Autor: da Redação

  • Marchezan diz que tiros no seu comitê foram tentativa de homicídio

    O comitê eleitoral do candidato à Prefeitura de Porto Alegre Nelson Marchezan Júnior, na avenida Ipiranga, 1.555 da Avenida Ipiranga, esquina com a avenida Azenha, foi alvejado por dez tiros, em dois ataques na madrugada desta segunda-feira, segundo a Brigada Militar.
    Diversas janelas de vidro do segundo andar do prédio, onde está instalado o comitê de campanha, foram quebradas. Um único vigilante estava no local no primeiro ataque.
    Marchezan disse à Zero Hora que não foram ataques ao comitê. “A gente imagina que foi algo preparado, porque ocorreram dois disparos à meia-noite e quando as pessoas voltaram, foram disparos direcionados contra as pessoas. São 60 metros, se não mais, de vidro, e os tiros foram na direção dessas pessoas que estavam ali paradas. Foi uma tentativa de homicídio”.
    O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que ainda desconhece a autoria e a motivação dos ataques.

  • "Viramos hippies por causa de Bob Dylan", diz o jornalista Alex Solnik

  • Corpo humano leva 14 dias para se acostumar com horário de verão

    O corpo humano precisa de ao menos 14 dias para se adaptar totalmente ao horário de verão. Enquanto essa adequação não ocorre, são comuns problemas como falta de atenção, de memória e sono fragmentado.
    O horário de verão 2016 começa no Brasil neste dia 16 outubro, e vai até o dia 19 de fevereiro de 2017. Nesse período, o relógio é adiantado em uma hora.
    Ele vai vigorar no Distrito Federal e nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Espírito Santo
    O objetivo é economizar energia elétrica e gerar um ganho de R$ 147,5 milhões, de acordo com estimativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico, o órgão governamental que controla o setor.
    A medida é comum em muitos países.
    As primeiras ideias sobre o tema surgiram no fim do século 18 e um de seus maiores defensores foi o patriarca americano Benjamin Franklin. Ele dizia que a mudança no horário era necessária para gerar “economia tanto em velas como em querosene”, segundo o pesquisador Guilherme Silva Umemura.
    De acordo com ele, o horário de verão começou a ser adotado na década de 1930 no Brasil. Mas as discussões acadêmicas significativas sobre seu impacto na saúde começaram nos anos de 1970.
    O estudo desenvolvido por Umemura no Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritos Biológicos, vinculado ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, se concentrou em como a mudança no relógio influi na temperatura do corpo humano.
    “Com a mudança no horário as pessoas são obrigadas a acordar mais cedo e isso gera uma série de modificações fisiológicas no organismo”, afirmou.
    Fadiga
    Segundo ele, a temperatura do corpo começa a subir mais cedo do que antes do horário de verão. Isso aponta para uma desestabilização entre os ritmos da temperatura corporal e da atividade de repouso.
    “Essa dessincronização entre diferentes ritmos gera problemas. Desde problemas fisiológicos como distúrbios de sono.”
    “A pessoa fica mais propensa a ter deficits de atenção, pode ter maior fadiga durante o dia, problemas para dormir, fragmentação do sono e até mesmo a diminuição da duração do sono”, disse ele.
    A falta de atenção e a fadiga, afirma, podem ser causadores de acidentes de trânsito e acidentes de trabalho.
    No começo do horário de verão, de acordo com ele, a maior incidência do sol em horários considerados noturnos faz o organismo atrasar seu ritmo. Isso faz com que a pessoa tenda a ficar mais tempo acordada por sentir sono mais tarde – o que afetaria negativamente o sono noturno
    Os grupos mais afetados são os adolescentes e os jovens adultos, segundo o pesquisador.
    Adaptação
    Porém, na maioria dos casos aos poucos o corpo começa a “se acostumar” com a nova rotina.
    “No nosso trabalho nós observamos que 14 dias seria o mínimo necessário para a pessoa se adaptar ao horário de verão”, disse Umemura.
    Mas, de acordo com ele, embora isso seja menos comum, para algumas pessoas os sintomas podem perdurar até fevereiro, quando ocorre a mudança para o horário normal.
    Para chegar a essas conclusões Umemura fez uma pesquisa qualitativa, monitorando dia e noite com aparelhos um grupo de cerca de 20 pessoas – tanto no início como no fim do horário de verão.
    A mudança de horário afeta mais quem tem rotinas mais rígidas de trabalho.
    Mas, para quem tem maior flexibilidade de tempo, o recomendado é tentar minimizar os efeitos da mudança.
    Uma receita é ir acordando 15 minutos mais cedo diariamente, para que a transição ocorra aos poucos.
     
