Autor: da Redação

  • As perspectivas para um Brasil pós-golpe em 2017

    O mar não está para peixe. Vê-se, a olho nu, o Brasil derretendo. O golpe nos projetou num limbo institucional que ignorávamos existir. À beira da realidade de um estado falido, assistimos o ministério público insolente desafiar a representação popular. E o faz com uso de seus podres poderes de intimidação, prática que só conhecíamos do lobby “da bala”, das entidades representativas das polícias. E isso só é possível porque o Congresso Nacional atravessa sua maior crise ética da história, com bancadas insignificantes, ultra-conservadoras em sua maioria, pulverizadas por quase três dezenas de partidos, que não dizem quais são seus programas, seus ideais, seus escopos e sequer têm militância espontânea (coisa diversa de militância paga). Afinal, algumas centenas de parlamentares com contas a acertar com a justiça facilitam a ousadia do órgão de persecução penal. E o discurso falso-moralista que reduz os problemas do Brasil ao campo da corrupção conseguiu conquistar massas de corações e mentes providas de um par de neurônios apenas.
    O Supremo Tribunal Federal (STF), guardião maior da constituição, perdeu todas as oportunidades para defender o poder legítimo e colocar freios ao oportunismo político dos perdedores das eleições de 2014 e ao corporativismo abusado de algumas carreiras de estado. Enquanto o País vivia uma de suas maiores crises políticas e éticas com o afastamento trapaceado da Presidenta da República, o excelso sodalício decidia se consumidores poderiam entrar com sua própria pipoca nos cinemas ou se eram obrigados a comprá-la ali… Chega a ser um quadro surreal.
    Paralelamente, a economia desfalece. A agressividade da operação “Lava Jato” sobre grandes ativos empresariais dizimou perto de 30% do produto interno bruto e levou consigo milhares de empregos. O esmagamento da produção petrolífera com conteúdo nacional levou ao colapso não só as indústrias de equipamentos, mas também estados da federação que deixaram de recolher impostos e auferir royalties. O estado do Rio de Janeiro é o mais concreto exemplo do estrago causado por falta de estratégia persecutória e econômica.
    Nesse ambiente, o mercado encolhe e o apetite empresarial entra em regime de jejum. Investimentos deixam de ser feitos e desaparecem as perspectivas para um projeto soberano de desenvolvimento nacional.
    A conjuntura política e econômica é propícia para aventuras e aventureiros, sejam eles parasitários ou populistas fascistas. Só estes nada têm a perder. Uns podem contar com a benevolência de rentistas e patrões ao norte do globo terrestre; outros se aproveitam do desânimo e das fobias coletivas para oferecer saídas fáceis e sem qualquer apego à realidade, para iludir as massas com falso sentimento de serem um povo unido, submissos a uma “nova ordem” que substitua a antiga, apodrecida com a corrupção e com o “comunismo” perverso.
    É nesse contexto que se descortina 2017. O que esperar dele? Mais do mesmo, se as instituições não tomarem coragem de reinventar sua prática. Os desafios são enormes para o judiciário e para o legislativo. O executivo, coitado, de protagonista de um projeto de democracia inclusiva, passou a ser reboque da história, sem qualquer autonomia para realizar políticas públicas, para governar. O golpe desfigurou o sistema constitucional presidencialista e o transformou num parlamentarismo de matilha, comparável à dinâmica duma massa de caninos famintos farejando por restos aqui e acolá, num aterro sanitário.
    O que esperar do judiciário? Difícil dizer. Um personagem emerge com poderes desproporcionais: o Sr. Ministro Gilmar Mendes, presidente do tribunal superior eleitoral (TSE) e da 2ª turma do STF. Nessa dupla condição, é ele que pauta os processos nos órgãos jurisdicionais em que funciona. E, só por isso, é o homem mais poderoso da putrefeita república. Dele dependem os destinos do Sr. Michel Temer e dos principais atores do legislativo. No TSE, pautar ou não pautar as ações do PSDB contra a chapa de Dilma nas eleições de 2014 pode significar vida ou morte do governo nascido do golpe parlamentar; na 2ª turma do STF, pautar feitos da “Lava Jato” num dia de quorum completo ou quorum incompleto pode significar rejeição ou admissão de denúncias, concessão ou denegação de habeas corpus ou, até mesmo, condenação ou absolvição de réus. Quem mais pode tanto? Não é de estranhar, pois, que o Presidente do Senado, Senador Renan Calheiros, arquivou de plano pedidos de impedimento manejados naquela casa legislativa contra Gilmar. Afinal de contas, depende dele se Renan será ou não condenado e quando o será…
    Na Procuradoria-Geral da República o corporativismo venceu a esperança, quando o Sr. Rodrigo Janot resolveu se assumir como mais um dos muitos justiceiros que pululam no ministério público federal. Saiu do armário. Afinal, com o golpe, os tempos são mais propícios para o perfil de moralista-punitivista. Dá mais sustentação do que ser crítico do nosso falido sistema de justiça. Remar a favor da maré e fingir que a crise é problema dos outros torna a vida mais confortável. Por isso, a escolha de José Bonifácio como seu vice (independentemente de se tratar de pessoa competente e correta em sua atuação) já foi prenúncio dos novos tempos de maior clareza política: Bonifácio foi Procurador-Geral do Estado de Minas Gerais no governo de Aécio Neves e sucedeu, no governo FHC, Gilmar Mendes na AGU. Não tem como alguém ser mais próximo do tucanato de alta plumagem. A operação “Lava Jato”, que Janot se recusou a civilizar por medo de desgaste com a mídia golpista e com seu entourage de justiceiros, poderá finalmente fechar seu movimento fortíssimo e entrar no pianíssimo, deixando de lado seu ativismo de oposição. Afinal, já fez o servicinho que se esperava dela, que era inviabilizar o governo da Presidenta legitimamente eleita. Agora que pode vir a se aproximar demais de personagens do outro lado do rio, é melhor botar esses meninos para estudar no exterior ou se mudarem para capitais mais atrativas.
