Autor: da Redação

  • EPTC propõe aumento de 8% para ônibus em Porto Alegre

    A EPTC manteve a prática dos últimos dez anos e encaminhou ao Conselho Municipal dos Transportes Urbanos (Comtu), a proposta de um aumento acima da inflação para a tarifa do transporte coletivo em Porto Alegre.
    Seguindo estudo anterior, definiu em R$ 4,05 a nova tarifa, aumento de 8%, para uma inflação abaixo dos 5%.
    A Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) havia pedido R$ 4,26. As concessionárias dizem que com a crise e o desemprego e a perda de passageiros  tem como reduzir o custo, ao contrário.
    Em acordo fechado com os rodoviários, as empresas deram 5,5% de aumento.
    A reunião do Comtu que aceitará ou não o valor da passagem será no dia 28 de março. Se aceito, será enviado para o prefeito Nelson Marchezan Junior para assinar o decreto da nova passagem.
     

  • Sindbancários convoca assembléia e mateada em defesa do Banrisul

    O site da revista InfoMoney voltou a especular sobre a venda do Banrisul em artigo postado na quinta-feira. O banco é considerado “a joia da coroa” entre as fundações, autarquias e entidades públicas colocadas no pacote de privatização do governo Sartori.
    Diz o site, voltado para grandes investidores, que as ações do Banrisul devem crescer com uma possível aceitação do governo do Estado de venda ou federalização e pode chegar a 100% de valorização.
    Desde 26 de janeiro, quando o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, anunciou que a ajuda financeira ao RS estava condicionada à venda do Banrisul, as ações do banco já se valorizaram cerca de 50%, embora o valor ainda seja inferior à média histórica.
    O artigo chama a atenção para a dificuldade política da operação. “Desta forma, no caso específico do Rio Grande do Sul, o governo federal está demandando a privatização do Banrisul. Vale destacar que, no final de fevereiro, as ações do banco subiram fortemente após o ministro da Fazenda Henrique Meirelles falar sobre o novo projeto de recuperação fiscal”, diz o articulista Thiago Salomão.(Leia integra aqui)
    O jornal Zero Hora repercutiu a análise do InfoMoney sobre os papéis do Banrisul em nota na coluna de Marta Sfredo “Parecia que o assunto da possível privatização do Banrisul havia murchado, mas ontem uma análise no site InfoMoney voltou a acender os faróis sobre o banco”.
    O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, disse que essas especulações sobre valores das ações do Banrisul  são movimentos do mercado e do setor financeiro de pressão para que haja a venda do banco. “O Henrique Meirelles é um banqueiro. É claro que ele vai ficar dando declaração para pressionar. Temos que continuar na nossa luta e participando das atividades de mobilização chamadas pelo Sindicato”, disse Gimenis.
    Para vender ou federalizar o Banrisul é preciso que o governo do Estado realize um plebiscito ou que a Assembleia Legislativa reúna dois terços dos votos (33) para derrubar o artigo 22 da Constituição Estadual.
    Assembleia e mateada
    O Sindicato dos Bancários divulgou uma nota convocando os funcionários do Banrisul:
    “Os banrisulenses têm, neste sábado, 18/3, a partir das 9h30, na sede da Fetrafi-RS, um compromisso com a manutenção do Banrisul público. Na sede da Federação, será realizada a Assembleia Nacional dos Banrisulenses. Vamos debater e organizar a nossa luta para fortalecer uma agenda de resistência contra a venda do Banrisul”.
    “No domingo, a partir das 10h, no Parque Farroupilha (Redenção), em Porto Alegre, junto ao Monumento do Expedicionário, vamos nos encontrar para a Mateada em Defesa do Banrisul Público. Leva o teu chimarrão e vamos trabalhar em defesa do banco de todos os gaúchos”.
    frente_web_lancamentoNa quarta-feira, 22/3, haverá o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, no Auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa, a partir das 18h.
    “A Frente Parlamentar é uma esfera pública, um espaço para que possamos debater alternativas à crise financeira sem que haja necessidade de vender o Banrisul. O Banrisul é um banco que ajuda muito o nosso Estado a se desenvolver e, por isso, não pode ser privatizado”, explicou o deputado estadual Zé Nunes (PT), coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público.
    Com a Assessoria de Imprensa SindBancários

