Mosaico é uma arte decorativa milenar: junta várias pequenas peças para formar uma imagem. As pequenas peças podem ser vidro, mármore, cerâmica, pedra, contas… formando determinado desenho.
Ao juntar à palavra mosaico o sufixo grafia – de fotografia -, o fotógrafo Otávio Teixeira deu o título a uma exposição fotográfica a céu aberto que começa nesta quarta-feira, dia 9, no Largo Glênio Peres: a Mosaicografia. Estará lá, onde num dia comum circulam 200 mil pessoas, até 20 de novembro, durante 24 horas por dia.
A curadoria recebeu trabalhos inscritos por 550 fotógrafos, profissionais e amadores, dos quais 170 foram selecionados, mais um grupo de 24 profissionais convidados.
Mosaicografia cobre 20 painéis de lona plastificada, de 9m por 1m60 cada, com 400 fotografias, oriundas de 14 países, no largo diante do Mercado Público. O tema lançado aos fotógrafos foi Sustentabilidade, em todas as suas possibilidades e interpretações.
A temática foi assim definida pelos organizadores: “preservação da memória, das águas, dos rios, do planeta, de gente e bichos, dos amores e da gentileza, do patrimônio histórico, das relações e valores, da ética e cultura, dos grandes e pequenos gestos dignos e tudo o que se pode recuperar e tornar o mundo melhor e possível”.
A Mosaicografia tem a organização, produção executiva e curadoria de Otávio Teixeira, Marcos Monteiro e Gilberto Perin. Por intermédio da lei federal de incentivo à cultura, do Ministério da Cultura, obteve patrocínio da TimacAgro e apoio institucional da Aliança Francesa de Porto Alegre e Prefeitura de Porto Alegre, e apoio da Virada Sustentável de Porto Alegre.
Autor: da Redação
Mosaicografia traz centenas de facetas da sustentabilidade
A condição humana em foto de Lucca Curtolo Casario sobre palafitas pela lente do gaúcho Renê Cabrales Perplexo, o mundo assiste à eleição de Donald Trump nos EUA
Apesar da disputa acirrada na reta final da campanha eleitoral americana, a vitória de Donald Trump causou perplexidade no mundo inteiro.
O bilionário, ex-apresentador de reality show, surgiu no início da campanha quase como uma figura folclórica, fazendo afirmações bombásticas e desafiando o politicamente correto.
Sua vitória foi reconhecida às 2h32min, quando ele alcanançou 270 votos entre os delegados que decidem a eleição americana. Quinze minutos depois ele recebeu o tradicional telefonema da derrotada Hillary Clinton e em seguida fez o seu primeiro discurso como presidente da nação mais poderosa da terra.
Fez um discurso moderado conclamando os norte americanos à união e pregando o entendimento nas relações internacionais, bem diferente do tom belicoso e chocante de suas manifestações ao longo da campanha.
Mesmo assim, as bolsas no mundo inteiro desabaram. Sem experiência política, Donald Trump expressa em sua vitória o desejo de mudança e a decepção com a política tradicional que é dominante entre os americanos.
Entre as medidas chocantes que ele anunciou na campanha estão a expulsão de refugiados e a construção de um muro na fronteira com o México.Fortunati apressa-se a liberar obras no Cais Mauá antes do fim do seu mandato
Naira Hofmeister*
O prefeito José Fortunati homologou na manhã desta terça-feira, 8, o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) da revitalização do Cais Mauá, um dos últimos passos necessários para iniciar as obras no antigo porto da Capital.
Como o projeto está dividido em três etapas – revitalização dos armazéns tombados, construção de três torres de escritórios e um shopping center ao lado da Usina do Gasômetro – e a primeira etapa já possui projetos executivos com licença emitida desde 2013, a tramitação será rápida; a previsão é que em 20 dias esteja concluída.
A Prefeitura quer fazer um evento antes do final da gestão para marcar o início das obras – a intenção era que a assinatura de hoje, que ocorreu no gabinete do prefeito, fosse pública, porém serão necessários pequenos ajustes no projeto anterior, o que impediu o ato oficial.
Embora o Executivo corra para licenciar as obras ainda na atual gestão – dia 1º de janeiro assume o prefeito eleito Nelson Marchezan Júnior – o Ministério Público de Contas (MPC) está pedindo que a “autoridade competente se abstenha de autorizar ou, na hipótese de já o ter feito, suspenda a autorização de qualquer intervenção da arrendatária na área do empreendimento”.
