Autor: da Redação

  • Helicóptero fazia parte de um plano de fuga, suspeita a polícia

    Apresentou uma carteira de identidade falsa na agência do Taxi Aereo

    Polícia divulga imagens de suspeito de roubar helicóptero para fuga de presos Divulgação/Polícia Civil

    Imagem foi registrada na empresa de táxi aéreo de CanelaFoto: Divulgação / Polícia Civil
    As primeiras imagens do homem que alugou o helicóptero em Canela foram divulgadas pelas autoridades, 24 horas depois. O caso, ocorrido no sábado, ainda intriga o meio policial.
    Com a carteira falsa, a um jovem bem apessoado  alugou o helicoptero da  Tri Táxi Aéreo, em Canela, às 11 horas de sábado.
    Deixou um carrão no estacionamento da empresa, (depois se veria que era um veículo clonado).
    Trinta minutos depois ao aterrissar em Triunfo foi anunciado o sequestro. Mas de repente os criminosos mudam de idéia, abandonam o helicóptero e fogem em dois carros.
    A hipótese  mais provável, segundo a Delegacia de Roubos, do Deic, é de um plano de fuga, em que o helicóptero seria usado para resgate de presos, provavelmente em um dos presídios de Charqueadas.
    O piloto do helicóptero, levado pelos bandidos, foi largado na Vila Dique, no Bairro Sarandi, Zona Norte de Porto Alegre.
    Segundo a Polícia, por alguma razão ainda não esclarecida,  os criminosos abortaram o plano de fuga. “O motivo da desistência ainda é investigado”.
  • Livrai-nos do Mal: exposição é prorrogada a pedido de escolas

    Exposição Livrai-nos do mal fica até dia 29 no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
    A exposição Livrai-nos do mal, da artista plástica Graça Craidy, teve seu período de exibição prorrogado até o próximo dia 29, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo – inicialmente o término estava previsto para 8 de abril, quando completou um mês em cartaz.
    A prorrogação deve-se ao interesse de escolas em visitar a mostra, que, em 50 quadros, denuncia a violência contra a mulher, incluindo feminicídio, estupro, agressões e abandono.
    A mostra tem recebido a visita de alunos de escolas públicas, que conhecem as obras e debatem o tema em visita guiada pela autora da coleção. Professores de São Paulo e Minas Gerais entraram em contato com a artista para usar seu trabalho em discussões em sala de aula.
    Dias atrás, a exposição foi visitada pela desembargadora aposentada Maria Berenice Dias, referência no país em questões de gênero, que escolheu uma das pinturas para ilustrar a capa de seu próximo livro sobre Lei Maria da Penha. Quadros de Graça também farão parte de uma exposição sobre empoderamento feminino que será montada por alunos de museologia da UFRGS.

    Contato com a artista:
    gcraidy@gmail.com
    gcraidy@uol.com.br
    51 9 9996-3035

  • Zoobotânica tem mais de cem pesquisas em andamento

    Laboratório de Liquenologia do MCN, por exemplo, abriga trabalhos tão importantes ao meio ambiente como desconhecidos.
    Cleber Dioni Tentardini
    O Museu de Ciências Naturais (MCN) e o Jardim Botânico de Porto Alegre, duas das três instituições vinculadas à Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB), têm mais de cem projetos de pesquisa  em andamento.
    Envolvem áreas como ecologia, conservação e história natural, diversidade, sistemática e taxonomia, anatomia e morfologia, paleontologia, monitoramento de qualidade e impactos ambientais, monitoramento e inventário de fauna e flora, eco-epidemiologia.
    Desde os líquens que se agregam às árvores em Porto Alegre, e que são indicadores dos níveis de poluição na cidade, até as propriedades medicinais de uma espécie de cocão, um parente da coca colombiana, que está ameaçada de extinção.
    Além das pesquisas em seus laboratórios, a Zoobotânica abre seus acervos a centenas de estudantes de todos os níveis de ensino, principalmente da graduação e pós-graduação, de várias cidades gaúchas, de outros estados e países.
    Líquen,  bioindicador ambiental
    Dentre os diversos projetos, financiados pelo governo federal através bolsas de iniciação científica do CNPq, Capes e Fapergs, principalmente, o Laboratório de Liquenologia da FZB abriga trabalhos cujos resultados são tão importantes ao meio ambiente como desconhecidos.
    Apesar da desinformação, são considerados biomonitores da qualidade do ar muito eficientes, a exemplo dos testes químicos feitos pela Fepam em áreas conhecidas de Porto Alegre como defronte à Estação Rodoviária.
    Os líquens indicam a presença na atmosfera de gases como enxofre, ozônio, nitrogênio, e de metais pesados como cromo, zinco e mercúrio. Começaram a ser testados também para monitorar as mudanças climáticas.

