O prefeito Nelson Marchezan Júnior declarou que Porto Alegre tem uma dívida que gira em torno de R$ 1 bilhão, o que dificulta o pagamento de salários e de fornecedores.
“A prefeitura foi deixada em uma situação catastrófica, que vai ser apresentada em breve. Temos mais despesas do que receita e algumas não há como cancelar. Será um ano em que vamos atrasar salários de servidores e atrasar pagamentos de fornecedores. Não tem como administrar um volume tão grande de dívidas e passar os recursos que temos para atividades que não são essenciais”, disse o prefeito.
Porém há quem diga que isso não passa de um discurso inicial de governo para justificar possíveis situações futuras e até a venda de ativos. O ex-secretário da Fazenda do governo Tarso Genro e de vários governos petistas da prefeitura afirmou que “a situação financeira da prefeitura municipal é sólida”.
Segundo ele, as finanças estão bem melhor do que as do Estado e se tem algum problema é conjuntural. “Em relação a receita corrente líquida, a dívida da prefeitura não passa de 16 por cento e os seus encargos não chegam a quatro por cento, enquanto no Estado a dívida equivale a 200 da receita e os encargos com ela são de 13%.
Tonolier ressaltou ainda que em relação ao gasto com pessoal ativo e inativo a prefeitura está dentro do limite prudencial em relação a Lei de responsabilidade Fiscal que é de 51,5% da receita. A prefeitura gasta 46,9% com salários de servidores em todos os níveis.
Ele explicou ainda que a situação conjuntural porque passam os municípios é causada por uma política econômica federal e estadual equivocadas que provoca recessão econômica, desemprego e uma consequente queda de arrecadação.
Os investimentos feitos nas últimas décadas mostram a solidez econômica do Município: destacando-se os investimentos em saneamento básico com o tratamento de 80 do esgoto e as grandes vias como a terceira perimetral.
Tonolier lembrou que quando Alceu Collares deixou a administração municipal o gasto com pessoal chegava a 98% da receita.
Autor: da Redação
Marchezan diz que não tem dinheiro, ex-secretário diz que "é discurso"
Agronegócio reage a samba-enredo sobre a questão indígena
“Quando o agronegócio sofre com a ignorância e o preconceito” é o título de um artigo do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), José Zeferino Pedrozo, que circula nas redes sociais.
A “ignorância e o preconceito” a que se refere o articulista vem do samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense, que este ano escolheu como tema os povos do Xingu e que numa ala apresenta o agronegócio predador, responsável pelo etnocídio de índios, a poluição de rios e a destruição de florestas.
José Zeferino Pedrozo
“O Brasil”, diz Pedroso, “pode se orgulhar de ter uma agricultura forte, moderna, avançada e sustentável, responsável por garantir alimento farto e saudável a toda a população. Além da qualidade, o alimento produzido aqui é um dos mais baratos e acessíveis do mundo”.
Mais: ele afirma que “foi essa condição que permitiu ao País erradicar a fome, nas últimas décadas, e não os programas sociais do governo. Carnes, cereais, lácteos, frutas, oleaginosas, fibras, hortigranjeiros – nós somos autossuficientes em quase tudo”.
“O mundo reconhece a pujança brasileira na produção de comida. Por isso, somos líderes na exportação de carnes e grãos.”
“O nível de eficiência produtiva é elevadíssimo: conseguimos tudo isso ocupando menos de 30% do território nacional. E mais: a agricultura verde-amarela é altamente sustentável. O produtor produz e, ao mesmo tempo, preserva os recursos naturais porque sabe que essa conduta assegura a perpetuação da atividade. Prova disso é que 65% do território mantêm a cobertura florestal”.
“Por produzir a comida boa e barata que alimenta a Nação, a agricultura e o agronegócio deveriam ser os setores mais festejados e reconhecidos da sociedade brasileira. A imprensa especializada e as autoridades do setor já manifestam esse reconhecimento, mas, amplos estamentos da sociedade expressam profunda desinformação a esse respeito.”
“Só o mais tosco dos preconceitos ou uma visão ideológica coletiva insana e destorcida conduziria uma agremiação a esse desatino: ofender, difamar e caluniar uma parcela da sociedade brasileira formada por famílias rurais cujo trabalho tornou-se o último reduto do combate à crise econômica que castiga o País”.
“A agricultura e o agronegócio merecem respeito. Nosso total repúdio à Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense que, neste ano, conspurca vergonhosamente os princípios de paz, respeito e harmonia do carnaval brasileiro com inverdades históricas e negação da realidade”.
