Um grupo de seguranças a paisana foi destacado pela construtora Goldsztein Cyrela para monitorar a demolição de um conjunto de seis casas históricas na rua Luciana de Abreu, bairro Moinhos de Vento.
A derrubada do casario ocorreu na tarde da sexta-feira, 23 de dezembro, em um ambiente tenso, mas sem confusões. Os seguranças apenas afastavam fotógrafos curiosos, que queriam registrar a cena por cima dos tapumes instalados no local.
O conjunto de seis casas da Luciana de Abreu eram patrimônio do bairro e estavam em ruínas foram ferrenhamente defendidas pelos moradores, que há 14 anos lutavam para preservar o patrimônio histórico.
Relatos de quem esteve na rua durante a demolição dão conta de que moradores do bairro testemunharam a derrubada. Alguns questionaram a decisão da empreiteira; uma senhora se preocupou com os gatos que ali viviam – um dos diretores da incorporadora, Claudio Goldsztein, que acompanhava o trabalho de perto, a acalmou.
Houve até quem aplaudisse a demolição porque, abandonadas como estavam as casas serviam de moradia para sem-teto.
As casas estavam se deteriorando a olhos vistos, mas a construtora afirma que a manutenção não era sua responsabilidade. “Aquelas casas iriam ruir sozinhas. A única questão é quanto tempo levaria. As casas não pertencem à Goldsztein (…) foi feita uma permuta com as proprietárias. Enquanto a Goldsztein não entregar os apartamentos, ela não é dona dos imóveis”, afirmou, em entrevista ao jornalista Itamar Melo, na ZH, o advogado da empresa Milton Terra Machado (leia a íntegra abaixo).
As casas foram construídas em 1930 para servirem de moradia aos mestres cervejeiros alemães da antiga cervejaria Bopp (depois Continental), cuja fábrica, no bairro Floresta (onde hoje é o shopping Total) foi projetada pelo famoso arquiteto Theodor Wiederspanh – criador de edifícios que são emblemas da cidade, como o Margs, Memorial do Rio Grande do Sul e Casa de Cultura Mario Quintana.
Havia uma suspeita de que essas casas também pudessem ser obra de Wiederspahn – o arquiteto e pesquisador Günther Weimer, autor da obra Theo Wiederspahn Arquiteto (Edipucrs) sustenta que eram mesmo obra do alemão. Entretanto, a empresa defendeu que não, o que se confirmou na decisão judicial.
Derrubada estava autorizada há 30 dias
A demolição das casas da Luciana de Abreu coincidiu com as festas de final de ano – foi na antevéspera do Natal, quando tradicionalmente a cidade está mais vazia. Porém, a empreiteira já tinha autorização judicial para colocar o conjunto histórico abaixo desde o início de dezembro.
Ao jornalista Itamar Melo, o advogado da Goldsztein Cyrela, Milton Terra Machado, justificou a data dizendo que a empresa “está fazendo tudo com muita calma, com muita parcimônia”. Mas as seis casas foram demolidas em poucas horas.
Apesar de estarem há alguns anos fechadas e sem uso – à exceção da casa branca mais à direita do conjunto, ocupada irregularmente por um senhor que deixou o local sem reclamar – as casas ainda guardavam verdadeiros tesouros, como vitrais e portas de madeira de lei maciça. Para retirá-las dos marcos, foi preciso juntar a força de quatro operários.
As duas casas das extremidades também estavam com a estrutura da parte dos fundos muito firmes, tanto que não foi possível concluir essa parte do trabalho na sexta-feira à tarde.
Carta gera críticas na internet
Durante a demolição, uma carta assinada por Sérgio Goldsztein, um dos diretores da empresa, começou a circular na internet. Diante das casas da Luciana de Abreu, uma senhora também carregava o papel impresso.
No documento, a empreiteira explica a decisão judicial que autorizou a derrubada e “reafirma seu cuidado com a memória de Porto Alegre”, ressalvando, porém, que diante do “eterno embate entre desenvolvimento e preservação” é preciso se guiar “por critérios técnicos e não puramente emocionais”.
Na internet, muitas pessoas compartilharam a carta criticando a empresa e convocando a um boicote ao empreendimento que será erguido no local: um edifício residencial com 16 pavimentos numa rua secundária do bairro, quase o limite da altura permitida pelo Plano Diretor em grandes avenidas de Porto Alegre (18 andares).

Em seu perfil no Facebook, a Goldsztein recordou as tentativas de fazer um acordo com o Ministério Público, que propôs a ação. “Não teria sido o primeiro empreendimento onde a empresa investiu na restauração e preservação do patrimônio ou de imóveis antigos com valor afetivo. Mas não houve diálogo. Quem selou o destino das casas foi o movimento Moinhos Vive”.
Questionado sobre se as tentativas de acordo não indicavam que a própria construtora reconhecia o valor histórico das casas, o advogado da empresa, Milton Terra Machado, reconheceu que eram “meramente” tentativas de “pôr fim à demanda”: “Isso é comum nas lides forenses”.
Empreiteira desqualifica movimento
O advogado da Goldsztein aproveitou a entrevista para desqualificar o Moinhos Vive – que deu origem a uma ampla mobilização na cidade para a preservação das características dos bairros mais antigos e se reproduziu em praticamente toda a área central de Porto Alegre.
“Do bairro, da Luciana de Abreu, tinha oito pessoas que não queriam isso (a construção de um edifício no local), mas era por outra razão, que é o sol, porque duas pessoas que começaram esse movimento moram nas coberturas da frente e não querem que o prédio saia porque dali tem vista para o Parcão. Tem muita coisa por trás”, acredita Milton Terra Machado.
Em outro momento, Machado analisa: “Esse negócio (de criticar) começou com o lema do ‘diga não ao espigão’. Não tinha nada a ver com patrimônio histórico. O problema era o espigão, não as casas”.
Apesar disso, o advogado reconhece que havia preocupação social com a manutenção das casas e que a mobilização era grande. “Tem gente que veio de tudo que é bairro para salvar as casinhas do Theo Wiederspahn. (…) As pessoas estavam preocupadas com o patrimônio histórico. O cara que mora na Glória nunca viu as casinhas, mas estava lá na passeata”, observou, sublinhando, entretanto, que não foi comprovada a autoria do projeto das casas.
ENTREVISTA: “A Goldsztein está fazendo tudo com muita calma”, diz advogado da empresa
Concedida a Itamar Melo, do jornal Zero Hora
Desde quando vocês têm a decisão judicial que permitiu a demolição dos casarões?
Faz uns 30 dias, mais ou menos. A Goldsztein está fazendo tudo com muita calma, com muita parcimônia. Basta ver que são 14 anos e que tudo foi investigado, no que podia dizer respeito ao patrimônio histórico. Existia um abaixo assinado, que todo o Moinhos de Vento assinou, mas que era para preservação do patrimônio histórico do bairro Moinhos de Vento. Não tinha nenhuma relação com as casas. É até um sofisma delicado, difícil de engolir. A empresa nunca reclamou que estava demorado. Foi cumprindo os passos pacientemente.
ZH recebeu um comunicado da Goldsztein, informando sobre a decisão judicial, apenas na tarde desta sexta-feira, quando já estava em andamento a demolição. Não pega mal para a construtora só informar que tem essa decisão judicial quando já está realizando a demolição?
Não. Vou colocar novamente: se tem uma empresa que trabalha com fair play, com preocupação ética, é essa. Ela não teria qualquer obrigação de pedir licença à imprensa para fazer isso. O que está fazendo é não surpreender a imprensa.
Não se trata da imprensa, mas da sociedade, que fica sabendo pela imprensa, mas só foi informada quando a demolição já estava consumada.
Não concordo. Não concordo contigo.
Mas não estou dando uma opinião. Estou questionando sobre essa estratégia da empresa de só informar sobre a decisão judicial quando já estavam demolidas as casas.
Veja bem. A Goldsztein não está sozinha nesse processo. O Ministério Público (MP) é o autor da ação. O MP sabe há tanto tempo quanto eu. E, pelo que a gente sabe, há uma via dupla de interlocução entre o MP e o Moinhos Vive, que são as pessoas que se movimentaram para que não saísse isso. Então, ficaria estranho até ela colocar um apedido dizendo que saiu a decisão.
Houve um momento em que a construtora aceitou a ideia de um acordo que manteria três dos casarões. Por que foi adiante com a ideia de demolir os seis?
Porque o acordo não foi aceito. Se te proponho um acordo, e tu não aceitas, então vale a regra do jogo.
Mas ao aceitar o acordo, a empresa não reconhecia o valor histórico dos casarões?
Não. Era meramente um acordo para pôr fim à demanda. Isso é comum nas lides forenses.
O que vai ser feito no local?
Vai ser feito um prédio da Goldsztein, um bonito prédio. Diziam, às vezes penso que sem querer, às vezes que maldosamente, que eram dois prédios enormes. Aliás, esse negócio começou com o lema do “diga não ao espigão”. Não tinha nada a ver com patrimônio histórico. O problema era o espigão, não as casas.
A Goldsztein não teme que esse episódio crie uma rejeição da sociedade em relação à construtora?
Aí é uma questão de informação. Em determinado momento, o Moinhos Vive fez uma movimentação, parou a rua, para a preservação das casinhas do Theo Wiederspahn. Se as casinhas fossem do Theo Wiederspahn, eu também ia lá bater panela para não sair. Tem gente que veio de tudo que é bairro para salvar as casinhas do Theo Wiederspahn. Então, é questão de se informar: foi investigado e comprovado que as casinhas não eram do Theo Wiederspahn.
Mesmo não sendo, boa parte da população era favorável à preservação. A perda dessas casas é sentida por essas pessoas. Isso não preocupa a construtora?
Não concordo. As pessoas estavam preocupadas com o patrimônio histórico. O cara que mora na Glória nunca viu as casinhas, mas estava lá na passeata. Do bairro, da Luciana de Abreu, tinha oito pessoas que não queriam isso, mas era por outra razão, que é o sol, porque duas pessoas que começaram esse movimento moram nas coberturas da frente e não querem que o prédio saia porque dali tem vista para o Parcão. Tem muita coisa por trás.
A percepção da empresa é de que a sociedade ganha com a substituição dos casarões pelo edifício?
Interessante a tua pergunta. Acho que ganha, porque aquelas casas iriam ruir sozinhas. A única questão é quanto tempo levaria. Porque a Goldsztein não tem obrigação de preservar ou restaurar. Em uma delas, dois pisos e duas lajes caíram, já ruíram.
Mas isso aconteceu com as casas já pertencendo à Goldsztein?
Sim. Aconteceu. Mas as casas não pertencem à Goldsztein, tem as proprietárias que se criaram lá e eram netas do cidadão que era dono da Cervejaria Continental. Essas senhoras estão há 14 anos esperando seus apartamentos ali naquele local, porque foi feita uma permuta. Enquanto a Goldsztein não entregar os apartamentos, ela não é dona dos imóveis.
Autor: da Redação
Casas da Luciana de Abreu derrubadas sob forte esquema de segurança
Em 2008, o então prefeito José Fogaça participou de um abraço ao conjunto | César Cardia Casas foram construídas em 1930 para abrigar os mestres cervejeiros alemães da Bopp | Arquivo JÁ Jornal JÁ recebe prêmio do sindicato em duas categorias
Foram dez prêmios entregues pela Delegacia Regional da Serra Gaúcha do Sindicato dos Jornalistas nesta quinta-feira em Caxias do Sul.
