O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre vai realizar atividades ao longo de toda a semana. A programação inclui o preparo para a mobilização do dia 28, sexta-feira, para quando está sendo convocada uma greve geral em todo o país por sindicatos e centrais sindicais. O Simpa vai aderir à greve e o dia de mobilização tem atividades a partir das 7h.
Está marcada para esta semana também a eleição do Conselho dos Representantes Sindicais, na segunda, e do Conselho Fiscal, na quarta.
Também na quarta, o sindicato ocupa a Tribuna Popular da Câmara de Vereadores para tratar da situação dos trabalhadores terceirizados.
Confira a agenda do SIMPA para esta semana:
Segunda-feira, 24
14h – Eleição do CORES (Conselho dos Representantes Sindicais)
Quarta-feira, 26
14 – Tribuna Popular da Câmara Municipal: Terceirizados.
Quinta-feira, 27
17h – Reunião do CORES e eleição do conselho fiscal
19h – Assembleia Geral: Prestação de contas (10/2016 a 03/2017)
Sexta-feira, 28
7h – Concentração na SMA
8h – Manifestação na esquina das avenidas Ipiranga e João pessoa
8h30 – Ato em frente à FASC, avenida Ipiranga
12h – Concentração na esquina democrática para o ato unificado
Autor: da Redação
Municipários se mobilizam na semana da greve geral
Audiência debate futuro do Zoológico e da área mais cobiçada da RMPA
Cleber Dioni Tentardini
Os 780 hectares mais cobiçados da Região Metropolitana de Porto Alegre estarão em debate logo mais à noite na audiência pública da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa.
A questão central é a intenção do governo de repassar a concessão do Parque Zoológico à iniciativa privada e o desmembramento da Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo.
O encontro também vai abordar o destino e guarda das coleções vivas e do material genético do Museu de Ciências Naturais e do Jardim Botânico de Porto Alegre, ambos vinculados à Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB), que foi extinta pelo governador José Ivo Sartori em janeiro deste ano.
A audiência foi proposta pela deputada Regina Becker (REDE), de atuação marcante em defesa dos animais. Do governo, foram convidados representantes das secretarias estaduais do Meio Ambiente, Casa Civil, Fazenda, além do governador José Ivo Sartori.
Os servidores da Fundação Zoobotânica, ongs ambientalistas, estudantes e comunidade em geral prometem lotar o Auditório Dante Barone, do Parlamento gaúcho.
Localizado em Sapucaia do Sul, quase divisa com São Leopoldo, o Parque Zoológico ocupa 160 hectares, com o espaço para os animais e prédios que abrigam as seções do Hospital Veterinário, de Nutrição, de Zoologia, de Manutenção e Conservação, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e a área de visitação.
Os outros 620 hectares pertencem à reserva, que faz homenagem ao religioso e botânico gaúcho, autor do clássico A fisionomia do Rio Grande do Sul (1942). Parte da área da reserva chega às margens do Rio dos Sinos e protege a mata ciliar por mais de 10 quilômetros de extensão.
Área da Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo/Foto Gerson Ceschini/Divulgação
Inaugurado em maio de 1962 pelo governador Leonel Brizola, o Zoo é um dos oito maiores do Brasil em extensão e em número de espécies animais da América, Ásia, Europa, África e Oceania: ao todo, 1.024 espécimes (indivíduos), distribuídos em 125 espécies, sendo 51 mamíferos, 60 aves e 14 répteis. Não estão incluídos aí os animais em atendimento no Cetas.
Em 2016, o Zoo registrou 115 nascimentos, dentre eles animais ameaçados de extinção, como a anta, bugio-preto, bugio-ruivo, mico-leão-da-cara-dourada, entre outros. A fim de reduzir os custos de manutenção dos animais, o Zoológico dispõe de lavouras destinadas à produção de forragem que ultrapassou, em 2014, 365 toneladas/ano.
Tratadora Mara Garzão com os camelos/Foto Gerson Ceschin/Divulgação 
Veterinária Maria do Carmo com filhote de anta que foi criado na mamadeira/foto Eduardo Silva
Naquele ano, as despesas com manutenção foram praticamente iguais às receitas, a partir de bilheterias e concessões. Os gastos foram de R$ 3,291 milhões e a arrecadação, de R$ 3,113 milhões.