    Judiciário e Ministério Público Federal estão, por conseguinte, na área de influência do PSDB. O fato de Rodrigo Janot ter jantado há anos com José Genoino não muda em nada essa constatação.
    As perspectivas são, nessa constelação de condições, muito propícias para um redimensionamento da importância dos perdedores da última eleição presidencial no governo do País, com franco apoio do complexo judicial em sua cúpula. Para Temer, não sobrará muito a não ser se inclinar a essa realidade e se transformar em marionete da direita que milita por um projeto de desnacionalização política e econômica do Brasil. Para quem odiava ser vice decorativo e sonhava tanto em ser presidente, ter sua jovem esposa como primeira dama apresentável nos salões da república, ocupar seus dias penteando a vaidade, este é um mal menor. O PMDB nunca teve convicção de nada a não ser de se servir das facilidades que o poder proporciona, independentemente de quem puxa os fios. Ser presidente decorativo da matilha fuçadora nem é tão ruim assim. O palácio da alvorada tem seus encantos.
    Mas se houver um problema de sustentabilidade do governo Temer, a guilhotina está pronta para lhe cortar o pescoço no TSE. O timing está na mão do clemente verdugo, presidente da corte. E, em saindo Temer, os mestres em conchavos conspirativos do PSDB saberão fazer o sucessor em eleições indiretas. Ficará todo mundo feliz nesse parlamentarismo de matilha, pois até o atual PGR poderá fazer de Bonifacio seu sucessor, garantindo dias mais tranquilos para a governabilidade do presidente biônico.
    No Congresso, espera-se a substituição dos presidentes da Câmara e do Senado, provavelmente tucanos ou filotucanos. É como se vivêssemos num mundo paralelo, nada fácil e que demanda muito Sonrisal para suportar. Mas o rebuliço não se fará esperar. Quando aparecer a extensão do envolvimento de parlamentares com o esquema de propinas desnudado pela Lava Jato, muitos terão que se despedir do mandato. Talvez seja até mesmo o caso de se cogitar de novas eleições, pois esse Congresso não terá legitimidade de ser parceiro do governo falido ou da escolha de um chefe de governo biônico.
    Por fim, o povo. Ah, o povo… nesses tempos anda tão esquecido, a não ser quando o MBL se arroga qualidade de “povo”, com a batição de panelas Le Creusot nas varandas Gourmet da Asa Sul, da Av. Faria Lima, da Av. Vieira Souto ou dos edifícios das vizinhanças do Farol da Barra. Aí dão um jeito de ser lembrados, mesmo que se trate de uma fraude. Mas o verdadeiro povão, aquele que ganhou inclusão com os programas de bolsa família, Pronatec e Minha Casa, Minha Vida, se não souber se articular e reagir à altura, estará regressando à miséria, com uma volta a três décadas atrás, sem programas de inclusão social e de renda para os mais pobres. O tucanato nunca se preocupou com eles mesmo e há os que pensam que investimento social é jogar dinheiro fora, pois alimentaria meia dúzia de parasitas petistas. O resultado pode ser uma queda vertiginosa dos índices de desenvolvimento humano, de matrículas em escolas e universidades públicas por alunos e estudantes de baixa renda, com a reintrodução do Brasil no mapa da fome. É preciso reagir maciçamente contra essa partilha do estado e de seus recursos por aqueles que o tomaram de assalto. Se não for por via de provocação de instituições, já que estas foram capturadas pelo golpe, há de ser pela articulação da parte mais esclarecida da sociedade com os movimentos populares.
    E os militares? Até agora estão quietinhos. Mas podemos ter certeza de que estão muito incomodados. As Forças Armadas brasileiras são compostas de pessoas da classe média urbana. Têm por isso perfil mais conservador. Mas adotam uma doutrina do interesse nacional que esbarra frontalmente com aquilo que se esta bagunçando no governo do golpe. A prisão e condenação, com estardalhaço, do Almirante Othon, pai da energia nuclear brasileira; o desmonte de indústrias estratégicas, como a naval, preparada para renovar a frota da marinha de guerra, ou a aeronáutica, que tem em sua carteira a Força Aérea Brasileira como um dos principais clientes, não podem ser aceitos sem reação. Não seria de sua tradição de defesa do Brasil. Sabem nossos bravos soldados muito bem como os governos de 2003 a 2016 se preocuparam seriamente com seu reequipamento, recuperando os anos perdidos do governo de FHC. Voltar atrás e desistir do papel estratégico do Brasil na geopolítica é crime de lesa pátria, praticado para atender a podres interesses alienígenas e garantir o ganho de uma elite egoísta e sem visão do mundo e da história.
    Em resumo, temos muito a esperar do ano vindouro menos tranquilidade. O acirramento da crise é inexorável com um desfecho barulhento ao jeito de um clímax numa ópera wagneriana. Se o que vier depois nos ajudar a ver luz no fim do túnel, será um ganho. Fica para as corporações das carreiras de estado, para o parlamento e para a população a lição de que não se briga com constituição pactuada, pois o rebuliço que se segue não compensa as vantagens auferidas por poucos gananciosos ávidos por poder.
    Que Deus mostre que é brasileiro em 2017!

