Autor: da Redação

  • Sindicato debate imprensa em Cuba e no Brasil

    O jornalista e professor cubano Santiago Feliú participará de debate promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (Sindjors), no dia 5 de junho.
    A atividade, que vai abordar a atuação da imprensa no Brasil e em Cuba e terá participação dos jornalistas gaúchos Moisés Mendes e Celso Schröder, começa às 19h, na sede do SindBancários (Rua General Câmara, 424), entidade apoiadora.

    O evento integra uma agenda intensa com Feliú, que estará de 1º a 7 de junho em Porto Alegre, por iniciativa da Associação Cultural José Martí e do Coletivo de Jornalistas Brasileiros Amigos de Cuba.
    Entre outras atividades, o cubano vem ao Rio Grande do Sul para o lançamento do livro Canto Épico a la Ternura – uma homenagem a Che Guevara nestes 50 anos do seu assassinato na Bolívia –, no Centro Cultural Érico Veríssimo, dia 6 de junho, a partir das 19h. Com 285 páginas, a obra tem 158 canções, de 100 compositores de 17 países, compostas e interpretadas após a morte do guerrilheiro.
    (Com informações da Assessoria)
     

  • Iluminação Pública será a primeira PPP da gestão Marchezan

    Matheus Chaparini
    Entre as parcerias que a gestão do prefeito Nelson Marchezan Júnior pretende estabelecer com a iniciativa privada, a primeira a ser concretizada será a iluminação pública da capital.
    O projeto está em fase de estruturação, o que deve levar cerca de seis meses. Após esta fase, será a aberta a licitação, que deve ocorrer no primeiro semestre de 2018.
    A previsão é do secretário de Parcerias Estratégicas do Município, Bruno Vanuzzi. A pasta foi criada na atual gestão para estruturar Parcerias Público-Privadas (PPPs), concessões e contratos de gestão com o terceiro setor. O titular da pasta faz questão de ressaltar que não se trata de privatizações:
    “Todos estes são processos que não se confundem com privatização. Processos de contratualização de atividades públicas, no interesse publico, para o serviço publico. De uma forma um pouco mais moderna. Não é uma novidade, é um sistema já bem cristalizado no Brasil.”
    Segundo Vanuzzi, atualmente há pelo menos 100 contratos de PPPs e em torno de 400 de concessões em vigor no país. O secretário afirma que na ponta, os serviços da Prefeitura já são quase todos terceirizados, o que se busca é uma maior eficiência, o uso do recurso privado para fazer investimentos e fiscalização de contratos independente, feita por empresas de auditoria.
    “São contratos com prazo curto, de um ano, sendo renovados com limite de cinco anos. Isso tem um custo elevado de transação porque exige uma equipe gigantesca da administração pública só pra cuidar de formalidades de dez, vinte contratos”, afirma.
    Prefeitura já tem acordo com BNDES para projeto de iluminação
    A iluminação será o primeiro serviço público a ter parceria com o setor privado. A Prefeitura de Porto alegre já tem um protocolo de intenções firmado com o BNDES, através do Programa de Parcerias de Investimento, que autoriza o banco e outras instituições federais a apoiarem estados e municípios em projetos de infraestrutura.
    O BNDES criou um plano de trabalho, já validado pela Prefeitura, que prevê de 5 a 6 meses para a estruturação do projeto. Vanuzzi explica que a estruturação costuma levar de um a dois anos, porém, por ter menor complexidade, este será possível em um período mais curto. A instituição está contratando consultores para esta etapa que envolve estudos em diversas áreas, desde engenharia de iluminação até sistemas de gestão.
    “Este é o momento no qual se define as responsabilidades do futuro contratado, os investimentos que vai ter que fazer, a receita esperada para o projeto, indicadores de desempenho, níveis de qualidade do serviço que se espera e o que o cidadão vai receber em termos de melhoria”, afirma Vanuzzi.
    O projeto deve ficar pronto até janeiro e começa, então, a etapa de licitação.
    O principal investimento a ser feito pela empresa contratada será a substituição das lâmpadas por LED. “Temos um déficit muito grande de eficiência energética que só pode ser suprido com investimento maciço em lâmpadas de LED”, afirma Vanuzzi.
    Desde 2009, Porto Alegre vem investindo na substituição das lâmpadas, através do programa Porto Alegre + Luz, elaborado em parceria com a Eletrobrás e CEEE. Para o secretário, há a necessidade de um programa mais amplo, em que apenas uma ou duas empresas fiquem responsáveis pelo serviço, incluindo a posterior manutenção.
    A ideia é que a empresa faça o investimento inicial e seja remunerada ao longo de um grande período, em que a economia na conta de luz amortize o investimento. A Prefeitura vai repassar à empresa recursos provenientes da CIP (Contribuição de Iluminação Pública).
    As áreas em que a Prefeitura quer fazer parcerias
    Entre concessões e PPPs previstas pela gestão, estão parcerias inéditas para os portoalegrenses, como o tratamento de esgoto e a iluminação pública, e outras que já existem, como adoção de praças e parques.
    Ao todo, são 9 áreas que a Prefeitura admite querer estabelecer parcerias. A lista não está fechada. O Comitê Gestor do Programa Municipal de Parcerias, que vai definir as áreas e estruturar os projetos, ainda não se reuniu.
    Tratamento de esgoto: é uma das áreas prioritárias do programa. A gestão entende que são necessárias obras de estrutura nas conexões residenciais e na melhor separação das redes pluvial e cloacal, hoje misturadas em muitos pontos. A ideia é que uma empresa invista nestas obras e se remunere com a ampliação do número de residências que pagam a taxa de esgoto e de uma maior eficiência do serviço.
    Orla do Guaíba: as obras da orla já preveem pontos comerciais. A ideia é uma parceria em que os permissionários se encarreguem da manutenção do espaço. Este é um projeto de baixa complexidade, entretanto, não é considerado simples, pois o governo prevê resistência da sociedade.
    Mercado Público: o secretário afirma que esta é uma decisão política, que não cabe à Secretaria. Marchezan já manifestou o interesse de estabelecer uma parceria para que um empresa invista os recursos que faltam para completar a reforma do mercado e assuma sua administração. A Associação dos Permissionários já manifestou interesse na gestão do Mercado Público.
    Centro administrativo: ainda não se tem uma decisão a respeito deste projeto. A Prefeitura pretende substituir o gasto com aluguéis pelo investimento na construção de um local que concentre a administração municipal.
    Mobiliário urbano: atualmente, a Prefeitura tem uma licitação, aberta na gestão anterior, sendo questionada na Justiça. Antes desta, outra licitação foi aberta e não teve nenhum interessado. A concessão do mobiliário deve ser feita por partes: um projeto somente para relógios, outro para placas de rua e um terceiro, futuramente, para as paradas de ônibus. Seria uma parceria sem investimento da Prefeitura, a empresa vencedora se remunera com a exploração de espaços publicitários.
    Adoção de praças e parques: já acontece atualmente. A leitura da gestão é que os contratos não estabelecem com clareza as obrigações de quem adota e do poder público.
    Centro de eventos: Porto Alegre têm à disposição uma verba de R$ 60 milhões do Ministério do Turismo, caso consiga um terreno até o próximo mês. A gestão Marchezan calcula que precise, no mínimo, do dobro par a construção de um centro com auditório e espaço para feiras. A Prefeitura busca uma empresa que invista o restante do recurso e compartilhe o uso do espaço com o poder público.
    Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas: chegou a ser cogitado pela imprensa e até despertou reação por parte de servidores municipais, que marcaram um abraço ao hospital. A administração municipal entende que a estrutura física tem problemas, mas nega que o hospital esteja nos planos, pelo menos por enquanto.

