Autor: da Redação

  • Secretário da Fazenda avisa que vai faltar dinheiro já em maio

    A  apresentação de fluxo de caixa de 2017, pelo Secretário da Fazenda Leonardo Busatto, não foi muito diferente das outras coletivas para falar das finanças do município de Porto Alegre.
    O secretário, porém, alertou: ” O período mais difícil será a partir de maio, quando não haverá recursos para pagar todas as despesas já contratadas”
    Busatto mais uma vez reclamou da “grave situação” vivida pelo Município de Porto Alegre: “As medidas adotadas em 2016 não resolveram os problemas e empurraram a grave situação das finanças para 2017”.
    Para este ano o secretário previu um déficit de R$ 732 milhões em 2017 e disse que se não fossem as medidas de contenção já adotadas, como corte de cc’s e outros cortes de gastos na administração, o rombo seria ainda maior, em torno dos R$ 825 milhões.
    Fora isso, os números não foram diferente dos já apresentados:

    • R$ 507 milhões de dívidas de 2016
    • R$ 357,7 milhões a pagar em precatórios pela Prefeitura
    • R$ 282 milhões que faltam para concluir as obras da Copa
    • R$ 45 milhões de dívidas de obras da Copa já realizadas

     
     
     
     

  • Câmara mantém veto e Marchezan pode parcelar salários

    Mesmo com as galerias da Câmara Municipal de Porto Alegre lotadas de servidores municipais, os vereadores mantiveram o veto total do prefeito ao projeto que proibia o parcelamento de salários.
    No veto o Prefeito Nelson Marchezan alega “vício de iniciativa”:
    “Sabidamente, os projetos que disponham sobre o regime jurídico de servidores constituem matéria de competência privativa do prefeito, ferindo as prerrogativas constitucionalmente asseguradas ao chefe do Executivo, os princípios de independência e harmonia entre os poderes e, também, a autonomia dos entes federados”
    A proposta era de autoria dos vereadores Fernanda Melchionna e Prof. Alex Fraga, ambos do PSOL.
    Segundo o projeto vetado, as despesas com pessoal dos órgãos da Administração Direta e das entidades da Administração Indireta não poderiam ser parceladas nem preteridas por outras despesas.
     
     

  • “Não tem como fazer política pública sem saber quem são os artistas”

    Artistas de rua e representantes da Secretaria Municipal de Cultura se reuniram novamente para discutir a relação entre arte de rua e a nova administração,  nesta segunda-feira.
    Na semana passada, em uma reunião com apenas três artistas, um projeto de cadastramento foi apresentado pela SMC.
    Desta vez a representatividade foi maior, com cerca de dez artistas presentes, representando diversos grupos como Oigalê, Falus e Stercus, Levanta Favela, Conjunto Bluegrass Porto Alegrense, além de artistas independentes, como o conhecido Homem do Gato, Feliciano Falcão.
    Duas propostas da prefeitura dominaram a pauta do encontro: o cadastramento dos artistas de rua e o convite para que integrem a programação do aniversário da cidade.
    No primeiro encontro, a ideia de um cadastramento havia assustado os artistas presentes. Um fatos que dificulta o levantamento é o fato de ser uma população flutuante, que, em função da atividade, não necessariamente está fixa na cidade.
    Os artistas temem ainda que o cadastro possa servir de forma inversa, limitando os espaços e sua atuação. O nome “banco de talentos artísticos” foi abandonado.
    Luiz Armando Capra Filho, diretor da Usina do Gasômetro e responsável por este projeto, garantiu que a limitação do espaço não está em questão. Ele afirmou ainda não se tratar de um cadastramento, mas de um agendamento. A frase que pôs fim ao debate semântico em torno da palavra “cadastramento” foi do próprio Capra: “Não tem como fazer política pública para a arte de rua sem saber quem são os artistas.”
    Capra vai pedir à Procempa que desenvolva um piloto, para ser apresentado aos artistas. O modelo é inspirado na plataforma Artistas na Rua, que funciona em São Paulo e traz uma agenda das apresentações dos artistas, notícias, perfis dos artistas e um mapa com a disposição dos locais onde acontecem as apresentações. A expectativa é que a versão demonstrativa fique pronta na próxima semana.
    Uma ideia sugerida na reunião e que contou com apoio da grande maioria foi a realização de um edital pela Prefeitura, através das inscrições a Prefeitura teria acesso a informações sobre os artistas.
    Entretanto, Capra frizou que mesmo um edital é inviável de ser desenvolvido sem que o poder público tenha um banco de dados que permita identificar quem são, quantos são e que locais ocupam os artistas.
    Em relação ao edital, foram levantadas algumas sugestões, como determinar que parte das apresentações aconteça fora da região central da cidade, descentralizando o acesso à cultura.
    Outras questão levantada por Fernando Zugno, Coordenador de Arte Cênicas da SMC, é a falta de recursos da Prefeitura, levantando a possibilidade de fazer um edital sem cachê para os artistas.

