Autor: da Redação

  • Para que a palavra guerra provoque náusea

     
    Lourenço Cazarré
    A menina Svetlana Aleksiévitch, nascida em 1948 na Ucrânia, não gostava de livros de guerra, numerosos em sua casa, mas na escola – na Bielo-Rússia, onde cresceu – era obrigada a lê-los. “Estivemos sempre a combater ou a preparar-nos para a guerra… Na escola, ensinavam-nos a amar a morte”. Ao seu redor, todos liam. Afinal, eles, os soviéticos, haviam sido os vencedores do conflito recente contra os alemães.
    “Depois da guerra, a aldeia da minha infância era feminina… Não me lembro de vozes masculinas”, escreve Svetlana na abertura de A guerra não tem rosto de mulher (Companhia das Letras, 2016, 392 páginas). Os homens eram poucos porque milhões deles morreram na Grande Guerra Patriótica (assim chamada pelos soviéticos). A Bielo-Rússia teve dizimado um terço de sua população. A Rússia perdeu cerca de 22 milhões de pessoas.
    Svetlana formou-se em jornalismo em 1972. No final daquela década, resolveu escrever um livro sobre os seres humanos na guerra. “Não escrevo a história da guerra, mas a história dos sentimentos. Sou historiadora da alma”. Passou a colher depoimentos de mulheres que haviam atuado no Exército Vermelho. Surgiria então um estilo (literário, jornalístico?) que décadas depois seria consagrado com o Nobel de Literatura (2015).
    O efetivo feminino das forças soviéticas chegou a um milhão. Svetlana parou de contar suas entrevistadas quando elas ultrapassaram 500. Gravou longas conversas com lavadeiras, cozinheiras e enfermeiras, mas também com franco-atiradoras, pilotos de aviões de caça e comandantes de artilharia. Entre elas encontrou “narradoras espantosas”.
    Das confissões dessas mulheres Svetlana pinçou os trechos mais impactantes ou tocantes. Quase sempre devastadores. E com eles montou um livro-mosaico que foi recusado por muitas editoras antes de chegar ao prelo, em 1985, já nos estertores do comunismo. A obra vendeu dois milhões de exemplares nos primeiros cinco anos.
    Escritos polifônicos
    Com a técnica de traçar vastos painéis a partir de incontáveis narrativas de pessoas comuns, Svetlana produziu outros escritos polifônicos sobre sofrimento e coragem. Entre seus livros publicados, destacam-se Rapazes de zinco (sobre os jovens russos que, sem saber o motivo, lutaram no Afeganistão); O fim do homem soviético (sobre a desilusão dos que cresceram durante os anos em que o comunismo garantia emprego a todos os que não abrissem o bico para criticar o regime); e Vozes de Tchernóbil (relatos dos que sobreviveram à grande catástrofe nuclear).
    Desmontando mentiras
    Ao contrário dos livros sobre a guerra escritos por (e para) homens, a obra de Svetlana não apresenta heróis nem proezas incríveis, não descreve batalhas nem gaba armamentos. Mostra apenas “as pessoas ocupadas na sua atividade humana e simultaneamente desumana”. Dor, fome, frio, desespero, infestação por piolhos e mutilados, muitos mutilados, estão em cada uma das páginas.
    Svetlana confessa que, com este livro, pretendia desmontar todas as mentiras tramadas em torno das guerras, de modo que a palavra guerra passasse a provocar náusea e que a simples ideia de que pudesse existir fosse repugnante. Desejava, enfim, que seu trabalho “faça vomitar os próprios generais…”
    A obra é dividida em 17 capítulos. Nos primeiros vemos o entusiasmo das moças que faziam de tudo a fim de serem convocadas para enfrentar os nazistas, que haviam invadido a Rússia e que logo chegaram à periferia de Moscou. Mas também fica clara a resistência dos chefes militares que não desejavam ter garotas na frente de combate.
    A primeira versão de A guerra não tem rosto de mulher sofreu vários cortes impostos pelos censores. A versão mais recente traz alguns dos trechos eliminados. Num deles, num dos poucos depoimentos masculinos, um soldado fala sobre o avanço pela Alemanha derrotada no final de guerra: “Somos jovens. Fortes. Há quatro anos sem mulher. Apanhávamos garotas alemãs e… Dez homens violavam uma. Apanhávamos meninas… Doze treze anos… Se chorassem batíamos, metíamos qualquer coisa na boca… A única coisa que temíamos era que nossas colegas descobrissem…”
    O bebê debaixo da água
    Uma aviadora que se recusou a ser entrevistada disse a Svetlana por telefone: “Durante três anos não me senti mulher. O meu corpo adormeceu. Fiquei sem menstruação, quase sem desejo feminino”.
    Uma mulher fala do que uma de suas amigas fez para sobreviver na época da grande fome na Ucrânia: “Morreram o pai, a mãe e os irmãos mais pequenos, e ela só se salvou porque de noite roubava estrume de cavalo para comer”.
    Uma enfermeira para diante de um jovem capitão que agoniza e pergunta em que pode ajudar. Ele sorri. “Desabotoe a blusa. Mostre-me seu peito”. Desconcertada, ela corre. Uma hora depois ela volta. O capitão está morto.
    Membros da resistência russa estão num pântano cercados por alemães. Uma das mulheres tem um bebê recém-nascido no colo. A criança chora de fome porque a mãe, desnutrida, não tem leite. Sem que alguém fale, a mulher compreende que só há uma solução para não serem descobertos. “Mete o embrulho com o bebê debaixo da água e o mantém ali durante muito tempo”.
    Uma das mulheres regressa da guerra. A mãe permite que descanse em casa por três dias. Depois lhe dá uma trouxa e manda que se vá: “Tens duas irmãs mais novas. Quem é que vai desposá-las? Sabem todos que estiveste na guerra quatro anos com os homens”.
    Outra fala de sua desilusão ao fim dos combates. “Pensávamos que tudo ia mudar… Stálin acreditaria no seu povo… Foram presos os que caíram prisioneiros, os que sobreviveram aos campos de concentração, os que foram levados pelos alemães para trabalhar, todos os que tinham ido à Europa e podiam contar como o povo vivia lá”.
    O potrinho
    Depoimento de uma franco-atiradora: “Confesso que tinha medo de agarrar no fuzil… Aprendemos a desmontar a arma de olhos fechados, a determinar a velocidade do vento, o movimento do alvo, a distância até o alvo… Regressei da guerra grisalha. Com vinte um anos, já estava toda branquinha… Passamos três dias comendo só pão seco, as línguas ficaram tão ásperas que mal as podíamos mover… De repente vemos um potrinho na faixa neutra… Nem tive tempo de pensar, com a força do hábito, apontei e disparei. As pernas do potro dobraram-se e ele caiu para o lado… À noite trazem o jantar. Os cozinheiros dizem: “Muito bem, atiradora. Hoje temos carne na panela”… Desatei a chorar e corri do abrigo… As colegas correram atrás de mim e me consolaram… Pegaram nas marmitas e começaram a comer… Ele vê o meu uniforme, as condecorações e pergunta: ‘Quantos alemães mataste?’. Respondo: setenta e cinco…”
    Uma enfermeira aproxima-se de um soldado ferido que tem o braço quase arrancado, seguro apenas por tendões. Procura faca ou tesoura para cortá-lo. Não as encontra na bolsa. “O que fazer? Pus-me a cortar aquela carne com os dentes…”
    Uma instrutora da companhia de fuzileiros: “Durante a marcha caminhávamos três pessoas de mãos dadas, e a do meio dorme uma hora ou duas. Depois trocamos. Cheguei até Berlim. Escrevi na parede do Reichstag: Eu, Sofia Kuntsévitch, cheguei aqui para matar a guerra”.
    Uma agente de saúde conta que, para se livrar do assédio, ligou-se ao comandante do batalhão: “Era boa pessoa, mas não o amei… Poucos meses depois entrei no abrigo que ele ocupava. Que saída tínhamos? Vivíamos rodeadas por homens, pelo que era preferível viver só com um do que com medo de todos…”
    “Como é que a Pátria nos recebeu?”, indaga uma franco-atiradora. E ela mesma responde: “Os homens não diziam nada, mas as mulheres… Gritavam conosco: ‘Sabemos o que vocês fizeram por lá… Seduziram nossos homens… Putas da frente… Galinhas das trincheiras…’”
    Uma mulher da resistência regressa à Minsk e descobre que seu marido está na prisão por ter sido prisioneiro dos alemães. Ali, partiram-lhe as costelas. “Antes, na prisão fascista, esmagaram-lhe a cabeça e quebraram-lhe o braço… Em 1945 o NKVD acabou por torná-lo inválido”.
    Uma telefonista fala sobre a entrada dos russos na Alemanha vencida: “Escrevem pouco sobre isso, mas é a lei da guerra. Os homens passaram tantos anos sem mulher, além disso há ódio. Entramos numa vila ou aldeia. Os primeiros três dias são para saquear… Apareceram cinco mocinhas alemãs para falar com o comandante do nosso batalhão… Choravam… Foram vistas por um ginecologista… Tinham feridas. Feridas rasgadas…. Mandaram formar o batalhão… Disseram a essas moças que apontassem os culpados… Mas elas choravam e não se mexiam… Não queriam mais sangue…”
    Sangue e água
    Relata uma oficial de comunicações: “Estamos em marcha.. Umas duzentas mulheres, seguidas por uns duzentos homens. Está calor. É uma marcha de ataque.: trinta quilômetros…. Marchamos deixando marcas vermelhas na areia… E essas coisas.. As nossas… Não dá para disfarçar nesta situação. Os soldados marcham atrás de nós e fingem não reparar em nada… Não olham para o chão… As calças secavam em nós , tornavam-se como de vidro, machucavam a pele.  Faziam feridas, o cheiro de sangue era constante…  Pois não nos distribuíam nada… Apareceu roupa interior de mulher talvez só dois anos mais tarde… Mal chegamos à passagem, os alemães começam a bombardear. Os homens correm para se esconder. Gritam nos chamando… Não ouvimos o bombardeio, não nos importa o bombardeiro, nós nos lançamos ao rio… Água! Aquela foi, provavelmente, a primeira vez que desejei ser homem…”
    (*) Os trechos transcritos foram adaptados da tradução para o português de Portugal.