(Nota do Editor: Pode ser que uma generalização do agronegócio como predador seja um excesso carnavalesco, mas essa visão idílica dos abnegados que se arriscam para oferecer “a comida boa e barata que alimenta a nação” tira a autoridade da crítica).
As críticas de Pedroso se somam a muitas outras que a Imperatriz vem enfrentando nos últimos dias de parte do agronegócio por homenagear povos do Xingu. Diz o refrão do samba enredo:
“O índio luta pela sua terra,
da Imperatriz vem o seu grito de guerra!
Salve o verde do Xingu”
Cahê Rodrigues / Arquivo pessoal/CC
O tema “Xingu, o clamor que vem da floresta” foi criado pelo carnavalesco Cahê Rodrigues, 40, com o intuito de homenagear os indígenas da região e sua luta pela preservação da floresta e de sua cultura.
A música também critica o extrativismo insustentável, a hidrelétrica de Belo Monte e agradece aos irmãos Villas-Bôas, enquanto as alas mostram a exuberância da cultura indígena e os males que os afetam, como desmatamento, uso agressivo de agrotóxicos, queimadas e poluição.
Uma das fantasias, em especial, desagradou parte do setor do agronegócio.
Ela mostra um fazendeiro, com um símbolo de caveira no peito, a pulverizar agrotóxicos.
Em nota de repúdio, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) afirmou ser “inaceitável que a maior festa popular brasileira, que tem a admiração e o respeito da nossa classe, seja palco para um show de sensacionalismo e ataques infundados pela Escola Imperatriz Leopoldinense”.
No dia seguinte, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando também se manifestou contra a Leopoldinense.
A polêmica tende a esquentar.
Uma reportagem da Carta Capital sobre o assunto diz que “mais da metade das substâncias usadas aqui é proibida em países da União Europeia e nos EUA, e os agrotóxicos atingem 70% dos alimentos, segundo um dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva. Em um ano, um brasileiro terá consumido cinco litros dessas toxinas, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).
Responsáveis por 70 mil intoxicações agudas e crônicas anualmente em países desenvolvidos, os agrotóxicos também estão altamente associados à incidência de câncer e outras doenças genéticas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para elaborar o tema, o carnavalesco carioca estudou durante quase um ano os povos do Xingu, e passou quatro dias em uma oca, vivendo ao lado deles.
“Eu vi quanto o índio depende da floresta para sobreviver e quão forte é o contato com a terra, com o verde. Logo pela manhã, quando acordei, vi curumins brincando de correr atrás de borboletas, é a brincadeira preferida deles, e subindo em árvores para pegar uma fruta, descascar e comer com a mão. O índio é a própria natureza. E quando você agride a natureza, está agredindo diretamente a vida do índio”, conta Cahê.
O medo e a ameaça de uma nova invasão, de perderem seu espaço de direito, que os índios vivem quase diariamente, também marcou Rodrigues. “Pude sentir na pele essa angústia, e a Imperatriz não está inventando nada, faz parte da história do Brasil”.
Para ele, a ABCZ e outras empresas que seguiram a crítica foram precipitadas. “Nunca foi intenção agredir o agronegócio diretamente. A ala que leva o título de “fazendeiros e agrotóxicos” aponta o uso indevido da substância que mata os peixes, polui os rios e agride a vida dos índios e a nossa. Estamos falando do caos que cerca a vida do índio”.
Em outra passagem, o samba-enredo diz “o belo monstro rouba as terras dos seus filhos”.
Segundo o carnavalesco, é uma analogia à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte e à desapropriação de terras de povos indígenas. Para a ABCZ, foi uma crítica a suas práticas: “Chamados de “monstros” pela escola, nós, produtores rurais, respondemos por 22% do PIB Nacional e, historicamente, salvamos o Brasil em termos de geração de renda e empregos”.
Capitólio retoma apresentação de filmes mas sala principal continua fechada
A Cinemateca Capitólio retomou sua programação regular de cinema desde a última terça-feira, 10, porém apenas a sala Multimídia, com lugar para 30 pessoas está disponível.
A sala principal, com capacidade para 164 pessoas, está fechada pois o projetor de 35 mm dificulta a exibição de filmes novos. “Já operamos 2016 com muita dificuldade em achar filmes variados” explica o funcionário da casa e programador do ano passado, Leonardo Bom Fim.
