Autor: da Redação

  • Livro de crônicas de Moisés Mendes marca estreia da editora Diadorim

    “Todos querem ser Mujica”, do jornalista Moisés Mendes, é o livro de estreia da editora Diadorim, formada pelos também jornalistas Denise Nunes e Flávio Ilha. O texto de apresentação é do colega e amigo Luis Fernando Verissimo.
    O livro reúne 60 crônicas escritas entre 2014 e 2016, que falam de personagens latino-americanos. O lançamento será às 19 horas de hoje, no bar Ocidente (Osvaldo Aranha, 960), em Porto Alegre.
    Na sequência, às 21h, o autor participará do Sarau Elétrico junto a Diego Grando, Kátia Suman e Luis Augusto Fischer, além do músico Raul Ellwanger.
    Moisés Mendes trabalhou no jornal Zero Hora durante 27 anos. Demitido, foi convidado pela editora Valéria Ochôa a escrever no jornal mensal Extra Classe e mantém o blog www.blogdomoisesmendes.com.br.
    Parte do custo da edição foi bancada por uma campanha de financiamento coletivo.
    Nos últimos anos, Moisés Mendes defendeu, em suas crônicas e reportagens para Zero Hora, ideias de conteúdo marcadamente social num cenário de radicalização das opiniões. O que o transformou numa espécie de porta-voz de uma corrente crítica em relação ao papel dos meios de comunicação.

    Os textos reunidos no livro abarcam os momentos decisivos da mais recente crise política do país – sem deixar de se posicionar claramente sobre suas razões e, principalmente, consequências. Aborda também outros temas, como a literatura de Mário Vargas Llosa e de Eduardo Galeano, a América Latina de Pepe Mujica e de Cristina Kirchner e “polêmicas” bem gaúchas, como os gays e o tradicionalismo e a vida nem tão pacata do interior do Rio Grande.
     

  • Chuva persiste até quinta-feira e causa estragos em todo o Estado

    Todas as regiões do RS foram atingidas e registraram pelo menos algum tipo de dano em decorrência da chuva forte, ventos ou queda de granizo.

    Segundo a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul,  já são mais de 1.300 casas atingidas em 44 localidades. Conta-se 85 famílias em abrigos distribuídos por São Sebastião do Caí, Nova Petrópolis, Cachoeira do Sul e Parobé.

    Com a previsão de que a chuva continue até quinta-feira (20), a expectativa é que estes números aumentem. Os níveis dos rios, conforme informações dos meteorologistas da Sala de Situação, devem continuar a subir pelo menos até o próximo sábado.

    Abaixo, a relação das estradas bloqueadas pelos efeitos da chuva:

    RS 124, km 07, em Pareci Novo. Totalmente bloqueada.

    BR 116, km180, em Nova Petrópolis. Totalmente bloqueada.

    BR 290, km 180, em Pantano Grande. Totalmente bloqueada.

    ERS 446, km 13, em Carlos Barbosa. Parcialmente bloqueada.

    ERS 448, km 32 ao 48, entre a ponte Rio das Antas e Farroupilha. Parcialmente bloqueada.

    ERS 502, km 9, em Paraíso do Sul, bloqueada

    ERS 129, km89/90, em Muçum, bloqueada

    ERS 419, km 4, em Teutônia, bloqueada

    ERS 115, km 27, em Gramado, bloqueada

  • Melo pede que Polícia Federal investigue morte de Plínio Zalewski

    Com a campanha eleitoral suspensa hoje, o vice-prefeito e candidato Sebastião Melo chegou por volta das 10h30 ao velório de Plínio Zalewski, um dos coordenadores de sua campanha à Prefeitura, encontrado morto na sede do PMDB.
    Em entrevista improvisada no cemitério João XVIII, onde ocorre o velório, Melo pediu que o caso passe a ser investigado pela Polícia Federal, já que o corpo foi encontrado dentro de um comitê eleitoral.
    O candidato permaneceu no cemitério por pouco mais de meia hora, depois de ter comentado que percebera alteração no comportamento de Zalewski nos últimos dias: andava abatido e faltou a uma reunião de campanha no sábado.
    Campana
    Melo relatou que tem sido acompanhado de maneira suspeita durante a campanha para prefeito de Porto Alegre. “Tem havido campana na minha casa, na casa do partido e por onde eu ando. Isso é uma coisa fascista. Campanha política não é para isso”, resumiu.