    Tronco com a espécie herpothallon rubrocinctum
    Tronco com a espécie herpothallon rubrocinctum

    A bióloga Suzana de Azevedo Martins, do Museu de Ciências Naturais da FZB, uma das maiores especialistas em líquens no Brasil, explica que esses organismos resultam da união de fungos com algas ou cianobactérias (responsáveis pelo gosto de terra na água).
    “Como são extremamente sensíveis, esses organismos são bioindicadores da qualidade do ar muito eficientes. São “indicadores ambientais” que podem nos dar muitas respostas sobre mudanças climáticas, inclusive”.
    Os líquens na verdade estão por toda parte: “Eles são considerados epífitos, não sugam nada, não retiram nutrientes de uma planta, por exemplo. Estão ali no tronco como podem estar num telhado, em uma folha, no chão, em diferentes tamanhos, colorações e formatos, porque as algas estão ali naturalmente, é o habitat delas. Agora, o fungo que forma o líquen não existe sozinho. A parte reprodutiva do fungo libera um esporo, que vai cair num determinado local, e esse substrato é usado apenas para sustentação, captação de luz e de água”, afirma.
    Como esses organismos produzem várias substâncias, também são utilizados na medicina, como recuperação de queimados, fabricação de antibiótico. As indústrias de cosméticos, perfumaria, desodorante, almíscar, aproveitam também os líquens como fixadores de aromas.
    Amostra de várias espécies de fungos liquenizados/Cleber Dioni
    Amostra de várias espécies de fungos liquenizados (à direita)/Cleber Dioni

    Cladonia confusa
    Cladonia confusa

    Deduz-se que existam em torno de 5 mil espécies de fungos liquenizados no Brasil. No RS, já foram descobertas 1.200. “Há espécies endêmicas (características de determinadas localidades) mas são praticamente pan-tropicais, ocorrem no mundo inteiro, porque se adaptam bem”, garante a especialista.
    Tem que amar para estudá-los, diz bióloga
    Suzana trabalha há 37 anos na Fundação, onde ingressou como estagiária. Hoje coordena o Laboratório de Liquenologia, da Seção de Botânica de Fanerógamas, no Museu de Ciências Naturais da FZB.
    Seu primeiro contato com os líquens foi durante a implantação do Polo Petroquímico, em Triunfo. A Zoobotânica foi contratada para fazer o diagnóstico da área antes da implantação do Polo e, naquela época, como estudante, Suzana foi como auxiliar no projeto. “Meus orientadores foram a professora Maria Henriqueta Homrich, e dois alemães, o Winkler e o Grüninger, especialistas em líquens. A professora sugeriu trabalhar com esse grupo porque não havia ninguém estudando eles no Estado. Elaboramos um projeto e o CNPq aprovou uma bolsa de iniciação científica”, lembra.
    Suzana no herbário da Fundação Zoobotânica/Cleber Dioni
    Suzana no herbário da Fundação Zoobotânica/Cleber Dioni