A visitação em 2016 foi de 417.290 mil pagantes, neste total não estão incluídos aquelas entidades que possuem gratuidade.
O ingresso é acessível à população de baixa renda (R$ 10,00 para adulto e crianças até 5 anos não pagam, estudantes e idosos pagam metade. Carros pagam R$50,00, sendo que este valor inclui todos os ocupantes do veículo.
A visitação em 2016 foi de 417.290 mil pagantes/foto Gerson Ceschini
No início de 2015, o IBAMA, juntamente com o setor de fauna da Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, realizou uma vistoria e atestou a qualidade no tratamento destinado aos animais.
Um dos serviços mais solicitados do Zoo é o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), responsável pela manutenção, tratamento e destinação dos animais apreendidos em fiscalizações dos órgãos ambientais. No ano passado, o Cetas recebeu aproximadamente 1.000 animais em situação de risco, a grande maioria é vítima de tráfico, outros chegam até o Zoo machucados em decorrência de atropelamentos, choques elétricos, ataque de animais domésticos ou mesmo órfãos.![IMG-20161029-WA0033[1]](data:image/svg+xml;base64,PHN2ZyB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciIHdpZHRoPSI2MDAiIGhlaWdodD0iODAwIiB2aWV3Qm94PSIwIDAgNjAwIDgwMCI+PHJlY3Qgd2lkdGg9IjEwMCUiIGhlaWdodD0iMTAwJSIgc3R5bGU9ImZpbGw6I2NmZDRkYjtmaWxsLW9wYWNpdHk6IDAuMTsiLz48L3N2Zz4=)
Filhote de gambá chegou no Zoo levado pela guarda ambiental /Foto Divulgação 
Aves resgatadas pela BM de traficantes são levadas ao zoo
Área cobiçada por mais de 50 anos
A área do Zoológico pertencia à Companhia Geral de Indústrias e, em 1930, foi adquirida pelo Estado. Em 1934 o espaço foi consolidado como uma propriedade da antiga Viação Férrea do Rio Grande do Sul.
Mais de 25 anos depois, no dia 16 de março de 1957, foi promulgada pelo presidente Juscelino Kubitschek a Lei Federal nº 3.115 passando todos os bens da Viação Férrea para a União. Somente a área atual do Zoológico permaneceu sob domínio do Rio Grande do Sul.
No dia 27 de julho de 1959, João Caruso, secretário de Obras Públicas na ocasião, entregou um estudo contendo sugestões para criar um parque público. A partir de então, a responsabilidade da área ficou com a Comissão Estadual de Prédios Escolares (CEPE), sob a denominação de Grupos de Parques e Jardins. A sede era no próprio Horto Florestal.
Atualmente a Reserva Florestal tem vários problemas fundiários. Centenas de famílias moram ilegalmente em seu interior. Os funcionários da Zoobotânica temem que a especulação imobiliária acabe fatiando a reserva. A pressão para venda da área é histórica. Em 1957, a justificativa era pela necessidade de recursos para a execução do plano que previa a construção de mil escolas no RS. Em 2011, a área poderia viabilizar a expansão de um polo de tecnologia da Unisinos, a Tecnosinos, e, em 2015, levantou-se a hipótese de ter parte cedida a um congregado empresarial alemão, o Medical Valley, que reúne indústrias e centros de pesquisas na área biomédica, responsáveis por 43% da área de patentes na Alemanha.
Em 2015, uma comitiva do governo Sartori visitou a Alemanha e ouviu dos empresários a necessidade de uma área física para viabilidade logística do complexo empresarial e benefícios fiscais para as empresas deste chamado “Cluster de Tecnologias para Saúde”.
Sartori e comitiva na Alemanha/foto Luiz Chaves/Palácio Piratini
O diretor-executivo do Medical Valley, Tobias Zobel, retribuiu a visita no final de 2015. Durante palestra no Badesul, em Porto Alegre, disse que o plano de internacionalização da Medical Valley é criar uma rede de colaboração internacional entre Brasil, Estados Unidos e China. No caso do Brasil, o estado escolhido foi o Rio Grande do Sul. Os países atuarão em estreita cooperação no fomento da indústria e da pesquisa em saúde.Parque eólico de Santa Vitória: energia para 400 mil famílias
Quatro dos 12 parques eólicos de Santa Vitória do Palmar já estão em operação comercial: dois em dezembro de 2016, dois em fevereiro. O complexo já conta com 32 aerogeradores, dos 69 que serão instalados ao todo, gerando energia suficiente para abastecer cerca de 400 mil residências (207 MW).
