Autor: da Redação

  • Justiça determina pagamento do 13º até o dia 20

    A 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre acatou, nessa quarta-feira (14), o pedido de tutela de urgência, na ação encaminhada pelo sindicato dos servidores municipais (Simpa) para garantir o direito ao 13º salário e remuneração de dezembro dentro dos prazos legais.
    O Simpa recorreu à Justiça, à Câmara de Vereadores e e ao Tribunal de Contas, depois da ameaça de atraso no pagamento anunciada pelo prefeito José Fortunati no início do mês. Ontem (13), com apoio das lideranças na Câmara e aval do TCE, ele voltou atrás e confirmou a retomada do desconto para pagamento antecipado do IPTU 2017 em dezembro, que havia sido contestada pelo prefeito eleito, Nelson Marchezan Junior. Há 28 anos o município dá desconto para quem adianta o pagamento do IPTU.
    No despacho, a juíza Vera Regina Cornelius da Rocha Moraes destacou: “diante dos fatos alegados e a documentação acostada, presentes os pressupostos de probabilidade de direito e perigo de dano, frente o caráter alimentar da verba. (…) defiro o pedido de tutela de urgência, determinando que os réus, Município de Porto Alegre, Previmpa, DMLU, DEMHAB e FASC, realizem o pagamento do valor integral do 13º salário/gratificação natalina aos servidores públicos municipais ativos e inativos até o dia 20 de dezembro de 2016, bem como a remuneração e os proventos do mês de dezembro até o último dia útil do corrente ano. O pedido de bloqueio de valores será examinado posteriormente, caso noticiado o descumprimento da presente ordem”. 
    Em assembleia geral realizada na tarde dessa terça-feira (13), a categoria decidiu entrar em estado de greve e permanecer mobilizada até que o pagamento do 13º salário seja efetivado, no dia 20. Se não pagar, entram em greve no dia seguinte.

    Depois da assembleia, caminharam até o Paço Municipal / Foto Simpa
    Depois da assembleia, caminharam até o Paço Municipal / Simpa

    Os municipários também votaram pela coleta de assinaturas para uma ação popular que pede auditoria nas contas da Prefeitura.
    Cerca de 2.600 municipários que estavam na assembleia saíram em caminhada até o Paço Municipal, onde a direção do Sindicato foi recebida pelo vice-prefeito e informou a posição deliberada.
    Durante o trajeto também houve manifestação de apoio aos servidores do estado, que estão com recebendo seus salários em parcelas, e repúdio à aprovação, no Senado, do texto da PEC 55 (PEC da Morte), que congela os investimentos públicos por 20 anos.

  • Violência em protestos aumenta tensão às vesperas da votação do pacote

    Bombas de gás, balas de borracha, cavalaria, batalhão de choque. Mais uma vez o centro de Porto Alegre viveu um clima de guerra nesta terça-feira 13.
    A tensão começou a se formar na Praça da Matriz,  ocupada por funcionários públicos desde que o governador Sartori anunciou seu pacote para cortar fundações e autarquias e privatizar estatais.
    Desde o início da tarde,  milhares de servidores se concentraram na praça, diante da Assembleia Legislativa e do Palácio Piratini.
    Um caminhão de som começou a transmitir discursos agressivos contra o pacote estadual e contra limitação de gastos federais, que no mesmo momento estava sendo aprovada em Brasilia.
    Foguetes, buzinas, gritos, bandeiras, palavras de ordem. Um contingente da tropa de choque se mantinha a poucos metros da manifestação. As grades colocadas diante do palácio foram derrubadas. Um boneco foi queimado na entrada do prédio.
    Mas o ato encerrou-se por volta das 17  horas, sem incidentes. Uma parte dos manifestantes deslocou-se para a Esquina Democrática onde começava um protesto contra a PEC 55 aprovada no Senado.
    Cerca de três mil pessoas se concentravam na avenida Borges de Medeiros, quando a manifestação começou a deslocar-se, à frente os estudantes que participam de ocupações em escolas com tambores e muitas faixas e cartazes.
    Alguns mascarados, com escudos feitos de pedaços de madeira se movimentam à frente da caminhada, que segue pela avenida Julio de Castilhos até o Camelódromo. Gritam em coro: “Trabalhador, presta atenção, são 20 anos sem saúde e educação”. Avançando pela Dr. Flores, entram na   Salgado Filho e alcançam novamente a avenida Borges de Medeiros. Uma tentativa de entrar na Riachuelo na direção da Praça da Matriz foi barrada pelo Batalhão de Choque, com bombas de gás e balas de borracha. Os manifestantes recuam e na correria mascarados lançam pedras contra as vidraças de agências bancárias.
    Reduzidos à metade, os manifestantes seguem pela Borges em direção à cidade baixa. No caminho, grupos que vem atrás, a maioria com o rosto coberto derrubam e queimam containers de lixo. A fumaça escura cobre a avenida. Um pelotão de cavalaria surge na esquina, um helicópero da BM sobrevoa a área, carros do grupo tático se posicionam. Quando a passeada alcança a avenida Loureiro da Silva ela já estava bloqueada pela EPTC. Uma fogueira com caixas de madeira, no meio da avenida, deflagrou a reação. A tropa atacou e dispersou a manifestação. Grupos seguiram pela José do Patrocínio. Viraram a queimaram vários contêiners de lixo e duas agências bancárias foram atacadas com pedras.
    Também houve depredações e confronto com a polícia na Avenida Paulista, em São Paulo, onde uma pessoa foi presa.
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    Fotos Thais Ratier
    Fotos Thais Ratier

