Eugênio José Guilherme de Aragão
Ex-Ministro da Justiça de Dilma Rousseff, é professor da Universidade de Brasília e advogado
Como se sentiu na sexta-feira, golpista? Não adianta fingir. Se desse, teria baixado o pau, né? Mas não baixou, porque lhe deu paúra. Gente demais. Mais de 30 milhões de trabalhadores paralisados em todo o País. E seu ministro da porrada, aquele da bancada ruralista, chama isso de pífio. A raposa falando das uvas. Para quem não tem popularidade e é avaliado como o pior “governante” da história do Brasil, tanta gente na rua não é um bom presságio.
Pífios são vocês. Traidores mesquinhos. Gente feia. Smeargols. Poderia ter entrado para a memória como pacificador, dando apoio à Presidenta Dilma Rousseff e articulando sua base parlamentar, mas preferiu comprar bancada para golpeá-la pelas costas com o Eduardo Cunha, que hoje apodrece na cadeia em Curitiba. E agora você distribui cargos num descarado clientelismo, como se a República fosse res privata sua. A FUNAI, por exemplo, não serve mais aos povos indígenas, serve ao PSC, “é do André Moura”… Nada mais impressiona nesse arrastão que você e sua turma promovem no governo. Política indígena, assim como a educacional, a de saúde, a de moradia… tudo deixou de existir. As pastas que deveriam dar suporte às políticas públicas foram transformadas em regalos para os politiqueiros sem princípios que lhe dão apoio por pura ganância e ambição. Nunca o Brasil chegou tão baixo.
Já não nos comovem cenas deprimentes como aquela experimentada semana passada por seu ministrinho da falta de educação, o Mendoncinha, que gosta de conselhos de ator pornô. Saiu da Universidade Federal da Bahia cortando a cerca, para não ser vaiado pelos estudantes. Neste seu “governo”, nada mais surpreende. Nem mesmo manter nos seus cargos oito ministros investigados por corrupção.
Você conseguiu zerar o investimento público neste ano. Assaltou o BNDES, desviando 1 bilhão de reais de seus cofres. Tudo para debelar uma crise que você e os seus criaram para derrubar uma Presidenta eleita com 54 milhões de votos. Depois a aprofundaram a crise com um déficit primário artificial de 170 bilhões de reais, para distribuir 50 bilhões a amigos. E este ano quis fazer a mesma coisa, não fossem os cofres vazios.
Para alimentar sua rede de favores, resolveu desnacionalizar o Brasil, vendendo campos de petróleo a preço de banana para companhias estrangeiras, abrindo o mercado aéreo para empresas não brasileiras, permitindo a venda de terras a estrangeiros sem qualquer limite e por aí vai. É o jeito de manter seu cassino funcionando, né? Ou será o butim que coube a seus aliados do Norte na guerra que moveu contra nossa jovem democracia?
E acha que nós aceitamos pagar a conta desse seu jogo contra a sociedade? Claro que não. Quando as instituições se omitem na defesa da democracia, devolve-se ao detentor da soberania popular – ao povo – o direito de resistir à arbitrariedade. Somos nós os verdadeiros e originários guardiões da Constituição! Os próximos dias de seu “governo” serão seu ocaso. É bom se acostumar. Sexta-feira foi só o começo. Quem sabe a gente se surpreenda em algum momento próximo com um lampejo de dignidade que em toda sua vida não mostrou e possa aceitar seu pedido de renúncia na paz? Sonhar é de graça. Mas seria melhor assim. Seria melhor você sair pela porta dos fundos da história, para não ter que passar por seu corredor polonês pela frente.
Agora, se insistir nessa coisa bandida de destruição da previdência pública para enriquecer seus sócios de fundos financeiros e em pensar que o trabalhador brasileiro é otário e se submeterá a seu capricho de nos catapultar de volta para o regime constitucional de 1891, estará escolhendo o caminho mais doloroso. O povo vai se transformar no pior pesadelo de sua malta. Pense bem antes de testar. Ano que vem – ou até antes – haverá eleições. Ainda é tempo de recuar.
O dia 28 de abril de 2017 foi nossa primeira resposta, a da sociedade brasileira, ao espetáculo deprimente que você e seus ratos no Congresso protagonizaram em 17 de abril de 2016. Foi uma resposta à altura e é bom ouvi-la. Sua liga de super-heróis, a Rede Globogolpe e os MBLs da vida, não tem tamanho para enfrentar o que começamos sexta-feira. Quem viver verá.
Vaza, Temer, vaza!
Autor: da Redação
Temer, vaza!
Cooperativas catarinenses crescem 15% em 2016
O cooperativismo catarinense – no campo e na cidade – continua em ascensão e cresceu 15% no ano passado, de acordo com a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina.