  • Audiência pública debate fechamento de escola

     Uma audiência pública para tratar do fechamento da Escola Estadual Maria Thereza da Silveira, localizada no bairro Bela Vista, em Porto Alegre, será realizada na proxima segunda-feira (17.04) Plenarinho da Assembleia Legislativa, às 14h.
    O evento, proposto pelo deputado Pedro Ruas perante a Comissão de Assuntos Municipais objetiva impedir o fechamento da escola, o que foi proposto a partir de ação judicial iniciada pela Ministério Público Estadual, sob a alegação de que o Ipergs, proprietário da área teria prejuízos por não cobrar aluguel.
    Foram convidados para a audiência pública o presidente do Ipergs, o secretário de Educação, o procurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles; o procurador de justiça Vieira da Cunha; o ex-presidente do Ipergs, atual secretário Municipal de Gestão e Planejamento de Porto Alegre, José Alfredo Parode, diretores, professores e pais de alunos da escola, além da comunidade do entorno.
    A direção da foi impedida de realizar matrículas para turma do primeiro ano letivo de 2017, em vista de acordo resultante da ação. “Esse acordo, assinado entre os responsáveis pelo Ipergs e Secretaria de Educação é vergonhoso. Apesar do Estado precisar de escolas de qualidade, decidiram pelo fechamento da Maria Thereza da Silveira”, afirma Ruas. A escola está localizada numa das zonas mais valorizadas de Porto Alegre, sendo motivo de especulação imobiliária. Ocorre que a área foi cedida em dois momento distintos à Secretaria de Educação: quando da construção do prédio atual, em 1985, ocasião em que a direção da Escola pediu autorização para a construção do prédio. Em 2004, o secretário de Educação José Fortunati recebeu a área do então presidente do Ipergs, Otomar Vivian.
    SERVIÇO
    Assunto: Audiência Pública para tratar da manutenção da Escola Estadual Maria Thereza da Silveira
    Local: Plenarinho da Assembleia Legislativa
    Dia: 17.04.2017
    Hora: 14h

  • 237ª Feira do Peixe de Porto Alegre promete preços do ano passado

    Começa oficialmente nesta terça-feira, 11, às 10h, no Largo Glênio Peres, a 237ª edição da Feira do Peixe de Porto Alegre.
    Diferente de outros anos, a Feira em 2017 não terá recursos financeiros da Prefeitura, que agora apenas coordena o evento, por intermédio do setor agropecuário da nova Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE).
    Os custos de montagem das bancas serão divididos entre os feirantes inscritos. No ano passado, segundo divulgou a assessoria, a Prefeitura gastou R$ 178 mil com a Feira.
    O espaço de 13,45 mil metros quadrados, em frente ao Mercado Público, abrigará 70 bancas de pescado e cinco de alimentação, onde serão servidos bolinhos, espetinhos de peixe e a tradicional tainha na taquara.
    A expectativa dos feirantes é ultrapassar o volume de vendas do ano passado, quando foram comercializadas 375 toneladas de pescado.
    Prometem qualidade e variedade de peixes, com mais bancas que no ano passado. E planejam a manutenção dos preços médios dos peixes em relação ao ano passado, em torno de R$ 12 o quilo, o que deverá ajudar a impulsionar as vendas.

