e a Assessoria das Unidades de Conservação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SMAMS) está promovendo uma série de atividades entre os dias 05 e 10 de junho em diversos locais da cidade.
A ideia é promover o debate sobre as questões ambientais e valorizar a Semana Nacional do Meio Ambiente, criado em 1981, através do Decreto Federal nº 86.028/81, para incentivar a participação da comunidade na preservação do patrimônio natural do País.
O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. Esta data foi recomendada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada na cidade de Estocolmo, na Suécia, no ano de 1972.
Algumas das atividades já confirmadas:
Dia 05 de junho (segunda-feira)- Divulgação das Ações de Educação Ambiental e das Ações do CEIA na Semana do Meio Ambiente, no Largo Glênio Peres à tarde (das 14 às 17h).
Dia 06 de junho (terça-feira) – Workshop da Semana do Meio Ambiente, com a participação do DMLU, GT Arroios, SEDA e Técnicos da SMAM ;
Dia 07 de Junho – (quarta-feira) Pela manhã haverá atividade de capacitação dos Servidores do Parque Natural Municipal do Morro do Osso, promovida pelo Serviço de Assessoria Sócio-Ambiental do DMLU.
Dia 08 de junho (quinta-feira)- Atividade de Conscientização Ambiental no Refúgio da Vida Silvestre do Morro São Pedro. (Atividade a ser desenvolvida no turno da tarde e que pode ser cancelada se não houver boas condições metereológicas).
Dia 10 de junho (sábado) – Atividade de Educação Ambiental na Escola Municipal de Educação Especial Tristão Sucupira Vianna, no bairro Restinga, pela manhã.
Maiores informações e Inscrições, contatar com o Centro de Informação e Educação Ambiental (CEIA) da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SMAMS) pelo fone 3289-7586 com Carlos Aigner.Plebiscito somente em 2018
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edegar Pretto (PT), esclareceu a devolução do pedido do Governo para apressar o erncaminhamento de um plebiscito sob re a privatização de três estatais do ramo energético: CRM, CEEE e Sul Gás.
Pretto explicou que o pedido, entregue pelo Governo na quarta-feira, 31, não cumpre as exigências legais.
Não adiantou o líder do governo, deputado estadual Gabriel Souza (PMDB), ter protocolado na quinta-feira, 01, um Projeto de Decreto Legislativo (PDL), com a assinatura de 19 deputados, na tentativa de conseguir uma brecha no Regimento interno da Casa.
Pretto informou que também este PDL não cumpre as exigências legais para sua tramitação e por isso não será considerado.
As afirmações do presidente da Assembleia foram referendadas pelo superintendente Legislativo da Assembleia, Leonel da Rocha, e pelo procurador da Casa, Fernando Ferreira.
Segundo eles, para que seja elaborado um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) é preciso primeiro ser enviado à Assembleia um Projeto de Lei (PL), de competência exclusiva do Executivo, e esse PL não existe. Ele precisaria deixar claro o que o governo pretende fazer com as empresas, se federalizar, privatizar, alienar ou incorporar, por exemplo.
Na oposição, as iniciativas do Governo são apontadas como manobra política para colocar a população contra a oposição, pois o encaminhamento das duas propostas estaria em desacordo com as normas da casa. (Walmaro Paz)Prefeitura vai retomar obras nos Açorianos, mas entrega deve ficar para 2018
Felipe Uhr
A Prefeitura anunciou hoje a liberação dos recursos para a continuação dos trabalhos de revitalização no Largo dos Açorianos. A gestão municipal informou que a obra será retomada nos próximos dias, mas não definiu a data.
O contrato, assinado no dia 3 de outubro previa a entrega das obras para julho deste ano. Como a duração prevista é de nove meses e os trabalhos fora interrompidos com pouco mais de dois, a previsão é que, após a retomada, leve mais sete meses para sua conclusão. Seguindo este cronograma, a obra ficará pronta no início de 2018.
Em janeiro deste ano, a Elmo Eletro Montagens LTDA, vencedora da licitação, retirou máquinas e operários do canteiro de obras. Na época, o diretor comercial da empresa, André Sant’Ana, alegou “desajuste financeiro no cronograma”.
Procurada diversas vezes pela reportagem do Já, a Prefeitura não justificou a inércia das obras. Nem o Prefeito soube explicar. Agora, o executivo alega que a administração estava revendo os contratos.
A pasta responsável pela obra, a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smams), esteve 144 dias sem titular. O secretário Mauricio Fernandes foi anunciado na quarta-feira, dia 23 de maio.
