Os números, como sempre são contraditórios, mas as imagens não deixam dúvidas: o movimento por eleições Diretas Já foi turbinado pelas denúncia que atingiram o governo Temer desde quarta feira.
Em 20 Estados, multidões foram às ruas pedir o fim do governo Temer e eleições diretas para escolher um novo presidente.
Proporcionalmente, Porto Alegre teve uma das maiores manifestações do pais na noite nesta quinta-feira, quando a crise política atingiu o ponto máximo.
Confira na reportagem da RBA
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/05/protestos-tomam-as-ruas-do-pais-por-fora-temer-e-diretas-ja
Autor: da Redação
Manifestações por eleições diretas ocorrem em 20 Estados
BM dispersa com bombas de gás manifestantes em frente à RBS
Foram pouco menos de mil, que após a chegada ao Largo Zumbi dos Palmares, continuaram a marcha pela José do Patrocínio em direção à sede da RBS. Dali seguiram a Rua da República até a Av. João Pessoa.
Na Av.João Pessoa, com a Av. Ipiranga o primeiro tumulto, causado por um carro que tentava atravessar, sair dos manifestantes, antes que estes bloqueassem a rua.
Os manifestantes trancaram o carro, e a Brigada que de longe acompanhava a caminhada entrou em ação. Foram disparadas as primeiras bombas de gás lacrimogênio e a correria começou.
Já nas margens do Arroio Dilúvio os manifestantes foram em direção a RBS. Do outro lado, na esquina da Ipiranga com a Av. Érico Verissimo três viaturas, 12 cavalarianos e a Tropa de Choque aguardava o grupo.
Quando os manifestantes chegaram na frente da Escola Érico Verissimo a Choque já se postou. No primeira tentativa de chegar mais perto a Brigada agiu novamente. Bombas de gás de pimenta, de lacrimogênio e mais correria.
Não houve conflito. A Choque foi indo assim até Av. Venâncio Aires, em frente a Praça Garibaldi, onde os últimos manifestantes do protesto contra o Presidente Temer se dispersaram por completo.Milhares em Porto Alegre pedem Diretas Já
Por volta das 17h as pessoas começaram a chegar na Esquina Democrática, lugar de encontro marcado para o protesto contra o presidente Michel Temer.
A manifestação saiu em marcha por volta das 19h, pegou a AV. Borges de Medeiros em direção ao Largo Zumbi dos Palmares.
Milhares tomaram a Av. Borges de Medeiros em Porto Alegre Foto: Felipe Uhr/Jornal Já
A caminhada, que teve a participação de movimentos sociais, centrais sindicais, militantes de partidos da esquerda e movimentos da juventude durou cerca de 40 minutos. Reuniu mais de 30 mil pessoas, segundo a organização. A Brigada estimou em pouco menos, 24 mil.
Cartazes de “Fora Temer” e “Diretas Já” foram os mais vistos. Cantos como “Temer ladrão teu lugar é na prisão” e ” ai aiaiai, empurra o Temer que ele cai” eram entoados a toda hora.
Por volta das 20h30 os manifestantes, reunidos no Largo já haviam se dispersados. Um grupo de aproximadamente mil ainda seguiu em caminhada em direção a RBS onde lá foi dispersado pela BM.OAB-RS repudia tentativa de obstrução da Justiça em nota oficial
“A OAB/RS acompanha com profunda preocupação os desdobramentos de episódio divulgado pela imprensa nesta quarta-feira (17), envolvendo suposta obstrução da Justiça praticada pelo presidente da República, Michel Temer. São denúncias graves e revoltantes que, se confirmadas, terão reflexos imediatos no comando da nação.
A OAB/RS repudia qualquer forma de obstrução da Justiça. A Ordem gaúcha defende a imediata apuração dos fatos, com a necessidade de transparência e quebra de sigilo dos envolvidos na investigação. É urgente que seja tornado público o conteúdo destas gravações para que a sociedade faça o seu juízo crítico.
Comprovada a denúncia, não haverá mais legitimidade do presidente em se manter à frente do cargo ocupado.
