Autor: da Redação

  • Cinepsiquiatria sobre viciados em redes sociais

    O Cinepsiquiatria é uma programação aberta ao público, na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, no Bom Fim.
    Nesta quarta-feira (03), às 18 horas, o tema é o controle das redes sociais e a adição tecnológica.
    Após a exibição de Nosedive, episódio da série Black Mirror (Direção de Joe Wright, Reino Unido, 2016, 1h03min), haverá debate com os psiquiatras Maurício Santos e Daniel Spritzer.
    O Cinepsiquiatria é realizado no Anfitetro Heitor Masson Cirne Lima, no 2º andar do prédio 3 do campus da UFCSPA (Sarmento Leite, 245, entre o Túnel Conceição e a Osvaldo Aranha).
    Sinopse: Série de ficção científica que se passa em um futuro distante no qual as pessoas vivem controladas e são classificadas por seus perfis nas redes sociais. Uma mulher (Bryce Howard) tenta manter sua “nota” alta, enquanto se prepara para o casamento de sua amiga de infância (Alice Eve).
    Os palestrantes:
    Maurício Santos é psiquiatra, com residência em Psiquiatria (GHC) e formação em analista (Instituto Junguiano do RS). Psiquiatra clínico da equipe de saúde mental (SUS, Distrito Centro/Porto Alegre).
    Daniel Spritzer é psiquiatra, mestre em Psiquiatria (UFRGS). Psiquiatra da Infância e da Adolescência no HCPA. Professor colaborador do módulo de Transtornos do Controle dos Impulsos no HPSP.

  • Alcance e repercussões da greve geral

    A divisão política da França.  ( entrevista de Piketty para libération Jan.2016 )
    “Que espaço encontrar entre o projeto da soberania de le pen e o programa liberal de macro?
    O Bloco Nacionalista obteve cerca de 30 % dos votos, se somarmos o pen, Dupont-Aignan e uma parte de Fillon. O Bloco Liberal – MacroN e uma parte de Fillon – digamos 30%. O BLOCO DE ESQUERDA 30 % também – no qual, claro, existem nuances entre as várias tendências. A França está dividida em três: Grosso modo a tríade nacionalismo-liberalismo-socialismo do livro de Karsenti e Lemieux (1). Mas essas fronteiras são porosas e não congeladas. Tudo dependerá das legislativas e a capacidade desses blocos a unir-se. Faço parte daqueles que lamentam que face ao bloco liberal em formação, a esquerda não ter organizado uma preliminar para apresentar apenas um único candidato”.
    [Thomas Piketty é um dos iniciadores da chamada para uma primária de toda a esquerda, em Libertação, em Janeiro de 2016, o nr].
     
