Autor: da Redação

  • Sete Povos das Missões: roteiro turístico para o feriadão

     

    ROTEIRO RODOVIÁRIO MISSÕES NACIONAL 02 A 04 DE NOVEMBRO
    As Missões Jesuíticas dos Guaranis no território brasileiro representam um conjunto de vestígios arqueológicos impressionantes. Patrimônio Cultural da Humanidade, Patrimônios Nacionais e diversos atrativos. O roteiro rodoviário de 3 dias visitará 6 locais dos 7 Povos das Missões.
    Venha participar dessa viagem histórica e mergulhar na cultura do povo missioneiro.
    02/11 – Sexta-feira – SANTO ÂNGELO.
    Receptivo em Santo Ângelo no aeroporto/rodoviária, check-in no hotel em Santo Ângelo – última redução dos 30 povos. 16h visita ao Centro Histórico (Catedral Angelopolitana, Museu Municipal, Janelas Arqueológicas, Portal dos 30 Povos). Na cidade boas opções de lazer: bares, restaurantes, cinema, cafés, loja de chocolates. Noite livre.

    03/11 – Sábado – SÃO JOÃO BATISTA, SÃO LOURENÇO MÁRTIR / SÃO NICOLAU / SOM E LUZ.
    Café da manhã e check-out do hotel. 08h saída para visita ao Patrimônio Nacional de São João Batista – 1ª fundição de ferro do sul do Brasil onde faremos uma trilha interpretativa. Após seguimos para o Sítio Arqueológico de São Lourenço Mártir que mantém particularidades arqueológicas não vistas em outros locais. Segue à São Luiz Gonzaga para almoço (não incluso). Após seguimos para São Nicolau – “Primeira Querência do Rio Grande”, visita ao Sítio Arqueológico, Casarão Silva, imagem resgatada de São Nicolau que está na igreja local e sala de exposição. Segue a São Miguel das Missões, check-in no hotel e ao anoitecer Espetáculo de Som e Luz com duração de 48 minutos que conta a saga dos Padres Jesuítas e Índios Guarani, habitantes da Região Missioneira nos Séculos XVII e XVIII.


    04/11 – Domingo – SÃO MIGUEL DAS MISSÕES / CAARÓ / SANTO ÂNGELO
    Café da manhã. Check-out do hotel. 08h30 saída para visita guiada ao Sítio Arqueológico de São Miguel das Missões – Patrimônio Cultural da Humanidade, Museu das Missões, Loja de artesanato local e dos Guarani. Almoço em São Miguel (não incluso). E seguimos para o Santuário do CAARÓ, local representativo do primeiro ciclo missioneiro e dos Mártires das Missões. Neste local tem uma fonte de água do período considerada por muitos milagrosa. Retorno para Santo Ângelo diretamente para aeroporto ou rodoviária.

