Autor: da Redação

  • A imprensa, como ela diz que é

    P.C. de Lester
    Num anúncio da página inteira da Zero Hora li o seguinte: “Sociedade melhor precisa de jornalismo livre”. Concordei e pensei: olhaí, algo está mudando.
    Meu otimismo durou o tempo de virar a página.
    No mesmo espaço, na página ímpar, com o mesmo grafismo e letra cursiva, o texto começava assim: “Há pouco tempo, nossa luta foi contra a censura”.
    Epa! Quando foi que a Zero  Hora lutou contra a censura? No governo Lula? No governo Dilma? Ou no tempo da ditadura? Que ditadura?
    Se for a de 1964, me perdoem. Os relatórios do SNI da época estão disponíveis.
    A postura pessoal de Maurício Sirotski Sobrinho é uma coisa. Ele sempre foi claro na sua  inconformidade com a censura e, mesmo sob ameaças,  deu guarida a  muitos jornalista perseguidos, sou testemunha. Mas a linha de seu jornal sempre foi pragmática, governista.
    A tal ponto que seu editor chefe, no momento da censura mais braba,  tornou-se porta voz da presidência, no governo Médici. E, depois de cumprida a missão, retornou ao posto.
    Carlos Fehlberg  foi um dos mais importantes jornalistas que o Rio Grande produziu. Repórter político inigualável, editor sensibilíssimo. A ponto de fazer um jornal competente sem afrontar a orientação oficialista da empresa.
    A Zero Hora, sem  duvida, tem grandes serviços prestados ao Rio Grande do Sul e ao Brasil.
    Agora, dizer que lutou contra a censura… Tenha dó.  Aos 53 anos, fica feio.

  • Petrobras põe ativos à venda e estimula demissões voluntárias

    A Petrobras está à venda. São pelo menos R$ 21 bilhões que a maior estatal brasileira quer arrecadar em vendendo ativos.
    Quem se interessar que apresente sua proposta: tem a BR Distribuidora com oito mil postos de combustíveris, a Transpetro com uma frota e 181 navios ( 55 próprios), 20 usinas térmicas, 16 refinarias (outras duas, Premium I e Premium II, que seriam construídas no Maranhão e no Ceará, não saíram do papel, nem vão sair).
    Sem falar nos mega projetos das refinarias da Rnest, em Pernambuco, e do Comperj, em São Gonçalo, no Estado do Rio, que tiveram suas capacidades de produção bastante reduzidas.
    A   Petrobras é dona ainda de três refinarias no exterior, mesmo tendo se livrado de Okinawa no Japão. Fábricas de etanol, rede de postos de serviços, usinas de biodiesel, projeto de energia eólica e por aí vai.
    A venda desses ativos não significa, necessariamente, a venda de 100% das ações, embora a empresa possa abrir mão do controle acionário.
    A Petrobras está precisando de dinheiro para continuar explorando a área do pré-sal, este sim um investimento de excelente resultado.  Por isso, está incluído na relação dos ativos oferecidos.
    No mês de janeiro deste ano foram 1,588 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) isto é, 47% da produção brasileira.
    Fazem parte deste acervo oferecido ao mercado nacional e estrangeiro fábricas de fertilizantes (Fafens) em Sergipe e Bahia. A de Mato Grosso Do Sul recentemente obteve autorização do Tribunal de Contas da União (TCU) para retomar as obras contando com a participação de um consórcio chinês.
    Um dos motivos que pode tornar esses ativos mais atraentes é a redução do quadro de pessoal, evitando ou reduzindo passivos trabalhistas.
    Uma ação deste gênero já foi tomada com a realização dos Programas de Indenização de Demissão voluntária (PIDV).
    O primeiro começou em 2014, o segundo, este ano. Já deixaram a empresa mais de 16 mil empregados.
    Ainda tem muita gente que pode optar pelo PIDV, planejado para acabar em setembro deste ano. O número de empregados concursados é bem menor do que os terceirizados (99.423). Os concursados, únicos que podem aderir ao PIDV, somam 49.385.
    A maior indenização é de aproximadamente R$ 600 mil. Esse programa aceita somente empregados da holding. (G.P.)
     