A compra do novo projeto digital está em andamento e deve ocorrer nos próximos dias. Os recursos são provenientes através da LIC (Lei de Incentivo à Cultura) e serão patrocinados pela Petrobras.
A sala principal deve operar regularmente em março, segundo o próprio capitólio.Juiza é agredida em redes sociais por defender direitos dos trabalhadores das fundações
A Juíza do Trabalho no Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região (RS) Valdete Souto Severo vem sendo criticada violentamente nas redes sociais por ter atendido o pedido dos sindicatos de trabalhadores e determinado que o estado se abstivesse de demitir trabalhadores antes de haver negociações coletivas. A informação é do site Justificando.
Segundo a matéria, na madrugada do dia 21 de dezembro, a pedido do Governador, a Assembleia Legislativa do Estado, com 30 votos a favor e 23 contrários, aprovou a extinção da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), da Fundação Zoobotânica (FZB), da Fundação de Economia e Estatística (FEE), da Fundação Cultural Piratini (TVE e FM Cultura) e da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH). A votação foi intensamente criticada por ter se realizado na calada da madrugada, sem discussão com a população, em véspera de fim de ano.
Entidades que representam os trabalhadores ingressaram na Justiça do Trabalho para que houvesse uma negociação coletiva com os sindicatos antes dessa demissão em massa. O processo foi distribuído para Valdete, responsável pela 4ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, que atendeu ao pedido e determinou que o Estado se abstenha de demitir seus empregados até que houvesse negociação.
Deste então, a magistrada foi alvo de um discurso de ódio originado por um meme misógino na página no Facebook “Desouza Franja”, que traz a foto de Valdete escrita “Sou mesmo uma bitch. Essa juíza de Porto Alegre proibiu o governo de demitir funcionários de ONGs que recebem para não fazer nada. Esse é o Judiciário que nos ferra.”
Com quase mil compartilhamentos, a postagem gerou uma série de comentários misóginos como “Vagabunda”, “Puta”, “Juíza de merda” e ainda acusações de que trabalha para criminosos.
Valdete atua na defesa dos direitos trabalhistas, é pesquisadora do Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital (USP) e da Rede Nacional de Pesquisa e Estudos em Direito do Trabalho e Previdência Social (RENAPEDTS). Além disso, é Coordenadora e Diretora da Fundação Escola da Magistratura do Trabalho do Rio Grande do Sul (FEMARGS).
O grupo de mulheres que compõe a coluna Sororidade em Pauta, composta por Magistradas do Trabalho feministas que publicam artigos semanalmente no Justificando, manifestou repúdio aos recentes ataques misóginos praticados contra a magistrada. –“Antes de tudo, a dignidade da pessoa da juíza, assim como toda pessoa humana, é resguardada como fundamento do Estado Democrático de Direito e da República Federativa do Brasil. Além disso, o combate a toda forma de discriminação, incluindo a sexista, também é objetivo fundamental da nossa República”, diz a nota.
Sororidade em Pauta defende, ainda, que a tentativa de desqualificar a mulher protagonista em qualquer campo de atuação, mas sobretudo na magistratura, buscar intimidar a todas que ousam escolher seus caminhos. “Por isso, repudiamos a toda e qualquer forma de constrangimento sexista utilizada para silenciar a todas as magistradas e expressamos nossa total sororidade à valente Valdete”, finaliza.João Vicente Goulart denuncia boicote ao Memorial em homenagem a seu pai
João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Goulart e curador do Instituto do mesmo nome informou em entrevista ao Jornal Já, durante o lançamento de seu livro “Jango e eu”, na capital gaúcha, que teve que interromper a construção do memorial que estava sendo no Eixo Monumental de Brasília.

João Vicente Goulart /Foto Walmaro Paz
Indignado ele afirmou que o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) cassou com “uma penada “ a concessão de uso do terreno próximo ao Memorial de JK onde estava sendo feita a obra. “ “Com isso perdemos os recursos de R$ 18 milhões que havíamos conseguido através da Lei Rouanet e quatro emendas parlamentares”.
Segundo ele, o terreno havia sido cedido pelo governador Agnello Queiroz (PT) e o memorial contava com o apoio do Poder Legislativo e do Executivo. “ Não dá para entender a atitude do governador a não ser que ele queira modificar o Plano Diretor de Brasília para favorecer a empresas ligadas ao setor de especulação imobiliária”.
