Autor: da Redação

  • Felipe Amaral vence em Porto Alegre e disputa vaga para o mundial de hipismo

    Montando Premiere Carthoes BZ, o atleta venceu a prova final do concurso, neste domingo, sem faltas nos dois percursos
    Depois de 1h50min de prova, o cavaleiro carioca Felipe Amaral, de 26 anos, subiu no lugar mais alto do pódio para comemorar pela primeira vez o título máximo do The Best Jump 2017, mais importante certame hípico do Estado.
    Em sintonia com o seu Premiere Carthoes BZ, ele venceu o Grande Prêmio Massey Fergunson Cidade de Porto Alegre ao completar os dois percursos da prova sem faltas, garantindo o ouro em 51,85 segundos de tempo na segunda passagem.
    “É uma grande emoção vencer o The Best Jump. Esta é a primeira etapa de um grande sonho. Ainda estamos longe, mas espero poder levar o cavalo da mesma forma e preparado para quando chegar a Copa do Mundo, em Paris“, vibrou o campeão com o ouro nas mãos.
    A média de tempo que cada competidor levou para percorrer o percurso foi de 70 segundos. 1h10min foi a duração da primeira parte da prova. O tempo do segundo percurso foi de 45 minutos. O prêmio desta prova é de R$ 110 mil.

    O vice-campeão do The Best Jump foi Artemus de Almeida, que saltou com Cassilano Jmen e completou o segundo percurso em 55,60 segundos, com 1 ponto perdido por ter excedido o tempo. O bronze ficou com José Francisco Mesquita Musa, montando Criz Wood Jmen, que ultrapassou o último obstáculo em 54,01 segundos, com 5 pontos perdidos.

    A prova, com obstáculos de 1,60 teve dois percursos distintos e contou com 31 conjuntos, sendo 13 habilitados para a segunda passagem.
    Outras provas

    Durante a manhã do último dia do The Best Jump, o conjunto Mariana Frauches Chaves, de Minas Gerais, e Serena do Camarão garantiu o melhor tempo na prova Prêmio Casa Perini, ao completar o percurso da prova N12, com obstáculos de 1,25m, em 25,43 segundos. Já o Prêmio Savarauto, que contou com obstáculos de 1,35m, ficou com a amazona gaúcha Laura Bosquirolli Tigre montando Cher da Boa Vista, que conquistaram o ouro na prova com o tempo de 31,27 segundos.
    O Concurso

    A edição 49 do The Best Jump, que nas competições hípicas internacionais é conhecido como CSI2*-W, distribuiu premiação total de R$ 216 mil e trouxe a Porto Alegre cinco cavaleiros olímpicos (os brasileiros Doda Miranda, Felipe Amaral, Sthephan de Freitas Barcha e os argentinos Justo e Matias Albarracin) que participaram das 24 provas da competição iniciada na quinta-feira e que encerrou neste domingo. Ao todo, participaram mais de 200 conjuntos.

    O evento, com entrada franca, reuniu grande público, que conferiu, na Hípica, a técnica dos cavaleiros e amazonas da Argentina, Uruguai, Brasil e Portugal. O vencedor está habilitado para concorrer a uma das duas vagas sul-americanas para o Mundial de Hipismo, que será realizado, em abril de 2018, em Paris.

    O The Best Jump é organizado pela Federação Gaúcha de Esportes Equestres (FGEE), a Confederação Brasileiro de Hipismo (CBH) e a Federação Equestre Internacional (FEI), com entrada franca.
    (Cm informações da assessoria de imprensa)
    A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, em pé e sapatos
    A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas andando a cavalo, cavalo e atividades ao ar livre
    A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e sapatos
  • Seminário aborda os 100 anos da Revolução Russa

    Os 100 anos da Revolução Russa serão tema de seminário realizado de 8 de maio a 12 de junho, todas as segundas-feiras, às 18h30.
    Promovida pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFRGS (IFCH), pelo Instituto Histórico e Geográfico do RS (IHGRGS), pela Fundação Maurício Grabois (FMG) e pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (CEBRAPAZ), a atividade ressalta a importância do tema, que marcou todo o século XX e continua repercutindo no século XXI.
    Além da história da Revolução Russa e da experiência da União Soviética (URSS), o seminário irá examinar o conjunto de experiências revolucionárias dos últimos 100 anos, o processo de descolonização, as causas e as lições do colapso soviético, as experiências socialistas que persistem e as perspectivas da luta pelo socialismo no século XXI.
    As mesas de debate contarão com a presença de intelectuais e estudiosos de cinco Estados brasileiros – além de Cuba –, com representação de sete universidades. As inscrições podem ser feitas pelo email ihgrgs@terra.com.br ou nas secretarias do IFCH (Campus Vale) e do IHGRGS. Informações podem ser obtidas pelos telefones (51) 3308.9800 e 3224.3760.
    Além das entidades acima citadas, outras treze instituições copromovem o seminário e outras tantas apóiam sua realização, entre elas o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS).
    Programação:
    08.05 – Mesa de abertura. Instituições organizadoras:
    IFCH/UFRGS, IHGRGS, FMG e CEBRAPAZ
    08.05 – Mesa – O legado de 100 Anos da Revolução Russa
    Palestrantes: historiador Augusto Buonicore (FMG), historiadora Analúcia Danilevicz (UFRGS) e historiador Luís Dario (UFRGS)
    Coordenação: historiador Miguel do Espírito Santo (Presidente do IHGRGS)
    15.05 – Mesa – A URSS, o movimento comunista internacional e a luta anticolonial
    Palestrantes: filósofo e historiador João Quartim de Moraes (UNICAMP), historiador Enrique Serra Padrós (UFRGS) e prof. de Relações Internacionais Diego Pautasso (UNISINOS)
    Coordenação: historiadora Ana Regina F. Simão (ESPM/ULBRA)
    22.05 – Mesa – Razões e lições do colapso soviético
    Palestrantes: historiador Valter Pomar (Universidade do ABC), jornalista e escritor Bernardo Joffily (Autor do Atlas Histórico do Brasil) e historiador Paulo Visentini (UFRGS)
    Coordenação: cientista política Mercedes Canepa (UFRGS)
    29.05 – Mesa – A crise do capitalismo – Civilização ou Barbárie?
    Palestrantes: economista Luiz Gonzaga Belluzzo (UNICAMP), economista Renildo de Souza (UFBa) e economista Gentil Corazza (UFRGS)
    Coordenação: historiadora Sônia Ranincheski (UFRGS)
    05.06 – Mesa – Socialismo hoje – Cuba, Vietnã, China
    Palestrantes: geógrafo Elias Jabbour (UERJ), Raphael Hidalgo (Cuba) e historiador Raul Carrion (Presidente FMG-RS)
    Coordenação: historiadora Cláudia Wasserman (Diretora do IFCH-UFRGS)
    12.06 – Mesa – A luta pelo Socialismo no século XXI
    Palestrantes: escritor Renato Rabelo (Presidente da FMG), advogado, escritor e ex-ministro Tarso Genro e jornalista, escritor e ex-ministro Roberto Amaral
    Coordenação: cientista política Celi Pinto (UFRGS)
    Instituições Promotoras:
    IFCH/UFRGS, IHGRGS, FMG e CEBRAPAZ
    Entidades copromotoras:
    ADUFRGS-SINDICAL, AFOCEFE, FECOSUL, FETRAFI, SEMAPI, SINDBANCÁRIOS, SIMPA, SINDIPETROSUL, SINTTEL, SITRAMICO, SINDISERF, UAMPA e UNE
    Inscrição de apoio (com certificado): R$ 100
    Inscrição normal: R$ 40
    Inscrição de estudante: R$ 20
    Emissão de certificado: R$ 10
    (Vagas limitadas)
    Locais:
    8 de maio a 5 de junho: Teatro do Instituto Histórico e Geográfico do RS (Rua Riachuelo 1317)
    12 de junho: Salão de Atos II da Reitoria da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110)
     

