Autor: da Redação

  • Lula vai mudar o discurso

    PINHEIRO DO VALE
    A novidade política desta semana é que o ex-presidente Lula mandou parar com o bordão “Fora Temer” e retirar as expressões “golpe” e “golpismo” do discurso de seu partido.
    Este novo posicionamento significaria, na prática, remeter a ex-presidente Dilma para o passado.
    São passos de Lula para a retomada de sua iniciativa política, sacudindo a poeira da tragédia pessoal e do comando de seu partido com vistas ao grande desafio de 2018.
    Um primeiro passo é recompor o discurso com palavras de ordens propositivas. O que passou, passou.
    O passo seguinte será recompor alianças consequentes ao centro. Um dos alvos é o irrequieto PMDB, que também está sem candidato.
    O último lance do PT pós impeachment foi a desobediência da bancada federal às ordens estratégicas de Lula.
    O PT ficou chupando o dedo. Esta seria a imagem mais aproximada do resultado da atuação da bancada de deputados federais do PT nesse episódio tragicômico em que se converteu a atuação do partido na eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados.
    Tamanha barbeiragem está sendo atribuída a uma consequência colateral da tragédia do derrame e morte de Dona Mariza Letícia.
    Atucanado com o colapso da mulher, Lula abandonou a bancada à própria sorte e não pode evitar o desastre.
    Uma parte significativa da bancada rebelou-se contra a ordem do presidente Lula de se compor com os grandes partidos e votou contra o deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ).
    Sem resultado e o PT da Câmara Baixa ficou chupando o dedo, a reboque do Centrão.

  • Casarão da Duque esconde uma usina de ideias

    Geraldo Hasse
    Cometerá um erro elementar quem julgar o trabalho da Fundação de Economia e Estatística pela aparência singela de sua sede na rua Duque de Caxias 1691.
    Esse sobrado dos anos 1920 voltado para a antiga Praça do Portão, hoje Conde de Porto Alegre, foi residência antes de se tornar o escritório de um dos principais órgãos públicos do Estado. Mas não se tome o todo pela fachada.
    Entre o portão junto à rua e a porta da sala de recepção há um corredor que esconde, à esquerda, um auditório de 40 lugares e uma sala de reuniões com mesa para oito pessoas.
    Da recepção, parte outro corredor que vai longe, rumo aos “fundos” de um típico casarão da elite da capital nas primeiras décadas do século XX.
    Seria ali o pátio se, muitos anos atrás, o governo estadual não tivesse construído nessa área inclinada, meio baldia, um prédio de oito andares onde se acomodam, em diversos gabinetes, 192 homens e mulheres representativos do que a “inteligência gaúcha” tem de mais arejado.
    Entre as quase duas centenas do pessoal da casa, destacam-se 36 doutores e 93 mestres que produzem estatísticas, indicadores e estudos sobre a realidade socioeconômica do Rio Grande do Sul.
    No fundo, embora não pareça, a FEE é uma usina de ideias tiradas de uma complexa massa de dados em constante atualização.
    Entre as tarefas obrigatórias da Fundação, destacam-se o cálculo do PIB estadual, as estimativas populacionais, a pesquisa de emprego/desemprego e outros indicadores valiosos para o diagnóstico da situação conjuntural e o planejamento do futuro do estado.
    Diante disso, não admira que a decisão do governo Sartori de extinguir a FEE tenha sido unanimemente criticada por milhares de pessoas em abaixo-assinados, artigos, entrevistas e manifestações de rua.
    fee brum torres
    O protesto mais contundente veio do economista João Carlos Brum Torres, que já foi por duas vezes secretário do Planejamento de governos do PMDB (Britto e Rigotto). “Seria um desastre”, previu ele, antes que o pacote de extinções fosse aprovado pela Assembléia, no dezembro. Não foi por falta de aviso.
    Quando a medida se confirmou, Brum Torres a definiu como “gesto cego de autodesqualificação do sistema de governo”.
    Em outras palavras, ao incluir a FEE no rol de oito fundações marcadas para morrer em nome do enxugamento das despesas, Sartori deu o popular tiro no pé.
    Outro economista veterano,  Claudio Accurso, 87 anos, que doou sua biblioteca para a FEE, foi cáustico: “O governo quer acabar com a FEE porque não conhece os dados que ela produz. Não precisa deles, porque não faz planejamento. Sem planejamento, não existe futuro”.