A Prefeitura anunciou hoje a liberação dos recursos para a retomada da obra que deve ocorrer, segundo a assessoria da Prefeitura, em 10 dias.
O restauro do Largo dos Açorianos foi orçado em cerca de R$ 4,8 milhões. Conforme a licitação, a previsão de entrega da obra era para junho. Os recursos são oriundos do Fundo Pró-Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre (Fumproamb).Bancários realizam ato em defesa do Banrisul nesta sexta na Praça da Alfândega
Os bancários vinculados ao Banrisul realizam nessa sexta-feira, 2, o Ato de Mobilização Permanente em Defesa do Banrisul Público. O evento acontece a partir das 10h, em frente à agência central do banco na Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre. Às 12 horas haverá um abraço simbólico ao prédio do Banrisul do local.
Há 15 anos, junto com o SindBancários e a Fetrafi-RS, os funcionários do Banrisul conseguiram uma salvaguarda que repercute ainda hoje nas lutas em defesa do Banrisul público. Obtiveram a alteração do Artigo 22 da Constituição Estadual, por meio da aprovação da PEC 94/98, pela Assembleia Legislativa, em 28 de maio 2002. Se não fosse isso, provavelmente, o Banrisul não seria mais público.
Para vender ou federalizar o banco tem que haver plebiscito ou convencer em duas sessões na Assembleia Legislativa, 33 deputados a votarem a favor de uma PEC que derrube a obrigatoriedade na decisão de vender o Banrisul e empresas como CRM, Sulgás, CEEE. O governo Sartori tem tido dificuldade de impor essa pauta na Assembleia Legislativa, devido, principalmente, ao repúdio que a sociedade gaúcha demonstra por esse projeto.
Empresas públicas
O atual governo do Estado tenta desde que assumiu criar condições para vender empresas públicas. Os administradores públicos já sabem que não conseguem esses 33 votos para derrubar a PEC do plebiscito na ALERGS. O governo do Estado, inclusive, fez uma última tentativa no parlamento gaúcho na terça-feira, 30/5, mas sofreu nova derrota e teve que recuar. Numa seção que não teve quórum suficiente, o governo de José Ivo Sartori retirou da pauta o Projeto de Lei 259/16, que alterava o artigo 22 da Constituição Estadual para privatizar ou federalizar a CEEE, Sulgás e CRM.
Sem votos suficientes, o governo Sartori passou a adotar outra estratégia. Agora, o novo objetivo é aprovar até 13 de junho um decreto no parlamento gaúcho para enviar ao Tribunal Regional Eleitoral (TER-RS) e submeter aos eleitores gaúchos, por meio de plebiscito em 15 de novembro, a venda ou federalização de três empresas públicas do setor energético, CEEE, Sulgás e CRM.
O Banrisul, a princípio, não entra neste pacote de privatizações vias plebiscito. Até porque 24 deputados estaduais, inclusive da base do atual governo, assinaram a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, instalada em ato no Teatro Dante Barone, em 22 de março passado.
Pacote de privatizações
O SindBancários entende que o Banrisul não está livre de entrar neste pacote de privatizações via plebiscito. Isso porque, em fevereiro, o PL 343/17, o Regime de Recuperação Fiscal, foi apresentado pelo governo Michel Temer e assinado pelo ministro da Fazenda, o banqueiro Henrique Meirelles, com uma proposta que não favorece o estado.
Por esse acordo, o governo do Estado tem que vender patrimônio público para ficar apenas três anos sem pagar dívida com a União. A partir de 2020, quando termina a moratória, a dívida total, o também chamado estoque de dívida, cresceria muito. O Banrisul sempre esteve e segue na mira.
O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, explica que o ato desta sexta-feira, serve de alerta para a situação do Banrisul. “O Banrisul é a joia da coroa do Estado e, para nós, um patrimônio dos bancários que trabalham no banco e de todo o povo gaúcho. Entendemos que o Estado tem dívidas que vêm de muitos anos, mas também não pode vender um banco que rende dividendos e ajuda o Estado neste tempo difícil. Nos próximos 10 anos, o Banrisul vai entregar R$ 1,2 bilhões ao governo do Estado em troca da compra da folha de pagamento dos servidores públicos. É um bom negócio para o governo”, diz Gimenis.
Segundo o presidente do Sindbancários há alternativas para tirar o Rio Grande da crise sem precisar vender o patrimônio público. Basta que o governo Sartori cobre créditos da Lei Kandir e se disponha a negociar um encontro de contas. Cálculos apontam para o fato de que o RS deve cerca de R$ 50 bilhões para a União e teria a receber em torno de R$ 45 bilhões. Um encontro de contas reduziria para R$ 5 bilhões, ou em até 10 vezes, a dívida pública do Rio Grande do Sul.