São 265 cooperativas catarinenses com mais de 2 milhões de associados, mantêm 58 mil empregos diretos e faturam mais de R$ 31,5 bilhões de reais por ano.
Os dados foram apresentados esta semana pelo presidente e o superintendente da Ocesc, Luiz Vicente Suzin e Neivo Luiz Panho.
“As cooperativas ignoraram a recessão de 2015 e 2016 e continuaram crescendo, com foco no mercado e aperfeiçoamento constante da gestão”, resumiu o presidente.
É o oitavo ano consecutivo de crescimento, após a crise financeira internacional de 2008/2009 que atingiu todos os continentes.
O quadro social teve uma expansão de 9%, alcançando 2 milhão 95,7 mil pessoas. Consideradas as famílias cooperadas, isso significa que metade da população estadual está vinculada ao cooperativismo.
Os dirigentes destacaram o crescimento do quadro social no segmento de jovens e mulheres. O número de jovens até 25 anos que se associaram às cooperativas teve um extraordinário crescimento de 67% no ano passado, chegando a quase meio milhão de pessoas (490.366), representando 23% do total de associados.
Suzin e Panho destacaram que cresceu em 12% a participação da mulher no quadro social das cooperativas de SC. Atualmente, 37% dos associados são do sexo feminino, índice que representa 784,5 mil pessoas.
O quadro geral do desempenho das cooperativas revela que, em 2016, o número total de empregados diretos manteve-se estável com leve aumento de 2%, passando a 57.995 colaboradores.
Em 2016, as cooperativas catarinenses recolheram R$ 1 bilhão 846 milhões de reais em tributos, sendo R$ 1,225 bilhão de reais de geração de impostos sobre a receita bruta (crescimento de 17,5%) e R$ 620,9 milhões de reais de geração de contribuições sobre a folha de pagamento de salários (aumento de 7%).
As cooperativas dos ramos agropecuário, saúde, crédito, consumo, infraestrutura e transporte registraram o movimento econômico mais expressivo.
RAMOS
As 52 cooperativas agropecuárias representam 63% do movimento econômico de todo o sistema cooperativista catarinense. No conjunto, essas cooperativas mantêm um quadro social de 69.325 cooperados e um quadro funcional de 37.948 empregados. O faturamento anual do ramo agropecuário totalizou R$ 19 bilhões 924 milhões de reais.
O ramo de crédito apresenta o maior número de associados e a segunda posição em movimento econômico. As 62 cooperativas de crédito reúnem 1 milhão 389,4 mil cooperados, mantêm 7.356 empregados e movimentaram R$ 5 bilhões e 26,5 milhões de reais no último ano.
O ramo de saúde, com 30 cooperativas e 11.631 associados, faturou R$ 3 bilhões 249 milhões de reais.
O ramo de transporte, formado por 40 cooperativas teve R$ 1 bilhão 405 milhões de reais de movimento, beneficiando 10.563 cooperados. No ramo de infraestruturaatuam 33 cooperativas de eletrificação rural com 311.466 associados. Em 2016, essas cooperativas faturaram R$ 739,5 milhões de reais.
As 14 sociedades cooperativas que atuam no ramo de consumo com 294.493 associados, faturaram R$ 1 bilhão 125 milhões de reais no ano passado.
Os ramos de trabalho, produção, habitacional, mineral, especial e educacional, mesmo com menor expressão econômica, são instrumentos para a promoção de renda às pessoas físicas, que organizadas na forma de cooperativas prestam serviços especializados aos mais diversos segmentos da sociedade. São 34 cooperativas formadas por 8.892 cooperados que, em 2016, geraram R$ 55,5 milhões de reais em receitas.
Luiz Suzin e Neivo Panho também informaram que o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP/SC), vinculado a OCESC, investiu, em 2016, R$ 21,3 milhões de reais para ações de formação profissional, promoção social e outras atividades, num total de 1.909 eventos, que atenderam 125.533 pessoas – entre associados, empregados e dirigentes de cooperativas.NÚMEROS DO COOPERATIVISMO DE SC
Força do cooperativismo catarinense:
265 cooperativas catarinenses;
Reúnem 2.095.772 associados;
(MAIS DA METADE DA POPULAÇÃO ESTÁ VINCULADA AO COOPERATIVISMO)
Mantém 57.995 empregados;
Faturam mais de R$ 31,5 bilhões de reais por ano;Receita operacional bruta das cooperativas de SC em 2016
R$ 31 bilhões 526,4 milhões de reais.
Crescimento em 2016: 15%.
Receita dos principais ramos do cooperativismo:
Agropecuário: R$ 19 bilhões 924 milhões de reais. (63% do total)
Crédito: R$ 5 bilhões 26 milhões de reais. (16%)
Saúde: R$ 3 bilhões 249 milhões de reais. (10%)
Transporte: R$ 1 bilhão 405 milhões de reais. (5%)
Consumo: R$ 1 bilhão 125 milhões de reais. (4%)
Infraestrutura: R$ 739,6 milhões de reais. (2%)
Número TOTAL de cooperados (associados) às cooperativas de SC:
2.095.772 pessoas. Consideradas as células familiares, mais da metade da população catarinense está vinculada ao cooperativismo.