    fee accurso
    Accurso foi secretário do Planejamento do governo Pedro Simon (1987-1990)

    O iminente desaparecimento da FEE é motivo de profundo pesar na comunidade científica do Rio Grande do Sul.
    Nada simboliza melhor o clima reinante do que a faixa preta atravessada sobre os retratos do patrono da instituição, economista e deputado Siegfried Heuser (1919-1986), numa das paredes da sala de recepção da FEE.
    Secretário da Fazenda do governo de Leonel Brizola (1959-1962), Heuser foi um dos criadores das brizoletas, que ajudaram a financiar obras públicas, especialmente escolas e estradas.
    Um dos fundadores do MDB, ele foi cassado em 1969 pelo governo militar. Quase esquecido pelos emedebistas modernos, Heuser é nome de praça em Santa Cruz do Sul, sua terra natal.
    Criada em 1973, a FEE herdou dados levantados havia décadas por antigos departamentos do governo estadual.
    Teve entre seus primeiros funcionários concursados a economista Dilma Rousseff, que manteve o vínculo funcional original enquanto fazia carreira como executiva no município, no estado e no governo federal.
    Misto riograndense do IBGE com o IPEA, a instituição da Duque foi berço de outros secretários da Fazenda, como os economistas Cezar Busatto, do governo Antonio Britto (1995-1998), e Aod Cunha, que serviu ao governo Yeda Crusius (2007-2010).
    Na maior parte do tempo, até porque nasceu em plena ditadura militar, foi um reduto de pensamentos críticos que atraiu dezenas de formuladores de políticas públicas.
    A qualidade de sua produção está explícita em livros como a trilogia Três Décadas da Economia Gaúcha (2010), com 980 páginas sobre o movimento da produção, as mudanças ambientais e a evolução social do Estado.
    Dos seus 129 especialistas atuais, todos concursados, o governo promete cortar 101 cabeças regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Os restantes, regidos pelo estatuto de funcionalismo, ficarão à disposição da Secretaria do Planejamento.
    Dos 28 servidores estatutários indemissíveis, 16 têm mais de 60 anos, portanto, podem aposentar-se a qualquer momento. É claro que os 12 restantes não poderão tocar todas as tarefas da FEE.
    Embora tenha um orçamento anual considerado baixo — R$ 32 milhões (0,05% das despesas do estado) –, a FEE foi cortada porque, pelas contas oficiais, geraria uma economia estimada em R$ 18 milhões.
    Documentos produzidos pela própria FEE indicam que a contratação de serviços particulares para suprir sua lacuna deverá custar mais do que a manutenção do órgão oficial especializado.  Acrescente-se que a FEE já vinha fazendo economia e buscando recursos extraorçamentários junto a instituições de fomento.
    Segundo o dossiê Em Defesa da FEE, encaminhado aos deputados estaduais que votaram pela extinção das fundações, o tiro vai sair pela culatra.
    “A economia alegada de R$ 18 milhões anuais não considera todos os projetos estratégicos que a FEE desenvolve e que custariam milhões”, diz o documento, lembrando que os estudos, estatísticas e indicadores levantados pela FEE não poderiam ser feitos pela iniciativa privada, “pois esta se vale dos dados da FEE para a maioria dos seus trabalhos.”
    Por suas obrigações e responsabilidades, o pessoal da FEE não esperava ser incluído na drástica poda oficial. Até a chegada do governo Sartori, a casa da Duque vinha animada por demandas de órgãos públicos e parcerias em diversos campos.
    A “abertura” foi iniciada por um adventício, o economista Igor Moraes. Nomeado por Sartori, Moraes deixou o cargo para fazer um pós-doutorado nos EUA — assunto: as crises cíclicas do capitalismo.
    Em seu lugar ficou outro estranho no ninho, o sociólogo rural José Reovaldo Oltramari, egresso da Secretaria do Planejamento.
    EVASÃO DE CÉREBROS
    Se for confirmada a extinção da FEE, o Rio Grande do Sul deverá assistir a uma nova onda de evasão de cérebros. Um dos que premeditam buscar colocação em São Paulo é o economista Rodrigo Daniel Feix, 35 anos, coordenador do Núcleo de Estudos do Agronegócio, composto por quatro técnicos.
    Estatisticamente, ele representa apenas 1% dos descartados, mas na realidade é um típico “cientista prata da casa”: começou como aprendiz no “chão da fábrica” da John Deere em Horizontina, fez o curso técnico de torneiro-mecânico antes de cursar economia na UFRGS.
    Com mestrado em economia rural pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba, está se organizando para fazer doutorado na UFRGS.
    Se o núcleo de agronegócio fechar, serão interrompidas parcerias com a Emater, Instituto Gaúcho do Leite e Dieese, este para levantamento de dados sobre emprego e desemprego.
    Além dos quatro especialistas do núcleo do agronegócio, a FEE possui em outros núcleos mais quatro pesquisadores com trabalhos voltados para a economia rural. Segundo um dos últimos estudos da FEE, o agro mantém 325 mil empregos formais no Rio Grande do Sul.

