A Associação de Funcionários da CIENTEC, uma das fundações públicas que o governo do Estado quer extinguir, estará na tribuna popular da Assembleia Legislativa hoje à tarde.
O vice-presidente da associação, Leandro Taborda, pretende esclarecer os deputados sobre a importância da Fundação de Ciência e Tecnologia para o Estado e os danos que sua extinção causaria.
Será a primeira vez que um representante dos servidores fundacionais falará à casa onde muitos deputados votaram pelo fim da Fundação. Desde a aprovação, no final do ano passado, da lei que autoriza a extinção, eles acumularam muitas informações que os respaldam a demonstrar as incongruências do discurso do governo.
O pedido para ocupar a Tribuna Popular foi feito há um mês à Mesa, que ontem agendou para a tarde de hoje.
Autor: da Redação
Funcionários da Cientec vão à Tribuna Popular da Assembleia hoje
Movimento defende Carris pública e transparente
A Companhia Carris Porto Alegrense, que já foi premiada como a melhor empresa de ônibus do Brasil, deve permanecer pública e voltar a ser a empresa de transporte referência de qualidade em todo o país.
Esta foi a síntese das intervenções dos participantes do colóquio “Qual a Carris que Queremos?”, realizado pela bancada do PT na Câmara Municipal de Porto Alegre na tarde desta quarta-feira (03/05).
O debate foi proposto pela Comissão de Funcionários, diante das ameaças de venda da empresa por parte do prefeito Nelson Marchezan Junior.
Os prejuízos são uma realidade dos últimos anos, quando começou o sucateamento da frota, desmotivação dos funcionários e do recente déficit da empresa.
Entre os encaminhamentos do debate está a apresentação objetiva da real situação a todas as bancadas na Câmara e ao Executivo.
A bancada petista integra as Frentes Parlamentares em Defesa da Carris e em Defesa do Serviço Público. O vereador Odacir Oliboni também protocolou Projeto de Lei condicionando a venda de empresas públicas a realização de plebiscito.
Movimento vai mostrar ao Executivo e demais bancadas dados que confirmam a viabilidade da empresa / Foto Marta Resing
“No Executivo fomos agentes públicos capazes de gerir com qualidade e boa gestão. Vamos apresentar as propostas de como fazer”, disse a líder da bancada, Sofia Cavedon, que conduziu o colóquio. Estiveram presentes também dos vereadores Adeli Sell e Marcelo Sgarbossa. Sofia anunciou que a bancada do PT vai solicitar nova auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) com urgência na Carris.
Sucateamento intencional
“Os problemas são de gestão e nós não somos responsáveis pela situação” afirmou Cristiano Soares, que falou pela Comissão de Funcionários. Segundo ele, dos 358 veículos da empresa, cerca de 80 ônibus estão parados por falta de peças, sem estimativa para voltarem a circular. “Defendemos a Carris, forte, com papel estratégico para o desenvolvimento cidadão, inclusiva e que permaneça sob controle público”, registrou.
A Comissão de Funcionários e o Sindicato dos Rodoviários apresentaram um diagnóstico e um conjunto de informações que retratam o descuido na gestão da Companhia. Eles identificam uma uma série de movimentos para inviabilizar a empresa dizendo que não é sustentável, para encaminhar a sua privatização.
O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sandro Abadi, disse que muitos ônibus em circulação estão com pneus carecas, utilizando peças recicladas de outros carros, usando água da torneira para o sistema de arrefecimento e óleo queimado para completar o reservatório de óleo de motor. “A Carris hoje tem a frota mais velha da capital”, lamentou.
Funcionários inseguros
“Como funcionários estamos sendo massacrados, ameaçados de demissão por qualquer motivo e em pânico com gestões temerárias. Nos sentimos reféns”, desabafou Najla da Veiga, relatando que os administradores anunciam que 40% do quadro deve ser demitido. “Somos uma empresa que preza o bom atendimento e nos mobilizamos por isso. Mas estamos sendo desrespeitados e penalizados”, acentuou, respaldada por vários funcionários presentes.