     

  • Comissão rejeita limites à concentração econômica na mídia

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviço rejeitou o Projeto de Lei 4026/04, do ex-deputado Cláudio Magrão, que impõe limites à concentração econômica nos meios de comunicação social.
    Além de limitar o número de licenças de rádio e TV por entidade, a proposta determina que a operação de emissoras em rede não poderá alcançar audiência nacional superior a 50% dos lares, em qualquer horário.
    O parecer do relator, deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP), foi contrário ao projeto e ao PL 6667/09, apensado, que proíbe a propriedade cruzada – ou seja, impede que uma concessionária de televisão tenha também uma rádio no mesmo município e vice-versa.
    “Estabelecendo limites ao número de estações, à audiência, entre outras, o projeto gera desincentivo às emissoras maiores buscarem a programação que mais agrada aos telespectadores”, argumenta o relator. “É a antítese da estrutura de incentivos que se espera vigorar em uma economia moderna”, complementa.
    Tramitação
    O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
    (Da Agência Câmara, via  Portal Comunique-se)

  • Presidente do STF anuncia comissão para apurar ações contra liberdade de imprensa

    Marilia Marasciulo, do Portal Imprensa

    Na conferência de abertura do 9º Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia, realizado na última quarta-feira (3), em Brasília, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, defendeu a importância da liberdade de imprensa para a democracia e cidadania. A ministra anunciou ainda a criação de uma comissão no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o qual também preside, para investigar possíveis restrições do Judiciário à liberdade de imprensa.
    Na visão da ministra, o Brasil atualmente não é um país que garante o exercício livre do jornalismo, embora tenha uma Constituição que garanta o direito dos cidadãos de informar, de serem informados e de terem liberdade de buscar informações. “É proibido qualquer tipo de censura. E, no entanto, continua a haver censura e jornalistas que não podem exercer seus direitos”, disse. “Quero apurar isso de uma forma melhor, para saber quais são os problemas gerados com uma Constituição que garante a liberdade, com um texto que não necessita de grande intervenção para ser interpretado.”
    Criado pelo ex-presidente do STF e do CNJ ministro Joaquim Barbosa, o Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa não havia sido implantado na comissão. Segundo a ministra, a portaria deve ser publicada nos próximos dias. “Tenho fé na imprensa livre não porque alguém tenha assim deixado, mas porque é um direito fundamental do cidadão e há na imprensa os dados necessários para formar suas próprias convicções. Um cidadão que não tem informação é um analfabeto político”, afirmou Cármen Lúcia.
    A ministra avaliou também que o mundo está vivendo grandes transformações e que os princípios garantidores de cidadania responsável não são fáceis de serem cumpridos. No entanto, ela disse considerar a liberdade de imprensa um dos fatores mais importantes para que se tenha uma democracia forte e “para que eventuais tentativas de qualquer tipo de cerceamento ou de restrição à democracia, sejam apenas isso, tentativas infrutíferas.” Para concluir, lembrou uma frase de Ruy Barbosa: “entre boas leis ou boa imprensa, prefiro que tenhamos boa imprensa, porque dela sai a frutificação de boas leis.”
    Troféu do Portal e Revista IMPRENSA
    Há nove anos, o Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia reúne profissionais da área e o público em geral para debater sobre o papel da imprensa na sociedade e os riscos de interferências na liberdade de atuação dos jornalistas. Na edição deste ano, realizada no auditório da OAB em Brasília no dia 3 de maio, foi lançado o Troféu Liberdade de Imprensa, concedido a quatro brasileiros que desempenham um papel importante na defesa da liberdade de imprensa no país.
    O troféu foi concedido a um jornalista, um legislador, um magistrado e um acadêmico. Nesta edição de lançamento com apoio da Souza Cruz, os homenageados foram Caco Barcellos, jornalista e criador do programa Profissão Repórter; Miro Teixeira, deputado federal pelo Rio de Janeiro; Carlos Ayres Britto, advogado e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e relator do julgamento de inconstitucionalidade da Lei de Imprensa; e Fernando Schuler, Doutor em Filosofia e titular da Cátedra Insper e Palavra Aberta.
  • Fundação Ecarta celebra 12 anos com lançamento de novo site