A consideração do MPC será avaliada pelo pleno do Tribunal de Contas do Estado na sessão do dia 16 de novembro. O relator do processo, conselheiro Alexandre Postal, já emitiu o voto, que só será conhecido durante a sessão de análise.
Postal acompanha a tramitação de uma inspeção especial do TCE no contrato de concessão do Cais Mauá à iniciativa privada, na qual técnicos apontam diversas irregularidades legais.
O procurador do MPC, Geraldo da Camino, já havia solicitado ao conselheiro a suspensão do licenciamento enquanto as dúvidas abertas pela inspeção não sejam totalmente esclarecidas. O conselheiro, entretanto, discordou da opinião do procurador e rejeitou o pedido de suspensão, embora tenha intimado os gestores públicos envolvidos para que prestem esclarecimentos.
Da Camino, então, recorreu da decisão, que deverá ser avaliada pelo pleno do TCE na próxima semana.
* Com informações da Prefeitura de Porto AlegreO que está em risco no Arado Velho é tema de audiência na Cosmam
Os impactos na saúde e no meio ambiente, em consequência do empreendimento imoiliário Arado Velho, na zona Sul de Porto Alegre, é tema de discussão hoje à noite na Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal. O patrimônio histórico-cultural fica para discussão futura.
A audiência, aberta ao público, será nesta terça-feira (08/11), a partir das 19h30, na Sala 303 do Palácio Aloísio Filho (Av. Loureiro da Silva, nº 255 – Centro Histórico).
Foram convidados para participar representantes do Movimento Preserva Belém Novo, a Procuradoria Geral do Município, Secretarias Municipal de Meio Ambiente (Smam), Saúde (SMS), Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Promotoria de Justiça de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística, dentre outros órgãos e instituições.
Em termos ambientais, o território cumpre funções extremamente importantes: a planície de inundação das cheias do Guaíba ali tem capacidade de absorver aproximadamente um bilhão de litros de água (um milhão de metros cúbicos). Também contribui para a purificação das águas da chuva e do Guaíba – a vegetação nativa permite a limpeza natural das águas superficiais – e a purificação do ar e menores temperaturas – a transpiração da vegetação nativa reduz a temperatura da região.
A área é refúgio de centenas de espécies de animais, incluindo os peixes, jacaré, capivara, lontra, ratão do banhado, ouriço, graxaim, entre outros. É refúgio e nidificação de mais de 100 espécies de aves – a maior parte aves campestres, incluindo aves migratórias protegidas por lei. E é o habitat de mamíferos ameaçados de extinção, como o bugio ruivo e o gato maracajá.
Mais informações: http://www.facebook.com/preservabelemnovo.“A dor tem pressa”, diz Cármen Lúcia ao abrir oficina sobre saúde
A presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira (7/11), que as sentenças judiciais que dão acesso a remédios são parte da democracia, e que a dor tem pressa.
Foi durante a abertura da primeira oficina dos Núcleos de Avaliação de Tecnologia em Saúde (NATs) e dos Núcleos de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NAT-Jus), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
As oficinas são resultado do termo de cooperação técnica firmado entre o CNJ e o Ministério da Saúde para subsidiar os magistrados em ações judiciais na área da saúde.
A capacitação de juízes ficará a cargo do Hospital Sírio-Libanês. A parceria da entidade hospitalar com o CNJ dará origem a uma plataforma com informações técnicas, com base em evidências científicas, para subsidiar os magistrados de todo o país.
Na prática, ao se deparar com uma demanda por medicamentos ou tratamentos de saúde, o magistrado poderá contar com a consultoria de especialistas da área para auxiliá-lo em relação às informações técnicas.
Segundo a ministra Cármen Lúcia, a parceria vai minimizar os problemas de compatibilidade entre o atendimento coletivo e as demandas urgentes individuais. “O que nós estamos trabalhando é, com a criação desses núcleos, oferecer condições para imediatamente decidir com a informação precisa de médicos”, disse a ministra.
Dor tem pressa – Na opinião da ministra Cármen Lúcia, há uma democratização da sociedade brasileira. “O cidadão que morria até pelo menos a década de 1980, antes da Constituição, não sabia que ele tinha direito à saúde, que podia reivindicar”.
