Autor: da Redação

  • Manifestações em todo o país por renúncia de Temer e eleições diretas já

    Manifestações de rua pela renúncia de Michel Temer e por eleições diretas estão se organizando em pelo menos 17 estados brasileiros para a tarde desta quinta-feira, que devem se repetir até domingo.
    A mobilização, que já vinha acontecendo devido às reformas trabalhista e da Previdência pretendidas pelo governo Temer, aumentou rapidamente depois da notícia bomba que caiu sobre o país na quarta-feira.
    Ainda à noite, as organizações que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo chamaram concentrações em todos os estados
    No Rio Grande do Sul, além da Capital, armam-se protestos a partir das 18 horas nas principais cidades do Estado, como Caxias do Sul (com concentração na praça Dante Aleguieri), Pelotas (Mercado Central),  Santa Maria (Saldanha Marinho) e Rio Grande (Largo Dr. Pio).
    Em Porto Alegre, onde desde o final da manhã sucedem-se protestos em diversos pontos da cidade, a concentração está marcada para as 18 horas, na Esquina Democrática.
    Programação nas principais cidades do Rio Grande do Sul:
    Caxias do Sul – 18/05, às 18h (Dante Alighieri). http://goo.gl/XIB9dr
    Pelotas – 18/05, às 17h, (Mercado Central). http://goo.gl/deM5iT
    Porto Alegre – 18/05, 18h (Esquina Democrática). http://goo.gl/sRgUVR
    Rio Grande – 18/05, às 18h (Largo Dr. Pio). http://goo.gl/6eYSlU
    Santa Maria – 18/05, às 16h (Saldanha Marinho). http://goo.gl/Z6jRyy

  • As causas do aumento da tarifa de ônibus em Porto Alegre

    André Coutinho Augustin
    Recentemente, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre anunciou que a passagem de ônibus na cidade passaria a custar R$ 4,05, uma das tarifas mais altas do País. Esse reajuste só reafirmou a tendência que já se verifica há algum tempo: desde a implantação do Plano Real (julho/1994), a passagem já aumentou mais de 1.200%, enquanto a inflação do mesmo período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de cerca de 420%.
    Na maioria das grandes cidades do mundo, há subsídios para o transporte público. Isso ocorre tanto por motivos sociais — já que a população de menor renda é a que mais depende do transporte público para se deslocar — quanto por seus impactos no trânsito, pois o incentivo ao transporte coletivo diminui o número de carros circulando na cidade. Consequentemente, há menos engarrafamentos e uma redução do tempo médio de deslocamento, da emissão de gases poluentes e do número de acidentes. No Brasil, entretanto, costuma acontecer o contrário, e a maioria dos subsídios existentes são para o transporte individual, enquanto o transporte público é pouco subsidiado e precisa cobrir os seus custos com a receita tarifária. Assim sendo, a passagem é calculada dividindo-se os custos das empresas de ônibus pelo número de passageiros pagantes. Para entender a evolução da tarifa, portanto, há que se que olhar para essas duas variáveis.
    Em relação aos custos, a Prefeitura e os empresários costumam enfatizar o salário dos rodoviários, que é o principal item de despesa das empresas de ônibus. Embora seja verdade que os rodoviários de Porto Alegre recebem uma das maiores remunerações da categoria no Brasil, esse salário não teve aumentos significativos recentemente. Depois de um breve período de recuperação salarial após o Plano Real, os rodoviários estão com o salário praticamente constante desde agosto de 1997 (tiveram um aumento real de 7,7% nesses quase 20 anos, contra um incremento de cerca de 130% do salário mínimo).
    Mais do que a variação dos salários ou do preço dos insumos, o que tem impactado no aumento do custo estimado do sistema de ônibus de Porto Alegre são as mudanças na forma de cálculo desse custo. Essas mudanças levaram o Ministério Público de Contas a ingressar, em março deste ano, com uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que fosse verificada uma possível “elevação indevida da tarifa”. Após essa representação, o TCE decidiu abrir uma inspeção especial para verificar os critérios de reajuste da tarifa. Ao contrário do que havia anunciado inicialmente, a Prefeitura optou por não esperar o parecer final do TCE para aumentar a passagem. A representação, que foi baseada em estudos realizados pela Fundação de Economia e Estatística, analisou os seguintes aspectos da composição tarifária:

    1. até 2014, a cotação do preço do óleo diesel era feita a partir da pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em 2015, a Prefeitura determinou que as próprias empresas deveriam informar a cotação, e, desde então, elas indicam preços acima do valor de mercado do óleo diesel;

    2. as receitas extratarifárias previstas no edital da licitação dos ônibus, com destaque para os rendimentos líquidos da aplicação fi nanceira advindos da comercialização de créditos antecipados, deveriam ir para uma conta da Prefeitura e ser revertidas em modicidade tarifária. Hoje, vão para a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP);

    3. o cálculo da tarifa, após a licitação de 2015, deveria ser feito com base na média dos custos apresentados pelos diferentes consórcios que venceram a licitação. Ao alterar a forma de cálculo da média prevista no edital, a Prefeitura chegou a um custo total do sistema de ônibus que é maior do que a soma dos custos de cada empresa;

    4. não se considera, na planilha de custos, a redução na frequência dos ônibus que ocorre todo ano durante o verão, implicando uma estimativa equivocada do fator de utilização de pessoal;

    5. houve aumento na estimativa de consumo de combustível por quilômetro para a maioria dos modelos de ônibus, sem apresentação de explicações técnicas, chegando, em alguns casos, a um incremento de mais de 80% em apenas dois anos;

    6. houve redução na estimativa de vida útil dos pneus.

    Entretanto, se todos os fatores acima mencionados podem ter levado a um aumento artificial dos custos, eles, sozinhos, não explicam a elevação da tarifa: o principal motivo do aumento nas últimas duas décadas foi a queda do número de passageiros pagantes. Segundo a Prefeitura, essa queda ocorreu devido às isenções previstas em lei. O percentual de isentos realmente vem aumentando, mas isso não se dá devido ao crescimento dos passageiros isentos, mas à redução dos outros passageiros. Para justificar uma possível redução das isenções, a Prefeitura divulgou estimativas de quanto a passagem poderia ser diminuída se elas fossem extintas. Essas estimativas, entretanto, supõem que um passageiro que hoje é isento continuaria fazendo exatamente o mesmo número de viagens se precisasse pagar por elas, um pressuposto que não condiz com a realidade nem com a teoria econômica.
    Na verdade, a queda do número de passageiros pode ser explicada principalmente por dois fatores, um conjuntural e outro mais estrutural. O primeiro é o aumento do desemprego causado pela crise econômica. De 2014 a 2016, a taxa de desemprego no Município de Porto Alegre passou de 4,9% para 9,1%, de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (PED-RMPA). Como o deslocamento de casa para o trabalho é o principal motivo de viagens na cidade, uma redução no emprego diminui o número de passageiros de ônibus. O surgimento de aplicativos como o Uber no mesmo período pode ter contribuído para essa queda, embora não existam dados disponíveis para medir tal impacto.
    O segundo fator é a substituição que está ocorrendo, nas últimas décadas, do transporte público pelo transporte individual. Como dito anteriormente, isso é incentivado por políticas públicas nos três níveis de governo, através, por exemplo, de isenções fiscais e de construção de novas vias. Contrariando a tendência mundial de restringir o uso do carro nas grandes cidades, principalmente nas áreas centrais, Porto Alegre abre cada vez mais espaço para o automóvel. Exemplos disso são a abertura da rua José Montaury para o tráfego de veículos e o projeto de “revitalização” do Cais Mauá, que prevê a demolição de armazéns históricos para a construção de mais de 4.000 vagas de estacionamento no Centro da cidade.
    Enquanto a política de mobilidade urbana no Brasil for a redução dos direitos dos usuários do transporte coletivo (caso da restrição à segunda viagem gratuita, como proposto recentemente pela Prefeitura) e o aumento do espaço para os carros, o número de passageiros de ônibus vai continuar caindo. Com isso, o sistema poderá entrar em colapso, prejudicando principalmente a população mais pobre, que não tem outras alternativas de transporte.