  • Boca Rosa: da internet para os palcos

    Não basta ser sucesso na Internet. Há que atingir outros suportes, transitar pelo mundo do espetáculo e, se possível, atingir números tão arrebatadores. Esse parece ser o recado da montagem teatral “Boca Rosa- a Peça”, que traz para os palcos a trajetória da blogueira Bianca Andrade, de 21 anos, responsável pelo Boca Rosa, o maior blog sobre beleza no país.
    A simplicidade e o carisma de Bianca conquistaram mulheres de todas as idades. Seu público ultrapassa os 8 milhões nas redes sociais, considerando os principais canais no Brasil (Facebook, Twitter, Instagram e Youtube).
    Rosa-servicoBianca recorre à ficção para dividir com o público experiências que mudaram a sua realidade e levaram uma menina de origem humilde a se transformar no boom midiático que é hoje.
    Escrita e dirigida por Afra Gomes e Leandro Goulart, conhecidos por outros sucessos juvenis, “Boca Rosa – A Peça” também aborda temas como bullying, relação de pais e filhos, descoberta do amor, relacionamentos, empoderamento feminino e outras questões do universo das mulheres.

  • Sessão de autógrafos do catálogo da mostra retrospectiva de Zoravia Bettiol

    A manhã será de festa neste sábado no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Das 10 às 13 horas, a artista visual Zoravia Bettiol autografa o catálogo da exposição O Lírico e o Onírico, junto com os curadores Paula Ramos e Paulo Gomes.
    A mostra, que esteve no Margs em 2016, traçou a retrospectiva de 60 anos de carreira e 80 anos de idade da incansável Zoravia.
    Zoravia convite catálogo 60 anos

  • Comitesinos celebra 29 anos de trabalho

    O Comitê de Gerenciamento da Bacia do Rio dos Sinos (Comitesinos) completa 29 anos nesta sexta-feira (17/3)). Desde 2005, a data também é o Dia Estadual do Rio dos Sinos. Nos próximos dias, intensa programação acontece em diversos municípios da Bacia, também em alusão ao Dia Mundial da Água, celebrado na próxima quarta, dia 22.
    Em Portão, o núcleo local do Projeto Dourado/Comitesinos e o Coletivo Educador Ambiental da cidade promovem uma saída de campo no Arroio Portão, com estudantes do 9º ano da Escola Municipal Visconde de Mauá, com capacitação e preparação de uma trilha ecológica.
    Paralelamente, em Estância Velha a atividade é na Praça 1º de Maio, com a participação de estudantes do Projeto Dourado e pessoal do Centro Municipal de Educação Ambiental Estação Ecologia.
    Já em Taquara, também nesta sexta, a movimentação ficou por conta do projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, com uma solenidade de manhã, no Balneário João Martins Nunes (RS-020). Em Santo Antônio da Patrulha, na Escola Municipal Hilda Lopes da Luz, na localidade de Canto dos Guilherme. 
    Em Igrejinha, a movimentação será com caminhadas ecológicas, nos dias 4 (a partir das 13h45) e 5 de abril (8h30). A promoção é do Centro de Educação Ambiental Augusto Kampff (CEAAK) e a movimentação será junto ao Rio Paranhana, com cartazes, banners, faixas e bandeiras.
    Em Sapucaia do Sul a programação começa na segunda, pela Semana da Água. Escolas municipais farão visitas orientadas ao Sítio dos Anjos, à Reserva Particular do Morro Sapucaia e à Estação Ecológica do Parque Pesqueiro. A ideia é provocar discussões sobre problemas como ocupação desordenada e em áreas de preservação, retirada da mata ciliar e outros.
    Em cada município, as programações envolvem as prefeituras e outros parceiros locais, como Emater e ONGs.
    Sobre o Comitesinos
    O Comitesinos foi o primeiro Comitê de Bacia do Brasil em um rio de domínio estadual. Foi a partir de sua experiência que surgiu em 1994 a Lei Estadual dos Recursos Hídricos (Lei 10.350, de 10 de dezembro de 1994). O que contribuiu também para a criação, em 1997, da Lei Federal das Águas (Lei 9.433, de 8 de janeiro de 1997).
    Como todos os comitês de bacia que vieram depois, o Comitesinos é um colegiado instituído por lei, dentro do Sistema Nacional e Estadual de Recursos Hídricos. A entidade tem poder deliberativo e é a base da gestão da água na região. Sua plenária é composta por três grupos. Um deles é o de representantes dos usuários da água, com entidades ligadas às categorias Abastecimento Público, Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos, Drenagem, Geração de Energia, Mineração, Lazer e Turismo, Indústria e a categoria Produção Rural.
    O outro grupo é o de representantes da população, que integra câmaras de vereadores da região e a Assembleia Legislativa do Estado. Também estão nesse grupo as associações comunitárias, as instituições de ensino, pesquisa e extensão, ONGs ambientalistas, secretarias de governo, organizações sindicais e clubes de serviços.
    O terceiro grupo de representantes do governo do Estado, onde estão secretarias de governo e órgãos relacionados.
    Em toda sua história, o Comitesinos manteve uma forte mobilização social, que inclui amplo trabalho de educação ambiental realizado na região e em torno de projetos como o Dourado, Monalisa e VerdeSinos, além do próprio processo que resultou na elaboração do Plano de Bacia – aprovado em 2014 – e, mais recentemente, no mapeamento das áreas de inundação da região.
     