O sucateamento da empresa, o encerramento da formação permanente, e o descalabro salarial entre os quadros de carreira e os Cargos em Comissão também foram relatados.
O funcionário da Carris e representante da CUT no Comtu, Alceu Webber, reforçou a estratégia do Executivo de sucatear e fragilizar a empresa para repassá-la à iniciativa privada. Listou linhas rentáveis já repassadas para operadores privadas e linhas deficitárias assumidas pela companhia pública. “Estão retirando receita e precarizando. Com esta fórmula não tem como não ter déficit”, ironizou, defendendo regulação para evitar evasão de receitas e apontando superfaturamento em contratos com prestadores de serviço. Ele ressaltou ainda que quando a Carris foi premiada como a melhor do país, “tínhamos em curso o Programa Qualidade Carris, responsabilizando tanto operadores quanto manutenção, e havia quadros de transparência dos dados de cada período: absenteísmo, acidentes, etc, e treinamento sistemático e permanente de todos os funcionários”.
Desvios e irregularidades
“É um festival de irregularidades, com roubos e dezenas de apontamentos pelo Tribunal de Contas do Estado”, registrou o economista Paulo Müzzel, funcionário público aposentado e presidente da empresa em 1989/90. Com dados da própria Prefeitura, mostrou que as últimas gestões foram irresponsáveis, levando a empresa a um quadro de prejuízos estimados em R$ 140 milhões nos últimos três anos. Destacou ainda o crescimento do quadro de funcionários, que em 2000 era de 1.377, atualmente é de 2.337.
Para Luiz Carlos Bertotto, especializado em empresas públicas, e gestor da Carris em 1993/94, é um absurdo pensar em privatizar. “É preciso modernizar e mantê-la pública. Bem gerida, pode-se fazer coisas de ponta e muito bem feitas. Já foi a melhor empresa de transporte do Brasil e dava lucro”, afirmou o ex-secretário municipal de Transportes, ex-presidente da EPTC, Detran e da EGR.
“É preciso controle na gestão da empresa, na gestão pública da receita do transporte como prevê a Lei de Mobilidade. A Carris é uma empresa viável”, garantiu. “Já mostrou isso e tem vocação para atender a cidade. Só não vê quem pensa a cidade como negócio e não como espaço de cidadania”, completou Mauri Cruz.
(Com informações do gabinete de Sofia Cavedon)
Marchezan envia reforma administrativa à Câmara nesta quinta
O projeto de reforma administrativa do Município, que prevê alterações na composição e funções das secretarias, foi apresentado nesta quarta-feira, 3, pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior a vereadores da base e do bloco independente. O conjunto de propostas será protocolado na Câmara nesta quinta-feira.
O organograma prevê redução de 37 para 15 secretarias na administração direta, além de nove estruturas da administração indireta (Previmpa, Procempa, Fasc, Demhab, Imesf, Dmae, EPTC, DMLU e Carris).
Uma das principais alterações é relativa ao licenciamento de empreendimentos, que será unificado e ficará sob a coordenação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. A central contará com servidores de outras áreas, como meio ambiente. A mudança provocou reação de ambientalistas.
Uma ação civil pública foi movida para tentar garantir que o licenciamento ambiental fiquei a cargo da SMAM. A Secretaria do Meio Ambiente deve dar lugar à de Meio Ambiente e Sustentabilidade, respondendo pelo plano diretor. Outra novidade é a criação da secretaria da Transparência e Controladoria Geral, responsável por ações de controle e auditoria.
Outra mudança apresentada no projeto é a que transforma os atuais Centros Administrativos Regionais (CARs) em Centros de Relações Institucionais Participativas (Crip). A ideia é garantir às estruturas, responsáveis pelo Orçamento Participativo (OP), um conceito de administração regional, ou subprefeitura, englobando todas as funções do Executivo em diferentes regiões da cidade.