Em implementação desde agosto de 2015, o Complexo Eólico de Santa Vitória do Palmar é o maior empreendimento da Atlantic Energias Renováveis até o momento. Estende-se por uma área de 10.424 hectares de áreas arrendadas.
A previsão de término das obras é o final de 2017.
A implantação começou em agosto de 2015. Nesta segunda-feira (24), A Atlantic assina com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) um contrato para financiamento de R$ 230 milhões. O investimento total previsto é de R$ 1,2 bilhão. Estende-se por uma área de 10.424 hectares de áreas arrendadas.
A assinatura do contrato está marcada para as 14h30, no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini. Além do governador José Ivo Sartori, devem estar presentes o presidente do BRDE, Odacir Klein; o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco; da superintendente da área de Energia do BNDES, Carla Primavera, representando a presidência do banco; e o CEO da Atlantic, José Roberto de Moraes.
Segundo a Atlantic, ela é a primeira geradora eólica voltada diretamente para o mercado energético a certificar projetos no Brasil, e suas atividades em cada parque foram auditadas pela ABS Quality Evaluations.
O Programa de Certificação de Energia Renovável é uma iniciativa do Instituto Totum, da Associação Brasileira de Geração de Energia Eólica (Abragel), da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), para fomentar o mercado de energia gerada a partir de fontes limpas e com alto valor agregado de sustentabilidade.TCU exige que o MCTIC apresente estudo sobre os fundos de telecom
Luís Osvaldo Grossmann, do site Convergência Digital, informa que o Tribunal de Contas da União quer que o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações apresente em 120 dias um estudo sobre o descompasso entre a arrecadação e o uso dos fundos setoriais de telecomunicações, inclusive com avaliação de potencial redução dos valores cobrados, diante dos desvios de finalidade do Fistel, Fust e Funttel que superam os R$ 106 bilhões.
A determinação faz parte do Acórdão 749/2017, aprovado na sessão de 12/4, que trata da tomada de contas solicitada pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados. Nas contas do TCU, o Fistel arrecadou R$ 85,4 bilhões entre 1997 e 2016, enquanto Fust e Funttel levantaram cerca de R$ 27,7 bilhões entre 2001 e 2016. São R$ 113,1 bilhões, dos quais R$ 6,6 bilhões, ou 5,8%, foram efetivamente aplicados nas finalidades para os quais foram criados.“Desde o ano de 1997, tornou-se prática frequente do Poder Executivo a edição, ao final do exercício, de medidas provisórias, posteriormente convertidas em leis, permitindo a desvinculação do superávit financeiro dos fundos públicos e sua utilização para outras despesas que não aquelas originalmente previstas”, sustenta o Tribunal de Contas no Acórdão.Essa prática, reiterada e corriqueira, tem dois aliados de peso: a pouca transparência nos dados sobre os fundos setoriais e a ausência de políticas públicas para o setor. De um lado o Tesouro Nacional dificulta a efetiva análise dos valores envolvidos, enquanto de outro o Ministério das Comunicações, agora MCTIC, não cumpre seu papel sequer na defesa do orçamento – inclusive em desrespeito a preceitos da Lei Geral de Telecomunicações.“Um fato que dificulta a obtenção dessas informações é a precária publicidade e transparência dada pela STN [Secretaria do Tesouro Nacional] ao processo de desvinculação por medida provisória dos saldos financeiros dos fundos, não sendo de fácil obtenção os critérios utilizados, os montantes desvinculados do fundo e a efetiva destinação dos recursos, algo incompatível com a materialidade das desvinculações para outras finalidades.”“A falta de uma política setorial de médio e longo prazo para o setor de telecomunicações com planos, metas e ações bem definidos, com indicação das fontes de financiamento para essas ações, favorece a não utilização dos fundos setoriais, pois na ausência de definição de ações a serem implementadas com os valores arrecadados pelos fundos, não é possível estimar a real necessidade dos valores para a universalização dos serviços de telecomunica ções, o que favorece o contingenciamento por outros órgãos.”Vai daí que uma das decisões do TCU foi “determinar ao MCTIC que, em 120 dias, apresente estudo que justifique a manutenção dos atuais patamares de arrecadação do Fistel e do Fust, frente à baixa aplicação dos recursos em suas finalidades legais, bem como indique possíveis medidas a serem implementadas com vistas à redução do citado descompasso entre as receitas e as aplicações”.Jornalistas reagem à censura do governo de Pernambuco