    A Fundação Ecarta completou 12 anos de atividades ininterruptas no dia 29 de abril, e nesta sexta-feira (05), e celebra a data apresentando seu novo site, principal meio de divulgação da intensa programação.

    São cinco projetos consolidados: Cultura Doadora, Conversa de Professor, Galeria Ecarta, Núcleo Cultural do Vinho e Ecarta Musical. Além destes projetos permanentes, a Fundação está somando duas novas iniciativas: Ecarta Apoia e Ecarta Anfitriã, ambos para fortalecer a cena artística local.
    De acordo com o presidente, Marcos Fuhr, a pluralidade é a principal característica da Ecarta. “A programação segue ativa e tem intuito de valorizar artistas, professores, o vinho e sua cultura local e estrangeira, além da doação de órgãos e tecidos, que é tão importante”, completa.
    Ecarta é a abreviatura para Educação, Cultura, Arte, Recreação, Tecnologia e Assistência. A fundação foi instituída pelo Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS (Sinpro), que continua sendo seu principal mantenedor.
    Além das atividades na casa da avenida João Pessoa, 943, na esquina com a rua Lopo Gonçalves e de frente para o parque da Redenção, várias incursões são promovidas também pelo interior do Estado.
    Nesta sexta-feira (5), é a abertura da mostra Fala. É uma mostra política. Reúne trabalhos de 13 artistas plásticos que manifestam “a incredulidade, a inquietação, a tristeza, a falência, o descontentamento, a impotência, o lamento, a raiva, a ira – e mesmo uma certa incompreensão – frente à crise política e institucional que coloca em cheque a democracia no Brasil”. 
    Saiba um pouco mais da programação de cada projeto:
    GALERIA ECARTA – exposições em arte contemporânea na própria Galeria, em Porto Alegre, e no interior do estado, com direção artística de Leo Felipe.
    Maio | Porto Alegre
    Dia 5 – abertura da mostra Fala, com curadoria de Gabriela Motta e Fernanda Albuquerque. Reúne obras em fotografia, pintura, vídeo, cartaz e instalação de 13 artistas. Haverá coquetel a partir das 19h e a visitação vai até 11 de junho
    Dia 16 – oficina O que você ouviu?  Ouvindo política / Políticas da escuta com o coletivo de arte sonora política, Ultra-red, das 16 às 19h.
    Maio | Santa Maria
    Dia 18 – abertura da exposição Acervo compulsório, às 17h, na Sala Angelita Stefani, no campus da Unifra. A mostra vai reunir fotografia, colagem, pintura, objeto, escultura, livro de artista, pôster, vídeo, performance e instalação de Alexandre Navarro Moreira, Avalanche, Chico Machado, Fabiana Faleiros, Flávia Felipe, Giancarlo Lorenci, Giovanni Mad, KVHR, Letícia Lopes, Máfia Líquida, Manuela Eichner, Nelson Rosa, Nervo Óptico, Rafael RG, Traplev. A visitação vai 16 de junho.
    CONVERSA DE PROFESSOR – atividades com entrada franca, realizadas em Porto Alegre e interior. São voltadas para a qualificação do trabalho do professor em sala de aula. O projeto tem se dedicado ao eixo infância, com ênfase para a educação infantil, com produção de Glaci Borges. Além das cidades listadas abaixo, Rolante receberá encontros.
    Camaquã – os encontros acontecerão no Sesc.
    Junho
    Dia 19 – O brincar e o desenvolvimento moral infantil, com a professora Patrícia Kebach
    Julho
    Dia 7 – Educação emocional em sala de aula, com o educador físico Jader do Amaral
    Agosto
    Dia 16 – Crianças inquietas em sala de aula – Lidando com TDAH no dia a dia da escola, com a psicóloga Vânia Franke
    Osório – os encontros acontecerão na Casa de Cultura José do Patrocínio.
    Julho
    Dia 24 – O brincar e o desenvolvimento moral infantil, com a professora Patrícia Kebach
    Dia 25 – A escola como espaço de vida compartilhada, com a pedagoga Queila Vasconcelos
    Dia 26 – Educação emocional em sala de aula com o educador físico Jader do Amaral
    Riozinho – os encontros ocorrerão no Centro do Idoso.
    Maio
    Dia 30 – O brincar e o desenvolvimento moral infantil, com a professora Patrícia Kebach
    Junho
    Dia 27 – A educação e o processo de inclusão da criança com deficiência mental com a especialista em Psicopedagogia Ângela da Rosa