A cerimônia, no restaurante Zanuzi, marcou a entrega do prêmio O futuro da educação pública. O repórter Matheus Chaparini, do Jornal JÁ, foi premiado em duas categorias, com os segundos lugares em vídeo, pela matéria “BM retira estudantes da Sefaz com spray de pimenta”, e em web jornalismo, com a reportagem “A primeira noite da ocupação do colégio Emílio Massot”.
Esta foi a segunda edição do prêmio. Na primeira, em 2014, o tema foi As Marcas do Regime Militar na Serra Gaúcha – 50 Anos do Golpe. Os trabalhos foram avaliados por sete jurados: Letícia Duarte (jornalista), Salete Ardele (psicopedagoga), Patrícia Taufer (jornalista), Jeferson Ageitos (jornalista), Juliana Wexel (jornalista), André Machado (jornalista) e Eliana Gaspari Xerri (professora de mestrado).
Roberto Carlos Dias, idealizador do prêmio, fez sua última entrega como delegado regional e aproveitou o momento para divulgar que o prêmio será de âmbito estadual. “Agora, como dirigente estadual do sindicato estarei levando essa experiência para todo estado, lançando em redações e universidades, como forma de valorizar o trabalho do profissional jornalista e também dos estudantes, já que temos 27 cursos de Jornalismo no estado,” diz Dias.
O evento marcou também a posse da nova gestão da Delegacia Regional da Serra. O novo delegado é Maurício Concatto, fotojornalista há dez anos, trabalhou em veículos do Grupo RBS e a na revista O Caxiense. Concatto anunciou uma campanha de sindicalização, para aumentar a base do sindicato na região da serra.
Confira os vencedores:
Jornalismo Impresso
1º Lugar – Juliana Bevilaqua do Jornal Pioneiro com a reportagem “A volta dos estudantes”.
2º Lugar – Leandro Galante do Jornal O Estafeta com a reportagem “Do abandono dos pais ao abandono do Estado”.
Radiojornalismo
1º Lugar – Ronaldo Velho Bueno da Rádio São Francisco com a série de reportagens “Retratos da Rede Estadual”.
2º Lugar – Leandro Galante da Rádio 96.1 FM com a série de reportagem “Educação Pública – Vozes do Silêncio Série de Reportagens sobre educação pública”.
Telejornalismo
1º Lugar – Marcio Schenatto da TV Caxias – Jornal de Caxias com a série de reportagem “Ocupa Caxias”.
2º Lugar – Vania Marta Espeiorin da TV Câmara Caxias do Sul com o especial “Os reflexos das ocupações nas escolas estaduais de Caxias do Sul”.
Vídeo
1º Lugar – Rosmeri Teresinha Brogliato da TV Presença Sinpro Caxias com a série de vídeos “Que escola queremos?”.
2º Lugar – Matheus Chaparini do Jornal Já com o vídeo “BM retira estudantes da Sefaz com spray de pimenta”.
Web Jornalismo
1º Lugar – Lucas Araldi para o blog Tá na Pauta com a reportagem “Direita da urna, esquerda de luta”.
2º Lugar – Matheus Chaparini do Jornal Já com a reportagem “A primeira noite da ocupação do colégio Emílio Massot”.Serviços da Zoobotânica custam sete vezes menos que na iniciativa privada
Mesmo depois de o projeto de Lei que propõe a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, junto com outras cinco fundações, ter sido aprovado na Assembleia Legislativa, os servidores ainda acreditam na possibilidade de reverter a situação. A FZB será considerada extinta só depois do PL ser sancionado pelo governador José Sartori.
Hoje no início da tarde eles reuniram-se no Jardim Botânico para preparar novas ações a fim de barrar o projeto e a demissão dos 194 funcionários concursados. Diretores do Semapi – sindicato dos trabalhadores das fundações – não descartam ingressar com denúncia no Ministério Publico Estadual e ações judiciais contras as demissões.
Uma das medidas é esclarecer a opinião pública e rebater ponto a ponto as argumentações do governo, baseadas principalmente na redução de custos e na alegação de que os inúmeros serviços prestados pela FZB continuarão sendo realizados pela Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Os funcionários defendem que os serviços essenciais, que são atribuições do Estado e de competência da Zoobotânica por força de legislação, teriam de ser contratados junto à iniciativa privada com custos sete ou oito vezes maior para os cofres públicos.
Exemplo representativo são as Listas de Espécies da Fauna e da Flora Ameaçadas de Extinção. O custo para elaboração dos documentos pela FZB é de R$ 150 mil e junto à iniciativa privada não sai por menos de R$ 4,6 milhões. Valor é 97% menor. (Confira no quadro no final do texto outros exemplos de quanto o Estado economiza com a manutenção da FZB).
Destacam também demandas específicas que exigiram o trabalho dos servidores da FZB, entre elas, análise técnica da paisagem dos morros de Porto Alegre; avaliação da área para a instalação da futura fábrica da General Motors; central de tratamento de petróleo em Triunfo, da Petrobras; planejamento ambiental para o Litoral do Rio Grande do Sul; definição do perfil ambiental e os usos dos parques naturais; implantação do Programa Pró-Guaíba; estudo de zoneamento para Parques Eólicos no Estado; estudo sobre a mineração de areia no rio Jacuí.
A Fundação Zoobotânica é vinculada à Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, sendo o órgão responsável pela promoção e conservação da biodiversidade no Estado, através do Jardim Botânico, do Parque Zoológico e do Museu de Ciências Naturais. Atua nas áreas de pesquisa, educação ambiental, conservação e lazer. A instituição é detentora de coleções científicas de plantas e animais, atuais e fósseis, que subsidiam pesquisas realizadas por especialistas do Brasil e do exterior.
O orçamento da FZB, estável desde 2012, é de R$ 26 milhões, o que representa 0,04% do orçamento do governo gaúcho, que é de R$ R$ 57,4 bilhões.
Quanto o Estado economiza com a manutenção da FZB
Elaboração das listas de espécies de animais e plantas ameaçados de extinção
Custo pela FZB – R$ 150.000,00
Custo pela iniciativa privada – R$ 4.677.440,00
Plano de Manejo do Parque Estadual do Delta do Jacuí
Custo pela FZB – R$ 176.000,00
Custo pela iniciativa privada – R$ 1.659.000,00
Plano de Manejo da APA do Delta do Jacuí
Custo pela FZB – R$ 100.560,00
Custo pela iniciativa privada – R$ 948.000,00
Plano de Manejo da Reserva Biológica da Mata Paludosa
Custo pela FZB – R$ 120.000,00
Custo pela iniciativa privada – R$ 1.015.728,00
Plano de Manejo da APA Rota do Sol
Custo pela FZB – R$ 120.000,00
Custo pela iniciativa privada – R$ 1.015.728,00
Plano de Manejo da Estação Ecológica de Aratinga
Custo pela FZB – R$ 270.000,00
Custo pela iniciativa privada – R$ 2.285.388,00
Plano de Manejo do Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos
Custo pela FZB – R$ 150.000,00
Custo pela iniciativa privada – R$ 1.269.660,00
Zoneamento Ecológico Econômico do RS
Custo pela FZB – R$ 10.000.000,00
Custo pela iniciativa privada – R$ 60.000.000,00
TOTAL
Custo pela FZB – R$ 11.086.560,00
Custo pela iniciativa privada – R$ 72.870,944,00
(Cleber Dioni Tentardini)Mau gosto na água: Cettraliq sente-se injustiçada pela Fepam
Paralisada desde o dia 10 de agosto, a Cettraliq, empresa especializada em tratamento de efluentes líquidos já removeu 50 por cento dos dejetos estocados em seus tanques.
Ela teve suas atividades suspensas pela Fepam no dia 10 de agosto por, supostamente, fazer “emissão de odores fora dos limites da sua planta”.
Localizada no bairro Navegantes, perto do acesso a ponte do Guaíba, a empresa atendia a outras 1,5 mil de pequeno e médio porte fazendo o tratamento de seus dejetos líquidos, que anteriormente eram lançados in natura na rede pluvial.
A Cettraliq , sente-se injustiçada, mas está cumprindo com a determinação da 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre e enviando este material, cerca de 2600 metros cúbicos de dejetos para uma empresa multinacional localizada em Joinville, Santa Catarina ( a 650 quilômetros de Porto Alegre).
O prazo se encerra no próximo dia 5 de janeiro. Até esta segunda-feira (12/12), já haviam sido retirados cerca de 50% dos 2.600 metros cúbicos de efluentes que permaneciam na planta. Para o transporte desses efluentes foi necessária a contratação de 80 caminhões tanques.
Técnicos da Cettraliq explicam posição da empresa. Foto Wálmaro Paz
A bióloga Isabel Claas, explicou que o envio para Joinville se deve ao fato de somente lá existir uma planta com capacidade de processar e tratar estes resíduos, assim como vinham sendo feitos pela Cettraliq. Ela disse não ter ideia do custo desse transporte, mas entende que será a única alternativa. Existe uma outra empresa que trata resíduos líquidos em Canoas, porém funciona sem licença da Fepam, tem apenas o licenciamento municipal e, conforme ela a metodologia e a tecnologia utilizadas deixam muito a desejar. A empresa fechada demitiu cerca de 40 técnicos e mantem apenas três funcionários que estão trabalhando na transferência dos efluentes até o seu final.
O engenheiro químico José Carlos Bignetti, que fala na qualidade de porta-voz da empresa juntamente com a bióloga Isabel Claas, explicou todo o fluxo dos resíduos dentro dos tanques de tratamento da empresa.
Conforme ele nada era lançado diretamente ao rio. “O prédio onde funcionava a Cettraliq foi construído em 1906 e tinha acesso direto para captação e lançamento de dejetos ao rio Guaíba. Mas com os aterros para a construção do cais Navegantes e a própria Ponte do Guaíba este acesso foi bloqueado. Na estação da empresa os efluentes tratados, uma água que pode até ser utilizada em limpeza, eram lançados na rede pluvial onde eram sugados pela bomba da Trensurb que juntamente com o esgoto pluvial da região eram lançados ao rio”.
Os dois técnicos entendem que a empresa foi utilizada como bode expiatório para justificar a incompetência de outros órgãos: Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), DMAE, etc.
Isabel lembra que foram realizadas mais de 7 mil análises de água nos dejetos, na empresa, no rio, nas casas de bombas e nada foi encontrado, a não ser uma bactéria: a actinomicetes, que produz um cheiro característico e é encontrada no lodo de esgotos e do fundo dos rios.
A Biologa disse que “a Cettraliq está consciente de que a sua atividade emitia um odor característico, mas totalmente diferente daquele percebido nos arredores da empresa e no bairro. Para a empresa, há outras possíveis causas para a percepção desse cheiro no local.
No 4º Distrito, onde a empresa está localizada, há várias companhias que produzem resíduos de todo tipo. A empresa acredita que a necessidade de dar uma resposta à opinião pública, compreensivelmente indignada com a qualidade da água que está consumindo, acabou levando a Fepam a responsabilizar a Cettraliq pelo problema, sem que nenhum nexo causal tenha se estabelecido entre a sua atividade e as alterações no sabor e odor da água da Capital”.
A Cettraliq esta aguardando a finalização do processo que responde atualmente para comprovar sua inocência.
Nesse caso recorrerá à Justiça para se ressarcir dos prejuizos que “foram imensuráveis após a condenação antecipada feita por alguns órgãos de imprensa”, explica Bignetti.