    Publicado originalmente da edição: Ano 26 nº 5 – 2017 da Carta de Conjuntura da FEE

  • Trabalhadores do Clínicas fazem paralisação nesta quinta-feira das 10h às 14h

    Os trabalhadores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) param por quatro horas, nesta quinta-feira, 18, pela atualização do valor do vale-alimentação. A mobilização foi deflagrada após negativa da direção do HCPA e da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão,  em negociar qualquer correção do benefício, sequer reposição da inflação do período.
    Está prevista concentração entre 10h e 14h na entrada principal do hospital. Nos dias 24 e 29 deste mês, as categorias voltarão a protestar com paralisações das atividades, informa o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS). O calendário foi definido em assembleia realizada no último dia 11.
    Para a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, é inadmissível que mais uma vez os trabalhadores sofram perdas e não tenham qualquer indicativo de reajuste. “Mais do que nunca, precisamos estar unidos para lutar contra os ataques sistemáticos que têm sido feitos aos nossos direitos. Para isso, os sindicatos precisam contar com a força da classe trabalhadora”, ressaltou Maria Rita.
    Na semana passada, as categorias garantiram a manutenção do pagamento do vale, enquanto não são concluídas as negociações do novo acordo coletivo, ainda em andamento. Havia a insegurança sobre a manutenção do vale devido a uma medida cautelar concedida em 2016, que questionava a súmula 277 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Com a mudança, a lei não garante a manutenção das definições de um ACT depois de sua expiração, ainda que novas tratativas já estejam em andamento.
    No ano passado, o reajuste oferecido pelo HCPA foi de 6%, inferior à inflação do período.

  • Justiça suspende acordo entre Prefeitura de Porto Alegre e Comunitas

    Matheus Chaparini
    A Justiça suspendeu nesta quarta-feira, por liminar, o acordo de cooperação firmado entre a Prefeitura de Porto Alegre e a organização Comunitas. A decisão é da juíza Andreia Terre do Amaral, da 3ª Vara da Fazenda Pública.
    A decisão veio em resposta a Ação Popular movida por diretores do Sindicato dos Municipários (Simpa) e vereadores de oposição, que pedia a suspensão do acordo. A parceria que prevê a implantação do programa Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável foi publicado no Diário Oficial em 07/03/2017 para vigorar por 24 meses.
    Através deste acordo, a Falconi Consultores de Resultado atua como parceira técnica da organização Comunitas em três projetos importantes da gestão Marchezan: redução do déficit, programa de metas e reforma administrativa, conforme revelou reportagem do JÁ.