  • Conselho de usuários faz balanço do ano na Redenção

    Terça feira, dia 6, reúne-se o Conselho de Usuários do Parque  Farroupilha, formado por frequentadores assíduos e antigos da velha Redenção.
    Será apresentado um balanço das condições atuais do parque. A falta de segurança, a novela das câmeras para vigilância eletrônica do parque, que já dura dois anos.
    A reunião será na Casa dos Conselhos (João Pessoa, esquina com Venâncio Aires) , com início às 19 horas. Segundo os organizadores, o vice-prefeito Gustavo Paím confirmou a presença.
     

  • Cais Mauá S.A. diz que terá os recursos para começar a obra em janeiro

    O site do consórcio Cais Mauá deu a manchete em Porto Alegre nesta quinta feira:
    “A expectativa da Cais Mauá é de que até meados de janeiro de 2017 os projetos arquitetônicos já estejam aprovados para que se possa solicitar a concessão da licença de instalação e começar a obra”.
    Diz o texto da empresa:
    “A tão esperada obra de revitalização do Cais Mauá, em um dos mais belos cartões postais da Capital, está mais próxima de se tornar realidade. A Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM), entregou no dia 17 de novembro a Licença Prévia (LP) para o empreendimento, o que atesta, além da sua concepção, a viabilidade ambiental”.
    E prossegue:
    “Na sequência operacional do processo, a Cais Mauá do Brasil entregou os projetos arquitetônicos para a prefeitura, que deverão ser avaliados e aprovados, para que seja solicitada a concessão da Licença de Instalação (LI).  “É um projeto complexo e a lei exige o envolvimento e aprovação de muitos órgãos na prefeitura e de outros níveis de governo, o que torna o processo moroso”, explica a presidente da Cais Mauá do Brasil S.A, Julia Costa.
    A expectativa da Cais Mauá é de que até meados de janeiro de 2017 os projetos arquitetônicos já estejam aprovados para que se possa solicitar a concessão da licença de instalação.
    “Os recursos para as obras estão apartados e tão logo tenhamos todas as licenças e a aprovação, iniciaremos com as obras”, informa a presidente.
    A primeira fase compreende a revitalização dos 11 armazéns, localizados entre a Estação Rodoviária e a Usina do Gasômetro.
    O investimento desta etapa inicial está estimado em R$ 100 milhões. O contrato da Cais Mauá garante arrendamento da área por 25 anos, podendo ser renovado por igual período.
    O projeto foi desenvolvido pela espanhola B720 Arquitetura do Brasil e Jaime Lerner Arquitetos Associados e respeita fielmente as concepções arquitetônicas dos armazéns que são tombados pelo patrimônio histórico.
    Para o uso interno das áreas a previsão é de que o Pórtico Central e os Armazéns A e B sejam destinados a espaços culturais. Do A1 ao A6 serão ambientes ligados à gastronomia e ao varejo. O A6 está destinado a eventos. No armazém B1, haverá uma grande praça de alimentação. O armazém B2 estará voltado ao setor de serviços, pequenos comércios e conveniências. No B3, irá funcionar um terminal hidroviário com linhas de transporte e passeios de turismo pelas águas do Guaíba.
    Nos espaços abertos entre cada armazém serão construídas 10 praças, em um total de mais de 11 mil m² de área completamente aberta ao lazer para o público em geral. O respeito ao meio ambiente e ao patrimônio histórico são os balizadores deste projeto.
    Finalmente, é interessante lembrar que as obras seguem as determinações da Secretaria do Meio Ambiente, como previsto no EIA-RIMA, além das limitações e diretrizes do Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), aprovado pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SMURB).
     Próximos passos:

    • Cumprimento dos requisitos estabelecidos na LP
    • Aprovação dos Projetos Arquitetônicos
    • Concessão de Licença de Instalação
    • Início das obras no setor armazéns

    Para a elaboração do EIA-RIMA e de demais projetos associados ao EVU, foram mobilizados os seguintes recursos ao longo de mais de quatro anos:
    Nota do Redator: Pouco se fica sabendo sobre o projeto.