  • Delegados do planejamento querem consulta pública sobre Cais Mauá

    Naira Hofmeister
    Delegados eleitos para representar os moradores da Região de Planejamento 1 de Porto Alegre (RP1), que compreende 19 bairros da área central da cidade, querem ampliar o debate sobre a revitalização do Cais Mauá através de uma consulta pública à população.
    A ideia foi lançada pelo delegado Ibirá Lucas na noite desta segunda-feira (17/10) durante reunião dos representantes da RP1 que analisou o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) do projeto para Cais Mauá, que tramita no Conselho do Plano Diretor (CMDUA) onde a grupo tem assento.
    Vários delegados presentes no evento – que teve também participação de grande público, o que elevou o tom do debate em diversos momentos – se mostraram favoráveis à sugestão. A proposta, entretanto, terá que ser validada pelo conjunto dos 26 delegados em uma próxima reunião, ainda sem data definida. “Acredito que é possível aprovarmos por maioria”, observa Lucas.
    O titular da RP1 no CMDUA, Daniel Nichelle, garante que seguirá a determinação tomada pelos representantes. Caso o encaminhamento seja aprovado dentro da RP1, ele ainda precisará ser validado pelo pleno do Conselho do Plano Diretor para que se torne uma diretriz à prefeitura.
    Presente na reunião, o titular do Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais, Edemar Tutikian, acha “desnecessário” consultar a população sobre a obra, que gera polêmica entre grupos favoráveis e contrários à intervenção e está sendo alvo de uma inspeção especial do Tribunal de Contas do Estado, que levantou irregularidades no cumprimento de cláusulas contratuais.
    “Tudo foi feito dentro dos princípios legais e validado pelo próprio Conselho do Plano Diretor, que lá no início do processo aprovou as diretrizes para o empreendedor”, justificou Tutikian.
    O EVU recebeu parecer favorável do conselheiro representante do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado (Sinduscon-RS), na terça-feira passada (10/10), porém houve um pedido de vistas ao processo para que seja possível esclarecer com mais detalhe os impactos da obra na cidade.
    Para que o empreendedor receba as licenças para iniciar as obras é preciso que o CMDUA ratifique o posicionamento da prefeitura, que aprovou o EVU no final de setembro após a análise de todas as secretarias interessadas no empreendimento. Nenhuma das pastas encontrou motivos para barrar a iniciativa, embora tenham redigido diversas condicionantes para efetivar o licenciamento na forma de contrapartidas para a cidade e obras complementares que garantam a infraestrutura necessária sem ônus para o poder público.
    Críticas à falta de detalhamento
    Os delegados da RP1, entretanto, expuseram dúvidas sobre a viabilidade da obra e criticaram a falta de detalhamento da proposta, que prejudica a análise. “Serão entre 20 e 30 mil pessoas circulando diariamente por esta área, mas não sabemos qual o impacto preciso desse volume de gente e de automóveis”, questionou Fernando Barth, o primeiro a falar.
    Sua colega Ana Lucia Lucas foi taxativa: “Essa reunião não é legítima porque não temos um projeto na nossa frente para avaliarmos. Não sabemos quanto vai custar, como vai ser feito, como será o tratamento de esgoto e o acesso dos bombeiros”, exemplificou.
    Antes da manifestação dos delegados na reunião, a arquiteta Marina Manfro e o diretor de Operações do consórcio Cais Mauá do Brasil, Sérgio Lima, fizeram uma breve apresentação sobre o empreendimento – a mesma que havia sido feita diante do Conselho do Plano Diretor 15 dias atrás e que detalha partes do projeto, como o restauro dos armazéns e as mudanças no setor Gasômetro, mas não esclarece na totalidade questionamentos que vem sendo feitos há anos por um setor da sociedade contrário ao modelo proposto para a área, que prevê espigões com 100 metros de altura, shopping center e estacionamentos.
    “Não temos a documentação técnica necessária, as plantas, os memoriais descritivos. Por exemplo, precisamos fazer uma comparação entre a altura legalmente prevista e o que foi permitido a mais para o empreendedor”, postulou Ibirá Lucas, referindo-se aos limites do Plano Diretor da cidade, que determina 52 metros como a altura máxima para edifícios na cidade.