Em sintonia com a presidência nacional da OAB, a OAB/RS está atenta aos imediatos desdobramentos desse caso e seguirá cobrando esclarecimentos a fim de garantir que a lei seja observada e respeita por todos, independentemente da posição ocupada na sociedade. No seu papel constitucional, a OAB/RS seguirá defendendo a República, impedindo que ações obscuras coloquem em risco o Estado Democrático de Direito.”
100 anos depois
Claudir Nespolo
Em 1917 os operários brasileiros realizaram a primeira grande greve geral para reivindicar medidas contra a carestia, elevar os salários, reduzir a jornada de trabalho para 8 horas e proibir o trabalho infantil. Cem anos atrás o povo trabalhador entrou em cena e disse: “temos direito a ter direitos”. Antes e depois de 1917, por meio de greves memoráveis, boa parte dos direitos do trabalho, que hoje usufruímos como um patrimônio civilizatório, foram explicitados nas ruas por homens e mulheres que sobreviviam com o suor do seu rosto.
Para as elites da época, acostumadas com o relho e o pelourinho, soava degradante negociar direitos com a “horda indolente”. Açoite e xilindró nos líderes, vociferavam patrões ditos republicanos. A contragosto, sobretudo da elite empresarial paulistana, que também se autoproclamava moderna, Getúlio Vargas impôs um projeto de industrialização com garantias mínimas de direitos do trabalho. Através de artifícios de dominação, o Estado transformou uma conquista dos trabalhadores em presente de governante, até hoje a CLT carrega essa mácula.
Cem anos depois realizamos outra greve geral, em 28 de abril. A maior da nossa história. Só no RS estimamos a paralisação de 2 milhões de trabalhadores e 40 milhões no Brasil. Desta vez, para assegurar direitos conquistados pelos nossos antepassados. O recado foi claro: parem com o trator das “reformas”, pois nós sabemos que são prejudiciais.
Não acreditamos em rompante modernizador que corte direitos. O que traz geração de empregos é crescimento econômico. Segurança jurídica é respeitar a CLT e o trabalho com direitos. Fomos crucificados como adoradores de greve. Não nos peçam para sermos cúmplices deste hediondo retrocesso na Previdência e nos direitos trabalhistas. Temos o dever moral de defender os nossos direitos, honrar os nossos antepassados e zelar pelo futuro dos nossos filhos e netos.
Claudir Nespolo é metalúrgico e presidente da CUT-RSMichel Temer garante que não renuncia
O presidente Michel temer se pronunciou nesta tarde pela primeira vez em relação às denúncias de que teria dado aval para compra de silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB).
Temer garantiu que não vai renunciar. Ao longo de todo o dia, havia grande expectativa em relação à fala de Michel temer. Até mesmo a renúncia era cogitada. O presidente afirmou que desde ontem tenta ter acesso ao conteúdo das delações.
“Em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém porque não temo nenhuma delação”, afirmou.
Temer afirmou que seu governo viveu, nesta semana, seu melhor e pior momento.
O presidente defendeu que os indicadores apontam para melhoras na economia com a queda da inflação e aumento na geração de empregos.
Michel Temer afirmou que “uma conversa gravada clandestinamente trouxe de volta o fantasma da crise política.”
O conteúdo das gravações reveladas nesta quarta-feira pelo jornal O Globo tratam da delação do empresário Joesley Bastista, do frigorífico JBS.
Nos áudios, o presidente Michel Temer teria dado aval ao pagamento de uma mesada que garantiria o silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB).
No inicio da tarde o ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato, autorizou a abertura de inquérito para apurar os fatos.Justiça proíbe parcelamento de salários dos servidores municipais
O juíz Murilo Magalhaes Castro Filho, da 5ª Vara da Fazenda Pública, concedeu liminar que proíbe a Prefeitura de Porto Alegre de parcelar os salários dos servidores municipais. A decisão, publicada nesta quinta-feira, responde a mandado de segurança movido pelo Simpa (Sindicato dos Municipários de Porto Alegre).
O magistrado se manifestou apenas em relação ao parcelamento de salários, mas não determinou multa em caso de descumprimento. O pedido do sindicato incluía ainda a proibição do atraso e da suspensão do pagamento dos salários. Os advogados do Simpa entraram com embargo declaratório para que uma nova decisão trate destes outros pontos.