  • Zoravia autografa catálogo e brinda público com desenhos exclusivos

    A artista plástica Zoravia Bettiol convida para um final de tarde na Casa de Cultura Mário Quintana, nesta terça-feira (11).
    Ela estará autografando o catálogo da exposição retrospectiva de 60 anos de sua carreira – Zoravia Bettiol – O Lírico e o Onírico, montada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) em dezembro, com curadoria de Paula Ramos e Paulo Gomes.
    O encontro com Zoravia será no espaço Vasco Prado (o escultor foi seu marido), no 6º andar da CCMQ, das 18h às 21h.
    Os exemplares do catálogo terão dedicatória da artista e serão personalizados com desenhos feitos na hora.
    Um desenho exclusivo de Zoravia Bettiol não tem preço. O livro, a  65 reais no lançamento, custa 85 reais depois. Sintetiza 60 anos de carreira e celebra seus 80 anos de idade.

  • DOSSIÊ SÍRIA: Risco de escala de guerra no mundo

    Paulo Timm

    Abril, 07

    O anúncio de que os Estados Unidos bombardearam uma base aérea do Governo Sírio está chocando o mundo, justo quando o Presidente norte-americano prometera deixar o Presidente daquele país em paz e dar prioridade aos assuntos internos dos Estados Unidos. A desculpa é a mesma da época da invasão do Iraque: a posse e uso de armas químicas de destruição em massa colocam em cheque a segurança americana.
    O ataque é condenável por inúmeras razões:

    1. Retoma o caráter belicoso da intervenção americana nos assuntos internacionais, cuja memória ainda nos reporta à Guerra Suja do Vietname nos anos 60-70.
    2. Antecipa-se às investigações internacionais sobre a verdadeira responsabilidade sobre o ataque com o gás sarin no íncio da semana numa cidade síria.
    3. Não responde à nenhuma determinação das Nações Unidas, consistindo numa ação de responsabilidade exclusiva do Governo dos Estados Unidos.
    4. Desconhece o fato de que as Nações Unidas em relatório de 2015 reconheceu que tanto o Governo de Baschar Al Assad como os rebeldes possuíam armas químicas e que ambos deveriam ser responsabilizados pelos ataques com armas químicas em 2013
    5. Ignora o fato de que seria estupidez do governo sírio usar armas químicas numa conjuntura de sucessivas vitórias sobre forças rebeldes no terreno e de que teve seu arsenal com estas armas neutralizado em 2015 por ação do Presidente Obama.

    O ataque norte-americano confronta não só o Governo Sírio, mas a estabilidade mundial, ao se converter numa ação unilateral de alto poder ofensivo contra uma nação organizada, com o agravante de que pode trazer uma irritação adicional pela presença dos russos na região. Corremos o risco de ver as duas maiores potências nucleares do globo se confrontarem, sem qualquer possibilidade de mediação.

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    Declaração do Ministério das Relações Exteriores da Síria . 1
    7 abr 2017 |
    Os grupos terroristas armados em atividade na região de Khan Shaikoun, as partes ocidentais que utilizam estes grupos como instrumentos e a mídia que trabalha a seu serviço espalharam aos quatro ventos as notícias sobre o ataque com gás tóxico contra a cidade de Khan Shaikhoun, localizada na província de Idleb. E como sempre ocorre, estas partes fizeram falsas acusações, como o fizeram nos últimos quatro anos, contra as Forças Armadas da República Árabe da Síria.
    A República Árabe da Síria nega, categoricamente, o uso de gases tóxicos contra Khan Shaikhoun ou qualquer outro vilarejo ou cidade da Síria. E reafirma que o Exército Árabe Sírio não possui quaisquer tipos de armas químicas, não fez uso delas no passado, não pretende usa-las no futuro e sequer busca obtê-las. Já foi provado que o Exército Árabe Sírio não fez uso deste tipo de armas, nem nas priores batalhas travadas contra os grupos terroristas armados.
    A República Árabe da Síria afirma que cumpriu com todos os seus compromissos assumidos perante o Tratado para a Proibição de Armas Químicas, desde a sua adesão no ano de 2013. A Síria esclarece que os grupos terroristas armados e seus patrocinadores foram os responsáveis por promover tais ataques e outros, com o objetivo de acusar, posteriormente, o Estado sírio pela autoria, mesmo tendo em vista que a República Árabe da Síria forneceu à Organização para a Proibição de Armas Químicas, ao Conselho de Segurança e à alguns países amigos informações detalhadas e precisas, durante os últimos anos e, especificamente, através das notas apresentadas pela Síria, nas últimas semanas, sobre a ação de grupos terroristas armados para a entrada de materiais tóxicos na Síria, incluindo a província de Idleb, através dos países vizinhos, especialmente a Turquia, para que estes produtos fossem usados posteriormente.
    Esta mobilização massiva e imediata dos países patrocinadores dos terroristas, para promover uma nova campanha contra a Síria, que inclui o presidente do regime turco, os ministros de relações exteriores de alguns países europeus inimigos da Síria e os meios midiáticos que servem aos propósitos destas partes, provam a existência de um plano premeditado destes para voltar no tempo, reativar o chamado ‘arquivo químico da Síria’ e recomeçar do zero. Tudo isso para encobrir os crimes dos grupos terroristas armados e mostrar a ausência de seriedade frente às discussões de Astana e Genebra, que mostraram, de antemão, não haver qualquer vontade verdadeira de se alcançar uma solução pacífica para a crise na Síria. Esta nova campanha ocorre em sequência às conquistas alcançadas pelo Exército Árabe Sírio e pelas forças amigas, em sua guerra contra o terrorismo, nos últimos dias e semanas. Além disso, estas calúnias ocorrem às vésperas da realização da reunião da União Europeia, prevista para amanhã de manhã, sobre a Síria, que tem como objetivo perpetrar um ataque contra a Síria e justificar as decisões, que serão tomadas durante esta reunião, sobre tal agressão.
    A República Árabe da Síria reitera sua mais veemente condenação ao crime cometido pelos grupos terroristas armados em Khan Shaikoun, que se soma, também, aos ganhos políticos baratos às custas das vidas de crianças, mulheres e filhos do povo sírio. E afirma que rejeita o uso destes materiais tóxicos por parte de quem quer que seja, seja qual for o local, em quaisquer circunstâncias e seja qual for o motivo. A República Árabe da Síria salienta que todas estas alegações fabricadas não a impedirão de continuar a sua luta contra o terrorismo e suas organizações, seus apoiadores na Turquia, na Arábia Saudita, no Qatar e em alguns países da União Europeia. E continuará atuando para alcançar uma solução política para a crise na Síria. A Síria conclama, ainda, a comunidade internacional a apoiar os seus esforços para combater o terrorismo e a rejeitar as novas, falsas e fabricadas justificativas divulgadas pelas partes que não desejam o bem da Síria e de seu povo.
    Damasco, em 04/04/2017.
    http://www.orientemidia.org/declaracao-do-ministerio-das-relacoes-exteriores-da-siria/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook&utm_campaign=declaracao-do-ministerio-das-relacoes-exteriores-da-siria
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    Acusações infundadas: quem realmente utiliza armas químicas na Síria? 