    Sua tese de doutorado em São Paulo teve como orientador o cientista Marcelo Marcelli, então o maior liquenólogo brasileiro. “Ali, ele já me advertiu que só iria me aceitar como orientanda porque eu já estava familiarizada com o assunto, pois era mestre em Ecologia, do contrario, ele não o faria, recorda. Porque é muito difícil, tem que avaliar vários fatores além das especificidades de cada líquen, como o ph da casca da árvore, a rugosidade, temperatura do microambiente, umidade, luminosidade etc”.
    A bióloga deu aula por 15 anos na Faculdade de Nutrição do IPA, onde lecionava a disciplina de Biologia Geral, e, hoje, dedica-se, com o mesmo entusiasmo de quando começou, a orientar os futuros liquenólogos. E faz questão de adverti-los logo no início: “É preciso amar os líquens para estudá-los a fundo porque são tão apaixonantes como complexos”, ressalta.
    Estudo começou em 1979 no Polo Petroquímico
    Os estudos com líquens tiveram início no Rio Grande do Sul pelas pesquisadoras Lia Martau e Lúcia Aguiar, em 1979, no então denominado Núcleo de Vegetais Superiores e Intermediários. Os fungos foram utilizados por ocasião dos estudos de diagnóstico ambiental nos municípios de Triunfo e Montenegro, objetivando o licenciamento para implantação do Pólo Petroquímico.
    Espécie nova na APA do Caraá
    Suzana é co-orientadora, ao lado dos professores universitários, de quatro bolsistas, ligados a diferentes universidades. A estudante Jéssica Araújo, da Uniasselvi, iniciou recentemente o projeto dos “Líquens como indicadores biológicos na APA Municipal do Caraá/RS”. “Já encontramos a uma espécie nova de líquen para ciência”, diz.
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    Jéssica é aluna da graduação e ingressou agora no mundo dos liquenólogos/Cleber Dioni

    Reserva preservada no Lami
    A bióloga Daniela Weber, da Unilasalle, desenvolve pesquisa com os líquens na Reserva Biológica do Lami desde agosto de 2015. Ela está avaliando a diversidade e a quantidade de líquens em nove tipologias vegetacionais da reserva, como a mata alta, mata baixa, restinga, banhado e campo sujo.
    Daniela faz pesquisas na Reserva do Lami/Cleber Dioni
    Daniela faz pesquisas na Reserva do Lami/Cleber Dioni

    “Meu objetivo é comparar que tipo de líquen há em cada tipologia, e se há diferenças ou não. A partir de coletas de uma colega e das que eu realizei, já conseguimos verificar que há diferença entre a mata baixa 1 e restinga, na primeira é mais úmida e tem uma quantidade maior de líquen. Conseguimos coletar mais de 120 exemplares de líquen lá. Nossa próxima coleta é a Ponta do Cego, a área mais preservada”, projeta.
    Outros dois projetos no laboratório do MCN tratam da ‘Utilização de líquens pelas aves na construção de seus ninhos’ e ‘Líquens como indicadores da qualidade do ar no município de Campo Grande, MS’. Neste, desenvolvido na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Suzana é colaboradora de sua ex-aluna de doutorado.
    São poucas pesquisas, mas com bons resultados
    O Brasil ainda está engatinhando nas pesquisas de líquens, segundo Suzana, mas há boas perspectivas. “Há poucos liquenólogos brasileiros, mas fazemos parte de um grupo brasileiro e outro latino-americano, em ambos somos muito unidos, e do qual participam dois especialistas europeus com quem trocamos muitas experiências”, diz a bióloga.
    Suzana está otimista diante dos bons resultados das pesquisas. “Agora mesmo nós formamos a Fabiane Lucheta no mestrado da Feevale. Ela trabalhou ao longo da Bacia do Rio dos Sinos, comparando as localidades em diferentes municípios, analisando a diversidade e riqueza de espécies de líquens. E posso dizer que ela teve excelentes resultados porque ela trabalhou nas áreas rural, rural-urbana e urbana industrial.”
    Fabiane defendeu sua dissertação em 20 de fevereiro deste ano. O trabalho “Líquens como indicadores ambientais na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos: Estrutura Comunitária e Análise Funcional teve como orientador o professor Jairo Schmitt, da Universidade Feevale, e co-orientadora, a especialista da FZB.
    O estudo foi realizado em nove municípios – Caraá, Rolante e Santo Antônio da Patrulha (trecho superior – matriz rural), Parobé e Sapiranga (trecho médio – matriz rural/urbana), Estância Velha, Novo Hamburgo, São Leopoldo (trecho inferior – matriz urbana/industrial), que apresentam diferentes níveis de urbanização e industrialização.
    Fabiane analisando e coletando amostras/Divulgação
    Fabiane analisando e coletando amostras/Divulgação