O texto da decisão refere o artigo 39 da Lei Orgânica do Município que determina “o pagamento mensal da retribuição dos servidores, dos proventos e das pensões será realizado até o último dia útil do mês do trabalho prestado”.
O magistrado afirma: “A situação de crise financeira vivida pelo nosso Município, argumento utilizado pelo Chefe do Executivo para noticiar publicamente a real e iminente possibilidade de parcelamento de salários dos servidores municipais, não pode ser utilizada como fundamento para o descumprimento do preceito constitucional.”Temer pede acesso a gravação e Aécio quer voltar ao Senado
Do Jornal GGNA defesa de Michel Temer entregou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para ter acesso à gravação que a Procuradoria da República afirma ter contra o presidente. Ontem, o jornal O Globo revelou que Temer foi gravado pelo empresário Joesley, da JBS, dando aval à compra de silêncio de Eduardo Cunha.Temer, que já é pressionado a renuncia sob ameaça de impeachment, pretende fazer um pronunciamento às 16h. Para isso, segundo o Estadão, gostaria de ter acesso ao aúdio da conversa com Joesley.O presidente antecipou a aliados que sua fala foi retirada de contexto e que ele não estava falando de propina a Cunha, mas de uma “ajuda humanitária”. Na gravação, Joesley afirma que o pagamento a Cunha e Lúcio Funaro servia para evitar delação, ao que Temer teria respondido: “Tem que manter isso, viu?”O Estadão informou que o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, é responsável por protocolar o pedido no STF.Já a defesa de Aécio, feita pelo advogado José Eduardo Alckmin, afirmou que o parlamentar está “inconformado e surpreso” com as acusações de que teria pedido R$ 2 milhões a Joesley Batista para pagar sua defesa na Operação Lava Jato. A Polícia Federal sabe que o recurso, na verdade, foi enviado a uma empresa da família Perrella, em Minas Gerais.Aécio disse que sua fala também foi tirada de contexto, pois o pedido de R$ 2 milhões teria sido, na verdade, uma oferta de venda de imóvel a Batista. O empresário da JBS teria negado a compra, mas aceitou entregar os recursos ao senador.O advogado informou à Folha que pediria ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, a “reconsideração das medidas cautelares” e do pedido de afastamento do mandato. Fachin já removeu Aécio do cargo, mas negou pedido de prisão da Lava Jato. Andrea Neves também foi presa, assim como o primo de Aécio que buscou a mala de dinheiro na JBS.Juiz busca argumentos do MP de Contas para julgar ação da Zoobotânica
Cleber Dioni Tentardini
O juiz Eugênio Couto Terra, da 10ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre, pediu hoje acesso à medida cautelar do Ministério Público de Contas que questiona a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
O magistrado está julgando o pedido de liminar do Ministério Público Estadual que tem por fim proteger as coleções de plantas, animais e fósseis, e impedir a demissão dos pesquisadores da FZB.
“A medida interposta pelo MP de Contas pode contribuir para o desate desta, inclusive para a apreciação da liminar”, afirmou o juiz em seu despacho, salientando que, “caso os documentos que aportarem nos autos sirvam, de alguma forma, para fundamentar a decisão da liminar, intimem-se as partes para se manifestarem em cinco dias sobre o que for remetido pelo MP de Contas”.
A liminar solicitada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre impede que o governo do Estado demita o quadro técnico-científico e se desfaça de qualquer bem, móvel, imóvel e de animais que constituem o patrimônio material e imaterial do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, duas das três instituições vinculadas a FZB. O Parque Zoológico não está contemplado nesta ação.
O pedido de liminar proíbe ainda a rescisão de acordos ou contratos que impliquem as atividades de educação ambiental, preservação dos acervos ou pesquisa científica, e impede o desmembramento ou fracionamento da matrícula do imóvel do Jardim Botânico. No caso de descumprimento, multa de R$ 50 mil.
A ação requer que o Estado apresente em juízo um plano para a extinção da FZB que garanta a continuidade e a mesma qualificação de todos os serviços e atividades do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, e providenciar imediatamente o conserto do muro que faz a divisa com a Vila Juliano Moreira. Por fim, determina ao IPHAE (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul) a inscrição do Jardim Botânico no Livro Tombo, por já ter sido declarado patrimônio cultural do Estado, em 2003.