  • A realidade e o seu contrário

    João Alberto Wohlfart
    Os desdobramentos dos fatos relacionados ao golpe no Brasil desafiam a análise e o pensamento crítico. Um olhar retrospectivo no tempo cronológico de um ano identifica significativas mudanças na coalisão e na combinação das forças políticas e sociais. Isto significa dizer que toda a realidade está impregnada de seu contrário, e ela é movida por esta força que habita em seu interior. No artigo que segue faremos uma leitura dos fatos pelo viés da contradição de forças que move a sociedade.
    Partindo do fatídico dezessete de abril de 2016, quando os deputados autorizaram o golpe contra a presidente Dilma, com invocação de Deus, da moralidade e dos familiares, a elite dominante esmagava o povo destituído de liderança e de capacidade de reação. Muitos representantes da casa grande ocuparam postos importantes no governo Dilma em cujo interior se formou o golpe. Os que amplamente foram favorecidos por este governo deram o golpe e submeteram o país a um domínio patriarcal jamais visto na história.
    De um ano para cá houve uma ofensiva da direita política e da classe dominante numa velocidade e intensidade jamais vistas. Fomos tomados de surpresa por uma avalanche devastadora dos Direitos Humanos, da Democracia, das conquistas sociais, das riquezas nacionais e da própria organização social. A burguesia impôs a sua agenda de retrocessos e o povo se curvou diante desta ofensiva extremamente agressiva. Estas forças se organizaram de tal maneira que a sua ação fosse devastadora, numa organização criminosa que reuniu o congresso nacional, o judiciário, o Supremo Tribunal Federal, a mídia, o empresariado nacional e internacional etc.
    Numa ofensiva jamais vista, a elite conservadora foi às ruas numa multidão de milhões de pessoas para pedir o impedimento da Presidente Dilma. A grande mídia conseguiu difundir a ideia de que Lula e o PT são os principais corruptos e os responsáveis por ela. Diante de uma agenda de retrocessos conseguiram difundir a mentalidade antipetista e o ódio contra os seus principais líderes. Este discurso pegou de tal maneira que as pessoas, nas ruas, falassem intensamente contra a figura de Lula.
    Assistimos sem capacidade de reação a um conjunto de forças que vêm de cima e esmagam a sociedade. Todas as forças conservadoras historicamente atuantes no Brasil convergiram e impuseram de cima para baixo, sem dialogar com a sociedade, os seus interesses e a sua agenda. E nesta lógica acabaram com a Constituição Federal, com a Democracia, com os Direitos Sociais, com a Previdência social, revestidos da generosidade do espírito de entrega das riquezas nacionais e do perdão das dívidas de grandes corporações econômicas e dos bancos.
    Mas os ventos mudaram. A sociedade como um todo, a classe popular e a classe trabalhadora acordaram. As forças mudaram de sentido e agora elas vêm de baixo, da base social e do povo espoliado com os retrocessos do governo Temer. A greve geral do dia 28 de abril é um indicativo muito claro disso. Uma mobilização geral, organizada, integrada e intersindical, com paralização de quase todas as atividades e adesão de muitas categorias de trabalhadores, foi a maior greve geral já organizada neste país. Mesmo ironizando publicamente a greve, a base do governo Temer tremeu.
    Mesmo diante da avalanche de destruições que ruiu com a economia, a sociedade e os Direitos fundamentais, há uma intensa força que vem da base da sociedade. Grupos sociais dispersos soltaram a sua voz e se alinharam para lutar contra os retrocessos sociais. Uma novidade significativa do cenário da greve geral é a voz da CNBB, com posicionamento favorável às manifestações por parte de mais de 100 bispos. Pelo que tudo indica a Igreja Católica brasileira volta à profecia das décadas de 70 e 80 com um posicionamento social claro em favor dos explorados pelo sistema.
    Já há uma convicção mais ampla de que o governo Temer retira direitos, é extremamente corrupto e penaliza cada vez mais a população. Percebe-se uma força de reorganização das bases numa sucessiva intensificação dos movimentos para efetivar a manutenção das conquistas. As paralizações do dia 28 de abril e as manifestações do dia primeiro de maio são apenas o começo de um intenso movimento de mobilizações. Muita coisa que estava esquecida e não se sabia mais fazer foi reaprendida. É provável que os movimentos de base se intensifiquem cada vez mais e derrubem o governo ilegítimo que assaltou o poder.
    Depois de uma ofensiva ultraconservadora jamais vista na história do Planeta e que deixou a sociedade e a economia em frangalhos, vemos o ressurgimento de uma organização a partir das bases populares. A mobilização do dia 28 de abril aglutinou Sindicatos, trabalhadores, religiões, intelectuais, Universidades, políticos etc. numa força organizada para impedir a continuidade dos assaltos aos Direitos fundamentais historicamente conquistados. O importante é que o projeto golpista não vai continuar as suas imposições sem resistência e sem oposição. Chegou a vez das bases populares se organizarem e produzirem um movimento oposto de baixo para cima e derrotar os canalhas que golpearam o Brasil e a Democracia.
    O movimento intersindical que organizou as últimas mobilizações no Brasil é a primeira força sistemática contra o golpe e os seus retrocessos. De agora em diante, a tendência é de que, quanto maior a repressão policial e os ataques aos Direitos Humanos, maior será a resistência contra o golpismo. Já perdeu legitimidade o discurso da elite e da grande mídia acerca da moralização do país que seria promovida pelo governo Temer. Em contrapartida, está tomando conta a convicção coletiva da retirada de Direitos com as reformas trabalhista e previdenciária. Esta nova tendência da opinião pública deve desdobrar-se em novas formas de organização das bases contra golpes e violações.
    Um dos aspectos mais significativos é a ocupação das ruas e praças de nossas cidades. Milhões de trabalhadores ocuparam as ruas e soltaram em uníssono o grito contra o esfacelamento da nação brasileira levado a efeito por uma corja de bandidos políticos distribuídos em todas as esferas do Estado. As praças públicas de nossas cidades se transformaram em palco de aulas públicas sobre a realidade mundial e brasileira, sobre Democracia, sobre Direitos Humanos e sobre cidadania. A dispersão da grande massa popular se transformou numa organização social nas ruas e praças e num movimento de resistência aos ataques contra a soberania popular, contra soberania nacional e contra as conquistas históricas.
    O movimento golpista entrou em contradição. Mesmo com toda a sua força de destruição e de imposição dos interesses da classe capitalista dominante, produziu a contradição interna. O fortalecimento das bases a partir de sua capacidade de organização estabelece uma força que fará frente aos ataques golpistas que pretendem destruir conquistas históricas do povo brasileiro. Mesmo com o cassete nas ruas e a intensa mídia, os movimentos vão aprofundar cada vez mais a resistência, com a capacidade de derrubar as aves de rapina que aplicaram o golpe.
     