    “Observamos que com o aumento da industrialização nas cidades localizadas ao longo do Rio dos Sinos (do trecho superior ao inferior) houve mudanças também nas comunidades de líquens. O número de espécies diminuiu e a quantidade de espécies tolerantes e generalistas aumentou nos municípios localizados no trecho inferior. Já nos municípios do trecho superior, registramos um maior número de espécies exclusivas e características de ambientes mais úmidos. Líquens são importantes indicadores das mudanças ambientais causadas por ações antrópicas, como o desmatamento e a transformação de florestas em áreas urbanas, como demonstramos com esse estudo”, ensina Fabiane.
    Pesquisa sobre qualidade do ar em bairros da Capital
    Outra aluna de Suzana, a bióloga Márcia Kaffer, fez sua tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ecologia, da UFRGS, tendo como orientadora a Vera Vargas, do Setor de Biologia da Fepam (atualmente desativado).
    Seu trabalho, defendido em 2011, comparou a biodiversidade de líquens em 32 bairros da área urbana de Porto Alegre e um ponto no Parque de Itapuã, em Viamão. “Usei duas metodologias. No passivo, foram avaliados a comunidade de líquens nestes bairros, mapeando diferentes árvores. Como resultado tivemos um expressivo número de espécies, com registro de novas espécies para ciência, novas ocorrências para o Brasil e RS. Também aprimorei um índice de qualidade do ar (empregado no Hemisfério Norte) para tornar ele mais sensível e adequado para o Hemisfério Sul. No ativo, fiz a exposição de duas espécies de líquens em três bairros da capital (Santa Cecília, Anchieta e Jardim Botânico). Analisei a presença de alguns metais pesados, enxofre e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos no talo das espécies de líquens, além da realização de análises morfofisiológicas”, explica Márcia.
    Mesa com as espécies liquênicas estudadas por Márcia numa das estações/Divulgação
    Mesa com as espécies liquênicas estudadas por Márcia numa das estações/Divulgação

    As análises de mutagênese foram realizadas por um teste (Salmonella/microssoma) utilizando partículas do ar retirados dos filtros de ar das redes de monitoramento da Fepam. Esta análise foi realizada pela equipe da minha orientadora nas dependências do Setor de Biologia da FEPAM.
    Testes com líquens para Braskem duraram 16 anos
    A Laboratório de Liquenologia do MCN capitaneado por Suzana prestou serviços para a Braskem durante 16 anos, de 1999 a 2015. “Na antiga Copesul avaliávamos tanto gases como metais pesados. Mas esses dados não podem ser divulgados sem autorização da Braskem”, diz Suzana.
    Bióloga mostra onde estão guardadas as amostras /Cleber Dioni
    Bióloga mostra onde estão guardadas as amostras /Cleber Dioni

    Também houve parcerias com a GKM do Brasil, onde foram analisados metais pesados durante dois anos; para uma termelétrica a carvão, de Canoas, onde foi monitorado enxofre; assim como na Refinaria Alberto Pasqualini – Refap, onde o gás poluente analisado era o enxofre também.
    “Quando uma empresa nos contrata para realizar um monitoramento da qualidade do ar em seu entorno, primeiro vamos conhecer o ramo da indústria para saber o que está sendo lançado na atmosfera. Se for do ramo coureiro-calçadista, provavelmente são metais pesados, então é isso que vou buscar nas amostras”, ressalta a bióloga.
    Cladonia didyma
    Cladonia didyma

    Herpothallon roseocinctum
    Herpothallon roseocinctum

    A fim de padronizar as espécies para saber como irão reagir perante determinados poluentes, são utilizadas câmeras de fumigação, existentes na Ufrgs. “Então fumigamos um determinado gás em diferentes concentrações, por certo tempo de exposição, para ver como reagem esses organismos a diferentes gases. Depois, observamos isso na natureza, próximo de alguma indústria, para ver se ela é potencialmente poluidora ou não. Também já utilizamos outros vegetais, como goiaba, alfafa, feijão, bromélia”, destaca a pesquisadora.
    Apesar dos resultados confiáveis, até agora os liquenólogos da FZB só fizeram parcerias com a iniciativa privada. A Fepam, por exemplo, nunca utilizou líquens no monitoramento da qualidade do ar. Uma vez chegou às minhas mãos um laudo sobre essa termelétrica em Canoas e a bióloga que fez um levantamento citava a ocorrência de uma espécie de líquen que nem ocorria no Brasil. Depois de um tempo, a indústria nos chamou para fazer uma análise e identificamos 72 espécies. Quase ninguém conhece a fundo esse organismo.
    Por isso, a importância de multiplicar esse conhecimento. Existe um tipo de reprodução dos líquens que chama sorédios, então eu brinco que eu já lancei meus sorédios por aí”, brinca Suzana.
    Herpothallon rubrocinctum
    Herpothallon rubrocinctum