    • 46 escritórios contratados
    • 40 estudos realizados
    • 378 pessoas envolvidas
    • 500 páginas de EIA-RIMA em 6 volumes
    • 787 Pranchas Arquitetônicas e de Engenharia

    A cronologia do andamento do projeto da Cais Mauá em relação às autorizações e licenças municipais é a seguinte:
     16/10/2012 – Contração da empresa ABG – Engenharia e Meio Ambiente para elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA-RIMA) – Revitalização do Cais Mauá;

    • 14/08/2013 – Entrega da primeira versão do EIA – RIMA na Prefeitura Municipal de Porto Alegre e na Casa Civil do Estado do Rio Grande do Sul.
    • 01/07/2015 – Entrega da versão final do EIA-RIMA – Revitalização do Cais Mauá na Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) da Prefeitura Municipal de Porto Alegre;
    • 18/09/2015 – Realização da Audiência Pública sobre EIA-RIMA – Revitalização do Cais Mauá no estádio do Grêmio Náutico União (GNU);
    • 13/11/15 – Protocolo na SMAM das respostas aos questionamentos formulados durante a Audiência Pública;
    • 18/12/2015 – Aprovação do EIA-RIMA pela SMAM;
    • 23/12/2015 – Protocolo do Estudo de Viabilidade Urbanística – EVU na Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento (CAUGE) da Prefeitura Municipal de Porto Alegre;
    • 02/08/16 – Protocolo do EVU revisado na CAUGE;
    • 14/09/2016 – Aprovação do EVU pela CAUGE;
    • 01/11/2016 – Aprovação do EVU pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA);
    • 08/11/2016 – Homologação do EVU pelo Prefeito Municipal de Porto Alegre;
    • 08/11/2016 – Protocolo dos Projetos Arquitetônicos na Secretaria Municipal de Urbanismo (SMURB); e
    • 17/11/2016 – Expedição da LP pela SMAM.

    Diversas secretarias, órgãos e departamentos de governo foram envolvidos em todo o processo de emissão da LP.
    Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAM),   departamentos que se envolveram na análise e aprovação dos trabalhos do EIA-RIMA foram Coordenação de Ambiente Natural (CAN), Divisão de Projetos e Construções (DPC), Equipes de Combate e Controle da Poluição do Solo (ECCPS), Equipes de Combate da Poluição Hídrica e Aérea (ECCPHA), Equipes de Combate da Poluição Sonora e Vibrações (ECCPSV), Equipe de Resíduos Sólidos (ERES), Supervisão de Praças, Parques e Jardins (SUPPJ) e a Divisão de Unidades de Conservação – Área de Proteção Ambiental e Parque Delta do Jacuí (APAEDJ).
    Além da SMAM, também participaram das análises a Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV), a Secretaria Municipal de Urbanismo (SMURB), a Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social (SMACIS), a Secretaria Municipal da Cultura (SMC), a Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (EPAHC), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a Secretaria Municipal de Educação (SMED), o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), o Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE), a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais (GADES) e o Departamento de Recursos Hídricos do Estado (DRH/SEMA).