Segundo a ministra, o seu papel como juíza é garantir o direito à saúde. “Eu sou juíza, não sou ministra da Fazenda. Não desconheço a responsabilidade dele. Eu não sou ministra da Saúde. Eu sou juíza, eu tenho a Constituição, que diz que é garantido o direito à saúde. Eu entendo que a medicina pode oferecer uma alternativa para essa pessoa viver com dignidade. Convenhamos, a dor tem pressa. Eu lido com o humano, eu não lido com o cofre”, afirmou.
Banco de dados – O banco de dados que subsidiará os juízes conterá notas técnicas, análises de evidências científicas e pareceres técnico científicos consolidados, emitidos pelos núcleos de apoio e avaliação, pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no Sistema Único de Saúde (Conitec), além de informações da biblioteca do Centro Cochrane do Brasil (instituição sem fins lucrativos) e outras fontes científicas.
O hospital investirá, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, cerca de R$ 15 milhões, ao longo de três anos, para criar a estrutura da plataforma, que estará disponível na página eletrônica do Conselho. Caberá ao CNJ resguardar as informações e torná-las acessíveis aos juízes.
Na opinião da ministra Cármen Lúcia, a falta desse tipo de informação técnica deixa os magistrados sem base para tomar decisões. “Os juízes, muitas vezes, decidem sem saber exatamente se aquele era o medicamento que era necessário, se não tinha outro tratamento. Porque a nossa especialidade não é essa”, ressaltou a ministra.
Oficinas – A oficina no Sírio-Libanês aborda, entre outros temas, a elaboração e padronização de pareceres e notas técnicas, que servirão de subsídio científico aos tribunais para a tomada de decisão em ações relacionadas à saúde.
Supervisor do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, o conselheiro Arnaldo Hossepian também participou da cerimônia. “Nossa ideia é que em até 72 horas seja possível dar uma resposta ao juiz, que poderá ou não seguir o parecer. É possível que a demanda seja temerária e ele, desamparado de conhecimento técnico, tenda a atender o pleito, por tratar-se da vida de alguém”, explicou.
A primeira oficina contou com a presença de representantes dos tribunais de 10 estados: Acre, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.
Gastos elevados – Levantamento do Ministério da Saúde mostra que, desde 2010, os gastos da União com ações judiciais para aquisição de medicamentos, equipamentos, insumos, realização de cirurgias e depósitos judiciais cresceram 727%. Só no ano passado, os gastos atingiram R$ 5 bilhões.
Segundo o órgão, o Sistema Único de Saúde (SUS) terá de arcar com R$ 7 bilhões neste ano. Para o ministro da Saúde Ricardo Barros, que participou da cerimônia em São Paulo, as decisões judiciais dificultam o planejamento da administração dos recursos. “A sentença não cria um dinheiro novo, ela desloca um que já existe”, disse o ministro. Nesse contexto, a parceria com o hospital privado paulista, segundo Barros, é “importante para suprir a deficiência orçamentária”.
Área sensível – A judicialização da saúde é tema de constante preocupação no CNJ. Em setembro, foi aprovada a Resolução 238, que dispõe sobre a criação e a manutenção de comitês estaduais de saúde, bem como a especialização em comarcas com mais de uma vara de fazenda pública.
(Da Agência CNJ de Notícias)Ocupações na Ufrgs convidam população para conversar
Como foi o movimento estudantil durante a ditadura após o golpe de 1964?
Esse é o tema de uma roda de conversa hoje, a partir das 19hs, no curso de Direito da Ufrgs, ocupado desde a semana passada. Como convidados, ex-alunos do curso que foram protagonistas da resistência estudantil na década de 1970.
No campus do Vale, aluns da Ufrgs votando pela ocupação
Em toda a Ufrgs, as ocupações envolvem mais de 30 cursos. Nas escolas de Ensino Médio, agora que passou o Enem, devem aumentar conforme se aproxima a votação da PEC do Teto no Senado.
O movimento Ocupa Tudo Brasil ainda assusta pelo nome e pelo ineditismo. Autoridades da área continuam se referindo às ocupações como “invasões”, e o mesmo ocorre a cidadãos comuns.
Uma das peculiaridades dos Ocupa é que cada ocupação é autônoma, cada passo é decidido em assembleia, e são tomados cuidados para preservar o patrimônio das escolas, como manter fechadas salas que contenham equipamentos, como laboratórios.