PDT: sonhos de uma noite de verão
Pinheiro do Vale
O presidente nacional do PDT, Carlos Luppi, entrou na primeira noite do verão de 2016/17 sonhando arrebatar a bandeira da esquerda das mãos do ex-presidente Lula, aproveitando-se que o fundador do PT está meio combalido pelo cerco implacável à sua pessoa e seu partido ainda lambe as feridas do desastre eleitoral do último pleito municipal.
Passo a passo, o político carioca vai pavimentando seu caminho. De início fechou questão com a resistência ao golpe, mas com ressalvas: não impôs posição partidária à bancada, pois poderia cair do cavalo. Deixou a bola passar pelo meio das pernas: os três senadores do PDT votaram contra Dilma no impeachment. Luppi engoliu em seco.
Nesse mesmo tempo lançou um candidato presidencial para enfrentar ou, conforme o caso, tomar o lugar do PT na cabeça de chapa para 2018, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes.
Nesta virada de ano, quando se inicia a formação das candidaturas presidenciais, Luppi aumenta o tom de suas advertências aos dissidentes, ameaçando-os de expulsão, em pronunciamentos públicos, mas sem admoestar nenhum deles oficialmente.
Não há um papel do partido traçando limites ou orientando seus parlamentares nas votações.
O passo seguinte virá neste verão: limpar a área de nomes incômodos para receber as adesões da esquerda parlamentar.
No Senado o PDT já se livrou de quatro cadeiras incômodas: as duas do Distrito Federal, Cristovam Buarque (foi para o PPS) e José Reguffe (sem partido), e o mineiro Zezé Perrela, que pousou seu helicóptero no PTB. Nesta quarta-feira, o gaúcho Lasier Martins se antecipou às ameaças de Lupi e pediu sua desfiliação.
Faltam dois: Telmário Motta, que acusa o PT de Roraima de traição ameaçando romper a aliança estadual e Acyr Gurgacz, estrategicamente em licença. Os dois também apoiaram o golpe na cassação da presidente Dilma Rousseff.
O sonho de Luppi é estar com seu cavalo cearense na ponta dos cascos, no partidor, quando a candidatura do ex-presidente Lula sucumbir ao cerco de ameaças de forças hostis combinadas para torná-lo inelegível.
Há, entretanto, uma pedra no caminho do chefão pedetista: em seu próprio estado, o Rio de Janeiro, está o chefe da resistência parlamentar e líder inconteste da oposição ao governo ilegítimo, o senador Lindbergh Farias. Livre concorrência.
Luppi e Lindbergh procuram avançar um sobre o terreno do outro. Luppi tem uma bancada que vai da direita à esquerda, busca colher frutos no petismo envergonhado; Lindbergh propõe uma frente de “salvação nacional” encabeçada pela esquerda, procurando aliança no “centrão” decepcionado. É uma briga de foice no escuro.
Tudo isto vai se mostrar as claras assim que sair a tal reforma política, que extinguirá, na prática, os pequenos partidos. PDT e PT serão legendas de tradição esquerdista sobreviventes e devem estar prontas a receber minipartidos, ditos de aluguel, que estão à procura de um pouso.
A grande dúvida é se Luppi conseguirá abocanhar os quadros do PT e seus aliados tradicionais. O chefe pedetista está de olho na inelegibilidade de Lula. Entretanto, o ex-presidente ainda não mostrou suas cartas. Ele é um dos políticos mais hábeis da História do Brasil.
Lula não joga para a torcida. No último episódio crucial, o impedimento judicial do presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-presidente manobrou no sentido de evitar a desestabilização precipitada do governo de Michel Temer. No quadro atual, melhor deixar o presidente ilegítimo sangrar.
Enquanto se esvai, Temer leva consigo o PSDB para a vale de lágrimas. Cada dia seu governo fica mais tucano e menos peemedebista. Parece uma jogada maquiavélica, pois isto poderia reconfigurar uma futura aliança eleitoral do PMDB com o PT, a fórmula vencedora das últimas três eleições presidenciais. Não se subestime a capacidade de manobra de Lula. Tampouco se esqueça do nome de Henrique Meirelles.
Luppi é ingênuo ou arrojado? Ingênuo se acreditar que pode engolir o PT; arrojado se acredita que Ciro Gomes poderá empolgar a esquerda, atraída no vácuo da inelegibilidade de Lula?
A verdade é que as cartas não estão embaralhadas, como se pensa a olho nu. Como diz o velho conselheiro Acácio: “Quem ver verá”Base de Sartori passa o trator e aprova extinção de oito fundações
A base de sustentação do governador Sartori aprovou, na madrugada desta quarta-feira (21), por 30 votos a 23, o Projeto de Lei 246/2016, que extingue seis fundações no RS.
Faltavam dois minutos para as 4hs quando a votação se encerrou.
Com a decisão, ficam extintas a Fundação Zoobotânica (FZB), a Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), a Fundação de Economia e Estatística (FEE), a Fundação Piratini (TVE/FM Cultura), a Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan).
A sucessão de discursos na tribuna durou mais de 12 horas. Enquanto isso, do lado de fora do Legislativo, o dia foi de muitas bombas e cenas de violência contra os servidores públicos que se manifestavam na Praça da Matriz.
Policiais civis que acompanhavam a votação foram atingidos por balas de borracha e estilhaços disparados por seus colegas da Brigada Militar.
Além da demissão de mais de mil servidores, a aprovação abre caminho para que todo o patrimônio das fundações seja vendido, a critério do Executivo, sem qualquer controle do Legislativo.
A maior parte dos serviços até hoje prestados pelas fundações passará a ser explorado pela iniciativa privada.
Madrugadão
O segundo projeto tratando da extinção de fundações públicas foi aprovado por 29 a 23 votos, quatro horas depois: o PL 240 extingue a Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore – FIGTF e a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária – Fepagro.
Utilizaram a tribuna para falar sobre a matéria os deputados Adão Villaverde (PT), Zé Nunes (PT), Manuela d Ávila (PCdoB), Enio Bacci (PDT), Stela Farias (PT), Pedro Ruas (PSOL), Tarcísio Zimmermann (PT), Luiz Fernando Mainardi (PT), Edson Brum (PMDB), Ciro Simoni (PDT), Juliano Roso (PCdoB), Edegar Pretto (PT), Juliana Brizola (PDT), Jeferson Fernandes (PT), Valdeci Oliveira (PT), Regina Becker Fortunati (REDE), Altemir Tortelli (PT), Sérgio Turra (PP), Miriam Marroni (PT), Frederico Antunes (PSDB), Zilá Breitenbach (PSDB), Marcel van Hattem (PP), Nelsinho Metalúrgico (PT), Vilmar Zanchin (PMDB), Aloísio Classmann (PTB) e Edson Brum (PMDB).
Para garantir a aprovação, a base do governo contou com dois votos da bancada do PDT (Vinicius Ribeiro e Gilmar Sossella) e três do PTB (Aloisio Classmann, Marcelo Moraes e Mauricio Dziedricki).
No PTB, que tem cinco votos, apenas o deputado Luis Augusto Lara votou contra o governo. Ronaldo Santini se absteve e os outros três votos foram dados ao governo. O PDT, que tem sete deputados, deu apenas um voto ao Piratini.
Manifesto em Defesa do Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul
[Para assinar o manifesto, escreva para comitedemocracia2016@gmail.com]
A crise financeira que atinge o Estado do Rio Grande do Sul é grave e se arrasta há mais de 40 anos. Ela se aprofundou nos anos de 1990, no período de estabilização da moeda, quando o governo estadual não pôde mais se valer dos procedimentos do período de hiperinflação para camuflar suas despesas e não adotou medidas estruturais capazes de enfrentar a gravidade da crise.
As privatizações e demissões de funcionários, realizadas naquele momento, e a utilização dos recursos por elas gerados na tentativa de sanar o déficit de caixa do Estado, bem como a renegociação de sua dívida pública, firmada entre os governos estadual e federal, não resolveram o problema.
As medidas adotadas acabaram por intensificar a crise financeira do Rio Grande do Sul, na medida em que o governo estadual viu-se privado dos instrumentos necessários para apoiar o desenvolvimento da economia estadual, aumentar a arrecadação e, com isto, criar as condições para superar o déficit crônico existente em suas finanças.
A fórmula hoje proposta pelo governo Sartori para superar a crise financeira não é nova. Ela é a reedição atualizada e aprofundada de uma experiência que já se revelou ineficaz: privatização de empresas, extinção de órgãos públicos e demissão de funcionários.
Extinguir órgãos de pesquisa, tecnologia, cultura e comunicação, como são as secretarias e as nove fundações agora ameaçadas de fechamento, bem como privatizar empresas lucrativas e estratégicas – como a Sulgás, a CEEE, a Companhia Rio-grandense de Mineração e a Corag –, não resolverão o problema financeiro do Estado do Rio Grande do Sul, da mesma forma que as medidas semelhantes, adotadas na década de 1990, não o resolveram.
As fundações hoje ameaçadas prestam serviços fundamentais e muitas vezes indispensáveis ao Rio Grande do Sul, ao governo e à sua população. Sem elas, o governo rio-grandense ficará privado de importantes instrumentos públicos para o planejamento de suas ações, para a definição de políticas públicas nas áreas da saúde, da educação, do meio ambiente e da informação, entre outras. Ficará prejudicada, ainda, a produção cultural e artística, da capital e do interior, popular e erudita, de fundamental importância para a nossa memória histórica e identidade cultural.
Sem essas fundações, consultorias privadas deverão ser contratadas para prover os serviços prestados pelos órgãos que o governo pretende extinguir, por um valor, sem dúvida, muito maior do que o atualmente despendido. Além disso, a prática tem demonstrado que as consultorias privadas se utilizam de dados e estudos gerados pelos órgãos públicos de pesquisa do governo estadual, visto que são eles que produzem, de forma continuada, estudos mais aprofundados e detalhados sobre o Rio Grande do Sul.
Com o fechamento das secretarias e fundações, séries históricas de levantamento de dados serão interrompidas e corpos técnico-intelectuais maduros – importante capital para o desenvolvimento do Estado – serão desperdiçados, gerando perdas irreparáveis na capacidade do Rio Grande do Sul de continuar desenvolvendo conhecimento, tecnologia e cultura, indispensáveis para planejar o futuro.
Igualmente descabida é a proposta de venda ou federalização de empresas que geram receitas para o Estado, como é o caso das empresas de energia, combustível, mineração e serviços gráficos. Ao contrário do que se divulga, a maioria dessas empresas é superavitária: elas geram recursos e não despesas ao governo do Estado, na medida em que seus recursos de caixa são incluídos no caixa único estadual, possibilitando que o governo os utilize para realizar seus pagamentos. Além disso, os lucros e dividendos gerados por essas empresas são reinvestidos nas próprias empresas ou entregues para o Estado, que os aplica em políticas públicas como as de saúde, educação e segurança.
O conjunto de medidas de ajuste fiscal proposto pelo governo Sartori segue uma visão de Estado segundo a qual todas as atividades lucrativas, que requerem investimentos para a sua expansão, devem ficar a cargo da iniciativa privada, mesmo que sejam atividades de interesse público ou tenham valor estratégico e que boa parte dos recursos a serem investidos pelo setor privado provenha de financiamento público.
Essa visão de Estado está centrada numa lógica contábil de fechamento do caixa estadual, como se as políticas públicas devessem se reger apenas por um cálculo de equilíbrio entre entradas e saídas, menosprezando qualquer atuação estratégica por parte do Estado e de seus governos.