  • “Lei Antivandalismo” prevê multa de quase R$ 400 mil para quem trancar ruas

    Matheus Chaparini
    Um projeto enviado pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior à Câmara Municipal recentemente deve suscitar muitos debates na casa nos próximos meses. Apresentado pelo executivo municipal como “Lei Antivandalismo”, o Projeto de Lei Complementar 06 é amplo e trata de diversas alterações no chamado Código de Posturas do Município (Lei Complementar 12, de 1975), aumentando as multas previstas para algumas infrações.
    A proposta também cria a possibilidade de se emitir multas a partir de denúncias feitas por qualquer cidadão, por internet ou telefone. Também são alteradas funções desempenhadas pela Guarda Municipal, que passa a colaborar com a fiscalização.
    Ainda que o argumento seja o de combater ações de vandalismo, o PLC trata de outras questões, como manifestações de rua que tranquem o trânsito, por exemplo.
    O projeto prevê multa de até R$ 395 mil (de mil a cem mil UFM) para quem “embaraçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou veículos nos logradouros públicos”. O artigo pode atingir manifestações de rua a té mesmo bloco de carnaval. Esta é a maior multa prevista, mesmo valor que se aplica a quem “causar dano a bem do patrimônio público municipal”.
    Em sua justificativa, Marchezan defende a necessidade de “coibir retrocessos na conduta dos cidadãos” e cita como retrocessos o aumento na ocupação de espaços públicos, a prática de necessidades fisiológicas e, principalmente, a pichação.
    O projeto foi protocolado na Câmara Municipal no dia 17 de maio e está em etapa inicial de tramitação, na Procuradoria da casa. Até a votação, a proposta ainda precisa de duas sessões de discussão preliminar no plenário e passar pelas comissões.
    Cidadão poderá ser multado por link da internet
    Uma inovação trazida pelo projeto é a possibilidade de os próprios cidadãos fiscalizarem e denunciarem uns aos outros. O artigo 3º prevê que as irregularidades poderão ser constatadas pelas autoridades competentes “ou mediante denúncia de qualquer um do povo”.
    As denúncias poderão ser feitas por telefone, email ou aplicativo de internet. O denunciante precisa apresentar um breve relato, localização e uma foto ou vídeo ou até mesmo um link de internet, “caso o próprio infrator faça sua divulgação”.
    Em caso de denúncia realizada via internet deverá constar identificação do denunciante.
    Vendedores de tinta spray vão precisar de cadastro
    No caso de pichações, a proposta eleva a multa em 400%, podendo chegar a R$ 11.850 (de 500 a 3000 UFM). O valor será destinado ao DMLU, para que este possa realizar os reparos.
    O mesmo valor é previsto para colagem de cartazes com publicidade, mesmo político-partidários, sem prévia autorização do Município.
    Os estabelecimentos que comercializam tinta spray precisarão ter cadastro junto à SMDE. A penalidade por comercializar sprays sem cadastro ou para menores de 18 anos pode chegar a R$ 10.270 (650 a 2600 UFM). Em caso de reincidência, a multa será duplicada.
    Outros temas abordados na proposta dizem respeito ao descarte adequado do lixo, transporte de materiais de construção e necessidade fisiológicas em via pública.