    Preocupa destino do patrimônio genético
    Além de pesquisadora e editora-assistente da Revista Iheringia Série Botânica, é curadora de três coleções no MCN – de Fungos, Líquens e Briófitas, conservadas no Herbário Alarich Schultz. O HAS possui registros da flora gaúcha e muitas coletas de outros estados. As coleções têm 12 mil amostras de líquens, 500 de fungos e umas 100 amostras de briófitas, que começou há pouco. O herbário como um todo tem mais de 120 mil amostras, contando com as algas e as plantas vasculares.
    Curadora mostra as coleções preservadas no HAS
    Curadora mostra as coleções preservadas no HAS

    “Está tudo armazenado aqui e a gente quer saber para onde serão enviadas as coleções. E tem os typus, que são os primeiros testemunhos de uma nova espécie. E tudo isso é patrimônio genético. Porque em 2002, a nossa Fundação foi reconhecida como fiel depositária de um banco genético. Então, muitas amostras são enviadas para nós. Eu recebo muito fungo do pessoal da UCS, de Caxias do Sul”, completa.

  • Transparência em Porto Alegre: as perguntas que a Comunitas não responde

    Ao longo da semana, a reportagem do JÁ procurou a Comunitas,  para esclarecer sua atuação junto à Prefeitura de Porto Alegre..
    A posição da organização é a seguinte: ninguém fala. A assessoria de imprensa da Comunitas solicitou que encaminhássemos as perguntas por email.
    Na primeira troca de emails, não foram respondidas todas as perguntas. Desta forma, reenviamos algumas questões. As respostas estão no final deste texto.
    A Comunitas é responsável pelo Banco de Talentos, que faz a seleção de cargos de direção da prefeitura, como CCs, diretores de órgãos do municípios e secretários adjuntos.
    É a Comunitas que contrata a Falconi Consultores de Resultado, através do acordo de cooperação firmado com o Poder Público para implantação do programa Juntos Pelo Desenvolvimento Sustentável.
    À Falconi cabem alguns dos principais projetos da gestão do prefeito Nelson Marchezan Júnior: a reforma administrativa, o programa de metas da gestão e o equilíbrio fiscal.
    A reportagem procurou também a Falconi. Desde quarta-feira, estamos em contato com a assessoria de imprensa da empresa, que deve se manifestar na próxima segunda-feira.
    Confira a íntegra das respostas da Comunitas:
    Como se deu a escolha da Falconi? Foi uma escolha da Comunitas ou da prefeitura?
    No contrato, está previsto que a Comunitas pode captar recursos para o programa, desde que comprovado que todo o recurso seja utilizado no programa. Qual o valor já captado até o momento?
    O contrato prevê ainda a nomeação de um padrinho em cada cidade em que o Juntos é implementado. Quem é o padrinho em Porto Alegre?
    Qual a composição do Comitê de Líderes Locais?
    Quem foram os/as doadores/as e quais os valores das doações?
    A Prefeitura de Porto Alegre repassou algum recurso à Comunitas? Se sim, quanto? Se não, qual o interesse da ONG em trabalhar de graça para o Município?
     