Crescimento em 2016: 9%.
Número de cooperados dos RAMOS do cooperativismo:
Crédito: 1.389.402.
Infraestrutura: 311.466.
Consumo: 294.493.
Agropecuário: 69.325.
Saúde: 11.631.
Transporte: 10.563.
Educacional: 5.069.
Trabalho: 2.878.
Habitacional: 690.
Mineral: 154.
Produção: 58.
Especial: 43.
Os 12 ramos do cooperativismo catarinense:
As cooperativas dos ramos agropecuário, saúde, crédito, consumo, infraestrutura etransporte registraram o movimento econômico mais expressivo. Os ramos detrabalho, produção, habitacional, mineral, especial e educacional, mesmo com menor expressão econômica, são instrumentos para a promoção de renda às pessoas físicas, que organizadas na forma de cooperativas prestam serviços especializados aos mais diversos segmentos da sociedade.
Participação da mulher no quadro social das cooperativas de SC:
37% ou 784.583 pessoas do sexo feminino.
Crescimento em 2016: 12%.
Participação de jovens até 25 anos no quadro social:
23% ou 490.366 jovens.
Desempenho de 2016: aumento de 67%.
Empregados de cooperativas:
As 265 cooperativas catarinenses empregaram diretamente 57.995 pessoas em 2016.
Crescimento em 2016: 2%.
Pagamento de tributos pelas cooperativas de SC:
Em 2016, as cooperativas catarinenses recolheram: R$ 1 bilhão 846,3 milhões de reais.- Geração de impostos sobre a Receita Bruta: R$ 1 bilhão 225,4 milhões de reais.
Crescimento de 17,5%.
- Geração de contribuições sobre a folha de pagamento: R$ 620,9 milhões de reais.
Crescimento de 7%.
Sobras (resultado) das cooperativas antes das destinações legais:
R$ 1 bilhão 241,2 milhões de reais.
Evolução em 2016: 2% .
Patrimônio Líquido das cooperativas catarinenses:
R$ 10 bilhões 500 milhões de reais.
Crescimento em 2016: 11%Investimentos na formação profissional:
O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP/SC), vinculado à OCESC, investiu, em 2016, R$ 21,3 milhões de reais para ações de formação profissional, promoção social e outras atividades, num total de 1.909 eventos, que atenderam 125.533 pessoas – entre associados, empregados e dirigentes de cooperativas.
Ações diretas: (cursos, seminários, workshops, encontros e demais eventos realizados diretamente pela unidade estadual do SESCOOP/SC),
Eventos: 35.
Participantes: 981.
Valores aplicados: R$ 738.226,00.
Auxílio-ducação:
Alunos: 1.138.
Cooperativas atendidas: 111.
Valores aplicados: R$ 5.947.785,00.
Programa Aprendiz Cooperativo:
Jovens: 802.
Cooperativas atendidas: 56.
Valores aplicados: R$ 2.385.026,00.
Ações delegadas: (Eventos realizados pelas cooperativas)
Eventos: 1.618.
Participantes: 103.431.
Valores aplicados: R$ 8.652.817,00.
Promoção social:
Eventos: 206.
Participantes: 20.869.
Valores aplicados: R$ 3.278.480,00.
Monitoramento:
Eventos: 50.
Cooperativas atendidas: 85.
Valores aplicados: R$ 299.472,00.
Manutenção da estrutura:
Colaboradores: 13.
Custeio anual: R$ 2.072.980,00.
Principais programas mantidos pelo SESCOOP/SC:
Formação e capacitação profissional, promoção social, monitoramento e desenvolvimento de cooperativas, ações centralizadas, ações delegadas, auxílio educação, programa Cooperjovem, programa jovens lideranças cooperativistas (JovemCoop), mulheres cooperativistas, jovem aprendiz, programa de desenvolvimento da gestão de cooperativas (PDGC), formação para conselheiros administrativos e fiscais para cooperativas de crédito (FORMACRED), monitoramento e auditoria em pequenas cooperativas.