“Queremos dar mais força para ponta, para que quem trabalha com a vida real possa ter mais poder de resolutividade. O responsável pelo Centro agirá de forma transversal com todas as secretarias e terá o poder de solucionar as questões pendentes. Na estrutura antiga, eles apenas podiam repassar os problemas ao secretários”, explicou Marchezan.
Vice-líder do governo admite dificuldade para aprovação
O vereador Moisés Barboza (PSDB), vice-líder do governo, participou da reunião. Ele reconhece que o governo terá dificuldade em aprovar alguns pontos da reforma, principalmente: alterações no licenciamento ambiental e extinção da Secretário Municipal dos Esportes, Recreação e Lazer. Moisés afirmou que este pontos devem gerar debates por parte dos vereadores independentes e até mesmo alguns nomes da base.
Entretanto, o vereador acredita que a maior parte do projeto seja aprovado pelos vereadores. “Muita coisa passa porque há um entendimento majoritário geral de que a máquina pública é muito pesada. Teremos até votos da oposição em alguns pontos”, afirmou.
Últimos nomes do secretariado só saem após aprovação
Entrando no quinto mês de governo, a gestão Marchezan ainda não tem seu secretariado completo. As pastas de Meio Ambiente e de Transparência ainda não têm nomes confirmados.
Em relação ao Meio Ambiente, o vereador afirmou que o governo já tem quatro ou cinco nomes sondados. O que emperra a nomeação é a indefinição sobre o licenciamento ambiental. Marchezan deve esperar a definição da reforma para bater o martelo. “O prefeito não tem como definir um nome sem antes aprovar as novas funções”, afirmou.Edição especial sobre as fundações públicas em processo de extinção
A publicação do Jornal JÁ ESPECIAL está á venda nas principais bancas de Porto Alegre a apenas dois reais.
É uma edição especial com 12 páginas sobre as fundações públicas do Estado que o governo quer extinguir. Duas já foram extintas (Fepps e Fepagro). Outras, não.
Onde adquirir um exemplar:- Pelo telefone (51) 3330-7272
- Rua Sete de Setembro, esquina com Caldas Júnior (Banrisul)
- Rua Andrade Neves, esquina com av. Borges de Medeiros
- Praça da Alfândega (Revistaria)
- Av Borges de Medeiros, esquina com rua Fernando Machado
- Rua Jacinto Gomes, esquina com Venâncio Aires (Folhetim)
- Rua Venâncio Aires, em frente ao HPS (Tabacaria Braz)
- Rua Henrique Dias, esquina com rua Fernandes Vieira (Zaffari)
- Rua Felipe Camarão, 742 (Tabacaria Bom Fim)
- Rua da República, quase esquina av João Pessoa
Prefeitura quer reformular papel da Guarda Municipal
A Prefeitura não contratará os concursados para a Guarda Municipal em 2017. A confirmação foi durante reunião na Câmara Municipal entre governo, vereadores e comissão representante dos 290 aprovados no concurso realizado no ano passado.
“Não há hoje, nem no Plano Plurianual, nem na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e nem na LOA (Lei Orçamentária Anual ) do Município, recursos que contemplem a ampliação do efetivo”, justificou o secretário da Segurança Pública, Kleber Senisse.
Segundo Senisse, está em curso uma reformulação na atuação da Guarda Municipal. “Guardas tem que atuar como guardas e não fazendo serviços de portaria ou vigilância de prédios”, alegou.
Nei Coronel, um dos líderes da comissão dos concursados, argumentou: “Faltam guardas na frente das escolas, o povo quer segurança e nós queremos não só reverter esse quadro, também queremos trabalhar”, exclamou.
Entre outros pontos, a comissão alega que a Prefeitura tem atualmente oito contratos de segurança terceirizada, totalizando gastos de R$ 15 milhões no período de um ano. Apenas um deles, com a Seltec Vigilância, através da Secretaria da Saúde, absorve mais de R$ 7 milhões por um ano – o suficiente para contratar 333 guardas.