    Juíza Andreia concedeu liminar suspendendo o acordo / Arquivo JÁ

    A ação é assinada por três diretores do Simpa, Alberto Terres, Ivam Martins e Adelto Rohr, e quatro vereadores de oposição, Sofia Cavedon (PT), Marcelo Sgarbossa (PT), Fernanda Melchionna (PSOL), Roberto Robaina (PSOL) e Alex Fraga (PSOL).
    O texto da Ação aponta para o que seria uma “violação ao princípio da supremacia do interesse público”: a cláusula quarta do contrato, que prevê compartilhamento de informações sigilosas da administração municipal. Segundo os demandantes, “ao pactuar a disponibilização de dados sigilosos se está privilegiando um determinado particular com informações relevantíssimas, que lhe podem garantir vantagens indevidas.”
    Entre as irregularidades apontadas na Ação, está a ausência de chamamento público. O artigo 29 da Lei Federal n. 13.019/14 prevê a obrigatoriedade do devido chamamento público em acordos que envolvam “a celebração de comodato, doação de bens ou outra forma de compartilhamento de recurso patrimonial”.
    No contrato firmado, o Município se compromete a disponibilizar “servidores, computadores, cadeiras e mesas com condições adequadas de ergonomia, postos de acesso à internet para uso de e-mail e ramais telefônicos para contato”.
    São apontadas outras três irregularidades do contrato em relação à Lei Federal 13.019/14, que rege as parcerias entre poder público e entidades da sociedade civil. Uma delas é que o acordo de cooperação entrou em vigor antes da publicação do seu extrato. O artigo 38 da mesma lei prevê que o acordo de cooperação somente produzirá efeitos jurídicos “após a publicação dos respectivos extratos no meio oficial de publicidade da administração pública”.
    O extrato foi publicado no Diário Oficial do Município de Porto Alegre em 07/03/2017. Entretanto, as atividades já vinham sendo desenvolvidas anteriormente. O Banco de Talentos, projeto de responsabilidade da Comunitas, foi anunciado logo nos primeiros dias de janeiro. Na ocasião, a Prefeitura afirmou que os trabalhos já vinham sendo realizados antes mesmo da posse do prefeito Nelson Marchezan Júnior.
    Ainda segundo a Ação, o Acordo de Cooperação não seria instrumento adequado para esta parceria. O texto da lei define que em acordos deste tipo “não envolvam a transferência de recursos financeiros”. O acordo firmado prevê que a Comunitas tem a incumbência de captar recursos financeiros, e, para viabilizar esta captação, está sendo disponibilizada estrutura física do município, bem como servidores públicos. O grupo considera que este cenário configura transferência de recursos do Município para a Comunitas, que é uma Oscip  (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público).
    Ação aponta ainda a “ausência dos requisitos mínimos no Plano de Trabalho”, previsto no artigo 22 da mesma lei.
    Voluntários da Comunitas viraram CCs da Prefeitura
    Ação assinada por diretores do Simpa e vereadores de oposição aponta uma série de irregularidades no contrato / Matheus Chaparini

    Dos 14 voluntários indicados pela Comunitas para selecionar profissionais para ocuparem cargos na Prefeitura, sete foram nomeados para cargos de confiança. As nomeações dos sete foi publicada entre os meses de março e maio deste ano, em alguns casos de forma retroativa. A informação foi revelada em reportagem publicada pelo Sul 21, nesta terça-feira.
    Sete desses profissionais designados para selecionar pessoas de modo voluntário foram lotados no gabinete do prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB), do vice-prefeito Gustavo Paim (PP) e em outros órgãos da Prefeitura.
    O acordo entre Prefeitura de Porto Alegre e Comunitas inclui quatro projetos. Destes, o único que é realizado diretamente pela Comunitas é o Banco de Talentos. Os outros três projetos – reforma administrativa, redução do déficit e Programa de Metas – contam com a parceria técnica da Falconi Consultores de Resultado.

  • Cartazes sobre maio de 68 marcam o lançamento da UniLivre

    Um evento nesta quinta-feira (18) marca a abertura de uma exposição de cartazes sobre Maio de 68 e o lançamento da programação da primeira edição da UniLivre, nova unidade da editora Armazém Digital.
    A mostra é composta por vinte e cinco cartazes com temáticas variadas sobre política, economia, cultura, entre outros. Os cartazes, impressos originalmente em serigrafia, formato 48×33 cm, foram criados pelo Atelier Populaire da Escola de Belas Artes da Sorbonne (França), onde mais de 300 artistas se reuniam para elaborar coletivamente essas obras.
    O evento de abertura será no Teatro do Instituto Histórico e Geográfico do RS a partir das 19h. Além dos cartazes, o evento contará com músicas e imagens que marcaram maio de 1968 no Brasil e no mundo. A exposição segue em cartaz até 8 de junho, com visitação de terça a sexta, das 14h às 18h.
    Na mesma ocasião, será apresentada a programação da UniLivre, que inclui palestras, minicursos e oficinas que serão realizados bimestralmente, com o objetivo de proporcionar ao público em geral acesso a uma programação variada e diversificada, voltada para a discussão de temas e conteúdos que normalmente ficam restritos ao meio acadêmico.
    Serviço:
    Apresentação da programação da UniLivre e abertura da exposição de cartazes do Maio de 68
    Dia 18 de Maio, quinta-feira, às 19h
    Teatro do Instituto Histórico e Geográfico do RS (Rua Riachuelo 1317, 3º. andar – Centro Histórico)
    Evento gratuito
    Confira a programação completa da primeira edição da UniLivre:
     
