Manifestações de rua pela renúncia de Michel Temer e por eleições diretas estão se organizando em pelo menos 17 estados brasileiros para a tarde desta quinta-feira, que devem se repetir até domingo.
A mobilização, que já vinha acontecendo devido às reformas trabalhista e da Previdência pretendidas pelo governo Temer, aumentou rapidamente depois da notícia bomba que caiu sobre o país na quarta-feira.
Ainda à noite, as organizações que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo chamaram concentrações em todos os estados
No Rio Grande do Sul, além da Capital, armam-se protestos a partir das 18 horas nas principais cidades do Estado, como Caxias do Sul (com concentração na praça Dante Aleguieri), Pelotas (Mercado Central), Santa Maria (Saldanha Marinho) e Rio Grande (Largo Dr. Pio).
Em Porto Alegre, onde desde o final da manhã sucedem-se protestos em diversos pontos da cidade, a concentração está marcada para as 18 horas, na Esquina Democrática.
Programação nas principais cidades do Rio Grande do Sul:
Caxias do Sul – 18/05, às 18h (Dante Alighieri). http://goo.gl/XIB9dr
Pelotas – 18/05, às 17h, (Mercado Central). http://goo.gl/deM5iT
Porto Alegre – 18/05, 18h (Esquina Democrática). http://goo.gl/sRgUVR
Rio Grande – 18/05, às 18h (Largo Dr. Pio). http://goo.gl/6eYSlU
Santa Maria – 18/05, às 16h (Saldanha Marinho). http://goo.gl/Z6jRyy
A Cannabis sativa entrou para a lista das Denominações Comuns Brasileiras. As regras para importação de canabidiol e registro de medicamento com maconha, porém, não mudam.
A Anvisa atualizou a lista das Denominações Comuns Brasileiras (DCB) com a inclusão de 19 novas substâncias entre produtos biológicos, princípios ativos, excipientes e plantas de interesse da indústria farmacêutica.
A atualização da lista é uma rotina da Agência, mas a alteração chamou a atenção desta vez pela inclusão da Cannabis sativa L., a maconha.
A inclusão, no entanto, não altera as regras para importação de medicamentos com canabidiol ou outros extratos da maconha. A medida também não é uma autorização ou reconhecimento da Cannabis como planta medicinal. Isso porque a DCB é uma lista de nomes oficiais para todas as substâncias que são ou podem vir a ser de interesse da indústria farmacêutica no Brasil.
A lista (DCB) define os nomes oficiais de uma série de substâncias para que a Anvisa e os fabricantes de medicamentos falem a mesma língua. Se um fabricante, por exemplo, pedir o registro de um medicamento, as substâncias precisam aparecer na lista para que ele faça o pedido e a Anvisa inicie a análise, independentemente do resultado. Ou seja, qualquer processo só começa a ser analisado se a substância já constar na lista.
Já existe um medicamento com Cannabis registrado no Brasil. É o Mevatyl ®, que contém substâncias extraídas da Cannabis, mas não a planta em si. Ou seja, o Mevatyl é obtido a partir de extratos isolados da Cannabis. A planta não estava na lista DCB ainda.
A inclusão na lista não significa que a Cannabis foi reconhecida como planta medicinal. Para que isso aconteça, é necessário que um empresa apresente um pedido para registro de um medicamento feito com a planta em si, e isso ainda não aconteceu. O registro do medicamento não analisa apenas as substâncias utilizadas, mas todo o processo de extração, síntese e produção do produto. É isso que vai garantir que o produto gere os efeitos desejados de tratamento.
A DCB, portanto, é apenas a lista de nomes oficiais, diferente da Farmacopeia, que é um compêndio de monografias que detalham a forma de fabricação de um medicamento e seus padrões de qualidade para que possam ser registrados no Brasil.
As publicações de atos da Anvisa não estão na edição desta terça-feira do DOU, nem de ontem, por causa do ataque cibernético.
(Com informações da Anvisa)




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