  • Mulher que matou ex com nove tiros ganha liberdade

    RENAN ANTUNES DE OLIVEIRA
    Patrick, o ex de Ana Raquel, arrombou a porta do quarto dela com um chute. Pulou sobre a cama, ficou em pé, tirou a roupa e começou a se masturbar – era o roteiro habitual das várias vezes em que Patrick, um fisicultor de 38 anos, abusara da mulher durante um relacionamento de dois anos.
    Desta vez, porém, ela estava decidida: num movimento rápido, sacou debaixo do colchão um  Taurus calibre 32, e atirou nele.
    “Eu nem senti nada, só apertava o gatilho uma vez atrás da outra”, contou Ana Raquel no Tribunal do Júri de Florianópolis, no final de novembro, dois anos depois do crime.
    “Dei pá, pá, pá e continuei” –  quando viu a arma vomitando fogo, Patrick tentou fugir, mas era tarde.
    Ana descarregou a arma de seis tiros nele. Uma das balas acertou a coluna e o deixou imóvel da cintura para baixo.
    Patrick caiu da cama e lutou para sobreviver: mesmo sem movimento dos membros, tentou se arrastar para fora do quarto onde entrara chutando a porta.
    Fria e controlada, Ana sacou as seis balas extras que havia comprado com a arma duas semanas antes, recarregou e foi caminhando atrás dele, batendo boca com Patrick pela última vez, desta dando as cartas.
    Patrick se virou para ela. Jurou que não iria mais incomodá-la, ela garante que ele disse “vou te deixar em paz”.
    Ana respondeu “agora não adianta mais, prefiro ir para a cadeia do que viver contigo”.
    E recomeçou a atirar: mais seis tiros.
    Foram estes seis tiros extras que transformaram o caso dela em mais complicado do que os casos comuns de legítima defesa, como adiante veremos.
    Dos 12, os médicos encontraram nove balas no corpo dele.
    Por milagre, Patrick sobreviveu ao tiroteio.
    A cena final foi no pátio da casa, com um bando de vizinhos assistindo por cima do muro – as confusões de Patrick com Ana eram um prato pros fofoqueiros da rua.
    Ela o deixou baleado e gemendo, largou a arma num canto, correu pro telefone e chamou a polícia: “Matei uma pessoa” – ela não sabia que ele estava vivo, mas acertaria no “matei”.
    Patrick foi levado pelos vizinhos para o Hospital Universitário de Floripa, onde morreria depois de quase 10 dias de agonia.
    A polícia veio, levou Ana Raquel presa em flagrante por assassinato e porte ilegal de arma. O delegado disse que não era legítima defesa porque ela teve tempo de recarregar a arma e atirar no atacante que já não poderia lhe causar mal – o princípio da legítima defesa é justamente o uso da força para se defender, não para matar quem estaria fugindo.
    Nascida em Santa Maria, a massoterapeuta Ana Raquel conheceu o paulista Patrick em 2013 num anúncio classificado – ela aceitou trabalhar numa casa de massagens dele em Curitiba.
    Ela contou ao juiz que em seis meses a vida com ele virou um inferno.
    Disse que os dois engataram um romance transformado em “escravidão”.
    Num raro momento de emoção no julgamento ela contou que foi forçada a se prostituir e que ele não a deixava sair da casa de massagem – na verdade, um bordel.
    Aí começou a romaria dela à Polícia e à Justiça, com base na lei Maria da Penha.
    Ela fugiu para Floripa e alugou uma casinha em Ingleses, mas Patrick descobriu o endereço e passou a abusar dela no cafofo.
    Segundo o promotor, ela foi nove vezes à polícia e pediu no mesmo Tribunal de Floripa uma medida restritiva contra Patrick, sem sucesso – todo mundo achava que ela estava exagerando.
    O crime aconteceu em novembro de 2014. Ela passou 20 dias presa e ganhou habeas para esperar o julgamento em liberdade.
    Durante o processo o promotor examinou a ficha corrida de Patrick. Ele não teve nenhum parente ou amigo que aparecesse para defendê-lo.
    O promotor concluiu que Patrick era do mal.
    Aí, no dia do julgamento, ele surpreendeu jurados e audiência com um longo discurso pedindo que Ana Raquel não fosse condenada – logo,ele, cuja função é botar assassinos na cadeia.
    Ele explicou que o sistema tinha falhado com Ana.
    O promotor disse que não era legítima defesa, mas  sim “inexigibilidade de conduta diversa”, que significa “não poderia ter feito outra coisa” – que foi o que ela fez, comprando a arma de bandidos e matando o ex na frente dos vizinhos.
    Fora das pequenas respostas que deu ao juiz ela nem parecia entender o que estava acontecendo na corte – a advogada dela, gratuita, nem abriu o bico.
    Os jurados se reuniram por 10 minutos, tomaram café com bolachinhas e saíram da sala com o veredicto de inocente.
    Ana Raquel esperou mais 10 minutos até assinar uns papeis e saiu às ruas de Floripa, livre.
    (Relato com base nos fatos apresentados ao júri no julgamento,  em 25 de  novembro de 2016)
     
     
     