    25 de maio:
    Maio de 68: a revolta dos estudantes e trabalhadores franceses
    Palestra com o sociólogo Enno D. Liedke Fº.
    As manifestações estudantis iniciadas em Nanterre e em Paris, na França, às quais logo se associaram trabalhadores de grandes empresas, que entraram em greve geral.
    26 de maio:
    Contexto mundial e o significado de 68
    Palestra com o sociólogo Enno D. Liedke Fº.
    Os eventos e movimentos político-ideológicos e socioculturais ocorridos ao redor do globo durante o ano de 1968 que alteraram profundamente o imaginário e o próprio cenário político-societário mundial.
    28 de maio:
    Produção de cartazes políticos
    Oficina com o publicitário Francisco dos Santos
    Inspirado no Atelier Populaire. Os fundamento do cartaz; princípios de composição; fundamentos de diagramação; os cartazes do Maio de 68; o contexto atual; e atividades práticas com a produção de cartazes políticos.
    Exposição e reprodução dos cartazes produzidos pelos participantes.
    31 de maio e 1º de junho
    Fotoreportagem / Oficina com o repórter fotográfico Jorge de Aguiar
    A linguagem e as técnicas da fotoreportagem desenvolvidas em atividades teóricas e práticas com o objetivo de estimular a produção de fotografias de grupos humanos, atividades culturais e do meio ambiente.
    Saídas de campo para realização de pautas, exposição de fotos e produção de fotolivro dos participantes.
    1º de junho:
    As origens do 1º. de Maio no Brasil
    Palestra com o historiador Carlos Fernando de Quadros
    O surgimento da data e sua relação com as lutas operárias; as comemorações no Brasil; e as diferentes formas de celebração de acordo com a localidade e as entidades envolvidas.
    2 de junho:
    História das lutas dos operários gaúchos para construir suas organizações
    Palestra com o historiador Guilherme Machado Nunes
    O movimento operário gaúcho através de suas lutas e organizações desde o século XIX até a ditadura civil-militar.
    13 a 20 de junho:
    Literatura e História do ponto de vista dos/das historiadores/as
    Minicurso com a historiadora Mara Rodrigues
    Erico Verissimo e Moysés Vellinho: por uma identidade intelectual do Rio Grande do Sul; o lugar social da escrita da história; aproximações e distinções da escrita literária; e regionalismo (rural e urbano).
    O acesso às palestras, ao minicurso e às oficinas serão feitas mediante inscrição e pagamento dos participantes. As vagas são limitadas. Inscrições e informações podem ser obtidas através do e-mail unilivre@armazemdigital.com.br.

  • Frente em Defesa da Carris pede reunião com diretora da empresa

    Dois eventos marcaram a instalação da Frente Parlamentar em Defesa da Carris, nesta terça-feira (16); um na sede da Associação dos Funcionários da Carris, pela manhã, e na Câmara de Vereadores, no final da tarde.
    Na Câmara, compareceu um representante da Carris, o diretor do Sistema de Atendimento ao Cliente (SAC), Isaac Ferreira Marques. Funcionários presentes reclamaram de falta de diálogo com a nova diretoria.
    “Nenhuma reunião foi realizada”, estranhou Rogério Scouto, há 15 anos na Carris.
    A Frente também prometeu investigar a razão da falta de reposição de peças nos ônibus, e a revista diária dos funcionários, denunciada pelos presentes.
    A iniciativa foi dos vereadores Roberto Robaina (PSOL) e Pauinho Motorista (PSB), mas a Frente já nasce com pelo menos mais setes vereadores.
    Robaina fez um pedido de reunião com a diretora-presidente, Helen Machado. “Precisamos fazer esse meio campo”, explicou.