  • Indústria investe menos e adia novos projetos no RS

    A pesquisa sobre investimentos na indústria gaúcha, feita anualmente pela Fiergs, revela para este ano um cenário ainda pior do que do ano passado.
    Os dados foram colhidos entre 21 de novembro e 9 de dezembro do ano passado e divulgados nesta terça-feira, 14.
    O resultado mostra que apenas 59,9% das empresas consultadas pretendem fazer algum investimento em 2017. É o menor índice obtido pela pesquisa desde 2010.
    Além disso, a maior parte das iniciativas (68,3%) não envolve novos projetos, devendo concentrar os investimentos em projetos já em desenvolvimento.
    A incerteza econômica é o motivo da cautela para a maioria dos entrevistados (92,2%), seguida pela reavaliação da demanda/ociosidade elevada (64,2%) e o custo do crédito/ financiamento (43,2%).
    “A principal razão é a incerteza econômica, a ociosidade elevada e o alto custo do crédito. Esses fatores fizeram com que os investimentos fossem adiados e os realizados, em sua maioria, foram com recursos próprios”, afirma o presidente da entidade, Heitor José Müller.
     
    Entre as indústrias que pretendem investir, a quase totalidade (91,7%) vai aplicar na compra de máquinas e equipamentos. 
    As aquisições de importados serão maioria (78,8%), mas devem recuar na comparação com anos anteriores.
    Os investimentos seguirão direcionados prioritariamente ao processo produtivo (40,7%), introdução de novos produtos (20,3%) e aumento da capacidade da linha atual (19,5%). A principal meta seguirá atender ao mercado doméstico (62,3%).
    Apenas 62,2% das empresas da indústria de transformação investiram em 2016, menor valor desde o início da pesquisa, em 2010.
    As compras de máquinas e equipamentos registraram resultados semelhantes ao de 2015 (87,2%), sendo que o processo de substituição das importadas pelas nacionais ganhou força. A dependência de recursos próprios para investimentos foi recorde (73,7%).
    (Com informações da assessoria de imprensa)

  • Guarani Mbya retomam área tradicional em Maquiné

    Ana Maria Barros Pinto
    Surge uma nova aldeia Guarani Mbya no RS, em uma área de mata atlântica na Estação da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), em Maquiné (litoral norte). Um grupo de cerca de 80 pessoas – adultos, jovens e crianças- entraram pacificamente na área no final de janeiro e fizeram um acampamento, na ação que eles chamam de retomada.
    A área de 367 hectares é reivindicada pelos Mbya em nome da ancestralidade. “É território dos nossos antepassados guarani, somos um povo e queremos respeito às nossas tradições e cultura”, diz o cacique Andre Benites. Ele conhece bem a região: cresceu por ali, em situação precária, assim como outras famílias, plantando em pequenos pedaços de terra cedidos por moradores. Começaram a organizar a retomada assim que souberam da extinção da Fepagro, através de projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa em dezembro de 2016.