  • A Chapecoense e a integração do Oeste catarinense

    Marcos A. Bedin*
    O invisível véu de tristeza cobre, silenciosamente, os lares, os escritórios, as fábricas e os campos em Chapecó, desde a madrugada do dia 29, quando, sobressaltado, o mundo tomou conhecimento da tragédia com o avião da Associação Chapecoense de Futebol. O sonho de disputar a final da Copa Sul-Americana foi cruelmente ceifado, quando a aeronave caiu nas franjas do aeroporto de Medellín, na Colômbia.
    O acidente – maior da história mundial dos desportos – gerou comoção ímpar em todos os continentes pela extensão da tragédia humana que retirou de nosso convívio jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas, convidados e tripulantes: 71 vidas interrompidas, centenas de familiares infelicitados, milhares de torcedores abalados e milhões de pessoas comovidas.
    A tragédia colheu a Chapecoense na linha ascendente máxima de sua recente história de 43 anos, quando protagonizava um feito inédito para um time catarinense (disputar a Sul-Americana) depois de conquistar o pentacampeonato estadual e assegurar pela terceira vez uma honrosa presença no Campeonato Brasileiro.
    A dimensão desse estrago ainda não está totalmente assimilada. Eles estão presentes em sons e imagens intensamente veiculadas nas mídias digitais e eletrônicas, dando a falsa esperança de que, se ainda é possível vê-los e ouvi-los, talvez ainda seja possível resgatá-los…
    A Chapecoense foi muito mais que uma equipe corajosa. Sua trajetória traz, em seu bojo, significados históricos e sociológicos. É possível, por exemplo, asseverar que a conquista do pentacampeonato catarinense de futebol, em 2016, e a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro, têm um significado muito mais amplo que a alegria que inoculou na imensa torcida verde-branca. É preciso lembrar que esta vasta região só muito recentemente integrou-se definitivamente na contextura cultural, política e econômica de Santa Catarina.
    Distante do centro de poder político e isolada pelos acidentes geográficos, a região foi desbravada, ocupada e colonizada desde a primeira metade do século passado por migrantes italianos e alemães egressos do Rio Grande do Sul que, aqui, construíram um modelo de sociedade humana fundada no trabalho, no amor à terra e no apego às tradições. A natureza das atividades econômicas desenvolvidas – inicialmente o extrativismo, depois a agricultura e a pecuária intensiva e, no ciclo seguinte, a industrialização e a tecnificação geral das ocupações – vinculou fortemente essa região com o Sul e o Sudeste. As raízes com o Rio Grande do Sul sempre foram rijas, vigorosas e inquebrantáveis: há exemplo mais eloquente do que a proliferação e o culto aos CTGs ou a imensa legião de gremistas e colorados existentes em Chapecó?
    Até a década de 1970 era escassa a ligação com o litoral e a Capital do Estado e, por conta disso, rarefeito o sentimento de pertencimento à comunidade catarinense. A sensação de abandono era palpável. Os meios de comunicação hegemônicos no oeste eram jornais, emissoras de rádio e televisão gaúchas e paranaenses.
    O governo reagiu a essa situação criando a Secretaria do Oeste, organismo que, em sua origem, teve capital político e financeiro para um grande conjunto de obras para a infraestruturação do crescimento oestino. Mas a integração começou a robustecer-se com a criação das redes de comunicação social leste-oeste de televisão, rádio e jornais. Os meios de comunicação da capital e dos demais polos econômicos passaram a pautar temas e fatos do oeste.
    Assim, identificam-se três estágios na superação do hiato leste-oeste: a ação governamental, a ação dos meios de comunicação e a ação do esporte. Coube efetivamente ao esporte a definitiva integração porque tornamo-nos todos catarinenses convictos com a conquista dos campeonatos de 1977, 1996, 2007, 2011 e 2016 pela Associação Chapecoense de Futebol. Com a presença na elite do futebol brasileiro, a autoestima dos oestinos subiu à estratosfera e não haveria nada que pudesse esmaecê-la. A não ser um acidente aeronáutico….
    A grande retomada ocorreu há oito anos, quando empresários e aficcionados pelo Clube assumiram os rumos da Chapecoense, sanearam as contas, implantaram um regime austero de gestão e iniciaram esse vigoroso período de expansão e crescimento. Essa nova e promissora fase em que vive o Clube tem muito a ver com uma característica do grande oeste catarinense: a prática do cooperativismo. Foi a cooperação que mobilizou a integração de forças, talentos e recursos e colocou em marcha um processo de eficiência gerencial e visão empresarial. Não é a toa que duas importantes cooperativas – a Aurora e a Unimed Chapecó – são apoiadoras de primeira hora.
    A fórmula do sucesso da Chape foi garra em campo e gestão eficaz fora de campo. Transparência, simplicidade, ética, determinação, compromisso com o torcedor – tudo isso emoldurado por ideais da cooperação – resumem os valores do Clube.
    Não será fácil conviver sem o futebol alegre e vibrante da Chape. E sem os jornalistas que faziam, em Chapecó, a melhor crônica esportiva do País. O desaparecimento físico dessa plêiade abre um buraco negro nos universos do esporte e da comunicação – que jamais será preenchido.
    *Marcos A. Bedin é diretor regional do Oeste da Associação Catarinense de Imprensa e diretor da MB Comunicação Empresarial/Organizacional.
     
     

  • Cheias no litoral e seca no Oeste, estragos de La Niña

    O verão gaúcho será chuvoso e terá várias e breves frentes frias, até o fim. O clima no Rio Grande do Sul está sob influência do fenômeno La Niña desde a semana passada.
    É o que aponta o monitoramento climático da Rio Grande Energia (RGE), distribuidora de energia que atende 255 municípios gaúchos.
    Mensalmente, o Centro de Operações Integrado (COI) da distribuidora, faz o acompanhamento das mudanças do clima no Estado para traçar estratégias para minimizar os efeitos dos temporais que castigam a rede de energia elétrica.
    Segundo o estudo encomendado pelo COI, os modelos oceânicos apontam que o La Ninã, que se caracteriza pela rápida passagem das frentes frias pela Região Sul do Brasil, deve se prolongar até o final do verão, em 2017.
    O La Niña também provoca volumes de chuvas acima da média na região leste e estiagem no oeste dos Estados da Região do Sul do país.
    O La Niña ficou configurado após o terceiro trimestre consecutivo de anomalias na temperatura da superfície do mar. No monitoramento mais recente recebido pelo COI, há a indicação temperatura das águas mais quentes na costa do Peru e do Chile. Entre a costa argentina e uruguaia as águas estão mais perto da média histórica e ligeiramente mais quentes no restante no restante da América do Sul.
    A previsão indica apenas um período de chuva mais expressiva, com possibilidade de temporais, entre os dias 12 e 14 de dezembro. Já entre os dias 3 e 7 e entre os dias 22 e 27 há possibilidade chuvas de incidência de raios e vento.
     
