A quarta de cinzas já passou mas para as escolas de samba de Porto Alegre o período de desfiles do carnaval ainda nem começou. Nesta sexta-feira, acontece a primeira Descida da Borges de 2017. A mudança da data dos desfiles para o final de março mexeu também com a programação da descida. Cinco escolas do grupo principal desfilam com destaques e baterias a partir das 19h na avenida Borges de Medeiros, no centro da capital.
São elas: Império do Sol, Império da Zona Norte, Estado Maior da Restinga, Imperadores da Samba e Acadêmicos do Gravataí. No sexta-feira da próxima semana, 10, acontece a segunda descida, com outras cinco escolas.
A Descida da Borges foi reeditada pela Prefeitura de Porto Alegre para relembrar os desfiles de Carnaval no Centro de Porto Alegre da década de 1960. Para o coordenador das Manifestações Populares da Secretaria da Cultura, Érico Leoti, a Descida da Borges revive e renova o espírito do Carnaval no Centro Histórico. “É um evento que consolida a participação popular neste segmento, com a presença de um público considerável. Para as escolas, é a oportunidade de testar, minimamente, o que foi planejado para o desfile oficial”, salienta o coordenador.
Em outubro de 2016, foi realizada uma edição extra da Descida da Borges, dentro da programação da Festa Nacional da Música.
Nesta segunda-feira, 6, deve ser entregue a nova planta do Complexo Cultural Porto Seco. O novo projeto vai determinar o número geral de lugares, arquibancadas, frisas e camarotes. A partir dessa definição, serão anunciados locais, datas e valores para a venda de ingressos.
Sexta-feira, 3 de março
-Império do Sol
-Império da Zona Norte
-Estado Maior da Restinga
-Imperadores do Samba
-Acadêmicos de Gravataí
Sexta-feira, 10 de março
-Escola Convidada
-Unidos da Vila Mapa
-Bambas da Orgia
-União da Vila do IAPI
-Imperatriz Dona Leopoldina
Autor: da Redação
Cinco escolas de samba descem a Borges nesta sexta
Professores realizam assembleia nesta sexta para discutir impasse com a prefeitura
Segue o impasse entre Prefeitura e os professores da rede municipal. Através de um decreto, o Prefeito Nelson Marchezan Júnior determinou que, a partir do próximo ano letivo, que começa no próximo dia 6, sejam cinco períodos de 45 minutos diariamente e, durante as reuniões, os alunos fiquem com o professor auxiliar.
Nesta última quarta-feira, professores lotaram as galerias da Câmara de Vereadores para pedir ao secretário da SMED (Secretaria da Municipal da Educação), Adriano Naves Brito, presente na casa, a revogação do decreto. Sob vaias, Brito explicou como funcionará o novo cronograma.
Os professores realizam assembleia às 9h desta sexta-feira na Igreja Pompeia.
Governo e Sindicato divergem sobre decreto
“Os alunos terão aumento de 27,8% (três horas e 45 minutos) do tempo em sala de aula com os professores. Já a carga horária dos professores terá ajuste de apenas 1,27% (15 minutos) a mais por semana. É uma organização da rotina onde o aprendizado é a prioridade”, defendeu Adriano na tribuna. A Prefeitura alega também que o novo cronograma permitirá que o aluno fique mais tempo com o professor.
A Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (ATEMPA) discorda. “Não é verdade que vamos ter mais tempo com os alunos. O cronograma traz problemas na jornada de aprendizado”, disse em entrevista a reportagem do Já uma das diretoras da Associação, Juliane de Paula Mazui.
Uma Assembleia geral dos professores na Igreja Pompéia irá decidir os rumos da categoria. Um estado de greve não está descartado. “Vamos avaliar o que o Secretário disse ontem, o certo é que não temos condições de começar o período letivo com esse novo cronograma”, completou Juliane.
A Assembleia também ira pautar o assunto da reunião entre ATEMPA e SMED marcada para a próxima terça-feira, dia 7. Na câmara, o secretário disse estar aberto ao diálogo e pediu que as escolas apresentem suas demandas à secretaria. “Nos faltam informações precisas sobre os recursos humanos. Estamos preparados para o processo, mas ainda não recebi nenhuma proposição concreta por parte do sindicato”.Libretos lança livro Governar na Crise, de Marco Weissheimer
WALMARO PAZ
Dois anos depois do governo Sartori ter colocado o Rio Grande do Sul neste buraco negro da crise onde não aparece nem mesmo uma chama de vela no fim do túnel, vale a pena a leitura do livro “Governar na Crise” (Um olhar sobre o governo Tarso Genro – 2011/2014), de Marco Weissheimer, que será lançado pela Libretos na segunda-feira (6), no Clube de Cultura, as 19h30min.