    Fim do roteiro.
    Saiba mais em ROTEIRO COMPLETO

    Vá direto para a FICHA DE INSCRIÇÃO

    Obs. Roteiro confirmado a partir de 04 pessoas. Não tendo mínimo de 4 pessoas, o roteiro pode ser realizado mediante ajustes de valores de acordo com número de pessoas.
    Valor de referência na ficha de inscrição: quarto duplo, à vista, valor para uma pessoa. Qualquer configuração diferente entre em contato com o Caminho das Missões
    *Hotéis categoria Standard: www.redeversare.com.br /
    www.pousadadasmissoes.com.br
    O PACOTE INCLUI:
    – 01 noite de hospedagem com café da manhã em Santo Ângelo;
    – 01 noite de hospedagem com café da manhã em São Miguel das Missões;
    – Ingresso para visita ao Sítio Arqueológico São Miguel Arcanjo;
    – Ingresso para o Espetáculo de Som e Luz;
    – Taxa de acesso ao Santuário do CAARÓ;
    – Guia de turismo especializado durante todo roteiro;
    – Transporte com receptivo aeroporto/rodoviária em Santo Ângelo (IN/OUT), incluindo todos os passeios mencionados no programa.
    NÃO INCLUI
    – Seguro viagem pessoal;
    – Refeições (almoço e janta);
    – Despesas extras de qualquer natureza.
    OPCIONAIS – CONSULTE INFORMAÇÕES:
    • São Borja – Vestígios e história da 1ª redução dos 07 Povos das Missões em museus e local onde foi o antigo povoado. Museus que contam a história da cidade conhecida como “Terra dos Presidentes” por ser cidade natal de dois presidentes ao Brasil. Entre outros atrativos, históricos culturais.
    • Santo Antônio das Missões: Museu de imagens em miniatura do período das reduções Jesuíticas Guarani.
    • São Luiz Gonzaga: Vestígios das Missões Jesuíticas, Museus, Imagens Jesuíticas, visita ao Complexo do “Pajador” Jaime Caetano Braun, entre outros atrativos.
    • São Pedro do Butiá: Local que contempla a história da imigração alemã, Complexo Cultural Centro Germânico.
    Caminho das Missões
    www.caminhodasmissoes.com.br
    Fone: (55) 3312 9632
    Whats.cel: 55 98405 8528
    caminho@caminhodasmissoes.com.br
  • Frustrado, Bolsonaro diz que "problemas nas urnas" impediram vitória no primeiro turno