  • Cosmopolítica 2017 discute a crise na democracia e sua relação com a mídia

     
    Para discutir a crise na democracia e sua relação com a mídia, a opinião pública e as instituições, a Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) promovem a sétima edição do Congresso Compolítica, de 10 a 12 de maio, na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), em Porto Alegre.
    Com o tema “Democracia em crise? Mídia, opinião pública e instituições do Brasil contemporâneo”, o congresso tem uma extensa programação que inclui debates e apresentação de pesquisas sobre comunicação e democracia, sociedade civil, instituições públicas, cultura política, internet, jornalismo e marketing político.
    A conferência de abertura, no dia 10 de maio, será feita por Stephen Coleman, professor de comunicação política na Faculdade de Artes, Humanidades e Cultura da Universidade de Leeds, no Reino Unido. Intitulada “Democratic agency in an age of digital networks”, a palestra, por videoconferência, abordará os desafios da democracia contemporânea face aos impactos das mídias digitais.
    A programação abrange ainda premiação de teses e dissertações, lançamento de livros e atividades culturais. Mais informações sobre o evento e as inscrições podem ser encontradas no site www.ufrgs.br/compolitica2017.
    Programação:
     10 de maio (quarta-feira)
    10h – Credenciamento
    17h – Abertura da Exposição “Memória Ocupa Fabico” (UFRGS)
    18h – Cerimônia de abertura
    18h15 – Videoconferência de abertura: DEMOCRATIC AGENCY IN AN AGE OF DIGITAL NETWORKS (O agir democrático numa era de redes digitais)

    • STEPHEN COLEMAN(Leeds University/UK)

    19h15 – Mesa DEMOCRACIA EM CRISE? POLÍTICA, MÍDIA E OPINIÃO PÚBLICA

    • FERNANDO LATTMAN-WELTMAN (UERJ)
    • LUIS FELIPE MIGUEL (UnB)
    • MARIA HELENA WEBER (UFRGS)

    11 de maio (quinta-feira)
    8h30 – Mesa MÍDIA E INSTITUIÇÕES NA ATUAL CONJUNTURA BRASILEIRA

    • AFONSO ALBUQUERQUE (UFF)
    • FERNANDO AZEVEDO (UFSCAR)
    • LUCIANA VEIGA (Unirio)
    • RUDIMAR BALDISSERA (UFRGS)

    10h30 – Mesa CONFLITOS POLÍTICOS, MÍDIAS E OPINIÃO PÚBLICA

    • ARTHUR ITUASSU (PUC- RIO)
    • PAULO VAZ (UFRJ)
    • VERA CHAIA (PUCSP)
    • ZELIA LEAL ADGHIRNI (UnB)

    14h às 18h – Reunião dos Grupos de Trabalho
    20h30 – Lançamento de livros, debate com autores e sessão de autógrafos
    12 de maio (sexta-feira)
    8h30 – Mesa INTERNET E OS DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO POLÍTICA