A obra de 222 páginas do repórter do site Sul21 é uma análise que serve de contraponto às propostas catastróficas de governabilidade que estamos vivenciando. Não se trata de uma apologia do governo Tarso, mas uma análise crítica sobre as duas propostas de governo que vem se alternando no Palácio Piratini desde o final da ditadura: o neoliberalismo baseado em dados contábeis e no combate ao déficit fiscal ou a implementação de políticas públicas de crescimento das economias familiares, com salários justos e pagos em dia que movimentam a economia do Estado.
Já na apresentação, onde o autor tenta responder as perguntas: “O que é governar? Para que serve um governo? Qual a medida para avaliar se um governo é bom ou não? ” – fica clara a sua intenção. Com a citação do economista texano James K. Galbraith que faz uma crítica profunda ao projeto neoliberal citando a história dos Estados Unidos e mostrando que o desenvolvimento da potência do norte foi financiado totalmente com a dívida pública e o “ saneamento” desta dívida levou a grande recessão.
Segundo ele, “a receita de que é possível cortar o gasto público sem cortar a atividade econômica é completamente falaciosa, como mostra bem a realidade vivida por vários países europeus nos últimos anos”. E cita Galbraith: “Em todos os lugares em que foi aplicada, a austeridade produziu mais austeridade, mais desigualdade, mais concentração de renda…”
Seu maior argumento é dado pela aprovação das contas de Tarso no Tribunal de Contas do Estado relatado pelo ministro ex-peemedebista, Algir Lorenzon; “Ele sacou bastante do Caixa Único? Sacou, é verdade, mas aplicou mais do que qualquer outro… na educação, na saúde, no pagamento dos precatórios, no reajuste aos servidores públicos, no pagamento em dia desses servidores e na reposição de pessoal das áreas de segurança, saúde e educação”.
Enfim, o livro merece uma leitura atenta nestes tempos difíceis. Como anexo, nas suas últimas páginas o autor colocou o programa de governo elaborado em 2010, depois de ter entrevistado vários gestores dos diferentes setores do governo Tarso, permitindo uma comparação entre o que foi executado e o que estava programado.Teatro Nilton Filho oferece aulas inaugurais gratuitas
O Teatro Nilton Filho está abrindo atividades de 2017 oferecendo aulas inaugurais gratuitas. Os cursos de formação de atores e atrizes iniciam com aulas abertas na semana do dia 6 de março.
Qualquer pessoa pode participar das aulas de Teatro Dança, Desinibição, Improvisação e Interpretação I, basta estar inscrito no site do teatro. Para quem quiser dar continuidade ao curso após a aula inaugural, o valor mensal é de R$ 240. Os cursos para adultos são oferecidos à noite e à tarde para adolescentes.
Todos os cursos incluem preparação vocal, consciência corporal e espacial. O curso de desinibição é a primeira etapa do curso de formação de atores e envolve o início do autoconhecimento para a liberdade de criação. Na segunda etapa é trabalhada a Improvisação por meio de jogos no estilo match d’improvisation, no qual o ator tem pouco minutos para preparar uma cena.
O curso de Interpretação inicia o trabalho com textos decorados e desenvolve o ator para a criação de personagens. O curso de Teatro Dança não requer nenhuma experiência prévia e treina o artista para se expressar através de movimentos da dança, desenvolvendo suas próprias potencialidades.
O Teatro Nilton Filho fica na rua Grão Pará, 179 no bairro Menino Deus, em Porto Alegre.
Mais informações no telefone fixo: (51) 3233-0449, whatsapp (51) 996-195-437 ou pelo site: teatroniltonfilho.com.br
Curso de formação de atores e atrizes:
Desinibição: Adultos: Terça (7/03) das 19h30 às 22h / Adolescentes: Quarta (8/03) das 14h30 às 17h
Improvisação: Adultos: Segunda (6/03) das 19h30 às 22h / Adolescentes: Terça (7/03) das 14h30 às 17h
Interpretação I: Adultos: Quarta (8/03) das 19h30 às 22h
Teatro Dança: Adulto: Quinta (9/03) das 19h30 às 22hDe olho nas verbas federais, 17 prefeitos querem receber presídios
O secretário de Segurança do Estado, Cesar Schirmer disse nesta quinta-feira que já tem uma lista de 17 cidades gaúchas cujos prefeitos se candidataram para receber um dos presídios que serão construídos no Rio Grande do Sul com verbas federais.