    O público geral presente levantou ainda a preocupação com a construção em área inundável, que não está protegida pelo muro da Mauá. “Se houver uma cheia e afetar o trabalho e os negócios desenvolvidos ali, quem terá que indenizar pessoas ou comerciantes? O município, que é quem autoriza as obras. O conselho tem um papel muito importante para evitar distorções como essa”, provocou Anadir Alba, integrante do CMDUA nas últimas três gestões, que falou como convidada.
    A delegada Tania Jamardo Faillace chamou atenção para as 11 praças anunciadas pelo empreendedor como um benefício à cidade. O maior desses espaços terá 3 mil m² e homenageará o poeta Mario Quintana; segundo a arquiteta Marina Manfro, “algumas praças são mais permeáveis, tem mais árvores, outras tem uma linguagem mais seca”.
    Mas se é para construir praças, que seja no lugar certo, nas comunidades. Não tem sentido as pessoas pegarem ônibus de longe, onde não há áreas verdes, para vir para cá”, defendeu a delegada.
    Já Valéria Falcão gostaria de saber mais sobre as ciclovias previstas no empreendimento. “Serão no perímetro do Cais, nos acessos? Essa é apenas uma das lacunas que há para serem esclarecidas”, observou.
    Concorrência desleal
    Vice-presidente da Associação Comunitária do Centro Histórico e delegado do planejamento da RP1, Paulo Guarnieri lembrou que o projeto não foi objeto de Estudo de Impacto de Vizinhança, instrumento previsto no Estatuto das Cidades mas ainda não implementado em Porto Alegre. “Precisaríamos avaliar aspectos como o aumento do trânsito na região e a concorrência com o comércio de rua, que é a característica do bairro”, provocou.
    Guarnieri mencionou ainda a existência “de inúmeros prédios desocupados” no Centro Histórico – “edifícios inteiros, todos de escritórios” e recordou que esse é um dos negócios pretendidos pelo empreendedor no local. “Nossa hotelaria tem, nos seus melhores momentos, 50% de ocupação e querem construir hotéis. Vemos muitos restaurantes tradicionais da região fechando as portas e vão implantar ali um polo gastronômico. Não estaria sendo previsto ali uma concorrência desleal ao nosso já combalido mercado de comércio e serviços do Centro Histórico”, questionou.
    Presente na reunião, o vice-presidente da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA) se manifestou em defesa da iniciativa, que segundo revelou, tem o apoio de comerciantes, varejistas e prestadores de serviço da cidade. “A grande e total maioria é a favor. Quanto mais mato mais coelho”, ilustrou.
    Alguns delegados mencionaram preocupação com a descaracterização da área portuária histórica, que é tombada pelo patrimônio nacional e municipal. “Há anos nosso porto vem perdendo a característica de ser alegre porque nossos monumentos e referenciais estão sendo perdidos, a paisagem urbana que está no imaginário popular está deixando de existir, alegou Felisberto Luisi.
    Houve também apontamentos sobre a saúde financeira do consórcio responsável pela revitalização, que sofre cobranças judiciais de dívidas não pagas e chegou a suspender durante um período o contrato com a empresa que faz a segurança da área porque não tinha dinheiro em caixa para pagar pelo serviço.
    O titular da RP1, Daniel Nichelle se comprometeu a encaminhar as respostas do empreendedor aos questionamentos feitos pelos delegados. “Espero ter esse material disponível até o final da semana”, anunciou.
    Validade dos índices construtivos preocupa
    O representante da RP1 no Conselho do Plano Diretor também confirmou que usará a prerrogativa que lhe compete para pedir diligências à prefeitura que esclareçam pontos mencionados na reunião.
    Um deles é o questionamento sobre a validade dos índices construtivos que permitem a construção de edifícios com o dobro da altura máxima prevista para Porto Alegre. A Lei Complementar 638/2010 determina que a autorização para erguer espigões com 100 metros estava assegurada aos investidores que licenciassem e iniciassem suas obras até 31 de dezembro de 2012 – o que não ocorreu no Cais Mauá.
    “Isso é muito grave pois os conselheiros serão levados a votar um EVU fora da lei, e, se aprovarem, estarão sendo coniventes com essa ilegalidade”, alertou o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS), Tiago Holzmann.
    Apesar dos questionamentos, houve também manifestações favoráveis ao empreendimento e também pessoas que participaram da reunião para formar uma opinião a respeito da iniciativa.
    Fotos de Thaís Ratier/JÁ
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  • Morte, tiros, incêndio e invasão na reta final da campanha