    POSICIONAMENTO COMUNITAS
    PARCERIA COM PREFEITURA DE PORTO ALEGRE
    A Comunitas é uma organização da sociedade civil independente criada em 2000 que tem como causa o aprimoramento dos investimentos sociais corporativos. Um dos seus projetos, o Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável, criado em 2012, ajuda municípios a aprimorar a gestão pública a partir de articulação de alianças inovadoras intra e intersetoriais.
    O acordo de cooperação realizado com a Prefeitura de Porto Alegre, por meio da parceria técnica com a Falconi Consultores de Resultado trata-se de uma doação inserida no Programa Juntos Pelo Desenvolvimento Sustentável e contempla o diagnóstico dos principais desafios da cidade.
    O programa não depende do repasse da prefeitura em nenhum dos 14 municípios onde atua e sim de investimento resultante da coalisão de líderes empresarias que contribuem para o projeto sem nenhuma contrapartida. As escolhas dos consultores e parceiros é baseada em critérios técnicos estabelecidos pela Comunitas com base em sua expertise em gestão pública.
    Os membros do Comitê de Líderes do Juntos Pelo Desenvolvimento Sustentável constam no site da organização e são de acesso público.
    Vale ressaltar que todo o trabalho desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre – e demais Municípios onde a Comunitas atua – seguiu as normais legais e foi pautado na ética e na transparência, valores mandatórios em qualquer projeto da organização.
    Perguntas enviadas na sexta-feira, 7, e respectivas respostas.
    O contrato prevê que  a Comunitas pode captar recursos para o programa. O prefeito Marchezan disse que o valor captado está no site da Comunitas, porém, não consegui localizar. Qual o valor já captado até o momento?
    A missão da Comunitas é apoiar o aprimoramento da gestão pública municipal e, consequentemente, a melhoria dos serviços prestados à população. Isso acontece por meio de uma coalizão entre iniciativa privada, sociedade civil, líderes públicos e privados, através de uma governança compartilhada.
    O contrato prevê ainda a nomeação de um padrinho em cada cidade em que o Juntos é implementado. Quem é o padrinho em Porto Alegre?
    Não há menção a nomeação de um padrinho no contrato. Há na metodologia do Juntos a opção de existir esse papel, sendo o padrinho um membro do comitê de líderes que acompanha mais de perto as atividades com olhar estratégico garantindo que os princípios e valores da governança estejam presentes. Esse papel, no entanto, não existe em Porto Alegre.
    O Comitê de Líderes está no site da Comunitas. O plano de trabalho prevê também um Comitê de Líderes Locais, qual a composição do Comitê de Líderes Locais?
    O Comitê de Líderes nacionais atua em diálogo com líderes empresariais locais e entidades da sociedade civil, e, juntos, formam o Núcleo de Governança, fundamental para a sustentabilidade das ações na cidade.

  • Sequestro de helicóptero ainda não tem explicação

    Dois homens contrataram um helicóptero em Canela na tarde deste sábado.
    Mandaram rumar para Triunfo e, no desembarque, anunciaram um assalto, segundo as informações do Batalhão de Aviação da Brigada Militar.
    O vôo partiu de Canela às 11h e pousou por volta das 11h30 em uma fazenda, no bairro Benfica, interior de Triunfo.
    A polícia baseada no depoimento do piloto, informou que os bandidos desceram próximo a um galpão, onde estavam outros  homens armados.
    A Brigada Militar chegou a emitir alertas sobre um possível resgate de presos.
    No entanto, por volta das 15h40, a BM confirmou que o helicóptero foi localizado em Triunfo.

    Estava com as luzes ligadas, algumas peças ao redor e uma fita de carga engatada na aeronave, pronta para a decolagem de vôo com carga externa.
    Testemunhas informaram ao batalhão que quatro homens e uma mulher tinham saído às pressas em dois veículos pratas, um civic e um corolla, em direção a BR-386.
    A aeronave modelo Bell Helicopter 206B, prefixo PT-HOJ, pertence a empresa TRI Táxi Aéreo, com sede em Canela.
    (Com informações do ClicRBS )
     

  • Largo dos Açores: nem prefeito sabe porque obra está parada

    Felipe Uhr
    Foi a última pergunta feita ao Prefeito Nelson Marchezan, durante sua coletiva de imprensa do balanço dos primeiros cem dias de governo, realizada no Paço Municipal na sexta-feira, dia 7 de abril.
    – Prefeito, a obra no Largo dos Açorianos por que está parada?
    – Não sei te dizer.
    – Porque existem recursos… (indagou o repórter)
    – Não tenho, não tenho essa informação.
    Depois disso o prefeito se despediu e a coletiva encerrou-se.
    A  revitalização do Largo dos Açorianos está parada desde janeiro quando caminhões, e máquinas foram retirados do local.  Desde lá, as informações sobre a obra são escassas. Nem a empresa responsável pela obra nem a Prefeitura falaram muito a respeito.
    A secretária adjunta Ilza Berlato, do Meio Ambiente, pasta responsável pela obra, não atende aos pedidos de entrevista.
    André Sant’Ana, diretor comercial da Elmo Eletro Montagens, a executora da obra, em fevereiro alegou “um desajuste financeiro no cronograma”. Ou seja os repasses haviam sido cortados.
    O restauro do Largo dos Açorianos foi orçado em cerca de R$ 4,8 milhões, conforme a licitação, a previsão de entrega da obra era para junho. Os recursos estão previstos do Fundo Municipal do Meio Ambiente.