“Seria uma vitória para a nossa sociedade e para as futuras gerações, porque o governo não pode simplesmente dilapidar o patrimônio ambiental e cultural do Estado, não pode demitir servidores sem apresentar um plano, sem mostrar como serão preservadas as coleções e quem fará as curadorias”, argumentou a promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Ana Maria Marchesan.
Ação Civil Pública corre desde fevereiro
No início de fevereiro deste ano, após realizar uma vistoria nos acervos do JB e do MCN, a promotora e os colegas Alexandre Saltz,Annelise Steigleder e Josiane Camejo assinaram uma Ação Civil Pública, com pedido de liminar, contra o Estado, decorrente da decisão do governo de extinguir a FZB e demitir os funcionários. A Lei n. 14.982/2017 que autoriza a extinção foi sancionada em 17 de janeiro deste ano.
Em quatro dias, produziram mais de 60 páginas com os argumentos para justificar a manutenção da Zoobotânica. Foram citados alguns fatos que colocaram em risco o patrimônio ambiental e cultural do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, especialmente a queda de mais dois blocos do muro que faz divisa com a vila Juliano Moreira, na avenida Cristiano Fischer, as depredações, as e invasões do serpentário e de salas administrativas.
Bióloga Vera Werner mostra catálogo da coleção de algas à promotora de Justiça /Fotos MP/RS
“Percebemos a necessidade de a Justiça tomar alguma medida urgente porque a área está vulnerável a novas invasões. Fora isso, está havendo uma série de iniciativas da direção no sentido de esvaziar a atuação da própria Zoobotânica, como, por exemplo, a retirada de representantes da FZB de conselhos estaduais que têm gestão na política ambiental do Estado”, destacou Ana Marchesan.
A promotora acredita que as pessoas não saibam o que é feito no museu, por exemplo. “As pessoas não conseguem mensurar a importância de toda a riqueza ambiental e cultural que eles produzem, não avaliaram o que a falta disso pode representar para as futuras gerações”, afirma.
Ela destaca outro fator que é inerente ao trabalho na Zoobotânica: “O patrimônio material não sobrevive sem a gestão dos especialistas, mestres e doutores em diversas áreas, com conhecimento científico acumulado”, salienta.
Biólogos Aline Barcellos e Luciano Moura, curadores da coleção de insetos, mostram coleção de borboletas
O maior acervo da biodiversidade do RS
Ricardo Ott, curador da coleção de aranhas
Embora a Ação Civil Pública tenha sido produzida em ritmo acelerado pelos promotores de Justiça, está muito bem fundamentada. Faz um levantamento geral do trabalho realizado no Jardim Botânico e da qualificação de seus servidores. Da mesma forma, descreve as atividades no Museu de Ciências Naturais e suas coleções científicas que, segundo o documento, constituem o maior acervo de material-testemunho da biodiversidade dos ecossistemas terrestres e aquáticos do RS.
Além de ser uma ferramenta imprescindível para estudos que envolvam a flora e a fauna, recente e fóssil, essas coleções subsidiam a descrição de novas espécies. Os ‘exemplares-tipo’ dessas coleções, que servem de base para as descrições, tornam-se essenciais para a identificação precisa de cada espécie.
Herbário Alarich Schultz 
Holótipo de uma espécie nova para a ciência
“Os exemplares preservados em museus e seus dados associados documentam a existência das espécies no tempo e no espaço. Os acervos científicos são, portanto, bibliotecas da biodiversidade. Essenciais para a expansão do conhecimento por meio da pesquisa e da educação. Os exemplares de coleções científicas servem para validar as pesquisas biológicas, assegurando que possam ser replicadas ou comparadas no futuro. Estudos que envolvem taxonomia, biotecnologia, biogeografia, perda e conservação da biodiversidade, invasões biológicas e mudanças climáticas, por exemplo, dependem das coleções biológicas. As coleções paleontológicas, por sua vez, são de grande relevância do ponto de vista científico e cultural para a reconstituição de paleoambientes e o entendimento da paleoecologia”, descrevem os promotores na ACP.
O documento lista uma série de consequências do ponto de vista científico para o Rio Grande do Sul em caso de “descontinuidade das atividades da FZB”.