    Do blog de Leonardo Sakamoto:
    Causou espanto a reação de Jair Bolsonaro (PSL) diante do resultado do primeiro turno das eleições.
    Seu discurso, transmitido através de uma live do Facebook, parecia o de um candidato derrotado e não daquele que recebeu 46% dos votos e têm um caminho mais fácil do que seu adversário, Fernando Haddad (PT) – que teve 29% – para o Palácio do Planalto.
    Não só isso: Bolsonaro foi puxador de votos de seu partido, que deve ser o segundo maior na Câmara dos Deputados, saltando de oito para mais de 52 parlamentares, ficando apenas atrás do PT (56).
    E com um Congresso Nacional que promete ser eminentemente conservador, já tem o aceno das bancadas do agronegócio (…) e das corporações policiais e militares se vencer.
    Nunca a extrema direita teve uma votação tão grande no país. Sob vários aspectos possíveis, ele é o maior vencedor até aqui das eleições.
    Contudo, o ex-capitão estava claramente abatido por não ter liquidado a fatura. O que mostra que não era bravata, ele realmente acredita no que disse no último dia 28, em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes: ”Pelo que vejo nas ruas, não aceito resultado diferente da minha eleição.”
    E completou: ”Se você ver como eu sou tratado na rua e como os outros são tratados, você não vai acreditar. A diferença é enorme”.
    Do seu ponto de vista, portanto, não havia uma Presidência da República em disputa nas eleições, apenas um ritual para confirmá-lo como próximo mandatário neste domingo (7). Não admira, portanto, a frustração.
    Caso confiasse nas pesquisas de intenção de voto, saberia que as coisas não sairiam do jeito que ele que desejava. Datafolha e Ibope, realizadas entre os dias 5 e 6 e divulgadas no sábado à noite, apontavam para 40% a 25% e 41% a 25%, respectivamente.
    Ele ganhou entre cinco e seis pontos e Haddad, quatro pontos, desconsiderando-se as margens de erro. Ambas mostravam que sua curva estava ascendente (e que isso poderia continuar acontecendo), mas que seria muito difícil atingir a maioria dos votos válidos até domingo.
    O resultado dessa frustração foi um discurso com toques de esquizofrenia, paranoia e agressividade.
    Ao mesmo tempo em que prometeu acabar com a divisão do país, trazer paz e ”unir o nosso povo”, afirmou que vai acabar com toda forma de ”ativismo”, apesar de não explicar o que isso significa. Ativismo político, estudantil, sindical, empresarial, social, cultural?
    De direitos humanos, indo contra as leis brasileiras e os tratados internacionais que o país assinou? Ativismo, que significa a militância da sociedade voltada a mudar o que considera errado e apoiar o que acha certo? Se for isso, propôs tolher a liberdade.
    Sem contar que também afirmou disse que o povo do Nordeste vota coagido no PT, região onde perdeu de Haddad, ignorando que o povo tem vontade própria – o que certamente não é um discurso apaziguador.
    Além disso, apesar de bradar que o país está à beira do caos, colocou mais lenha na fogueira incentivando uma teoria da conspiração sem provas ao afirmar que as urnas foram fraudadas. Um de seus filhos havia compartilhado, ainda durante a votação, um vídeo que mostrava uma urna que autocompletava o número 13.
    O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais afirmou que o vídeo era fake, uma montagem, e peritos do tribunal mostraram como foi feita a falsificação grosseira. Mesmo assim, isso foi o suficiente para criar uma onda de indignação e protestos entre seus eleitores. Há quem foi protestar à frente de prédios da Justiça Eleitoral.
    ”Vamos juntos ao TSE exigir soluções para isso que aconteceu agora, e não foi pouca coisa, foi muita coisa. Tenha certeza: se esses problemas não tivessem ocorrido, e tivéssemos confiança no voto eletrônico, já teríamos o nome do futuro presidente da República decidido hoje”, afirmou Bolsonaro. Não importa que o resultado bateu com a pesquisa Boca de Urna Ibope, que deu 45% a 28%. Ele afirma que foi vítima de uma fraude, ou seja, algo ou alguém bloqueou o seu destino.
    Esse tipo de declaração joga fora a legitimidade do voto popular e põe em risco a estabilidade do país. Já teremos muita dificuldade para evitar grandes comoções do lado derrotado, seja ele qual for, após o resultado ser confirmado dada a ultrapolarização em que nos encontramos.
    Enfim, nada disso condiz com a situação privilegiada em que ele se encontra agora. Os discursos de Marina Silva e Geraldo Alckmin, cujas candidaturas tiveram rápida desidratação por conta da corrida pelo voto útil na últimas semanas, foram mais altivos e em nada rancorosos, ao contrário do dele.
    Resta saber se realmente tem dúvidas sobre a possibilidade de sua vitória, se isso é uma tática para comover o eleitorado ou se essa é a forma com a qual age diante de frustrações.
    Até porque, neste segundo turno, será chamado a participar de debates e entrevistas para expor mais detalhadamente suas propostas para o governo e a responder por declarações polêmicas dadas por ele, por seu candidato a vice, o general da reserva Hamilton Mourão (13o salário, ”branqueamento”…), e por seu assessor econômico, Paulo Guedes (CPMF, Imposto de Renda…). Bolsonaro pode se negar a ir e continuar produzindo vídeos, tuítes e memes para a rede.
    (…) Mas depois, em 28 de outubro, não pode se frustrar caso o resultado não seja de seu agrado.
  • Esquerda encolheu para menos de 30% no Rio Grande do Sul

    No Rio Grande do Sul, os candidatos à direita do espectro político – Sartori, Leite, Bandeira – somam mais de 70% dos votos nesta eleição, segundo os dados finais da apuração.
    A esquerda encolheu, para menos de 30 por cento dos votos válidos.
    Miguel Rossetto, do PT, e Jairo Jorge, do PDT, com uma pauta filiada ao trabalhismo mal somam 29%. E os nanicos com programas revolucionários somados não alcançam 1%.
     