    (Fonte: BBC/USP)

  • Feira do Livro chama atenção para o analfabetismo funcional

    O tema da 62a. Feira do Livro de Porto Alegre, que já está sendo montada na Praça da Alfândega,  é o “analfabetismo funcional”, a incapacidade de entender o que lê, que atinge 27% da população adulta brasileira, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf).
    A pesquisa, realizada  em intervalos de 2 a 3 anos pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a ONG Ação Educativa e com o apoio do IBOPE Inteligência, consulta, desde 2001, pessoas entre 15 e 64 anos de idade, residentes em zonas urbanas e rurais de todas as regiões do país.
    É considerada analfabeta funcional toda pessoa que conhece letras e números mas está impossibilitada de compreender o que lê e de executar operações matemáticas.
    O problema não é detectado pelos índices de escolaridade (ou da falta dela): 22% dos jovens brasileiros de 15 a 24 anos que estudaram até a oitava série do Ensino Fundamental são considerados analfabetos funcionais.
    Quase um em cada quatro brasileiros sai do Ensino Fundamental incapaz de ler e escrever bem. Ou sequer entender o que acabou de ler.
    Em 2008, o problema já esteve na agenda da Feira, após um estudo encomendado pela Câmara Rio-Grandense do Livro ao Instituto Paulo Montenegro/IBOPE. Em 2016, o assunto retorna, desta vez, como tema central da Feira do Livro de Porto Alegre.
    “Essa pesquisa já revelava um alto índice de analfabetismo funcional no Rio Grande do Sul e, desde lá, letramento e formas de enfrentamento a esses números vêm sendo temas em eventos da Feira. Neste ano, queremos dar destaque a esse grande problema, que continua em evidência na nossa população, em todas as idades e em todas as faixas de ensino e de vivências”, divulga Marco Cena Lopes, presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro.
    A Feira, ao ar livre e com livre acesso, tenta assim contribuir com o combate direto a um problema antigo e que tem reflexos na educação, na cultura e na economia do país. Segundo o Inaf, analfabetos funcionais de 15 a 24 anos dedicam-se principalmente aos trabalhos de baixa remuneração na área da agricultura, construção civil e serviços domésticos.
    A 62ª Feira do livro de Porto Alegre vai de 28 de outubro a 15 de novembro de 2016, na Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre/RS.
    (Com informações da Câmara Riograndense do Livro)

  • Uma nova etapa no Brasil ?

    Rosa Angela Chieza – Economista e Professora da FCE/UFRGS
    Florestan Fernandes ao analisar o processo de constituição do Estado brasileiro em seus processos, político, econômico e cultural, identifica “a mudança que não muda”. Pois bem, seguimos nesta ordem. O processo de impeachment concluído em 31/08/2016, sem dúvida, abriu uma “nova etapa” no Brasil. Uma presidente eleita com 54 milhões de votos foi julgada por um Senado com 1/3 de seus representantes alvos de processos criminais.  Outra mudança é que não precisamos discutir se queremos seguir com o Presidencialismo ou mudamos para o Parlamentarismo, basta ter maioria para interpretar a regra no Presidencialismo, como se estivéssemos no Parlamentarismo. Outro elemento desta “nova etapa” é a nova interpretação da liberdade de expressão, prevista na Carta Magna/1988.
    No entanto, precisamos nos contrapor a Florestan e acreditar no Brasil da “nova etapa”. E isso, só ocorrerá quando houver uma reestruturação do sistema fiscal (receita e gasto)  brasileiro que objetive reduzir as  injustiças tributárias.  O Estado não pode seguir tributando às famílias com renda de até 03 Salários Mínimos Mensais (SMM) com Carga Tributária(CT) de 49%, e famílias com renda superior a 30 SMM com CT de 27% (IPEA,2008). Ou seja, a tributação no Brasil, ao sobrecarregar impostos sobre consumo, penaliza os mais pobres em detrimento dos mais ricos, indo em direção oposta a adotada pelos países desenvolvidos. Além disso, de cada R$100,00 gastos pela União, R$43,37 são destinados à financeirização (juros/amortização/refinanciamento da dívida) e apenas R$3,52 para educação e R$4,15 para saúde.
    Apesar deste quadro, o Brasil da “nova etapa” ao aprovar a PEC Nº 141, em 10/10/2016, aponta  com corte de gastos em saúde e educação, reduzindo justamente daquelas famílias que mais necessitam de serviços de saúde e educação públicos, pois recebem até 03 SMM e trabalha 06 meses para pagar tributos. Será esta a “nova etapa”, na qual quem mais contribui, em termos proporcionais, receberá menos ainda do Estado?

  • Porto Alegre recebe curso de capacitação de catadores de lixo eletrônico

    Diminuir a geração de lixo eletrônico, garantindo sua destinação correta e sem contaminação, e ao mesmo tempo profissionalizar e aumentar a renda de catadores de materiais recicláveis. Esse é o objetivo do Projeto Descarte Legal, que chega em outubro a Porto Alegre.