    Dicas de Segurança
    Durante as tempestades com descargas atmosféricas (raios) os seguintes cuidados podem aumentar a sua segurança:

    • Não se aproxime e não toque nos cabos elétricos que podem ser rompidos pela queda de árvores e objetos, e avise imediatamente a RGE.
    • Evite tocar os aparelhos eletrodomésticos e retire os aparelhos eletrônicos das tomadas.
    • Afaste-se de janelas e portas metálicas.
    • Evite os banhos nos momentos de tempestades.
    • Nunca se abrigue debaixo de árvores. Sempre procure uma casa de alvenaria ou o interior de um veículo.
    • Em zonas rurais, não toque e se aproxime de cercas.

     

  • FEE detecta luz amarela no túnel do desemprego

    A equipe técnica que levanta dados de emprego e desemprego na Fundação de Economia e Estatística (FEE) apresentou nesta quarta-feira (30) os últimos dados (de outubro de 2016), segundo os quais se pode concluir que a recessão chegou ao fundo do poço e pode ter-se iniciado uma precária recuperação do nível de emprego na região metropolitana de Porto Alegre, onde a taxa de desemprego variou de 11% a 10,8% de setembro para outubro de 2016.
    Numa leitura pragmática dos dados, o economista Rafael Caumo, coordenador da Pesquisa de Emprego e Desemprego da FEE, afirmou que houve “uma inversão do padrão de crescimento negativo da taxa de desemprego”, mas ainda é cedo para concluir que a luz observada no fim do túnel não é uma ilusão de óptica. Outros indicadores sugerem que a luz oscila de amarela a vermelha:
    + Cresce o contingente de autônomos na força de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre, mas seus rendimentos médios estão em queda
    + A massa de rendimentos na RM de Porto Alegre em setembro de 2016 caiu para o nível de setembro de 2000
    + O rendimento do trabalho assalariado (R$ 1 847) em outubro de 2016 caiu para o nível do rendimento (R$ 1 840) de 2004
    + As pesquisas detectam um fenômeno novo: estudantes largando a escola temporariamente para ajudar as famílias na busca de renda
    + Não há retomada conjuntural das atividades econômicas
    + O único setor em crescimento na RM de Porto Alegre é o de serviços, graças ao empenho de autônomos com atividade bastante visível nas ruas
    Segundo a economista Irene Galeazzi, da FEE, “trata-se de uma retomada semelhante à ocorrida na década de 90”, quando a economia começava a sair da paralisia dos anos 1980 – a famosa “década perdida”.
    Esses comparativos são possíveis porque a PED-RMPA tem uma série  de 24 anos de pesquisa ininterrupta na Região Metropolitana de Porto Alegre, destacou Rafael Caumo. O Rio Grande do Sul, através da PED-RMPA, é um dos poucos Estados onde há geração de dados primários com periodicidade contínua para a investigação de temas de interesse público, de modo a auxiliar e monitorar as políticas públicas. Além disso, possibilita pesquisas suplementares – caronas – a fim de investigar outros temas relevantes. “ É  a pesquisa mais antiga e reconhecida internacionalmente como instrumento científico para monitorar o mundo do trabalho. A PED possui um acervo único e público  sobre o mercado laboral da região, a maior amostra e um arranjo institucional que permite o intercâmbio de metodologia e sua aplicação na definição de políticas públicas”, complementa.
    O momento de divulgação da pesquisa foi também um espaço para a defesa da manutenção da FEE, ameaçada de extinção no pacote que está sob análise da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O diretor técnico da FEE, Martinho Lazzari,  destacou que “é triste ter que explicar que a existência da FEE é importante, ainda mais num momento de crise em que a FEE pode ajudar com os gastos do governo e fortalecer políticas públicas. Tenho certeza de que sairemos mais fortalecidos”.
    O economista  e professor do Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Carlos Henrique Horn, chamou a atenção sobre os dados da PED que podem ser interrompidos.  “Esta é uma informação que não existirá a partir do próximo mês se houver a extinção da FEE. É falsa a ideia de que a produção de dados da FEE pode ser substituída por outras instituições. Inteligência é algo que leva muito tempo para construir e pode ser destruída em meia hora de votação. Estas tabelas que parecem simples quando divulgamos a síntese da pesquisa, têm por trás a seleção e a visita a 7.500 domicílios, a aplicação de questionários, a análise, a validação dos dados, enfim, é um trabalho minucioso, complexo e altamente necessário. Só a FEE faz”, enfatiza.
    Para o diretor da Associação Brasileiras de Estudos do Trabalho (ABET), professor Cássio Calvete, causa estarrecimento e perplexidade a possibilidade de extinção da FEE. “Como o Estado vai sair da crise sem informação”? questiona o economista.