    • ALESSANDRA ALDÉ (UERJ)
    • SÉRGIO BRAGA (UFPr)
    • SIVALDO PEREIRA (UnB)
    • KELLY PRUDÊNCIO (UFPr)

    10h30 Mesa DEMOCRACIA DIGITAL: PESQUISA E INTERNACIONALIZAÇÃO

    • EMERSON CERVI (UFPR)
    • MARCO CEPIK (UFRGS)
    • WILSON GOMES (UFBA)
    • VIKTOR CHAGAS (UFF)

    14h às 18h – Reunião dos Grupos de Trabalho
    18h30 – Assembleia da Associação Compolítica
     

  • Frente em Defesa da Previdência Pública será instalada em Porto Alegre

     
    O que os servidores municipais têm a ver com a reforma da Previdência Social em trâmite no Congresso Nacional? Essa é uma das perguntas a serem respondidas nesta nesta segunda-feira (8), durante a cerimônia de instalação da Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Pública.
    As respostas virão em duas palestras. Uma do deputado federal Pepe Vargas, (PT/RS), integrante da Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara Federal, que abordará o relatório votado na semana passada. Outra do atuário da Prefeitura, Dalvin Gabriel José de Souza, que falará sobre as implicações da Reforma da Previdência para o funcionalismo municipal e sobre o Previmpa.
    Aprovada por unanimidade na Câmara Municipal de Porto Alegre, por proposta da vereadora Sofia Cavedon (PT), a Frente será instalada às 18h30, no Auditório do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), na Rua João Alfredo, 61, bairro Cidade Baixa.
     

  • Sartori avalia dificuldades para as privatizações de CEEE, CRM e Sulgás

    Esgota-se o prazo que o governador Sartori tem para tomar as medidas exigidas pelo governo federal para incluir o Rio Grande do Sul no Programa de Recuperação dos Estados.
    O programa, que suspende por três anos o pagamento da dívida com a União, é vital para o governo Sartori e ele ainda não tem garantias de que conseguirá se enquadrar na política de Temer.
    A tarefa mais urgente para o governo é criar condições para privatizar três estatais da área de energia: a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e a Sulgás.
    O projeto do governo que abre caminho para privatizá-las está no Legislativo desde dezembro.É a PEC 259,  que revoga a exigência de plebiscito para extinção, fusão ou alteração das três estatais.
    Nesta segunda, 8, em reunião com seus principais assessores e o líder do governo na Assembleia, Sartori definiu a próxima terça-feira,  16 de maio, para votar o projeto.
    Se ganhar a batalha na Assembleia o governador, em seguida, envia um projeto pedindo a extinção das companhias.
    Esta  hipótese, no entanto, mostra-se improvável até o momento.
    Sartori precisa de 33 votos da Casa para aprovar a PEC 259 e posteriormente de maioria absoluta para privatizar as estatais. Na contabilidade interna, dos gabinetes, o governo tem entre 26 e 29 votos favoráveis ao projeto. Não são conhecidos os trunfos que o governo teria, se os tem,  para conseguir os votos que faltam.
    O plebiscito pode ser o caminho a ser seguido mas para isso terá tempo um curto, por um processo  caro e incerto.
    Segundo a lei Nº 9.207, de 1991, que regulamenta a “realização de consultas referendárias e plebiscitárias no âmbito legislativo”, um plebiscito deve obedecer as seguintes regras:

    • o governador Sartori precisará apresentar um projeto propondo a extinção de cada uma das estatais.
    • depois disso, a mesa ou 1\3 dos parlamentares requisita a realização do plebiscito, que deve ter aprovação por maioria absoluta para seguir para o TRE, que organizará o pleito.
    • O plebiscito em anos não eleitorais, como 2017, deve ocorrer no dia 15 de novembro.

    Ou seja, Sartori tem até o dia 15 de junho para encaminhar o plebiscito caso  perca a votação da PEC 259.
    Demais PECs a serem votadas
    As PECs dão continuidade às matérias aprovadas pela Assembleia no final de 2016 e promovem alterações na estrutura do Estado, como o tempo de contribuição dos servidores públicos (PEC 261 2016), a extinção do direito aos adicionais por tempo de serviço (PEC 258 2016), assim como a revogação do artigo 35 da Constituição Estadual que fixa prazo para pagamento da remuneração mensal dos servidores públicos até o último dia útil de cada mês e determina o pagamento do décimo terceiro salário até o dia 20 de dezembro (PEC 257 2016). Também consta a extinção da licença-prêmio (PEC 242 2015) e a licença aos servidores para atividades sindicais sem a remuneração (PEC 256 2016).
    (Felipe Uhr) 

  • Futuro das pesquisas e do acervo da Zoobotânica ainda é desconhecido

    Cleber Dioni Tentardini
    Os servidores da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, ambientalistas e comunidade acadêmica têm feito uma série de questionamentos, desde agosto de 2015, quando o governo gaúcho propôs fechar a instituição responsável pela conservação da biodiversidade no Estado.
    De lá pra cá, sucederam-se manifestações e eventos em defesa da Fundação, mas o governo não consegue responder por que quer extinguir a FZB e qual o futuro dos acervos e das mais de cem pesquisas que estão em andamento.
    Agora, uma campanha pela reabertura do serpentário, a exposição de cobras do Museu de Ciências Naturais, promete mobilizar novamente a comunidade ambiental em torno da preservação do patrimônio da Zoobotânica. A ‘Comunidade RS’ criou uma página do Facebook para divulgar o evento marcado para a tarde de domingo do dia 21 deste mês.
    “Contamos com a sua participação neste dia de domingo, em uma manifestação pacífica para lembrar a direção da FZB que a comunidade está aguardando há quatro meses, desde janeiro, a reabertura do Serpentário, antes que caia no esquecimento por imposição da política do desmonte no RS”, registra em seu chamamento a Comunidade RS, formada por um grupo de simpatizantes às questões ambientais, que prefere o anonimato.
    Mobilizações começaram em 2015 
    A ideia de extinguir a Zoobotânica é mais antiga, mas ganhou força logo no primeiro ano do governo Sartori, em 2015. Há 21 meses, em 6 de agosto daquele ano, o então chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, enviou à Assembleia Legislativa o projeto de Lei (PL) 300, com pedido de urgência para votação. Previa a extinção de três fundações: Zoobotânica, Esporte e Lazer (Fundergs) e Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps). O objetivo, segundo Biolchi, era “tornar a gestão mais moderna e eficiente”.
    Lá, começaram também as mobilizações em defesa da Fundação. No primeiro sábado de agosto daquele ano, cinco servidores estenderam faixas nas grades do Jardim Botânico. Foram programados piqueniques e abraços simbólicos à instituição, ao longo da avenida Salvador França.