    Dia Mundial da Água
    O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU no dia 22 de março de 1992. O motivo é alertar para a necessidade de preservação, já que apenas cerca de 0,008%, do total da água do planeta é potável (própria para o consumo). Mesmo assim, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) está sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem.
     
    No dia da oficialização da data para reflexão, a ONU também divulgou a “Declaração Universal dos Direitos da Água”, cujo texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.
    Carta do presidente do Comitesinos, Adolfo Klein:

    O aniversário nosso das águas

    Protagonismo. Talvez seja essa a melhor palavra para traduzir os 29 anos do Comitesinos, completados nesta sexta-feira. Nosso Comitê de Bacia surgiu antes de todos, a partir de uma mobilização que partiu da comunidade para a solução de seus problemas mais urgentes quanto aos seus recursos hídricos. Comunidade essa que permaneceu unida em sua plenária e praticamente deu ao Estado e ao País um modelo para construção de suas políticas de Recursos Hídricos.

    A região e a comunidade representadas no Comitê de Bacia continuaram a ser pioneiros, com um dos mais abrangentes programas de Educação Ambiental do Brasil, que também já dura mais de um quarto de século e que festejou tantos mestres e alunos que se tornaram mestres, autoridades, pais de família e outros tantos defensores do tanto que cada um pode e deve fazer por nossos recursos naturais.
    Tivemos inúmeros projetos – Dourado, Monalisa, VerdeSinos e outros – onde as comunidades foram literalmente para junto de suas águas, aprender com cientistas, que também aprenderam como construir e compartilhar o conhecimento que rapidamente pode ser colocado em prática. E com um efeito multiplicador fantástico.
    Construímos todos junto um debate racional e construtivo nas maiores adversidades – não sem discussões acaloradas, é verdade, mas isso também faz parte do processo de maturação. Chegamos ao debate de nosso Plano de Bacia, o segundo do Estado, mas o primeiro costurado com uma mobilização e participação maciça da sociedade, literalmente, em encontros em todos os trechos do Rio dos Sinos e seis afluentes.
    Isso tendo lado a lado, já há muito tempo, os setores produtivos, comunidade, Ministério Público, universidades, ONGs, órgãos governamentais, entidades de apoio setoriais e outros tantos parceiros.
    Mais recentemente, em outro passo pioneiro no País, a comunidade da região aprovou o seu mapeamento das Áreas Inundáveis, deixando claro que a responsabilidade pelo ecossistema passa também pelo cuidado com as pessoas, proporcionando um crescimento ordenado das cidades. Aliás, um processo ainda em fase de aperfeiçoamento e que deve ganhar novas ferramentas, como o Estudo de Alternativas Contra os Impactos das Enchentes, a cargo da Metroplan, e as revisões pontuais que ocorrem sobre a mancha das cheias em cada município.
    Na verdade, há muito tempo parte da comunidade da Bacia, através de seu Comitê, já se tornaram também seu próprio Rio. Então, se fosse para escolher uma outra palavra para resumir a trajetória do Comitesinos nessas quase três décadas, esta poderia ser: voz.
    Feliz Aniversário a todos nós
    Adolfo Klein
    Presidente

