Na última quinta-feira (5) o juiz Sandro Silva Sanchotene, da 17ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, determinou que a Câmara Municipal dê imediata posse ao vereador Prof. Alex Fraga (PSOL) no cargo de 3º Secretário da mesa diretora e a posse do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) ao cargo de Presidente da Cedecondh e do Prof. Alex Fraga ao cargo de Vice-Presidente da mesma comissão. A posse deve ocorrer na próxima segunda (9) pela parte da manhã onde os vereadores da oposição estarão presentes aguardando a nomeação.
Esta foi a segunda disputa política séria desta legislatura. A primeira, que decidiu a Mesa Diretora, reelegeu o vereador Cassio Trogildo (PTB) como presidente da casa. Os outros cargos foram ocupados por vereadores que hoje compõe a base do governo. O bloco da oposição, formado por PSOL e PT disputou e perdeu todas as vagas.
Na última , para a terceira secretaria, foi apresentada apenas a candidatura do vereador Professor Alex Fraga (PSOL) em razão da decisão liminar, concedida ao bloco PT/PSOL que exigiu proporcionalidade na composição da Mesa Diretora e comissões permanentes já que possui 1/6 das cadeiras do legislativo. A lei da proporcionalidade está na Constituição Federal e está no regimento interno da casa. Porém Fraga não obteve os votos necessários para ocupar a vaga e não teve a posse concedida pelo Presidente que considerou o cargo vago.
Disputa similar ocorreu para a definição das composições da comissões permanentes. Cinco comissões tiveram definidas suas presidências então sem nem um parlamentar da oposição, quando ainda restava a votação para a Comissão de Defesa do Consumidor e Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) , que não teve consenso, os vereadores da situação se retiraram e a falta de quórum impediu a votação. Na quinta-feira (5), o bloco PT/PSOL ingressou com um novo pedido judicial.
A ordem judicial ainda não foi cumprida já que o presidente Cassio Trogildo não compareceu a Câmara de Vereadores nesta sexta-feira. Segundo a Assessoria da casa, Trogildo deve seguir a orientação da Procuradoria da casa que recebeu o mandado judicial.
Autor: da Redação
Câmara de vereadores inicia o ano com disputas por cargos
Policial militar responsabiliza judiciario pela crise nas prisões
Indignado com a situação dos presídios brasileiros o tenente Dirceu Cardoso Gonçalves, dirigente da Associação dos Policiais Militares escreveu um artigo onde acusa o Estado brasileiro de negligente com o sistema carcerário e o responsabiliza pela formação de facções dentro das penitenciárias. Conforme ele os massacres em Manaus e Boa Vista podem ser os primeiros de uma série.
Gonçalves entende que a solução mais apropriada para este problema, em vez da anunciada construção de presídios está “ na libertação imediata dos apenados de pequenos crimes através da troca da pena privativa de liberdade por penas alternativas como a prestação de serviços À comunidade”.
O mesmo se deve fazer com os milhares de presos ainda não julgados que cometeram delitos de baixo potencial e podem, sem qualquer prejuízo à comunidade, cumprir penas alternativas. O ideal seria que em cada fórum se formasse um juizado especial para em 20 ou 30 dias colocar em liberdade essa população carcerária menos perigosa, já com a advertência de que, na reincidência, não teria novamente esse benefício. Só isso já diminuiria em mais de 40% a população que hoje de acotovela nas prisões e tornaria os presídios mais administráveis.
Ele disse ainda que quando é condenado o cidadão tem o direito a proteção do Estado e àq oportunidade de regeneração. Porém o que acontece é que há muito tempo isto não ocorre e os indivíduos , para sobreviver, acabam aceitando favores da facção dominante na casa e quando voltam a liberdade são obrigados a pagar os favores cometendo os crimes exigidos.
Gonçalves criticou também as medidas anunciadas pelo governo que seriam de longo prazo e que a situação está mesmo é nas mãos do Judiciário modificando as penas. “No dia em que só estiverem presos os apenados de alta periculosidade e todos tiverem garantida sua integridade física e a oportunidade de – se quiserem – voltar a uma vida normal, o Estado nem precisará combater diretamente as facções criminais”.Última visita ao Jardim Botânico tem mais de 5,2 mil confirmados
Última visita ao Jardim Botânico antes de ser jogado no lixo, evento convocado pelas redes sociais para este sábado, dia 7, a partir das 13 horas, já tem mais de 5 mil confirmados e 11 mil manifestaram interesse em comparecer.