    Os ânimos, no Brasil, estão muito acirrados para se pedir moderação e tolerância. É como se estivéssemos no mata-mata. Não há adversários, só inimigos, na arena política, cada vez mais polarizados.Logo, não está havendo Política, mas sua continuação pela gritaria que é a ante-sala da guerra interna.(?)  Quando digo isso, quero dizer não só que as opiniões estão dividas ao meio – CONTRA x A FAVOR e A FAVOR x CONTRA como uns e outros estão se radicalizando em extremos. Nesse contexto, pobre dos centristas, maioria silenciosa em quase todas as crises. Isso ficou claro na Greve do dia 28. Quem  promoveu e  sustentou a greve foram, realmente,  as forças organizadas da esquerda – Sindicatos, Partidos, Movimentos, um grupo  de vanguarda,  relativamente pequeno, dando-lhe uma coloração nitidamente vermelha. Mas os que a radicalizaram com atos de enfrentamento à Polícia e quebradeiras, foram, em grande parte, segmentos de extrema esquerda, já conhecidos por tais atitudes. Entre eles sempre permeiam os ‘agents provocateurs’ de sempre. Contra a greve ficaram os azuis, metáfora que identifica todos aqueles que são e foram contrários à Era Lulo-Petista e que, nas suas extremidades se associam cada vez mais ao fascismo, como o Prefeito Dória que acusa os grevistas de vagabundos, perdendo crescentemente o centro.  Querem o império da letra da Lei e não a interpretação que a legitima, que para os jurisconsultos ganha o nome sofisticado de hermenêutica. E por isso estão satisfeitos com o           Governo Temer cujo lema, aliás positivista, de afirmação conservadora das normalidades sociais, é ORDEM E PROGRESSO. Não se dão conta, tais setores, que a Oposição a Temer é muito maior e mais ampla do que os promotores da Greve. Ela foi acompanhada pela maioria silenciosa engrossada pela classe média. Segundo pesquisas recentes, apenas 9% dos brasileiros apoiam o Governo Temer. Não se dão conta, portanto, que, apesar do número relativamente pequeno de manifestantes na sexta feira, há uma imensa maioria que rejeita  Temer e seu Governicho .Isso demonstra que o Governo perdeu a luta ideológica. Os eleitores não querem a PONTE PARA O FUTURO em curso. Aliás, quem idealiza o futuro com o sacrifício da geração presente, geralmente o faz em benefício próprio. Não haverá nada neste futuro construído sobre cassação de direitos.
    Além, portanto, da Greve em si, há que se ver as repercussões da Greve. Elas são marcantes e um jornal como o ESTADÃO o reconheceu. Entramos numa nova fase da conjuntura. Estudo da Fundação Getulio Vargas demonstra essas repercussões na INTERNET:
     A greve geral de 24 horas realizada nesta 6ª feira (28.abr.2017) pelas centrais sindicais e por movimento sociais provocou uma inflexão na disputa política. Os grevistas venceram a disputa narrativa e conseguiram colar o rótulo de perda de direitos nas reformas trabalhista e da Previdência, prioridades do governo de Michel Temer.
    JOGO SE REEQUILIBRA
    O relatório aponta que os grupos mobilizados pelo impeachment de Dilma Rousseff –denominados “azuis”– e os defensores da ex-presidente –”vermelhos”– continuaram dominando as discussões nas redes após a ascensão de Michel Temer –FGV sobre a repercussão da greve geral na internet –
    https://www.jornalja.com.br/confira-a-analise-da-fgv-sobre-a-repercussao-da-greve-geral-na-internet/.
     
    Do fundo da minha alma, proclamo,  pois, para a recuperação da esperança::
    ‘VAGABUNDOS , VAGABUNDAS, E VAGA – LGBT DE TODO MUNDO, UNI-VOS”
    Só a vagabundagem, ampla, universal e irrestrita é capaz de nos dar uma luz nesta era de trevas…

  • Marchezan pede ao Simpa propostas para as finanças municipais

    O prefeito Nelson Marchezan Júnior encaminhou um ofício ao Sindicato dos Municipários de Porto Alegre, convidando o Simpa para nova reunião no Paço Municipal, às 14 horas do dia 5, sexta-feira.
    Marchezan pede, no ofício, que o Simpa apresente “sugestões e propostas para superar a situação falimentar das finanças públicas”.

  • A privatização da Carris

    O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior, tem repetido que se a Companhia Carris, a empresa municipal de transporte coletivo, continuar dando prejuízo, vai ser privatizada.
    Ainda não tinha dado prazo. Mas, na sua última manifestação, num vídeo que gravou para verberar a greve geral, chegou a dizer que “se até o fim do ano” não houver uma mudança nos rumos da empresa, ela será vendida.
    A Carris, empresa centenária do transporte público em Porto Alegre, já foi um caso exemplar no Brasil, merecendo inclusive prêmios internacionais. Desde 2011, por razões que nunca ficaram claras, vem operando no vermelho. No ano passado deu um prejuízo de R$ 50 milhões.
    É correta a preocupação do prefeito. Mas antes de pensar em desfazer-se dela, deveria mostrar à população, aos contribuintes que pagam a conta, o que vem acontecendo com a empresa de históricos serviços prestados à cidade.
    Ele mesmo nomeou em março um novo presidente, um jovem com espírito empreendedor, selecionado pelo Banco de Talentos que sua gestão adotou para escolher os assessores mais qualificados.
    O novo presidente, que assumiu com um discurso animado, renunciou ao cargo menos de um mês depois, alegando “motivos pessoais”. Motivos pessoais que não o impediram de continuar na diretoria da empresa.
    A nova presidente, também extraída do Banco de Talentos, tomou posse há menos de um mês. Só há poucos dias compareceu à Câmara Municipal para falar de seus planos e quase nada disse, além do pouco que já se sabe.
    Restam sete meses para o fim do ano. Será possível reverter a situação da empresa em tão pouco tempo? Ou o prefeito quer mesmo é privatizar e só está procurando um pretexto?
     