    Agosto
    Dia 22 – Crianças inquietas em sala de aula – Lidando com TDAH no dia a dia da escola, com a psicóloga Vânia Franke

    Jaguarão – os encontros acontecerão na Biblioteca Municipal Pública Oscar Furtado de Azambuja
    Agosto
    Dia 21 – O sentido do brincar e do brinquedo, com a brinquedista Rosane Romanini

    Dia 22 – A educação e o processo de inclusão da criança com deficiência mental com a especialista em Psicopedagogia Ângela da Rosa
    Dia 23 – Práticas pedagógicas na educação infantil, com a pedagoga Queila Vasconcelos 

    CULTURA DOADORA – encontros em grande parte nas escolas e universidades gaúchas, além de formação em doação de órgãos e tecidos. O projeto também tem a coordenação de Glaci Borges.
    Maio
    Dia 6 – Palestra para professores na escola Professor Sylvio Torres, em Porto alegre
    Dia 11 – Palestra na Semana da Enfermagem, da Cesuca, em Cachoeirinha
    Dia 19 – Palestra para professores e estudantes da escola Doutor Oswaldo Aranha, em Porto Alegre
    Ecarta Musical – espetáculos em Porto Alegre e no interior, como em Novo Hamburgo, com produção de Elenice Zaltron.
    Maio, em Porto Alegre
    Dia 13 – Medula com o show Forças, de André Brasil, Carlos Ferreira, Isabel Nogueira, Isadora Nocchi Martins, Luciano Zanatta, Nikolas Gomes e Ricardo De Carli
    Dia 27 – Bianca Obino com o show Artesã Traduzida
    Junho, em Porto Alegre
    Dia 10 – Instrumental Picumã com Paulinho Goulart, Matheus Alves, Texo Cabral, Miguel Tejera e Bruno Coleho no show Instrumental Picumã
    Dia 24 – Arthur de Faria com o show Arthur de Faria Solo
    Julho, em Porto Alegre
    Dia 8 – Luciano Maia  com o show Luciano Maia Solo
    Dia 22 – Rosana Marques e Luiz Mauro Filho com o show Simplesmente Elis
    Cultura Itinerante, em Novo Hamburgo, com shows na Fundação Ernesto Frederico Scheffel
    Junho
    Dia 24 – Luana Pacheco (música francesa)
    Setembro
    Dia 16 – Alabê Öni com Richard Serraria, Mimmo Ferreira, Pingo Borel e Tuti Rodrigues (resgate dos tambores e manifestações de raiz africana do Rio Grande do Sul)
    NÚCLEO CULTURAL DO VINHO – encontros sobre tudo o que envolve a cultura do vinho com convidados locais e estrangeiros. A coordenação é da enóloga Maria Amelia Duarte Flores.
    Maio
    Dia 17 – encontro com o sommelier e responsável pela Ventisquero no Brasil, Eduardo Cravo, sobre o potencial dos vinhos do Vale de Colchagua, Maipo e Casablanca, no Chile. Linhas das vinícolas e dicas de viagem serão abordados, além de degustação de cinco vinhos. O encontro inicia às 19h30.
    http://www.ecarta.org.br 