    Primeira reação ao projeto de extinção /Cleber Dioni Tentardini
    Primeira reação ao projeto de extinção /Cleber Dioni Tentardini

    O corpo técnico da Fundação reuniu-se na tarde daquele sábado para decidir que providências seriam tomadas.
    Reunião dos servidores da Fundação Zoobotânica / Cleber Dioni Tentardini
    Reunião dos servidores da Fundação Zoobotânica / Cleber Dioni Tentardini

    A bióloga Josy Matos,presidente da Associação dos Funcionários da Zoobotânica, estava naquele grupo e lembra que foi feita uma lista com vários questionamentos para ser entregue à secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini. “Mas a reunião nunca aconteceu”, recorda Josy.
    O jornal JÁ resgatou aquelas dúvidas e procurou na última semana de abril o presidente da FZB, Luiz Fernando Branco. O ex-coordenador de bancada do PMDB no Parlamento gaúcho mostrou-se disposto a conversar, mas a assessoria de Comunicação da SEMA o desautorizou. Os questionamentos permanecem até hoje entre os funcionários.
    Secretária admitiu que projeto era ruim
    A única vez em que os funcionários da FZB tiveram um diálogo com a secretária Ana Pellini aconteceu há 20 meses.
    E não foi bem um diálogo, mas um encontro relâmpago com a titular da SEMA, que teve de ser provocado pelos servidores. No dia 17 de agosto de 2015, amanheceram com megafone, tambores e faixas na entrada do prédio da Secretaria, na Borges de Medeiros,a fim de forçar um diálogo.
    Na entrada para o trabalho, Pellini viu-se obrigada a atender os manifestantes.E, para surpresa de todos, a secretária admitiu que o projeto era ruim e não sabia quem tinha elaborado.
    “Vocês têm toda a razão, o projeto é ruim e temos de rever nossa posição”, afirmou a secretária em um megafone apoiado pelo professor Paulo Brack, da Ufrgs. “Como está, esse projeto não tem a menor condição de contribuir em nada para o serviço público, continuou.
    Ato pela retirada do PL que extingue FZB / Foto Rosana Senna
    Ato pela retirada do PL que extingue FZB / Foto Rosana Senna

    Questionada pelo engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, presidente da Agapan, sobre quem fez o projeto, a secretária surpreendeu novamente ao dizer que foi elaborado dentro de um conjunto de outras medidas, mas que “foi um erro”.
    A declaração animou os funcionários da Zoobotânica e ambientalistas, que viram ali um sinal de que o governo poderia desistir do projeto. No dia 20 de agosto, foi realizada uma audiência pública para mobilizar entidades e universidades e reforçar o apoio à instituição.
    Audiência pública sobre a FZB / Foto Juarez Junior / Agência ALRS
    Audiência pública sobre a FZB / Foto Juarez Junior / Agência ALRS

    Para uma plateia de 800 pessoas, exprimidas nas galerias do auditório Dante Barone, do Legislativo gaúcho, falaram deputados, professores de universidades públicas e privadas, pesquisadores da Embrapa, Fepagro e Emater, analistas da SEMA e Fepam, representantes do Ministério Público e do Batalhão Ambiental da Brigada Militar. Um dos pontos de maior vibração foi o pronunciamento do professor Ludwig Buckup, cientista renomado e um dos fundadores do Museu de Ciências Naturais, em 1955.
    Auditório lotado para a audiência/ foto Juarez Junior /Agência ALRS
    Auditório lotado para a audiência/ foto Juarez Junior /Agência ALRS

    No final daquela manhã, pela primeira vez desde que foi proposta a extinção, o governo do Estado recebeu uma comissão de apoio à Zoobotânica. Foi entregue ao secretário adjunto da Casa Civil, José Kliemann, e à secretária adjunta do Meio Ambiente, Maria Patrícia Mollmann, um documento em que pedia a imediata retirada do PL 300 e uma reunião com o governador José Ivo Sartori. O que nunca ocorreu.
    Foi entregue também um calhamaço com dois abaixo-assinados contendo 39 mil assinaturas e correspondências com demonstrações de apoio à Fundação de 800 instituições, sendo 18 de outros países.
    Comissão em defesa da FZB foi recebida pelo governo / Galileu Oldenburg / Palácio Piratini
    Comissão em defesa da FZB foi recebida pelo governo / Galileu Oldenburg / Palácio Piratini

    Exatamente uma semana depois, o governo do Estado retirou o pedido de urgência no Legislativo gaúcho.
    Funcionários da Zoobotânica em frente ao Palácio Piratini/ Caroline Ferraz/Sul21
    Funcionários da Zoobotânica em frente ao Palácio Piratini/ Caroline Ferraz/Sul21

    As manifestações de apoio à Fundação Zoobotânica aumentaram ao longo de 2016, a ponto do próprio presidente José Alberto Wenzel fazer um apelo ao governador Sartori, durante evento no Palácio Piratini, em 22 de julho, para que repensasse a ideia de fechar a instituição. Mais tarde, Wenzel gravou outro depoimento.
    Manifestações de apoio no Legislativo / foto Marcelo Bertani/ Agência ALRS
    Manifestações de apoio no Legislativo / foto Marcelo Bertani/ Agência ALRS