     

  • Eleitor gaúcho escolheu o projeto do ajuste e das privatizações

    Na medida em que era uma disputa entre dois projetos, a eleição no Rio Grande do Sul foi decidida no primeiro turno.
    A disputa entre Eduardo Leite e Ivo Sartori no segundo turno, qualquer que seja o resultado, já consagrou a vitória do projeto neoliberal, que tem por premissa o ajuste fiscal e a redução do Estado.
    O projeto social desenvolvimentista, representado por Miguel Rossetto, do PT, e Jairo Jorge, do PDT, foi repelido nas urnas deste domingo 7 de outubro de 2018.
    “Ao Estado cabe cuidar da Segurança, Saúde, Educação e, no mais, proporcionar um ambiente propício ao empreendedor privado, através de concessões, privatizações, terceirizações, alienações. O motor privado é que vai ativar a roda da economia.
    A estrutura do Estado tem que se adequar a esse tamanho mínimo, através da  redução de funcionários, demissões voluntárias, cortes de benefícios. Para chegar ao ideal de não gastar mais do que arrecada”.
    Em linhas gerais, esta é a cartilha de Sartori e de Eduardo Leite.
    Inclusive, a âncora de ambos para alcançar o equilíbrio das contas pública é a mesma: o Regime de Recuperação Fiscal, criado pelo presidente Michel Temer para enquadrar no seu programa de ajuste os Estados em crise financeira, entre os quais o RS era um dos três piores, depois do Rio e Minas.
    Ambos contam com um acordo que ainda não foi fechado, para ficar três anos sem pagar a dívida com a União, economizando mais de R$ 11 bilhões.
    Ambos contam também com a renovação do ICMS aumentado para energia e combustíveis, que vigora desde o início do governo Sartori.
    Ambos começaram na política estudantil, ambos foram prefeitos de cidades importantes, Caxias e Pelotas.
    A diferença é que Sartori, aos 70 anos, vai pedir voto em nome da experiência e do trabalho já iniciado.
    Leite, de 33 anos, vai invocar o novo e dizer que pode fazer mais em quatro anos.
     
     

  • No Seminário Narrativas Contemporâneas, "Breves entrevistas com homens hediondos", com o psicanalista Paulo Gleich

    Breves entrevistas com homens hediondos foi o primeiro livro do ensaísta, repórter e escritor nova-iorquino David Foster Wallace (1962 – 2008) traduzido no Brasil. Na noite da próxima terça-feira, dia 09, no Von Teese Bar, seguindo a programação do seminário Narrativas Contemporâneas – Recorte Americano, o psicanalista Paulo Gleich irá comentar a obra, composta por 23 contos, em que o autor explora alguns dos seus temas favoritos, como depressão, sexo, relacionamentos românticos, dependência de drogas, a mídia e as barreiras de comunicação que impedem as pessoas de compartilharem seus sentimentos.

        A escolha de Paulo Gleich por este livro foi em razão de ele ser o primeiro do autor lançado no Brasil e porque Wallace é uma importante referência para toda uma geração nos Estados Unidos e fora dele. Para completar, destaca a abordagem de suas temáticas: “Em suas histórias, o autor dá voz a uma espécie de subjetividade, que é muito contemporânea. São textos de longas divagações dos personagens, às vezes, extremamente obsessivas. Um diálogo interno, que ele traduz colocando notas no rodapé no texto e abrindo parênteses, características de sua escrita”. O psicanalista lembra ainda que Wallace tem mais dois livros editados no Brasil, ambos também lançados pela Cia das Letras. Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo (2012) é uma coletânea de contos selecionados pelo escritor gaúcho Daniel Galera, e Graça Infinita (2014) o romance que lhe deu notoriedade e o transformou num rock star literário.

      Narrativas Contemporâneas – Recorte Americano promove o prazer da leitura compartilhada de grandes autores americanos e reafirma a afinidade entre a psicanálise a literatura. A coordenação é dos psicanalistas Lucia Serrano Pereira e Luciano Mattuella.