    Faltando duas semanas para o segundo turno das eleições em Porto Alegre, a campanha eleitoral começa a ser marcada por fatos chocantes.
    A morte de um dos coordenadores da campanha de Sebastião Melo, Plinio Zalewski, na tarde desta segunda-feira é o mais recente deles. O corpo de Plinio foi encontrado no banheiro da sede do partido.
    Até o momento, a causa da morte não foi revelada. Sua esposa havia registrado uma ocorrência sobre seu desaparecimento na noite deste domingo. No último contato com a esposa, na tarde de domingo, ele teria informado que almoçaria em casa, mas não apareceu.
    Na madrugada desta segunda-feira, 17, outros dois fatos, dignos de uma disputa entre facções criminosas, foram registrados em Porto Alegre. O comitê de campanha do candidato Nelson Marchezan Junior foi alvo de disparos.
    Um automóvel Focus, de cor prata e placas de Ijuí, passou pelo local, na esquina das avenidas Ipiranga e Azenha. Segundo o vigia do comitê, foram dois ataques: um em torno da meia noite, quando foram disparados dois tiros, e outro, em torno da 1h30, quando foram ouvidos cerca de dez disparos.
    Na mesma noite, um incêndio criminoso destruiu um armário com documentos na sede do DEP (Departamento de Esgotos Pluviais). Os documentos estavam na sala da Procuradoria Jurídica.
    No local foi encontrado um galão de querosene. O departamento está sendo investigado por pagamentos irregulares feitos a empresas terceirizadas por serviços que não eram realizados.
    No sábado, a polêmica foi a suposta invasão da sede do PMDB por integrantes da campanha de Marchezan, no momento em que se realizava uma averiguação judicial por ordem do juiz eleitoral Roberto Carvalho Fraga, da 113ª Zona Eleitoral.
    A solicitação partiu da equipe de Marchezan, que alegou não ter encontrado o estabelecimento relacionado nas prestação de contas do candidato peemedebista.
    Segundo nota do PMDB, os integrantes da equipe adversária “tiraram proveito da ordem judicial” e aproveitaram para captar imagens e vasculhar materiais, “agindo de maneira afrontosamente ilegal”.
    O advogado de Marchezan, Caetano Cuervo Lo Plumo, sustentou que a equipe do candidato acompanhou a averiguação de forma legal e que a solicitação foi feita por não terem encontrado o comitê nas contas e gastos de campanha de Melo.