O contrato com a Seltec contempla vigilância armada em frente às Unidades Básicas de Saúde. Foi iniciado em 2013 e vem sendo prolongada a cada ano. O aditamento de contrato atual expira no próximo dia 18 de junho.
O secretário reconheceu que desconhece esses dados. “O que estamos fazendo agora é saber o quanto se gasta com vigilância e segurança privada e portaria e qual o resultado prático desse serviço, para depois ver como podemos colocar isso no patamar de segurança pública.”
Kleber Senisse defende que a Segurança Pública deve ser centralizada: “Temos que centralizar todas as atividades que tem a ver com Segurança nesta pasta”. Segundo Senisse, a Secretaria trabalha para incluir no Plano Plurianual (PPA) a contratação de guardas municipais: “Temos um programa chamado Integração que terá uma ação prevendo a complementação do efetivo da guarda”.
Comissão da Câmara leva à ONU relatório crítico sobre Direitos Humanos
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), representada por seu presidente, deputado Paulão (PT-AL), embarca hoje de Brasília com destino a Genebra, na Suíça, para participar da Revisão Periódica Universal do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
A RPU, como é conhecida essa revisão, é um mecanismo da ONU que monitora a cada quatro anos e meio a situação dos Direitos Humanos nos países membros. A elaboração do relatório brasileiro é responsabilidade do Governo Federal, por meio do Ministério dos Direitos Humanos, e será debatido em sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU na próxima sexta-feira (05.05).
Em janeiro de 2017, a CDHM solicitou à então secretária especial dos Direitos Humanos, Flávia Piovesan, à época autoridade máxima do Executivo na temática, a inclusão no relatório oficial do governo de um documento produzido pela assessoria técnica da Comissão que listava 40 proposições em tramitação no Congresso Nacional que ameaçam a garantia dos Direitos Humanos de parcela significativa da população brasileira.
A CDHM tem contribuído ao processo de Revisão Periódica Universal (RPU), seja produzindo sugestões de conteúdo, seja realizando audiências públicas para debater a versão prévia do relatório do Executivo com participação de representantes do Itamaraty, Ministério de Direitos Humanos, Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e de organizações da sociedade civil credenciados junto à ONU.
Em Genebra, o presidente da CDHM pretende contribuir para conscientizar a comunidade internacional sobre o cenário grave de violações de Direitos Humanos recorrentes no território brasileiro, listando temas importantes como o aumento no número de mortes em conflitos agrários, a vulnerabilidade dos povos indígenas, chacinas em presídios e a escalada de violência institucional praticada por agentes do Estado contra manifestantes, bem como a criminalização articulada entre setores estatais de lideranças de movimentos sociais.
O deputado Paulão deverá participar na tarde da sexta-feira de uma sessão paralela à oficial, promovida por organizações da sociedade civil que monitoram os Direitos Humanos no mundo e no Brasil. O parlamentar deverá apresentar sua avaliação divergente da versão do governo Temer, por meio de relatos demonstrando agravamento de conflitos sociais, violações e arbitrariedades praticadas contra a população, em especial as minorias. Com isso, pretende enriquecer a discussão que se dará no âmbito do Conselho de Direitos Humanos da ONU acerca da situação real de ataques aos direitos fundamentais previstos na Constituição do Brasil, tanto os relacionados ao indivíduo como aos que defendem a coletividade.
O retorno da missão está previsto para a noite do sábado, com chegada ao Brasil no domingo (07.05).Marchezan pressiona vereadores a aprovarem todas as suas medidas
Matheus Chaparini
Diante do plenário da Câmara Municipal praticamente lotado, o prefeito Nelson Marchezan Júnior apresentou o Programa de Metas para sua gestão. Reconheceu que o plano, que contém 58 metas, traz alguns objetivos difíceis de serem alcançados, principalmente na área da educação, mas afirmou que não seria vergonha não cumpri-las, mas não tê-las como metas.