    Próximo encontro:

    13 de novembro – A Redoma de Vidro – Silvia Plath. Participação: Fernanda Breda e Marieta Madeira

    SERVIÇO

    Dia: 09 de outubro (terça-feira)

    Hora: 21h

    Local: Von Teese Bar (Rua Bento Figueiredo, 32 – Rio Branco)

    Coordenação: Lucia Serrano Pereira e Luciano Mattuella

    Participação: Psicanalista Paulo Gleich

    Realização: Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA)

    ENTRADA FRANCA

  • Onix Lorenzoni negociou o apoio do "baixo clero" a Bolsonaro

     A reportagem é de Eduardo Bresciani, do jornal  O Globo:
    Ao consolidar o apoio das bancadas ruralista e evangélica, e já contando desde sempre com o engajamento majoritário da bancada da bala, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) segue o caminho do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB) na formação de uma eventual base parlamentar para um futuro governo.
    Sem negociar com cúpulas partidárias, Bolsonaro vem conseguindo angariar apoiadores no baixo clero e no varejo. Os representantes das bancadas destacam que no caso de Cunha foi ele quem buscou o apoio de forma ostensiva, enquanto que no caso de Bolsonaro o acerto é uma demanda de reação aos movimentos de suas bases.

    O coordenador dessa estratégia é o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que já tinha anunciado antes de começar a campanha a adesão de mais de cem deputados ao candidato, mas sem divulgar uma lista. O apoio das bancadas apelidadas de BBB –  boi, bala e Bíblia –  foi fundamental para vitória de Cunha na eleição para presidência da Câmara em 2015 e lhe deu sustentação até que acabasse afastado em meio a uma série de denúncias de corrupção, que inclusive o levaram posteriormente à prisão.

    — O apoio ao Eduardo Cunha era para que temas que são caros ao setor andassem e, na época, ele abriu as portas e nós conseguimos avançar em muitas pautas complicadas. Hoje é completamente diferente, hoje vem da base. O setor produtivo está apoiando o Bolsonaro e essa pressão foi ficando cada vez maior — afirmou Tereza Cristina.

    — No caso de Eduardo Cunha, ele buscou apoios na igreja. Agora, com Bolsonaro, você vê lideranças religiosas declarando apoio porque ele é o que mais se aproxima do pensamento cristão. Na verdade, quem está fazendo campanha para Bolsonaro é a esquerda radical, que está fazendo com que os pastores se assustem — diz Takayama.
    Coordenador da bancada da bala, Alberto Fraga (DEM-DF) tinha traído o amigo Bolsonaro no início da campanha após fechar acordo com o PSDB de Geraldo Alckmin para disputar o governo do Distrito Federal. Patinando nas pesquisas, Fraga voltou a defender o candidato do PSL em eventos e declarou publicamente o seu voto no debate realizado pela TV Globo na terça-feira.
    O movimento de Fraga é semelhante ao de vários parlamentares que passaram a defender Bolsonaro apenas em busca da própria sobrevivência. Luiz Carlos Heinze (PP), expoente da bancada ruralista, tenta uma vaga ao Senado e estava neutro no início da campanha devido ao fato de sua correligionária e conterrânea Ana Amélia ser vice de Alckmin. Também com dificuldades eleitorais, decidiu abraçar de vez a campanha de Bolsonaro.
    A reaproximação do candidato do PSL ocorreu com vários parlamentares da campanha. Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP), que se notabilizou quando presidiu a comissão de Direitos Humanos da Câmara, foi um que abandonou o candidato de seu partido, Álvaro Dias, durante a campanha para se aproximar de Bolsonaro.
    A aglutinação das bancadas temáticas em torno de Bolsonaro é um argumento usado por apoiadores do candidato do PSL quando há questionamentos sobre sua viabilidade. Nessa quinta-feira, por exemplo, em transmissão ao vivo ao lado do presidenciável, o pastor Silas Malafaia destacou que somente com as três bancadas acima mencionadas Bolsonaro já deve ter maioria absoluta na Câmara.