     
     

  • Presidente do Senado retoma as atividades

    O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para realizar exames “completos e complementares”, segundo a assessoria de imprensa do senador. Ele foi internado no hospital na noite de domingo, dia 30, e os exames começaram na manhã de segunda-feira (1º).
    A expectativa da assessoria do senador é que ele volte ao trabalho amanhã (2) ou na quarta-feira (3). A assessoria assegurou à Agência Brasil que o senador está bem, fazendo apenas um check up.
    Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do hospital não foi encontrada para dar mais informações sobre os exames e o estado de saúde do senador.
    Eunício havia sido internado na madrugada de quinta-feira (27), após sofrer um desmaio. Segundo boletim médico do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, onde foi atendido e ficou internado, o senador sofreu um acidente isquêmico transitório (AIT).
    Inicialmente, os médicos cogitaram que ele poderia ter tido um acidente vascular cerebral, mas a hipótese foi descartada na mesma noite. O senador recebeu alta hospitalar na manhã de sexta-feira (28).
     

  • Funcionários dos Correios avaliam nesta terça nova proposta da empresa

     

    A direção dos Correios e representantes dos trabalhadores se reuniram hoje (1º) para tentar chegar a um consenso para finalizar a paralisação dos empregados, iniciada na quarta-feira (26). A proposta de acordo apresentada pelos Correios será avaliada em assembleias amanhã (2), quando os trabalhadores definirão se encerram ou não a greve.
    A empresa apresentou uma proposta que prevê a revogação, por 90 dias, da medida que suspendeu as férias dos empregados. Com isso, os trabalhadores que irão gozar as férias em maio, junho e julho terão o pagamento dos valores até o teto de R$ 3,5 mil por empregado. O restante será parcelado em cinco vezes.
    Os Correios haviam suspendido as férias dos empregados a partir deste mês, alegando não ter recursos para o pagamento dos benefícios.
    Outro ponto em negociação é o percentual pago pela empresa no plano de saúde dos empregados. Os Correios afirmam que os sindicatos poderão apresentar uma proposta e, caso haja acordo, o pedido de mediação junto ao Tribunal Superior do Trabalho (STS) sobre a questão será retirado.
    O secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), José Rivaldo da Silva, que participou da reunião com a direção dos Correios, não considerou as propostas satisfatórias.
    “Vamos encaminhar para as assembleias, mas não achamos a proposta boa.” Segundo ele, a intenção dos empregados era acabar com o bloqueio das férias e retirar a negociação sobre o plano de saúde do TST, de modo que a questão fosse debatida diretamente entre os trabalhadores e a empresa.
    A empresa também se dispôs a suspender a implantação de novas medidas operacionais, como a distribuição alternada e a entrega matutina , que serão negociadas em uma comissão.
    Com relação aos dias parados, a empresa informou que descontará a falta na sexta-feira (28), dia da greve geral. Os demais dois dias serão compensados pelos trabalhadores.
    (Com informações da Agência Brasil)
  • Porto Alegre: passe livre no Dia do Trabalho foi cortado após 28 anos