    Uma semana depois, Wenzel foi afastado. Ligado ao PSDB, o ex-chefe da Casa Civil no governo Yeda, ficou oito meses à frente da instituição ambiental.
    Wenzel foi afastado por defender FZB/_Divulgação
    Wenzel foi afastado por defender FZB/Divulgação

    No seu lugar, assumiu Luiz Fernando Branco, ex-coordenador de bancada do PMDB na AL e alinhado ao governo Sartori. Sua nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 29 de julho de 2016.
    Luiz Branco (à esq.) com visitantes no serpentário, em 2016 / Cristine Rochol/PMPA
    Luiz Branco (à esq.) com visitantes no serpentário, em 2016 / Cristine Rochol/PMPA

    Até aquele momento, o famigerado PL 300 estava propositadamente repousando havia meses numa gaveta do deputado Jorge Pozzobom, do PSDB, responsável por emitir um parecer da Comissão de Constituição e Justiça da AL sobre a legalidade do projeto. O futuro do patrimônio do Museu de Ciências Naturais, do Jardim Botânico de Porto Alegre e do Parque Zoológico continuava incerto.
    Até que, no segundo semestre de 2016, o governo abandonou o PL 300 sem, no entanto, desistir de fechar a Zoobotânica. Apresentou um pacote de medidas, através de dois projetos de Lei,que incluiu a extinção de oito fundações estaduais, mais a Corag.
    O PL 246 autorizou a extinção das fundações de Ciência e Tecnologia (Cientec), de Economia e Estatística (FEE), a Piratini (TVE/FM Cultura), a do Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), e de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), além da entidade ambiental. Já, o PL 240, envolveu as fundações Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e a de Pesquisa Agropecuária (Fepagro)
    Na madrugada do dia 21 de dezembro, os deputados aprovaram ambos os projetos. O primeiro, pelo placar de 30 votos contra 23, e o segundo PL, por 29 votos a 23.
    Painel de votação com placar sobre PL 246
    Painel de votação com placar sobre PL 246

    O ano de 2017 iniciou com problemas na segurança da FZB, que registrou invasões, depredações e tentativas de roubo de animais e equipamentos. No dia 10 de janeiro, mais indignação: é publicada no DOE a nomeação de seis pessoas para cargos comissionados na Zoobotânica, os chamados Ccs.
    Perguntas sem respostas
    Josy é representante dos funcionários da Zoobotânica
    Josy é representante dos funcionários da Zoobotânica

    Josy Matos reforça que a maior preocupação dos funcionários extrapola a ameaça de perder os seus empregos. “Como ficam as mais de cem pesquisas que estão em andamento e o que será feito do material genético sobre a biodiversidade gaúcha, questiona. O conhecimento acumulado aqui entre os pesquisadores é indispensável à preservação do meio ambiente no Estado e no país”, completa a bióloga.
    Apenas as coleções científicas do sexagenário Museu de Ciências Naturais, cuja a criação foi estimulada pelo botânico e padre jesuíta gaúcho Balduíno Rambo, somam 450 mil exemplares, entre plantas, animais e fósseis. Há o serpentário, único no Estado a fornecer veneno de serpentes cobras ‘locais’ para produção de soro antiofídico. Há o banco de sementes, o viveiro, a coleção de plantas vivas espraiadas por 36 hectares de outro sexagenário, o Jardim Botânico.
    Acácia Winter, tratadora de animais silvestres do NOPA com alunos da Ufrgs/Divulgação
    Acácia Winter, tratadora de animais silvestres do NOPA, com alunos da Ufrgs/Divulgação

    Outra dúvida dos servidores refere-se ao Zoológico: Se dá prejuízo financeiro, qual empresa se interessaria a assumir a gestão e manutenção dos mais de mil animais do Zoo? E, por que o governo do Estado não levou em consideração a proposta de readequação do Zoo e do Horto, elaborada pelos próprios servidores? Uma gestão privada manteria funcionando o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), que recebeu, em 2016,mil animais machucados, órfãos ou resgatados do tráfico?
    Ficam os questionamentos sem respostas, mais uma vez:
    1. A FZB participa de grupos de trabalho criados pela SEMA para tratar de questões como controle de javalis e dos impactos de pombas em lavouras, e ainda de reservas biológicas como o Banhado do Maçarico, em Rio Grande. Quem a substituirá?
    2. A Zoobotânica faz parte de vários Planos de Ação Nacionais para a conservação de espécies ameaçadas, integra o Comitê Nacional de Zonas Úmidas, responsável por definir as estratégias políticas de uso de áreas úmidas em atendimento a convenções internacionais das quais o Brasil é signatário. Como fica a participação do Rio Grande do Sul?
    Oficina do ICMBio na FZB do Plano de Ação Nacional para conservação dos répteis e anfíbios nos campos sulinos/Rosana Senna
    Oficina do ICMBio na FZB do Plano de Ação Nacional para conservação dos répteis e anfíbios nos campos sulinos/Rosana Senna

    Oficina do ICMBio na FZB do Plano de Ação Nacional para conservação das aves nos campos sulinos/Rosana Senna
    Oficina do ICMBio na FZB do Plano de Ação Nacional para conservação das aves nos campos sulinos/Rosana Senna