    — Só as bancadas ruralistas, segurança e evangélica, e se somar a católica, é maioria absolutíssima. O povo não é tolo, nem político também — afirmou Malafaia.
  • Livro sobre Candombe é lançado pelo uruguaio Nelson Caula em Porto Alegre

    O escritor, radialista e historiador uruguaio Nelson Caula lançará seu livro Candombe Beat, em Porto Alegre, no próximo dia 16, terça-feira, às 20h, no Café Fon Fon. No lançamento haverá uma conversa com o autor e participação musical de artistas gaúchos como Raul Ellwanger, Nelson Coelho de Castro e Betty Krieger. A entrada é franca e exemplares da obra estarão à venda.
    ” Candombe Beat – Origem e criadores de um som com identidade”, é o nome do livro de Nelson Caula que aborda a história e a essência deste gênero da música popular uruguaia, germinado na década de 1960. Nele estão os autores e intérpretes, a discografia, as obras, os sucessos, além do contexto político e sociocultural de onde ele se desenvolveu.
    Combinando história, crônica, memória e análise, Nelson Caula baseia-se em uma profunda reflexão a partir da sistematização e investigação de seu arquivo pessoal, montado em mais de quatro décadas. Desde as origens, do protocandombe beat do praticamente desconhecido afro-uruguaio Pedro Ferreira e os Candombes de Vanguardia conduzidos por George Roos, até a aparição do grupo El Kinto, o primeiro conjunto emblemático que estreou o gênero, passando pelo roteiro de forte presença no Uruguai até os anos 1970, cuja expressão sólida se concentra no grupo Totem, de projeção internacional, a exemplo do grupo Opa, que traz influências do jazz-rock e do funk.
    O livro elenca depoimentos de vários artistas, como os irmãos Fattoruso, Ruben Rada, Dino, Eduardo Mateo, Jaime Roos, Manolo Guardia, entre outros testemunhos daqueles que presenciaram e que compuseram esse patrimônio musical uruguaio.

  • Diário Oficial publica três resoluções sobre lei dos táxis

    ublicadas no Diário Oficial três resoluções sobre Lei dos Táxis

    Três resoluções para regulamentar a Lei 12.420/18 (Lei dos Táxis), aprovada na Câmara de Vereadores em junho deste ano, foram publicadas nesta sexta-feira, 5, no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa).

    Itens que não constam nas resoluções terão seus cronogramas e procedimentos para implementação publicados, por meio de dois decretos, até o fim de novembro.

    Resolução Identidade Visual de Veículos e Taxistas: descreve o padrão de vestimenta dos taxistas, possibilidade de gravação de imagens no interior dos veículos, identidade visual dos táxis e criação da categoria Executiva. Também descreve os pré-requisitos para renovação da Identidade do Condutor de Transporte Público (ICPT), com a inclusão de três crimes como impeditivos.

    Resolução Exame Toxicológico: critérios dos testes, critérios de certificação dos laboratórios, fixa data limite para apresentação dos exames.

    Resolução Extinção da Bandeira 2: traz o cronograma de alteração do taxímetro para excluir a bandeira dois das corridas e também a data que a tarifa passa a ser apenas sobre a Bandeira 1.

    Itens que não necessitam de regramento e já estão em vigor desde a publicação da Lei:  possibilidade de compartilhamento de corridas, vida últil, GNV restrito a alguns tipos de veículos, redução da Taxa de Gerenciamento Operacional (TGO), ampliação do limite até seis passageiros (conforme capacidade veículo), reajuste da tarifa, entre outros.

    Entenda melhor:  

    Vida útil dos veículos 

    Como era = 10 anos.

    Como ficou = 8 anos.

    Cartão de crédito e débito na frota

    Como era = Não é obrigatório.

    Como ficou = Obriga toda a frota.

    Carros com GNV 

    Como era = São permitidos.

    Como ficou = Ficam restritos a veículos de fábrica ou com 90 cavalos (mais potência de motor).

    Biometria para identificação eletrônica do taxista

    Como era = Não existe essa medida.

    Como ficou = Implantação da medida em todos os táxis.

    GPS na frota

    Como era = Existe em toda a frota (sistema operado por apenas uma empresa de GPS).