Foto 01 – Presidente da Ocesc Luiz Vicente Suzin destacou o crescimento do setor (Foto: Emanuelle Gomes Queiroz)
Foto 02 – Presidente da Ocesc Luiz Vicente Suzin enfatizou investimentos feitos em 2016 (Foto: Emanuelle Gomes Queiroz)
Foto 03 – Superintendente Neivo Luiz Panho apresentou avaliações e projeções das cooperativas (Foto: Emanuelle Gomes Queiroz)
MARCOS A. BEDIN
Registro de jornalista profissional MTE SC-00085-JP
Matrícula SJPSC 0172
MB Comunicação Empresarial/Organizacional
Quixote gaúcho ocupa a entrada da biblioteca da USP
Desde quinta-feira, 27 de abril, a obra “O Triunfo de Dom Quixote”, do gaúcho Enio Squeff, domina a entrada da biblioteca central da Universidade de São Paulo

O quadro foi pintado em 2005 para a comemoração de 400 anos da edição do livro de Miguel de Cervantes. Tem mais de 12 metros metros quadrados ( 3 m de altura, por 4 de comprimento).
No total, foram retratados 30 dos mais de 200 personagens do livro de Miguel de Cervantes. No centro do quadro, pode-se ver Dom Quixote, montado em seu cavalo Rocinante: ele aponta uma lança para o céu para onde dirige também o seu olhar.
Ao seu redor, pode-se ver o cura, amigo de Dom Quixote, e um dos muitos mouros do livro, além de, dentre outros, uma Dulcinéia idealizada num nicho (amor platônico de Dom Quixote).
O autor do livro, Miguel de Cervantes, também está no quadro, juntamente com Santo Amaro ( em homenagem ao bairro onde a pintura foi feita) e o bandeirante Borba Gato, duas “licenças poéticas”, como as define o pintor, pois nenhum deles foi contemporâneo do livro.
No caso do bandeirante, houve a menção explícita à famosa estátua de Júlio Guerra no próprio bairro. O próprio, aliás, pintor aparece de costas, numa referência à metalinguagem muito praticada na obra de Cervantes
No canto do quadro, foi pintada uma natureza morta com frutas tropicais, criada não apenas como atração para Sancho Pança e seu Russo, mas também como uma evocação histórica já que, na época do livro, o Brasil, colônia de Portugal, pertencia à Coroa Espanhola.
Dom Quixote está na parte central do quadro, usando uma armadura com uma faixa laranja: ela representaria a auto-intitulada nobreza do personagem
O artista Enio Squeff:
Nascido em Porto Alegre, Enio Squeff iniciou sua carreira como jornalista na “Veja”, transferido-se em seguida para “O Estado de S.Paulo”, onde foi editor da Página de artes do jornal. Mais tarde, continuou sua trajetória na “Folha de S. Paulo”, na qual, além de editorialista, fez crítica musical. Foi a pedido do próprio jornal, que o hoje artista começou a ilustrar na página três da “Folha”, quando, então, iniciou sua carreira artística.
Mas afinal, quem é Dom Quixote?.
Nascido numa remota localidade da Mancha, na Espanha, no século XVI, o Dom Quixote, do livro de Cervantes, passa parte da sua vida mergulhado em livros sobre cavalaria. Depois de algum tempo, resolve se aventurar pelo mundo, como cavaleiro andante, ao lado de seu amigo e escudeiro, Sancho Pança, onde passarão por diversos desafios, conquistas e batalhas, muitas delas meras digressões do personagem título. Diagnosticado como louco, depois de uma, sua trajetória em que a alucinação se confunde com a realidade, Dom Quixote, no segundo volume da obra de Cervantes, chega ao fim da vida, de forma tranquila. Aproveitou seus últimos dias em sua casa, a distribuir seus bens e onde, na versão de Cervantes, será lembrado como um homem digno, que um dia perdeu o juízo, mas que o recupera, pouco antes de seu fim.Escrito em 1605, a obra de Cervantes talvez seja hoje a obra mais conhecida da literatura ocidental

“Há que ter loucura para fazer o mundo melhor”
Enio Squeff
Vivemos uma época em que tudo nos autoriza a sermos quixotescos. Miguel de Cervantes com seu personagem – o Cavaleiro da Triste Figura – nos ensina que, como disse o compositor Giuseppe Verdi, – via Shakespeare – a vida é uma burla, uma brincadeira. “Tutto è burla, dizia o seu Falstaff, ou seja, a vida é um jogo, por vezes trágico e cruel, mas sempre um jogo.
No entanto, na idade em que vestimos pijama e pantufas, Dom Quixote enceta suas aventuras, a enfrentar e a inventar seus gigantes – ainda que sejam Moinhos de Vento. Assim talvez devamos encarar nossos inimigos. E eu não me furto, como Richelieu, que dizia nunca ter tido outros inimigos, a não ser os que eram contra a França, de eleger como nossos adversários, os inimigos do homem, os inimigos da humanidade, quem sabe, os inimigos do Brasil.
Sabemos muito bem quem são.