  • Ex-secretário de Urbanismo convoca apoiadores do Cais Mauá para debate

    Naira Hofmeister
    Uma reunião convocada por conselheiros do Plano Diretor para debater com a comunidade da área central de Porto Alegre o projeto de revitalização do Cais Mauá será palco de novo enfrentamento entre defensores de visões opostas para a área.
    De um lado, o coletivo A Cidade que Queremos e os grupos Cais Mauá de Todos e Ocupa Cais Mauá, que defendem que a revitalização deve ter como modelo a ampliação do espaço público, com a área voltada ao lazer e à contemplação.
    De outro, os militantes que concordam com o argumento de que é preciso construir torres comerciais, shopping center e estacionamento para dar viabilidade econômica à obra. Esse grupo está sendo convocado pelo ex-secretário de Urbanismo de Porto Alegre e vereador reeleito pelo PMDB, Valter Nagesltein, que postou mensagens nas redes sociais chamando os apoiadores para a reunião.
    “Esta é a última etapa do processo de aprovação, daí a importância da presença de quem é a favor!”, comentou no facebook.
    Nagelstein é também presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Cais Mauá. Como secretário de Urbanismo pressionou para que a prefeitura acatasse algumas alterações no projeto que iam ao encontro do que defendia a militância contrária ao modelo estacionamento-shopping- espigões previsto para o local. Mas nunca escondeu seu posicionamento favorável à revitalização.
    Em sua postagem, o vereador argumentou que “não existe outra maneira” de revitalizar a área, que é tombada como patrimônio histórico e artístico da União e do município e que “o acesso ao espaço sempre será público e livre”.
    Curioso que, embora em posições opostas no debate sobre o Cais, o slogan do vereador desde a campanha eleitoral seja o mesmo utilizado pelos grupos contrários ao modelo proposto pelo empreendedor: “a cidade que queremos”.
    Entre seus seguidores, muitos confirmaram presença e houve até menção à participação da Banda Loka Liberal, o grupo que liderou as manifestações pela deposição da ex-presidente Dilma Rousseff com sátiras musicais sobre a política.
    A reunião acontece no plenarinho da Câmara de Vereadores a partir das 19:00.
    Conselheiro do TCE rejeita suspensão imediata do licenciamento
    O debate ocorre no momento em que o Tribunal de Contas do Estado decidiu prorrogar mais uma vez o prazo para a conclusão de inspeção especial no Cais Mauá que investiga o contrato de revitalização.
    A inspeção iniciou em fevereiro de 2013 e já foi prorrogada diversas vezes em razão dos esclarecimentos que ainda faltam.
    O conselheiro relator do processo, Alexandre Postal, negou a medida cautelar solicitada pelo procurador do Ministério Público de Contas (MPC), Geraldo Da Camino, que havia pedido a suspensão do licenciamento para obras na área enquanto o consórcio não comprovasse condições de realizar o investimento, orçado em cerca de R$ 500 milhões.
    Entretanto, pediu esclarecimentos aos cinco gestores públicos que respondem pelo contrato, no caso, os superintendentes da SPH desde o governo Yeda Crusius.
    A capacidade financeira do consórcio Cais Mauá do Brasil S.A foi posta em xeque depois que vários prestadores de serviço deram início a cobranças judiciais de dívidas não saldadas no prazo estipulado. A informação foi revelada por exclusividade pelo Jornal JÁ.
    O argumento do MPC é que o consórcio não cumpriu com uma clásula contratual que exigia a contratação de um financiamento que garantisse os aportes à obra; o entendimento de um Grupo de Trabalho comandado pelo Governo do Estado, entretanto, é de que tal cláusula era facultativa e não obrigava a contratação.
    Na reunião do Conselho do Plano Diretor da semana passada, onde o processo de licenciamento das obras no Cais tramita atualmente – é uma das últimas instâncias antes da emissão das licenças – o secretário do gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais da prefeitura, Edemar Tutikian, defendeu que o consórcio só poderia captar recursos no mercado para investir na obra após o licenciamento ser concluído.