A proposta é organizar um piquenique no local (confira as fotos com áreas de lazer), que abriga a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, antes que seja extinta pelo governo do Estado.
O projeto de lei proposto pelo Executivo sobre a extinção foi aprovado pela Assembleia Legislativa no final de 2016 e pode ser sancionado pelo governador José Ivo Sartori na próxima semana.




Site da Folha é hackeado e redireciona para página pornô
Ao amanhecer desta sexta-feira(6), os leitores que buscavam notícias no site da Folha de São Paulo tiveram uma curiosa surpresa.
Quem queria ler, por exemplo, sobre o jornalista Clayton Pascarelli, demitido de uma afiliada da Rede Globo por criticar o governo do amazonas, ou sobre os estragos das chuvas no município gaúcho de Rolante ou sobre o “grafitódromo” anunciado pelo prefeito de São Paulo, João Dória, acabou sendo redirecionados a um dos maiores sites de conteúdo pornográfico da internet, o Red Tube.
Os sites hospedados no Uol, como o da Folha e da Rede TV, foram hackeados e amanheceram redirecionando os internautas para o portal de vídeos pornográficos. Apenas a plataforma desktop foi hackeada, portanto apenas os usuários que acessam os links por computadores são redirecionados. O acesso mobile, por telefones e tablets, continua funcionando normalmente.
A cada notícia postada no twitter da Folha, no lugar da matéria, aparecia o link da página pornográfica. Rapidamente, o ocorrido virou piada nas redes sociais e o Red Tube chegou aos trending topics do twitter.

Temer entrega ambulâncias em sua primeira visita ao Rio Grande do Sul
O presidente Michel Temer estará em Esteio nesta segunda-feira(9) em sua primeira visita ao Estado para entregar 61 ambulâncias para o SAMU, em solenidade com a presença do governador José Ivo Sartori.
Ele estará acompanhado dos ministros Osmar Terrra, do Desenvolvimento Social e Agrário, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.
A entrega das ambulâncias visa à atualização da frota do Samu no Estado, tendo em vista o desgaste dos veículos em uso no RS.
Os movimentos sociais começaram a articular um protesto assim que tomaram conhecimento da viagem. Por precaução, não estão divulgando detalhes da recepção que farão ao presidente. No Facebook tem dois eventos confirmados para o local sem a assinatura de nenhuma entidade.
Após a solenidade Temer será homenageado com um almoço do qual participarão integrantes de partidos de sua base aliada. Em seguida, retorna a Brasilia.Cettraliq conclui retirada de efluentes da planta
A Cettraliq concluiu, no início do mês de janeiro, a retirada dos efluentes situados em sua planta, na Zona Norte de Porto Alegre. No dia 09 de dezembro, a 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, com a manifestação prévia favorável do Dmae e do Ministério Público Estadual (responsáveis pela Ação Civil Pública a que a empresa responde), acolheu o pedido da Cettraliq e aprovou o novo plano de remoção. Com a decisão, a empresa teve 50 dias para finalizar o processo, contados desde o dia 16 de novembro.
O material foi destinado a uma estação de efluentes localizada em Joinville (SC). O processo, que teve o acompanhamento de representantes do Ministério Público e da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental). Segundo a empresa, foram retirados os 2.600 metros cúbicos de efluentes que permaneciam na planta. Um relatório final está sendo finalizado. Com a retirada dos efluentes, a equipe segue os trabalhos de limpeza de equipamentos e instalações.