  • Atrasos e superlotação são a principal reclamação dos passageiros de ônibus

    Saiu o primeiro relatório do Fiscaliza Tu, o app lançado em março pela vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), com o intuito de saber quais os principais problemas do transporte por ônibus em Porto Alegre. Pelo aplicativo, os usuários podem denunciar o que veem de errado no transporte público.
    Foram 389 denúncias, entre 2307 cadastros realizados, abrangendo 105 linhas que realizam o transporte público da capital. Atrasos e superlotação foram as principais reclamações, com 78% das denúncias, 21% para outros problemas e houve 1% para registrar aspectos positivos.
    Os “outros”  foram reclamações acerca do não funcionamento adequado dos veículos, como a utilização de ônibus sucateados, com péssimas condições de rodagem, portas e janelas enguiçadas, falta de acesso a cadeirantes, ar condicionado e campainha estragadas. A não realização de viagens também foi apontada pelos passageiros.
    Entre 15 e 44 minutos foi o tempo de atraso em 12 linhas que mais tiveram denúncias. São elas:

    • 375 – AGRONOMIA/INFORMÁTICA
    • T7 – NILO/PRAIA DE BELAS
    • D43 – UNIVERSITÁRIA-DIRETA
    • 187 – PADRE REUS
    • 178 – PRAIA DE BELAS
    • 186 – LIBERAL
    • 431 – CARLOS GOMES
    • T10 – TRIÂNGULO/ANTONIO DE CARVALHO
    • 262 – JARDIM VILA NOVA
    • 281 – CAMPO NOVO
    • 340 – JARDIM BOTÂNICO
    • T9 – PUC

    O relatório será apresentado aos vereadores da Câmara Municipal e também encaminhado para a Empresa Pública de Transporte e Circulação. A vereadora adiantou que também enviará um pedido para que EPTC envie um relatório em relação às multas aplicadas às empresas que atrasaram o horário. “Sabemos que a EPTC emite mensalmente autuações às empresas de ônibus devido a descumprimentos da tabela horária. Precisamos de mais transparência acerca dessas informações.”
    O aplicativo teve o custo de R$100, apenas o valor do domínio na internet. O desenvolvimento do software foi realizado pela equipe do gabinete da vereadora.
    O relatório com todos os dados está em anexo em pdf e doc e pode ser acessado no link: http://bit.ly/2pTwlcG
     