  • Número de prisões em Brasilia pode chegar a 100

    Ainda não se tem número oficial das pessoas, maioria estudantes presos em Brasilia nos protestos contra a PEC 55, aprovada pelo Senado nesta terça-feira,13.
    Foram levados para o Departamento de Polícia Especializada (DPE) e estão sendo enquadrados na Lei de Segurança Nacional. Apenas advogados estão podendo entrar na DPE.
    Segundo o 247, são perto de 100 pessoas. Segundo o G1,  “são pelo menos 75”.
    A policia militar do Distrito Federal distribuiu foto de um policial ferido, sangrando, para  provar que a violência partiu dos manifestantes.
    De acordo com a polícia, os manifestantes presos incendiaram um ônibus, pichações de prédios públicos, promoveram depredações a prédios dos bancos do Brasil e de Brasília e ataques a uma concessionária no início da Asa Norte.
    O protesto começou pouco depois  da aprovação do projeto. A PM estimou em 2 mil estudantes e ativistas políticos. O efetivo de segurança somava 3,5 mil policias militares e civis, bombeiros e agentes de trânsito.
    A polícia acusa os manifestantes começarem a jogar paus e pedras contra as tropas, que reagiram com gás lacrimogêneo. Segundo a polícia, oito policiais ficaram feridos.
    Os protestos contra a decisão do Senado ocorreram em 15 estados.
    A Frente Brasil Popular distribuiu a seguinte nota:
    A FRENTE BRASIL POPULAR DF condena a operação de guerra dos governos de Michel Temer e Rodrigo Rollemberg, por meio da Polícia Militar do Distrito Federal, da Polícia Legislativa, do Gabinete de Segurança Institucional e do Ministério da Justiça, contra a manifestação de repúdio à retirada de direitos.
    Cerca de 3 mil manifestantes foram reprimidos pelo aparato militar,  que colocou 2 mil soldados,  com tropa de choque,  cavalaria e armamento pesado, contra movimentos populares da cidade e do campo, sindicalistas e estudantes.
    A repressão colocou uma barreira na altura da Catedral para constranger os manifestantes e impedir que chegassem mais próximos do Congresso. E se  aproveitou de uma confusão isolada para atacar, reprimir e dispersar o ato.
    Diante da violência do aparato militar, a maioria dos manifestantes recuou, enquanto uma minoria resistiu. A polícia avançou,  jogando bombas, balas de borrachas e ocupando espaços com cavalaria, carros e batalhões.  Na confusão, jovens black blocs cometeram excessos, o que cria um círculo vicioso de violência. Estamos levantando o número de manifestantes presos e acompanhando por meio da rede de advogados populares.  
    Um governo ilegítimo e constituído por meio de um golpe não tem como conviver com manifestações democráticas. O direito de manifestação está em suspensão em Brasília.  
    O plano do governo Temer é fechar a Esplanada e impedir protestos para impor o programa neoliberal, independente do clamor das ruas. O governador Rollemberg é conivente com as aspirações autoritárias do governo golpista e atua na linha de frente da repressão.
    Precisamos resistir ao avanço do Estado de Exceção. Vamos intensificar a resistência ao programa de retirada de direitos,  destruição do Estado social,  privatizações e desnacionalização dos nossos recursos naturais.

  • Farmácia do Posto Modelo fechada para reforma até o Natal

    A Farmácia Distrital do Centro de Saúde Modelo (rua Jerônimo de Ornelas, 55, bairro Santana) estará fechada ao público desta quinta-feira, 15, até o dia 26, para troca do piso e conclusão de reforma para ampliar o número de guichês e o espaço da sala de espera, que receberá climatização, além da reforma da rede elétrica e de pontos lógicos para a instalação de novos computadores.
    Nesse período, a equipe será deslocada para auxiliar no atendimento da Farmácia Distrital do Centro de Saúde Santa Marta, na rua Capitão Montanha, 27, centro da Capital.