  • Geração de energia eólica no Brasil cresce 55% em 2016

    A ABEEólica lançou hoje seu Boletim Anual de Geração Eólica 2016, publicação que reúne os principais dados da indústria eólia no Brasil e analisa o cenário de desenvolvimento desta fonte renovável de energia.
    No ano passado, foram adicionados à matriz elétrica brasileira mais 2 GW de energia eólica em 81 novos parques, fazendo com que o setor chegasse ao final de 2016 com 10,75 GW de capacidade instalada em 430 parques, representando 7% da matriz. Foram gerados mais de 30 mil postos de trabalho em 2016 e o investimento no período foi de US$ 5,4 bilhões. Também importante mencionar que, em 2016, a geração de energia eólica cresceu 55% em relação a 2015, de acordo com a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
    Em 2016, a energia eólica gerou energia equivalente ao abastecimento mensal de uma média de 17,27 milhões de residências por mês,o equivalente a cerca de 52 milhões de habitantes, tendo registrado crescimento de 58% em relação ao ano anterior, quando a energia eólica abasteceu 33 milhões de pessoas.
    O ano de 2016 também foi de recordes para a eólica. Um exemplo: conforme dados do ONS (Operador Nacional do Sistema), no dia 5 de novembro de 2016, um sábado, 52% da energia do Nordeste veio das eólicas.
    Importante destacar ainda como foi o desempenho da energia eólica em relação aos demais países. De acordo com dados do GWEC (Global Wind Energy Council), o Brasil ultrapassou a Itália e ocupa agora a nona posição no Ranking Mundial de capacidade instalada de energia eólica. Já no ranking de nova capacidade instalada no ano, Brasil caiu uma posição e está em quinto lugar. O Relatório Anual do GWEC pode ser lido aqui: http://bit.ly/2p6A86l
    “Os números apresentados no Boletim refletem um setor vigoroso e com grande capacidade de captação de recursos e de investimentos. Em 2017, vamos instalar uma considerável nova capacidade e devemos terminar o ano com cerca de 13 GW. Será um bom resultado, mas sempre é bom lembrar que ele é consequência de leilões realizados em anos anteriores. Como sabemos, o cancelamento do Leilão de Reserva no final do ano foi uma notícia muito negativa para a indústria e tirou o setor de sua trajetória positiva: 2016 foi o primeiro ano, desde que as eólicas começaram a participar de leilões, em que não houve contratação de energia dessa fonte. Por isso, todos os nossos esforços neste momento estão num diálogo transparente e técnico com governo sobre a necessidade de novos leilões. A contratação de energia eólica em 2017 é indispensável para o futuro da fonte no Brasil”, analisa Elbia Gannoum, Presidente executiva da ABEEólica.
    Para ler o Boletim Anual de Geração 2016, acesse http://www.abeeolica.org.br/wp-content/uploads/2017/05/424_Boletim_Anual_de_Geracao_Eolica_2016_Alta.pdf