  • Cuthab propõe seminário sobre o impacto ambiental do projeto para o Cais Mauá

    O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) do projeto de revitalização do Cais Mauá foram a pauta da Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) da Câmara Municipal de Porto Alegre na manhã desta terça-feira (16).
    Participaram da reunião, no plenário Ana Terra, técnicos de diversas áreas, ligados à recém-criada Associação dos Amigos do Cais Mauá (Amacais), que apresentaram críticas e questionamentos sobre impactos ambientais e estruturais apresentados na proposta de recuperação do espaço.
    Embora tenha sido convidado, o Consórcio Porto Cais Mauá, responsável pela obra, não enviou representantes.
    Francisco Marshall, professor de História da Ufrgs, afirmou que o projeto de revitalização “é frágil, pois não possui idoneidade jurídica e não dá atenção às questões de mobilidade e harmonia da cidade”. Vice-presidente da Amacais, Marshall salientou que a entidade “não é contra o empreendedor e o capital privado, mas defende mudanças rigorosas no projeto”.
    Também fundador da Amacais, o arquiteto Cristiano Kunze concentrou-se na construção de um shopping center, previsto no projeto, considerando inclusive que o local não é um “terreno pronto” para receber o prédio. Kunze também criticou a comparação da proposta de intervenção no Cais Mauá com concepções desenvolvidas no exterior. “Essas cidades possuem potencialidades que Porto Alegre não tem”, opinou, classificando como “risível” a área projetada para caminhadas rente à orla do Guaíba.
    Impactos no Trânsito
    “O EIA parte de premissas muito retrógradas e de conceitos que não condizem com cidades humanas e sustentáveis”, avaliou o também professor da Ufrgs Emilio Merino, doutor em Engenharia Urbana, com ênfase na área de transportes. Segundo ele, a empresa construtora admitiu que não há espaço para aumentar a capacidade de tráfego. As compensações sociais, portanto, não resolverão os problemas causados no trânsito pelo empreendimento. “Esse estudo deveria ser completamente revisado, pois é regido por pesquisas muito conservadoras e limitadas”, assegurou.
    Na mesma linha, o presidente da seção gaúcha do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/RS), Rafael Passos, garantiu que o projeto não se sustenta tecnicamente, mas sim por argumentos ideológicos. “É um exemplo do que não se faz mais em termos de planejamento urbanístico e ambiental”, afirmou. Passos também registrou que os trâmites têm corrido de uma forma “obscura e morosa”.
    “Está acontecendo a maximização de compensação ao privado, enquanto o interesse público é vilipendiado ”, alegou o arquiteto. Passos defendeu ainda que o projeto retorne à fase do Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), por não cumprir a portaria nº 483/16 do instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que estabelece restrições para intervenções em sítios históricos.
    Primeiro vereador a se manifestar, Valter Nagelstein (PMDB) descreveu os representantes da Amacais como um “grupo ideológico” defensor de uma “minoria”, derrotada em todas as instâncias. “Para o projeto parar em pé, é preciso ter viabilidade técnica, social e econômica”, disse. O vereador defendeu a revitalização do Cais e a recuperação do Centro Histórico, descrito por ele como “feio, velho e degradado”. “A cidade está assim por conta desses setores que não permitem investimentos econômicos”, opinou Nagelstein.
    A vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), líder da oposição, contou que acompanhou todo o processo de discussão sobre o projeto para a obra do Cais e afirmou: “atende apenas aos interesses privados sem se preocupar com a cidadania”.
    “O Tribunal de Contas do Estado já confirmou que não há viabilidade econômica para a obra acontecer”, lembrou Fernanda. A vereadora condenou também o que denominou como “premissas equivocadas adotadas no estudo” e criticou o não comparecimento do Consórcio Porto Cais Mauá.
    Representantes da Prefeitura compareceram. O secretário adjunto de Serviços Urbanos (Smsurb), César Hoffmann, afirmou que não se pode retroceder na iniciativa de revitalização, mas  concordou que os questionamentos devem ser esclarecidos. “Onde houver dúvidas de caráter ambiental, social e de planejamento, elas devem ser dirimidas”, apontou. Pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), a engenheira Airana do Canto garantiu que o projeto cumpre os requisitos de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
    Já o diretor-técnico da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (SMPG), arquiteto Glênio Bohrer, alegou que todas as discussões sobre o Cais Mauá nos órgãos municipais foram feitas por colegiados, e que, ao ser lançado o edital de concessão, o consórcio vencedor apresentou um projeto adaptado ao regimento urbanístico. “O processo correu nos marcos que a lei exige e, inclusive, o empreendedor já foi obrigado a fazer mudanças no projeto original”, salientou
    .No final do evento, o presidente da Cuthab, Dr. Goulart, encaminhou a proposta de Fernanda Melchionna, que sugere a realização de um seminário específico sobre o projeto de revitalização do Cais Mauá e seu impacto ambiental.
    Também estiveram presentes no encontro o ex-vereador e ex-secretário do Meio Ambiente Beto Moesch; o professor de sociologia da Ufrgs Milton Cruz; a presidente da Amacais, Katia Suman; e o vereador Paulinho Motorista (PSB).
    (Com Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores)