    3. Por ser uma fundação de pesquisa, a FZB pode angariar financiamentos para as pesquisas através dos órgãos de fomento nacionais e internacionais, como ocorreu com o RS Biodiversidade, implementado de 2011 a 2016, com recursos de órgãos estrangeiros. A SEMA, por ser uma secretaria de Estado, não tem acesso a esses fundos. Quem irá executar as atividades, cumprindo os prazos e gerando os resultados estabelecidos nos contratos?
    4. A Fundação executa o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental do Banhado Grande, com prazo estabelecido pelo Ministério Público Estadual para ser concluído. Quem fará o trabalho?
    5. Quem substituirá os pesquisadores da FZB, que foram excluídos dos Comitês de Bacias Hidrográficas, Conselhos de Unidades de Conservação, Câmaras Temáticas, que atuam diretamente na gestão e na formulação de políticas públicas ambientais?
    6. Como ficam os laudos paleontológicos obrigatórios em processos de licenciamento ambiental nas dezenas de municípios com potencial para abrigar sítios paleontológicos, atribuição exclusiva da FZB, conforme legislação? Recentemente foi renovada a parceria com o DAER para emissão de laudos a fim de executar obras perto de Santa Maria, famosa pelos fósseis descobertos.
    7. Quem fará a atualização das listas de fauna e flora ameaçadas de extinção no Estado, instrumentos fundamentais para o planejamento, a gestão e o licenciamento ambiental? A lista de espécies da flora deve ser atualizada em 2018. É uma obrigação legal do Estado.
    8. Através da Fundação são feitos convênios de cooperação com universidades e agências de financiamento à pesquisa, estadual e federal,por meio dos quais são mantidos atualmente dezenas de bolsistas de iniciação científica e de estagiários curriculares. Quem irá assumir a responsabilidade pelos contratos vigentes?
    9. O corpo técnico e as informações científicas da FZB fariam parte do Sistema Integrado de Regularização Ambiental (Siram), que iria centralizar todas as informações ambientais para agilizar e qualificar o licenciamento ambiental no Estado. A Fepam, por exemplo, recorre aos técnicos da FZB na busca de informações que exigem um conhecimento mais específico ou para a construção de pareceres, termos de referência e instrumentos normativos. Há pouco, foi feito licenciamento de 35 linhas de transmissão da Eletrosul, bem como auxílio no zoneamento de parques eólicos. Por que encerraram o Siram?
    10. Como fica a produção de soro antiofídico que seja eficiente ao veneno de cobras nativas do Rio Grande do Sul, se o Núcleo de Ofiologia de Porto Alegre, o NOPA, na FZB, é o único a extrair peçonha no Estado? E quem irá assumir o manejo das mais de 300 serpentes mantidas ali?
    11. Sem a FZB, quem vai integrar os programas de qualificação junto ao setor produtivo, que busca agregar valor a produtos gerados com a adoção de ações ambientalmente sustentáveis? Os Butiazais de Tapes, por exemplo, que potencializam os usos do butiá para geração de renda à população. A Alianza Del Pastizal, que integra uma parcela expressiva da comunidade de pecuaristas no RS, e permite, através de parcerias com instituições internacionais, agregar valor à carne produzida no Pampa com conservação de campos nativos.

  • Recital de violino com Ariel Polycarpo na Casa da Música

    No domingo, 7 de maio, às 18h, o gaúcho Ariel Polycarpo fará um recital de violino com obras de Johann Sebastian Bach (1685-1750), César Franck (1822-1890) e Eugène Ysaye (1858-1931), acompanhado pelo pianista Eduardo Knob.
    Polycarpo é bacharel em violino pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestre em performance pela Universidade da Geórgia (EUA). O recital será a segunda apresentação deste ano da Série Despertando Talentos.
    O valor do ingresso é espontâneo. A Casa da Música fica na rua Gonçalo de Carvalho, 22, próximo ao Shopping Total.
    Série Despertando Talentos Casa da Música
    Recital de violino com Ariel Polycarpo (RS)
    Dia 7 de maio, domingo, às 18h
    Ingresso: valor espontâneo
    Obras de Bach, Franck e Ysaye
    Local: Rua Gonçalo de Carvalho, 22
    Programa
    J.S. BACH (1685-1750) – Partita em Mi maior

    1. Prelude
      II. Loure
      III. Gavotte en Rondeau
      IV. Menuet I, II
      V. Bourré
      VI. Gigue

      E. YSAYE (1858-1931) – Sonata em Sol menor, Op. 27
    2. Grave: Lento assai
      II. Fugato: Molto moderato
      III. Allegretto poco scherzoso: Amabile
      IV. Finale con brio: Allegro Fermo

      C. FRANCK (1822-1890) – Sonata em Lá maior
    3. Allegro ben moderato
      II. Allegro molto
      III. Recitativo-Fantasia: ben moderato
      IV. Allegretto poco mosso

    Currículo de Ariel Polycarpo
    Ariel Polycarpo nasceu em 1991 em Porto Alegre. É bacharel em violino pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestre em performance pela Universidade da Geórgia (EUA). Na sua formação, teve como professores Rosângela dos Santos, Ariel Piccinino, Fredi Gerling, Hella Frank, Levon Ambartsumian, entre outros. No passado, já participou do quarteto Hugh Hodgson e Arco Chamber Orchestra (EUA), além da Orquestra Jovem Mundial.
    Participa regularmente de festivais no Brasil e tem se apresentado com algumas formações de câmara. Já foi vencedor de alguns concursos no Brasil, entre eles o Jovem Solistas da Sesi-Fundarte. Foi um dos finalistas no concurso Waslau Borkowski. Atualmente, é membro das orquestras do Theatro São Pedro de Porto Alegre e da Orquestra da Unisc de Santa Cruz do Sul.
     