  • Deputado quer unir gaúchos e mineiros na luta pela Lei Kandir

    “Não é verdade que o Estado está endividado pela incompetência ou gastança”.
    A afirmação é do deputado Tarcísio Zimmermann (PT), ao falar no plenário da Assembleia Legislativa na tarde desta quinta-feira (4) sobre a importância do cumprimento da Lei Kandir, que manda indenizar os Estados pelas isenções de impostos nas exportações
    Zimmermann chegou a pedir que o secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, deixe o cargo e reassuma seu mandato de deputado federal em Brasília, para liderar a luta pela recuperação dos recursos da Lei Kandir na Câmara Federal.
    “Não é conselho, mas um pedido: renuncie e assuma na Câmara Federal, mobilize o PMDB, a base de apoio, o PP, o PSDB”, disse Zimmermann, assegurando total apoio do PT, PSOL, PCdoB e até do PDT para assumir a liderança da luta pelo ressarcimento dessas perdas.
    Segundo ele, a cada ano, R$ 4 bilhões deixam de circular na economia gaúcha por causa da falta de um encontro de contas entre Estado e União.
    “Qual a dificuldade do governador Sartori em colocar esse assunto no centro da pauta?”, indagou da tribuna.
    O assunto estará em debate amanhã (5) no Teatro Dante Barone, com deputados de Minas Gerais, Estado que está conseguindo impor uma abordagem que abarca as dívidas dos estados, a Lei Kandir e o regime de recuperação fiscal.
    Com isso, Minas deixa de ser devedora para tornar-se credora da União.
    Os efeitos da Lei Kandir, na prática
    A Lei Kandir foi instituída em 1996 para dar competitividade às exportações. De 1995 a 1998, um real valia um dólar por determinação do governo Fernando Henrique. A inflação foi controlada, mas as exportações desabaram. “A inflação no período 95/98 foi de 37%, mas a dívida do Rio Grande do Sul cresceu 122%”, rememorou o parlamentar.
    A Lei Kandir proibiu o Estado de cobrar ICMS sobre exportações de matérias-primas e produtos semielaborados, com a promessa de reembolsar as perdas, o que não aconteceu. Portanto, atingiu em cheio estados exportadores.
    Zimmermann usa dados divulgados pelo governo Sartori para mostrar que a dívida do Estado foi de R$ 24 bilhões, ao final do governo Alceu Collares, para R$ 54 bilhões ao final do governo Antonio Britto.
    “E chegamos a este quadro, em que o Rio Grande do Sul tem dívida de R$ 58 bilhões e perdas com a Lei Kandir de R$ 43 bilhões”, afirmou.
    O fato novo, ressaltou está na decisão do Supremo Tribunal Federal, que em novembro de 2016 determinou que o Congresso Nacional, em 12 meses, regulamente o ressarcimento das perdas.
    Para ilustrar, relatou diálogo com o prefeito de Camaquã, Eloi Ferreira (PSDB), que aceitou o convite para participar amanhã dessa discussão na Assembleia. “Camaquã perde R$ 4,7 milhões anuais”, argumentou Zimmermann. “A pauta não é dos partidos, mas do povo gaúcho.”
    No Vale dos Sinos, Novo Hamburgo perde R$ 5 milhões por ano, e Campo Bom, a cidade natal do secretário Giovani Feltes, mais de R$ 5 milhões anuais.
    (Com informações da Agência AL)
     

  • Responsável pela articulação política, Kevin Krieger deixa o governo Marchezan

    A Prefeitura de Porto Alegre confirmou na tarde desta quinta-feira o desligamento do secretário de Relações Institucionais e Articulação Política, Kevin Krieger (PP). Krieger era homem forte do governo Marchezan, responsável pela articulação política. A nota enviada pela Prefeitura informa que a saída de Krieger seria por razões pessoais. Entretanto, o secretário já vinha demonstrando divergências com o prefeito.
    Kevin Krieger foi coordenador da campanha que levou Marchezan ao Paço Municipal e o responsável pela adesão do PP. O vice-prefeito, Gustavo Paim, também do Partido Progressista, deve assumir a articulação política do governo.
    A decisão de Krieger foi comunicada ao prefeito em reunião na manhã desta quinta-feira. Kevin Krieger é o primeiro nome a deixar o secretariado de Marchezan, que em quatro meses de governo ainda não ficou completo.
    Porém, não é o primeiro nomeado por Marchezan a deixar o cargo por “razões pessoais”. Em fevereiro, o presidente da Carris pediu para deixar o cargo. Luis Fernando Ferreira ficou apenas vinte dias na presidência da empresa. De perfil empreendedor e com experiência em gestão de empresas em crise, Ferreira havia assumido com a missão de reverter os maus resultados acumulados pela Carris nos últimos anos.