Alunos da Fabico ocuparam o prédio dia 31
Na Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação), procurada por alguns veículos de imprensa no primeiro dia (31), a nenhum repórter foi permitido entrar. A explicação: “Ainda não debatemos isso em assembleia”. No dia seguinte, lá estava o convite, um pedido: “Venham nos visitar, hoje à noite tem sarau”.
As ocupações comunicam-se entre si com uma agilidade que desnorteia quem tenta acompanhar. A maioria cria páginas nas redes sociais
Passam de 1.300 as ocupações no país, entre escolas secundaristas e faculdades. Na Universidade de Brasília, a ocupação foi aprovada por 1.200 alunos, numa assembleia histórica, a despeito da contrariedade da direção do DCE.
“Foi uma dupla vitória”, publicaram na página Ocupa Tudo Brasil, no Facebook: “fortalece o movimento nacional e ganha uma batalha contra os capangas do Temer na universidade”.
Assembleia histórica na UnB na noite de segunda-feira (31), com 1.200 estudantes, aprovou adesão ao movimento
Conforme avança no Senado a tramitação da PEC 55, a PEC do Teto (que na Câmara passou como PEC 241), mais se expande o movimento. Se no Paraná, onde as escolas ocupadas passaram de 800, 45 delas foram desocupadas depois de um mês, no Espírito Santo e em Minas Gerais as ocupações aumentam velozmente.
Nesta terça-feira (8), a PEC será discutida na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e votada na CCJ no dia seguinte. A expectativa de estudantes do Ensino Médio, professores e alunos universitários é que toda essa mobilização deságue no dia 11 de novembro como um dia nacional para multiplicar as ocupações.
“Ao invés de querer criminalizar e prejudicar a legítima mobilização estudantil, o governo deveria recuar na contrarreforma do ensino médio, a PEC do Fim do Mundo e a lei da Mordaça, só para começar”, divulga a página do Ocupa Tudo Brasil.Anatel constata um milhão a menos de telefones móveis no Brasil
No mês de setembro, foram registradas 251.028.412 linhas de telefones móveis em operação no país. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número representa uma queda de mais de 1 milhão de linhas em comparação ao mês anterior. Em relação a setembro de 2015, a redução no número de linhas chegou a 9%.
Em setembro, os acessos pré-pagos totalizavam 174,46 milhões (69,5% do total) e os pós-pagos 76,57 milhões (30,5%). Em todo o país, foi registrada em setembro uma média de 121,79 linhas ativas para cada 100 habitantes. A maior teledensidade está no Distrito Federal, onde há 182,39 linhas para cada 100 habitantes.
(Da Agência Brasil)Universidades portuguesas aceitam as notas do Enem para graduação
Marieta Cazarré, correspondente da Agência BrasilJá são 18 as universidades portuguesas que aceitam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção de estudantes brasileiros para graduação. A Universidade do Minho (UMinho), com 19 mil alunos nas cidades de Braga e Guimarães, é uma das principais instituições de ensino superior de Portugal e recebe atualmente cerca de 500 estudantes brasileiros.
De acordo com Carla Martins, pró-reitora de Internacionalização da UMinho, o intercâmbio é importante e beneficia alunos, docentes, pesquisadores e até os moradores das cidades de Braga e Guimarães.
“Os estudantes brasileiros, ao vir para a Universidade do Minho, têm a oportunidade de estudar em um país que não é o seu de origem, e isso traz todas as vantagens de eles terem uma experiência de internacionalização no currículo. Há vários anos que apostamos na internacionalização, porque achamos que é muito importante para uma universidade ter no seu campi alunos de várias nacionalidades. Neste momento, temos cerca de alunos de 80 nacionalidades, o que faz com que este seja um ambiente muito cosmopolita, multicultural”, afirmou Carla, em entrevista à Agência Brasil.
As notas do Enem servem, em Portugal, para classificar os alunos brasileiros para concorrer às vagas destinadas aos estudantes internacionais. Na Universidade do Minho, por exemplo, as vagas para estrangeiros na graduação correspondem a 20% do total. A pró-reitora explica que, no sistema português, há um conjunto de provas específicas que os alunos têm que prestar e as notas do Enem substituem as desses exames.
“Por exemplo, se ele quer engenharia, tem que fazer o exame de matemática, física e química. No caso dos alunos brasileiros, como o Enem tem várias provas, o que acontece é que nós aproveitamos as provas que eles fizeram e damos ponderações diferentes para cada uma das dimensões da prova”, afirma Carla. Dessa forma, as provas feitas no Brasil são utilizadas, com parâmetros de ponderação, para efeitos de cálculo na nota da candidatura dos brasileiros para ingressar nas universidades portuguesas.