  • Padilha se recupera mas sua volta é incerta

    WÁlmaro Paz
    Submetido a uma cirurgia delicada, que demorou cerca de três horas e meia,  para extraír uma próstata com cerca de 250 gramas, o ministro chefe licenciado da Casa Civil,  Eliseu Padilha se recupera bem, segundo os boletins médicos.
    A cirurgia foi realizada no dia 27 de fevereiro.
    Até a noite desta segunda-feira,  6 de março,  ele continuava internado no hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
    A apresentava, segundo o boletím médico, um quadro positivo de recuperação, mas exigindo observação por mais alguns dias.
    Por isso marcou sua volta a Brasilia para a próxima segunda-feira (13).
    Na verdade é incerta sua volta não tanto por problemas de saúde, mas por razões políticas.
    No mesmo dia em que Padilha se submeteu à cirurgia, o Tribunal Superior Eleitoral colheu um depoimento de  Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira que turbinou a corrupção política no país.
    Marcelo seguiu o script traçado por José Yunes, o “irmão do presidente Temer”, que, três dias antes, se apresentou “espontaneamente” para depor no Ministério Público Federal e disse que foi Padilha quem pediu e recebeu R$ 10 milhões da Odebrech para a campanha de 2014.
    A versão de um outro delator, Márcio Melo Filho, também da Odebrech, era de que foi Temer quem pediu o dinheiro num jantar no Palácio do Jaburu.
    Em áreas próximas ao poder, estima-se que Padilha não voltará antes de trinta dias e não se descarta a hipótese de que seu afastamento seja definitivo.
    Neste caso, ele  seria sacrificado para que a figura maior, do presidente  Temer seja resguardada no processo que pede a sua cassação por corrupção eleitoral .
    A queda não é necessáriamente uma saida ruim para Padilha. Romero Jucá, outro do grupo do presidente, também amargou um revés. Caiu do ministério e agora foi compensado com a liderança do governo no senado.  
     