    A opy, casa onde são realizadas as rezas, é tradicional nas aldeias
    Grupo já construiu um opy, casa onde são realizadas as rezas, tradicional nas aldeias

    Nessa terra, explica o cacique André Benites, há mata nativa com frutas silvestres, terra boa para o plantio de alimentos e remédios (ervas medicinais) e um rio. Ou seja, os recursos naturais que permitem o manejo das espécies tradicionais da cultura guarani estão preservados. A retomada é também uma reação ao descaso dos governos, que Benites define assim: “Estamos esquecidos na beira de estradas, vivendo em acampamentos precários. Queremos viver com dignidade, que o Governo reconheça isso”.
    O cacique Cirilo Morinico, da aldeia Anhetenguá, da Lomba do Pinheiro em Porto Alegre, se juntou ao grupo
    O cacique Cirilo Morinico, da aldeia Anhetenguá, da Lomba do Pinheiro em Porto Alegre, se juntou ao grupo

    O cacique Cirilo Morinico, da aldeia Anhetenguá, da Lomba do Pinheiro em Porto Alegre, se juntou ao grupo pela conquista da tekohá (terra, aldeia). Com voz tranquila e pausada, como é característica deste povo, Cirilo fala que os guaranis são orientados por Nhanderu (Deus) e têm esperança na retomada. “Queremos mostrar para a sociedade que o nosso povo tem tradição, espiritualidade, uma cultura que tem de ser preservada. Hoje vivemos em pequenas áreas, como passarinhos cercados. Aqui no nosso território ancestral tem vida”.
    A retomada teve vários desdobramentos: os mbya foram chamados para uma audiência na sede do Ministério Público Federal de Capão da Canoa, no dia 3 de fevereiro, onde reiteraram aos procuradores os motivos da decisão de retomar o território ancestral guarani. A disposição é de resistir; a palavra é negociação. Aguardam o despacho do juiz federal marcando audiência. No âmbito estadual, há uma ação de reintegração de posse feita pela Procuradoria Geral do Estado, com pedido de liminar.
    Dias antes, os procuradores do Estado Silvio Jardim e Vermelho D’Elia, da diretoria de Direitos Humanos da Associação dos Procuradores do Estado do RS (Apergs), estiveram em Maquiné para conhecer a situação e se propuseram a contribuir na mediação. Jardim é representante na Comissão Estadual de Política Indígena (CEPI) e D’Elia faz parte da Raiz Movimento Cidadanista. A reunião, na área externa do prédio da Fepagro, chamou a atenção do diretor da unidade, agrônomo Rodrigo Favreto. Ele se aproximou do grupo, disse ter informado sua chefia em Porto Alegre sobre a presença indígena na área, mas sabia de nenhum encaminhamento. Favretto conta que tem convivido pacificamente com aquele povo que ele não conhecia. Lembra que os indígenas não derrubaram cercas ao entrar na área, eles pularam, e isso chamou muito a atenção dele. Ao falar sobre as pesquisas que fazem ali na Estação Fepagro, citou o milho. Perguntado se conhecia o milho indígena, o avati, reagiu com surpresa e respondeu “não”.
    O grupo prepara a terra para o plantio de verduras
    O grupo prepara a terra para o plantio de verduras

    Apoio à retomada Guarani Mbya:
    Há vários grupos apoiando os guarani mbya na sua retomada. O grupo informa que qualquer doação é bem vinda, principalmente de alimentos não perecíveis, lona, roupas, cobertas, ferramentas.
    Há pontos de coleta nos seguintes locais:
    Amigos da Terra Brasil (Rua Olavo Bilac, 92 – Cidade Baixa – Porto Alegre);
    Bar da Carla (Rua Lobo da Costa quase esquina com a José do Patrocínio). Informações de horário- contato pela página no FB ou pelo telefone (51) 3332.8884.
     