“Os estudantes brasileiros vão entrar no âmbito do Estatuto do Estudante Internacional, para o qual há vagas específicas. Eles não competem com alunos nacionais, competem com alunos de outras nacionalidades. Ao aceitar a nota do Enem, significa que os estudantes brasileiros, a partir do momento em que fazem a prova no Brasil, estão em condições de concorrer aos cursos da Universidade do Minho”, explica Carla Martins.
Desempenho acadêmico
Segundo a pró-reitora, a experiência com os alunos brasileiros, que são a maior comunidade de estrangeiros na UMinho, tem sido muito boa. Ela afirma que a adaptação dos estudantes à universidade e às cidades é muito rápida. “Eu acho que a língua é um fator que facilita. Isso faz que com os alunos cheguem e se sintam um bocadinho em casa. Quando comparamos o desempenho dos nacionais com o dos brasileiros, não vemos nada de diferente. Claro que temos muito bons alunos, alunos bons, médios… mas, em geral, estou convencida de que, se estivessem numa universidade brasileira, seu desempenho seria semelhante. São ótimas notícias”.
Saiba quais são as instituições de ensino superior portuguesas que aceitam os resultados do Enem:
Universidade de Coimbra
Universidade de Algarve
Instituto Politécnico de Leiria
Instituto Politécnico de Beja
Instituto Politécnico do Porto
Instituto Politécnico de Portalegre
Instituto Politécnico do Cávado e do Ave
Instituto Politécnico de Coimbra
Universidade de Aveiro
Instituto Politécnico de Guarda
Universidade de Lisboa
Universidade do Porto
Universidade da Madeira
Instituto Politécnico de Viseu
Instituto Politécnico de Santarém
Universidade dos Açores
Universidade da Beira Interior
Universidade do MinhoPorto Alegre é 16a. entre as cidades com maior renda média
A cidade com maior renda média domiciliar do País não é uma capital, mas fica perto. Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, lidera o ranking das 20 cidades brasileiras com maior renda média domiciliar do Brasil, seguida por São Caetano do Sul (SP) e Niterói (RJ).
Destes 20 municípios, 14 estão na região Sudeste. O levantamento foi realizado pela Geofusion e está disponível em http://blog.geofusion.com.br/estudo-20-cidades-maior-renda-brasil.
Em quarto lugar, ficou Nova Lima (MG) e, em seguida, está Vitória (ES), a primeira capital da lista.
A região Sudeste também se destaca por receber 48,76% da população turística de negócios, tendo 247 cidades com potencial para este tipo de turismo.
Outro dado interessante é que das 20 cidades do ranking, nove estão no estado de São Paulo – o mais populoso do Brasil, com aproximadamente 44,4 milhões de habitantes, concentrando 21,7% da população total do País, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estátística (IBGE).
A economia de suas representantes neste ranking é baseada principalmente nos setores de comércio e serviços, como é o caso da primeira colocada, Santana de Parnaíba.
A segunda região que mais se destaca entre as cidades com maior renda média é a Sul – com cinco municípios. Um ponto interessante são que Rio Fortuna (SC), em 11° lugar, e Guabiju (RS), na 20ª posição, possuem menos de 5 mil habitantes, 4.582 e 1.612, respectivamente; e a economia é baseada principalmente na agropecuária familiar.
São considerados excelentes locais para se viver, pois apresentam um elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo o IBGE. Rio Fortuna tem IDH de 0,806 e Guabiju de 0,758.
Brasília, no Distrito Federal, é a única representante da região Centro-Oeste e se encontra na 6ª posição, a frente de capitais como São Paulo – SP (10ª), Rio de Janeiro – RJ (12ª), Florianópolis – SC (13ª), Belo Horizonte – MG (14ª), Porto Alegre – RS (16ª) e Curitiba – PR (17ª).
A capital do Brasil, que hoje está à beira de atingir os 3 milhões de habitantes, foi projetada para que não ultrapassasse os 500 mil – esse número foi superado entre as décadas de 70 e 90, mas, como pode-se notar, conseguiu evoluir sem afetar a média de seu nível de renda.
Além de ser um centro político, a cidade também se apresenta como um importante eixo financeiro. Por ser extremamente plana, a construção civil é um dos fortes setores de sua economia, assim como a agricultura. Cidades das regiões Norte e Nordeste não apareceram entre as 20 com maior renda.