  • Marchezan muda regra e nomeia CC para direção do Atelier Livre

    Matheus Chaparini
    Nos últimos dias, professores, funcionários e alunos do Atelier Livre foram surpreendidos com uma publicação no Diário Oficial. Tradicionalmente, a direção do Atelier Livre é escolhida através de eleições internas diretas, onde somente podem concorrer funcionários do quadro.
    No final de 2016, a então diretora, Miriam Topolar, foi reeleita para um mandato de dois anos. Mas na última quinta-feira, outra pessoa foi nomeada para o mesmo cargo.
    O prefeito Nelson Marchezan Júnior revogou o Decreto 9.473, de 1989, que determinava a escolha através de eleições, onde votam todos os professores, funcionários e uma representação dos estudantes.
    O decreto, da época da criação da Secretaria Municipal de Cultura, define como devem se dar as eleições e foi revogado por um novo decreto, o 19.767, assinado pelo prefeito Marchezan em 6 de fevereiro deste ano e publicado no Diário Oficial de Porto Alegre (DOPA) do dia 10.
    Diretora nomeada não vai atuar no cargo
    No dia 2 de março, foi publicada no Diário Oficial a nomeação de Cátia Tedesco para o cargo de Diretora do Atelier Livre. A nomeação é retroativa a 23 de janeiro. Entretanto, Cátia Tedesco não vai ocupar o cargo para o qual foi nomeada, mas a coordenação de comunicação da Secretaria Municipal da Cultura. No site da prefeitura, seu nome já consta na SMC.
    “Está tramitando uma reforma dos cargos em comissão e assim que aprovado definitivamente o novo organograma da SMC, os profissionais serão realocados em seus cargos devidos. Todas as secretarias estão passando pelo mesmo processo”, explicou Cátia Tedesco, por email.
    Cátia é formada em comunicação social pela PUCRS e foi selecionada através do banco de talentos. Com quase 20 anos de experiência na área cultural, era coordenadora da Agência Cigana, que presta assessoria de imprensa a grandes eventos culturais e à Opus Promoções. Antes, trabalhou durante dez anos no setor de comunicação da Opus.
    “Fomos atropelados pela notícia”
    A nomeação da nova diretora pegou a todos de surpresa. “Fomos atropelados pela notícia, pelo diário oficial. A diretora estava de férias e não sabia que não era mais diretora”, critica a artista plástica Graça Craidy, aluna do Atelier há cinco anos.
    Ela explica que as eleições sempre foram realizadas por um colegiado de professores. “Sempre é um processo muito tranquilo. Os professores são apaixonado pelo Atelier, são muito dedicados”, afirma Graça.
    A ausência de um diálogo com a equipe do Atelier gerou certa preocupação. “Nós ainda não sabemos claramente qual o projeto político dessa gestão para a cultura, mas tem uma certa arbitrariedade nessa falta de diálogo, que nos deixa preocupados”, afirma a instrutora Ana Flávia Baldisserotto. Desde 2000 no Atelier, Ana Flavia é das funcionárias mais recentes, aprovada no último concurso, de 1996.
    Mesmo com o quadro reduzido, o Atelier atende atualmente cerca de 600 alunos. “Poucas cidades no Brasil têm uma escola de arte pública com a qualidade do Atelier Livre. É um patrimônio imaterial da cidade”, defende.
    A artista critica a desatenção de sucessivas gestões municipais que fragilizou a instituição. Para ela, é urgente a realização de um novo concurso. “Da forma que está, caminha para a extinção”, conclui.
    O Atelier Livre foi criado em 1961, a partir de uma experiência realizada no ano anterior pelo pintor Iberê Camargo. Iberê ministrou um curso aberto de pintura na então Galeria Municipal de Arte de Porto Alegre. A atividade demonstrou o potencial de um ateliê aberto, em oposição ao ambiente do ensino acadêmico do Instituto de Belas Artes, hoje Instituto de Artes da UFRGS.

  • Fiergs lança programa para estimular inovação na indústria

    Roadshow de Inovação Aberta é o nome de um programa que a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul vai lançar ainda em março.
    O projeto envolve 14 parques científicos e tecnológicos e 31 incubadoras empresariais, mais a FIERGS e seus 115 sindicatos filiados, que representam cerca de 50 mil estabelecimentos industriais em todo Estado.
    A iniciativa tem o objetivo de integrar o setor industrial e os ambientes de inovação gaúchos na defesa do crescimento econômico, na expansão dos negócios com geração de valor, de mais renda e emprego e de elevação da qualidade de vida.
    “As startups podem apresentar soluções mais ágeis e com custos inferiores que os desenvolvidos nas próprias indústrias ou ainda trabalhar em conjunto com áreas de Pesquisa & Desenvolvimento das empresas”, indica o coordenador do Citec, Ricardo Felizzola.
    “Mais do que apontar alternativas para os problemas, esses negócios inovadores podem criar novos modelos mais rentáveis e competitivos para o setor industrial”, complementa. Para Felizzola, nesse movimento de aproximação entre indústria e novos empreendimentos todos ganham.
    Os Roadshows de Inovação de Aberta são eventos para geração de ideias, projetos ou produtos aplicados aos setores empresariais de cada região com o objetivo de propor soluções inovadoras que possam se tornar diferenciais competitivos.
    A programação incluiu um evento de lançamento do projeto em março e ações regionais entre abril e junho em cinco cidades. As datas e locais serão definidos em breve.
    Para cada região, já há alguns temas preferenciais pré-selecionados, que podem ser ampliados conforme a realidade observada por cada sindicato participante da iniciativa.
    Em Porto Alegre, o foco deve estar nas indústrias de alimentos, química e de borracha.
    Em Caxias do Sul, a temática estará relacionada aos segmentos de plástico, metalmecânico e de máquinas e equipamentos. Em Santa Cruz do Sul, a proposta é trabalhar com a agroindústria e o tabaco. Em São Leopoldo, as áreas prioritárias são de saúde e matérias elétricos. E, em Pelotas, o tema de destaque é a construção civil.