Por isso enfrentamos gigantes, ora fazendo arte, arquitetura, engenharia, medicina e ora até, ou principalmente, sendo professores e alunos. Não nos interessa- ou não deveria nos interessar -que nos acusem de sermos poetas, ou nefelibatas – aqueles que vivem nas nuvens. Realmente, não nos interessa. Mas nada é simples: o quixotesco da nossa condição, é que sabemos, como o personagem de Cervantes, que o mundo é torto. Numa certa medida, ele justifica, se não a loucura muito delirante, pelo menos a loucura por enquanto não tida como tal.
No belo poema intitulado “Pneumotorax”, Manuel Bandeira assaca uma frase estranha, aparentemente desalentadora. Diz o poeta: “A vida inteira que podia ter sido e que não foi”. É um equívoco, se quixotescamente lutamos, talvez não possamos repetir como Van Gogh na sua agonia de suicida, que dizia, quase o mesmo que Manuel Bandeira, ou seja, que a vida não tinha valido a pena.
Pobre Van Gogh, talvez não tivesse lido Dom Quixote. Ou Fernando Pessoa, a proferir que tudo vale a pena. se a alma não é pequena.
Dom Quixote teve a alma grande, a bendita loucura de inventar a sua vida – como se até a sua saída de casa em seu cavalo, ainda de madrugada, belo dia por sinal, disposto a arrostar o mundo – começasse ali, naquele momento em que, como disse, os velhos descansam, esperando a morte. E ele se inventa como cavaleiro andante.
Acho que esta é lição de Dom Quixote: inventemos a nossa vida – ainda que levemos uma surra, ou quem sabe, não nos acossem prisões preventivas e outras mazelas. Cultivemos nossas loucuras. Vivamos nelas.
Todo o ideal é quixotesco, se for ideal. Digam de um artista que não sofreu – este não existe. Para Vinícius de Moraes, o sofrimento é que definia o poeta.
Enfim, entrego-lhes o “Triunfo de Dom Quuixote. Espero que entendam que não existem triunfos, a não ser nas artes, no estático das artes,independentemente dos artistas. Existem vitórias como uma ou outra – muito rara, que Dom Quixote obteve ao longo de suas aventuras.
Mas são passageiras.
Consigno, não quixotescamente, como uma vitória, ter um obra minha nesta Biblioteca, nesta Universidade.
De resto, ainda sobre Dom Quixote: ele sabia que tinha de enfrentar sempre mais dificuldades – porque seu ideal não era seu – era o da Humanidade. Ele pretendia livrá-la dos seus malfeitos.
É o que faz o artista: ele inventa uma realidade que só acontecerá se sua obra um dia, não necessariamente durante a sua vida, for apreciada de alguma maneira. A arte é humanidade.
Dizer do humano que ele é humano, esta a condição da arte. É isso. Ponto. A criança continuará a pedir esmola na esquina, o ladrão vestirá a toga, com que julgará outros criminosos. Mas há que ter a loucura de querer fazer o mundo melhor.
Troquemos o mundo por nosso país. E quixotescamente, de novo, tentemos inventar algo de melhor do que aí está. Pode não adiantar – Quixote sempre ensinará aos nossos pósteros que a luta vale a pena. É essa a sua grande lição.Marchezan critica greve e revela intenção de vender carris no fim do ano
Em vídeo postado nas redes sociais, o prefeito Nelson Marchezan Júnior avaliou a greve realizada durante esta sexta-feira em Porto Alegre. Marchezan classificou como “baderna” as manifestações realizadas pela cidade.
“Prejudicou o comércio de Porto Alegre, a vida dos cidadãos e dos trabalhadores, impedindo que os servidores viessem trabalhar”, salientou.
O prefeito também não poupou criticas aos sindicatos, que chamou de “gangs que atuam em causa própria.”
Em outro tom Marchezan parabenizou os servidores que foram trabalhar, o Sintáxi, e aos aplicativos cabfy e 99 táxi que transportaram servidores e cidadãos que saíram de casa.
Segundo ele, as empresas de transporte público tiveram somente no dia de hoje um prejuízo de R$ 2,5 milhões. Somente a Carris, teve um revés de R$ 500 mil.
Marchezan criticou os grevistas e o Sindicato da Empresa: “estão cavando a cova da Carris”. O Prefeito disse que a população não merece pagar R$ 50 milhões (déficit da anual da empresa) para ter a Carris “mal administrada”. Voltou a reiterar que se continuar assim até o fim do ano a estatal será vendida.
O chefe do Executivo a Guarda Municipal, ressaltando que em 100% dos servidores da segurança pública foram trabalhar. Terminou sua fala afirmando que a EPTC e a Guarda Municipal ainda trabalhavam garantindo a segurança pois ” a baderna e a quebradeira” ainda acontecia na cidade.Brigada usa “caveirão” para dispersar protesto contra RBS
O novo carro blindado da Brigada Militar, apelidado “caveirão”, foi às ruas nesta sexta-feira para conter protestos durante a greve geral.