Há opções para equilibrar as contas públicas fora da política focada no corte de gastos. Elas passam, por exemplo, pela alteração da matriz tributária atualmente vigente, isentando produtos de consumo popular e criando alíquotas progressivas para os produtos supérfluos e os lucros não reinvestidos. Passam também pela revisão da política de incentivos fiscais até aqui adotada, sem exigência de contrapartidas a serem plenamente cumpridas pelas empresas privadas beneficiadas. Destaque-se que o déficit fiscal do Rio Grande do Sul, neste ano, será de cerca de R$ 3 bilhões, enquanto a renúncia fiscal, em forma de incentivos, chegará à casa dos R$ 9 bilhões anuais, segundo o parecer do relator da proposta orçamentária para 2017.
Esta situação indica a necessidade de reaparelhar a máquina de arrecadação tributária do Estado, de forma que, paulatinamente, o Rio Grande do Sul venha a se equiparar aos índices de arrecadação de outras unidades da federação com nível de desenvolvimento econômico semelhante.
Há que se discutir e procurar alterar, além disso, a forma como a União redistribui os recursos gerados nos Estados e Municípios federados, bem como exigir contrapartidas e ressarcimento pelos prejuízos causados ao Rio Grande do Sul pela legislação de isenção de impostos à exportação de commodities como o fumo, a soja e o milho produzidos no estado.
Por outro lado, sem que o governo estadual adote uma outra concepção de gestão, de critério de alocação de recursos, de aferição de custo-benefício e de metas programadas, a situação financeira do Estado continuará a mesma, reproduzindo por mais tempo o quadro atual.
O conjunto de medidas de ajuste fiscal encaminhado pelo governo do Estado é uma falsa solução para os problemas de hoje, sem nenhum conteúdo que revele inovações com vistas à construção de um presente e de um futuro melhores para o Rio Grande do Sul e os rio-grandenses.
Conclamamos, pois, os senhores deputados estaduais do Rio Grande do Sul a não aprovar o conjunto de medidas propostas pelo governo estadual sob a justificativa de “superar a crise”. Solicitamos que as organizações representativas de diferentes segmentos da sociedade rio-grandense sejam chamadas a debater a crise fiscal do Estado e a construir, em conjunto com o governo do Estado e a Assembleia Legislativa, uma solução estratégica voltada para a promoção do desenvolvimento econômico e social da sociedade gaúcha.
Porto Alegre, dezembro de 2016
Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito
[Para assinar o manifesto, escreva para comitedemocracia2016@gmail.com]
Assinam este documento:- Adalmir Antonio Marquetti – Professor de Economia PUCRS
- Adelaide Maria Saez – Socióloga, Doutora em Ciência Política (UFRGS), Pós-doutoranda no Pós-Graduação em Economia do Desenvolvimento PUCRS
- Adélia Porto – Jornalista
- Ademir Wiederkehr – Bancário, Jornalista e Secretário de Comunicação da CUT-RS
- Adriana Fratoni Pereira – Servidora Pública Municipal, Estudante de Serviço Social
- Adriana Klein – Farmacêutica
- Adriana Maria Vargas Heineck – Funcionária Pública Estadual SUSEPE
- Adriana Paz Lameirão – Cientista Política, Doutoranda em Ciência Política UFRGS
- Adriane Hernandez – Artista Plástica e Professora da UFRGS
- Adriane Vieira – Professora Adjunto 4, ESEFID UFRGS
- Adriano de Vasconcelos Maboni – Engenheiro Civil – CEEE-GT
- Adroaldo Bauer Corrêa – Escritor, Jornalista
- Adroaldo Mesquita da Costa Neto – Advogado, OAB/RS 17.186
- Agda Gravina – Arquiteta
- Agemir Bavaresco – Professor do PPG de Filosofia da PUCRS
- Aida Maria Silva Maurmann – Aposentada, Pedagoga UFSM, especializada em Psicopedagogia e em Educação pelo Lúdico UFRJ
- Albertinho Luiz Gallina – Professor da UFSM
- Aldrin Armstrong Silva Castellucci – Professor Titular de História do Brasil
- Alex Leonardi – Professor de Economia – FURG
- Alexander Kleine – Artista
- Alexandre Leboutte – Jornalista Fundação Piratini
- Alfredo Alejandro Gugliano – Professor do PPG de Ciência Política da UFRGS
- Alice Becker Lewkowicz – Psicanalista, Membro Associado da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre
- Alice Dubina Trusz – Historiadora
- Aline Breyer – Advogada
- Almadiva Gomes do Valle – Assistente Social
- Aloisio Rosa de Mello – Advogado
- Alpheu Godinho – Cineasta e Escritor
- Álvaro Magalhães – Sociólogo
- Ana Céris dos Santos – Professora
- Ana Cristina Bezerril Cardoso – Profa. Doutora do Curso de Bacharelado em Tradução da UFPB
- Ana Lucia Amaral Ustárroz – Psicóloga
- Ana Lucia Fialho – Economista
- Ana Lúcia Tettamanzy – Professora do Instituto de Letras da UFRGS
- Ana Luiza Azevedo – Cineasta
- Ana Luiza de Souza Castro – Psicóloga, mestre em Psicologia Social PUCRS
- Ana Maria Albani de Carvalho – Professora do Instituto de Artes UFRGS, Historiadora da Arte
- Ana Maria Costa Beber – Doutora em Desenvolvimento Rural UFRGS e Pós Doutora em Turismo e Hospitalidade da UCS
- Ana Maria Costa Beber – Turismóloga UCS
- Ana Maria Lisboa de Mello – Professora aposentada da UFRGS e Professora da PUCRS
- Ana Marisa Skavinski – Agente Cultural e Assistente de Produção
- Ana Paula Gossmann Bortoletti – Enfermeira
- Ana Regina Indursky Pan – Professora de Língua Portuguesa do Estado do RS aposentada
- Ana Rita Vardanega Simon – Servidora pública municipal de POA e Advogada
- Ana Salgado – Professora da UFCSPA
- Ana Zeferina Ferreira Maio – Professora de Artes Visuais da FURG
- Analice de Lima Palombini – Professora do Instituto de Psicologia UFRGS
- Analucia Albuquerque Paiva – Juíza de Direito aposentada
- Ananyr Porto Fajardo – Odontóloga, Tradutora, Doutora em Educação
- Anderson Zalewski Vargas – Departamento e PPG em História na UFRGS
- André Marenco – Professor Titular do Departamento de Ciência Política da UFRGS
- André Moreira Cunha – Professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais UFRGS
- André Reis – Professor de Relações Internacionais UFRGS
- André Scherer – Economista FEE e Professor universitário
- Andrea dos Santos – Arquiteta e Urbanista, Presidente do SAERGS – Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no estado do Rio Grande do Sul
- Andrea Fachel Leal – Professora do Departamento de Sociologia, PPG de Sociologia e PPG de Políticas Públicas da UFRGS
- Andrea Pinto Loguercio – Engenheira UFRGS
- Andrés Ferrari – Professor de Economia UFRGS
- Andres Vince – Designer gráfico
- Anelise Gregis Estivalet – Socióloga e Professora Universitária e Secretária da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência-Regional Sul
- Angela Aguiar – Pedagoga
- Angela Cristina Fiorenza – Técnica de Enfermagem
- Ângela Maria Santos Tavares – Programadora de computador aposentada
- Ângela R. Quijano – Fisioterapeuta, Mestre em Ciências do Movimento, ESEFID – UFRGS
- Angela Voges Pinheiro Araújo – Assistente Social
- Angélica Magrini Rigo – Arquiteta e Urbanista
- Angelina Quintana – Jornalista e Professora
- Angelo Tedeschi – Publicitário
- Antônia Mara Vieira Loguercio – Juíza do Trabalho aposentada e Advogada
- Antônio Carlos Porto Junior – Advogado
- Antonio Carlos Rossato – Cidadão
- Antonio Ernani Martins Lima – Economista do Badesul e Professor da UFRGS
- Antonio Escostseguy Castro – Advogado
- Antônio Inácio Andrioli – Doutor em Ciências Econômicas e Sociais UFFS Universidade Federal da Fronteira Sul
- Antonio M. Sansaverino – Professor do Instituto de Letras da UFRGS
- Antônio Tarcísio Reis – Ph.D. Professor Titular – Faculdade de Arquitetura – PROPUR – UFRGS
- Apolonia Ceci Pauli – Assistente Social
- Augusto Neftali Corte de Oliveira – Pesquisador em Ciência Política, FEE
- Baracat Jr. – Professor do Instituto de Letras da UFRGS
- Bárbara Duarte – Psicóloga
- Bárbara Duarte – Psicóloga
- Basilio Santiago – Professor do Instituto de Física UFRGS
- Beatriz Fontana – Doutora em Letras
- Beatriz Gil – Professora do Instituto de Letras UFRGS
- Beky Moron de Macadar – Economista – FEE
- Benedito Tadeu César – Cientista político, Professor do PPG de Ciência Política da UFRGS aposentado
- Benito Bisso Schmidt – Professor IFCH UFRGS
- Betânia Alfonsin – Doutora em Planejamento Urbano e Regional e Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico
- Bia Barcellos – Produtora Cultural
- Branca Cabeda Egger Moellwald – Professora Doutora em Letras, aposentada da Unijui/RS
- Briane Elisabeth Panitz Bica – Arquiteta Urbanista, Conservadora do Patrimônio Cultural
- Bruno Lima Rocha Beaklini, Doutor em Ciência política e Professor de RI Unisinos
- Caca Nazario – Cineasta
- Caio Riter – Escritor e Professor