  • Banrisul lança programa para estimular 700 aposentadorias

    O Banrisul anunciou nesta segunda-feira um Plano de Aposentadoria Voluntária (PAV), criado pela resolução 4.962, de 10 de fevereiro de 2016.
    É para os funcionários que já têm tempo suficiente para se aposentar e os que, já aposentados pelo INSS por idade, seguem trabalhando para completar o tempo de aposentadoria no banco.
    O banco limitou em 700 o número máximo das aposentadorias estimuladas.
    Para estimular a saída, o Banco pagará um “Benefício Financeiro” a quem aderir ao Plano que entra em vigor no dia 10 de março e encerra em 30 de junho.
    Para os detentores de cargos comissionados (diretores, gerentes, supervisores, analistas, superintendentes) o benefício será de 39% sobre a remuneração mensal (ordenados e vantagens) na razão de um mês por ano trabalhado.
    Para os demais (não comissionados), o benefício será de 63%.
    Além disso, cada um ganhará uma indenização adicional de R$ 4.149,00 a título de Auxilio Cesta Alimentação.
    Para o Sindicato dos Bancários, trata-se de um procedimento regular a que o Banco recorre periodicamente. O que preocupa é que não há previsão de concurso e que, portanto, os que se aposentarem pelo PAV não serão substituídos.
    “Considerando que já há agências com falta de pessoal, isso significa uma precarização maior do serviços em certas áreas”, disse ao JÁ a diretora do Sindbancários, Ana Guimaraens.
    Ela lembra que no ano passado o Banrisul fez um concurso mas chamou apenas 300 dos aprovados, completando o quadro com mil estagiários.
    O Banrisul, segundo dados do seu portal na internet,  tem 531 agências e nos últimos anos reduziu o seu quadro de 12.175 funcionários, em 2013, para 11.558, em 2015.

  • Contratações regularizam situação da Saúde da Família em Porto Alegre

    Com a contratação de 50 novos profissionais, sendo 26 médicos, o programa Estratégia de Saúde da Família passa a ter médico em todas as equipes na capital.
    Desta forma, o programa se enquadra nas exigências do Ministério da Saúde. A contratação foi anunciada pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior na última quinta-feira.
    A prefeitura calcula que os novos contratados representem um custo mensal de cerca de R$ 450 mil, entretanto, este quadro possibilita  que o município preencha requisitos do Ministério da Saúde que o credenciam a receber aproximadamente R$ 300 mil a mais em recursos.
    No anúncio, o secretário de Saúde, Erno Harzheim, afirmou que as contratações foram possíveis graças a um estudo da forma e origem dos recursos. Neste trabalho foi constatado que o tesouro municipal poderia ser desonerado em mais de R$ 2 milhões por mês a partir deste mês.
    Os profissionais contratados foram aprovados em concurso do IMESF (Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família), com vínculo celetista.
    Saúde da Família atende 55% da população de Porto Alegre
    Atualmente, o município de Porto Alegre possui 228 Equipes de Saúde da Família além de 51 Equipes de Atenção Primária Tradicionais.
    Ao todo, são 3.337 profissionais, destes, 372 são médicos e 369 enfermeiros, além de agentes comunitários de saúde e outros técnicos.
    A cobertura de Atenção Primária na capital está em 71,2%, deste total 55,92% é coberto pela Estratégia de Saúde da Família. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde.

  • Simers pede mais transparência ao novo presidente do IPE

    Recebemos correspondência do presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Paulo de Argollo Mendes, sobre a matéria que tratava da troca na presidência do IPERGS. Ela teve por  base uma nota do Sindicato, criticando a falta de transparência sobre os recursos do IPE.
    Confira a íntegra da carta:
    Li a matéria veiculada no site do Jornal JÁ, com base em nossa entrevista, e gostaria de esclarecer, principalmente em função da chamada “Sindicato Médico denuncia desvio de recursos do IPE Saúde” que essa manchete, entendemos, pode induzir à ideia de que alguém teria se locupletado com valores pertencentes ao IPERGS, desviando verbas para seu próprio e ilícito enriquecimento.
    Na verdade, entendemos que o IPE, indagado sobre o destino dos valores, deveria ter dado respostas diretas e transparentes e não criado dificuldades.
    A nota oficial que publicamos em jornais refere: “Cai o presidente sem responder a muitas questões até hoje em aberto, persistindo a incógnita.”
    Uma expectativa que manifestamos é de que o novo presidente assuma uma postura de transparência e abra a caixa preta da instituição, suspendendo o desmonte que está em curso no IPE-Saúde.
    Espero ter esclarecido o enfoque que nos preocupou. Estou à disposição para qualquer outra informação.
    Atenciosamente,
    Paulo de Argollo Mendes – Presidente do SIMERS
    Nota da redação: Na matéria referida, fica bem claro que a acusação do Simers refere-se a desvio de finalidade dos recursos, e não a desvio por fraude ou corrupção. Diz o texto: “(…) o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul está acusando o Instituto de Previdência do Estado de desviar recursos do Fundo de Assistência à Saúde para o Caixa Único do governo, “para tapar furos de outras áreas”.’
    O governador José Ivo Sartori confirmou, nesta terça-feira (14), no lançamento da Expodireto Cotrijal 2017, o nome de Otomar Vivian para a presidência do Instituto de Previdência do Estado (Ipergs).