João Vicente alega ainda que depois do Congresso ter anulado a cassação de Jango, do o governo ter recebido seu corpo com honras oficiais de presidente da República “ não é concebível que um governador do Distrito Federal venha por portaria anular uma concessão para uma obra cultural que já estava em andamento”.Então tá…
Eugênio Aragão
Vamos todos fingir que é normal o presidente do Tribunal Superior Eleitoral pegar carona com um sedizente presidente da república (com letras minúsculas mesmo) para ir a Lisboa, supostamente para participar das cerimônias funerais do maior democrata português da contemporaneidade. É normalíssimo, porque o tal presidente do tribunal é quem vai pautar um processo que pode significar o fim do que se usou chamar, na mídia comercial, de “mandato” do sedizente presidente da república. O tal presidente de tribunal é inimigo notório da companheira de chapa do sedizente presidente que urdiu um golpe para derrubá-la. Mas, claro, tem toda isenção do mundo para julgar ambos.“Nada haverá de suspeito”, como diria o insuspeito jornalista Ricardo Noblat. Quem ousaria dizer o contrário?A carona (ou boleia, como diriam nossos irmãos lusos) veio a calhar. É, antes de mais nada, uma bela viagem 0800, com todos custos cobertos por mim, por você, por nós, obsequiosos bobões. A ideia é só aproximar réu e julgador e – por que não? – usufruir um pouquinho do que a capital portuguesa tem de melhor a oferecer: as tabernas, o fado, as ginjinhas, as pataniscas de bacalhau ou os famosos pastéis de Belém. Nestes tempos bicudos, nada melhor que uma “escapadela” para enfrentá-los com maior disposição. Ninguém é de ferro. As exéquias do democrata lusitano certamente são a menor das preocupações do réu e de seu julgador, pois vê-los prestar suas últimas homenagens ao gigante da política portuguesa parece tão obsceno quanto fosse ver Lula prestá-las a Augusto Pinochet.
Vamos todos fingir que neste país chamado Brasil há um patriótico chefe do ministério público, que faz muito bem em ir a Davos. Lá vai cantar uma ode ao combate à corrupção que se usou chamar de sistêmica ou organizada pelas bandas de cá. Ou, quiçá, até de uma forma de governança. Isso também é normalíssimo, porque em Davos se reúnem bancos e fundos de envergadura global para traçar estratégias sobre novos investimentos e analisar a conjuntura política e econômica no planeta. Claro, faz sentido. Com as proezas ditas de si e de seu poderoso órgão acusador, vai atrair enorme interesse por investimentos nobres em seu país. Finjamos que grandes empresas adoram investir em economias tingidas de corrupção sistêmica, certificada pelo chefe da acusação.
O poderoso órgão de acusação, regiamente sustentado com nossos impostos, como é sabido também, sacrificou no altar da moral purgatória mais de um milhão de empregos e pôs fim a um projeto de desenvolvimento nacional e de uma sociedade inclusiva. Mas, claro, tudo com a melhor das intenções. Fez um nobre serviço à democracia do tal Brasil, permitindo ao réu a caminho de Lisboa instalar-se no poder sob as bênçãos de seu julgador caroneiro, para liquidar, num verdadeiro off-sale, os ativos econômicos do país, as jóias da família. Disso empresários em busca de lucros gostam. Mas esse deve ser o menor problema do chefe do ministério público, pois vê-lo em Davos parece tão obsceno quanto ver George Soros num Encontro Nacional dos Procuradores da República em Comandatuba.
Vamos todos fingir que temos um preocupado ministro da justiça que declara publicamente apoio ao governo do Amazonas para debelar, em seu sistema penitenciário, a guerra assassina entre facções de traficantes. Normalíssimo, oras. O azarado ministro, de boa-fé, não se lembrou ter negado o pedido desesperado de uma governadora, de uso da Força Nacional que, talvez, pudesse ter salvo a vida de trinta e poucos brasileiros em Roraima, massacrados na vindita de uma facção contra outra, que dizimara quase sessenta concidadãos em Manaus.
É aceitável, afinal, que o governador do Amazonas, destinatário do apoio do tal ministro da justiça, tenha sido financiado em sua campanha eleitoral pela empresa copiosamente remunerada para administrar a penitenciária onde trucidaram os quase sessenta brasileiros. Faz todo sentido, por isso, que pontifique: “nenhum dos mortos era santo!”, como se aplaudisse os padrões da administração penitenciária contratada de seu doador. E faz todo sentido que o tal governador se julgue Deus, para condenar os trucidados ao fogo eterno. Não é que ele mesmo poderia estar lá, se fossem levar a sério, no tribunal do julgador caroneiro, o imperativo de cassação de seu mandato por compra de votos? Deixá-lo falar de falta de santidade é tão obsceno quanto imaginar o cramunhão ser canonizado.