    O passe livre nos ônibus de Porto Alegre no Dia do Trabalho foi uma iniciativa do então prefeito Olívio Dutra (PT), em 1989. Até então, nenhum dos cinco prefeitos que vieram depois havia cortado o passe livre nesta data.
    Quem pegou ônibus em Porto Alegre no feriado do dia 1º de maio deste ano teve de pagar passagem.
    Dirigentes de centrais sindicais criticaram a decisão do prefeito Nelson Marchezan Junior.
    “Trata-se de uma descabida retirada de um direito da população, cujo valor está embutido no cálculo da tarifa”, afirmou o diretor da CUT-RS e representante da entidade no Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu), Alceu Weber.
    Weber também salientou que “o passe livre estava previsto no processo de licitação, assim como a manutenção da meia passagem para estudantes e as isenções para aquela para as pessoas acima de 60 anos, dentre outras”.
     
     

  • Prefeito avisa que "faltará dinheiro em maio" e servidores reagem

    O prefeito Nelson Marchezan Junior enviou nesta segunda-feira, feriado do Dia do Trabalho, um comunicado aos servidores públicos municipais de Porto Alegre, no qual confirma o que já tinha anunciado: vai faltar dinheiro em maio.
    Segundo o documento, havia 2.800 fornecedores com pagamentos atrasados no início do ano, e ainda restam mil – “fornecedores” abrange desde materiais até creches.
    Não fica claro, porém, se o que deixará de ser pago em maio são os salários do funcionalismo. Desde 26 de abril, quando Marchezan enviou à Câmara de Vereadores um pacote que propõe a retirada do reajuste salarial dos servidores e o aumento da contribuição previdenciária, a reação do sindicato dos municipários aumentou.
    O envio do pacote engrossou a participação dos servidores municipais na greve geral do dia 28 de abril. Eles denunciaram que o prefeito mandou a Guarda Municipal agir com violência, jogando gás de pimenta no rosto de participantes que tentavam bloquear o acesso ao prédio da Secretaria da Administração.
    O Simpa argumenta que, com o parcelamento da inflação dos últimos dois anos, a categoria já perdeu 57% em 2015 e de 58% em 2016 de seus salários. “A Prefeitura fez caixa com a remuneração dos municipários e, com isso, poupou mais de uma folha de pagamento. Com o pacote, o prefeito quer institucionalizar o confisco nos salários dos municipários. O SIMPA não vai aceitar!”, avisam.
    O comunicado deste 1º de maio repete o que o prefeito tem dito: o déficit de R$ 815 milhões anunciados em janeiro foi reduzido para R$ 699 milhões, com medidas pontuais que já se esgotaram.
    O comunicado mostra gráficos, números de despesas e receita previstas para os próximos meses e ações já adotadas, como combate à sonegação e a reforma administrativa. Marchezan encerra o comunicado afirmando que  governo precisa “fazer mudanças estruturais que nos garantam os compromissos dos próximos anos e os investimentos que transformem o futuro”.
     
     