    Como ficou = Manter GPS em toda a frota, mas com outras empresas cadastradas pela EPTC.

    Descontos nas corridas

    Como era = Não é previsto em lei.

    Como ficou = Permitido o desconto nas corridas via aplicativos de táxis.

    Reajuste da tarifa 

    Como era = O aumento acontece com base do IGPM dos últimos 12 meses.

    Como ficou = Mantém o IGPM como balizador, mas o reajuste fica a critério do pedido dos permissionários e análise da EPTC.

    Veículos executivos

    Como era = Não existe a separação de táxis comuns e executivos.

    Como ficou = Criação de táxis executivos, mas cobrando a mesma tarifa dos demais.

    Exame toxicológico nos taxistas

    Como era = Não é realizado esse tipo de exame na categoria.

    Como ficou = Os taxistas têm que fazer exames toxicológicos a cada 12 meses.

    Redução da Taxa de Gestão Operacional

    Como era = O permissionário do táxi paga uma taxa no valor é R$ 88,06.

    Como ficou = O permissionário do táxi pagará valor de R$ 41,44.
    Leia também:
    Taxistas devem apresentar exame toxicológico até o Natal
    Táxis terão tarifa única a partir de 22 de outubro
    Marchezan define vermelho ibérico para nova categoria de táxis

  • A onda neoliberal e o desmonte do Estado em lançamento na Bamboletras

    Neste sábado,  06 de outubro, a partir das 18 horas, Plauto Faraco de Azevedo lança o livro Neoliberalismo: Desmonte do Estado Social (editora Libretos, 200 páginas) na Bamboletras (Rua Gen. Lima e Silva, 776 – Cidade Baixa).

    A obra trata da crise de nosso tempo, considerando a evolução dos direitos humanos. Examina o liberalismo econômico que, no seu contexto histórico, foi um avanço político-jurídico incontestável.

    Porém, hoje, a globalização, dizendo-se neoliberal, simula repeti-lo, menosprezando o meio ambiente, insistindo na pretensa necessidade de privatização dos bens estatais e trabalhando pela eliminação dos direitos fundamentais sociais.

    O autor propõe reflexões evidenciando a interligação de várias linhas do pensamento – jurídico, político, econômico, filosófico e moral -, desmistificando a mensagem neoliberal ao contrastá-la com a realidade, que apresenta uma crescente exclusão social e o desemprego estrutural.

    A atuação da mídia também é alvo de análise. Segundo o autor, “saber filtrar a informação é essencial, pois estamos sujeitos ao rebentar ininterrupto de acontecimentos sobre os quais não podemos meditar porque são logo substituídos por outros.

    É o que sucede com imagens de fome, desgraças e desastres todos os dias, passadas tão rápida e irrefletidamente, que assim se banalizam, saturando-nos.”

    O livro aborda a dramática situação grega, originada em 2009 por exigência da política econômica neoliberal e democracia versus oligarquia, no Brasil e no mundo.

    Plauto Faraco de Azevedo é professor da Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público do RS – FMP, na Graduação e no Mestrado, ex-pesquisador do CNPq e doutor pela Université Catholique de Louvain.

    Traduziu e prefaciou O caso dos exploradores de cavernas (The case of the speluncean Explorers), de Lon L. Fuller. Porto Alegre: Fabris, 1976.