Fonte: Imprensa SindBancários
Falta de limpeza dos arroios e falhas nas casas de bombas levam caos ao bairro Sarandi
Felipe Uhr
Sem as obras emergenciais e sem as reformas nas casas de bombas do Bairro Sarandi, as chuvas constantes dos últimos dias deixaram ruas alagadas, moradores ilhados e até carros submersos.
O problema vem de muito tempo e só agravou nos últimos anos.
Há dois meses, moradores do Sarandi estiveram na Câmara Municipal pedindo que fossem tomadas providências, já antevendo a época das chuvas. Na oportunidade, moradores e comerciantes reclamaram à Comissão de Urbanismo Transportes e Habitação (Cuthab) da falta de limpeza dos arroios e de falhas nas casas de bombas da região. A principal delas, a MInuano, tinha problemas estruturais gravíssimos.
Duas semanas depois, vereadores da Cuthab foram até a região, ouviram mais relatos de moradores e encaminharam uma solicitação para a Prefeitura definir um cronograma, visando a realização de obras de dragagem e limpeza nos arroios da Zona Norte, entre eles o Arroio Sarandi. Cobraram também reparo de duas casas de bombas da região, a 9 e a 10 e também a conclusão da Minuano.
Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre Executivo e a empresa responsável pela obra, foi assinado para o conserto da Casa de Bombas.
Segundo o vereador Valter Nagelstein (PMDB) as reformas nessas casas já trariam um grande alívio à comunidade: “Resolveria 80% dos problemas”, diz Nagelstein.
Foi feita uma nova reunião, no dia 23 de maio, para tratar do tema. Na oportunidade, o engenheiro Carlos Adolfo Bernd, representante do DEP, disse que ações como a limpeza de dois trechos do Arroio Sarandi e o canal, desobstrução de ruas, limpeza e reconstrução de redes, haviam sido realizadas.
As correções e/ou reconstruções da Casa de Bombas MInuano também estavam sendo realizadas segundo Bernd.
Moradores contestam esta afirmação. Representante do Conselho Popular da Zona Norte e morador do bairro Sarandi, Derli Vitcoski, afirmou que as ações foram insuficientes: “O arroio é grande, 2 ou 3 quilômetros são insuficientes e a reforma na (casa de bombas) Minuano não começou”, rebateu.
R$ 87 milhões parados em Brasília
Ainda na primeira reunião em abril, o promotor Heriberto Ross, do Ministério Público de Habitação alertou que há verba que poderia ser usada na manutenção de esgotos e casas de bombas. Segundo ele, há cerca de R$ 87 milhões disponibilizados pelo governo federal, mas estão trancados no Ministério das Cidades.
No dia 23 de maio, o engenheiro Bernd, do DEP, reconheceu que a Prefeitura não definiu orçamento para a realização dessas obras, que são provenientes do PAC.
O vereador Dr. Goulart (PTB), presidente da Cuthab, prometeu encaminhar, de forma emergencial, pedido de informações ao Executivo municipal, para esclarecimentos sobre projetos que envolvam o PAC.
Água invadiu as casas/fotos divulgação


"Será o cinema aquele que mais propagou a arquitetura?", provoca Paulo Leônidas
Matheus Chaparini
Ao longo de sua trajetória como arquiteto, Paulo Leônidas foi se dando conta da participação da arquitetura no cinema. É esta intersecção que Leônidas vem estudando nos últimos trinta anos. “Um voo rasante” sobre seus trabalhos e pesquisas nesta área foi o mote de sua palestra, na noite de quarta-feira, no evento Quarta no IAB, na sede da entidade, o Solar da rua General Canabarro.
Esta relação é tão antiga quanto o próprio cinema, defende Leônidas. Em sua palestra, ele apresentou as primeiras imagens do cinema, feitas pelos irmãos Lumiére, em 1895. As imagens mostram a saída dos trabalhadores da fábrica Lumiére, trazendo como plano de fundo a arquitetura da fábrica.
“A arquitetura é o universo da narrativa”, sintetizou Paulo Leônidas.
Palestra lotou o espaço do IAB na noite da quarta-feira / Sabrina Ortácio/IAB
Paulo Leônidas é destes entrevistados difíceis de classificar em poucas palavras, por atuar em diversas áreas. Se define como “um arquiteto que filma.” É arquiteto de formação. Lecionou História da Arte e da Arquiterura na UFRGS, na Uniritter e na renomada Architectural Association, de Londres. Desde a década de oitenta se dedica também ao cinema, tendo atuado como cenógrafo, diretor, diretor de arte e roteirista. “A arquitetura me levou até o cinema. E o cinema me ajudou a entender a arquitetura”, afirma.