Planta da espécie Eugenia uniflora, a pitangueira
a) Perda de patrimônio científico, histórico e cultural que integra o conhecimento científico nacional;
Coleção insetos
b) Comprometimento do maior conjunto de amostras biológicas e paleontológicas do Bioma Pampa;
Coleção Paleontológica
c) Interrupção da rede de colaboração científica estabelecida há décadas entre os curadores/pesquisadores da FZB com universidades e instituições de pesquisa do país e do exterior;
d) Perda irreparável em Taxonomia (ciência que descreve e classifica novos organismos) no caso de perda de material-tipo (material que embasa a descrição da espécie. A perda de material-tipo aconteceu pela última vez durante a 2ª Guerra Mundial, o que trouxe dificuldades taxonômicas até hoje para toda comunidade científica mundial;
Coleções
e) Perda de informações sobre a biodiversidade que deveriam subsidiar políticas públicas voltadas à gestão da biodiversidade, no âmbito estadual e nacional;
Engenheiro agrônomo Fernando Vargas com a figueira e o angico disputando espaço
f) Interrupção da socialização da informação para o mundo científico de um dos três maiores herbários do RS. Em 2016, o Herbário HAS do MCN teve quase três milhões de acessos (2.909.189), através da Rede Herbário Virtual da Flora e dos Fungos do Brasil;
Bióloga Suzana Moreira (à direita) na inspeção do MP no Herbário
g) Perda de geração de conhecimento aplicado à gestão ambiental. Atualmente, os registros da coleção de anfíbios do MCN estão sendo utilizados na revisão do Plano de Manejo do Parque Estadual de Itapeva, na elaboração do Plano de Manejo da Reserva Biológica Estadual da Mata Paludosa e na elaboração do Plano de Manejo da APA do Banhado Grande;
h) Perda dos registros que subsidiam o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna do Sul (PAN Herpetofauna do Sul);
Coleção de malacos
i) Perda da capacidade de descoberta de usos potenciais da biodiversidade. Recentemente estudos desenvolvidos pelo MCN com espécies nativas de anfíbios revelaram novas substâncias com potencial para uso farmacêutico. Esse serviço não existe na iniciativa privada, portanto não há como reparar a sua perda;
Coleção de aranhas
j) A perda da coleção de microalgas continentais do Herbário Prof. Dr. Alarich R. H. Schulz (HAS), que possui o maior número de lotes em líquido e tipos nomenclaturais do Brasil, significa a perda de acervo fundamental para obtenção de conhecimento e testemunho da biodiversidade do Rio Grande do Sul;
Algas e outros materiais coletados no monitoramento da qualidade do ar no Polo Petroquímico
k) Desaparecimento de local com condições de receber espécimes coletados por ocasião de EIA/RIMA, conforme legislação;
l) Perda de banco genético de representantes de cianobactérias da flora do RioGrande do Sul;
Lâminas de algas
m) Interrupção de trabalhos realizados em parceria com outras instituições brasileiras no estudo das cianobactérias(Centro de Energia Nuclear na Agricultura, USP, Piracicaba, SP;
n) Impossibilidade de descrição de novos táxons de cianobactérias sul-riograndenses (gêneros e espécies) para a ciência;
o) Perda de banco amostral de referência de florações de cianobactérias registradas em distintos sistemas hídricos do Rio Grande do Sul, dentre outras.
Jardim Botânico é indivisível, diz Ação Civil
As biólogas Josy Matos e Natividad Fagundes com a coleção de orquídeas
O Jardim Botânico de Porto Alegre é um museu vivo com um patrimônio público inalienável, não privatizável, indivisível e que exige o máximo zelo dos gestores públicos na sua preservação para as gerações presentes e futuras, diz a Ação Civil Pública do MP.
Todas espécies estão identificadas
O JB contempla um conjunto de 27 coleções vivas de plantas envasadas ou em arboreto. Dentre as atividades, estão a manutenção de coleções científicas de plantas vivas, o banco de sementes, os programas institucionais de iniciação científica envolvendo bolsistas do Pibic/CNPQ, Probic/Fapergs e convênios para estágios curriculares, o viveiro de mudas, a biblioteca, as atividades de educação ambiental, e o envolvimento em inúmeros projetos de pesquisa.