  • Fantasias e comidas típicas para comemorar o carnaval judaico

    Fantasiar-se, presentear amigos, fazer comidas típicas e ajudar pessoas carentes. Assim é o Purim, festividade judaica que, por sua alegria e diversão, é normalmente associada ao carnaval, mas recorda a milagrosa salvação dos judeus na Pérsia Antiga.
    É uma data que lembra a coragem de Esther e Mordechai ao enfrentar e vencer o ministro Haman, o malvado, que por antipatia e preconceito pretendia convencer o Rei Assuero a exterminar o povo judeu do seu reino.
    Em Porto Alegre, diversas entidades judaicas se reunirão para comemorar Purim em conjunto na Sinagoga da Sibra, no próximo sábado, 11 de março, a partir das 19h, na sede localizada na Rua Mariante, 772.
    Existem quatro preceitos (Mitzvot) que são respeitados no Purim: Ouvir a leitura do Livro de Esther (Meguilá), que conta toda a história da Pérsia sob o reinado do rei Assuero. É costume ouvir a história na véspera do Purim e na parte da manhã, fazendo muito barulho toda vez que é mencionado o nome do malvado Haman. Também é tradição enviar presentes aos amigos; fazer “Tzedaká”, ajudando a pelo menos dois necessitados; e celebrar com uma grande festa o milagre que ocorreu com o Povo Judeu (Mishté).
    É comum as pessoas usarem fantasias, inclusive realizando concursos para mobilizar as crianças. Em Israel, as ruas são tomadas por pessoas fantasiadas, com bandas, djs e carros de som tocando em cada esquina, o que se assemelha com um carnaval de rua aqui do Brasil.
    SIGNIFICADO DO PURIM – Origina-se da palavra “Pur”, sorteio. Referente a data em que Haman sorteou e marcou para o aniquilamento de todo o povo judeu. Na verdade, transformou-se na data de sorte do povo judeu, quando então foi salvo e saiu-se vitorioso. Esta data marcou para sempre o dia em que comemora-se com grande alegria a festa de Purim.

  • Seis mil catadores de Porto Alegre têm uma semana para deixar as ruas

    Termina na próxima sexta-feira (10)  o período legal de circulação dos catadores de lixo reciclável em Porto Alegre.
    A partir dessa data começa a vigorar a Lei das Carroças, como ficou conhecido o projeto de lei aprovado em 2008 que proíbe a circulação de carroças e carrinhos de reciclagem até 2014.
    O projeto foi prorrogado até 2017 e previa retirada dos catadores do serviço de reciclagem através do programa Todos Somos Porto Alegre com a disponibilização de cursos e a inserção no mercado de trabalho. Isso não aconteceu. Porto Alegre ainda possui 6 mil catadores de lixo.
    Uma audiência foi realizada no dia 23 de fevereiro na Câmara de Vereadores com a intenção de discutir e tentar resolver a questão. Na ocasião, diversos catadores se manifestaram alegando que não terão o que fazer se tiverem de deixar o ofício.
    A Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) já prepara um projeto de lei para prorrogar até 2022 a circulação de catadores de lixo nas ruas de Porto Alegre, porém o projeto teria de entrar na pauta do legislativo com urgência.
     