A literatura popular alemã contém antiquíssimo anedotário de autoria controvertida sobre uma cidadezinha chamada Schilda. Seus habitantes, os ingênuos Schildbürger, são os protótipos de néscios que fazem, com naturalidade, tudo de forma a nada dar certo. Inventaram um papel higiênico que se pode usar nos dois lados: a prova de sua eficiência está na mão… O Brasil de nossos fingimentos virou uma enorme Schilda. Fazemos os maiores absurdos, mas não perdemos a esperança ingênua de acertar. E não entendemos quem ouse não concordar.
Um julgador pegar carona com um réu a ser por ele julgado; um chefe do ministério público ir a Davos para ajudar a atrair investimentos numa economia que chama de podre, ou um ministro da justiça se esquecer de que negara meios a uma governadora para evitar um massacre, mas que agora, diz, vai dá-lo a um outro governador que faltou bater palmas para o banho de sangue no xilindró sob sua responsabilidade: tudo isso não é muito diferente do uso de papel higiênico nos dois lados. Mas quem fica com as mãos borradas somos nós que fingimos estar tudo bem.
Bem vindos à Schilda brasileira!Marchezan corta verba do carnaval e fala em atraso de salários
FELIPE UHR
“O carnaval não terá recursos da prefeitura”. Assim falou o prefeito a imprensa, ao final da reunião, nesta terça-feira no Paço Municipal, entre integrantes da LIESPA ( Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre) e da UECGAPA (União das entidades carnavalescas do grupo de acesso de Porto Alegre) e três secretários municipais (Cultura, Fazenda e Parcerias Estratégicas.)
Desde o anúncio do corte de R$ 7 milhões para o evento, anunciado na última sexta-feira pelo prefeito Marchezan, as duas reuniões entre Prefeitura e os representantes das escolas de samba pouco mudaram o quadro.
Durante o encontro falaram os líderes das escolas, o secretário da cultura, Luciano Alabarse e o prefeito Nelson Marchezan.
Alabarse ressaltou que a questão central seria a força-tarefa para a captação de recursos privados para o evento.
Os dirigentes carnavalescos pediram que Marchezan pensasse a respeito do caso. O presidente da LIESPA, Juarez Gutierres ressaltou que a verba destinadas as escolas era indispensável. ” As escolas já contam com esses recursos desde abril” lembrou Gutierres.
” A situação é catastrófica!”, começou a falar Marchezan expondo os problemas financeiros da administração. Disse que “a cada dia despesas novas não contabilizadas aparecem”.
“Esse volume de despesas do ano anterior talvez seja o maior já visto” disparou Marchezan afirmando também que o déficit deixado pela administração anterior( já calculado em torno de R$1,1 bi pela atual gestão) é proporcionalmente muito maior que déficits deixado em administrações estaduais.
A crise anunciada pelo prefeito trará consequências ao funcionalismo público. “Ao longo do ano não haverá dinheiro para a folha salarial do servidores” lamentou o prefeito.
Marchezan colocou a prefeitura a disposição da LIESPA, para a captação de recursos privados. “Desde já começaremos os telefonemas” garantiu. Para esse fim, a atual gestão criou a Secretaria Municipal de Parcerias Estratégicas. “Tenho confiança nos meus secretários” ponderou Nelson.
Apesar da notícia ruim, os representantes não criaram conflito com o prefeito. Pelo contrário, a postura de Marchezan foi elogiada. ” Nunca nós fomos tratados com tanto respeito” exclamou o presidente da Estado Maior da Restiunga, Robson DIas o “Preto”. Ao final Marchezan foi convidado pessoalmente para a escolha das rainhas do carnaval que ocorrerá no próximo domingo, dia 15 no Porto Seco. O prefeito não confirmou sua presença mas fez dois pedidos: que não fosse jurado e umas aulas de samba.