Marchezan aproveitou o espaço para rebater matérias publicadas na imprensa, relativas a trocas de cargos por apoio. Sem nominar a que texto se referia, o prefeito agradeceu aos vereadores, aos sindicatos e aos técnicos que indicaram “pessoas de bem” para ocupar postos no Executivo Municipal. Marchezan afirmou não ter problemas com indicações, desde que os indicados passem pelo Banco de Talentos e comprovem capacidade para as funções indicadas.
A apresentação das metas foi feita pelo secretário de Planejamento e Gestão José Alfredo Parode e na sequência foi aberto o espaço para que 30 pessoas inscritas se manifestassem ao microfone.
Conselheiros do orçamento participativo defenderam a importância do programa, afirmando que se trata de uma referência internacional e que tem grande importância ao garantir a participação direta da população nas decisões relativas ao Município. Este ano, as assembleias do orçamento participativo foram suspensas, portanto não apresentará novas demandas, como acontece todos os anos.
Demandas do OP aparecem nas falas
Moradores de diversas comunidades pediam simplesmente que o prefeito e seus secretários compareçam à sua localidade para conhecer os problemas de perto. Demandas que seriam encaminhadas através do OP acabaram aparecendo em diversas manifestações ao microfone da tribuna.
“Teria que ter outro Prometa só com as demandas do OP”, afirmou Rosa Maria Labandeira, conselheira da região Centro Sul do Orçamento Participativo. Ela cobrou do prefeito que seja feito um caderno, como acontecia anualmente, com as demandas resgatadas por região. “É uma garantia de que não teremos uma interrupção no programa.”
Marchezan defendeu a decisão de não haver novas demandas este ano em função da situação financeira do Município e da quantidade de demandas acumuladas, de anos anteriores. “Temos mais de duas mil obras pendentes, não vamos concluir tudo. Tem demandas desde 1992”, justificou Marchezan. Segundo o prefeito, no ano passado não foi cumprido nem 10% do planejado no OP.
Marchezan se comprometeu a, duas vezes por mês, levar boa parte da estrutura de governo a comunidades de baixa renda localizadas longe do acesso aos serviços públicos, para aproximar o governo da população.
Reciclagem de resíduos ficou de fora das metas
Coordenador do Fórum das Unidades de Triagem de Porto Alegre, Antônio Matos cobrou que a triagem e reciclagem de resíduos sólidos não foi incluída em nenhuma meta. “Não consta nada sobre reciclagem, é como se não existisse”, criticou.
Antônio lembrou que são 17 unidades de triagem em Porto Alegre, onde trabalham diretamente em torno de 500 pessoas. Por este sistema passam 2 mil toneladas de lixo reciclável por mês.
Marchezan reconheceu a importância do trabalho desenvolvido pelas unidades de triagem e afirmou que foi uma falha da gestão não ter incluído a atividades entre as metas.
Sindicato cobra pagamentos atrasados da cultura
O único protesto registrado nas galerias foi de um grupo que apresentou um cartaz com a frase “Prefeitura, pague a cultura.”
Único protesto da audiência pedia o pagamento das dívidas da Prefeitura com artistas / Matheus Chaparini/JÁ
O presidente do Sated RS (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões), Fábio Cunha, cobrou do prefeito a quitação dos pagamentos atrasados da gestão passada aos artistas. “Tem pagamentos do Fumproarte de 2014 que ainda não foram feitos”, afirmou. Segundo Cunha, somente em relação ao Fumproarte, são mais de R$ 2 milhões de dívidas da Prefeitura com os artistas, além de mais de R$ 1 milhão da Companhia de Dança, e premiações que não foram pagas do Prêmio Açorianos.
Uma página foi criada no facebook, através da qual diversos artistas informam sobre os valores não pagos pela Prefeitura.
Fábio Cunha questionou se a meta 29, que garante que 15% da capacidade média de público dos espetáculos nos espaços municipais seja disponibilizada gratuitamente para pessoas de baixa renda, não trará prejuízos aos artistas. Marchezan garantiu: “Não sairá do bolso dos artistas. Não vamos tratar a Prefeitura como casa de fazer favor com o dinheiro dos outros.”