    5 abr 2017 | “Mudança de Regime”
    armas1Oposicionistas sírios acusaram o exército nacional da utilização de armas químicas não apresentando nenhumas provas disso. Mas será que os países ocidentais não necessitam de provas?
    O exército nacional sírio nunca utilizou e não vai utilizar substâncias tóxicas, segundo diz o texto do comunicado do comando militar sobre as acusações por parte da oposição armada de utilização das armas químicas na província de Idlib. O comando do exército sírio lembrou que os grupos terroristas armados acusam Damasco da utilização de armas químicas quando não conseguem alcançar objetivos “no terreno”.
    Mas será que existe alguém que acredita na informação de Damasco no Ocidente? Paris, logo após ter ouvido sobre o ataque da oposição síria, começou exigindo uma reunião urgente do Conselho da Segurança da ONU, que foi como resultado marcada para o dia 5 de abril. O secretariado da organização internacional expressou inquietação, mas eles ainda não conseguiram verificar a informação e perceber se houve realmente um ataque, comunicou sobre isso o representante do secretário-geral.
    Fonte Sputnik
    http://www.orientemidia.org/acusacoes-infundadas-quem-realmente-utiliza-armas-quimicas-na-siria/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook&utm_campaign=acusacoes-infundadas-quem-realmente-utiliza-armas-quimicas-na-siria
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    PREOCUPAÇÃO Cesar Benjamin
    Entro na internet e vejo a notícia de que os Estados Unidos lançaram hoje cinquenta mísseis contra a Síria. A acusação de que o governo sirio teria usado armas químicas conta a população é pateticamente inverossímil. A Síria desativou há tempos seus arsenais de armas químicas e está vencendo a guerra no terreno, com amplo apoio de seu povo. Por isso, aliás, essa guerra saiu do noticiário.
    O governo sírio afirma que atacou posições do chamado Estado Islâmico. Lá, além de armas convencionais, já identificadas, havia depósitos secretos de armas químicas, que vazaram.
    O importante, agora, é saber como o Estado Islâmico obtém armas químicas.
    Uma nova escalada na guerra da Síria, com Trump na presidência dos Estados Unidos, será um desastre.
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    Economia de guerra de Tio Sam se impõe sobre falso pacifismo enganador de Trump

    http://independenciasulamericana.com.br/  – 07/04/2017
    armas2Durou pouco, quase nada,  o blá-blá-blá falso pacifista de Donald Trump. Ele vendeu o discurso vazio, mentiroso  e furado de que havia chegado o tempo de os Estados Unidos pararem de fazer guerra contra os outros. São mais de 800 bases militares espalhadas pelos cinco continentes. O olho de Tio Sam precisa estar em todo o canto do mundo. Não apenas para olhar, mas escutar, espionar e, principalmente, assaltar. César chegava em Roma com seus exércitos e suas presas, vindos das missões do império romano e distribuía os dotes aos generais que o acompanhavam, para preservar o poder no império. Santa ingenuidade de Trump, querendo acabar com a lógica imperial para inaugurar outra era, a da cooperação, da pluralidade etc e tal. Disse, para ganhar eleição, que Obama estava de sacanagem com a Síria. Claro, estava, mesmo. Hilary, que ajudou a construir o estado terrorista islâmico, se preparava, caso fosse eleita, para criar espaço aéreo restrito sobre a Síria. Iria provocar a Rússia e desafiá-la para a guerra. Perdeu a eleição com seu discurso guerreiro contra Putin. Trump concluíra que os americanos queriam paz e desenvolvimento. Ganhou a parada, elogiando Putin. Rasga, agora, o discurso. Não percebeu ou fingiu não perceber que o desenvolvimento dos Estados Unidos depende da guerra? Não leu Keynes? “Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer a minha tese – a do pleno emprego -, salvo em condições de guerra. Se os Estados Unidos se INSENSIBILIZAREM para a preparação das armas, aprenderão a conhecer sua força.”. Esse foi o recado keynesiano que Roosevelt adotou, a partir de 1936, para vencer os estragos provocados pela crise de 1929. Ou seja, elevar os gastos do governo na produção de não-mercadorias(produtos bélicos e espaciais), como diz Lauro Campos, em “A crise da ideologia keynesiana”, para tirar o capitalismo da crise do lassair faire. O capitalismo americano deixara de ser dinamizado pela produção das mercadorias sujeitas ao jogo da concorrência que produz deflação, o inferno do capital. Trump teria imaginado que seria suficiente, para dinamizar o capitalismo, apenas, trazer de volta aos Estados Unidos as empresas que emigraram para a China, para, de lá, exportar barato para os americanos, produzindo desemprego na América? Esqueceu do mais importante, o alimento constante do que o keynesianismo de guerra construiu: o ESTADO INDUSTRIAL MILITAR NORTE-AMERICANO, assim denominado por Eisenhower, em 1960. Como desarmar esse colosso guerreiro que puxa a demanda global capitalista, para evitar as crises de realização do capital, se deixado ao livre jogo do mercado? Os generais do Pentágono enquadraram Trump, bonitinho. Exigiram a guerra. Certamente, fizeram com ele o que haviam aprontado com W. Bush, obrigando-o a aceitar a mentira, espalhada pela mídia, dependente desse status quo, de que Saddam, no Iraque, acumulava armas químicas. Depois de destruí-lo, viu que não existia arma alguma. Inventam, agora, que Assad, presidente da Síria, utiliza armas químicas para bombardear populações inocentes. Onde estão as provas? Não precisam. Bastam motivações falsas. Por trás das aparências está a realidade. Os terroristas islâmicos foram armados pelos Estados Unidos para aprontarem as motivações que justificaram os ataques de ontem. Putin foi avisado com antecedência ou esse papo é construído pelo status guerreiro para dar a entender que o líder russo sabe que o poder está na ponta do fuzil e contra ele não há o que dizer? As verdades são as primeiras vítimas das guerras. Não se vê o que ocorre, agora, no Brasil, nessa guerra econômica neoliberal contra o povo brasileiro, em que os donos do poder, que deram o golpe,  dizem que há um tremendo déficit na previdência social para justificar seu desmonte, a fim de que seja dominado o SUS pelo sistema financeiro usurário, tendo a propagandear a favor da tese a grande mídia golpista? Eles constroem os argumentos e os vendem como verdade, a verdade do capital. O capital, agora, vai à guerra, com Trump, porque sem a guerra, que é o oxigênio do capitalismo americano, o império desaba.
     