    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

     
     
    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

  • Jorge Aguiar expõe em Minas fotos que Porto Alegre não quis ver

    Higino Barros-
    Tiradentes não tem a suntuosidade barroca de Ouro Preto e de São João del Rei, mas certamente é a mais charmosa das cidades históricas mineiras.
    Pois é em Tiradentes, durante o 7º Festival Internacional de Fotografia, que o fotógrafo Jorge Aguiar mostra seu novo trabalho, intitulado “Hades- Deus do Inferno”, uma síntese mergulho de suas incursões no Presídio Central de Porto Alegre e no Instituto Psiquiátrico Forense Maurício Cardoso.
    As fotos, feitas entre 2012 e 2014,  não receberam nenhum tratamento especial.
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    Nelas, a cor vermelha se destaca, intencionalmente, como parte do inferno retratado. Elas não mostram os presos, somente o ambiente degradado em que eles vivem.
    A explicação de Aguiar para essa escolha é de proteção à intimidade das pessoas e que o cenário é suficiente impactante para transmitir o desejado.
    Sobre isso, o jornalista Renato Dornelles, autor de livro sobre o Presídio Central, escreve na apresentação da exposição:  “Os cenários são suficientes para nos contar tudo sobre esses infernos cercados pelo concreto e pelo asfalto da cidade, tão próximos da vida cotidiana e, ao mesmo tempo, distantes e invisíveis aos olhos da sociedade”.
    Uma peculiaridade sobre o trabalho, aceito em uma mostra internacional respeitada, é  que ele foi recusado por todos os espaços culturais de Porto Alegre.
    Jorge Aguiar atribui esse fato “ao aspecto não comercial do trabalho”. Mas em Tiradentes ele foi aceito por Flávia Frota de Souza, diretora do Centro Cultural Yves Alves, onde será exposto.
    Espera-se que, um dia, o mesmo aconteça em Porto Alegre.
    SERVIÇO
    Exposição “Hades- Deus do Inferno”
    Período: dia 13 de Abril – 13 de maio/2017
    Centro Cultural Yves Alves
    Cidade Tiradentes/MG.
    Curadoria coletiva de Guy Veloso, Fernanda Matos, Luciana Melo Janaina Moura e
    Manuela De Lorenzo, exposição no período do 7º Festival Internacional Fotografia de
    Tiradendes.

  • Técnicos da Prefeitura desconhecem trabalho da Falconi

    Os técnicos da Prefeitura de Porto Alegre desconhecem o trabalho desenvolvido pela Falconi, empresa de consultoria privada, junto ao Município.
    Presidente da Astec (Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre) afirma que a prefeitura tem um corpo técnico com qualificação e experiência suficiente para realizar os projetos que estão sob responsabilidade da Falconi Consultores de Resultado. Para Sergio Luiz Brum, a não utilização dos servidores é um “desperdício.”
    “Tem um corpo técnico com qualificação e experiência suficientes para realizar estas atividades. A Prefeitura deveria utilizar seus técnicos, até porque já está pagando pelo seu trabalho e possui profissionais nas mais diversas áreas”, afirma Brum.
    O representante dos técnicos diz que tomou conhecimento da atuação da empresa de consultoria privada apenas através da imprensa e que, em reunião com o vice-prefeito, Gustavo Paim, os técnicos se colocaram à disposição para ajudar. Brum cita como exemplo o caso da reforma administrativa. “Temos Secretarias ainda sem secretário e não se tem detalhamento desta reforma.”
    Outro ponto criticado por Brum é o que ele considera “terrorismo” com os servidores, em relação aos repetidos anúncios pelo prefeito de possíveis atrasos nos salários dos servidores municipais.
    “Se fala em atrasar salários, mas não se vê muitas medidas para aumentar a arrecadação. A regularização de imóveis é uma possibilidade. Porto Alegre tem milhares de imóveis irregulares, a cobrança do imposto predial destes imóveis poderia trazer os recursos que o Município precisa”, defende o presidente da Astec.
    Brum questiona eficácia das consultorias
    Para o presidente da Astec, o problema das consultorias não é novidade na Prefeitura. Brum aponta outras iniciativas de outras gestões que também utilizaram consultorias privadas. Na sua avaliação, estas empresas já consumiram grandes volumes de recursos e os resultados apresentados foram mínimos.
    “Desde os governos do PT, passando pelo Fogaça e Fortunati, tem consultoria trabalhando na criação do plano de carreira, que nunca foi implementado.”
    Na gestão Fortunati, Brum afirma que o foco das consultorias era melhorar a agilIdade no processo de licenciamento de obras. “Foram três consultorias, através do PGQP, e o resultado foi quase nenhum. Uma construção residencial hoje em Porto Alegre chega a levar nove meses para obter licença, é quase o tempo de realizar a obra.”