No encerramento, um recado à Câmara e aos servidores
Após as manifestações ao microfone, Marchezan fez questão de responder uma a uma às colocações da tribuna. O prefeito voltou a afirmar que a situação das contas do Município é preocupante e que este será um ano difícil, mas disse acreditar que algumas áreas, como segurança, saúde e cultura, vão avançar.
Nelson Marchezan Júnior afirmou que as gratificações estão sendo revistas e que a contribuição dos servidores para a melhoria da situação financeira será abrir mão de reajuste nos próximos anos.
Marchezan encerrou com um recado aos vereadores e aos servidores municipais: “Se todas as medidas do Executivo forem aprovadas, vamos empatar as contas somente no final de 2018. Se não forem aprovadas, é um aviso aos servidores, vai atrasar sempre e em alguns meses não vamos pagar”.Agentes penitenciários ocupam Ministério da Justiça
Cerca de 500 agentes penitenciários de vários estados entraram, na tarde de hoje (2) o prédio do Ministério da Justiça, em Brasília.
Eles protestam contra a reforma da Previdência, em tramitação na Câmara dos Deputados.
Agentes da Força Nacional de Segurança estão dentro e fora do prédio para impedir que mais pessoas entrem. Em vídeo publicado na página oficial da Federação Nacional Sindical dos Servidores Penitenciários (Fenaspen) no Facebook, um dirigente afirma que os agentes só deixarão o ministério após as regras de aposentadoria da categoria saírem da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência, enviada pelo governo ao Congresso Nacional.
A categoria reivindica o mesmo tratamento dado aos agentes de polícia, com aposentadoria diferenciada, devido aos riscos da profissão.
Os agentes penitenciários querem direitos previdenciários iguais aos dos agentes policiais (Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Desde o início da manhã, os agentes penitenciários estavam acampados no gramado em frente ao Ministério da Justiça. Filiado à Fenaspen, o Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias do Distrito Federal (Sindpen-DF) divulgou comunicado em apoio ao acampamento, que reúne agentes penitenciários de vários estados e terá duração de 48 horas.
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, os manifestantes quebraram a porta de vidro do acesso principal do Palácio da Justiça e ocuparam o Salão Negro do edifício.
Os participantes da mobilização também pedem a aprovação da PEC 308, de 2004, que cria as polícias penitenciárias federal e estaduais. Entre outros pontos, a PEC estabelece que as polícias penitenciárias serão subordinadas ao órgão administrador do Sistema Penitenciário da unidade federativa a que pertencer.
Além disso, terão como atribuições supervisionar e coordenar as atividades ligadas, direta ou indiretamente, à segurança interna e externa dos estabelecimentos penais e à promoção, elaboração e execução de atividades policiais de caráter preventivo, investigativo e ostensivo nos presídios.
Procurado, o Ministério da Justiça ainda não se manifestou sobre o ato.(Com informações da Agência Brasil)Obras no Largo dos Açorianos estão paradas há quatro meses
A revitalização do Largo dos Açorianos, prevista para ser concluída em junho de 2017, segundo licitação e contrato, completa no começo de maio quatro meses parada.
No lugar de caminhões, tratores e operários há uma grande porção de terra e areia. O lago, que foi esvaziado para limpeza, voltou a se formar com a chegada das chuvas. O local continua cercado por tapumes.
As informações sobre os motivos da paralisação ainda não foram esclarecidos pela Prefeitura. O diretor comercial da Elmo Eletro Montagens, a executora da obra, André Sant’Ana, em fevereiro alegou “um desajuste financeiro no cronograma”. Ou seja, os repasses haviam sido cortados.
Em abril, nem o Prefeito sabia porque a obra estava parada.
Há duas semanas, o Gabinete do Prefeito, através da Assessoria de Imprensa, informou à reportagem do JÁ que R$ 4,3 milhões haviam sido liberados pela Secretaria de Planejamento e Gestão, para a retomada das obras.