No início da noite, uma manifestação partiu da esquina democrática e se dirigiu à sede da RBS, na avenida Érico Veríssimo.
Um cordão de isolamento da Brigada Militar impediu o acesso à sede da empresa de comunicação. Aí entrou em cena, o mais novo veículo blindado da Brigada Militar.
Além das bombas de efeito moral e dos tiros de bala de borracha, a Brigada utilizou o jato d’água do “caveirão” para dispersar os manifestantes.
Diferente da manifestação do início da tarde, que reuniu 30 mil pessoas, segundo organizadores, esta caminhada saiu do centro com cerca de 500 manifestantes.
O veículo tem capacidade para 21 policiais militares e é equipado com um canhão com jato de água potente, com reservatório para quatro mil litros e cujo alcance chega a 60 metros de distância.
O blindado conta ainda com equipamento de monitoramento por câmeras, um limpa-trilho para desobstrução de vias e escotilhas que permitem efetuar tiros em caso de embate.
O modelo ST Combat é capaz de suportar tiros de fuzil. Ele pesa 20 toneladas e o motor é de 400 cavalos de potência, atingindo uma velocidade de até 120 km/h.Paralisação do transporte público ampliou o alcance da greve
A paralisação do transporte público – ônibus e trens- foi decisiva para a amplitude da greve geral nesta sexta-feira.
Em Porto Alegre, os corredores e paradas de ônibus ficaram vazios e a diferença no movimento das ruas capital era sensível. Principalmente na região central.
Já na madrugada, barricadas foram montadas em frente aos portões das garagens, impedindo a saída dos ônibus.
Na madrugada, três ônibus foram apedrejados na Zona Sul. Durante todo o dia, os ônibus não circularam e até o fechamento desta matéria nenhum carro havia saído da garagem.
O Trensurb também não circulou, apesar da decisão judicial determinando que no mínimo metade da capacidade funcionasse nos horários de pico.
A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) determinou o funcionamento de 50% dos trens nos horários de maior movimento, entre 5h30 e 8h30 e das 17h30 às 20h30.
A decisão prevê ainda multa de R$ 20 mil por horário de pico, em caso de descumprimento da decisão.
Os metroviários aderiram à greve, ocuparam os trilhos e as estações não chegaram a abrir.
Pelo twitter, a empresa informou que não havia condições de operação “devido a invasão de via por parte de pessoas alinhadas aos movimentos grevistas.”
Na região metropolitana, também houve adesão à Greve Geral e paralisação do transporte público. Manifestantes bloquearam a saída de ônibus em Alvorada, Canoas, Gravataí, Cachoeirinha e Viamão.
A Metroplan informou que mesmo os ônibus que prestam serviço de fretamento para universidades e empresas ficaram sem funcionar.
Para alguns trajetos, a saída foi utilizar o catamarã. O transporte fluvial que liga o centro de Porto Alegre à Zona Sul registrou grande movimento durante toda a manhã. Era possível perceber também a presença de diversos ciclistas pelas ruas.
Para viabilizar o trabalho dos servidores municipais que não aderiram à greve, a Prefeitura fez uma parceria com a empresa Cabify, dando descontos no transporte pelo aplicativo para os servidores.
A EPTC liberou a condução de passageiros em pé dentro das lotações. A empresa liberou também cerca de 200 veículos de transporte escolar para carregarem passageiros. A prefeitura divulgou uma nota dizendo que os serviços foram mantidos. O público, porém, foi mínimo.Governo minimiza a greve, centrais dizem que foi a maior em 20 anos
A greve geral organizada pelas centrais sindicais alcançou todo o todo país e refletiu a baixa popularidade do governo Temer e das reformas que ele tenta aprovar no Congresso.
Houve conflitos localizados no Rio, São Paulo e Recife. A tentativa de bloquear estradas em áreas de grande movimento também provocou a intervenção da polícia, que dispersou manifestantes com cassetetes, spray de pimenta e bombas de efeito moral.
Os organizadores comemoraram “a maior greve dos últimos 20 anos” e avaliaram que o impacto da manifestação popular vai se refletir nas reformas que estão sendo votadas no parlamento – reforma da Previdência e das leis trabalhistas, especialmente.
O governo e os principais grupos da imprensa minimizaram o protesto que, em graus variados, alcançou todo o pais.
Em Porto Alegre, o ponto alto da greve foi a marcha que reuniu cerca de trinta mil pessoas, segundo a organização, pelas ruas do centro de Porto Alegre.
Desde cedo, sindicalistas e trabalhadores que aderiram a greve já organizavam as primeiras manifestações. Os ônibus não circularam pela manhã e até o fechamento desta matéria nenhum havia circulado pela cidade.
O Trensurb também ficou paralisado. Lotações, táxis e ubers transportaram as pessoas que saíram para trabalhar. Porém, nas ruas pouco movimento.