Por enquanto, o único que tornou publico o seu desejo foi o prefeito de São Sepé, Leocarlos Gazzoni. Anteriormente, já haviam sido mencionados como candidatos a sede de presídios os municípios de São Leopoldo e Rio Grande.
. Segundo Schirmer na semana que vem, quando pretende anunciar um plano completo de segurança públioca para os próximos dois anos, serão também conhecidos os municípios contemplados com as novas unidades prisionais.
Um dos mais fortes candidatos é o município de Cachoeirinha, onde fica o campus da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) que tem um terreno que preenche todos os requisitos técnicos: 25 hectares de área plana, proximidade com aeroporto, acesso a rodovias pavimentadas.
O terreno da Cientec já estava preparado para receber um Parque Tecnológico do Estado, anunciado em 2005 e ainda no papel. Como a prioridade do governo estadual agora é a falta de vagas nas prisões, é provável que a área ganhe esta nova destinação.
Skaf, o homem do pato, recebeu R$ 6 milhões da Odebrecht
Lembra daquele enorme pato amarelo que a Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) colocou na Avenida Paulista durante as manifestações e que foi um símbolo da campanha contra o governo Dilma?
Pois é, agora se fica sabendo quem realmente “pagou o pato”.
Em seu depoimento nesta quarta-feira, o empresário Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira que está no centro do esquema de corrupção política que assola o país, declarou que R$ 6 milhões (de um total de 10 milhões doados pela empresa via caixa 2 ) foram destinados a Paulo Skaf, atual presidente da Fiesp, que foi candidato do PMDB ao governo de São Paulo em 2014.
A informação, claro, não mereceu maior destaque nos grandes jornais.Skaf hoje é um dos maiores defensores do governo Temer e defende entusiasticamente a “flexibilização” das leis trabalhistas. “No futuro, uma das grandes crises a ser enfrentada é a do desemprego. Nesse sentido, é fundamental a reforma trabalhista”, declarou ele em palestra recente.
“O presidente da Fiesp e do Ciesp disse estar confiante quanto às reformas em curso. Skaf também tratou da expectativa de queda mais acentuada dos juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom)”.
Reunião do Conselho Superior de Relações do Trabalho da Fiesp com a participação de Paulo Skaf. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp
Exército vai atuar na Redenção e outras áreas próximas a quartéis
O secretario de Segurança do Rio Grande do Sul informou que forças do Exército vão atuar no policiamento do parque da Redenção já a partir da próxima semana.
Em entrevista à rádio Gaúcha na manhã desta quinta-feira, o secretário Cesar Schirmer disse que a operação resulta de uma parceria que envolve não apenas o Exército, mas a Força Nacional de Segurança e também a Guarda Municipal.
A presença do Exército no policiamento ostensivo na Redenção se justifica pela proximidade dó Colégio Militar, que fica na avenida José Bonifácio, junto ao parque.
Schirmer explicou que a lei faculta a atuação de soldados do Exército no policiamento preventivo num raio de 1.300.no entorno de unidades militares.
“Será um treinamento para uma atividade prevista na Constituição, que é a manutenção da lei e da ordem”, explicou Schirmer.
Outras áreas próximas a quartéis na capital e no interior serão também policiadas pelo Exército e serão conhecidas na próxima semana quando o secretário pretende anunciar um Sistema Estadual de Segurança.
Temer age como se Padilha já estivesse fora do governo
Em dez dias derreteram-se os superpoderes atribuídos ao Chefe da Casa Civil do governo Temer, o ministro Eliseu Padilha.
No dia 20 de fevereiro, ele passou mal e foi internado no Hospital das Forças Armadas em Brasilia.Tinha uma obstrução urinária, causada pela próstata aumentada.
Na noite desta quarta-feira, 1o. de março, ele estava em Porto Alegre recuperando-se de uma cirurgia. Sua queda era dada como certa em Brasilia.
Padilha ainda estava em observação, três dias depois da crise urinária, quando foi atingido por um petardo político: o advogado José Yunes, ex-assessor especial da Presidência, relatou ao Ministério Público Federal que foi “mula involuntária” do ministro ao receber em seu escritório em São Paulo, em 2014, um pacote. Seriam R$ 4 milhões em dinheiro vivo, destinado a Padilha.
José Yunes, deixou o governo em dezembro, quando veio a público a delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da empreiteira Odebrecht..
Foi Melo Filho quem revelou a história dos R$ 4 milhões entregues no escritório de Yunes, que seriam parte de um repasse de R$ 10 milhões para a campanha do PMDB.