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    What The Media Isn’t Telling You About Yesterday’s Chemical Attack In Syria

    ByTrue Activist
    Posted on April 6, 2017
    armas3There may be more to the story than we are being told.
    By: Darius Shahtahmasebi / AntiMedia   On Tuesday, yet another chemical weapons attack occurred in Syria. This particular attack took place in the Idlib province, and dozens have reportedly died as a result.
    Syria is no stranger to chemical weapons attacks. In 2013, there were two notably devastating attacks, both of which the Obama administration used to try to justify a direct strike on the Assad government.
    The U.N. thoroughly investigated the first 2013 attack. The U.N Commission of Inquiry’s Carla Del Ponte ultimately said the evidence indicated the attack was carried out by the Syrian rebels — not the Syrian government. Despite this, support for the Syrian rebels from the U.S. and its allies only increased, raising serious questions about Obama’s sincerity when condemning chemical attacks.
    Pulitzer-Prize winning journalist Seymour Hersh found the second major attack was committed in a similar manner. Hersh found that the U.S. quite deliberately attempted to frame the evidence to justify a strike on Assad without even considering al-Nusra, a terror group with access to nerve agents that should have been a prime suspect.
    In 2016, the U.N. concluded that the Syrian government had, indeed, used chemical weapons during the years-long conflict, but that ISIS had, too. This is in light of the fact that in 2013, the U.N. also declared that the regime no longer possessed chemical weapons.
    These facts are largely missing from any serious commentary on the most recent attack in Syria. Despite these reports being accessible and available, the world has instead decided to blatantly ignore them and rush to blame Assad once again. It is also worth noting that one of the sources blaming Syria and/or Russia for this attack is the so-called Syrian Observatory for Human Rights (SOHR), an organization run by a single anti-Assad dissident in Coventry, England. Having these claims bolstered by the White Helmets does nothing to aid its credibility given the group’s leadership is reportedly driven by a “pro-interventionist agenda conceived by the Western governments and public relations groups that back them,” according to Alternet.
    Yet without directly confirming any of the intelligence, the media and politicians are out in full force condemning the Assad government. As of this article’s publication, the Guardian has three top headlines: one reporting on the attack and the next two condemning Assad directly (see here and here).
    Even a New Zealand newspaper, the New Zealand Herald, ran an ambitious article entitled “Donald Trump is the only leader who can stop Syrian atrocities.” No – it is not The Onion.
    In the article, the writer ignores all of the aforementioned reports regarding attacks in 2013, claiming that in that year, “the Syrian regime used sarin.” She also claims “Obama did nothing” in response.
    The claim that Obama “did nothing” makes no sense. In 2016 alone, Obama dropped over 26,000 bombs — almost half of which landed in Syria. These bombs also rained on Syrian troops in direct violation of international law. As president, Obama also oversaw the CIA’s expenditures of about $1 billion a year training Syrian rebels.
    As fears of “fake news” perpetuated by both the mainstream media and the president threaten our democratic institutions, how else can we describe these biased reports on Syria, if not “fake news?” News should be based on evidence, not molded around a foreign policy agenda of regime change.
    Perhaps the Syrian government did use chemical weapons in a stupid move that would immediately attract international condemnation and calls for war just days after the U.S. openly acknowledged they would consider leaving Assad alone. But what if the Syrian government wasn’t responsible, and the attack was, once again, committed by the Syrian rebels? Will the world unite and join Congresswoman Tulsi Gabbard in her calls to stop arming terror groups in Syria?
    Or is it that we only care about chemical weapons attacks if there is an indication that the Syrian government was behind it?
    One should bear in mind that if the rebels did commit the attack, the U.S. could actually do something about it considering America and its allies actively support them. Withdrawing support for groups that resort to these tactics would contribute to Syria’s safety and security. This is not a concern, however, because it appears the media’s ultimate focus on this story is to garner support for further war and bloodshed in the Middle East — not less of it.
    Creative Commons / True Activist / Report a typo
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  • Deputado Sartori apoiou exigência de plebiscito para vender estatais

    Quando era deputado estadual, em 2002, o governador José Ivo Sartori foi a favor da emenda que obriga o Executivo a consultar a população, através de plebiscito, para privatizar empresas estatais.
    Hoje, o governador Sartori quer que a Assembleia Legislativa mude novamente a lei, para que ele possa vender três companhias estaduais: Sulgás, CRM e o que restou da primeira fase da privatização da CEEE, sem plebiscito.
    Em 2002, a PEC 122, de autoria do deputado Vieira da Cunha, do PDT, acrescentou, no artigo 22 da Constituição Estadual, a emenda que exige o plebiscito.
    Na época, sua proposta foi assinada  por mais 20 parlamentares, entre eles o deputado Ivo Sartori, então líder do PMDB.
    Dizia a emenda: “ A alienação, transferência do controle acionário, cisão, incorporação, fusão ou extinção da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM), Companhia de Gás do Rio Grande do Sul (Sulgás) e Companhia Estadual de Silos e Armazéns (CESA), somente poderão ser realizadas após manifestação favorável da população expressa em consulta plebiscitária.” A mesma conduta já havia sido deliberada em relação ao Banrisul e à Corsan.
    No final de 2016, quando o pacote de cortes de Sartori chegou à Assembleia, uma das emendas propostas retirava a exigência de plebiscito. Não foi adiante.
    A privatização dessas três companhias é o que Sartori precisa para aderir ao Plano de Recuperação Fiscal dos Estados, a PLP/343, do governo Temer.
    Na última semana, Sartori convocou uma coletiva de imprensa para falar das três companhias. Pode ter sido uma última tentativa de convencer os deputados da base aliada que não são favoráveis à venda das companhias. Sartori também pediu que aprovem todos os projetos restantes do seu pacote.
     

  • Novos tempos na Cinemateca Capitólio

    Matheus Chaparini
    Quem passa pela esquina da avenida Borges de Medeiros com a rua Demétrio Ribeiro percebe uma novidade na fachada da tradicional Cinemateca Capitólio: o letreiro Petrobras.
    A inclusão do nome da empresa é uma exigência do projeto de modernização, financiado pela Petrobras através de Lei de Incentivo à Cultura.
    O preço dos ingressos também mudou recentemente, de R$ 10 para R$ 16. Sessões especiais, mostras e festivais seguem com o valor antigo.
    As novidades vão além. A parceria permitiu a aquisição de um novo projetor digital, uma programação intensa para 2017 e a digitalização do acervo do Capitólio.