  • Marido de chefe de Estado posa para foto oficial com primeiras-damas

    A maior repercussão da última reunião da OTAN, em Bruxelas, na última quinta-feira (25), não foi nenhuma decisão dos chefes de Estados membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que se reuniam para discutir sobre questões financeiras e estratégias contra o terrorismo.
    O que mais chamou atenção foi o fato de Gauthier Destenay, o marido do primeiro ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, ter se juntado às primeiras-damas dos líderes internacionais para uma foto oficial do encontro.
    Destenay posou para a foto entre Emmie Erdogan e Melania Trump, após um dia de passeio na companhia das primeiras-damas.
    Foi a primeira vez que isto aconteceu e está sendo considerado um grande passo para o reconhecimento dos direitos da população LGBT! No mínimo, dá visibilidade para a causa.

     Arquiteto de formação, Destenay e Bettel estão juntos desde 2010. Eles formaram o primeiro casal gay do país ao oficializaram a união logo após que o casamento de pessoas entre o mesmo sexo foi aprovado por lei em Luxemburgo, no ano de 2015.
    Esta não é a primeira vez, contudo, que um homem posa para a foto oficial das primeiras-damas em um evento da OTAN. Em 2009, Joachim Sauer, marido de Angela Merkel, acompanhou a chanceler alemã no evento.
    (Com informações do Huffington Post  e da agência Reuters)
  • Projeto que retira reajuste automático a servidores gera tumulto entre vereadores

    O reajuste automático dos salários do funcionalismo municipal provocou um bate-boca entre os vereadores na quinta-feira, 25.
    Na segunda-feira, 22, o plenário havia rejeitado o pedido de urgência para a tramitação do projeto de lei enviado pela Prefeitura (PLE 002/17) que altera a lei 9.870, de 2005 que prevê o reajuste salarial de servidores públicos municipais automaticamente “com base nas perdas inflacionárias do período”.
    A lei determina que os vencimentos devem ser reajustados em maio de cada ano. A proposta do prefeito também revoga o parágrafo único do artigo 1º da Lei 9.870/05, que exclui da aplicação da lei “os valores de remuneração percebidos a título de subsídio”.
    O líder do governo, vereador Claudio Janta tentou justificar a pressa em votar o projeto: “não há dinheiro, o governo já mostrou isso a todos”.
    Base do governo agiu rápido
    Tendo perdido a votação para o regime de urgência, a base do governo reagiu rapidamente, valendo-se do artigo 50 do regimento da casa. Conforme este artigo, se um projeto tiver assinatura da maioria dos vereadores pertencentes as comissões, o qual ele passa, as mesmas podem se reunir e aprovar parecer conjunto levando o projeto a plenário para votação. Quando não há regime de urgência o projeto deve passar separadamente por cada comissão.
    O PLE 002/17 passará pela análise de três comissões: Constituição e Justiça (CCJ), de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul (Cefor) e de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab).
    A base do governo reuniu as assinaturas necessárias e marcou uma reunião na manhã de quinta. Na mesa de reunião alguns vereadores pediram diligências sobre o projeto.  O  vereador Adeli Sell (PT) solicitou que, antes da votação do projeto, o Executivo municipal preste mais esclarecimentos sobre a situação financeira do Município. Ele considerou “muito vaga” a expressão “observada a disponibilidade orçamentário-financeira do Município”, contida na proposta de alteração do caput do artigo 1° da Lei Municipal 9.870, de 30 de novembro de 2005.
    Já o vereador Valter Nagelstein (PMDB) ressaltou que a casa terá no dia 19 de junho,  uma audiência pública para tratar do assunto, achando assim inadequado que a votação ocorra antes disso. Nagelstein também alertou que a aprovação do projeto, retirando a reposição do índice de inflação do período ao salário dos servidores, causará “enorme constrangimento” aos vereadores, que já decidiram conceder a mesma reposição aos seus próprios subsídios. O vereador ainda solicitou que sejam anexadas ao processo as informações sobre a decisão liminar da Justiça que proíbe o parcelamento dos salários dos servidores. “Antes de votarmos o projeto, temos de saber essas informações.”
    As diligências foram atendidas sem demora e uma nova reunião foi marcada para a tarde, ao mesmo tempo que um outro evento (a importância da Secretaria de Esportes) ocorria na Câmara, o que causou desagrado e contrariedade de alguns vereadores. Os vereadores Cassiá Carpes (PP), Fernanda Melchionna (PSOL) e Dr. Thiago (DEM) utilizaram o microfone durante a sessão para se manifestar contra. “Há uma reunião sendo realizada nas “surdinas” aqui ao lado, tratando de um assunto de extrema importância para os servidores de Porto Alegre”, reclamou Fernanda.
    Líder da Oposição adia parecer
    Melchionna entrou na sala e imediatamente pediu o adiamento da reunião. “Não fui notificada desta reunião, pertenço à CUTHAB, também sou vereadora”, exclamou a parlamentar diante dos colegas.
    Alguns vereadores estavam visivelmente irritados. Após uma breve discussão, o vereador Mendes Ribeiro (PDMB), presidente da CCJ acatou o pedido de Melchionna e transferiu a reunião para a próxima segunda-feira, dia 29.