O dinheiro, segundo Melo Filho, teria sido pedido por Temer num jantar, em que Padilha estava junto, com Marcelo Odebrecht, no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente.
Agora, segundo o Globo, o próprio Yunes procurou espontâneamente o Ministério Público para dar a sua versão dos fatos, envolvendo apenas Eliseu Padilha.
Quando a bomba estourou, Padilha já tinha um diagnóstico de cirurgia para seu problema de saúde. No dia 27, se internou no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, para extrair a próstata. O noticiário político já falava que seu futuro no governo era “incerto”.
O colunista Merval Pereira, da Rede Globo e afiliadas, adiantou que a saída de Padilha seria uma boa solução para o governo Temer. Sequer levou em conta que o próprio presidente dias antes anunciara que denúncias em delações não seriam motivo para queda de ministro.
No dia seguinte Elio Gaspari, outro comentarista político influente, colocou Padilha na lista dos ministros de Temer que caíram: Jucá, Yunes, Geddel, Padilha…
“Nunca na história deste país um presidente perdeu tantos colaboradores em tão pouco tempo por motivos tão pouco louváveis”, escreveu em sua coluna publicada pelo Globo, Folha e vários outros jornais. Padilha seria o oitavo ministro a cair em apenas nove meses.
A cirurgia do ministro na segunda feira de carnaval foi bem sucedida, segundo as notícias, já lacônicas.
Segundo o relato de Yunes ao MP, Eliseu Padilha ligou para ele e disse que uma pessoa iria deixar em seu escritório em São Paulo documentos que depois seriam retirados por um emissário.
Ao receber o portador dos documentos, viu que era o doleiro Lúcio Funaro, preso e apontado pela Polícia Federal como operador do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.
Na terça-feira, 27, o mesmo dia em que Padilha fez a sua cirurgia, a repórter Andréia Sadi, da Globo News, informou que Yunes está disposto a provar a ligação de Padilha para seu escritório: “O advogado e amigo do presidente Michel Temer José Yunes disponibilizou ao Ministério Público a quebra do seu sigilo telefônico durante depoimento espontâneo em fevereiro”.
O objetivo de Yunes seria “comprovar sua versão de que recebeu uma ligação de Eliseu Padilha em 2014 pedindo a ele que recebesse um envelope em seu escritório em São Paulo”. Yunes disse aos investigadores que sua secretária pode ratificar sua versão.
Segundo Yunes, o envelope foi entregue pelo doleiro Lucio Funaro, que está preso em pela Operação Lava Jato. Yunes disse à Globo News estar à disposição para uma acareação com qualquer personagem de sua narrativa – seja Padilha, seja Funaro.
Nesta quarta-feira de cinzas, quando o hospital informou que Padilha já estava no quarto em situação “estável”, o jornalista mais próximo a Michel Temer, o colunista Jorge Bastos Moreno, do Globo, perguntou: “Por que José Yunes deu o tiro de misericórdia no Padilha? Por que ele está desfilando com a cabeça do combalido pela Praça dos Três Poderes, ligando para Deus e todo mundo para dizer que pediu à Procuradoria-Geral da República a quebra do seu sigilo telefônico para provar seus contatos com Padilha?”. Em seguida contou uma historinha para demonstrar que Temer e Yunes são como irmãos.
No G1, um post das 9h da manhã já informava que “Sem Padilha, Temer assumiu as negociações com o Congresso”. Uma foto de Temer tendo ao lado uma cadeira vazia ilustrava a nota.
No início da noite chegavam aos jornais as primeiras informações sobre o depoimento de Marcelo Odebrecht ao ministro Benjamin Herman, relator do processo que investiga o uso de caixa 2 na campanha de 2014. Ele confirmou o jantar com Temer no Jaburu mas disse que foi “uma conversa genérica, em que não se mencionaram valores”.
Uma nota do G1, postada às 22h27 parecia selar o destino do ministro: “Marcelo diz que Padilha tratou do repasse de 10 milhões”.
Artistas vão ao MP pela volta do Condomínio Cênico do São Pedro
Os grupos que compõem o Condomínio Cênico do Hospital Psiquiátrico São Pedro entraram com representação no Ministério Público Estadual pedindo a mediação do MP com o poder público estadual. A representação foi entregue em audiência com o Procurador de Justiça César Faccioli na tarde desta quarta-feira. A intenção dos grupos é que o MP ajude na mediação entre eles e as secretarias estaduais da saúde e da Cultura. A mediação deve envolver ainda a promotoria de Defesa da ordem urbanística.