Os grevistas que se reuniram no centro se dividiram, alguns ficaram na esquina democrática, outros na frente da Prefeitura e outros muitos no Largo Glênio Peres. A tarde, todos se reuniram e seguiram em marcha pelas ruas da região central.
Dois caminhões grandes e um menor guiavam o protesto. Em cima deles sindicalistas, líderes partidários e representantes dos movimentos sociais revezavam no microfone. As críticas às reformas trabalhistas e da previdência do governo Temer davam o tom dos discursos.
Da Borges de Medeiros, os manifestantes seguiram pela Av. Júlio de Castilhos até o Viaduto da Conceição, onde entraram na Av. Loureiro da Silva e foram até o Largo Zumbi dos Palmares, onde o pessoal se dispersou.
Líderes Sindicais comemoraram a greve
“Foi a maior greve geral desde os anos 80”, afirmou uma das Coordenadoras da Intersindical, Neiva Lazzarotto, ao final da marcha. Para ela, a greve superou a expectativa de todos.
O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, também comemorou a adesão ao movimento. “Agora vamos ver se Brasília vai nos escutar”, provocou Nespolo, comemorando a presença de 30 mil pessoas (pelas contas da CUT) no ato desta tarde, mesmo com o transporte público parado.
Uma manifestação já está marcada para o dia 1º de maio no Parque da Redenção, mas novas greves não estão descartadas. “Vamos fazer uma análise geral ao final do dia, e ver qual será a reação de Temer. Se precisar fazer mais greves, faremos”, finalizou o presidente estadual da CUT.Feira Nacional da Reforma Agrária mostra produção de assentamentos
Alimentos produzidos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nos assentamentos do Rio Grande do Sul serão comercializados de 4 a 7 de maio no Parque da Água Branca, em São Paulo, onde acontece a 2º Feira Nacional da Reforma Agrária.
Este ano as famílias assentadas, que organizam sua produção por meio de cooperativas e agroindústrias, enviarão 24 mil quilos de alimentos à feira, entre eles, vários tipos de arroz, feijões, sucos, pães, cucas, bolachas e bolos, além de milho, leite em pó, sementes de hortaliças, farinhas de milho e trigo, linhaça dourada, extrato de tomate, geleias, aipim, moranga, cuias, erva-mate e bombas de chimarrão.
De acordo com Adelar Pretto, do setor de Produção do MST/RS, a feira é um instrumento para os produtores estabelecerem relação direta com os consumidores e futuras relações comerciais. “É uma oportunidade de mostramos que a Reforma Agrária dá certo, que as famílias estão fazendo com que a terra cumpra a sua função social de produzir alimentos.
A feira, além de oferecer uma produção saudável e diversificada, também contribui para elevar a unidade entre os trabalhadores camponeses e urbanos através de vários debates”, complementa.
Arroz orgânico
O produto de maior destaque é o arroz agroecológico, que começou a ser produzido no ano de 1999 em assentamentos da Reforma Agrária na região Metropolitana de Porto Alegre.
Hoje o cultivo do grão, que é 100% saudável e sem o uso de venenos, envolve 616 famílias em 22 assentamentos e 16 municípios gaúchos. Para a safra 2016-2017, a estimativa é colher 550 mil sacas (27 mil toneladas) do grão, numa área plantada de cinco mil hectares. Por conta disto, os Sem Terras são conhecidos como os maiores produtores de arroz orgânico da América Latina.
Para esta segunda edição da Feira Nacional da Reforma Agrária, a banca gaúcha estará oferecendo cerca de 6 mil quilos de arroz, entre eles o rubi, o preto, o arbóreo e o cateto. Quem passar pelo Parque da Água Branca também poderá provar arroz carreteiro, uma comida típica do RS, no espaço ‘Culinária da Terra’.
As cooperativas que vão participar da feira pelo RS são: Cooperativa dos Produtores Orgânicos da Reforma Agrária de Viamão (Cooperav); Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan); Cooperativa de Produtos Orgânicos Pão da Terra; Cooperativa Agroecológica Nacional Terra e Vida (Conaterra); Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap); Cooperativa de Sucos Monte Vêneto; Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária Terra Livre; e Cooperativa de Produção Agropecuária Cascata (Cooptar).
Greve geral tem ampla adesão mas enfrenta boicote de governos e empresários
A greve geral convocada para esta sexta-feira, 28, em todos o país está recebendo adesões de diversas categorias de trabalhadores e, consequentemente, motivando reações por parte de governantes, empresários e da Justiça.
O movimento grevista é uma manifestação contrária a propostas do governo Temer como a reforma trabalhista, da Previdência e a Lei 13.429, a chamada “lei das terceirizações”, sancionada por Temer nesta quarta-feira.
Com a confirmação da adesão do Sindimetrô (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado), que garante paralisar o Trensurb por 24h, a empresa buscou a Justiça.