  • Comissão de Direitos Humanos da AL visita Mbya Guarani em Maquiné

    Ana Barros Pinto
    Com cantos e danças tradicionais, os Mbya Guarani recepcionaram os representantes da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do RS, na aldeia que está se formando em parte da área da Fepagro Litoral Norte, em Maquiné. A ocupação está ameaçada por uma decisão da Justiça Federal favorável à ação de reintegração de posse ajuizada pelo Estado. A visita ocorreu na última terça-feira, 14, e precede a audiência pública marcada para o dia 22 na Assembleia Legislativa.
    No local vivem cerca de 30 famílias. Os caciques André Benites e Cirilo Morinico falam da alegria em receber os juruás (não índios) no território ancestral e da felicidade em poder vivenciar a sua cultura tradicional.
    “A retomada não é só do território, é também a retomada da alegria de viver a nossa cultura, a riqueza da nossa vida, a dignidade. Todo o dia tem atividade coletiva, assim é a nossa cultura. Quem pisou aqui é porque já foi conectado espiritualmente”, afirmou o cacique Benites.
    O cacique Morinico defende que os Mbya Guarani estão no local para “fortalecer a luta pela retomada do território ancestral.” Ele descrever o ambiente: “A gente acorda com os passarinhos cantando, aqui tem frutas nativas, terra boa para plantar o milho e a batata doce, água boa, plantas para a medicina tradicional. Aqui vamos criar filhos e netos.”
    O presidente da Comissão, deputado Jeferson Fernandes (PT), disse conhecer a questão indígena desde pequeno, pois vem da região das Missões, onde derrubaram Sepé Tiarajú. “Foi um massacre, no combate final foram mortos mais de 1500 guaranis e nem 20 homens brancos. Os que sobreviveram tiveram de se submeter às regras dos brancos”, afirmou o deputado.

    Encontro serviu como preparação para a audiência pública do dia 22, na Assembleia Legislativa / Ana Barros Pinto
    Encontro serviu como preparação para a audiência pública do dia 22, na Assembleia Legislativa / Ana Barros Pinto

    Fernandes falou das leis que não são cumpridas e do preconceito que existe contra uma cultura diferente e colocou-se à disposição para fazer mediação com os demais deputados. “A nossa ideia é convencer o governo a utilizar essa área para fazer justiça. O governo extinguiu a Fepagro, então que se destine essa área aos Mbya Guarani, eles vão proteger esse ambiente.”
    Além de Fernandes, que citou as parlamentares Manoela D’Ávila, Juliana Brizola e Stela Farias como aliadas, o deputado Pedro Ruas enviou um representante para mostrar seu comprometimento com a retomada.
    Grupo recorreu à reintegração de posse
    O cacique Andre Benites entregou aos presentes cópia do relatório antropológico preliminar sobre a retomada Mbya-Guarani de parte da área da Fepagro, com informações arqueológicas, históricas e etnográficas. O relatório faz parte do recurso encaminhado ao juiz que determinou a reintegração de posse.
    Para o  antropólogo José Otávio Catafesto, professor da Ufrgs e um dos autores do relatório, “a existência dos Mbya Guarani é um exemplo de que a humanidade é possível”. Catafesto acredita que o grupo vai preservar o lugar e defende que eles são os “verdadeiros guardiões da natureza.”
    Outra visita importante naquele dia é o cacique Adolfo Timotio, da Aldeia Rio Silveira (SP), entre Bertioga e São Sebastião, onde vivem cerca de 120 famílias em área demarcada mas sem a homologação. Depois de falar em guarani, e ser muito aplaudido, Timotio diz que está ali para apoiar a retomada de Maquiné. Faz referência a longas histórias de luta do povo guarani “são lutas sem fim”, e define que a terra é de todos.
    Entre os apoiadores que participaram da visita estavam o Movimento Raiz, o Conselho Indigenista Missionário e a Associação de Estudos e Projetos com Povos Indígenas e Minoritários (Aepim),  e a Ação Nascente Maquiné (Anama). Presente há quase 20 anos na região, a Anama é comprometida com ações ecologicamente sustentáveis e coerentes com a realidade das comunidades locais.
    Entre vários projetos, os Mbya se destacam na produção e venda de artesanato em Maquiné, tanto na cidade como nos balneários frequentados por moradores e visitantes. O balneário localizado às margens do rio Maquiné, dentro da área da Fepagro, é um dos locais tradicionais da presença exposição e venda de artesanato Mbya desde a década de 1990.