  • Maio tem peças e oficinas teatrais com Nora Prado e Gabriel Guimard

    Após 25 anos morando em São Paulo, a atriz Nora Prado está de volta a Porto Alegre, cidade onde nasceu. Chega para ficar, com o marido, mímico, palhaço e produtor Gabriel Guimard.
    Nora e Gabriel formam a companhia de teatro Megamimi e fazem uma curta temporada a partir de sábado (06).

    O casal Nora e Gabriel em Tem Gato na Tuba / Divulgação
    O casal Nora e Gabriel em Tem Gato na Tuba / Divulgação

    Serão dois espetáculos de repertório e duas oficinas. Na Sala de Música do Multipalco do Theatro São Pedro, as montagens são para toda família: o musical “Tem Gato na Tuba” e o espetáculo solo de mímica contemporânea “Clássicos da Mímica”.
    De 15 de maio a 3 de julho, acontecem as oficinas de improvisão para o monólogo, com Nora, e de mímica contemporânea, com Guimard (veja serviço abaixo).
    Atriz e professora
    Nora Prado é filha da artista múltipla Zoravia Bettiol, em plena atividade aos 80 anos de idade, e do escultor Vasco Prado, já falecido. Antes de sair de Porto Alegre, Nora desenvolveu um trabalho que marcou o cenário cultural porto-alegrense.
    Formada em Artes Cênicas pela UFRGS, ela participou do icônico Grupo Tear, dirigido por Maria Helena Lopes, que teve diversas montagens premiadas e repercussão no eixo Rio-São Paulo, o que na época equivalia a outro troféu.
    Depois integrou a Cia de Ópera Seca de Gerald Thomas nos espetáculos Império das Meias Verdades, Unglauber e D. Juan.
    Enquanto o casal dava início à Cia Megamini, fundada em 1995, ela foi aprofundar a sua experiência de atuação para TV e Cinema no Studio Fátima Toledo, onde se formou em 1997 e foi sua assistente. Hoje o Studio FT acumula mais de 200 prêmios nacionais e internacionais, incluindo quatro no festival de cinema de Cannes.
    Nora já fez muitas oficinas de improvisação para teatro. De 2005 a 2014 integrou o corpo docente do Globe-SP, Centro de Formação do Ator, escola do Diretor Ulisses Cruz. Em 2014 e 2016 foi orientadora de experimento na SP- Escola das Artes do Palco, onde deu aulas de interpretação para câmera para diversos atores de telenovelas.
    O palhaço e pesquisador
    Guimard no espetáculo solo Clássicos da Mímica / Divulgação
    Guimard no espetáculo solo Clássicos da Mímica / Foto Isabelle Neri/Divulgação