- Camila Leichter – Artista visual e Mestranda em Artes Visuais, IA UFRGS
- Camila Monteiro Schenkel – Artista e Pesquisadora, Instituto Artes UFRGS
- Carina Trindade – Marcha Mundial Mulheres
- Carla Comerlatto Jardim – Reitora do IF Farroupilha
- Carla Maria F. S. Studzinski – Psicóloga
- Carla Maria Milani Bellini – Médica Acupunturista, sócia fundadora da Sociedade Médica de Acupuntura do RS
- Carlos Eduardo Scheid – Advogado
- Carlos Severo Dutra Filho – Professor da UFRGS
- Carmem Salazar de Araujo – Artista Visual
- Carmem Salazar de Araujo – Artista Visual
- Carmen Maria Craidy – Professora da Faculdade de Educação UFRGS aposentada
- Carmen Pio – Advogada
- Cássio Silva Moreira – Professor de Economia no IFRS
- Cátia Lopes Fagundes – Enfermeira
- Cátia Simon – Doutora em Letras pela UFRGS e Professora da RME de Porto Alegre
- Cecília Hoff – Economista da FEE e Professora de Economia da PUCRS
- Céli Pinto – Professora do Departamento de História da UFRGS
- Celso Augusto Schröder – Jornalista
- Cesar Dorfman – Arquiteto, professor aposentado UFRGS
- César Luciano Filomena – Auditor do Tribunal de Contas do Estado do RS, Dr em Ciência Política UFRGS
- Chico Vicente ex-presidente da CUT. Geógrafo e Mestre em Estudos Estratégicos Internacionais
- Cibele Cheron – Doutora em Ciência Política e Professora Universitária
- Cidara Loguercio Souza – Técnica em Assuntos Educacionais/UFRGS
- Clarete T. N.de David – Assistente Social e Docente/Tutora da RIS Escola de Saúde Pública do RS
- Clarice Falcão – Professora de História
- Clarissa Baumgarten (Bebe) – Jornalista na área cultural
- Clarisse Diefenthäler da Rosa – Radialista e Musicista
- Cláudia Antonini – Advogada
- Cláudia Caimi – Professora do Instituto de Letras da UFRGS
- Claudia Mancio – Professora da RME/ Porto Alegre
- Claudia Paim – Artista e Professora Instituto de Letras e Artes FURG
- Claudia Pereira Antunes – Pesquisadora e Trabalhadora em Educação UFRGS
- Cláudia Schiedeck – Professora de magistério superior do Campus Bento Gonçalves/IFRS
- Cláudio Accurso – Economista, Professor titular da UFRGS aposentado
- Claudio Cicero de Oliveira Motta – Advogado
- Claudir Nespolo – Presidente da CUT RS
- Cleci Bevilacqua – Professora do Instituto de Letras da UFRGS
- Clécio Homrich da Silva – Hospital de Clínicas de Porto Alegre, PPG Saúde da Criança e do Adolescente e Ensino na Saúde UFRGS
- Conrado Abreu Chagas – Professor do Instituto Federal Sul-Riograndense
- Constantino de Sousa – Professor de Matemática
- Cristiane Mota Cubas – Produtora Cultural
- Cristiane Vinkovski Soares – Especialista em Psicopedagogia, Professora de Língua Estrangeira Espanhol no Estado
- Cristiano Ruiz Engelke – Docente de Sociologia na FURG
- Cristina Monteiro de Andrada Luna – Professora da Universidade do Estado da Bahia UNEB
- Cristina Pasqualetto Rodrigues – Jornalista
- Cristina Passos – Economista Unisinos
- Cristina Rolim Neumann – Médica, Professora associada do Departamento de Medicina Social da UFRGS
- Daiane Neumann – Professora da UFPEL
- Daiane Nunes Freitas Duarte – Assistente Social
- Daniel Adams Boeira – Professor de Filosofia e Ativista Cultural
- Daniel Andrade Machado – Licenciado em Filosofia
- Daniel Reis Ninov – Geógrafo, Servidor Público do DMAE
- Daniela Borges Pavani – Professora do Instituto de Física – UFRGS
- Daniela Marzola Fialho – Professora Dra. Adjunto 4 da Faculdade de Arquitetura da UFRGS
- Danielle Jacon Ayres Pinto – Professora no Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria UFSM
- Dardo Lorenzo Bornia Junior – Professor de Ciências Sociais IFRS, Doutorando em Antropologia Social UFRGS
- Dario Frederico Pasche – Professor no Curso de Saúde Coletiva, da UFRGS
- David Stival – Professor do Unilassale
- Deborah Finocchiaro – Atriz Cia. de Solos & Bem Acompanhados
- Deborah Finocchiaro – atriz e diretora
- Deborah Machado – Advogada
- Deborah Vier Fischer – Pedagoga
- Denise Argemi – Advogada
- Denise F. Jardim – Antropóloga e Coordenadora da Coordenadoria de Acompanhamento das Ações Afirmativas da UFRGS
- Denise Galeazzi – Professora aposentada da Rede Estadual e do Ensino Superior
- Denise Jacques Barbosa – Assistente Social
- Denise Sales – Professora do Instituto de Letras da UFRGS
- Denise Viana Pereira – Gestora Cultural, Especialista em Economia da Cultura
- Denize Brum Camargo – Arquivista
- Diara Sartori – Analista Ambiental do IBAMA
- Diego Dewes – Pesquisador em Saúde Coletiva – UFRGS/UNICAMP, Mestre em Psicologia Social
- Diego Ellwanger – Jornalista
- Diego Pautasso – Professor de Relações Internacionais
- Dinorah Araújo – Atriz, jornalista e produtora cultural
- Dirlene Freitas – Professora aposentada da Prefeitura Municipal de Porto Alegre
- Dirnei Prates – Artista Visual, Associação Vila Flores
- Dolores Sanches Wunsch – Professora do Departamento de Serviço Social/IP da UFRGS
- Doris Saraiva de Oliveira – Arquiteta
- Dorotea Kremer Motta – Psiquiatra, Professora do Departamento de Saúde Mental da UFPEL, aposentada; Professora de Sexualidade Humana no PPG do Instituto Abuchaim
- Edgar Vasques – Artista gráfico, ex-integrante do Conselho Estadual de Cultura/RS, ex delegado à Câmara Setorial das Artes Visuais do MinC
- Édina da Silveira Ramos Soares – Assistente Social
- Edson Luiz André de Sousa – Professor do Instituto de Psicologia da UFRGS
- Eduardo Rolim de Oliveira – Professor da UFRGS
- Eleandra Koch – Pesquisadora em Ciências Sociais e Servidora do INCRA
- Elena Salvatori – Professora universitária UFRGS
- Eliana Bermann Elson – Assistente Social
- Eliana Maria – Editora
- Eliana Maria do Sacramento Soares – Professora do PPG em Educação UCS – RS
- Eliana Renildy Gonzalez Rodrigues – Cidadão
- Eliane Carmanim Lima – Psicóloga e Socióloga
- Eliane Schneider Medeiros – Professora aposentada
- Elias Medeiros Vieira – Doutor em Ciência Política. Analista Judiciário do TRE/RS
- Elida Rubini Liedke – Socióloga e Professora do PPG de Sociologia da UFRGS
- Elisabete de Sousa Otero – Professora da Faculdade de Educação da UFRGS aposentada
- Elisangela Borba Bueno – Assistente social
- Elizabete Rocha – Professora do Departamento de Bioquímica da UFRGS, aposentada
- Elizabeth Baldi – Diretora Pedagógica da Escola Projeto (POA).
- Elizeu Beckmann – Aposentado do Banco do Brasil
- Elmar Bones da Costa – Jornalista
- Elpidio Jaques de Borba – Enfermeiro, Servidor da Secretaria da Saúde RS, Diretor do Sintergs – Sindicato dos Técnicos Científicos RS
- Emerson Giumbelli – Antropólogo e Professor do PPG de Antropologia da UFRGS
- Eneida Brasil – Professora universitária
- Enno Dagoberto Liedke Filho – Sociólogo e Professor do PPG de Sociologia da UFRGS
- Eny Dalmaso – Professora de História no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, pós-graduada em Psicologia
- Érika Bezerra de Meneses Pinho – Doutoranda em antropologia social no PPGAS/UFRGS
- Ermerson Gumbelli – Professor do IFCH, UFRGS
- Eugênio Aragão – Professor da UnB e ex-Ministro da Justiça
- Eunice Zanatta – Médica Psiquiatra
- Eurídice Josefina Basso Tôrres – Juíza do Trabalho aposentada
- Evandra Borges Dias da Rosa – Assistente Social
- Everton Cardoso – Professor da Unisino e Jornalista
- Ewelin Canizares – Química Ambiental
- Ezequiel Hanke – Teólogo, doutorando do PPG em Teologia da Faculdades EST – São Leopoldo
- Fabiana Gross Reinehr – Assistente Social
- Fabiana Veríssimo – Advogada, Especialista em Educação
- Fábio Dias Ribeiro Elste – Advogado, especialista em Direitos Humanos e Cidadania
- Fabíola Rohden – Professora do IFCH, UFRGS
- Fabrício Rocha – Psicólogo
- Felipe Comunello – Antropólogo e Professor do Departamento Interdisciplinar do Campus Litoral Norte da UFRGS
- Felipe Immich – Advogado
- Fernanda Bittencourt Ribeiro – Antropóloga e Professora universitária
- Fernanda Corezola – Socióloga Seplan/RS
- Fernanda Lanzarini da Cunha – Assistente Social UFRGS
- Fernando Corona – Músico
- Fernando Gertum Becker – Biólogo, Doutor em Ecologia e Recursos Naturais, Prof. Associado, Departamento de Ecologia, UFRGS
- Fernando Leipnitz – Bibliotecário da UFSM, Mestrando em Patrimônio Cultura da UFSM
- Fernando Ungaretti – Advogado
- Flavio Aguiar – Escritor, Jornalista, correspondente em Berlim
- Flávio Fligenspan – – Professor de Economia UFRGS
- Flávio Ilha – Jornalista
- Flávio Ilha – Jornalista
- Flávio Saidelles – Professor do Colégio Júlio de Castilhos
- Flavya Mutran Pereira – Artista e Pesquisadora Instituto Artes UFRGS
- Francisco Marshall – Historiador, Professor da UFRGS.