  • Aniversário do Clube de Cultura tem final de semana cheio de atrações

    O Clube de Cultura comemora 67 anos com uma intensa programação cultural. As atividades iniciam na sexta-feira e vão até o domingo, com atrações para todas as idades. Tem lançamento de documentário, oficina de poesia, shows musicais, circo e debates.
    Nesta sexta-feira, as atividades têm início às 19h30, com o lançamento do documentário curta metragem Sena, os Fios em Prosa, sobre a vida do bonequeiro Antônio Carlos Sena, seguida da apresentação do seu TIM (Teatro Infantil de Marionetes).
    Às 21h15, o grupo Encruzilhada do Samba apresenta o pocket show Treta: Wilson X Noel – o duelo musical entre Wilson Batista e Noel Rosa.
    A confraternização de aniversário será no sábado: Déborah Finocchiaro abre a noitada, seguida de show com Nanci Araújo, Neusa Ávila e Edilson Ávila.
    Domingo dedicado ao público infantil a partir das 15h, com oficina de poesia para “crianças e acompanhantes”. A partir de 6 de junho, o Clube passa a oferecer oficina de artes plásticas e poesia para crianças.
    A grande atração da tarde é a volta do tradicional Cirquinho do Clube, uma tradição dos primórdios do Clube de Cultura que está sendo retomada. Na sequência, o grupo Acronon apresenta seu projeto Música, Cinema e Memória, musicando ao vivo dois filmes mudos.
    Toda a programação tem entrada franca. O Clube de Cultura fica na Ramiro Barcellos, 1853.
    Confira a programação completa:
    26/05 – Sexta-feira
    19h30min – Lançamento do documentário Sena, os Fios em Prosa
    20h – Apresentação do grupo Teatro Infantil de Marionetes (TIM)
    20h30min – Bate-papo com Cesar Dorfman e Claudia Porcellis Aristimunha (Museu da UFRGS)
    21h15min – Apresentação de Encruzilhada do Samba, com pocket show Treta – Wilson X Noel
     
    27/05 – Sábado
    21h – Apresentação de Déborah Finocchiaro
    21h20min – Show com Nanci Araújo, Neusa Ávila e Edilson Ávila
    Confraternização após as apresentações
     
    28/05 – Domingo
    15h – “Poesia criativa para crianças e acompanhantes” , oficina ministrada por Ana Tedesco, 1h30 (maiores informações arteirospoa@hotmail.com)
    16h30min – Cirquinho do Clube – Picardias a Granel, com os palhaços Arruela e Cirigüela, e Apresentação de Ursulus, o Violinista
    18h – Apresentação do Projeto Música, Cinema e Memória com o grupo Acronon, performando dois filmes mudos

  • Segurança: imagens do Trensurb serão monitoradas pelo Centro Integrado

    Uma reunião com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, selou nesta quinta-feira, 25, uma parceria entre a prefeitura de Porto Alegre e a Trensurb, para reforçar a segurança nos trens que transportam quase 300 mil passageiros por dia entre a capital e a região metropolitana.
    Estavam presentes o prefeito Nelson Marchezan Júnior e o vice Gustavo Paim, o presidente da Trensurb, David Borille; o diretor-presidente da Procempa, Paulo Miranda; o diretor técnico da Procempa, Michel Costa; e o diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti.
    Pelo acordo, a Trensurb vai compartilhar com a prefeitura as imagens das câmeras de segurança dos trêns e de todas as estaçõe, que serão monitoradas pelo Centro Integrado de Comando de Porto Alegre (Ceic).
    Já a prefeitura vai ceder para a Trensurb 40 rádios digitais, para facilitar a troca de informações entre os órgãos e agentes de segurança pública.
    A parceria se estende, ainda, no compartilhamento da rede digital de radiocomunicadores. Hoje existem alguns locais com “sombreamento”, ou seja, sem sinal para comunicação.
    Prefeitura e Trensurb terão integração do sistema de pagamento de passagens, ampliando o uso de tecnologias de pagamento e bilhetagem eletrônica.
    Já foram realizados testes para uso de pagamentos individuais com QR Code e pagamentos com cartão de crédito e débito, além de integrar os recebimentos do cartão de transporte municipal e metropolitano.
    O reconhecimento facial é outra inovação.
    O sistema vai conectar as câmeras das estações à base de reconhecimento facial da Procempa e do Estado. Isso vai permitir identificar não só autores de crimes mas também os fraudadores das isenções de passagem.
    Também participaram do encontro os vereadores Moisés Barboza e Matheus Ayres.
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)
     