    Gabriel Guimard começou a carreira em São Paulo em 1984. Tem formação de mímico, palhaço, e é pesquisador das artes para infância. Estudou mímica com Denise Stoklos e o Theatre du Mouvement, palhaçaria com Philippe Gaulier, dança com Ivaldo Bertazzo e Klaus Vianna.
    Ministrou oficinas para os Doutores da Alegria, nas oficinas culturais do Estado de São Paulo, na Escola SP Teatro, no Espaço Cultural da Universidade Federal de Santa Maria, na Universidad Arcis de Santiago do Chile, na Escola de Arte Dramática – EAD, e agora em Porto Alegre.
    Durante cinco anos, viajou por mais de 40 países com a companhia francesa Philippe Genty, e a partir de 1995, com Nora na Cia. Megamini, criou os espetáculos Dia de Festa, Muito Romântico, Lixo é um Luxo, Tem Gato na Tuba, A Modelo, Clássicos da Mímica e Viva o Paiaço, entre outros.
    Em cartaz no São Pedro
    Em Tem Gato na Tuba, um cortejo carnavalesco abre o espetáculo em clima de festa, num ambiente antigo de carnaval dos anos 50/60, com certa ingenuidade no ar. A trupe resolve, então, contar as histórias que antigamente fizeram sucesso na colorida coleção Disquinho. Interpretam, cantam e narram três histórias muito divertidas: História da Baratinha, A Festa no Céu e Chapeuzinho Vermelho.
    Cada história acentua uma linguagem para ganhar vida no palco, passando por teatro de máscaras, mímica, teatro de animação e manipulação de objetos. Tudo entrecortado por marchinhas carnavalescas.
    Clássicos da Mímica, criado a partir da estrutura clássica dos espetáculos de cabaré, music-hall e circo, não tem uma história alinhavando o espetáculo, são esquetes conduzidos pelo personagem Extrabão, uma mistura de anti- herói e palhaço mímico.
    Serviço:
    Tem Gato na Tuba
    Com Nora Prado, Gabriel Guimard e Gabriel Maciel
    Direção de Hugo Possolo
    Censura Livre, 50 minutos
    Dias: 06, 07, 13 e 14 de maio de 2017, às 16h (sábados e domingos)
    Clássicos da Mímica
    Com Gabriel Guimard
    Direção de Gabriel Guimard
    Censura Livre, 50 minutos.
    Dias 20 e 21 de maio de 2017, às 16h – sábado e domingo
    Ambos os espetáculos serão na Sala da Música – Multipalco Theatro São Pedro, com ingressos a R$ 30, inteira, e R$ 15, meia (criança, idosos, estudantes e classe artística)
    Endereço: Praça Marechal Deodoro, s/no. – Porto Alegre
    Oficinas
    Mímica Contemporânea, com Gabriel Guimard
    A proposta é oferecer ferramentas para melhor conhecer o “corpo cênico” e gestualidade. A partir da observação e conscientização de suas potencialidades cênico-corporais, o ator tem a possibilidade de tornar-se um “ator criativo”, desenhando e descobrindo os caminhos para uma escritura corporal e gestual própria.
    De 15 de maio a 03 de julho, às segundas-feiras, das 14h às 17h
    Investimento: R$ 140 / mês. Inscrições antecipadas: R$ 120 / mês
    Improvisação para o Monólogo, com Nora Prado
    Destina-se a atores interessados no desenvolvimento de seu espetáculo solo, tanto para quem está em processo de pesquisa como quem simplesmente tem o projeto na cabeça. Utilizando as técnicas de improvisação, a oficina provoca e instrumentaliza cada ator na descoberta da linguagem mais adequada para o seu monólogo.Trata o ator como “autor” do solo, no sentido de comprometê-lo com o texto existente, mas também com o texto emergente, que poderá vir de outras fontes que não sejam só da dramaturgia oficial, podendo inclusive ser de sua própria autoria. Uma oportunidade ao solista de interferir na concepção de seu espetáculo de forma mais elaborada.
    De 17 de maio à 05 de julho, às quartas-feiras, das 14h às 17h
    Investimento: R$ 140 / mês. Inscrições antecipadas: R$ 120 / mês
    Ambas serão na Sala de Oficinas do Multipalco do Teatro São Pedro
    Fone para inscrições (51) 9.8022.7357
    email: megamini@greco.com.br

  • Campanha alia vacinação e medidas preventivas contra a Gripe A

    O Colégio Rosário retoma sua Campanha de Prevenção à Gripe A, promovida há nove anos.
    Nesta quarta-feira, 3 de maio, serão oferecidas doses tetravalentes da vacina contra a doença para estudantes e familiares.
    Em abril, a aplicação foi realizada entre os cerca de 380 educadores e seus dependentes.
    Além da vacinação, o Colégio dispõe permanentemente de recipientes com antisséptico instantâneo em diversos ambientes, para a higienização das mãos.
    Outras medidas adotadas são o compartilhamento de informações sobre transmissão, principais sintomas e medidas preventivas em cartazes, informativos impressos e site.
    Na Educação Infantil, por exemplo, os pequenos participam de atividades lúdicas que alertam sobre a importância de lavar as mãos para evitar a transmissão de vírus e germes.
    “Além de fazermos brincadeiras como mímicas para ensinar sobre a higienização, falamos sobre a importância da boa alimentação para se manter saudável”, explica Ana Cláudia Gonçalves, nutricionista da escola.