  • O lixo cresceu mais que a população e mais que o PIB do País na década

    Por Washington Novaes*
    Teria sido importante que o relatório Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, divulgado no início do mês pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), houvesse alcançado maior divulgação no País todo. É um documento importante para ampliar a consciência de todas as pessoas sobre a geração, coleta e destinação do lixo, já em situação muito delicada. O total de resíduos sólidos urbanos produzidos no País de 2014 a 2015 aumentou 1,78%, passou de 78,6 milhões de toneladas para 79,9 milhões – cresceu 1,7%, mais do que a população brasileira, que aumentou 0,8%, e do que a atividade econômica (PIB), que caiu 3,8%. Ou seja, aumentamos a geração de lixo mais que a produção econômica e mais que a população (que cresceu menos de 1%). Por dia, passamos a gerar um total de 218.874 toneladas. E por pessoa, 1,071 kg.
    É muito lixo, que cresceu mais de 26% na década. Com a agravante de mais de um terço da população ainda sofrer com destinação inadequada, já que 30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou “aterros controlados”, que apresentam os mesmos problemas. Mais de 3.300 municípios continuam a usar instalações inadequadas e lixões. Na média, os serviços de coleta chegam a uma cobertura nacional de 90%, mas há muita diferença entre Norte e Nordeste (80%), menos que a das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste (mais de 90%). No total, coletamos 198.750 toneladas diárias em 2015. Muito? Pouco? Foram 391 quilos por habitante/ano, mais que o Japão ou a Coreia do Sul, que têm PIB per capita de quase três a quatro vezes maior que o do Brasil. Ou a Islândia, a Bélgica, a Suécia, com PIBs per capita ainda mais altos.
    Aumentaram as iniciativas municipais de coleta seletiva. Nas Regiões Sul e Sudeste, em mais de 85% dos municípios, superiores à média nacional de 70% dos municípios. E quanto custa o avanço? R$ 10,15 por mês a cada habitante. Já na área de resíduos da construção civil e resíduos de serviços de saúde, os municípios recolheram 125 milhões de toneladas, “suficientes para encher 1.450 estádios do Maracanã”, como diz o relatório. Muitos especialistas têm opinado que novos avanços dependerão principalmente da passagem dos orçamentos de limpeza urbana dos governos municipais para os estaduais.
    Estudiosos como Marcos Cunha têm lembrado (3/8) que há 25 anos se dizia nas faculdades de Engenharia Sanitária que em média a geração de resíduos sólidos domésticos era de 400 gramas por pessoa a cada dia – dependendo do perfil socioeconômico e cultural em cada lugar. Hoje, os dados atualizados apontam uma geração média por pessoa acima de um quilo, um aumento superior a 100%. Mas a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos ainda não chegou perto de seus objetivos. A queixa principal é a da falta de recursos financeiros. E com isso quase a metade dos resíduos sólidos tem destinação inadequada ou incorreta.
    Já se chegou a apresentar no Congresso Nacional projeto de medida provisória para propor que o prazo para o fim dos lixões no País passasse para 2018. Foi aprovada, mas vetada pela Presidência da República. Porém continuam tramitando outros projetos para prorrogar até 2018 a data para acabar com os lixões; dando novo prazo a municípios de fronteira ou com mais de 100 mil habitantes para instalar aterros sanitários.
    Tudo isso precisa de uma discussão forte e permanente com a sociedade. Por exemplo: casas e condomínios geram mais lixo reciclável do que lixo orgânico; mas tudo é descartado como lixo orgânico. Desperdício. Além disso, não se aceita que esse lixo seja coletado por cooperativas de catadores: desperdício de renda possível.
    Quando se vai para o plano global, o panorama também é assombroso. Diz a ONU-Habitat (O Popular, 7/8) que 1,3 bilhão de toneladas de resíduos sólidos urbanos é gerado por ano no planeta – produtos têxteis, plásticos não recicláveis, resíduos de madeira, lixo “comum” ou embalagens sujas de alimentos. Um dos aproveitamentos é a transformação em etanol, o que já é feito também em outros 63 países. Mas o desperdício é gigantesco.
    Não fazem licenciamento ambiental 70% dos municípios brasileiros (Observatório das Metrópoles e O Estado de S. Paulo, 15,4/16). E concorrem para que o desperdício não seja minimizado com o aproveitamento em obras. O lixo eletroeletrônico não para de crescer, acompanhando o consumo: no ano passado foram 41 milhões de toneladas desse tipo de resíduos no mundo; no Brasil, 1,2 milhão de toneladas, comercializadas ilegalmente (90%) ou descartadas, para aumentar o lixo urbano – mesmo assim, há propostas para prorrogar o prazo de fechamento de lixões, embora a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos já tenha completado seis anos e haja 22 associações e mais de 500 empresas aliadas. Cresceu 138% o número de cidades que desenvolvem programas de coleta seletiva; os postos de entrega voluntária já são 1.666, ou 255% mais que a meta estipulada para 2015. Apesar disso tudo, continua-se a atirar lixo na Baía de Guanabara; às vésperas da Olimpíada, este ano, foi retirada uma tonelada por dia – sem resolver o problema.
    Os cidadãos e políticos continuam muito distantes do problema. “Cuidar do lixo não dá voto”, dizem os políticos. “Eu só não quero lixo diante da porta da minha casa”, dizem os cidadãos comuns.
    O Ministério das Cidades assegura que a coleta seletiva caminha bem. E que a compactação e o isolamento em bolsas de propileno assegura destinação adequada e permanente. Muitas pessoas depositam sua esperança num sistema de transporte e descarte de resíduos da construção civil que permite à limpeza urbana monitorar e fiscalizar por meio de georreferenciamento onde está o lixo. Coordenadas dos pontos onde está cada caçamba permitem localizar por meio eletrônico qualquer porção do lixo.
    Mas ainda falta muito.
    * Washington Novaes é jornalista. Texto publicado originalmente no site O Estado de S. Paulo.