  • Casa da Música realiza seu segundo concurso de piano

    O Concurso de Piano Casa da Música de Porto Alegre, em sua segunda edição (a primeira foi em 2014), recebe candidatos brasileiros e estrangeiros, tendo como homenageada a pianista Dirce Knijnik.
    Nesta edição, inscreveram-se candidatos de nove estados brasileiros (RS, SC, SP, RJ, MG, PR, PB, PE e AC), além de dois países sul-americanos (Argentina e Uruguai).
    Serão cinco turnos, nos quais os candidatos estarão divididos de acordo com a faixa etária. Foram aceitos pianistas com até 25 anos. Haverá premiações em dinheiro e medalhas para os melhores colocados. Os vencedores também poderão apresentar recitais nas séries de concertos oficiais da Casa da Música, que ocorrem mensalmente.
    O Concurso acontecerá nos dias 27 (sábado) e 28 (domingo) de maio na Casa da Música, na rua Gonçalo de Carvalho, 22 (atrás do Shopping Total).
    As etapas são abertas ao público, com entrada gratuita.
    Haverá duas Bancas Julgadoras, formadas por pianistas:
    Banca I: Joana Holanda (UFPel) – presidente, Rosiane Lemos (UFU/doutoranda UFRGS) e Karin Engel (doutoranda UFRGS);
    Banca II: Lucia Barrenechea (UNIRIO) – presidente, David Jacob Korevaar (University of Colorado-Boulder) e Claudia Deltregia (UFSM).
    Segue a programação completa do 2º Concurso de Piano Casa da Música:
     
    27/05, sábado
    Casa ao lado
    14:30 – Provas  do 1º turno
    15:30 – Provas do 2º turno
     
    Auditório da Casa da Música
    14:30 – Provas do 5º turno – Eliminatórias
     
    28/05, domingo
     
    Casa ao lado
    09:00 – Provas do 3º turno
     
    Auditório da Casa da Música
    08:30 – Provas do 4º turno
    13:00 – Provas do 5º turno – Final
    18:00 – Recital de Premiação (Homenagem à Dirce Knijnik)
    Endereço: Casa da Música (Rua Gonçalo de Carvalho, 22, Porto Alegre – RS).
    Telefones: (51) 99968-0576 e (83) 99144-5234
     
     