     

  • Paim denuncia pressão do governo para esvaziar CPI da Previdência

    Com 30 assinaturas  para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Reforma da Previdência (três a mais do que o mínimo necessário0, o senador Paulo Paim (PT) denuncia pressão do governo Temer sobre senadores da base aliada para retirarem as assinaturas.
    “O governo está pressionando senadores e pedindo que recuem. Isso é um absurdo e precisa ser combatido. Precisamos que a CUT e demais entidades que integram a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência pressionem os senadores em seus estados e que sigam até Brasília para garantir que essa CPI aconteça”, afirmou Paim.
    De acordo com o senador, “há motivos mais que suficientes para que essa CPI aconteça”. “Precisamos fazer uma devassa nas contas da Previdência , saber quem realmente sonega, quem são os grandes devedores. Trabalhamos com uma cifra impressionante de R$ 1 trilhão em sonegação”, explica Paim, lembrando que o déficit alegado pelo governo não existe.
    Para o petista, a reforma proposta pelo governo de Michel Temer é “absolutamente desnecessária” e, segundo o senador, precisa ser debatida com a sociedade. “Um dos motivos para que essa CPI aconteça é o diálogo com o povo. Essa proposta chegou em nossas mãos sem passar pelas ruas, temos que ir em todos os estados e saber o que pensam os brasileiros.”
    Por fim, Paim analisa as possíveis consequências que a CPI pode provocar. “É possível barrar a Reforma da Previdência. Vamos provar que o único intuito que esse governo tem é privatizar a Previdência.”
     
    Com informações da Agência Senado

  • Jornalista inocentado deixa mal a Lava Jato

    “Provas inventadas”, afirma Altman sobre processo em que foi absolvido.
    Alvo de condução coercitiva na Operação Carbono 14, desdobramento da Operação Lava Jato, em 1.º de abril do ano passado, e réu em processo por suposta lavagem de dinheiros junto ao juiz Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, o jornalista Breno Altman foi absolvido nesta quinta-feira (2).
    “Eu acho que o processo era tão evidentemente artificial que não havia outra possibilidade que a minha absolvição”, disse Breno Altman, que é proprietário do site Opera Mundo, em entrevista ao Estadão.
    altmann absolvido
    Altman foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter envolvimento num empréstimo de R$ 6 milhões feito pelo empresário Ronan Maria Pinto, do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares.
    De acordo com os procuradores do MPF o dinheiro seria um ‘cala boca’ para abafar provas sobre o assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), ocorrido em 2002.
    “As provas apresentadas eram nitidamente contraditórias e inventadas com base no mecanismo de delação premiada”, disse o jornalistas. Entre as provas apresentadas pelos procuradores, estava o depoimento de Ronan que disse ter encontrado Altman por meio de um intermediário do ex-prefeito petista de Santos, Davi Capistrano, porém em uma data três anos após a morte de Capistrano.
    Outra contradição do processo foi a delação premiada do publicitário Marcos Valério, que dizia que Altman havia participado de uma reunião com outros três investigados. no entanto, os três investigados negaram a presença do jornalista. Além disso, o hotel citado por Marcos Valério como sendo o local do encontro, o Pulmann, não guarda nenhum registro da entrada de Altman.
    “O Marcos Valério foi absolvido porque de alguma maneira ajudou o Ministério Público. No entanto, o que o Marcos Valério fez foi mentir”, repudiou Altman.
    Outra delação usada pelo MPF foi a a do doleiro Alberto Youssef, que dizia ter ouvido de Enivaldo Quadrado sobre o suposto envolvimento de Altman no crime. Porém Enivaldo negou a acusação.
    Apesar das contradições nos depoimentos, o MPF pediu à Justiça de Curitiba a inclusão de Altman no processo da Operação Carbono 14.
    “Essa irresponsabilidade com que age o Ministério Público, movido pelo ambiente de perseguição política no país, leva ao atropelo da Justiça. Eu me sinto vítima disso, pois desde o início eu disse: eu sou inocente e não há nenhuma prova que me vincule a um crime que eu não participei”, rechaçou.
    Altman aponta falhas do processo e considera que a condenação de Delúbio Soares, condenado no mesmo processo a cinco anos de prisão por ter interposto uma pessoa na realização de um empréstimo bancário, uma injustiça.
    “Não é uma coisa ilegal que esse empréstimo tenha sido terceirizado, como aparentemente o foi por meio do Bumlai (José Carlos Bumlai, fazendeiro amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva)”, diz Altman.
    Sobre Enivaldo, o jornalista indaga: “Se o Marcos Valério foi absolvido por não ter participação no empréstimo porque Enivaldo foi condenado sem participação nos mesmos trâmites?”.
    Do Portal Vermelho, com informações do Estadão