Nota oficial conjuntaA Comissão de Ética e a Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Pernambuco (Sinjope), bem como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), tiveram conhecimento de um ofício da Secretaria de Defesa Social (SDS) do Governo de Pernambuco, intitulado “Orientações sobre divulgação de resenhas diárias para imprensa”, cujo teor atenta contra a liberdade de imprensa.No ofício, há a explícita orientação de que “o conteúdo a ser repassado seja apenas de Informações Positivas”. Surpreende-nos que o documento do Governo do Estado seja emitido justo após um caso em que ficou flagrante a má atuação da Polícia Militar como o da morte do estudante Edvaldo da Silva Alves, vítima de um tiro de bala de borracha e da truculência de três funcionários públicos, que continuam no exercício de suas funções mesmo após um mês do crime.Ademais, diz o ofício que “a partir desta data (10/04/2017) está terminantemente proibido o repasse diretamente para imprensa de Resenha Diária de forma como é elaborada na OME e divulgada em nosso meio sem que ocorra (sic) antes os ajustes necessários, retornando os dados que não sejam de interesse de todos, de modo a preservar as informações pessoais de vítimas acusadas e testemunhas”.Ora, o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que tem como base “o direito fundamental do cidadão à informação, que abrange direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação”, deixa claro que “o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental”.Assim, a Comissão de Ética, a Diretoria do Sinjope e a Fenaj, pautadas nesse princípio, repudiam a orientação da SDS em apenas informar à sociedade notícias “positivas” referentes às questões de segurança no Estado, numa tentativa explícita de sonegar informações aos veículos de comunicação e aos jornalistas – em primeira instância, à própria sociedade.O Sinjope, inclusive, tem recebido manifestações de jornalistas que já estão sentindo no seu dia a dia nas redações uma maior dificuldade de acesso a dados sobre a violência em Pernambuco. E faz questão de lembrar que a função do jornalista que exerce função no poder público é informar à comunidade como um todo e não atender aos interesses de uma gestão passageira.Reforçamos que o acesso à informação de interesse público é um direito fundamental dos cidadãos e cidadãs. Com o livre acesso à informação, cabe aos profissionais de jornalismo e aos veículos traduzirem para a sociedade de forma ética e não sensacionalista, respeitando o exercício da liberdade de expressão com responsabilidade.Aliás, é uma luta antiga dos movimentos de direitos humanos e do Sinjope a preservação das informações pessoais de vítimas acusadas e testemunhas. Claramente essa não é a preocupação da SDS ao declarar que serão apenas veiculadas “informações positivas”.O nosso Código de Ética, que é baseado nas leis brasileiras, reitera que “a prestação de informações pelas organizações públicas e privadas, incluindo as não governamentais, deve ser considerada uma obrigação social”.Entendemos que omitir informações sobre a grave situação da violência no Estado em nada contribui para minimizar esse quadro alarmante. Pelo contrário, inibe a participação da sociedade civil organizada em buscar caminhos e soluções à grave crise de segurança pela qual passa Pernambuco. Sem contar que a “maquiagem” de informações relevantes passa a ser um desserviço a toda sociedade.Recomendamos que o Governo do Estado reveja essa orientação, garantindo a transparência necessária à relação entre as instituições públicas e a sociedade – transparência que é própria de um sistema democrático.Recife, 13 de abril de 2017.Comissão de Ética e Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Pernambuco (Sinjope)Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)(Fonte: Fenaj)Imprensa esconde a grave situação da segurança em Fortaleza
Os principais jornais do pais decidiram minimizar a série de ataques criminosos que ocorrem desde quarta-feira em Fortaleza. O assunto foi omitido no noticiário desta manhã nos portais dos grandes jornais do centro Sul – Globo, Folha, Estadão, Zero Hora.