Uma nova reunião já está marcada para a próxima segunda onde Prefeitura e escolas irão apontar e apresentar o andamento da busca de recursos privados. “Queremos que o carnaval seja independente” concluiu o prefeito.Maria Luiza: " Apaixonada pela profissão"
Faleceu nesta terça-feira( 10) aos 77 anos, vítima de fibrose pulmonar a jornalista Maria Luiza Antunes Moreira
. Diretora de Patrimônio da Associação Riograndense de Imprensa durante muitos anos, Maria Luiza não media esforços para valorizar os projetos da entidade. O velório ocorreu na capela L do Cemitério São Miguel e Almas e o corpo da Jornalista foi cremado em Capão do Leão. Maria Luiza deixa o marido João Carlos Moreira, os filhos Carla e Carlos Geraldo, e a neta Valentina.
Na despedida o presidente da ARI João Batista Filho fez um discurso em homenagem à colega de diretoria e lembrou que tinha “um grande coração e caráter, Maria Luiz Antunes Moreira era apaixonada pela profissão e contribuía com muito entusiasmo nas atividades da Associação Riograndense de Imprensa.
Prestativa, não media esforços para dar sua preciosa colaboração em tudo que valorizasse o Jornalismo. Dona de sentimentos nobres, sempre fez questão de reconhecer o talento dos colegas. Sempre atenta sabia fazer suas críticas, todas realmente construtivas.
Sartori nomeia seis para cargos de chefia na Fundação Zoobotânica
CLEBER DIONI tentardini
Na semana em que pretende sancionar o projeto de Lei que extingue a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul e outras cinco fundações, o governador José Ivo Sartori nomeou seis pessoas para cargos comissionados na FZB, os chamados Ccs, funcionários de confiança indicados pelo governo.
Os atos estão publicados no Diário Oficial do Estado desta terça feira, 10.
São cargos de chefia, cujos salários giram em torno de R$ 7 mil. São eles: Coordenadora de Planejamento e Projetos, Marineide Costa; Assessor Jurídico, Mario Anderson Ferrari; Coordenador de Educação Ambiental, Sergio Neglia Bavaresco; coordenadora de Comunicação Social, Carla Renata Antunes de Souza Gomes; Coordenadora de Projetos Especiais, Marta Dabdab Domingues Segalla; Makelen Barbieri, assessor padrão EC-I. Dias antes foram nomeados diretores do Jardim Botânico, do Zoológico e o novo diretor do Museu de Ciências Naturais.
Processo semelhante ocorreu na Fundação de Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul (Fundergs), que mesmo extinta no início de 2016, mantém 24 cargos de confiança comissionados, com custo de R$ 120 mil por mês. O deputado estadual Juvir Costella (PMDB), ex-secretário de Esportes, justificou no final do ano passado que os Ccs foram mantidos para cumprir o calendário esportivo de 2016.
O presidente da Fundação Zoobotânica, Luiz Fernando Branco, não foi localizado. Sua secretária informou que estava em reunião na Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema).
A explicação do governo é que esses funcionários vão integrar uma comissão de transição para atuar no processo de extinção da fundação.Aedes: infestação de fêmeas caiu mas situação ainda é de alerta
Os dados da Secretaria Municipal da Saúde indicam que o índice médio de 0,31 da infestação de fêmeas adultas (Imfa) do inseto vetor da dengue, zika e chikungunya na Capital está na condição de alerta na primeira semana do ano em Porto Alegre. O anterior a este foi de 0,45 o que mostra uma redução no índice.
Este índice é dividido em satisfatório, moderado, alerta e crítico, de acordo com o número de fêmeas coletadas no total das armadilhas. Respectivamente, cada uma das faixas tem o seguinte intervalo de Imfa: satisfatório, 0 a 0,15; moderado, 0,15 a 0,30; alerta, 0,30 a 0,9; e crítico, Imfa superior a 0,9. A relação entre o Imfa e a classificação dos índices de infestação adotados pelo Ministério da Saúde é a seguinte: Imfa satisfatório – baixa infestação, Imfa moderado e alerta -média infestação; Imfa crítico – alta infestação.
O monitoramento é realizado através de 935 armadilhas espalhados em 31 bairros da cidade considerados como vulneráveis, onde ocorre a captura do mosquito adulto.




. Diretora de Patrimônio da Associação Riograndense de Imprensa durante muitos anos, Maria Luiza não media esforços para valorizar os projetos da entidade. O velório ocorreu na capela L do Cemitério São Miguel e Almas e o corpo da Jornalista foi cremado em Capão do Leão. Maria Luiza deixa o marido João Carlos Moreira, os filhos Carla e Carlos Geraldo, e a neta Valentina.