  • Câmara discute a nova tarifa do ônibus em Porto Alegre

    As comissões de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) e Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) começam a discutir nesta terça-feira,  14, o reajuste da tarifa do transporte coletivo em Porto Alegre.
    Prefeitura e as empresas de ônibus já sinalizaram o aumento para os próximos dias.
    A EPTC apresentou três estudos: o primeiro cenário, sem reajuste dos rodoviários, a tarifa seria de R$ 3,95 (aumento de 5,3%)
    Com reajuste dos rodoviários, de 5,15%, parcelado em duas vezes (em fevereiro e agosto), o valor da passagem passaria para R$ 4,00 (6,6% de aumento)
    Em caso de reajuste dos rodoviários de 5,15% pago de forma integral em fevereiro, o valor seria de R$ 4,05. (8% de aumento).
    Já as empresas de ônibus calcularam em R$ 4,30 o novo valor da passagem em Porto Alegre, o que representaria um aumento de 14,66%.
    Foram convidados para o debate representantes do gabinete do Prefeito, da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana e Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), do Tribunal de Contas e Ministério Público de Contas, Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), Sindicato dos Rodoviários, Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu), Procon de Porto Alegre, União das Associações de Moradores (Uampa), DCE da UFRGS, Federação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas (Fetapergs), Conselho Municipal do Idoso, União Nacional de Estudantes (UNE), Uges e Umespa.

  • Marca mais lembrada, Piá aposta na produção de iogurte

    A Cooperativa Piá vai reposicionar seus produtos no mercado de laticínios
    “De uma marca de leite que também tem iogurte, a Piá passa a ser uma marca de iogurte que também tem leite”, resumiu o presidente da cooperativa, Gilberto Kny.
    A decisão foi tomada em assembléia no final de janeiro e anunciada nesta segunda-feira.
    A Pia processa um volume diário de 600 mil litros. O leite sempre foi o carro-chefe da de suas vendas, desde o início da produção, em 1972, quando eram processados dois mil litros de leite por dia.
    A fabricação de iogurtes começou na década de 1980 e hoje se consolidou como a marca de lácteos mais lembrada e preferida no Rio Grande do Sul, conforme apontam pesquisas realizadas em 2016.
    É nesta onda que a Piá pretende surfar, vendendo produtos de maior valor agregado e aproveitando o aumento de sua capacidade industrial a partir de março, quando a fábrica de iogurtes começa a operar com nova capacidade.
    O novo posicionamento é um desdobramento do salto dado em 2001, quando a empresa, sem se descuidar da venda de leite longa vida, passou a investir em produtos de maior valor agregado, especialmente nos iogurtes.
    De lá para cá, a linha de produtos vem aumentando consideravelmente, de tal forma que a Piá possui a liderança absoluta na Região Sul.
    É a única região do Brasil onde a liderança não pertence às grandes multinacionais lácteas, mas a uma forte marca regional.
    Nos últimos anos, a Piá tem aumentado o seu faturamento anualmente, chegando a R$ 708 milhões no ano passado. Entre os segredos da marca está o incentivo aos produtores da cooperativa, que recebem toda a assistência técnica e a garantia de compra, com valores bem acima da média estabelecida pelo Conselho Estadual do Leite – Conseleite.
    No campo, nos últimos seis anos, a Piá modernizou o trabalho de fomento e assistência técnica junto ao agricultor.
    Entre as ações realizadas está o ingresso no Programa Alimento Seguro – PAS, que capacita os técnicos para o controle de qualidade do leite, e a criação do Programa de Gestão de Propriedade e Capacitação de Produtores, com  especialistas que prestam assistência aos produtores.
    Além de investir permanentemente em novos maquinários e embalagens, a cooperativa mantém controles rigorosos em todas as etapas de fabricação. Resultado: a marca tem um dos maiores índices de fidelização junto aos consumidores da Região Sul do Brasil.
    Entre as novidades da indústria estão equipamentos com tecnologia de ponta, como os instalados no laboratório da Piá para o controle de recepção da matéria prima.
    Modernos e precisos, eles fazem mais de 100 mil análises por mês. “É um controle de segurança e precisão e, além disso, muito veloz”, explica o presidente da Piá, Gilberto Kny. “Antes, os resultados demoravam entre 30 e 40 minutos para ficarem prontos. Hoje, sai em até três minutos”.
    As novas embalagens aumentaram a vida útil do produto de 45 para 60 dias, o que gera um diferencial competitivo maior para a marca, pois pode vender mais longe, além de melhorar a qualidade da bebida e dar maior segurança para o consumidor.
    Em 2013, a Cooperativa inaugurou a indústria de processamento de frutas, que ampliou a capacidade na linha de produção de polpa de frutas, que era de 2,5 toneladas/hora, para 10 toneladas hora. O Centro de Distribuição (CD), localizado em Ivoti, vai agilizar o abastecimento do Vale do Sinos e Grande Porto Alegre, movimentando 2,5 mil toneladas de produtos, entre leite, iogurtes, achocolatados e queijos.
    De acordo com Kny, a localização da cooperativa é estratégica, pois está próxima da região metropolitana de Porto Alegre. “Mais de 40% da população gaúcha está a menos de 90 quilômetros da nossa indústria, o que nos deixa fortalecido comercialmente”, explica.
    Para seguir conquistando o mercado, mantendo a fidelidade de seus mais de 4 milhões de consumidores, a Piá agora prioriza o mercado de iogurtes e a ampliação da participação em Estados como Santa Catarina, Paraná e São Paulo, onde a marca já está nos refrigeradores das principais redes supermercadistas.