  • Vale alimentação dos professores da rede estadual é de R$ 7,25 por dia

    O valor do vale alimentação dos professores da  rede estadual do Rio Grande do Sul é de R$190,52 por mês.
    Sobre esse valor incide um desconto de 6%, que soma R$ 25,00  por mês. Com isso o valor recebido pelos professores é de R$ 7,25 por dia.
    Segundo o Cpers, em 2014, no final do governo Tarso Genro foi firmado um acordo para eliminar o desconto de 6% que incide sobre o vale alimentação.
    O governo Sartori simplesmente ignora este acordo, porque se ele fosse mantido em relação aos professores teria que ser estendido as demais categorias do funcionalismo, o que implicaria num custo de R$  120 milhões por ano.
    O levantamento destes dados é  da repórter Angela Chagas, da rádio Gaúcha,

  • Estado venderá unidades da Cesa para pagar dívida trabalhista

    O Secretário da Agricultura Ernani Polo anunciou ontem a venda de seis unidades da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa).
    As unidades formam o primeiro lote de licitações do tipo concorrência pelo melhor preço, com o qual a companhia espera arrecadar cerca de R$ 54 milhões. Com esse valor o Estado pagará uma ação trabalhista de R$ 280 milhões, que após um acordo do Sindicato dos Trabalhadores na Justiça do Trabalho, foi reduzida em 40% podendo ser paga em 72 parcelas.
    As unidades que serão vendidas, e que compõe o primeiro lote, estão nos seguintes municípios: Júlio de Castilhos, Santa Rosa, Nova Prata, Cruz Alta, Santa Bárbara e Passo Fundo.
    Um segundo lote de unidades deverá ser vendido na sequência, em que 60% do valor vai para o pagamento da dívida, 30% para investimentos na companhia e 10% para um fundo para custear outras ações trabalhistas.
    A venda das unidades segue orientação do governo do Estado para enxugar a empresa, administrar o passivo trabalhista, alienar filiais deficitárias e investir nas unidades rentáveis. De acordo com o diretor-presidente da Cesa, Carlos Vanderley Kercher, todos esses esforços fizeram com que a companhia consiga se manter. “Hoje a Cesa se sustenta no seu dia-a-dia com sua própria receita”, concluiu.

  • Centro controla 1.265 câmeras compartilhadas com BM e Guarda Municipal

    A reestruturação de secretarias promovida pela gestão Marchezan no início deste ano trouxe mudanças importantes na área de segurança do Municipio.
    A Secretaria Municipal de Segurança passou a contar com o Centro Integrado de Comando da Cidade, que na gestão passada era uma secretaria, e com a Defesa Civil.
    As mudanças visam corte de despesas, mas também ampliar a integração entre os órgãos que compõem a Segurança Pública do Município.
    “Muda todo o enfoque do CEIC. Anteriormente estava ligado ao gabinete do prefeito, agora o enfoque passou a ser operacional, auxiliar à segurança pública do estado. O Centro de Operações da Guarda Municipal veio para cá e estamos despachando ocorrências aqui de dentro do CEIC”, explica Silvana Rechden, major da Brigada Militar e coordenadora do CEIC desde o início de fevereiro.
    O acompanhamento das 1.265 câmeras de videomonitoramento do Município é feita, conjuntamente, por Defesa Civil, EPTC, Guarda Municipal e Carris, além de um meteorologista.
    Desta forma, a comunicação entre os órgãos ficou mais ágil. Além disso, há um compartilhamento das imagens com a Brigada Militar.
    “Está havendo uma grande integração entre estado e município”, define Silvana. Outros órgãos como o DEP, o DMLU e a SAMU têm acesso às imagens.
    Desde maio de 2016, os órgãos do Município contam com sistema de comunicação via rádio digital, o que permite contato direto com todas secretarias. Há um rádio também no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle), vinculado à Secretaria estadual de Segurança Pública, através do qual a Brigada Militar pode ser acionada em caso de flagrante.
    “No carnaval teve uma situação que um Guarda viu nas câmeras um assalto acontecendo na Redenção, avisou a Guarda Municipal, que chegou a deter, prendeu o assaltante em flagrante”, conta.
    Silvana afirma que, mesmo que a ocorrência não seja atendida a tempo do flagrante, as imagens podem ser solicitadas pela Polícia Civil. “Certamente não temos olhos para todas estas câmeras. A gente solicita que a comunidade informe ao CEIC, que pode recuperar imagem e passar pela Polícia Civil”, afirmou Silvana.
    O centro não dispõe de estatísticas sobre ocorrências policiais flagradas através do sistema de monitoramento, mas Silvana garante que esta é uma das próximas iniciativas de CEIC.