- Franklin Cunha – Médico, escritor
- Gabriela Bulla – Professora do Instituto de Letras da UFRGS
- Gabriela Schneider – Advogada, Mestre em Direito Público
- Gerson Buss – Analista Ambiental do ICMBio
- Gerson Luiz de Almeida Silva – Sociólogo
- Gerson Madruga da Silva – Extensionista da Emater
- Gerson Roberto Neumann – Professor do Instituto de Letras UFRGS
- Getúlio Jorge Stefanello – Pro-Reitor Adjunto de Extensão – IFRS
- Giba Assis Brasil – Professor de Audiovisual Unisinos
- Gil Baumgarten Franco – Advogado
- Gilberto Bombardieri – Jornalista, Professor universitário
- Gilda Franco Jobim – Arquiteta e Urbanista – Metroplan
- Gilmar Gomes – Jornalista, Repórter Fotográfico
- Gilson Gruginskie – Professor de História
- Glaucia Campregher – Professora de Economia da UFRGS
- Gláucia Grohs – Professora da FACED/UFRGS
- Graça Guindani – Jornalista
- Graciela Quijano – Professora do Instituto de Letras da UFRGS aposentada
- Gregório Grise – Pós-Doutorando em Sociologa na UFRGS, Bolsita do CNPq
- Guilherme Castro – Cineasta e Professor universitário
- Guilherme G. de F. Xavier Sobrinho – Sociólogo
- Guilherme Nunes Serafina – Engenheiro de Computação
- Helen Osório – Professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas UFRGS
- Helena M. Cabeda Petrucci – Professora do CAU | FA – UFRGS
- Helgio Trindade – Professor Emérito e ex – Reitor da UFRGS
- Herbert Walter Hermann – Doutorando em Antropologia Social UFRGS
- Hermógenes Savani Filho – Professor da Faculdade de Economia da UFRGS
- Hugo Moller – Professor de Ensino Fundamental da Escola Waldorf Querencia
- Iara Nascimento – Advogada
- Ida VAnessa D. Schwartz – Professora do Departamento de Genética UFRGS
- Igor Castellano da Silva – Professor de Relações Internacionais da UFSM
- Igor Moraes Simões – Professor de História da Arte, Teoria e Crítica na UERGS, Doutorando PPGAV UFRGS
- Inês Martina Lersch – Professora da Faculdade de Arquitetura UFRGS
- Ingrid Gonçalves Caseira – Professora do IFRS
- Irene Galeazzi – Socióloga
- Irineu Garcia – Artista Plástico
- Iris Cordeiro – Médica
- Isabel Aparecida Bilhão – PGG-Educação/Unisinos
- Israel Oliveira – Trompista da OSPA
- Ivam Martins de Martins – Pedagogo
- Ivonete Pinto – Jornalista, Professora Universitária
- Jackson Raymundo – Mestre e Doutorando em Letras/UFRGS
- Jacqueline Silva – Professora do Departamento de Medicina Social UFRGS
- Jaime Rodrigues – Urbanista
- Jane Mari de Souza – Professora da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre
- Janete Nunes Soares – Psicologa
- Janete Ramalho Rodrigues – Formada em Gestão Pública e aposentada da CEEE
- Janice Dorneles de Castro – Professor de Economia UFRGS
- Jaqueline Moll – Professora da UFRGS
- Jaqueline Rain de Lima – Artesã
- Jarbas Osório – Médico, Servidor estadual
- Jeferson Arenzon – Professor Titular do Instituto de Física – UFRGS
- Jeferson Miola – Funcionário Público de Porto Alegre
- João Carlos Coimbra – Paleontólogo e Professor titular do PPG em GeociênciaS da UFRGS
- João Carlos Loebbens – Doutorando em economia/UAH – Servidor Público
- João Farias Rovati, Professor, Faculdade de Arquitetura/UFRGS
- João Luiz Becker – Professor Titular da Escola de Administração – UFRGS
- João Pedro Metz – Contador
- João Wolhfart – Professor de Filosofia
- Joaquim Alberto Vasconcellos – Analista do Banco do Estado do Rio Grande do Sul
- Joaquim Terra Pinto – Professor municipal e ex dirigente da ATEMPA
- Jocemara Neves Boeck – Assistente Social
- Joel Santana da Gama – Mestre em História/Professor
- Jorge Alberto Benitz – Consultor Técnico
- Jorge Alberto Buchabqui – Professor Associado, FAMED/UFRGS
- Jorge Augusto Silveira Verlindo – Sociólogo FEE
- Jorge Barcellos – Doutor em Educação/UFRGS, Pesquisador do Memorial da Câmara Municipal de Porto Alegre
- Jorge Branco – Sociólogo, mestrando em Ciência Política UFRGS
- Jorge Furtado – Cineasta
- Jorge Luiz Garcia de Souza – Advogado
- Jorge Santos Buchabqui – Advogado
- Jorge Tadeu Maurmann – Aposentado, Agrônomo, Arquiteto, Engenheiro Civil (UFRGS)
- José Antônio Tavares – Técnico em TI, Militante do Movimento Software Livre
- José Beltrame Neto – Médico
- José C. Baracat Jr. – Professor do Instituto de Letras da UFRGS
- José Carlos Freitas Lemos – Professor Arquitetura e Urbanismo UFRGS
- José Carlos Moreira da Silva Filho – Professor da Faculdade de Direito da PUCRS / Bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPQ
- José Clovis de Azevedo – Professor Mestrado IPA
- José Fernando Cardoso – Jornalista, Radialista, Pós Graduando em Produção e Revisão Textual UniRitter
- José Francisco Kanarzveski – Economista, ex-presidente do Conselho Regional de Economia/RS e ex- Diretor do Centro de Ciências Econômicas da UNISINOS
- José Joaquim Marchisio – Conselheiro da Sociedade de Economia RS e Diretor do Sindicato dos Economistas RS
- José Oscar Paz – Engenheiro Eletricista aposentado
- José Otávio Teixeira – Fotógrafo
- José Ricardo Costa – Professor da Faculdade de Direito da FURG
- Josué Krug – Músico e Estudante de História da Arte
- Josué Martins – Auditor Externo do TCE-RS, Presidente do CEAPE-Sindicato e membro da Coordenação do Núcleo Gaúcho da Auditoria Cidadã da Dívida Pública
- Jucemara Beltrame – Advogada
- Juliana Botelho Foernges – Advogada, mestranda em Ciência Política
- Júlio Cesar de Oliveira – Professor UFRGS
- Julio Eduardo Rohenkohl – Professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSM
- Júlio Elmar Vargas – Economista
- Julio Xandro Heck – Professor EBTT, Área Biotecnologia, Campus Porto Alegre – IFRS
- Jussara Kalil Pires – Socióloga
- Jussara Mendes – Docente do Instituto de Psicologia, Curso de Serviço Social/ UFRGS
- Jussara Rosa Cony – Farmaceutica, funcionaria aposentada da UFRGS
- Karina Lanfredi – Psicóloga
- Karina Lucena – Professora do Instituto de Letras da UFRGS
- Karyne Maurmann – Bióloga, Mestre em Ecologia (UFRGS), titular da “Ar Ambiental” – Educação Ambiental
- Katemari Rosa – Professora Doutora da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG/PB
- Laura Bannach Jardim – Professora da Faculdade de Medicina da UFRGS
- Lavinia Schuler-Faccini – Professora Titular Departamento de Genética UFRGS
- Lea Epping – Cientista Social
- Leila Dalpiaz de Mattos – Cientista Social
- Leila Rechenberg – Professora do curso de Fonoaudiologia da UFRGS
- Leila Thomassim – Assistente Social
- Léo Bastos – Estudante de Direito, ativista do movimento estudantil e militante do Levante Popular da Juventude
- Leonardo Antunes – Professor do Instituto de Letras da UFRGS
- Leonardo Gregory Brunnet – Professor do Instituto de Física UFRGS
- Leonardo Kauer Zinn – Advogado
- Leonardo Leal Loureiro de Lima – Bacharel em Artes Visuais UFRGS
- Leonardo Melgarejo – Engenheiro Agrícola, Doutor em Engenharia de Produção
- Leonardo Melgarejo – Engenheiro Agrônomo, Presidente da AGAPAN
- Letânia Menezes – Jornalista
- Liana Borges – Professora, Doutora em Educação pela UFRGS
- Liana Timm – Artista multimídia
- Liane Schneider – Professora, Dra. PPGL UFPB
- Lígia Kranen – Fonoaudióloga
- Ligia Mori Madeira – Professora do Departamento de Ciência Política UFRGS
- Lilian Beatriz Castro – Professora de História na PMPA
- Lilian Ramos – Professora do Instituto de Letras da UFRGS
- Liliana Reinbold Thedy – Assistente Social
- Lisandra Goncalves Gutierres – Assistente Social
- Loiva Beatriz Diedrich – Assistente Social
- Lorena Holzmann – Socióloga, Professora do PPG de Sociologia da UFRGS aposentada
- Lourdes Rossoni – Funcionaria do Banrisul, ex-diretora do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre
- Luci Teresinha Malickovski – Auxiliar de Enfermagem
- Lucia Camini – Professora do Instituto de Letras da UFRGS
- Lúcia Carpena – Professora do Instituto de Artes da UFRGS
- Lucia Maria Goulart Jahn – Jornalista, Técnica em Cultura
- Luciana Maria de Aragão Ballestrin – Professora do PPG de Ciência Política da UFPel
- Luciana Paiva Coronel – Professora de Letras da FURG
- Luciana Pazini Papi – Cientista Política
- Luciana Petrucci Gigante – Médica, Consultório em Porto Alegre
- Luciane Borges – Advogada
- Luciane Leipnitz – Professora do Curso de Bacharelado em Tradução da UFPB
- Luciane Sgarbi S. Grazziotin – PPGEdu UNISINOS
- Luciano Miranda – Professor da UFSM – Núcleo de Análise das Variações na Economia Política dos Direitos Fundamentais e Tecnologias de Informação e Comunicação
- Luciene Simões – Professora do Instituto de Letras da UFRGS
- Lucimar Fátima Siqueira – geógrafa
- Lucimar Rodrigues de Souza-Assistente Social
- Lucio Costa – Advogado
- Lúcio Jorge Hammes – Professor da UNIPAMPA e do PPGEdu da Unipampa
- Lucio Olímpio de Carvalho Vieira – Professor do IFRS
- Luís Augusto Fischer – Professor da UFRGS
- Luís Felipe Rhoden Freitas – Professor do IFRS
- Luiz Alberto Atz – Administrador, aposentado
- Luiz Antonio Grassi – Engenheiro
- Luiz Augusto Faria – Professor de Economia e de Relações Internacionais UFRGS
- Luiz Carlos Pinheiro Machado – Professor Catedrático da UFRGS, aposentado
- Luiz Claudio Knierim – Professor de História
- Luiz Eduardo Achutti – Fotógrafo, Antropólogo e Professor do IA da UFRGS
- Luiz Fernando Silva Bilibio – Professor da Faculdade de Educação da UFRGS
- Luiz Lopes Burmeister – Advogado
- Luiz Octavio Vieira – Médico, Advogado, ex-presidente da FIERGS e do Banco Meridional, ex-Secretário de Assuntos Internacionais do RS
- Luiz Roberto P. Targa – Cozinheiro
- Luiza Cheuiche Fendt – Arquiteta e Urbanista
- Luiza Milano – Professor do Instituto de Letras da UFRGS
- M a r c e l o K o c h – Arquiteto
- Magda Barros Biavaschi – Desembargadora aposentada do TRT 4, pesquisadora no CESIT/UNICAMP
- Magda França – Assistente Social
- Magda Heloisa Santos Freitas – Engenheira Civil, aposentada da CORSAN
- Mailiz Garibotti Lusa – Professora do Departamento de Serviço Social UFRGS
- Maira Baumgarten Correa – Professora de Sociologia da UFRGS
- Mara Feltes – Executiva Nacional DIEESE e CUT, Direção Semapi
- Marcelo Armani – Artista
- Marcelo Bornia – Advogado
- Marcelo de Oliveira – Tecnólogo em telecomunicações, Especialização em Eficiência Energética e em Sociologia
- Marcelo Gobatto – Artista visual e docente do Instituto de Letras e Artes FURG
- Marcelo Kunrath Silva – Professor do PPG de Sociologia da UFRGS
- Marcelo Milan – Professor de Economia e Relação Internacionais UFRGS
- Marcelo Soares – Sociólogo
- Marcia Barbosa – Professora do Instituto de Física da UFRGS.
- Márcia Helena Jung Martins – Pedagoga
- Marcia Jacoby – Assistente Social
- Marcia Nectoux – Assistente Social
- Marco Antônio Fronquete – Técnico da UFRGS
- Marco Cepik – Professor Associado UFRGS, Pesquisador do CEGOV
- Marco Weissheimer – Jornalista
- Marcos de Souza Fialho – Analista Ambiental do ICMBio
- Marcos Diligenti – Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo PUCRS
- Marcos Fagundes Salomão – Juiz do Trabalho TRT 4ª Região
- Marcos Goldnadel – Professor do Instituto de Letras UFRGS
- Marcos Idiart – Professor do Instituto de Física – UFRGS
- Marcos Todt – Mestre em Ciências Sociais e Vice-Presidente da APCEF/RS
- Margarete Costa Moraes – Professora aposentada, ex Secretária de Cultura de Porto Alegre
- Margarete de Fátima Vieira – Educadora Social
- Mari Helem Rech Rodrigues – Médica Gastroenterologista
- Maria Amélia Bulhões – Professora do PPG Artes Visuais Instituto de Artes UFRGS
- Maria Augusta de Mattos – Analista Judiciária aposentada TRT4
- Maria Bernadete D’Avila de Bem – Professora da rede pública estadual (RS) e municipal de Porto Alegre
- Maria Carmen Silveira Barbosa – Professora da FACED UFRGS
- Maria Cristina Leandro Ferreira – Professora do Instituto de Letras da UFRGS.