  • “Sardinhas” invadem ônibus para protestar contra superlotação

    Para protestar contra a superlotação no transporte público, o integrantes da  Rede Minha Porto Alegre teve uma ideia no mínimo inusitada: entrar nos ônibus vestindo fantasias de latas de sardinha.
    Um vídeo faz parte do lançamento da mobilização “Aumento, Não”, contra o reajuste da passagem de ônibus.
    A ação originou o vídeo de lançamento da mobilização “Aumento, Não”, contra o reajuste da tarifa de ônibus porto-alegrense.
    Vídeo faz parte do lançamento da mobilização “Aumento, Não”, contra o reajuste da passagem de ônibus
    O vídeo pode ser visto em http://bit.ly/videosardinhas.
    “Para nós, tem tudo a ver protestar contra a superlotação nos ônibus nesse momento de reajuste da tarifa”, explica o mobilizador Giordano Tronco, um dos realizadores do vídeo.
    “Como pode a EPTC aumentar a passagem se o serviço está nesse estado?”
    Além do aperto, quem depende de ônibus tem que lidar com a crescente onda de assaltos e atrasos nas linhas. Já temos uma das passagens mais caras do Brasil. Um aumento do preço, somado a esses problemas, fará com que mais pessoas desistam de pegar ônibus — o que já é uma tendência.”
    A Rede Minha Porto Alegre convida a população a pressionar contra o aumento utilizando o site http://www.aumentonao.minhaportoalegre.org.br .
    Nele é possível enviar mensagens para os diretores da EPTC e da ATP (associação das empresas operadoras de linhas de ônibus em Porto Alegre) pedindo um transporte de mais qualidade a preço justo. O envio das mensagens demora menos de 10 segundos.
    Mais informações:
    Carolina Soares, co-fundadora da Minha Porto Alegre — soso@minhaportoalegre.org.br // 99326.6518
    Sobre a Minha Porto Alegre: A Minha Porto Alegre é uma rede de porto-alegrenses que trabalha por uma cidade mais justa, sustentável e inclusiva, utilizando-se de ações online e offline para pressionar o poder público. Para saber mais sobre as nossas mobilizações, acesse o nosso site:
    http:www.minhaportoalegre.org.br