  • Brasil, crise e saída não ortodoxa

    Moysés Pinto Neto*
    A década passada foi inegavelmente um grande momento para o Brasil. O bolo cresceu e foi distribuído também aos pobres, promovendo um deslocamento na estrutura de classes brasileira e uma reconquista da autoestima nacional. O que hoje é regra, a depreciação do Brasil, tinha virado cafonice. Nosso país tornava-se um dos projetos de futuro mundial, invertendo a equação colonizada de que deveríamos copiar tudo do Norte. Durante a crise de 2008, víamos as economias de lá despencarem enquanto vivíamos nosso melhor momento, podendo até tripudiar a crise chamando-a de “marolinha”. Por todo o mundo, o Brasil era visto como potencial modelo porque combinava uma nova estabilidade institucional, conquistada pela Constituição de 1988 e transição serena entre tucanos e petistas, estabilidade econômica, com responsabilidade fiscal, controle da inflação e crescimento, e um caldeirão sociocultural e ambiental ainda inexplorado, mas cheio de vitalidade.
    No entanto, os arranjos do poder não eram auspiciosos. Do ponto de vista político, formava-se um grande bloco no poder — o “condomínio pemedebista” — cuja gestão era disputada pelos petistas e tucanos. As relações com o setor privado estavam despidas de toda transparência. Sabíamos que as campanhas ficavam cada vez mais caras, o “Mensalão” fora o prenúncio da crise do financiamento que indicava ter o PT perdido qualquer diferencial em relação ao resto do sistema. A combinação entre esses negócios e a gestão pemedebista — fundada em supermaioria parlamentar comprada com cargos e, hoje dá para dizer tranquilamente, grana — formava um regime oligárquico e plutocrático, onde o poder político tradicional (p.ex., Sarney, Calheiros) e os “supercampeões” (Odebrecht, Friboi, OAS, Andrade Gutierrez) atuavam em conluio bem distante da população. O Plano de Aceleração do Crescimento, programa número 1 do imaginário petista pós-2008, tinha esse “lado B”. Se o “lado A” era o discurso do crescimento virtuoso, da geração de empregos, do impulsionamento do mercado interno e aventura no mercado global como player, o “lado B” era a corrosão democrática, o domínio das construtoras nas cidades, o governismo apático, a ofensiva sobre os índios e a devastação ambiental.
    A pauta do transporte público, em 2013, foi o catalisador de uma indignação geral contra esses arranjos. A pax lulista, que se prolongou nos primeiros anos da gestão de Dilma, é desarranjada pelos movimentos que reivindicam outro modelo de urbanismo, outra experiência da democracia, mais ousadia na configuração do nosso futuro. Em seguida, a classe média invade a rua e pede menos corrupção, mais educação e saúde. Mas o processo não para por aí: das Câmaras Municipais ocupadas no Brasil, passando pelos rolezinhos até o #naovaitercopa, é possível ver que o movimento nunca se deixou domesticar totalmente pelas forças da direita ou da esquerda ou seus interesses partidários imediatos. Ele vira uma hidra de muitas cabeças — e todas as tentativas de hermenêutica do fenômeno acabam fracassando diante da sua multiplicidade, todas as tentativas de redução sociológica acabam revelando mais as idealizações políticas dos cientistas sociais que o dispêndio energético do momento cujos efeitos sentimos até hoje. Sem dúvida, a única aproximação possível é com a ideia de acontecimento, pensada tanto pela filosofia alemã (Heidegger, Benjamin) quanto pelo pensamento francês (Althusser, Foucault, Derrida, Deleuze, Badiou), no sentido daquilo que excede o possível, estoura as capacidades de predição do estado anterior e aponta para o imponderável.
    No entanto, em 2014 somos confrontados com a mesquinharia daqueles que colocam o processo eleitoral acima de tudo e de todos. A radicalidade daqueles que não disputavam uma cadeira no Palácio do Planalto, mas um projeto de futuro, é substituída pelo apoio “apesar de tudo”, pela esperança hoje surreal da “guinada à esquerda”. O hibridismo de 2013 e início de 2014 torna-se uma polarização identitária focada no poder institucional, colocado no plano de emergência e fim do mundo, como se tudo que ocorresse naquela eleição fosse questão de vida ou morte. E a vitória melancólica de Dilma não alivia o quadro: a direita não aceita o resultado, povoa as ruas, e a esquerda é capturada na defesa de um projeto muito aquém do que foi destinado o voto. O compromisso com a manutenção do governo paralisa a radicalidade do pensamento, tornando a crítica refém do dogmatismo esquerdista, fazendo com que as perspectivas radicais fossem engolidas pela defesa do indefensável. A perspectiva de futuro encurta-se drasticamente — e esse encurtamento mostra-se bem quando a questão procedimental começa a tomar a frente dos debates políticos, numa redução do político ao jurídico. Chega-se às raias de sustentar o “direito subjetivo” da governante permanecer no cargo, como se o poder destituinte não fosse uma ferramenta muito mais interessante que esse conservadorismo jurídico ad hoc, inventado para proteger um partido específico da pressão política.
    Caímos no imediatismo. E é o mesmo imediatismo que, mesmo numa crise abissal desde 2015, torna as eleições de 2018 a única pauta. Novamente, caíamos na lógica eleitoral sequestrando a política. Não que eleições não sejam importantes. Mas sem repensar os fundamentos do nosso apoio político, todo apoio cairá na mesma lógica atual. Repetiremos o mesmo círculo vicioso.
    Do ponto de vista de longo prazo, o momento é extraordinário. Nunca as oligarquias políticas estiveram tão emparedadas. É verdade que o Poder Judiciário e o Ministério Público não são forças revolucionárias e não raro — como vimos no caso Joesley — protegem o empresariado de sanções tão duras quanto as que impõem à plebe sem pudores. Trata-se também de uma casta político-burocrática, não raro herdeira de grandes arranjos aristocráticos-familiares (“nobreza togada”), política e socialmente conservadora e formada também não raro por manuais de direito puramente dogmáticos, que repetem o conteúdo da lei e as decisões dos tribunais de forma decorada, não-crítica, sem preocupação com os fundamentos filosóficos e as consequências sociais dos atos (explorei a relação dessa casta com os “concurseiros” em outro texto). Além disso, carecem de legitimidade popular, por mais que tenham o apoio midiático, uma vez que não foram eleitos pelo voto.
    E, mesmo assim, não dá para ser tão maniqueísta na análise. Bem ou mal, a blindagem absoluta que protegia a classe dominante no Brasil está abatida. As previsões que destacavam a seletividade das investigações, supostamente apenas dirigidas ao PT, falharam miseravelmente. Aécio Neves, principal nome da oposição, está afastado e os grandes articuladores do PMDB — Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Renan Calheiros e Moreira Franco — estão na mira da operação. O próprio presidente, Michel Temer, está sob fogo cerrado. Empresários da Odebrecht, OAS e outras construtoras foram presos e tiveram que entregar seus esquemas. Essa força em direção à transparência não está ligada a uma grande manipulação arquitetada por forças em conluio secreto: ela é um processo incontrolável, ligado fundamentalmente à nova matriz tecnológica, que provoca um tremor no conceito de esfera pública. Vários filósofos — como Derrida, Guattari, Latour e Stiegler — pensaram esse fenômeno em toda sua radicalidade, mas infelizmente parece que os intelectuais brasileiros fracassaram rotundamente em fazer a mediação entre conhecimento e militância política. Reféns da agenda eleitoral e dos compromissos partidários ou parapartidários, submetem as análises a categorias pobres, como as de manipulação da mídia, grande conspiração e alienação do povo.