    Sala de cinema tem 164 lugares / Ramiro Furquim/Jornal Já
    Sala de cinema tem 164 lugares / Ramiro Furquim/Jornal Já

    O diretor do Capitólio, Cristiano Trein, reconhece que a mudança do nome de um local tão tradicional da cidade gera polêmica. “A Prefeitura questionou, o governo do Estado questionou, a Fundacine questionou.” Trein afirma que a mudança do nome está prevista no acordo com a empresa. “A Petrobras entrou por causa dos naming rights. Faz parte da estratégia de marketing cultural deles.”
    Na opinião do diretor, a marca da empresa não foi colocada de forma invasiva e não descaracterizou o Capitólio. Em relação ao debate sobre se o valor investido pela petroquímica justificaria a contrapartida, ele é taxativo: “Não tem muito o que discutir. É procurar pêlo em ovo.”
    Petrobras participou também da reforma
    O Cine-Theatro Capitólio foi inaugurado em 1928. O prédio foi projetado e construído pelo engenheiro Domingos Rocco e seu primeiro proprietário foi Luís Fallace. O Capitólio possuía um equipamento moderno para a época, com 1.295 lugares para espetáculos variados. Além de filmes, a casa recebeu apresentações de ballet e teatro, e até concursos de misses.
    O cinema viveu momentos de apogeu e decadência e passou por um incêndio. Na década de 1990 a construção foi tombada pela Prefeitura.
    Em 2004, teve início uma ampla reforma que durou mais de dez anos. O custo total da reforma chegou a R$ 6,2 milhões. A Petrobras arcou com cerca de R$ 4 milhões, através da Lei Rouanet. O restante foi pago por BNDES, Ministério da Cultura  e Prefeitura de Porto Alegre.
    Como novo equipamento digital, sala de cinema pode passar filmes nos mais variados formatos / Ramiro Furquim/Jornal Já
    Como novo equipamento digital, sala de cinema pode passar filmes nos mais variados formatos / Ramiro Furquim/Jornal Já

    Para 2017, o recurso investido pela empresa foi de R$ 738.659,80. Deste valor, aproximadamente a metade foi destinada para a aquisição do projetor. O restante será investido na programação e na digitalização do acervo. O projeto foi aprovado pela Fundacine.
    O diretor da cinemateca explica que o sistema de parcerias é uma estratégia da atual gestão. “Essa gestão Marchezan-Alabarse aposta no sistema de OS. Essas fundações sem fins lucrativos são muitos funcionais para os aparelhos públicos de cultura e podem ajudar na operação”, defende.
    A programação prevista para o ano inclui seis mostras de cinema e seis workshops. Duas destas mostras acontecem no mês de maio. Entre os dias 4 e 7 de maio, a cinemateca recebe o festival É Tudo Verdade, principal mostra de documentários do país. É a primeira vez que Porto Alegre sedia o festival, que passa também por Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
    De 19 de maio a 4 de junho, acontece o festival Fantaspoa, de cinema fantástico, que inclui fantasia, ficção científica, horror e thriller.
    Acervo terá mais de 50 mil peças digitalizadas
    A terceira parte do projeto é a digitalização do acervo da cinemateca. São mais de 50 mil itens, entre filmes, cartazes, livros, matérias publicadas em jornais, entre outros. Somente filmes, são aproximadamente dez mil. A biblioteca do Capitólio possui cerca de mil livros sobre cinema. O acervo da Usina do Gasômetro foi incorporado ao Capitólio.
    Segundo o coordenador de cinema Marcus Mello, o grosso do acervo é a produção de longas e curtas do Rio Grande do Sul desde o final da década de 1980.
    Acervo da Cinemateca Capitólio tem mais de 10 mil filmes / Ramiro Furquim/Jornal Já
    Acervo da Cinemateca Capitólio tem mais de 10 mil filmes / Ramiro Furquim/Jornal Já

    O acervo do capitólio guarda alguns dos mais conhecidos filmes gaúchos, como Anahy de las Missiones, de Sérgio Silva, O Homem que Copiava, de Jorge Furtado, e o clássico dos anos 80 Verdes Anos, de Carlos Gerbase e Giba Assis Brasil.
    Há também filmes mais antigos. Os formatos são os mais diversos, 35mm, VHS, DVD, Blue Ray. “São filmes que se não forem digitalizados podem se perder para sempre”, defende o diretor Cristiano Trein.
    Não estão contabilizadas aí peças que estão em processo de catalogação. “Nós recebemos muitas doações. Todo dia chega coisa nova”, afirma o coordenador de cinema, Marcus Mello.
    Recentemente, o Capitólio recebeu em uma única doação, mais de 15 mil peças. Trata-se da coleção pessoal de Telmo Kersting, doada pela família. São mini-cartazes de divulgação de filmes. “Eram cartazes iguais aos da porta do cinema, porém menores. No verso, vinham informações como sinopse e críticas. Eram muito usados no tempo que não havia internet”, explica Mello. Segundo ele, Kersting foi uma dos maiores colecionadores deste tipo de cartazes do Brasil.
    Recentemente, em uma única doação o acervo ganhou 15 mil minicartazes de filmes variados / Jornal Já
    Recentemente, em uma única doação o acervo ganhou 15 mil mini-cartazes de filmes variados / Jornal Já

    Atualmente, a equipe da cinemateca realiza um levantamento de todos os longas-metragens já produzidos no Estado. Mello estima que sejam aproximadamente 200. Entre os filmes buscados está Crime dos Banhados, lançado em 1914, em Pelotas, considerado o primeiro longa metragem produzido no Rio Grande do Sul.
    Parte deste trabalho inclui pesquisa em jornais por matérias sobre exibição de filmes antigos dos quais não se conhece o paradeiro.
    Após a digitalização, o objetivo é começar a prospectar, ou seja, ir atrás de mais material para ampliar o acervo. Neste processes, devem se envolver universidades que oferecem cursos de cinema.
    Além de filmes, acervo tem livros, cartazes, jornais e revistas / Ramiro Furquim/Jornal Já
    Além de filmes, acervo tem livros, cartazes, jornais e revistas / Ramiro Furquim/Jornal Já

    Ainda neste semestre, o Capitólio vai adquirir um banco de dados para organizar as informações relativas ao acervo e facilitar o acesso a elas. O banco de dados também é parte do projeto em parceria com a Petrobras.
    A equipe da cinemateca já projeta uma renovação da parceria para 2018. Para a próxima etapa, o diretor Cristiano Trein quer incluir a restauração de películas. O processo é complexo e é realizado pela cinemateca brasileira, localizada em São Paulo.
    O conteúdo da película é passado para o formato de vídeo em alta qualidade. A próxima etapa é a correção das imperfeições. Em seguida, o material é digitalizado. O arquivo digital pode inclusive ser passado novamente para película. “Tem muita coisa espalhada, nossa ideia é reunir tudo aqui, mas sem retirar dos locais onde hoje estão. Vamos fazer cópias”, defende Marcus Mello.

  • Cubanos comemoram 25 anos da vacina que erradicou a hepatite B

    Desenvolvida em 1989 por pesquisadores cubanos, a vacina contra a hepatite B começou a ser aplicadas em campanhas massivas a partir de 1999.
    Desde então não se reporta caso da doença em menores de 5 anos no país. E nos maiores de 15 anos, há uma década. Treze milhões de vacinas foram aplicadas, alcançando 100% da população.
     