  • Umidade pode prejudicar a qualidade da safra de trigo este ano

    Quase 90 por cento das lavouras de trigo no Rio Grande do Sul estão entre as fases final de enchimento de grãos e início da maturação.
    O que preocupa os triticultores  neste momento é a persistência do tempo úmido e quente prevista para as próximas semanas.
    A se concretizar esse cenário, mais que a quantidade, a qualidade
    final do grão poderá sofrer sérios danos, resultando em um produto final de
    baixo valor.
    De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (04/10), apesar da recente ocorrência de chuvas intensas, acompanhadas de granizo e ventos fortes, a situação da cultura ainda é considerada boa, com o potencial de produtividade se mantendo estável, ao redor dos três mil quilos de trigo por hectare.
    Também evolui para a fase de enchimento de grãos a cevada, que apresenta
    boa formação de espigas e grãos.
    O clima úmido do período favoreceu o desenvolvimento de doenças fúngicas, principalmente manchas foliares, determinando que os produtores realizem tratos culturais, visando proteger as espigas da cevada e preservar a qualidade dos grãos a serem colhidos.
    As lavouras mantêm bom stand a campo, prospectando boa qualidade industrial
    (cervejeira).
    Outras culturas
    A canola está finalizando a fase de enchimento de grãos basicamente no
    Planalto Médio, e em maturação e colheita no Noroeste, com 33% da área
    estimada da região (12,5 mil ha) já colhida.
    As áreas da cultura que estão evoluindo para o estádio de maturação apresentam desuniformidade entre plantas.
    Milho – A alta umidade no solo prejudicou a evolução do plantio, que avançou
    pouco e no momento atinge 47% da área prevista para a safra.
    As lavouras recém plantadas apresentam boa emergência e desenvolvimento inicial
    adequado, com poucas necessitando controle em relação ao ataque de
    lagartas.
    Nas semeadas há mais tempo, segue aplicação de adubação
    nitrogenada em cobertura e de herbicidas para controle de invasoras.
    Feijão 1ª Safra – Produtores continuam implantando as lavouras em todo o
    Estado, já alcançando cerca de 52% da área prevista. A fase é de germinação
    e desenvolvimento vegetativo.
    Os agricultores também já estão realizando a adubação nitrogenada em cobertura nas primeiras lavouras semeadas. Até o momento, há pouca presença de pragas e doenças, não sendo necessários tratamentos fitossanitários nas lavouras. Na região Centro-Serra, as lavouras semeadas apresentam boa germinação e emergência, além de ótimo estande de plantas.
    FRUTÍCOLAS
    Citros – Apesar das chuvas frequentes na região do Vale do Caí, os períodos
    de tempo bom têm permitido que os citricultores realizem a colheita das últimas
    frutas dos pomares cítricos.
    Em relação às bergamoteiras, está no final a colheita da Montenegrina, cultivar com maior área de cultivo e produção tanto no Vale do Caí quanto no RS. A safra de bergamotas foi de muito boa qualidade, com frutas suculentas, casca lisa e pouca incidência da pinta-preta, principal doença das bergamoteiras.
    Já entre as laranjas, ainda está em colheita a cultivar Valência, de colheita mais tardia. A Valência é a fruta cítrica com maior área de cultivo no Estado e se destina à elaboração de suco, tanto na indústria como nos lares, bares e restaurantes.
    Criações
    Bovinocultura de leite – A produção de leite tem apresentado crescimento em
    decorrência da maior oferta de forragem, pois a produção de azevém está na
    sua fase mais favorável.
    O clima do início da semana passada proporcionou um quadro bastante positivo para as pastagens de inverno, porém, a grande quantidade de precipitações no final de semana fez com que os animais fossem retirados das pastagens para não haver muito pisoteio. Os produtores com bom planejamento apresentam resultados muito satisfatórios em relação à produção de leite, fator que, aliado ao aumento do preço pago, gera um ótimo momento para o setor.
    Apicultura – Os enxames já mostram bastante atividade e os produtores estão
    colocando melgueiras e cera nova nos ninhos. No entanto, o excesso de dias
    chuvosos na região Sul e Campanha prejudica o trabalho das abelhas. Apesar
    disso, tem início o caça-enxame, manejo no qual os produtores distribuem as
    armadilhas para recuperar enxames e aumentar o número de colmeias. Esse
    período exige atenção ao manejo da colmeia, visando o direcionamento para a
    produção. O manejo de caixilhos e a renovação de quadros são importantes
    para garantir colmeia forte e ganhos de produção para o próximo ciclo. A
    expectativa de produção é de 15 a 25 quilos por colmeia.