    Sem subscrever totalmente a descrição de Marcos Nobre, é no entanto possível usar sua imagem do sistema da Nova República como um mapa para se entender o impacto da Lava-Jato. Para Nobre, haveria um bloco progressista, o “social-desenvolvimentismo”, composto de petistas e tucanos — com o intuito reformista e voltado para a modernização do país. Esse bloco teria que negociar com o “centrão”, bloco pemedebista (no sentido amplo), movido pelo arcaico e pela fisiologia e cujo apoio é condição da governabilidade. Foi esse grande arranjo que desabou. A capacidade dos progressistas mediarem o “imobilismo em movimento” da Nova República desabou em 2013, quando as ruas atacaram a própria condição antidemocrática da “governabilidade”. A composição desaba e hoje não temos forma; estamos, rigorosamente, em desconstrução. Ninguém pode antever o futuro: como diz Derrida, “ele só se anuncia na forma de monstruosidade”.
    Há, basicamente, três argumentos do campo progressista contra a Lava-Jato: o econômico, o jurídico e o conservador. Pelo argumento econômico, o dinheiro recuperado e o combate à corrupção não compensariam os danos econômicos provocados nas grandes empresas nacionais, causando desemprego e recessão. O argumento jurídico consiste em criticar, a partir da matriz garantista (defesa dos direitos individuais dos acusados), os abusos judiciais da Operação, chegando a afirmar que estaríamos em estado de exceção. Finalmente, o argumento conservador é baseado simplesmente no medo: o que virá depois de quebrarmos nossas estátuas, de destruir nossos ídolos?
    O argumento econômico mostra bem que o “capitalismo de laços” brasileiro é um patrimonialismo. Não importa que as empresas estivessem colonizando o espaço público e enfraquecendo a democracia, não importa que recebessem vantagens competitivas em relação a pequenas empresas na disputa do mercado, tudo se resume a “dar empregos” ou “promover o PIB”. É o mesmo argumento medíocre do progressismo que tolera o neoextrativismo: o agronegócio sustenta nosso crescimento, então às raias para índios e ecologia. Como se não fosse possível pensar em outros modelos não inspirados em megalomanias macropolíticas e macroeconômicas, impulsionando um menor no campo e na indústria, talvez sem o mesmo impacto nos números, mas mais disseminado, distribuído, conectado com a vida das pessoas e menos refém do capitalismo predatório que hoje corrói o tecido urbano com condomínios, blocos gigantescos, estacionamentos e shopping centers, ou o campo com barragens, monoculturas, exploração de trabalho escravo e etnocídio indígena.
    O argumento jurídico é pequeno perto do que está em jogo: quando mesmo o Brasil viveu uma “normalidade institucional” desse ponto de vista? Quando as garantias individuais foram respeitadas até o limite em que esses juristas invocam, por exemplo, com a população pobre? O direito é invocado como blindagem de classe, ele se apresenta como uma fantasia que encobre as relações de poder e finge que a decisão é principiológica, quando a rigor o que está em jogo é interesse de classe. Alertar para erros e abusos jurídicos pontuais é mais que necessário. Mas, quando se traduz o cenário em ruptura com um direito que estaria assentado na normalidade e na lei, o que se faz é revestir privilégio em direito, confundir blindagem e garantia. As críticas que se faz em torno dos limites dos poderes judiciais ou dos abusos acusatórios do Ministério Público em geral estão corretas e são justas, mas daí a considerar que isso significaria, em termos políticos, uma ruptura institucional é um passo que ignora a forma normal que funciona o sistema penal. É bom lembrar que boa parte dos juristas que hoje anunciam o estado de exceção devido ao golpe parlamentar ou, pior ainda, diante das violações de direitos individuais de Lula protestavam quando se criticava a violência policial diante das manifestações, as operações militares nas favelas cariocas ou a repressão ao #naovaitercopa como medidas de exceção. É preciso então decidir: se vivemos em estado de exceção, é preciso reconsiderar as posições anteriores, perceber que ele começou bem cedo (na verdade, nunca saímos) e extrair as conclusões devidas disso (que certamente não convergem para um garantismo); se, por outro lado, trata-se de afirmar a normalidade institucional, então as recentes violações não são suficientes para nos jogar em outro momento, pois lá atrás tampouco eram.
    Finalmente, o argumento conservador, por ser baseado no medo, é muito frágil. A pergunta é sempre a mesma: o que fazer, então? Silenciar diante do desvio de dinheiro público, fazendo vista grossa à colonização da esfera pública pelos poderosos? Não enfrentar os interesses dominantes porque, ao fim e ao cabo, eles dão empregos e fazem crescer a economia? Construir uma aura santa sobre os políticos de esquerda que os tornam imunes a investigações? Evidentemente, nenhuma dessas posições se sustenta minimamente.
    O momento é extraordinário porque, ao mesmo tempo em desaba o patrimonialismo, se abre uma janela histórica para formular novos projetos. É verdade que o processo atual é um diagrama complexo de interesses em que mídia, burocracia judiciária, mercado financeiro e oligarquias políticas tentam impor suas cartas. A questão, no entanto, é deixar de lado as teorias conspiratórias, passando uma navalha de Ockham, e se focar no entrechoque aleatório que gera o imponderável. Mais que nunca, a imagem de Lucrécio, revivida por Althusser, hoje parece dar frutos. Não o grande esqueleto ideal platônico, a República organizada e ordenada, mas o choque de átomos que provoca encontros e desvios, sendo irredutível a qualquer configuração prévia que se possa imprimir. A energia destituinte pode ser revolucionária se cuidarmos para organizá-la, tirar do estado bruto e lhe dar plasticidade. As pessoas não estão interessadas em defesas de figurões ou partidos, ou de identidades políticas, mas de ideias. Os liberais já apresentaram — a ganharam alguma força popular — seu projeto de futuro. Eles querem um Estado menor e mais eficiente, um mercado mais competitivo, uma educação mais individualista e meritocrática e uma ética do trabalho forte.
    E o outro lado? Não está claro ainda o projeto. É a janela que se abre para pensarmos um modelo descentralizado de política, que possa aproximar mais o cidadão do representante, com inovações como mandatos coletivos, municípios fortes e muitas outras. Um modelo de economia pautado na inovação tecnológica, que aproveita a energia criativa do brasileiro e pensa a indústria fora do modelo decrépito da fábrica, estimulando pequenos empreendimentos, mais próximo do local, em detrimento dos grandes players. Um modelo ambiental que estabeleça um balanço justo entre os seres vivos que compõe a ecologia brasileira, dos biomas à atmosfera, das profundezas à floresta, do mineral ao humano, do campo à cidade. Um modelo que permita restabelecer aquilo que nos torna adversários dos liberais — uma noção forte do “social” — que se inspire na solidariedade social como um pilar fundante para qualquer coletivo e que relativize o papel do dinheiro, da riqueza, como uma única fonte de reconhecimento social. Que valorize mais, por exemplo, o tempo como o bem mais precioso que alguém pode ter, no contrafluxo da aceleração niilista que percorre o mundo, ou a qualidade de vida como contraponto à hegemonia do poder e do dinheiro. E com isso um novo modelo trabalhista e previdenciário ainda inspirado na solidariedade social, e não na poupança individual, entendido o coletivo como estrategicamente decisivo para uma boa vida em sociedade. Um modelo que possa integrar educação, esportes e cultura, aproximando toda vitalidade da cultura brasileira de dimensões que, até agora, só copiamos do Norte. Um modelo que precisa ser inventado — mas cuja gestação já está em andamento na sociedade brasileira, nas diversas experiências bem-sucedidas, no conhecimento que já é produzido nas universidades, nos movimentos sociais, nas experiências empreendedoras, nos coletivos da Internet, nas bricolagens populares, nas tradições desperdiçadas.
    Tudo isso está em aberto. A decomposição do instituído é nossa oportunidade.
    *Artigo extraído do Outras Palavras