Os eventos cessaram com o feriado, mas a tensão na cidade ainda e grande.
Reproduzimos matéria do jornal O Povo, da capital cearense, publicada em seu portal na tarde de quinta-feira, quando se contavam 21 ônibus incendiados, duas viaturas policiais e três delegacias atacadas.
“Os ônibus de Fortaleza vão circular daqui a pouco em comboios e com policiais militares a bordo. Esta é uma das decisões tomadas pela cúpula da Segurança Pública do Estado e a Direção do Sindiônibus, reunidos neste momento na sede do Sindicato. Itinerários alternativos também estão sendo estudados.
A frota será reduzida. Não há policiais suficientes para todos os 2.400 ônibus da Capital. Reforços estão sendo trazidos de cidades do Interior. Pelo menos por enquanto, está descartado o pedido de ajuda à Força Nacional.
O encontro que ocorre agora tem caráter mais técnico do que a reunião encerrada há cerca de 30 minutos no Palácio da Abolição com o governador Camilo Santana(PT), o prefeito em exercício Moroni Torgan (policial federal aposentado); o secretário da Segurança, André Costa; a secretária da Justiça, Socorro França; o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque; e o presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira.
A Coordenadoria de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Coin) não teria em seu banco de dados um mapeamento detalhado sobre a atuação da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE).
Ao grupo está sendo atríbuída, desde a última quarta-feira, a maioria dos ataques a ônibus ocorridos em bairros de Fortaleza e em cidades da Região Metropolitana.O POVO apurou que a Coin e o Serviço de Inteligência da Secretaria da Justiça (Sejus), mais o Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público do Ceará (Gaeco) irão tentar cruzar o que cada um tem de informações para saber mais sobre a facção.Mesmo recém-surgida no mapa do crime local – teria menos de cinco anos de existência -, a GDE já se apresenta como terceira força nas unidades prisionais cearenses. Por contagens não oficiais, fontes da segurança pública estimam que o bando teria pelo menos 600 homens no contingente das cadeias locais. Ainda longe do que agrupam as duas principais: Primeiro Comando da Capital (PCC), cerca de 1.300; e Comando Vermelho (CV), perto de 1.100 presos.
Em Fortaleza, a GDE se espalha por vários bairros, mas seu domínio é considerado maior na região da Sapiranga (seria a base principal), Sabiaguaba, Lagamar, Aerolândia, Serviluz, Vicente Pinzón, Castelo Encantado, Edson Queiroz, Mucuripe e, no lado oposto da cidade, também com base na Vila Velha e Parque Leblon, bairro de Caucaia. Praia do Futuro, Caça e Pesca seriam áreas recém-conquistadas na guerra com outras facções.Mesmo recém-surgida no mapa do crime local, a GDE já se apresenta como terceira força nas unidades prisionais Cearenses”No convívio dentro e fora das penitenciárias, a GDE é aliada do PCC, enquanto o CV faz parcerias do crime com a Família do Norte. A FDN é outra das facções existentes no Ceará, aqui não tão poderosa como é no Rio Grande do Norte. Os alinhamentos facilitam o caminho de drogas e armas entre elas.
Há tréguas eventuais, mas a guerra nunca cessa. Ontem pela manhã, inclusive, um dos principais gerentes da facção FDN no Amazonas, Vainer de Matos Magalhães, o “Pepê”, de 34 anos, foi assassinado em Fortaleza. Ele dirigia uma picape Hilux pela avenida Santos Dumont, no bairro Papicu, quando foi morto a tiros. Era considerado poderoso na hierarquia de sua facção. A Polícia Civil atribui a morte a membros do PCC.
GDE = 745
Como marca, a GDE adota o algarismo “745”. Os números são a posição das letras no alfabeto: G=7, D=4, E=5. O PCC, por exemplo, adota o numeral 1533. Com o 745, muito comum em pichações de muros e fachadas, a GDE se autopromove entre os criminosos e demarca suas zonas de atuação.