- Maria da Glória de Paula – Assistente Social
- Maria da Graça Pinto Bulhões – Socióloga, Professora da UFRGS aposentada
- Maria Dalila Bohrer – Arquiteta e Urbanista
- Maria de Fátima Baierle – Socióloga e Professora aposentada
- Maria de Lourdes Duque-Estrada Scarparo – Psicóloga
- Maria do Carmo Gonçalves Curtis – Professora da Faculdade de Arquitetura UFRGS
- Maria Elisabete Fiori – Cidadã porto-alegrense
- Maria Éster Marques Cesar – Advogada
- Maria Fernanda Landim – Assistente Social
- Maria Helena Bernardes – Artista Visual, Professora de História e Teoria da Arte
- Maria Helena Oliveira – Diretora do SEMAPI/RS
- Maria Hermínia Ribeiro- Funcionária Pública Municipal, Nutricionista/SMED
- Maria Isabel da Jornada – Socióloga
- Maria Ivone dos Santos – Artista e Professora do Instituto de Artes da UFRGS
- Maria Izabel Noll – Cientista Política, Professora do Departamento de Ciência Política UFRGS
- Maria José Lanziotti Barreras – Professora de História da PUCRS aposentada
- Maria Josefina Becker – Assistente social
- Maria Júlia Padilha Macagnan – Professora Universitária
- Maria Lúcia Moritz – Cientista política, Professora da UFRGS
- Maria Luísa Xavier – Professora da Faculdade de Educação da UFRGS
- Maria Luiza Coletto Imbert – Psicóloga
- Maria Luiza de Carvalho Armando – Doutora em Sociologia da Literatura, Professora do Instituto de Letras da UFRGS aposentada
- Maria Luiza de Carvalho Armando – Professora universitária federal da UFRGS
- Maria Luiza Saraiva Pereira – Professora do Instituto de Ciências Básicas da Saúde UFRGS
- Maria Regina Jacob Pilla – Tradutora e escritora
- Maria Rosa Fontebasso – Professora Doutora em Educação
- Maria Sallet Leitão Domingues – Odontóloga
- Maria Tereza Boaz – Médica
- Maria Tereza Flores Pereira – Professora da Escola de Administração da UFRGS
- Maria Valesca Santos de Assis Brasil – Professora Especialista em Ciências da Educação, Escritora
- Mariana Elisa Becker Marques – Assistente Social
- Marília Saldanha da Silva – Psicoterapeuta Corporal, Doutoranda Psicologia Social Institucional UFRGS
- Marília Veronese – Professora do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Unisinos
- Marilu Goulart – Psicóloga
- Marinês Z. Grando – Economista da FEE aposentada
- Mário Corbonell Neto – Servidor Público da Justiça do Trabalho
- Mário Francisco Giani Monteiro – Médico de saúde pública e Professor aposentado do Instituto de Medicina Social da UERJ
- Mário Madureira – Advogado
- Mário Monti de Vasconcellos Silva – Administrador de Empresas e Especialista em Estudos Estratégicos e Relações Internacionais Contemporâneas
- Mário Ruy Zacouteguy – Professor da PUCRS e UNISINOS aposentado
- Mário Teza – Ativista software livre, Presidente da Procempa
- Marisa S. Grassi – Advogada
- Maristela Penteado – Assistente Social
- Marta Borba – Assistente Social, Diretora técnica da Fundação de Assistência Social e Cidadania
- Marta Marques – Pedagoga, Doutoranda em Educação pela UNISINOS
- Mateus Freitas Cunda – Psicólogo
- Maurício Assumpção Moya – Professor de Ciência Política da UFRGS
- Mauro Moura – Músico
- Mercedes Maria Logercio Cánepa – Professor de Ciência Política da UFRGS, aposentada
- Miguel da Costa Franco – Escritor e roteirista
- Milena Dugacsek – Professora, Musicista, Mestre em Antropologia
- Milene Lattuada – Assistente Social
- Milton Ribeiro – Jornalista
- Miriani G. Pastoriza – Professora do Departamento de Astronomia – Instituto de Física – UFRGS
- Mirna Spritzer – Atriz e Professora do PPGAC/UFRGS
- Moisés Mendes – Jornalista
- Mónica Concha Amin – Professora de Gestão em Saúde da UFCSPA
- Naia Oliveira – Socióloga, Pesquisadora da FEE, Conselheira da Fundação Gaia
- Naiara Vieira – Assistente Social
- Nair D´Agostini – Professora e Pesquisadora Teatral UFSM aposentada
- Nair Iracema Silveira – Doutora em Educação/UFRGS
- Naira Lima Lapis – Socióloga, Professora de Sociologia da UFRGS – Aposentada
- Natália Labella – Professora do Instituto de Letras UFRGS
- Natasha Maurmann – Farmacêutica, Doutora em Neurociências, UFRGS e UCL Londres
- Nei Lisboa – Compositor
- Nei Vargas da Rosa – Doutorando Artes Visuais UFRGS
- Nelson Rego – Escritor e geógrafo, Professor no Departamento e no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRGS
- Nelton Luis Dresch – Professor adjunto 4, DEC FACED UFRGS
- Néstor Monasterio – Diretor e Produtor Teatral
- Neusa Maria dos Santos – Advogada
- Neuza Guareschi – Professora UFRGS
- Nicole Duprat – Assistente Administrativo
- Nilo Ricardo da Silva Prunes – Publicitário
- Nina Camarano – Assessora Jurídica
- Nize Costa Nunes – Cidadã
- Norma Lucia Souza – Servidora pública federal IBGE
- Octavio Conceição – Professor de Economia UFRGS
- Odete Bresolin – Professora Aposentada
- Odinei Bueno Gonçalves – Professor e Advogado
- Olga Garcia Falceto – Docente convidada da Faculdade de Medicina da URGS
- Olga Nancy P. Cortés – Psicóloga, Doutoranda em Filosofia PPG Filosofia/PUCRS
- Ondina Fachel Leal – Professora do Departamento de Antropologia UFRGS aposentada
- Orlando Venâncio dos S. Filho – Advogado
- Oscar Martins Neto – Assistente Social
- Oscar Plentz – Advogado
- Osvaldo Casares Pinto – Reitor do IFRS
- Otávio Nunes – Psicanalista
- Patrícia Mello – Advogada, Musicista e Membro Titular do Colegiado Setorial de Música do Conselho Nacional de Política Cultural/MinC
- Patrícia Reuillard – Professora do Instituto de Letras da UFRGS
- Paula Sandrine Machado – Professora do Instituto de Psicologia da UFRGS
- Paulo A Cabral – Doutor em Informática na Educação, Jornalista / Diretor de Vídeo
- Paulo Canavezi – Músico e Servidor Público
- Paulo Coimbra Guedes – Professor do Instituto de Letras da UFRGS
- Paulo de Tarso Carneiro – Militante Direitos Humanos Comitê Carlos de Ré
- Paulo Machado Mors – Professor do Instituto de Física da UFRGS
- Paulo Peres – Professor do Departamento de Ciência Política da UFRGS
- Paulo Renato Silveira Bica – Arquiteto e Urbanista, Professor Universitário
- Paulo Roberto Tiecher de Jesus – Funcionário do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
- Paulo Roberto Wunsch – professor de Sociologia- IFRS
- Paulo Timm – Economista IPEA aposentado
- Pedrinho Figueiredo – Músico
- Pedro Cezar Dutra Fonseca – Economista, Professor da Faculdade de Economia UFRGS
- Pedro Luiz da Silveira Osório – Jornalista e Professor universitário
- Rafael Alves da Cunha – Economista, Dirigente da SOCECON/RS e SINDECON/RS
- Rafael Machado Madeira – PPG Ciências Sociais da PUC/RS
- Rafael Pavan dos Passos – Arquiteto e Urbanista
- Raquel Abrantes Pego – Socióloga, Professora visitante UnB
- Raquel Fabiana Lopes Sparemberger – Professora Adjunta da FURG, PPG do Programa de Mestrado em Direito da FUR, Pós-doutora em Direito
- Raquel Paese – Advogada
- Raul Ellwanger – Músico e ativista de DDHH
- Regina Abrahão – Diretora Colegiada Semapi
- Reginete Souza Bispo – Cientista Social, Coordenadora da Akanni – Instituto de Pesquisa e Assessoria em Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnias
- Rejane Cecília Barbosa de Almeida – Mestre em Filosofia, Professor Estadual
- Rejane Pizzato – Assistente Social
- Renata Bocorny de Azevedo – Analista Ambiental do ICMBio
- Renata de Matos Batillana Matias – Professora
- Renato Borges de Medeiros – Engenheiro Agrônomo
- Ricardo César Gadelha de Oliveira Júnior – Analista Pesquisador na Fundação de Economia e Estatística, Doutorando em Antropologia Social – PPGAS – UFRGS
- Ricardo Dathein – Professor do PPG em Economia da UFRGS
- Ricardo Fragoso – Músico
- Ricardo Fritsch – Analista de sistemas – Associação Software Livre.Org
- Ricardo Rondinel – Departamento de Economia e Relacoes Internacionais da UFSM
- Ricardo Timm de Souza – Professor PPG Filosofia PUCRS
- Rita Buttes – Terapeuta Ocupacional, Funcionária Pública da Saúde Municipal de Porto Alegre, Membro do Cebrapaz RS e da ACJM/RS
- Rita Zanon – Advogada
- Róber Iturriet Avila – Professor de Economia e Pesquisador Unisinos e FEE
- Roberto Carlos de Assis – Presidente da Associação dos Pesquisadores em Tradução ABRAPT
- Roberto Costa Fachin – Professor Titular Aposentado Escola de Administração – UFRGS
- Roberto Jorge de Freitas Filhos – Tecnologista sênior, Engenheiro IBGE
- Roberto M. Bossle – ex Presidente do Sindicato dos Administradores do RS e da Federação Nacional dos Administradores
- Roberto Pereira da Rocha – Economista FEE
- Roberto Pesavento – Economista, Faculdade de Economia da UFRGS
- Roberto Vlimar Satur – Professor UFPB
- Robeto Iglesias – Professor Instituto de Física – aposentado – UFRGS
- Rochele Fellini Fachinetto – Professora Sociologia UFRGS
- Rodrigo de Assis Brasil Valentini – Historiador e Educador Popular
- Rodrigo dMart – Jornalista, músico, escritor e produtor cultural
- Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo – Sociólogo e Coordenador do PPG em Ciências Sociais da PUCRS
- Rodrigo Morem da Costa – Doutor em Economia, Pesquisador da FEE
- Rogéria Costa Pereira Doutora em Linguística – Professora da Universidade Federal do Ceará
- Rogério Guimarães Oliveira – Advogado
- Rolf Jesse Fürstenau – Cientista Social
- Rommulo Vieira Conceição – Professor do Instituto de Geociências UFRGS
- Rômulo Plentz Giralt – Professor do Departamento de Arquitetura da UFRGS
- Ronaldo Herrlein Jr. – Professor de Economia UFRGS
- Rosa Chieza – Professora de Economia UFRGS
- Rosa Maria de Oliveira Graça – Professora do Instituto de Letras da UFRGS
- Rosa Maria Spolavori Martins – Assistente Social
- Rosa Maris Rosado – Professora e Doutora em Geografia pela UFRGS
- Rosana Almendares – Artista Visual e Designer – Sócia na empresa Design de Atelier
- Rosana Pinheiro Machado – Antropóloga, Professora visitante Universidade de São Paulo USP
- Rosana Soares – Professora de Ciência Política da UFSM
- Rosane Borges Leite – Jornalista
- Rosângela Cabral – Empresária
- Rosângela Carvalho – Socióloga, Professora na Rede Estadual
- Rose Mossmann Sortica – Servidora Pública Estadual RS
- Rosely Cassou Barbosa – Assistente Social
- Rosilma Diniz Araujo – Professora Ms.do Departamento de Letras Estrangeiras ModernasUFPB
- Rosinha da Silva Machado Carrion – Professora da Escola de Administração UFRGS
- Rozane Dalsasso – Professora e ativista cultural
- Rualdo Menegat – Geólogo, Professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geociências da UFRGS
- Russel Teresinha Dutra da Rosa – Professora Faculdade Educação UFRGS
- Sady Jacques – Servidor Público da PROCERGS e Coordenador geral da Associação Software Livre.Org
- Salete Moraes – Socióloga, Doutora em Educação e Professora universitária
- Salma Cafruni – Arquiteta
- Salvatore Santagada – Sociólogo da FEE, aposentado
- Samanta Franskoviak – Assistente Social