  • Concessões de Marchezan abrangem de iluminação a tratamento de esgoto

    Matheus Chaparini
    A gestão Marchezan prepara um grande lote de parcerias com a iniciativa privada em Porto Alegre.
    O prefeito pretende fazer parcerias “em todas as áreas”, como  declarou no lançamento do Programa Municipal de Parcerias (Propar), no início de maio.
    A lista do que Marchezan pretende passar a mãos privadas é extensa e vai desde a iluminação pública e o tratamento de esgotos até a administração do Mercado Público.
    Na Prefeitura, um grupo de 20 servidores vai receber treinamento em Parcerias Público Privadas e concessões.
    O objetivo é “criar um ambiente favorável e desmistificar a iniciativa das PPPs”, segundo o Secretário Municipal de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi.
    O contrato prevê treinamento de quatro servidores da Secretaria Municipal de Parcerias Estratégicas, além de 16 de outros setores da administração municipal.
    O curso é de 30 horas/aula ao longo de três meses a partir da assinatura do contrato, realizada em 19 de abril. As aulas ainda não iniciaram, pois a Prefeitura ainda define o método de escolha dos servidores que participarão.
    A empresa responsável pelo treinamento é a Radar PPP, especializada em gestão empresarial, que firmou Termo de Cooperação com o Município.
    Fundada em 2014, a Radar PPP tem sede em Nova Lima, Minas Gerais, e monitora mais de 650 projetos de concessões no Brasil. Tem cerca de 20 empresas parceiras de diversos ramos como seguros, construção, saneamento, energia e gestão de resíduos.
    Entre eles, a CAF, Banco de Desenvolvimento da América Latina, que tem acordo firmado com a Prefeitura de Porto Alegre para o financiamento das obras da Orla do Guaíba, além de pavimentação de ruas e modernização do sistema da Secretaria Municipal da Fazenda.
    Programa de parcerias foi lançado este mês
    No início de maio, Marchezan lançou o Programa Municipal de Parcerias (Propar) através do Decreto 19.736. Foi criado também o Comitê Gestor do Propar (CGP), responsável pelo planejamento e execução das parcerias.
    O comitê é presidido pelo prefeito e composto pelo vice, Gustavo Paim, e pelos secretários de Parcerias Estratégicas; Relações Institucionais; Fazenda; Planejamento e Gestão; Desenvolvimento Econômico; Transparência e Controladoria-Geral; além do Procurador-Geral do Município, Bruno Miragem.
    A reforma administrativa de Marchezan, aprovada pela Câmara o início deste ano, criou a Secretaria Municipal de Parcerias Estratégicas.
    No final de março, Vanuzzi e seu adjunto, Fernando Dutra, estiveram em São Paulo, participando do 1º Fórum Canadá-Brasil de Infraestrutura PPP: Construindo o futuro.
    Ao longo da viagem, se reuniram também com Wilson Point, da Secretaria Municipal de Desestatização e Parcerias, com Isadora Cohen, diretora da Unidade de PPP da Secretaria de governo do Estado de São Paulo e com Mark Romoff, CEO do Conselho do Canadá (The Canadian Council for Public-Private Partnerships).