O estudo foi baseado nas Projeções Sociodemográficas 2015 da Geofusion, que estimam dados sobre o perfil da população de todo o Brasil. A metodologia leva em conta diversas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como o Censo, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e Estimativas e Contagens da População.
As 20 cidades brasileiras com maior renda*
Posição Região Município UF Renda Média
1º Sudeste Santana de Parnaíba SP 10.225,53
2º Sudeste São Caetano do Sul SP 9.796,21
3º Sudeste Niterói RJ 9.494,79
4º Sudeste Nova Lima MG 9.052,53
5º Sudeste Vitória ES 8.179,40
6º Centro-oeste Brasília DF 7.917,93
7º Sudeste Valinhos SP 7.650,65
8º Sudeste Santos SP 7.486,78
9º Sudeste Vinhedo SP 7.458,77
10º Sudeste São Paulo SP 7.355,29
11º Sul Rio Fortuna SC 7.309,96
12º Sudeste Rio de Janeiro RJ 7.210,82
13º Sul Florianópolis SC 7.179,68
14º Sudeste Belo Horizonte MG 7.138,89
15º Sudeste Jundiaí SP 6.853,17
16º Sul Porto Alegre RS 6.721,99
17º Sul Curitiba PR 6.696,30
18º Sudeste Holambra SP 6.691,21
19º Sudeste Santo André SP 6.476,55
20º Sul Guabiju RS 6.340,90
* Renda Média 2015 (R$)Filme, show e debate resgatam a obra do músico Octávio Dutra
A obra o compositor Octávio Dutra (1884-1937) será o mote para o evento que prevê exibição de filme sobre seu legado, show com músicas de sua autoria e conversa sobre sua trajetória, no dia 10 de novembro (quinta-feira), das 18h30min às 20h30min, na Biblioteca Pública do Estado (BPE).
“Descobrindo Octavio Dutra” começa com a exibição do filme “Espia Só”; segue com apresentação dos músicos da Ospa, Arthur Elias (flauta), Paulo Inda (violão) e Cosmos Greinesen (viola) e termina com bate-papo. Participam o pesquisador Márcio de Souza, autor do livro ” Espia Só…A trajetória de Octávio Dutra” e do songbook “Espia Só…As músicas de Octávio Dutra”; o diretor do filme “Espia Só”, Saturnino Rocha e o produtor executivo do filme e livros, Carlos Peralta.
O projeto inédito resgata a obra de Octávio Dutra, violonista, compositor, arranjador e maestro porto-alegrense que viveu na primeira metade do século XX. Denominado Descobrindo o Acervo Musical de Octávio Dutra, o projeto foi selecionado pelo programa Rumos/edição 2013-1014, do Itaú Cultural.
A idéia de fazer um livro sobre os caminhos musicais de Octávio Dutra surgiu em 2009, quando teve início a produção do documentário Espia só (título de uma das suas canções), dirigido por Saturnino Rocha e com produção de Carlos Peralta.
Além de entrevistas com músicos, pesquisadores, familiares e amigos, o filme apresenta, na íntegra, algumas das mais de 500 composições – entre choros, sambas e valsas – criadas pelo artista, com interpretação do grupo Arthur de Faria & seu Conjunto.
“Octávio Dutra foi um mediador da música em sua época”, enfatiza Márcio de Souza, professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que fez Doutorado em História Cultural, na PUCRS, com base em pesquisa sobre a trajetória de Dutra. Conforme o contexto musical de Porto Alegre, uma cidade afastada dos grandes centros, Dutra teve que atuar em diversas áreas e assumir muitas funções dentro do seu ofício. “Ele vivenciou a tradição e a modernidade dentro da música brasileira”, ressalta o autor. “Sem optar por regionalismos radicais, esteve sempre em sintonia com a música do seu tempo, compondo temas direcionados para o contexto artístico, social, político e comercial da sociedade em que viveu.”
OCTÁVIO DUTRA
Precursor do chorinho em Porto Alegre, Octávio Dutra introduziu o bandolim na música popular gaúcha e fez com que o violão, instrumento “boêmio”,tivesse maior aceitação na sociedade local. Autodidata, procurou formação acadêmica, em 1909, estudando com o professor Murilo Furtado no Conservatório de Música do Rio Grande, até 1911. Pétalas e Pérolas, seus primeiros álbuns musicais, foram publicados em 1910. Após sua morte, por iniciativa da esposa, Diamantina, foi publicada nova série de músicas, impressas em editoras de São Paulo. Predominavam as valsas e os choros, composições que se tornaram conhecidas nacionalmente pela flauta de Dante Santoro e pelo bandolim de Pery Cunha.