    Confira os endereços das demais farmácias distritais de Porto Alegre:

    1) Farmácia Distrital de Saúde Sarandi
    Avenida Baltazar de Oliveira Garcia, 744 – Bairro São Sebastião
    Telefone: (51) 3368-6662
    2) Farmácia Distrital de Saúde Camaquã
    Rua Doutor João Pitta Pinheiro Filho, 176 – Bairro Camaquã
    Telefone: (51) 3289-5611
    3) Farmácia Distrital de Saúde Restinga
    Rua Álvaro Difini, 520 – Bairro Restinga
    Telefone: (51) 3289-5503
    4) Farmácia Distrital de Saúde Vila dos Comerciários
    Rua Professor Manoel Lobato, 151 – Bairro Santa Tereza
    Telefone: (51) 3289-4123
    5) Farmácia Distrital de Saúde Bom Jesus
    Rua Bom Jesus, 410, Bairro Bom Jesus
    Telefone: 3289-5446
    6) Farmácia Distrital de Saúde IAPI
    Rua Três de Abril, 90, Bairro Passo d’Areia
    Telefone: (51) 3289-3427
    7) Farmácia Distrital de Saúde Navegantes
    Avenida Presidente Roosevelt, 5, Bairro São Geraldo
    Telefone: (51) 3289-5518
    8) Farmácia Distrital de Saúde Murialdo
    Avenida Bento Gonçalves, 3722
    Telefone: (51) 3354-5096
    9) Farmácia Distrital de Saúde Santa Marta
    Rua Capitão Montanha, 27 – Centro
    Telefone: (51) 3224-1527
    Outras informações podem ser obtidas na Ouvidoria da Saúde, pelo Fala Porto Alegre – Fone 156, ou clicando aqui.
     

  • Ato em frente ao Palácio: Polícia dá o recado mais duro a Sartori

    HIGINO BARROS
    A polícia civil estadual deu um recado duro ao governo Sartori nessa tarde de terça-feira, quando funcionários públicos tomaram toda a praça na frente do Palácio Piratini para protestar: não adianta montar um esquema rigoroso de segurança, o pacote será desafiado.
    Ao crescer o número de participantes do protesto contra as medidas do governo, o prédio foi cercado pelas forças do BOPE da Brigada Militar que se postaram em frente ao Palácio. Havia grades de metal por toda a frente, impedindo o acesso dos manifestantes ao prédio.
    Pois os policiais civis derrubaram as grades e se posicionaram em toda a extensão da entrada do prédio, ficando a uma distância mínima dos soldados da BM.
    Para distender a tensão crescente entre os dois lados, a tropa do Bope foi retirada do local e se postou mais afastada.
    O ato na Praça da Matriz reuniu professores, estudantes, sindicalistas, funcionários das fundações ameaçadas de extinção e policiais de todo o Estado e foi uma demonstração de força do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores do RS (UGEIRM), que levou maior número de manifestantes ao local.
    “Nunca foram mortos tantos policiais civis e militares também como nos últimos dois anos. E isso tem um culpado, é o governador que está aí dentro”, disse Isaac Ortiz, presidente da UGEIRM.
    Os policiais fazem desde a segunda-feira uma paralisação de 48 horas que culminou com o protesto em frente ao Piratini.
    Outras categorias profissionais fizeram manifestações pelas ruas do centro de Porto Alegre também.
    Todos os representantes das entidades públicas que estavam no local prometeram intensificar esforços para, a partir do dia 19, a Praça da Matriz ser tomada pelos opositores ao chamado “pacote da Maldade” do governo Sartori. A votação do projeto do governo estadual está prevista para dia os próximos dia 21 e 22. Até lá, cresce a pressão dos funcionários públicos estaduais e de parte da sociedade gaúcha descontente com as medidas governamentais

  • ARI denuncia mais um desrespeito à profissão de jornalista

    Nota da ARI
    Jornalista Julio Ribeiro foi agredido pelo
    ex-presidente do Internacional Fernando Miranda