Bióloga Andreia Carneiro é a curadora das coleções do Jardim Botânico 
A coleção bromélias
Em função desse cipoal de atividades, dizem os promotores, o Jardim Botânico de Porto Alegre está entre os cinco do Brasil que se enquadram na categoria A, o que significa que atende a todas as 16 exigências previstas no artigo 6º da resolução Conama 339/2003. “Entre elas, a primeira e mais importante é possuir quadro técnico-científico compatível com suas atividades.”
Viveiro 
Viveiro
Outras considerações da Ação Civil Pública:
O Jardim Botânico possui em seu acervo um conjunto de plantas que integram a Flora Gaúcha ameaçada de extinção. Esse conjunto somado a outras plantas raras compreende um total de mais de quatro mil plantas.
Espécies de cactos e suculentas 
Espécies de cactos
A perda do registro na Agenda Internacional de Jardins Botânicos do Botanic Gardens Conservation International (BGCI), o que dificultará a captação de recursos para pesquisa; ocorrerá a perda de exemplares de espécies raras, endêmicas e ameaçadas, dificultando a ampliação do conhecimento voltado à conservação; haverá o desaparecimento de ambiente controlado para desenvolvimento de pesquisas com universidades nacionais e internacionais interessadas na flora do RS.
O orquidário
Em relação ao Banco de Sementes, eventuais danos serão incomensuráveis. Haverá o encerramento das atividades de análise fisiológica e morfológica de sementes de espécies arbóreas e arbustivas nativas do RS.
Catálogo do banco sementes
O Laboratório de Análise de Sementes do Banco de Sementes/JB é o único no RS que procede, rotineiramente, essas funções, inclusive no tocante às espécies ameaçadas.
Câmara de Germinação
Haverá profunda perda em termos de sistematização de dados gerados em experimentos nos últimos 20, podendo comprometer a lista de Index Seminum, pois não existirão sementes armazenadas.
Acácia mostra as serpentes do NOPA
Esse conjunto de perdas e reduções certamente implicará a perda de pré-requisitos para a obtenção da categoria “A”, por parte do JB.
Coleção de besouros 
Coleção de répteis 
Cascavel
A par do acervo, o patrimônio imaterial do Museu de Ciências Naturais se alimenta de seu corpo funcional extremamente qualificado. Esse corpo técnico mantém a instituição viva e capaz de nutrir o Estado do Rio Grande do Sul com informações sobre a biodiversidade, patrimônio paleontológico, patrimônio genético, dentre outros bens culturais e ambientais de suma relevância para a preservação da vida humana, animal e vegeta
Biólogo Glayson Bencke, especialista em pássaros
A extinção da FZB e, via reflexa, das estruturas que compõem esses dois equipamentos culturais vem causando grande comoção não só na sociedade gaúcha como também na comunidade científica internacional. A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente recebeu manifestações da Profa. Graciela Piñeiro do Departamento de Bacias Hidrográficas do Uruguay, do Conselho Regional de Museologia e do Prof. Johannes Vogel, Diretor Geral do Museu de História Natural de Berl
Coleções ovos de aves 
Coleção de conchas 
Coleção do Banco Sementes 
Serpentário 
Coleção botânica de suculentas 
Planta carnívora 
Espécie de cacto 
Espécie da coleção de suculentas 
Espécie de cacto 
Espécie de cacto 
Viveiro CCJ prevê votar PEC das eleições diretas só na próxima terça-feira
Um acordo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) transferiu para a próxima terça-feira (23), a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 227/16, que permite eleições diretas para a Presidência da República em caso de vacância do titular.
A oposição pretendia colocar a proposta em votação nesta manhã. “Não seria possível porque não haveria quórum, mas também porque por acordo a CCJ não tem votado PECs e projetos polêmicos às quintas-feiras, quando nem todos os deputados estão presentes”, falou o presidente da comissão, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).
O relator da PEC, deputado Esperidião Amin (PP-SC), destacou que apenas a admissibilidade da PEC deve ser analisada, e por isso não espera manobras contra sua votação. “Não é uma proposta que gera crise, pelo contrário, ela previne crises ao colocar a escolha nas mãos do eleitor”, disse.
(Da Agência Câmara Notícias)











