  • Chuva: Capital com pontos alagados, outros sem luz e árvores caídas nas ruas

    Da meia noite até as 9h28 desta segunda-feira (17), choveu em Porto Alegre mais que a média histórica mensal para outubro,de 114,3 milímetros, segundo informações do Centro Integrado de Comando da Capital (Ceic).
    As estações automáticas do Metroclima nos bairros  Sarandi, Centro e Moinhos de Vento detectadam 1.185 descargas elétricas em menos de dez horas. Ainda há intensa atividade elétrica e chance de novas descargas nas próximas horas.
    A previsão é que a chuva continue até quinta-feira. Bueiros sem manutenção adequada agravam a situação, por não escoarem a água com eficiência. Árvores caídas durante temporal da madrugada bloqueiam o trânsito em pelo menos cinco locais.
    Volume de chuva
    Sarandi – 71,6mm
    Centro – 69,8mm
    Moinhos de Vento – 62,1mm
    Tristeza – 50,8mm
    Glória – 38,4mm
    São João – 34,9mm
    Pontos com semáforos apagados
    Oscar Pereira x Antônio Borges
    João de Oliveira Remião x Beco do David
    Carlos Gomes x Av. Plinio B. Milano
    Sociedade libanesa X Nilo Peçanha
    Bento Gonçalves x Antônio de Carvalho
    Nilo Peçanha x João Wallig
    Nilo Peçanha x Carazinho
    Pontos com acúmulo de água
    Ipiranga x Av. Cristiano Fisher
    Ipiranga  (sentido bairro-Centro), 1.500 (faixa central Salvador França (Jardim Botânico)
    Salvador França x Ipiranga
    Nilo Peçanha, junto ao Colégio Anchieta
    Padre Cacique x Edvaldo Pereira Paiva
    Sertório x Dona Sebastiana
    Viaduto da Nilo Peçanha (sentido Sul-Norte)
    Sertório x Edu Chaves
    Árvores nas vias, com bloqueios parciais
    Felicíssimo de Azevedo, 867 (galho bloqueando o passeio)
    Costa Gama x Edgar Pires de Castro
    Saicã x Felizardo Furtado
    Costa Gama, 4.329 (sentido bairro-Centro)
    Costa Gama, 3.280