  • Improviso na culinária vegana é tema de oficina sábado

    Neste sábado, 3, acontece a segunda edição da oficina Criatividade na Cozinha – Improviso vegano, na Casa Musgo. A proposta é oferecer uma abordagem criativa e prática no preparo dos alimentos, com foco nos alimentos orgânicos e veganos (sem ingredientes de origem animal), inclusive culinária crudívora (alimentos crus). Será ensinado o modo de preparo de alguns tipos de alimentos que podem ser adaptados às preferências pessoais e ingredientes disponíveis em diferentes épocas do ano. A oficina será ministrada por Luísa Prestes, artista visual e cozinheira na AG Barazen Cozinha Vegana.
    As atividades iniciam às 14h, com uma conversa sobre “o que buscamos no nosso prato?” Em seguida, a parte prática, o preparo dos alimentos. Entre as sugestões estão uma torta crudívora de chocolate, vegano rocher, cheesecake crudívoro (vegano apesar do nome), geleia de pêssego e sorvete vegano. Ao fim da oficina, os participantes comerão juntos os alimentos preparados e poderão levar pra casa um zine com receitas e dicas de filmes e documentários sobre a alimentação consciente.
    A oficina tem vagas limitadas para 12 participantes. O custo por pessoa é de R$ 70, ou R$ 60 para quem se inscrever em dupla. Informações e inscrições através do email: contatocasamusgo@gmail.com ou no local.
    A Casa Musgo é um espaço cultural na rua Vieira de Castro, 80, próximo à Redenção. No local, são realizadas exposições, cursos e oficinas, além de uma loja de fotografias, gravuras, esculturas, desenhos e outros.

  • Atuação do Exército na Redenção será definida sexta-feira

    Uma reunião nesta sexta-feira no Comando Militar do Sul vai definir a atuação do Exército no patrulhamento do Parque da Redenção. Participarão do encontro o comandante secretário estadual de Segurança, Cezar Schirmer, o prefeito José Fortunati, o vice, Sebastião Melo e o general Castro, chefe do CCOp (Centro de Coordenação de Operações).
    Na última quarta-feira, em reunião na Federasul, o secretário Schirer anunciou a parceria entre a secretaria, a prefeitura e o Exército no patrulhamento da Redenção. No domingo anterior, dia 13 de novembro, um homem de 29 anos foi assassinado no parque. Luiz Fernando Schilling da Silva, de Novo Hamburgo, recebeu uma facada no peito por volta das 23h30.
    No sábado seguinte, 19, foi realizada a última edição do ano da Serenata Iluminada. A reivindicação por mais segurança no parque era uma das temáticas do evento. Há relatos de pelo menos um jovem ferido com faca em uma tentativa de assalto na saída do evento, que é aberto e acontece à noite.
    A parceria entre Estado e Exército já foi executada na zona sul. Barreiras com o auxílio dos militares são realizadas periodicamente nos Bairros Guarujá, Serraria e Santa Tereza.

  • Conselho Deliberativo se posiciona contra a extinção da Fundação Piratini

    O colegiado que conta com representantes de diversas entidades da sociedade civil, do governo e dos servidores da Fundação Piratini se manifestou contra a proposta de extinção na noite desta segunda-feira (28). Foram 13 votos contra a extinção, e apenas 3 a favor, com uma abstenção. A representação da Secretaria de Cultura se absteve.
    Durante a reunião do Conselho, o representante da Secretaria Estadual de Comunicação, Orestes de Andrade Jr., argumentou que a TVE e a FM Cultura não iriam acabar com a extinção da Fundação Piratini. O cineasta Giba Assis Brasil, representante da Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos do RS, rebateu, afirmando que aprovar a extinção seria um cheque em branco, pois o governo não apresentou nenhuma proposta para a manutenção da rádio e da televisão.
    A representante do Sindicato dos Radialistas, Gabriela Barenho, acrescentou que, em entrevista recente ao jornal Zero Hora, o secretário-geral de governo, Carlos Búrigo, afirmou que iria leiloar os bens da TVE e da FM Cultura. “Para mim, este argumento de que a rádio e a televisão continuariam a existir é uma tentativa de mascarar a realidade”, concluiu.
    O Conselho Deliberativo é a representação da sociedade civil na Fundação Piratini, responsável pelas duas emissoras públicas.
    Votaram contra a extinção da Fundação Piratini:
    Associação Riograndense de Imprensa (ARI)
    Sindicato do Ensino Privado do RS (SINEPE)
    Fórum Estadual de Reitores
    Sindicato dos Jornalistas do RS (Sindijors),
    Sindicato da Indústria Audiovisul do RS (SIAV)
    Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos do Rio Grande do Sul (APTC)
    Sindicato dos Músicos do Rio Grande do Sul,
    Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio Grande do Sul (SATED-RS)
    Sindicato dos Radialistas do RS,
    CPERS
    Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS (SINPRO-RS)
    Representante dos servidores da TVE
    Representante dos servidores da FM Cultura
    Votaram pela extinção da Fundação Piratini:
    Secretaria Estadual de Comunicação
    Secretaria Estadual de Educação
    FAMURS