  • Ciência Extraordinária – Os ativos intangíveis da Cientec

    Geraldo Mario Rohde *
    Ao contestar a postura simplória e reducionista usada para justificar a extinção da Cientec, de que ela faria tão-somente análises, testes e ensaios, commodities  disponíveis e pesquisas igualmente substituíveis pelo mercado, é necessário colocar uma visão histórica que, na qual nos seus mais de 70 anos de atividades, a Cientec sempre se pautou por produzir conhecimento aplicável a questões estratégicas de Estado, como a criação e implantação do Polo Petroquímico, a instalação do Complexo Termelétrico de Candiota e na duplicação da Refinaria Alberto Pasqualini.
    Já atuando modernamente no tema dos bens públicos ambientais, participou decisivamente da criação dos comitês de bacias hidrográficas e a Lei das Águas estadual, na criação da Lei dos Resíduos Sólidos estadual e no próprio Código Estadual do Meio Ambiente, atuando nas comissões da Assembleia Legislativa, praticando a issue driven science, ciência e tecnologia aplicada às questões ambientais e sociais.
    A verdadeira função da Cientec no Estado sempre foi focada pelo uso de sua inteligência concentrada nas mais importantes questões gaúchas que podem perfeitamente ser observadas, do  ponto de vista econômico, como ativos intangíveis. Este aspecto fundamental de sua atuação está ligado às tecnologias de uso energético da imensa jazida de carvão mineral gaúcha e de suas decorrentes cinzas, a tecnologia inovadora do arroz parboilizado, a prova da inexistência da periculosidade no carvão vegetal produzido no RS e a tecnologia de restauro do patrimônio arquitetônico, incluindo o próprio Palácio Farroupilha. Estes verdadeiros ativos intangíveis, perfazendo milhões de reais nas cadeias produtivas gaúchas, têm exemplo recentíssimo em 2015, em estudo sobre a falsificação de adubos, com um impacto equivalente a 600 milhões de reais para o Estado.
    Para mais além, os pesquisadores da Cientec dão assistência ao Ministério Público e à SEMA-Fepam na área ambiental no RS, melhoram a qualidade dos alimentos e da merenda escolar, exportam tecnologias de  aproveitamento de cinzas de carvão para o Ceará e o Maranhão, contribuem de forma notável para a questão estratégica da tecnologia de eletrônica embarcada, e dão consultorias internacionais na Índia e nos Emirados Árabes sobre inspeção e auditorias em tubos de ferro.
    Desta forma, desconhecer o imenso patrimônio tecnológico acumulado na forma de laboratórios especiais e equipamentos e o inestimável patrimônio imaterial contido nos seus pesquisadores, mostra que a tentativa de destruir nossa Cientec é um atestado cabal de absoluto desconhecimento do próprio Estado e verdadeiro atentado contra a sustentabilidade tecnológica, estratégica e informacional do futuro do Estado do Rio Grande do Sul.
    * Geólogo, doutor em Ciências Ambientais, pesquisador da Fundação de Ciênia e Tecnologia (Cientec)

  • Alimentos saudáveis no campo e na cidade em evento do IAB e UFRGS

    Alimentos Saudáveis no Campo e na Cidade: Porto Alegre em Foco
    A Roda de Diálogo “Alimentos Saudáveis no Campo e na Cidade – Porto Alegre em Foco”, marcada para 10 de maio às 19h30 no Solar do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), é o começo de uma discussão pública que cumina na III Conferência Internacional Agricultura e Alimentação em uma Sociedade Urbanizada, que será realizada em 2018 pela UFRGS.
    Após duas edições européias, este ano a AgUrb busca refletir em que medida a cidade de Porto Alegre tem se adequado às agendas internacionais sobre produção e consumo de alimentos, construindo um sistema de abastecimento alimentar resiliente, através de dinâmicas socialmente inclusivas e ecologicamente biodiversas.
    Na quarta-feira, o encontro será mediado pelo presidente do IAB – Rafael Passos, com a presença Rosane de Marco (Rede Agroecológica Metropolitana – RAMA), Leonardo Melgarejo (Coletivo Cidade que Queremos) e Gabriela Bratkowski (Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição do Escolar -CECANE/UFRGS). Representando a Prefeitura, estava confirmada a participação de Kevin Krieger, então secretário de Governança, mas ele saiu do governo e ainda não se sabe quem o substituirá.
    Com entrada franca, a Roda de Diálogo faz parte do projeto “Quarta no IAB” e inaugura o “Ciclo Alimentos Saudáveis para o Campo e a Cidade”, um conjunto de ações mobilizadoras para a III Conferência Internacional Agricultura e Alimentação em uma Sociedade Urbanizada. O Solar do IAB fica na rua Gen. Canabarro, 363, Centro de Porto Alegre. Entrada franca.
    III Conferência Internacional Agricultura e Alimentação em uma Sociedade Urbanizada – AgUrb
    Após duas bem sucedidas edições européias, a III Conferência Internacional Agricultura e Alimentação em uma Sociedade Urbanizada – AgUrb, acontecerá no Brasil reunindo interessados em refletir sobre novas estratégias de produção, distribuição e consumo de alimentos para o século XXI.
    A AgUrb é direcionada para os diferentes atores envolvidos no campo agroalimentar, desde acadêmicos; gestores públicos; profissionais; movimentos sociais, federações e sindicatos; empresários e consumidores.
    Busca ser um espaço de encontro e diálogo em que atores heterogêneos e multidisciplinares possam refletir e construir uma agenda social, política e acadêmica internacional que considere os desafios colocados para o abastecimento alimentar de uma população crescentemente urbana, com recursos ambientais finitos
    Promovida e sediada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, acontecerá no 2º semestre de 2018.
    A organização conta com a orientação de um Comitê Científico formado por acadêmicos de renome como: Dr. Gianluca Brunori da Universidade de Pisa, Dr. Andries Visser da Universidade de Wageningen, Dr Ye Jingzhong da Universidade Agrícola da China, Dr. Renato Maluf da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Dr. Walter Belik da UNICAMP, entre outros.
    A articulação da Conferência conta ainda com uma ampla rede de organizações tais como a Embrapa, Clima Temperado, Associação Brasileira de Agroecologia – ABA, Rede Ecovida, Contag e Fetags, Fetrafi e Via Campesina, entre outros.
    Ao longo de 2017, serão realizadas uma série de atividades preparatórias descentralizadas, de tal sorte a criar uma mobilização local e nacional em torno da AgUrb.
    Interessados em receber atualizações sobre o processo organizativo da Conferência, atividades preparatórias, chamadas para artigos, abertura de inscrições, entre outras informações, podem se cadastrar para recebimento de nossa newsletter: http://eepurl.com/cIBIff
    As atividades preparatórias podem ser acompanhadas na Funpage: http://migre.me/wcnXx
    Site com informações das edições anteriores: www.agricultureinanurbanizingsociety.com