  • Audiência pública na Câmara discute o programa de metas de Marchezan

    O Programa de Metas de Porto Alegre, o Prometa 2017/2020, será submetido a avaliação em audiência pública na Câmara de Vereadores nesta terça-feira, às 19h. O evento será realizado no Plenário Otávio Rocha.
    O prefeito, que não confirmou presença na audiência, encaminhou o programa aos vereadores no final de março. O documento estabelece 58 metas, distribuídas em 16 objetivos e três eixos: desenvolvimento social; infraestrutura, economia, serviços e sustentabilidade; e gestão e finanças.
    A apresentação do Prometa é obrigatória nos primeiros 90 dias de governo, prevista em emenda à Lei Orgânica do Município aprovada pelos vereadores em 2015. O texto prevê que, após este prazo, o prefeito realize uma audiência pública em 30 dias.
    As metas da gestão Marchezan foram definidas com apoio de uma empresa de consultoria privada. A Falconi Consultores de Resultado trabalha dentro da prefeitura, através de um acordo de cooperação firmado entre o poder público e a organização Comunitas. Além do Prometa, o acordo inclui a reestruturação das secretarias, o equilíbrio fiscal e o chamado banco de talentos, que seleciona cargos de direção do Município.
    O programa se divide em três eixos. O primeiro eixo inclui saúde, segurança, transporte e educação e concentra 34 das metas. Algumas destas são: assegurar atendimento para 60% da população na Estratégia de Saúde da Família, diminuição de 52 para 30 dias do tempo médio de espera para consulta com especialistas, redução em 35% no furto e roubo de veículos e em 30% no roubo ao transporte coletivo, atender 100% da demanda manifesta para crianças de zero a três anos e 11 meses na rede de ensino municipal, elevar notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
    No segundo eixo, as metas são redução do tempo médio para abertura de empresas, de 82 para 50 dias, de negócios de baixo risco, de 21 para cinco dias, de licenciamento de edificações sem Estudo de viabilidade Urbanística (EVU), de 146 para 50 dias. Também pretende ampliar para 72% o número de residências com ligação à rede de esgoto sanitário.
    O terceiro eixo prevê zerar o déficit do tesouro Municipal e captar de R$ 1 bilhão de recursos privados para atendimento de obras e serviços públicos.

  • Confira a análise da FGV sobre a repercussão da greve geral na internet

    A greve geral de 24 horas realizada nesta 6ª feira (28.abr.2017) pelas centrais sindicais e por movimento sociais provocou uma inflexão na disputa política. Os grevistas venceram a disputa narrativa e conseguiram colar o rótulo de perda de direitos nas reformas trabalhista e da Previdência, prioridades do governo de Michel Temer.
    As afirmações são da Dapp-FGV (Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas). A instituição publicou relatório sobre as informações recolhidas por seu Monitor de Temas. Trata-se de 1 termômetro de debate político baseado em menções a temas na internet.
    Parte inferior do formulário
    hashtag #BrasilemGreve esteve entre os tópicos mais comentados mundialmente no Twitter. Com 1,1 milhões de menções, teve mais repercussão na rede que os protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2015 e 2016, segundo a Dapp-FGV. Também de acordo com a instituição, trata-se do momento mais crítico para o governo de Michel Temer desde seu início.
     “Na esteira da aprovação da Reforma Trabalhista na Câmara dos Deputados e do avanço da Reforma da Previdência, pela primeira vez um movimento [de oposição a Temer] de dimensões similares aos verificados nos últimos anos é bem-sucedido”, diz o relatório. Eis um gráfico com a comparação do número de menções relacionadas aos protestos desta 6ª feira com as menções registradas nas manifestações anti-Dilma:
    DAPPReport-GreveGeral-Final_Page_03_Image_0003Não houve grandes novidades nos “atores de destaque” desta disputa. O ex-presidente Lula continuou como principal liderança dos opositores das reformas. No outro grupo, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e, principalmente, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), tiveram destaque. Com Temer em silêncio e seus ministro intimidados, Doria foi o principal porta-voz dos críticos do movimento.
    A pesquisa também apontou pouca mediação da mídia tradicional no debate em torno da greve.
    JOGO SE REEQUILIBRA
    O relatório aponta que os grupos mobilizados pelo impeachment de Dilma Rousseff –denominados “azuis”– e os defensores da ex-presidente –”vermelhos”– continuaram dominando as discussões nas redes após a ascensão de Michel Temer. Enquanto os azuis tiveram crescimento exponencial, os vermelhos estavam acuados.
    A mobilização em torno da greve, porém, “mostra uma inflexão na relação entre Azuis e Vermelhos”, diz o documento. Essa mudança foi possível por dois motivos. A lista de Fachin citou políticos com imagem fortemente ligados aos grupos apoiadores do impeachment, como Aécio Neves. Isso tirou a força do discurso anticorrupção dos azuis. Por fim, esse grupo está desorganizado e não foi capaz de apontar à opinião pública vantagens das propostas das reformas trabalhista e da Previdência.