A Cettraliq teve suas atividades suspensas pela Fepam no dia 10 de agosto sob alegação de “emissão de odores fora dos limites da sua planta”. A direção da empresa rebate esta justificativae afirma que não há nenhuma prova. A Cettraliq defende ainda que os odores dentro da planta em nada se parecem com os odores percebidos no entorno.Grandes eventos usam a Redenção sem pagar contrapartida
Matheus Chaparini
O Parque da Redenção é um dos principais patrimônios públicos da população de Porto Alegre. Arborizado, espaçoso, bem localizado: são 37,5 hectares no coração da cidade, próximo ao centro e com fácil acesso. As cerca de 10 mil árvores garantem boa sombra e o espaço conta ainda com fonte luminosa, diversos recantos, jardins, monumentos, banheiros e bebedouros. Por estas características, é também um excelente local para se realizar eventos. E grandes empresas há muito perceberam isto. O problema é que o evento chega e vai embora. E o impacto causado fica no parque.
Um funcionário da Redenção relatou à reportagem que no dia seguinte a um destes eventos, teve de comprar, do próprio bolso, sacos de lixo, para recolher os dejetos deixados pela multidão.
Atualmente, o Parque Farroupilha é administrado sem nenhum dinheiro em caixa, como mostramos em reportagem publicada na edição de julho do JÁ Bom Fim.
Em outubro, foram dois eventos simultâneos, que poderiam render mais de R$ 15 mil ao Município / Jackson Ciceri / Divulgação
No dia 18 de dezembro, a Redenção recebeu o evento comemorativo aos 70 anos do SESC e do Senac RS. Mais de 30 mil pessoas lotaram o parque para assistir ao show de Zeca Pagodinho com abertura do Grupo do Bola. Uma grande estrutura foi montada, com três telões, farto equipamento sonoro, brinquedos como cama elástica, parede de escalada, piscina de bolinhas. O parque foi ocupado, quase em sua totalidade, como uma grande área de festa. Quanto custaria o aluguel de um espaço deste? Na Redenção, geralmente, não custa nada.
A Prefeitura de Porto Alegre abre mão de arrecadar a contrapartida prevista no Decreto 17.986. de 2012, que regula as atividades nos parques e praças de Porto Alegre. O capítulo 3 trata sobre a realização de eventos e estabelece parâmetros para a fixação do valor destas compensações. Porém, a Supervisão de Praças, Parques e Jardins da SMAM vem concedendo autorizações para realização do evento sem exigência de contrapartida.
Decreto estabelece parâmetros para contrapartidas
Não é algo simples medir em números o impacto causado por eventos de grande porte em uma área pública como a Redenção, ou outros parques e praças. Além do espaço utilizado pela estrutura, a aglomeração do público, segurança, limpeza, som, impacto ambiental, entre outros devem ser levados em consideração.
Em outubro, por exemplo, o festival BB Seguridade trouxe diversos artistas. O show da cantora Maria Gadú com participação do músico Tony Gordon, ponto alto do evento, pode ser ouvido até a esquina da rua Santana com a avenida Ipiranga, há mais de um quilômetro do palco e fora da área o parque. Para quem gosta da música de Gadú, um bom espetáculo gratuito, para quem não gosta, um transtorno de grandes proporções.

O decreto 17.986 prevê que a autorização de eventos que veiculem “qualquer tipo de publicidade ou promoção” depende de uma compensação financeira. Esta contrapartida deve ser destinada ao Fundo Pró-Defesa Municipal do Meio Ambiente ou paga por meio de equipamentos, materiais e serviços, preferencialmente ao local utilizado pelo evento.
O decreto fixa também o valor a ser pago. Na Redenção, assim como no Parcão, no Parque da Harmonia e na praça Carlos Simão Arnt, conhecida como Praça da Encol, o valor é de 80 UFM (Unidade Financeira Municipal) a cada 18m² utilizados pelo evento. O valor corresponde a R$ 292. Para eventos com duração de mais de três dias, contando do início da montagem ao fim da desmontagem, devem ser cobrados mais 20 UFM por dia, equivalente R$ 73, por módulo de 18m².
Município abriu mão de mais de R$ 15 mil em dois eventos
Em outubro, o parque recebeu dois eventos paralelos. Em uma ponta do eixo central, próximo à reitoria da UFRGS, aconteceu o Festival BB Seguridade de Blues e Jazz promovido pela empresa controlada pelo Banco do Brasil, que centraliza os negócios de seguros, previdência aberta e capitalização. Stanley Jordan, Hamilton de Holanda, Tony Gordon e Maria Gadú foram alguns dos shows do evento, que, além de Porto Alegre, passou também por São Paulo, Brasília e Recife.