  • Cristianismo e Natureza no Agapan Debate de hoje

    “Cristianismo e Natureza, a posição da Igreja diante da degradação dos biomas brasileiros” é o tema central do Agapan Debate, logo mais às 19h, com entrada franca, no auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs.
    Convidados pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), participam do debate o frei Luiz Carlos Susin e o jurista e procurador de Justiça aposentado Orci Paulino Bretanha Teixeira.
    Frei Susin antecipa que em sua palestra sobre “Cristianismo e natureza: etapas de uma relação poliédrica com tumultos e sucessos” pretende fundamentar sobretudo no teólogo Jürgen Moltmann e no historiador Jacques Le Gof, abordando ainda o livro “A vida dos outros – ética e teologia animal”.
    Já Teixeira, em sua palestra sobre “O destino dos bens: uma visão jurídica” vai adequar o tema do Agapan Debate à Carta Encíclica “Laudato Si”, do papa Francisco, e a textos por ele publicados, como “O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado como direito fundamental” e o livro eletrônico “A fundamentação ética do estado socioambiental”.
    De acordo com o mediador da mesa, o filósofo e diretor budista Celso Marques, que presidiu a Agapan por três gestões, a escolha do tema se deve ao lema da Campanha da Fraternidade deste ano, definida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): ‘Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida’, ou seja, cuidar dos biomas brasileiros é uma questão de fé e cidadania.
    Para este primeiro Agapan Debate do ano, também foi considerada a importância da Encíclica Laudato Si, do papa Francisco, de 24 de maio de 2015. Nela são abordados, com profundidade, temas ecológicos, éticos e o consumismo, motivadores de uma nova postura da Igreja Católica diante das questões que assolam “a nossa casa comum”, o Planeta.
    “Na verdade, o que vai permear os debates são questões teológicas/filosóficas/ecológicas que apontam para um novo paradigma com relação a essa revolucionária encíclica papal”, antecipa Marques.
    Debatedores
    Sobre a situação de degradação que atinge não apenas o Pampa gaúcho, mas os demais biomas brasileiros, a Agapan convidou para avaliar o papel e a interferência da Igreja e das religiões nessa defesa o frei Luiz Carlos Susin, doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, professor na PUC e na Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana, de Porto Alegre. Foi secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia da Libertação, durante o Fórum Social Mundial e, pela sua obra (29 livros e numerosos artigos e palestras), recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura Religiosa no ano 2000.
    Orci Bretanha Teixeira é o outro debatedor. Procurador de Justiça aposentado (Ministério Público do Rio Grande do Sul), mestre em Direito e doutor em Filosofia. Lecionou na Faculdade de Direito da PUC e na Fundação Escola Superior do Ministério. Atualmente é advogado.
    Celso Marques, mediador, ecologista, presidiu a Agapan de 1986 a 1993, atual conselheiro. Bacharelado, com licenciatura em Filosofia na Ufrgs, universidade da qual é professor aposentado de Filosofia do Colégio de Aplicação. Monge budista da tradição Sotô Zen, atualmente dirige o Instituto Zen Buda Maitreya, sendo monge orientador do Zendo do Diamante, em Porto Alegre, além de escritor, violonista, compositor popular e poeta.
     