Os artistas afirmam que a intenção é conversar para chegar a uma solução e criticam a falta de diálogo do governo. “Estamos questionando qual será o destino dos prédios. Querem nos tirar? Ok, desde que a gente vá para outro lugar público ocioso. Mas o que será feito dos pavilhões?”, questiona Hamilton leite, do Oigalê.
Hamilton afirmou que os grupos artísticos devem pedir ainda uma audiência pública, para discutir o futuro das edificações do Hospital São Pedro.
Deputado Pedro Ruas acompanhou os representantes dos grupos em audiência com o Promotor de Justiça, César Faccioli / Divulgação
Os pavilhões 5 e 6 do São Pedro, que desde 2000 serviam como local de ensaio e apresentação para os grupos, foram interditados em novembro de 2016. Atualmente, os grupos só têm acesso ao local para retirar materiais e acompanhados por funcionários da Secretaria da Saúde.
Na ocasião, uma vistoria do Corpo de Bombeiros constatou a falta de PPCI no local. Os artistas contestam o fato de os outros quatro pavilhões, que atendem a atividades diárias com os pacientes, não tenham sido visitados para inspeção. Para o grupo, a inspeção ter sido realizada apenas nos dois pavilhões que abrigam os grupos representa uma opção política. A visita ocorreu na véspera da estreia do espetáculo que comemorava os 25 anos do grupo Falus e Stercus.
Em relação ao PPCI, os artistas afirmam que já tomaram providências e que o Cpletivo Obras, que tem escritório de obras, se comprometeu a realizar o projeto de adequação ás exigências do Corpo de Bombeiros.
Os grupos tem ainda um projeto de reforma dos pavilhões 5 e 6, elaborado pelo Escritório Modelo Albano Volkmer, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS, e que foi entregue ao Governo do Estado na gestão passada.
Os dois pavilhões haviam sido cedidos à pasta da Cultura na gestão passada. Em janeiro de 2016, a Secretaria Estadual de Saúde, afirmou que cederia também os outros quatro pavilhões, mas, após alguns meses, a pata mudou de posicionamento e não só desistiu de ceder os pavilhões 1, 2, 3 e 4, como pediu de volta o 5 e o 6.
Secretaria de Cultura não apresenta alternativas
Em novembro de 2016, após a interdição, os grupos teatrais se reuniram com o secretário da Cultura, Victor Hugo. Na ocasião, o secretário se comprometeu a apresentar uma lista de possíveis locais para onde os grupos poderiam migrar suas atividades. Hamilton leite afirma que até agora nenhuma sugestão foi apresentada pelo secretário.
Por parte dos grupos, foram apontados dois galpões localizados no bairro Partenon, que pertencem ao Ipê e atualmente estão desativados. Porém, até o momento, segue indefinido o futuro do Condomínio Cênico.
Participaram da audiência com o procurador César Faccioli, representantes dos cinco grupos que atualmente compõem o condomínio cênico – Falus e Stercus, Neelic, Oigalê, Povo da Rua e Caixa Preta – o SATED (Sindicato de Artistas e Técnicos de Espetáculos de Diversão), além do deputado estadual Pedro Ruas (PSOL).
Na representação, o grupo destaca ainda dois fatos ocorridos no dia da inspeção do Corpo do Bombeiro. Segundo o texto, o laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros teria definido “interdição total” do hospital, tendo sido rasurado posteriormente para “interdição parcial”. O outro fato apontado é a agressão a um integrante de um dos grupos, que foi filmada e divulgada na época.Sesi quer vacinar 240 mil trabalhadores no RS
O Serviço Social da Indústria iniciou neste 1º de março a campanha 2017 de vacinação de trabalhadores nas empresas gaúchas.
As empresas interessadas em participar devem realizar a adesão pelo site www.sesirs.org.br/campanhavacinacao.
O objetivo é promover a saúde e a qualidade de vida do trabalhador, reduzindo o afastamento e contribuindo para o aumento da produtividade da indústria gaúcha.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a gripe ou o resfriado foi responsável por 17,8% das faltas de, pelo menos, um dia ao trabalho ou à escola em 2013.
A vacina disponibilizada é a trivalente – uma única dose contra a Influenza Sazonal (gripe comum da estação) e Influenza–H1N1(Gripe A), conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O valor é de R$ 21,50 para funcionários e R$ 41,00 para dependentes e inclui a vacina e a aplicação nas dependências da indústria.
As empresas também receberão orientações sobre a campanha e os efeitos da vacina. Em 2016, o Sesi-RS imunizou mais de 142 mil trabalhadores de 1,5 mil indústrias do Estado.



