Em assembleia a céu aberto, na Praça da Matriz, professores e funcionários de escolas de várias regiões do Estado decidiram entrar em greve a partir do dia 13 de dezembro, quando uma Assembleia Unificada dos Servidores Públicos decidirá sobre uma greve geral para fazer frente ao pacote de medidas que o governador Ivo Sartori encaminhou para aprovação dos deputados, com votação prevista para o dia 22.
A greve pode comprometer o calendário escolar de 2016
“Estamos na rua e não vamos sair enquanto não derrubarmos este pacote. Agora, a missão de cada um de nós é conversar com nossos colegas para fazermos uma grande mobilização a partir do dia 13”, disse a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.
Ocupação massiva
Entre as ações de mobilização aprovadas está a ocupação massiva da Praça da Matriz, em Porto Alegre, a partir do dia 19 de dezembro, e atos nas regiões dos 42 Núcleos do CPERS, cobrando o pagamento do 13º salário e a reprovação do pacote na Assembleia Legislativa.
A avaliação do Cpers/Sindicato é que as medidas econômicas tomadas pelo governo estadual desrespeitam diretamente os direitos dos professores, funcionários de escola e demais servidores estaduais: 13º salário sem data limite, extinção da licença prêmio, novas regras para tempo de serviço e a retirada da remuneração de servidores cedidos para entidades sindicais. Além dos projetos do governo para extinção de nove Fundações.
Propostas aprovadas na assembleia geral do Cpers
1 – Deflagrar Greve de Resistência, contra a aprovação do Pacote do Governo, a partir do dia 13 de dezembro até a votação dos projetos na Assembleia Legislativa;
2 – Dia 13 de dezembro: Realizar grande Ato Estadual Unificado, com o conjunto dos Servidores do Estado e Comunidade Escolar;
3 – Realizar Atos Regionalizados de pressão aos deputados, em conjunto com os servidores.
4– Ocupar massivamente a Praça da Matriz, em Porto Alegre, a partir do dia 19 de dezembro e realizar atos radicalizados nas regiões dos Núcleos, cobrando o pagamento do 13º Salário e barrar o Pacote;
5 – Cobrar do Governo o cumprimento do calendário de pagamento e publicação das alterações de níveis, reivindicação que constou na pauta da última greve;
6 – Realizar denúncia através de outdoors e banners em todo o Estado.
De acordo com Fontana, diante do momento de grave crise institucional e de legitimidade da representação política no Brasil, se faz necessário que o Congresso revise o artigo que determina eleição indireta para presidente.
“O momento exige eleições diretas. O país precisa preservar a democracia e eleger diretamente seu principal mandatário. Para isto apresentamos a emenda que garanta eleições diretas sempre que o mandato presidencial (presidente e vice) for interrompido por qualquer motivo ocorrido dentro da ordem constitucional. Queremos garantir ao povo brasileiro a decisão final da escolha de quem governa o país, garantindo maior transparência, legitimidade e estabilidade política”, defende.
Em discurso no plenário nesta quarta-feira (07) afirmou que o país vive uma das mais graves crises institucionais da história, com o golpe de caráter parlamentar que iniciou o processo de desestabilização das instituições do país e começa a cobrar um preço cada vez mais alto da população brasileira. “Quando se desrespeita um dos pilares mais importantes do sistema democrático que é o cargo de presidente da República eleito pelo voto direto da população se desencadeia uma espécie de vale tudo institucional. É isso que esta causando a grande instabilidade que vivemos hoje no país”.
Renúncia de Temer
O parlamentar aponta que o governo Temer derrete a olhos vistos e a base que se uniu para derrubar ilegitimamente a presidenta Dilma já se engalfinha por espaço de poder, querendo abandonar o governo e estudar uma alternativa de, por via de eleição indireta, mais uma vez os 513 deputados escolherem outro presidente sem o direito da população votar.
Para Fontana, a mais estrutural de todas as decisões é a retomada de eleições diretas. “Temer deve renunciar à Presidência para que o povo brasileiro possa escolher presidente por eleições diretas o mais rápido possível. As soluções para a economia não virão de um governo fragilizado e ilegítimo. O povo brasileiro é que vai dar o rumo para sairmos desta crise institucional. Jamais esse Congresso pode pensar que poderia escolher outro presidente pela via indireta, derrubando Temer. Diretas já. É isso que o Brasil precisa”, concluiu.





O professor Paulo Roberto Rodrigues, do Observatório das Metrópoles, enfatizou ao papel decisivo de duas fundações – a FEE (Fundação Estadual de Economia e Estatística) e a Metroplan – no planejamento de políticas públicas no Estado. Ambas tem um corpo técnico permanente e um acúmulo histórico de conhecimento que a Universidade não poderá absorver, “até porque a gestão pública não pode se submeter ao tempo da academia”.