  • RBS-SC vai virar NSC, sigla para Nossa Santa Catarina

    O  novo nome da RBS Santa Catarina será NSC. A sigla, que significa ‘Nossa Santa Catarina’, foi escolhida mediante consulta popular. A empresa não informa o número de participantes, mas 66,28% deles elegeram a nomenclatura NSC. O anúncio foi feito para o público nesta terça-feira (16), por Mário Mota, no ‘Jornal do Almoço’ da emissora local.
    Segundo a assessoria de imprensa da empresa, “NSC representa o lugar com elevados índices de desenvolvimento, saúde, cultura e educação, alguns dos muitos motivos pelos quais pessoas de todas as regiões do Estado se orgulham de chamá-lo de seu”.
    A próxima fase será a criação da marca, que será de responsabilidade da Interbrand e será adotada pela RBS TV e por todo o grupo de mídia.
    A campanha para a escolha do novo nome foi criada pela agência Exit e veiculada em todas as mídias da RBS SC nas últimas semanas, com o mote ‘Essa TV é sua. Esse nome também é seu’.
    A opção vencedora concorreu com as siglas LIG, que ficou em segundo lugar com 21,01%, e DNC, com 12,71%.
    A RBS anunciou a venda de suas mídias em Santa Catarina em março de 2016, para um grupo empresarial liderado por Lírio Parisotto, que já atua na área de mídia  (Videolar) e na petroquímica (Innova), e Carlos Sanchez (Grupo NC).
    (Com informações do Coletiva.net)

  • Anvisa inclui a Cannabis na lista oficial de fármacos

    A Cannabis sativa entrou para a lista das Denominações Comuns Brasileiras. As regras para importação de canabidiol e registro de medicamento com maconha, porém, não mudam.
    A Anvisa atualizou a lista das Denominações Comuns Brasileiras (DCB) com a inclusão de 19 novas substâncias entre produtos biológicos, princípios ativos, excipientes e plantas de interesse da indústria farmacêutica.
    A atualização da lista é uma rotina da Agência, mas a alteração chamou a atenção desta vez pela inclusão da Cannabis sativa L., a maconha.
    A inclusão, no entanto, não altera as regras para importação de medicamentos com canabidiol ou outros extratos da maconha. A medida também não é uma autorização ou reconhecimento da Cannabis como planta medicinal. Isso porque a DCB é uma lista de nomes oficiais para todas as substâncias que são ou podem vir a ser de interesse da indústria farmacêutica no Brasil.

    A lista (DCB) define os nomes oficiais de uma série de substâncias para que a Anvisa e os fabricantes de medicamentos falem a mesma língua. Se um fabricante, por exemplo, pedir o registro de um medicamento, as substâncias precisam aparecer na lista para que ele faça o pedido e a Anvisa inicie a análise, independentemente do resultado. Ou seja, qualquer processo só começa a ser analisado se a substância já constar na lista.
    Já existe um medicamento com Cannabis registrado no Brasil. É o Mevatyl ®, que contém substâncias extraídas da Cannabis, mas não a planta em si. Ou seja, o Mevatyl é obtido a partir de extratos isolados da Cannabis. A planta não estava na lista DCB ainda.

    A inclusão na lista não significa que a Cannabis foi reconhecida como planta medicinal. Para que isso aconteça, é necessário que um empresa apresente um pedido para registro de um medicamento feito com a planta em si, e isso ainda não aconteceu. O registro do medicamento não analisa apenas as substâncias utilizadas, mas todo o processo de extração, síntese e produção do produto. É isso que vai garantir que o produto gere os efeitos desejados de tratamento.

    A DCB, portanto, é apenas a lista de nomes oficiais, diferente da Farmacopeia, que é um compêndio de monografias que detalham a forma de fabricação de um medicamento e seus padrões de qualidade para que possam ser registrados no Brasil.
    As publicações de atos da Anvisa não estão na edição desta terça-feira do DOU, nem de ontem, por causa do ataque cibernético.
     
    (Com informações da Anvisa)