- Sandra Bitencourt – Jornalista, Doutora em Comunicação pela UFRGS
- Sandra D. Torossian – Professora do Instituto Psicologia UFRGS
- Sandra de Deus – Professora UFRGS
- Sandra Fagundes – Psicóloga, ex-Secretária Estadual de Saúde do RS
- Sandra Loguercio – Professora da Letras/UFRGS
- Sandra Mara Pereira Nunes – Assistente Social
- Sandro Rocha Peres – Engenheiro Eletricista aposentado CEEE
- Santiago Neltair Abreu – Cartunista
- Sara Oliveira Cardoso – Pedagoga
- Sebastián Gonçalves – Professor do Instituto de Física – UFRGS
- Selma Schiedeck – Professora estadual aposentada
- Sérgio Alexandre Ramos González – Vice-Presidente da Sociedade de Economia do RS e Diretor do Sindicato dos Economistas do RS
- Sérgio Endler – Jornalista, Radialista e Professor universitário
- Sérgio Kapron – Economista, doutorando em Economia do Desenvolvimento UFRGS
- Sérgio Macedo – Advogado
- Sérgio Menuzzi – Professor do Instituto de Letras UFRGS
- Sérgio Prieb – Professor de Economia da UFSM
- Silvana Bojanoski – Professora da UFPel
- Silvana Krause – Cientista política, Professora do PPG de Ciência política UFRGS
- Simone Araújo Machado – Assistente Social
- Simone Belloli Rillo – Assistente Social
- Simone Bittencourt Andara – Fonoaudióloga na Saúde Pública
- Simone Mainieri Paulon – Laboratório Interdisciplinar de Políticas Públicas – PPG Psicologia Social e Institucional – PPG de Saúde Coletiva UFRGS
- Simone Ritta – Assistente Social
- Simone Valdete dos Santos – Professora da Faculdade de Educação
- Sirlene Maria Gonçalves de Souza – Assistente Social
- Sonia Mara M. Ogiba – Psicanalista e Professora da UFRGS
- Soraya Cortes – Socióloga e Professora do PPG de Sociologia da UFRGS
- Soraya Maria Dias Nicolaidis – Assistente Social
- Suelen Aires Gonçalves – Mestranda Programa de Pós – Graduação em Ciências Sociais PUCRS, Membra da Direção Nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM)
- Suely Dadalti Fragoso – Professora da Faculdade de Arquitetura da UFRGS
- Susana Gastal – Jornalista, Professora do PPG Turismo da Universidade de Caxias do Sul
- Susana Londero – Professora Especialista em Tecnologia da Informação e Comunicação Voltadas à Educação
- Suzana Albornoz – Professora aposentada da FURG
- Suzana Leão – Artesã
623. Tagore Vieira Rodrigues – Professor de História do Estado aposentado e Historiador aposentado da SMC/Prefeitura Municipal de POA
- Tamara Hauck – Jornalista
- Tânia Ehlers Brandão – Pedagoga
- Tania Liparini Campos – Doutora em Linguística aplicada, Profa. Adjunta da UFPB
- Tânia Santos Coelho de Souza – Socióloga e Servidora Pública
- Tarson Núñez – Doutor em Ciência Política, Pesquisador da FEE
- Tatiana Brocardo de Castro – Professora de Pedagogia do Centro Universitário Leonardo da Vinci e Servidora Pública do Município de Triunfo
- Tatiana Xavier – Historiadora, Militante e Ativista dos Direitos Humanos
631. Tatiane Konrad – Advogada
- Tatiane Reis Vianna – Psicóloga, Psicanalista, trabalhadora do SES, APPOA e Instituto APPOA
633. Teresa Cristina Schneider Marques – Cientista Política, Professora do PPG em Ciências Sociais PUCRS634. Thiago Ingrassia Pereira – Sociólogo, Professor da Universidade Federal da Fronteira Sul
- Tiago dos Santos Rodrigues – mestrando em filosofia da PUCRS
- Tiago Holzmann da Silva – Arquiteto e Urbanista
- Tiago Martinelli – Professor do Departamento de Serviço Social da UFRGS
- Tisiane Mordini de Siqueira – Advogada
- Ubiratã Kickhöfel Alves – Professor Adjunto da UFRGS
- Ubiratan de Souza – Economista UNEB
- Uriel Battisti – Arquivista
- Valdir Flores – Professor do Instituto de Letras da UFRGS
643. Valéria Raquel Bertotti – Professora do Curso de Arquivologia FABICO/UFRGS
- Vanessa Castro Alves – Assistente Social
- Vanessa Pereira Schimitz – Assistente Social
- Vânia Naomi Hirakata – Estatística
- Vera Haas – Professora e Pesquisadora do IFSUL – Instituto Federal Sul-rio-grandense
- Vera Ione Molina – Escritora
- Vera Lúcia Inácio de Souza – Psicóloga da UFRGS, Conselheira do COEPEDE
- Vera Lucia Maciel Barroso – Historiadora Centro Histórico Cultural Santa Casa
- Vera Regina Reis Pinto – Jornalista
- Vera Spolidoro – Jornalista
- Vera Teixeira de Aguiar – Professora Titular aposentada da FALE/PUCRS
- Vera Troller Guilhermano – Psicóloga
- Veridiana Farias Machado – Educadora Social
- Victor Hugo Santana – Economista, Professor universitário
- Victoria Irisarri – Doutora em Antropologia Social (UFRGS)
- Vinicius de Lara Ribas – Doutorando em Ciência Política (UFRGS)
- Vinícius Galeazzi – Engenheiro Civil
- Vitor Ortiz – Gestor Cultural
- Viviane Falkembach – Produtora Cultural
- Viviane Silva Ramos – Pro-Reitora de Extensão – IFRS
- Volmir Duarte – Economista – BRDE
- Volnei Borba Gomes – Consultor Nacional Sebrae, SGC e Contador
- Volnei Picolotto – Doutor em Economia/UFRGS e servidor da SEFAZ/RS
- Walter Morales Aragão – Professor efetivo de Filosofia e Ética da Univates
- Zélia Leal Adghirni – Jornalista e Professora da Universidade de Brasília
- Zorávia Bettiol – Artista Plástica, Designer e Arte Educadora
Municipários vão ao prefeito cobrar salário de dezembro e 13º em dia
Em frente à Assembleia, servidores públicos estaduais e brigadianos em pé de guerra. Três quarteirões ladeira abaixo, mais um virando à direita, os municipários se concentram no Paço Municipal, na tarde desta quarta-feira, a partir das 14 horas.
Vão solicitar nova audiência com o prefeito para cobrar uma posição em relação ao pagamento do restante do 13º salário até o dia 23/12, como anunciado, e também perguntar sobre o pagamento integral do salário de dezembro, com a parcela da reposição da inflação (4,2%), conforme a data-base 2016.
Se for confirmada a votação, nesta quarta-feira, dos projetos de lei que alteram a estrutura administrativa da Prefeitura, propostos pelo futuro prefeito, haverá deslocamento da categoria para o plenário da Câmara.
Caso seja colocada em pauta na sessão do dia 22, uma nova mobilização já foi aprovada pelo CORES SIMPA, para esta data. Está mantido o estado de greve.
Câmara aprova renegociação da dívida dos Estados sem exigir contrapartidas
A Câmara dos Deputados aprovou há o pouco o projeto de lei que trata da renegociação das dívidas dos Estados com a União. A renegociação prevê o alongamento da dívida por 20 anos e a suspensão do pagamento das parcelas até o fim deste ano, com retomada gradual a partir de 2017. Votaram favoravelmente 296 deputados e 12 contrários. O texto segue, agora, para sanção presidencial.
Depois de várias rodadas de negociações entre líderes partidários e governadores de Estados endividados, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, os deputados concordaram em aprovar a propostas rejeitando parte das mudanças feitas no Senado. As mudanças aprovadas pela Câmara contrariam o entendimento da área econômica do governo, que considera essencial medidas de corte de gastos e ajuste fiscal pelos Estados.
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na sessão plenária / Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil Em acordo firmado na manhã de hoje (20), ficou decidido que o relator da proposta, deputado Esperidião Amin (PP-SC), retiraria do texto a maioria dos dispositivos incluídos que previam contrapartidas para os Estados que assinassem a renegociação das dívidas. Entre as medidas que foram retiradas do projeto estavam o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, suspensão de aumentos salariais e de realização de concursos públicos, privatização de empresas e a redução de incentivos tributários.
Em Porto Alegre, onde a Assembleia vota o pacote do governo Sartori, durante a discussão do projeto que extingue fundações públicas, a deputada petista Stella Farias trouxe a notícia ao plenário: “A renegociação foi aprovada sem impor contrapartidas, o governo Sartori vai economizar R$ 300 milhões no primeiro mês, esse valor cobre mais de três anos de custo de todas as fundações”.
A aprovação da renegociação das dívidas ocorreu apesar da obstrução de partidos de oposição, como Rede e PSOL, contrários a impor uma moratória aos Estados com problemas financeiros.
Pelo entendimento dos líderes da base aliada e do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), as contrapartidas e condicionantes às leis estaduais deverão ser analisadas e votadas pelas assembleias legislativas.
Segundo o texto aprovado, o novo prazo para pagamento da dívida dos Estados com a União será de até 360 meses, contado a partir da data de celebração do contrato original. Com a renegociação, que também reduz o valor da parcela mensal a ser pagas pelos Estados à União, os governadores se comprometem a desistir de eventuais ações judiciais que tenham por objeto a dívida.
(Com Agência Brasil e TV ALRS)Protestos aprofundam divergências entre BM e Polícia Civil
A Praça da Matriz, em frente à Assembleia Legislativa foi palco nessa terça feira de novas ações de violência entre manifestantes e o forte policiamento que está no local desde segunda-feira.
Houve dois momentos de tensão, com o quadro habitual. .
O primeiro embate ocorreu às 13h30, foi breve e teve a participação dos policiais civis que protestam contra o governo Sartori. Eles derrubaram as grades laterais da parte de cima da rua em frente à assembleia e saíram caminhando próximo ao prédio.
Quando se aproximavam da entrada frontal, a Brigada Militar lançou as bombas, provocando correria entre os manifestantes.
No segundo, os manifestante se concentravam junto ao carro de som dos sindicatos, quando houve novo lançamento de bombas e nova correria desordenada pela praça.
Diferenças históricas
O resultado previsível desses embates é o aprofundamento de divergências e diferenças históricas que existem entre a polícia civil e a Brigada Militar.
É antiga uma certa animosidade entre as duas corporações policiais. Agora, o cenário piorou. Enquanto os policiais civis estavam na praça participando dos protestos, a Brigada estava no local no papel de repressora.
Do ponto de vista dos policiais civis “será difícil esquecer os atuais episódios”. Afinal, alegam, eles estavam lá defendo direitos comuns também aos brigadianos.
Papel de destaque
Os policiais civis tem se destacado como o grupo mais contundente nos protestos contra o Pacote do Governo Sartori. Reuniu mais servidores no local semana passada e deu demonstração de unidade agora em sua mobilização.
Já a Brigada Militar, embora cumprindo seu papel constitucional, termina como a vilã da história para o funcionalismo estadual e parte da opinião pública gaúcha.
O presidente do sindicato dos policiais civis, a Ugeirm, Isaac Ortiz, resume bem a situação: “O governo Sartori colocou a Brigada de um lado e o funcionalismo público de outro. Todos perdem com isso”.