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) determinou o funcionamento de 50% dos trens nos horários de maior movimento, entre 5h30 e 8h30 e das 17h30 às 20h30. A decisão prevê ainda multa de R$ 20 mil por horário de pico, em caso de decumprimento da decisão.
O Sindicato dos Rodoviários aderiu à paralisação. Os sindicalistas planejam promover piquetes em frente às garagens para impedir a saída dos ônibus. A EPTC autorizou que lotações transportem passageiros em pé e informou que pode solicitar apoio para que transportadores de vans escolares sejam convocados para atender a demanda.
A prefeitura de Porto Alegre fez parceria com a empresa de transporte por aplicativo Cabify, oferecendo desconto de R$ 15 em corridas de ida e volta aos servidores que não aderirem á paralisação.
O Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem) chegou a suspender a circulação de ônibus intermunicipais, mas a decisão foi revista pelo governo.
Há manifestações programadas para acontecerem ao longo de toda a manhã. A partir do meio dia, inicia a concentração, na Esquina Democrática para o ato centralizado.
Na noite desta quinta-feira, o evento criado pela página Ocupa Tudo Brasil no facebook, contava com mais 3,5 mil pessoas confirmadas.
Veja outras atividades que vão parar na sexta-feira
Transporte
O Sindicato dos Aeroviários da Capital convocou a categoria a aderir à greve. Pilotos e comissários estão estado de greve.
As principais companhias aéreas brasileiras oferece, a possibilidade de remarcação sem custo de passagens previstas para esta sexta-feira.
O Sindicato dos Bancários aderiu à greve. Não haverá expediente em agências da capital e de outros 15 municípios. A mobilização dependerá da adesão dos funcionários de banco.
Há protestos programados em várias rodovias do estado. A Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do RS (Fetraf-RS) terá acampamentos às margens de estradas em municípios como Sarandi (BR-386), Lagoa Vermelha (BR-285), São Lourenço do Sul (BR-116), Antônio Prado (RS-122) e Fontoura Xavier (BR-386). Um esquema especial será montado pela BM e Polícia Rodoviária Federal.
Na ponte do Guaíba a previsão é que os içamentos ocorram normalmente. Há protestos preistos para o local na parte da manhã.
Ensino
O Conselho Geral do Cpers determinou que não haverá aula nas escolas estaduais na sexta-feira.
Em Porto Alegre e Canoas, Sindicatos representantes de professores e funcionários de escolas das rede municipais decidiram aderir à paralisação.
O Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS (Sinpro) realizou consulta por e-mail, que contou com apoio de 75% dos professores à greve. A enquete teve participação de 2 mil professores.
O Sindicato do Ensino Privado (Sinepe-RS), através de nota, orientou “que as instituições de ensino avaliem as condições de sua localidade para decidir sobre o seu funcionamento ou não”.
A Associação de Docentes da UFRGS (ADUFRGS) apoia a greve.
O Sindicato dos Técnico-Administrativos da UFRGS, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) aderiu à greve.
Estão previstas paralisações e atos em instituições como a Universidade Estadual do RS (Uergs) e a Universidade de Passo Fundo (UPF).
Serviço público
As principais entidades de classe que representam servidores públicos no RS apoiam a greve e convocaram as categorias a aderir, entre elas o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e a Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado (Fessergs).
A Justiça do Trabalho da 4ª Região (RS) suspenderá a realização de audiências, o expediente interno e externo de suas unidades administrativas e judiciárias, de primeiro e segundo grau. As medidas judiciais urgentes serão atendidas em regime de plantão. Os prazos que venceriam nessa data ficam prorrogados para o primeiro dia útil seguinte.
Comércio
O Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre e a Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo aconselhou os comerciantes a abrirem seus estabelecimentos normalmente.Prefeitura de Porto Alegre entra na Justiça contra a greve
A Procuradoria-Geral do Município de Porto Alegre (PGM) ingressou com duas ações na Justiça pedindo a ilegalidade da paralisação dos ônibus e dos servidores municipais previstas para esta sexta-feira, 28.04.
Na primeira ação, ajuizada no Tribunal Regional do Trabalho, contra os sindicatos das empresas de ônibus e dos rodoviários, a PGM pede ao judiciário que eles se abstenham de promover a paralisação total ou parcial do transporte coletivo, mantendo 80% da frota nos horários de pico (entre 5h30min e 8h30min e das 17h até as 20h).
No segundo pedido, a PGM ingressou na justiça comum com uma ação declaratória de ilegalidade da greve contra o Sindicato dos Municipários (Simpa).
A prefeitura pede que os municipários mantenham, sob pena de multa, 100% da força de trabalho nos serviços de urgência e emergência, e de 70% nas demais atividades essenciais, como recolhimento de lixo e abastecimento de água.