A partir desta época, passou a ser comum nas produções nacionais de cinema terem um arquiteto ou um grupo de arquitetos pensando o cenário, a arquitetura. “O processo lógica de criação é o mesmo, os programas utilizados são os mesmos e muitas vezes os materiais também. O cinema constrói espaços.”
Três diálogos entre arquitetura e cinema
O tema da palestra foi “Arquitetura e cinema: três diálogos.” Os diálogos abordados foram o espaço real, quando o cinema se apropria da arquitetura existente, os cenários, criados a partir da arquitetura real de determinada local e tempo histórico, e a visão distópica, das cidades futuristas, quando o cinema inventa projetos arquitetônicos.
Para demonstrar a proximidade entre as duas áreas, ele cita três semelhanças entre cinema e arquitetura. A primeira delas é que ambas constroem espaços. A segunda, são atividades que precisam de muita gente serem realizadas. E a terceira é que, mesmo com tantos envolvidos, são obras com um autor único.
“Para tu fazeres a Torre Eiffel, tu precisa de muita gente. Para fazer o 2001: Uma odisseia no espaço, pô, olha o baita rol, um monte gente. Mas mesmo não podendo abrir mão de tanta gente, as duas têm um autor, um criador, um ser individual. A Torre Eiffel é do Gustave Eiffel. 2001 é do Stanley Kubrick.”
Uma das provocações trazida por Leônidas para o debate foi: “Será o cinema aquele que mais propagou a arquitetura, muito mais que os próprios livros de arquitetura? Porque o cinema é visto por milhões, é um canhão da arquitetura. As pessoas vão a Oxford para visitar a escola onde foi gravado o Harry Potter. Porque viram no filme.”
“A arquitetura me levou até o cinema e o cinema ame ajudou a entender a arquitetura” / Sabrina Ortácio/IAB
Atualmente, Paulo Leônidas se dedica à produção de duas séries de televisão, com roteiros seus: uma documental, sobre economia azul, para a TV Cultura e outra ficcional, uma série policial que será rodada em Gramado que vai ao ar no Canal Brasil e na TV espanhola. Além das séries, está em andamento uma pesquisa sobre a visão das cidades brasileiras através dos filmes.
Para 2018, projeta rodar um longa metragem, com um roteiro seu, premiado recentemente na Argentina.Morre ex-prefeito Sereno Chaise
Faleceu nesta quinta-feira, 1º, o ex-deputado estadual e ex-prefeito da Capital Sereno Chaise, aos 89 anos. Ele estava internado há 30 dias na UTI do Hospital Mãe de Deus e faleceu em decorrência de falência múltipla dos órgãos. As cerimônias fúnebres serão realizadas no Cemitério Jardim da Paz a partir das 18h de hoje e o sepultamento será amanhã, dia 2, às 11h.
A trajetória política de Sereno Chaise, nascido em 31 de março de 1928, em Soledade, está intimamente vinculada ao avanço da doutrina política trabalhista no Rio Grande do Sul, sob a liderança do ex-presidente Getúlio Vargas.
Chaise iniciou a militância política ao lado do ex-governador Leonel Brizola, ainda no período estudantil, na metade dos anos 1940. Foi eleito vereador em 1951 e presidiu a Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Coordenou a campanha eleitoral de Brizola à prefeitura, em 1954, e foi secretário de Governo. Em 1958, aos 30 anos, elegeu-se pelo PTB com a segunda maior votação para a 41ª Legislatura da Assembleia Legislativa. Assumiu a liderança do partido durante o governo de Brizola (1959/1963), período em que o então líder político comandou a Campanha da Legalidade, em 1961, a resistência à tentativa de golpe imposta pelos militares depois da renúncia de Jânio Quadros, em agosto daquele ano, para impedir a posse do vice-presidente, João Goulart.
Sereno Chaise foi eleito prefeito de Porto Alegre em 1963 e teve o mandato cassado pelo golpe militar depois de quatro meses da posse. Foi preso e a cassação do mandato aconteceu através do Ato Institucional N° 1 em maio de 1963. Ele teve seus direitos políticos cassados durante dez anos, recuperados somente na Anistia, em 1979.
Ele deixa a esposa, Rosane Zanella, e os filhos Carlos Eduardo, Rosa Maria e José Antônio (falecido), e sete netos