A GDE estaria recrutando mais gente que as outras facções porque não cobra a mensalidade do crime. Como fazem PCC e CV. Não obrigatoriamente, mas para impor respeito no seu espaço, um membro da GDE gosta de exibir o “745” em alguma tatuagem pelo corpo.
Ontem, num flagrante feito à tarde no Mucuripe, três jovens se preparavam para incendiar um ônibus próximo da avenida Abolição. Eram duas moças e um rapaz. Uma delas tinha o número 745 tatuado na mão esquerda. O grupo estava com cinco litros de gasolina num galão. Por sorte, o veículo não foi atingido e não entrou na contagem de ocorrências desses dias de terror em Fortaleza.
Falta diagnóstico nos bairros na Capital e RMF
A falta de um mapeamento sistematizado da área de influência das facções em Fortaleza e na Região Metropolitana é apontada como erro estratégico para a formulação de ações policiais permanentes e para intervenções sociais duradouras nos bairros. A crítica vem das universidades e de integrantes dos serviços de informação da estrutura da segurança pública do Estado.
Numa divisão por bairros em Fortaleza, os Guardiões do Estado (GDE) dominariam territórios da periferia. Pelo menos 11 bairros na Capital e dois em Caucaia (veja matéria ao lado). A informação é de policiais que estão no dia a dia das ruas.
O Comando Vermelho controlaria a Rosalina, Riacho Doce, Serrinha, Mondubim, Barroso, Babilônia, Bela Vista, Gueto, Pirambu e Padre Andrade..
O Primeiro Comando da Capital (PCC) teria “soldados” na Favela da Mana, Maraponga, uma parte da Serrinha, Barracal do Itapery, Dias Macêdo e Bom Sucesso.
os presídios da Região Metropolitana (RMF) servem de “quartel general” de onde também partem ordens para os “negócios do crime”, ligados, principalmente, ao tráfico de drogas/armas, assaltos a banco e acertos de conta.
As unidades prisionais seriam dominadas por pelo menos seis facções. PCC, CV, GDE, Família do Norte (FDN), Amigos dos Amigos (ADA) e Equipe Mentes Criminosas (EMC).
Nenhuma delegacia ou unidade militar emite relatórios frequentes (mensais) para os serviços de informação ou área de dados sobre movimentos das facções nos bairros. Nem com o surgimento da “pacificação” dos grupos criminosos . Notadamente anunciada a partir do ano passado.
Em setembro de 2016, um relatório Gaeco/MPCE apontou que o PCC, CV e GDE comandaram as rebeliões de maio no sistema penitenciário do Ceará.O levante terminou com 14 mortes de detentos.CLÁUDIO RIBEIRO | DEMITRI TÚLIO
Presidente do Sicredi pede demissão para tratar de "assuntos pessoais"
Os diretores e gerentes do Sicredi foram surpreendidos na manhã desta quinta-feira, por um e-mail em que Edson Nassar, o CEO do grupo, comunicou que estava deixando o cargo por “razões pessoais”.
O Sicredi é o maior banco cooperativo do pais, com 3,4 milhões de associados e ativos de R$ 65,9 bilhões. Tem agências em dez Estados.
Nassar ia completar dois anos no cargo em junho próximo.
Paulista, oriundo da área de marketing do City Bank, ele substituiu Ademar Schardong, figura lendária do cooperativismo e fundador do Sicredi, que se aposentou em 2015.
O Sicreti é referência internacional pelo modelo de atuação em sistema. São 118 cooperativas de crédito filiadas, que operam com uma rede de atendimento com 1.523 pontos.
A estrutura conta ainda com cinco Centrais Regionais – acionistas da Sicredi Participações S.A., uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo e suas empresas controladas.
Todas essas entidades, juntas, formam o Sicredi e adotam um padrão operacional único. A atuação em sistema permite ganhos de escala e aumenta o potencial das cooperativas de crédito para exercer a atividade em um mercado no qual estão presentes grandes conglomerados financeiros.
Redenção terá testes gratuitos de HIV para os jovens no domingo
A unidade móvel do projeto Fique Sabendo Jovem vai realizar testes de HIV gratuitos para jovens entre 15 e 29 anos, neste domingo, 23, na Redenção. O resultado sai em apenas 30 minutos. O serviço estará disponível das 14h30 às 18h30, na rua José Bonifácio, junto ao Monumento ao Expedicionário. A atividade será realizada novamente no domingo seguinte, dia 30. Em caso de chuva, a ação será cancelada.