    A ARI manifesta indignação e denuncia mais um ato violento de desrespeito à liberdade de expressão e a profissão de jornalista. Condenável, sobre todos os aspectos, a agressão física do ex-presidente do Internacional Fernando Miranda ao jornalista Julio Ribeiro, diretor da revista Press, durante programa de televisão, sob o comando de Luiz Carlos Reche, da Ulbra TV, ultrapassou todos os limites, demonstrando intolerância e incivilidade.
    Estamos solidários com o colega em todas as medidas que venha adotar para que este episódio triste não resulte impune. Atos de selvageria não têm qualquer relação justificável com o tempo em que vivemos. O publico que acompanhava o programa foi também ofendido.
    Batista Filho
    Presidente da ARI
    Ercy Pereira Torma
    Presidente do Conselho Deliberativo
    Ari Ari
    Luiz Adolfo Lino DeSouza
    Maria Luiza Antunes Moreira
    Walter Galvani
    José Carlos Mello D’Avila
    José Nunes
    Antonio Goulart
  • O golpe encalacrou-se

    Pinheiro do Vale
    “Fica Temer” é o novo bordão das forças progressistas. O repetido “Fora Temer” do passado distante agora é o lema da direita golpista. Não há política mais dinâmica que em nosso País.
    O presidente ilegítimo começa a cair enredado pela política econômica e propostas de arrocho de seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, antiga tábua de salvação rejeitada em boa hora pela presidente Dilma Rousseff.
    Abraçado pelo governo golpista, Meirelles revelou-se o fracasso antevisto por Dilma, que o rejeitou.
    No campo político, as chamadas forças consistentes do Congresso se uniram em torno do nome do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para patrolar o Centrão. Outro golpe errado da base de apoio de Michel Temer.
    O Centrão, invicto, já derrubou o nome tucano Antônio Imbassahy, para a coordenação política do governo, e parece que vai varrer do Palácio do Planalto os últimos peemedebistas do chamado núcleo duro. Temer fica sozinho.
    Ruim com ele, pior sem ele. Eleição direta e solteira já é uma assombração que ressurge com o fantasma de Marina Silva; eleição indireta é o caminho mais curto para a ditadura. É o que dizem.
    No caso da indireta, as chamadas forças políticas já detectaram que não há remota possibilidade de botar no Planalto um nome de consenso, nem mesmo entre a direita.
    Os mais afoitos apresentam o gaúcho Nelson Jobim, ex-político com algum trânsito em várias correntes, pois serviu a todos os governos, inclusive no primeiro mandato de Dilma. Não passa no Centrão nem nas extremidades da esquerda ou, até, da direita hidrófoba.
    A direita saudosista vocaliza o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Há muito tempo ele ainda poderia ser chamado, tal como o velhinho da montanha. Atualmente, está tão envolvido no governo Temer que já não compõe unanimidade entre as forças golpistas.
    A solução seria uma não-pessoa, um ser institucional. Vingava a ideia de ressuscitar a fórmula de 1945, entregando o Executivo para uma transição capitaneada pelo Supremo Tribunal Federal.
    A ministra Cármen Lúcia era o nome ideal: solteira, antiga adepta da Tradicional Família Mineira, jurista de escol e intransigente. Entretanto, ela pisou na casca de banana Renan Calheiros, colocada à sua frente pelo ministro Marco Aurélio de Mello. Salvou a República, mas caiu de nádegas.
    Esgotadas todas as alternativas, restaria a velha e clássica fórmula que vem desde Dom Sebastião e entrou no dito popular: chame o bispo.
    Solução difícil. Ficando apenas no catolicismo também, há dúvidas: seria o cardeal primaz do Brasil, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, arcebispo de Salvador? Ou o prelado que tem o comando efetivo, o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odílio Pedro Scherer? Como tertius poderiam chamar o cardeal do santuário nacional, Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, que fez quase toda sua carreira eclesiástica em Brasília? Há divergências entre o clero.
    Isto para não falar do leque de opções luteranas e pentecostais, na área cristã, antes de chegar a outras confissões reconhecidas oficialmente de seitas afro-brasileiras, judaicas ou islamistas. Também não dá.
    Talvez a solução fosse buscar Dom Pedro em Petrópolis. O novo herdeiro é brasileiro nato (seu pai nascera na França), foi simpatizante da VPR nos anos 60, quando era estudante de Agronomia em Piracicaba (na Luiz de Queiroz), apoiou publicamente a República no Plebiscito, graduado engenheiro florestal e ecologista militante.
    O golpe encalacrou-se. Como dizia o Conselheiro Acácio: “As consequências vêm depois”.