Na outra ponta do eixo, junto ao Monumento do Expedicionário, foi montada a estrutura da Festa Nacional da Música, com patrocínio da Vivo, Toyota, Banrisul e da Prefeitura de Porto Alegre e financiamento através do Pró Cultura RS, do Governo do Estado. O evento ocorreu de 9 a 19 de outubro e teve como um de seus palcos a Redenção.
Estes dois eventos também tiveram licença emitida sem exigência de compensação financeira.
Na liberação da Festa Nacional da Música, estão especificados os equipamentos liberados e a área a ser ocupada pela empresa VF Promoções e Publicidade LTDA: palco de 10x10m, 2 torres de 2×1,5m, 2 pirâmides de 3x3m, área para deficientes de 2x6m, 3 andaimes de 2x2m, pirâmide de 5x5m, house mix de 5x5m, estrutura Q30 de 8x6m.
A área ocupada somente por estes equipamentos totaliza 246m², ou seja, pouco mais de 13 módulos de 18m² (mais precisamente 13,666). Como o evento, ocupou o espaço durante dez dias, deveriam ser cobrados os sete dias que excedem a previsão do decreto. Ou seja, R$ 3990,47 mais R$ 997,61 por dia excedente.
Ao todo, o Município abriu mão de arrecadar R$ 10.973,79 com a realização da Festa Nacional da Música.
Simultaneamente, o Festival BB Seguridade de Blues e Jazz ocupava uma área próxima à rótula da avenida Setembrina. O termo de compromisso autoriza a empresa paulista Marolo Produções Culturais e Artísticos LTDA a utilizar o espaço entre 5 e 9 de outubro.
No documento, está especificada apenas a medida do palco, 15x13m, ou 195m². Estão liberados ainda house mix, blimp, pórtico, 8 camarins, 2 tendas, banheiros químicos, 4 tótens de sinalização, gradis, barricadas anti-esmagamento, 3 geradores e 2 telões led, todo sem especificação da área a ser ocupada.
Levando em conta apenas as dimensões do palco, o valor da compensação deveria ser de quase cinco mil reais.
A área equivale a 10,83 módulos de 18m², que é a unidade de referência utilizada no decreto. Considerando que o evento utilizou o parque durante cinco dias, a compensação financeira deveria ter sido fixada em R$ 4.744,95, mais o referente à área ocupada pelos demais equipamentos.
Nos termos de compromisso, a Supervisão de Parques, Praças e Jardins (SUPPJ) justifica a dispensa de compensação “por tratar-se de evento de interesse social e/ou interesse comunitário e/ou interesse público”. Entretanto, o decreto especifica de forma clara que “no caso de eventos sociais, comunitários sem fins lucrativos, de interesse público, não será exigida a compensação pelo uso do espaço público, desde que não estejam vinculados a exposição de marcas, serviços ou produtos de patrocinadores, e desde que o impacto ambiental no local do evento não seja significativo”
Banners de marcas deveriam trazer logo da SMAM
Além disso, o termo de compromisso cita diversas condicionante à realização do evento. O item 11 prevê que a “exposição de material de divulgação, tais como: faixas, banners, folhetos, folders, dentre outros, deverá sempre contemplar o logotipo da SMAM” A reportagem de JÁ verificou que os eventos citados nesta matéria possuíam material de divulgação de marca sem o logo da secretaria.
Estão previstas ainda outras contrapartidas. O item 2 proíbe “equipamentos sonoros que resultem em perturbação do sossego e bem estar público, sob pena de desligamento dos equipamentos por parte da fiscalização da SMAM”. O item 12 prevê que em caso de público previsto acima de 500 pessoas, deverão ser providenciadas autorizações da Brigada Militar, Guarda Municipal e EPTC, que poderão vetar o evento, se assim entenderem.
Em caso de não cumprimento de qualquer item do termo, está prevista multa de R$ 500 mais multa diária de R$ 50 até o efetivo cumprimento da obrigação.