O projeto é iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O objetivo é ampliar o número de testes voluntários e a prevenção, além de aumentar o encaminhamento para tratamento, que deve começar o quanto antes.
A unidade móvel é equipada com consultórios, a estrutura tem espaço para testagem rápida e acolhimento e é adaptada a pessoas com necessidades especiais. Na Capital, o projeto é administrado pela Gerência de Políticas Públicas de Cuidado em Saúde – Transmissíveis da SMS.Policias militares fazem ações ostensivas em todos os Estados
As polícias militares de todo o país comemoram neste 21 de abril, data em que se homenageia seu patrono, Tiradentes, com uma operação conjunta em todo o território nacional. Denominada Operação Tiradentes, a ação reúne policiais e bombeiros militares de todos os estados.
As polícias militares, que juntas somam mais de 600 mil homens e mulheres, desenvolvem a força-tarefa para preservar, manter e aprimorar a ordem pública.
O lançamento, que ocorre às 14h desta quinta-feira (20) no Largo Glênio Peres, terá a presença do secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, e do comandante-geral da BM, coronel Andreis Silvio Dal’Lago.
Até as 10h de sábado (22), serão desenvolvidas ações de acordo com as peculiaridades de cada estado.
No Rio Grande do Sul, a Operação Avante Tiradentes atua na prisão de criminosos, apreensão de drogas e armas, recuperação de veículos roubados/furtados e aumentando a percepção de segurança dos cidadãos.
Dal’Lago salienta que a data será mais uma oportunidade dos policiais militares oferecerem seus serviços. “Nesta data comemorativa a homenageada será a comunidade. Confirmamos nossos valores e princípios destacando o esforço sempre executado pelos brigadianos e brigadianas em todos os recantos do estado”, afirmou.
O resultado da operação será divulgado pelo presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (CNCG-PM/CBM), coronel PM Marcos Antônio Nunes de Oliveira, do Distrito Federal. (Assessoria)Lei de Recuperação dos Estados é aprovada, mas Sartori ainda não tem o que comemorar
Foi aprovada na noite de terça-feira, por 301 votos a favor, 127 contra na Câmara de Deputados, o texto base da PLP 343/2017, a Lei de Recuperação do Estados, que permite uma suspensão por três anos do pagamento da dívida estadual com a União.
A lei também impõe aos estados que queiram a ajuda uma série de contrapartidas, como elevação de contribuição à Previdência, redução de incentivos tributários e privatizações.
Para o governo do Rio Grande do Sul a ajuda Federal é vital. O governador Sartori, que acompanhou a votação em Brasília, comemorou a votação apesar de cautela no discurso.
“O que se está construindo agora é apenas o começo de um alívio. Mesmo não sendo o ideal é o necessário nesse momento. Essa não é uma solução definitiva.” disse o governador em entrevista a imprensa esta manhã no Palácio Piratini.
O projeto ainda terá votação dos 14 destaques, que não foram apreciados, e que ainda estão em discussão na Câmara de Deputados.
Uma delas, que pretendia a retirada das contrapartidas dos Estados já foi rejeitada por 302 votos a 98.
A PLP 343 ainda seguirá para o Senado.
Se em Brasília as notícias são favoráveis, no Rio Grande do Sul o cenário é incerto.
A PEC 259, que suspende a exigência de plebiscito para a privatização das três estatais do setor de energia – Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Sulgás, ainda está longe de ser aprovada.
Sartori hoje tem garantidos, até o momento, 26 votos, dos partidos da base aliada.
O PDT, que até duas semanas estava no governo, se declarou contra o projeto.
Restariam cinco votos do PTB que hoje está dividido. Mesmo que todos esses votos forem favoráveis à PEC, Sartori teria 31 votos, ainda insuficientes já que precisa de 33 para a aprovação do projeto.
O Governo sabe que terá dificuldades para aprovar a retirada do plebiscito na Assembleia Legislativa, por isso, mesmo que não admita publicamente já pensa que o referendo sobre as extinções das Companhias Estatais seja realizado.





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