  • Câmeras começam a ser instaladas na Redenção

    Os frequentadores do Parque da Redenção têm uma boa notícia neste final de ano: até sábado, todas as câmeras de vigilância devem estar instaladas. A colocação de postes e fiação foi concluída na semana passada. Ontem, funcionários da empresa Teltex já começaram a instalar os equipamentos de videomonitoramento.
    Veja aqui os pontos onde serão instaladas as câmeras.
    No Parque Farroupilha, serão 21 novas câmeras que se somam às cinco que o parque já possuía. Na tarde desta terça-feira, a sexta câmera estava sendo instalada atrás do auditório Araújo Vianna. O Parque Marinha do Brasil também receberá novas câmeras. O Marinha já conta com seis e passará a ter mais nove.
    As 30 novas câmeras foram adquiridas através de licitação com financiamento R$1,7 milhão do Badesul e contrapartida de R$ 170 mil da Prefeitura. A Guarda Municipal será a responsável pelo monitoramento das câmeras tanto na sua central, quanto no Ceic (Centro Integrado de Comando). O projeto de ampliação da rede de videomonitoramento da Redenção existe desde 2012.

  • MP cria grupo para buscar soluções para os moradores de rua

    O Ministério Público criou, no início deste mês, um grupo de trabalho para buscar, juntamente com outras entidades e órgãos envolvidos, soluções para a questão dos moradores de rua em Porto Alegre.

    Débora Menegat, Mauro Souza, Ivana Battaglin e Daniel Martini
    Débora Menegat, Mauro Souza, Ivana Battaglin e Daniel Martini

    “Nossa ideia é reunir, além de Município e representantes da população de rua, ONGs e voluntários que prestam assistência a essas pessoas”, disse o coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos, Mauro Souza, que participa do GT juntamente com promotores de Justiça das áreas do meio ambiente e ordem urbanística.
    Sob o viaduto Otávio Rocha, no centro histórico
    Cerca de 80 pessoas estavam vivendo sob o viaduto

    Em reunião ocorrida nesta segunda-feira, 12, na sede do MP, foram ouvidos os responsáveis pela ação ocorrida no último sábado, 10, debaixo do Viaduto Otávio Rocha, na Avenida Borges de Medeiros, no centro da Capital. O local era habitado por cerca de 80 pessoas.
    Na ocasião, tanto representantes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana quanto dos moradores de rua foram ouvidos pelos promotores de Justiça presentes.
    O GT se reunirá novamente na próxima segunda-feira, 19, com o objetivo de identificar e realizar ações que atendam as necessidades dessa população ao mesmo tempo em que sejam preservados locais de uso comum, como monumentos e praças.
    O viaduto, após a remoção
    O viaduto, após a remoção

    “Pretendemos buscar, com o Município, espaços próximos ao centro da cidade que possam ser ocupados”, disse Mauro Souza, lembrando que o MP já realizou diversas ações para atender aos moradores de rua, como a atuação para abertura de vagas em albergues e reabertura do restaurante popular.
    Participaram da reunião os coordenadores dos Centros de Apoio Operacionais da Ordem Urbanística e Questões Fundiárias, Débora Menegat, e de Defesa do Meio Ambiente, Daniel Martini; a as promotoras Ivana Battaglin, dos Direitos Humanos de Porto Alegre, e Ana Marchesan, do Meio Ambiente; a procuradora do Município Andrea Vizzotto; o diretor da Fasc, Marcelo Soares; o diretor de limpeza e coleta do DMLU, Felipe Kowal; e os representantes dos moradores de rua Veridiana Farias Machado e Richard Campos, do Movimento da População de Rua.
     

  • Sartori pressiona para antecipar a votação do pacote

    Deputados que apoiam as propostas do governo Ivo Sartori, de extinção de fundações e privatização de estatais,  trabalham para antecipar para esta quinta feira a votação do pacote.
    A intenção do governo é concluir a aprovação ainda antes do recesso.  Como se trata de mudança constitucional a votação tem que ser em dois turnos.
    Se conseguir levar a proposta a plenário nesta quinta-feira, para primeira votação, a base aliada de Sartori poderá promover o segundo turno e liquidar o assunto na semana que vem.
    A pressa do governo é para estancar a reação ao pacote, que se fortaleceu nos últimos dias com a mobilização dos servidores e que pode influir no ânimo dos deputados, a exemplo do que ocorre no Rio de Janeiro, onde a acirrada pressão das ruas está derrotando as propostas do governador Pezão.
    A decisão da bancada do PDT de fechar questão contra  a extinção de fundações ligadas à pesquisa e à privatização de estatais sem consulta à população, acendeu a luz amarela nas hostes governistas.
    Na manhã desta terça, quatro federações de empresários – Fiergs, Farsul, Fecomércio, Federasul – divulgaram um manifesto em apoio ao pacote de Sartori. É mais um sinal de que a aprovação das propostas é incerta.