  • O truque do Janot para implodir a candidatura do Lula

    Jeferson Miola
    O que poderia ser celebrado como sinal de normalidade institucional – os pedidos do Rodrigo Janot ao STF para abrir inquéritos das delações da Odebrecht – na realidade é apenas um truque do procurador-geral para [i] proteger o bloco golpista, em especial o PSDB; mas, sobretudo, para [ii] viabilizar a condenação rápida do Lula e, desse modo, impedir a candidatura do ex-presidente em 2018, isso se a eleição não for cancelada pelos golpistas.
    Janot seguiu fielmente Maquiavel: “aos amigos, os favores; aos inimigos, a lei”. Os golpistas, cujos indícios de crimes são contundentes, com provas de contas no exterior, jantares no Palácio Jaburu, códigos secretos para recebimento de dinheiro da corrupção e “mulas” para carregar propinas, serão embalados no berço afável do STF.
    Lula, sobre quem não existe absolutamente nenhuma prova de crime, foi denunciado por Janot e será julgado por Sérgio Moro, um juiz parcial, que age como advogado de acusação. Ele é movido por um ódio genuíno e dominado por uma obsessão patológica de condenar Lula com base em convicções [sic]. Janot entregou a este leão faminto e raivoso a presa tão ansiada.
    Os fatores que permitem prospectar esta hipótese da sacanagem do Janot são:

    1. as listas parciais divulgadas em 14 e 15/03/2017 implodiriam qualquer governo, quanto mais o apodrecido e ilegítimo governo Temer – implodiriam, mas não implodirão, porque estamos num regime de exceção;
    2. foram denunciados nada menos que: seis ministros [Padilha, Moreira Franco, Aloysio Nunes, Bruno Araújo, Kassab e Marcos Pereira] + os dois sucessores naturais do presidente em caso de afastamento do usurpador [Rodrigo Maia e Eunício Oliveira] + o idealizador da “solução Michel” para estancar a Lava Jato, atual presidente do PMDB [Romero Jucá] + o presidente do PSDB [Aécio “tarja-preta”] + quatro senadores da base do governo + cinco governadores + três deputados que apóiam Temer + três senadores da oposição + dois deputados de oposição;
    3. uma pessoa iludida poderia concluir: “é uma decisão corajosa e imparcial do Janot”; afinal, ele investiga personagens poderosos e, aleluia, inclusive o PSDB. Ilusão: esta é, exatamente, a manobra diversionista do Janot;
    4. os denunciados do governo golpista, todos eles, inclusive os sempre protegidos tucanos, têm foro privilegiado, e por isso serão investigados pelo STF, e não nas instâncias inferiores do judiciário [com minúsculo]. É verdade que Janot denunciou também golpistas sem foro privilegiado. Esses, porém, são as “genis” Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, já presos; e Geddel Vieira Lima, que já está no corredor do cárcere;
    5. o supremo [com minúsculo], demonstram estudos da FGV, é a instância mais lenta, mais politizada [eventualmente mais partidarizada, para não dizer tucana] e mais inoperante do judiciário. A primeira lista do Janot, por exemplo, entrou no sumidouro do STF há dois anos [em março/2015], e lá dormita até hoje, sem nenhuma conseqüência na vida dos políticos denunciados por corrupção;
    6. a composição ideológica do STF é aquela mesma que, agindo como o Pôncio Pilatos da democracia brasileira, lavou as mãos no processo doimpeachmentfraudulento, e assim converteu o supremo em instância garantidora do golpe de Estado que estuprou a Constituição para derrubar uma Presidente eleita com 54.501.118 votos;
    7. é fácil deduzir, portanto, qual será a tendência do STF na condução dos processos dos golpistas. Se esses julgamentos iniciarem antes de 2021, será um fato inédito.

    A lista do Janot é um instrumento ardiloso da Lava Jato e da mídia para a caçada do Lula. Janot faz como o quero-quero, pássaro que grita longe do ninho para distrair os intrusos, afastando-os dos seus filhotes.
    As instituições do país estão dominadas pelo regime de exceção que violenta a Constituição para permitir um processo agressivo e continuado de destruição dos direitos do povo, das riquezas do país e da soberania nacional.
    O anúncio imediato da candidatura presidencial do Lula, abrindo uma etapa de mobilizações permanentes e gigantescas do povo, é a urgência do momento. É a garantia de proteção popular do Lula contra os arbítrios fascistas do regime de exceção e, ao mesmo tempo, fator que pode modificar a correlação de forças na sociedade.
    O êxito dos protestos deste 15 de março, que levaram milhões de trabalhadores às ruas em todo o país, é um sinal positivo da retomada da resistência democrática e da luta contra o golpe e os retrocessos.
    A democracia e o Estado de Direito somente serão restaurados no Brasil com a mobilização popular intensa e radical, e a candidatura do Lula é um motor para esta restauração.
    Artigo originalmente publicado em http://www.facebook.com/jefmiola/posts/263773757365939