  • Hebraica tem feira vegana no domingo

    No próximo domingo, 9, a Associação Hebraica recebe uma feira de produtos veganos. O começa ao meio-dia e vai até às 18h. Além da gastronomia vegana, a feira terá também produtos de higiene e beleza livres de origem animal.O evento que era realizado no bairro Floresta agora passa a acontecer no Bom Fim. A entrada é franca.

  • Marchezan apresenta balanço dos 100 dias e exalta transparência

    Diante de jornalistas, secretários de governo e alguns vereadores da base o prefeito Nelson Marchezan Júnior apresentou o balanço dos cem primeiros dias de sua administração e respondeu a perguntas dos repórteres.
    Marchezan iniciou falando do foco na gestão, citou a reforma administrativa (que reduziu de 37 para 15 secretarias), com foco na eficiência, ressaltou o trabalho do Banco de Talentos, responsável por ter contratado 310 pessoas para a administração de secretarias e autarquias. “Nenhuma secretaria atua de forma independente”, afirmou.
    A crise financeira vivida pelo município também foi lembrado pelo prefeito que anunciou uma economia de R$ 42 milhões este somente com o corte de CCs.
    Uma das prioridades do governo, e que Marchezan deu muita ênfase na coletiva, foi a área da saúde. O prefeito falou do primeiro posto aberto ate as 22 horas que realiza em media 50 atendimentos diariamente. “Mais um será anunciado nos próximos dias” garantiu. Afirmou ainda que já foram convocados 46 novos médicos através de concurso.
    Na educação o prefeito voltou a defender a contestada nova grade de horário escolar. “A ideia foi ampliar a carga horaria do aluno em aula”, explicou, referindo-se ao novo sistema. Agora o aluno não tem mais café da manha e almoço om o professor nem são dispensados na quinta-feira depois das 10h como ocorria anteriormente. “Uma pequena mas revolucionaria mudança”, classificou Marchezan.
    Apesar dos pontos positivos apresentados Marchezan voltou a falar da crise financeira. Disse que a Prefeitura esta quebrada e que se nada for feito os salários irão atrasar em três ou quatro meses. Na parte das obras, a perspectiva de grandes obras estruturais foi rechaçada pelo governante. “Vamos trabalhar para termina as obras da copa, isso mesmo da copa” afirmou em tom irônico.
    Outro tema polemico foi a tarifa das passagens. “Lançamos o site para mostrar transparência”, disse, referindo-se ao aplicativo em que poderia se calcular o preço da passagem retirando ou colocando itens que compõe a tarifa. Segundo o Prefeito a pesquisa foi um sucesso, com respostas de mais de 30 mil usuários.
    Quanto ao alto valor do transporte de ônibus o prefeito justificou que no momento não há outra possibilidade no momento. “Seguimos o edital, dentro da transparência.” Marchezan anunciou também que a bilhetagem eletrônica agora é controlada pela Prefeitura, o que permitirá um custo mais barato da passagem.
    Na segurança, o prefeito apresentou a parceria com a Brigada Militar, recuperação de 50 viaturas da BM e a reestruturação do CEIC (Centro Integrado de Comando da Cidade) que conta com mais de 1200 câmeras.
    Quando aberta as perguntas da imprensa, Marchezan respondeu a antigos questionamentos como a questão das passagens, obras atrasadas e também sobre a consultoria da Falconi. Sobre a consultoria, reiterou que foi feita de forma transparente, através da ONG Comunitas, e que todas as informações estão no site da organização a disposição de todos. Sobre quem paga a consultoria, reafirmou que o serviço está sendo pago pela iniciativa privada.