Demissões nas Fundações extintas poderão passar de seis meses
O processo de demissão dos trabalhadores das fundações estaduais que entrarão em processo de extinção autorizada pela Assembleia Legislativa na última sessão de dezembro de 2016, poderá demorar mais de seis meses. A informação é do procurador –geral do Estado Eusébio Ruschel em entrevista a rádio Guaíba nesta quinta-feira (5). Conforme ele, o governo ainda está elaborando um rito completo das demissões e que prevê negociações coletivas com os Sindicatos das categorias ameaçadas.
Na quarta feira (4), a Justiça do Trabalho proibiu, por liminar concedida a pedido do Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias Gráficas do RS, as demissões dos funcionários da Companhia Riograndense de Artes Gráficas (CORAG) idêntica à anterior concedida aos sindicatos dos jornalistas e radialistas no caso da Fundação Piratini.
Ruschel explicou que um grupo de trabalho será formado para discutir os recursos necessários e outros tópicos. “O grupo vai se debruçar sobre essa questão financeira, tanto que um dos integrantes será da Secretaria da Fazenda. A responsabilidade dele será essa: trazer o cenário das finanças e, nesse período de seis meses, elencar o custo mensal das rescisões”, argumentou. Segundo ele, as demissões começarão pelos servidores mais novos e terminarão com os mais antigos. O governador deverá sancionar a lei das extinções na próxima semana.
Nessa quinta-feira(5), a titular da 4ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, juíza Valdete Souto Severo, determinou que mais cinco fundações do Rio Grande do Sul estão proibidas de demitir empregados sem negociação coletiva prévia com o sindicato de cada categoria.
Ela acolheu ações ajuizadas pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisa e de Fundações Estaduais do Rio Grande do Sul (Semapi) contra cinco órgãos: Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), Fundação Zoobotânica, Fundação de Economia e Estatística (FEE), Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) e Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan).
O ex-secretário da Fazenda do governo anterior, Odir Tonolier, afirmou que “estas extinções de fundações são desnecessárias e totalmente ideológicas pois são estruturas autônomas e que não causam nenhum ônus ao tesouro, pelo contrário colaboram com a administração, como no caso da FEE, da Fundação Zoobotânica e outras “.
Banco de talentos vai indicar nomes para três secretarias de Marchezan
O prefeito Nelson Marchezan inovou com criação de um “banco de talentos” para a seleção de CCs a serem contratados pela prefeitura. A organização Comunitas, de São Paulo, é a responsável pela criação do banco, seleção de candidatos e indicação de perfis adequados às vagas determinadas pela prefeitura.
A escolha final dos nomes fica a cargo da prefeitura.
Ainda nesta semana, devem ser divulgados os nomes de três secretários municipais selecionados através do projeto.
Antes mesmo da posse do prefeito, o banco de talentos já estava em funcionamento. No ar há cerca de duas semanas, a plataforma já conta com mais de 2.500 currículos inscritos.
A Comunitas trabalha com uma equipe de voluntários composta por cerca de 40 pessoas. A própria organização selecionou os voluntários, através da sua rede de organizações e empresas parcerias. Não houve seleção para voluntários.
Segundo a organização, todo o custo do projeto é pago com recursos próprios, através da sua governança do programa Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável, uma das iniciativas da Comunitas. Entre os apoiadores estão diversos empresários como Jorge Gerdau, do grupo Gerdau, Carlos Jereissati Filho, presidente do grupo Iguatemi e Pedro Paulo Diniz, da Península Participações.
A Comunitas é formada por um grupo de mais de 40 apoiadores, onde figuram algumas das maiores empresas do país, como Odebrecht, Bradesco, Itau, Santander, além da empresa de consultoria JP Morgan.
Além de financiar a iniciativa, os empresários participam de reuniões com os gestores públicos.
A organização tem parcerias com 15 cidades brasileiras. As mais recentes, são Porto Alegre, Salvador e São Paulo, onde as parcerias tiveram início com as novas gestões que tomaram posse há poucos dias.
No estado, há uma parceria com a prefeitura de Pelotas, para gestão da saúde. Em Paraty, no Rio de janeiro, onde a organização atua junto ao poder público em mais de 20 frentes.