Dutra compôs valsa, polca, choro, samba, modinhas e reclames para o rádio. Destaque para a valsa Celina, sucesso da década de 1910, que vendeu 40 mil cópias, número que hoje equivaleria a meio milhão de cópias. O maestro, que acrescentava à música erudita instrumentos populares, como o violão e o cavaquinho, nos anos 1920 modificou o ritmo da frase inicial do principal motivo da Abertura da ópera O Guarany, de Carlos Gomes, com rítmica sincopada relacionada ao samba.
O grupo Terror dos Facões, criado por ele, atuou entre 1913 e 1919, com virtuosismo e um toque de humor, com um repertório de gêneros híbridos, como polca-tango, polca-choro, polca-marcha, tango brasileiro ou simplesmente choro. Apresentava-se tanto na periferia, junto a camadas populares, como também nos espaços mais elitizados da cidade, como o Clube dos Caçadores e o Theatro São Pedro. Nas primeiras décadas do século 20, surgia na capital gaúcha uma incipiente indústria de discos e gramofones, com foco na música popular. Gravou seus primeiros discos na Casa A Elétrica, gravadora pioneira e na Casa Edison.
Dutra criou também a Guarda Velha, uma orquestra mista, que reunia instrumentos de sopro, madeira e metal, combinando violino, violoncelo, baixo, saxofone, trompete e clarinete aos sons da flauta, do violão e do cavaquinho. Professor de violão, cavaquinho, bandolim e canto, compôs em homenagem a acontecimentos históricos, como a Valsa Republicana, em 1911, e para a Revolução de 30 – nada menos do que duas valsas, uma serenata, uma marcha-hino e uma marcha-carnavalesca. Reverenciou figuras públicas, como Getúlio Vargas, com a serenata Colombina, de 1928, e Osvaldo Aranha, através da marcha-hino Vencemos. Compôs para o Teatro de Revista e para o cinema mudo. Criou jingles para lojas, marcas de cerveja, cigarros, confeitaria Casa dos Beijos (Andradas), cabaré Brazil Club, e Restaurante Naval do Mercado Público. Entre o fim dos anos 1910 e o início de 1920, compôs músicas carnavalescas e ensaiou blocos e cordões de Porto Alegre, como Os Tigres, Os Batutas e o Passa Fome e Anda Gordo. Com o advento do rádio, assumiu a direção artística da Rádio Sociedade Gaúcha e, nos anos 1930, foi regente do regional da Rádio Gaúcha.
Sob a influência da família, ligada à tradição dos saraus e serenatas, o maestro participou ativamente da cultura noturna da cidade, com o Bando do Octávio. Em sua casa, promovia saraus, reunindo músicos locais, do país e exterior, como o violonista paraguaio Agustín Barrios, um dos grandes concertistas internacionais, seu amigo; o guitarrista argentino Juan Rodriguez, o flautista Dante Santoro (discípulo e divulgador da obra musical de Dutra) e Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto. Lupicínio Rodrigues, que o chamava de “rei da valsa”, fez a letra para uma valsa de sua autoria, Nilva.
Vivendo exclusivamente da música, Octávio Dutra, certo dia, sofreu uma paralisia na mão esquerda. “Ele estava numa situação quase de miséria, sem poder trabalhar, doente, tanto é que ele morreu e não deixou nada”, relembra a sua sobrinha-neta Sonia Paes Porto. A morte do talento que mesclou a ambiência do centro com a periferia dos bairros, que promoveu a mistura de gêneros, timbres e instrumentos, ocorreu em junho de 1937, aos 52 anos de idade. Foi noticiada nas rádios e nos jornais de Porto Alegre, gerando depoimentos de colegas do círculo artístico, familiares e amigos, como o poeta Ovídio Chaves e o ator Pery Borges.
Serviço:
Dia: 10 de novembro de 2016 (quinta-feira).
Hora: das 18h30min às 20h30min
Local: Salão Mourisco – Biblitoeca Pública do Estado/BPE (Riachuelo, 1190).
Entrada franca.