  • A crise atual e o Capital

    João Alberto Wohlfart
    A cada dia que passa novos fatos se descortinam diante dos nossos olhos, com uma força e velocidade impressionantes. O caso da operação Carne Fraca, com envolvimento de grandes frigoríficos e do agronegócio, é um novo capítulo no contexto geral de desmonte e desintegração ética, moral, econômica e social do Brasil. Mas a estrutura, a organização e os acontecimentos do capitalismo atual precisam ser interpretados a partir de um referencial teórico crítico e consistente. Pois, neste ano de 2017 comemoramos os 150 anos da primeira edição de o Capital, de Karl Marx, publicada em 1867.
    Para uma aprofundada crítica ao sistema capitalista atual, esta obra é uma referência permanente. Depois da queda do muro de Berlin, em 1989, o Capital ficou escondido sob as cinzas do esquecimento e do desprezo. Era tido como obsoleto e definitivamente superado. Bastou eclodir a grande crise do capitalismo internacional, a obra ressuscitou gloriosamente e se tornou o livro mais vendido em todo o mundo. Nestas linhas vamos tentar esboçar alguns tópicos que expressam a importância da obra para a compreensão do capitalismo atual. Tentamos destacar alguns pontos elencados por Marx há 150 anos e que hoje são evidentes:
    A desigualdade social: O fosso social entre ricos e pobres não é por acaso ou por vontade divina. Também não se deve a um preconceito social que rotula os mais pobres como vagabundos, pois muitos pensam que a causa da crise é porque não se quer mais trabalhar, razão pela qual a preguiça dos mais pobres é a razão principal da crise. A profunda desigualdade social reinante em nosso Brasil e no mundo inteiro é causada pelos mecanismos de exploração capitalista que concentra a renda nas mãos de poucos. Portanto, os que trabalham e produzem são explorados até às últimas consequências, com a concentração da renda nas mãos da classe dominante. A sociedade capitalista está estruturada nos detentores do capital sustentados por uma massa de trabalhadores.
    O fetichismo da mercadoria: Um dos conceitos fundamentais da grande obra de Marx é fetichismo da mercadoria. Para ser bem direto, é o resultado da transformação do sujeito em coisa e da coisa em sujeito. O trabalho do trabalhador produz os objetos de consumo que passam a circular no comércio e no mercado. Como a economia capitalista não se centraliza na satisfação das necessidades básicas e na dignidade do ser humano, mas no acúmulo e no lucro desenfreado, produz o mecanismo do fetichismo da mercadoria. Trata-se de um poder implícito aos objetos em função de sua beleza e tecnologia, força que passa a dominar os trabalhadores e as pessoas. As mercadorias têm funções implicadas nelas mesmas e que dominam as ações dos consumidores.
    A luta de classes: Para o velho Marx, um dos vieses de interpretação da história é a luta de classes. Trata-se da velha lógica dos que mandam e dos que obedecem, dos que dominam e dos que são dominados, dos livres e dos escravos. No modelo econômico capitalista estas oposições ficam mais radicais e extremadas. É a oposição entre a classe dos detentores do capital e a classe trabalhadora, esta última explorada através dos baixos salários, das longas jornadas de trabalho, da repetição de movimentos físicos e da incorporação da ideologia capitalista que aliena esta classe. Quando os trabalhadores se organizam, trava-se uma luta constante contra a classe capitalista, com causas como a melhoria dos salários e melhores condições de trabalho, redução da jornada de trabalho e dignidade do trabalho. Nos últimos 150 anos, esta luta teve múltiplas manifestações e múltiplos capítulos.
    A lógica do dinheiro: O dinheiro não é apenas um simples meio de troca, como se compra uma determinada mercadoria por certa quantidade de reais enquanto expressão numérica do seu valor. No mecanismo de produção e de troca, o dinheiro se multiplica e se transforma em capital. Nesta situação, ele se transforma em meio social de troca, valoriza e quantifica tudo e aparece como medida de valor de tudo. Nesta lógica, o que não é valorizado pelo dinheiro e não aparece na sua sistemática de troca, não existe. Na circularidade da produção e da troca, o ser humano é rebaixado a uma coisa que se troca por outra, e tem no dinheiro o referencial de troca. Esta lógica tem como consequência social a coisificação das relações sociais, pois todos os seres humanos entram no círculo da troca, do consumo e da lógica das coisas. A única forma de relacionamento social passa a ser a troca e o consumo através da mediação do dinheiro, onde os seres humanos se relacionam através da lógica do valor de troca das coisas.
    A alienação do trabalhador: Uma das facetas mais perversas da economia capitalista amplamente exposta em o Capital é a alienação do trabalhador. Há uma sucessiva complexificação do capital contrastada frontalmente com o esvaziamento e a alienação do trabalhador. No exercício do trabalho, o trabalhador é progressivamente esvaziado de sua subjetividade e de sua liberdade transferidas para o capital que se transforma em sujeito do processo. A vida espiritual do trabalhador fica absorvida e expropriada pelo capital que a incorpora ao seu próprio movimento de constituição. A força viva do trabalhador é esvaziada e transferida para a estrutura do capital. Nisto o trabalhador se transforma em coisa e o capital no sujeito do processo. Nesta lógica, as relações sociais são dissolvidas e substituídas por relações entre coisas, pois as pessoas são absorvidas pelo sistema de troca de coisas e mercadorias.
    O domínio do capital: Na obra, estruturada em três livros e em seis volumes, Marx expõe a lógica do capital. É feita uma analogia com o Deus clássico, só que em Marx ele não proporciona vida, nem liberdade. O capital é uma força econômica que expropria a subjetividade e a liberdade do homem, transformando-o em coisa. Quem lê o Capital do começo ao fim percebe que o capital vai ficando cada vez mais gigante, enquanto o trabalhador e o homem vão sendo rebaixados à condição de coisa e de mercadoria. O único que sobra do homem é a sua força física necessária para manter a força de trabalho. Em termos atuais, o capital destrói o homem, as relações sociais, a natureza, os ecossistemas e se destrói a si mesmo. As crises atuais, tais como a econômica, a política, a social, a ecológica, a antropológica e tantas outras, são provocadas pela lógica do capital, a razão mais profunda do modelo econômico capitalista que nos domina e nos escraviza.
    As formas do capital: Marx identifica três formas de capital: o capital financeiro, o capital industrial e o capital mercantil. É o mesmo capital nas modalidades diferenciadas através das quais circula. O dinheiro se converte em capital industrial e estes em capital mercantil. Quando o capital dinheiro se converte em indústria e em circulação da mercadoria, não se esvazia e não se dissolve, mas ele se acumula em forma de lucro. O capital é uma estrutura cíclica que se constrói na circularidade, na qual todas as modalidades são cíclicas e circulam em si mesmas através da circularidade das outras, e a totalidade do capital é condicionado pela conversão de uma modalidade na outra. Através do dinheiro são compradas forças produtivas e indústrias, a produção das indústrias circula no mercado e é trocada por dinheiro, quando recomeça o círculo da produção e do consumo. Nesta lógica, a circulação do capital através da indústria e da circulação no mercado produz o lucro. Nesta sistemática de circulação, o homem é cada vez mais fragilizado e esmagado.
    O capital e os juros: Marx já faz uma ampla exposição sobre uma forma ainda mais violenta de exploração do capital que são os juros. É a especulação financeira. O capital não é mais gerado a partir do movimento interno de produção material, mas o dinheiro se multiplica a si mesmo, sem a mediação da produção material. Neste formato, é muito mais lucrativa a especulação que o processo produtivo. Aparentemente, este mecanismo não tem nada a ver com o universo material da produção, mas os grandes empresários e corporações econômicas recolhem o dinheiro do processo de circulação e o depositam nos bancos, onde cresce de forma autônoma. Esta modalidade de capital financeiro fragiliza a produção, dissolve a base material da sociedade e explora até às últimas consequências o trabalhador. A especulação financeira concentra nas mãos de poucos a quase totalidade da riqueza disponível no Planeta e distribui apenas migalhas para grande parte da população mundial. A chamada dívida pública dos Estados é o mecanismo principal desta lógica perversa, pois eles recolhem os recursos em forma de impostos e os destinam ao capital financeiro dos grandes bancos. Este modelo, na atualidade, provoca os grandes desequilíbrios sociais, econômicos e ecológicos em escala mundial.
    A autodestruição do capital: Marx mostra em o Capital que a lógica do lucro capitalista não é um movimento eterno de acumulação, mas as sua lógica é autodestrutiva. Dito de forma mais precisa. O que caracteriza a lógica de construção do capital também representa a sua autodissolução. Os lucros dos grandes aglomerados capitalistas precisam sair de algum lugar, e quando este esgota, dissolve-se a lógica do capital. O esgotamento dos recursos naturais do Planeta representa um suicídio do próprio sistema capitalista. A dissolução da base produtiva material pela especulação financeira integra a lógica intrínseca do capital na qual ele próprio se dissolve. A imensa sede de lucro não tem contrapartida de produção, o que tende a gerar um alto índice de endividamento, um pecado capital que não apenas condena o infrator ao inferno, mas dissolve o próprio sistema capitalista.
    Infraestrutura e superestrutura: Parece uma leitura ortodoxa, mas na atualidade ela se revela profundamente evidente. Segundo Marx, a infraestrutura é constituída pela base material da sociedade, distribuída no sistema de produção da agricultura e das indústrias, na circulação do capital e no comércio nacional e internacional, e no sistema do dinheiro e nos bancos. A superestrutura é constituída pelo Estado, pelas leis, pelo judiciário, pela Religião, pelas ideias e pelo sistema educativo. A função da superestrutura é manter e legitimar a ordem econômica capitalista estabelecida. Hoje isto fica claro porque o governo golpista se estabeleceu no poder para privilegiar os ricos e a classe dominante. O judiciário legitima os atos da classe dominante, protege a grande propriedade privada e criminaliza os movimentos sociais. As ideias que circulam na sociedade se transformam numa ideologia de sustentação e de legitimação da estrutura social estabelecida. A Religião muito contribui para desviar a atenção e anestesiar as consciências.
    Elencamos acima, de forma pontual e sintética, alguns aspectos estruturantes de o Capital, de Karl Marx. É claro que não se trata da única matriz teórica para a compreensão aprofundada do sistema econômico capitalista, mas, seguramente, é uma referência fundamental e indispensável. Diante de um cenário nacional e internacional de graves questões que atingem a humanidade do homem, a obra do velho Marx, publicada em sua primeira edição em 1867, merece ser celebrada. Ela denuncia, com profundidade e radicalidade epistemológica, o espetáculo de exploração, de expropriação, de dissolução e de coisificação do ser humano pelo sistema capitalista neoliberal. As contradições internas analisadas por Marx se aprofundaram e se complexificaram nos dias atuais, razão pela qual a obra segue sendo atual e nova.