A Comunitas tem como diretora-presidente Regina Célia Esteves Siqueira, que responde também pela gestão do Centro Ruth Cardoso, onde fica localizada a sede da Comunitas.
É a primeira vez que a organização trabalha na criação de um “banco de talentos”. Segundo a organização, o objetivo é fortalecer parcerias público-privadas para aprimorar os serviços públicos. A ideia é que sirva de referência para outras cidades brasileiras. A Comunitas e a Prefeitura de Porto Alegre estão desenvolvendo outros projetos, mas ainda não há nada oficial.
Maior procura é por cargos de gestão
O mapeamento já está feito, mas ainda não foram divulgados quantos cargos serão ocupados através deste sistema. Estão sendo selecionado currículos em três níveis de gestão: Dirigentes (Secretários Municipais, diretorias ligadas à administração direta, empresas, autarquias e fundações), Executivos (Gerentes, coordenadores, superintendentes voltados à execução de serviçoes e políticas na administração direta, empresas, autarquias e fundações) e Operacional ( Assistentes, oficiais de gabinetes, auxiliar técnico e responsáveis por atividade.)
As áreas que têm preferência são as de finanças corporativas e finanças públicas , gestão de projetos, parcerias estratégicas, além de áreas técnicas específicas como coleta de lixo, gestão ambiental e projetos públicos de infraestrutura.
A forma de inscrição no banco de talentos da prefeitura é através do site (bancodetalentospoa.com).
Nota: A assessoria de imprensa da Comunitas entrou em contato com o JÁ, esclarecendo que o projeto Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável tem como apoiadores, entre outros, os empresários Jorge Gerdau, Pedro Paulo Diniz e Carlos Jereissati Filho. As demais empresas citadas na matéria (Odebrecht, Itaú, Bradesco, Santander e JP Morgan), que constam no site da Comunitas como parceiros do núcleo de governança, são apoiadores de outros programas da Comunitas. A informação já foi corrigida.Prefeitura suspende pagamentos e geração de novas despesas
O Diário Oficial desta quinta-feira, 5, publica decretos de duas medidas: a Prefeitura de Porto Alegre suspende os pagamentos de despesas realizadas em 2016 e exercícios anteriores e a realização de uma série de despesas no prazo de 90 dias, como gastos com diárias e passagens. Elas fazem parte do programa de contenção e reorganização dos gastos para retomada do equilíbrio financeiro do novo prefeito, Nelson Marchezan Junior.
O primeiro decreto (nº 19.643) estabelece a suspensão temporária dos pagamentos de despesas do exercício de 2016 e anteriores. Isso porque, alega o prefeito, não há recursos para a quitação dos valores sem pôr em risco a continuidade na prestação dos serviços públicos essenciais. O decreto será aplicado em secretarias, autarquias, fundações e empresas públicas. Ainda conforme o decreto, a Secretaria Municipal da Fazenda (SMF) avaliará a situação financeira do Tesouro Municipal e, no prazo máximo de 90 dias, apresentará proposta que possibilite o pagamento dos compromissos assumidos em 2016 e anos anteriores.
No caso de despesas já contratadas que tenham recursos em conta, como o Fundo Municipal da Saúde, os pagamentos poderão ser retomados, conforme cronograma estabelecido pela SMF, a fim de dar continuidade aos serviços. A Secretaria também avaliará o pagamento de despesas anteriores se for comprovada a relevância da prestação do serviço.
O segundo decreto (nº 19.644) estabelece a suspensão temporária, por 90 dias, da execução de despesas com diárias, passagens aéreas, cursos e participação de seminários e congressos, além de novos contratos de aluguel de veículos, imóveis e de equipamentos, compra de material permanente, contratação de obras e reformas e horas extras.
Apenas haverá excepcionalidade de pagamento quando se tratar de necessidade voltada ao interesse público, plenamente justificado pelo órgão ou entidade requerente, como a área da saúde, devendo ser encaminhado à deliberação da SMF.
De acordo com o secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, a Prefeitura estima reduzir as despesas em R$ 17 milhões mensais com as medidas.
(Da PMPA)