  • Sob investigação, DEP tem documentos queimados em incêndio criminoso

    A sede do (DEP) Departamento de Esgotos Pluviais foi alvo de um incêndio criminoso na madrugada desta segunda-feira. Um armário com documentos que estava na sala da Procuradoria Jurídica da instituição foi queimado. A perícia preliminar confirmou a suspeita de incêndio criminoso, um galão de querosene foi encontrado no local. O incêndio foi constatado por volta das 4h30. O prédio do DEP, localizado na rua Lima e Silva, não conta com segurança noturna.
    O diretor-geral do departamento, Renê José Machado de Souza, informou que pelo setor passam processos licitatórios, administrativos e de contratações. Há a possibilidade de os contratos que estão sob investigação estivessem no local. Segundo o diretor, todos os documentos têm cópias digitalizadas.
    Estão sendo investigados contratos de contratação de serviços, como limpeza de bueiros e bocas de lobo, que não eram realizados integralmente. Em agosto deste ano, a Prefeitura confirmou que pelo menos R$ 2 milhões foram pagos de forma irregular. A descoberta do esquema levou a Prefeitura a trocar o comando do DEP.

  • Sartori fica seis dias na Europa em busca de investimentos

    O governador Ivo Sartori, à frente de uma comitiva que inclui secretários, empresários e 14 jornalistas, chegou à Europa neste domingo (16), para uma agenda de seis dias. Começou pela Alemanha, de onde pretende trazer investimentos para a montagem de um cluster de alta tecnologia na área médica.
    A primeira agenda foi em Erfurt, na região da Turíngia. O governador José Ivo Sartori, acompanhado por secretários e dirigentes empresariais, participou de jantar oferecido pelo Ministério da Economia Ciência e Sociedade Digital da Turíngia.
    O presidente da Fiergs, Heitor Müller, acompanhou o evento, que marca o início do 34º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EBBA).
    O encontro é uma realização da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias Alemãs (BDI), com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK).
    O evento anual acontece alternadamente no Brasil e na Alemanha. Em 2017, ocorrerá em Porto Alegre, de 12 a 14 de novembro, na Federação das Indústrias do RS (Fiergs). A expectativa dos organizadores é atrair dois mil participantes ao evento na capital.
    A Turíngia é considerada centro mundial da indústria ótica e se destaca pela produção nos setores automotivo e de componentes, engenharia mecânica e de automação, ótica e optoeletrônica, tecnologia da informação e da comunicação, nanotecnologia e sensores, produtos alimentícios e do setor plástico. A abertura oficial do EBBA ocorre nesta segunda-feira (17) e terá a participação do governador Sartori.
    Acompanharam Sartori no jantar de domingo os secretários Carlos Búrigo (Geral de Governo), Fábio Branco (Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia) e Ernani Polo (Agricultura, Pecuária e Irrigação), além do presidente da Cientec (Fundação de Ciência e Tecnologia), Marc Richter, e da presidente do Badesul, Susana Kakuta.
    Ainda na Alemanha, em Sttugart, a comitiva de Sartori se reunirá com a chefe do departamento de Estratégicas Internacionais e Informação para América e Pacífico, Pascale Kohler, para discutir parcerias. Após, visitarão o projeto-piloto, que transforma biomassa em energia (bioliq), e a incubadora KIT.
    França e Itália
    A comitiva, que viaja acompanhada de 14 jornalistas de oito veículos gaúchos, chega à França na quarta-feira, onde a programação prevê encontro com associações de pequenos e médios produtores rurais, quando serão apresentadas experiências das certificações nas propriedades. Na chegada à capital francesa, a comitiva será recepcionada pelo embaixador do Brasil em Paris, Paulo Campos. Na Câmara Brasil-França, Sartori apresentará as potencialidades do Estado a um grupo de empresários, e, em outra reunião, conversará com a direção da empresa Gefco e do Grupo Carrefour.

    Na sexta-feira, 21, estão programados encontros com o governador do estado do Vêneto, Lucca Zaia, na Itália. Cerca de 30 políticos e empresários ouvirão sobre oportunidades no Rio Grande do Sul, especialmente com o setor metal-mecânico, automotivo, agroindustrial e energias, no médio prazo.