Não se conhece a razão da paralisação nem qual a nova data da entrega da revitalização.
O restauro do Largo dos Açorianos foi orçado em cerca de R$ 4,8 milhões, conforme a licitação, a previsão de entrega da obra era para junho. Os recursos são oriundos do Fundo Municipal do Meio Ambiente.
Santander Cultural de Porto Alegre ganha prêmio nacional
A Associação Brasileira de Críticos de Arte – ABCA anunciou hoje (02) que o Santander ganhou o Prêmio Paulo Mendes de Almeida (melhor exposição) com Francisco Brennand – Senhor da Várzea, da Argila e do Fogo, realizada pelo Santander Cultural, em Porto Alegre, em 2016.
A premiação anual contempla dez categorias que apontam os destaques do cenário das artes visuais que mais contribuíram para a cultura brasileira – artistas, críticos, curadores, exposições e instituições.
Brennand, que completa 90 anos no próximo dia 11 de junho, foi homenageado pelo Santander com a mostra individual chamada Francisco Brennand – Senhor da Várzea, da Argila e do Fogo, com curadoria de Emanoel Araújo.
De 8 de junho até 4 de setembro de 2016, o Santander Cultural de Porto Alegre exibiu 84 obras (14 pinturas e desenhos, 6 murais, 4 placas e 60 esculturas, incluindo 1 conjunto de 500 ovos cerâmicos), passando por quatro vertentes temáticas: o teatro das representações mitológicas, o corpo em transmutação interior, os frutos da terra e as vítimas históricas
Marcos Madureira, vice-presidente executivo de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil, destacou que “receber o reconhecimento da ABCA de melhor exposição do calendário de artes visuais nacional em 2016 com o artista Francisco Brennand é uma honra para o Santander. São exemplos como esse que nos estimulam a continuar criando agendas culturais em todo Brasil que valorizam diferentes formas de expressão ancoradas na diversidade social, regional e cultural do País”.
Os prêmios são atribuídos pelo resultado da votação de cerca de 150 associados, em escala nacional, a partir das indicações que cada um envia para discussão e aprovação em Assembleia Geral da entidade (realizada neste ano em 16 de março).
A votação foi feita por cédula rubricada com as indicações aprovadas e a apuração dos resultados é realizada por uma comissão de associados, com a participação da diretoria. A abertura dos envelopes lacrados contendo os votos ocorreu dia 24 de abril, no MuBE – Museu Brasileiro da Escultura – em São Paulo.
O troféu criado pela artista Maria Bonomi será entregue aos premiados no dia 23 de maio, terça-feira, às 20h, em cerimônia no Teatro do SESC Vila Mariana, em São Paulo.
Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand (acima, fotografado por Orlando Azavedo), ceramista, escultor, desenhista, pintor, tapeceiro e ilustrador, nasceu em 11 de junho de 1927, na cidade do Recife, capital de Pernambuco. Em novembro de 1971, o artista começou a reconstruir a velha Cerâmica São João da Várzea, fundada pelo seu pai em 1917. Esse conjunto, encontrado em ruínas, deu início a um colossal projeto instalado num terreno de 14 mil metros quadrados, que hoje abriga mais de duas mil obras espalhadas por jardins, pátios e lagos.


A publicação do Jornal JÁ ESPECIAL está á venda nas principais bancas de Porto Alegre a apenas dois reais.

Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand (acima, fotografado por Orlando Azavedo), ceramista, escultor, desenhista, pintor, tapeceiro e ilustrador, nasceu em 11 de junho de 1927, na cidade do Recife, capital de Pernambuco. Em novembro de 1971, o artista começou a reconstruir a velha Cerâmica São João da Várzea, fundada pelo seu pai em 1917. Esse conjunto, encontrado em ruínas, deu início a um colossal projeto instalado num terreno de 14 mil metros quadrados, que hoje abriga mais de duas mil obras espalhadas por jardins, pátios e lagos.