    Entre os dias 17 e 21 de outubro acontece na Universidade Federal do Rio Grande do Sul o curso de capacitação de catadores para o tratamento e destinação correta do lixo eletrônico do Projeto Descarte Legal. Patrocinado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica, o Projeto, desenvolvido pelo Instituto GEA – Ética e Meio Ambiente, em parceria com o Lassu – Laboratório de Sustentabilidade da Poli-USP, vem promovendo mudanças na vida dos catadores de lixo do país e pensando soluções para o problema do lixo eletrônico: só no Brasil, a produção de e-lixo chega a 100 mil toneladas por ano e já representa 5% do lixo gerado pela humanidade.
    O curso, com duração de uma semana, receberá 12 catadores de diferentes Unidades de Triagem porto-alegrenses, que aprenderão como tratar o lixo eletrônico de forma segura e ambientalmente correta, podendo assim direcioná-lo para a reciclagem. A separação correta dos resíduos eletrônicos possibilita aumentar o valor de venda dos produtos coletados em 900%, gerando um grande impacto na renda. O quilo de resíduos eletrônicos que antes da separação é vendido como sucata metálica por R$ 0,30/kg, depois do tratamento pode passar a R$ 3,00/kg.
    O Projeto Descarte Legal já passou por São Paulo, Brasília, Salvador, Recife, Belém, Rio de Janeiro e Curitiba, onde capacitou mais de 200 profissionais e promoveu uma diferença na vida de muitos catadores. Nessas cidades, a Caixa doou até o momento cerca de 20 mil equipamentos eletrônicos às cooperativas, entre CPUs, monitores de LCD,  impressoras e periféricos. Com esse material, o projeto já gerou para os profissionais participantes mais de R$ 250.000,00, o que trouxe um aumento significativo na renda desses trabalhadores.
     

  • A iminente prisão de Lula: "Eu achava que o golpe final seria no ano que vem"

    Do Jornal GGN
    O blogueiro Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, publicou na tarde desta sexta-feira (14) uma nota informando que o ex-presidente Lula deve ser preso a qualquer momento e que parte da grande mídia já teria detalhes da operação que levará para Curitiba outros petistas. Segundo Guimarães, “não será de espantar se a prisão ocorrer na próxima segunda-feira”, considerando que foi antecipada por “sucessivos indiciamentos”, “engendrados para ir preparando o espírito da população”.
    “Este é um dia de muita tristeza para este blogueiro. Chegaram ao meu conhecimento informações fidedignas e verossímeis de que Lula pode ser preso a qualquer momento em um verdadeiro show que está sendo armado pela Globo em consórcio com a Lava Jato. (…) Infelizmente, minha fonte é segura. E nem fui pego de surpresa. Eu tinha certeza de que isso estava para acontecer. A informação que me foi passada só me surpreendeu pelo timing; eu achava que o golpe final seria dado no ano que vem”, publicou o blogueiro.
    Essa semana, Lula virou réu pela terceira vez, mas não pela Operação Lava Jato. Ele foi acusado pela Procuradoria do Distrito Federal de ter praticado tráfico de influência em favor da Odebrecht em Angola. Em troca, teria sido contratado para fazer palestras e intermediato a subcontratação da Exergia Brasil, de Taiguara Rodrigues (o “sobrinho”). Na visão dos procuradores, a empresa é de fachada e teria pago despesas pessoais de Frei Chico, irmão de Lula.
    A defesa do ex-presidente negou as acusações e apontou que não faz sentido uma denúncia em que Lula aparece fazendo lobby para a Odebrecht conquistar R$ 7 bilhões em financiamento do BNDES para receber, em troca, R$ 20 mil em plano de saúde e combustível para seu irmão. Além disso, o advogado Cristiano Zanin enviou nota à imprensa reafirmando que Lula é vítima de lawfare – uso distorcido das leis para destruir um inimigo público. O criminalista disse, em coletiva de imprensa, que a Lava Jato e outras investigações centradas em Lula têm um objetivo em comum: inviabilizá-lo como candidato em 2018.
    Essa semana, a jornalista Helena Chagas também publicou que o ministro Teori Zavacki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, autorizou uma série de medidas cautelares, em caráter estritamente sigiloso, o que indicaria que uma nova fase da operação está em andamento. No Supremo, Lula é investigado por suposta tentativa de obstruir a Lava Jato.
    Na visão de Guimarães, a prisão de Lula pode ter sido acelerada para evitar que o desempenho ruim do governo Michel Temer crie uma massa crítica capaz de endossar manifestações a favor do ex-presidente.
    “Os golpistas consideram que haverá uma comoção pública com as medidas de supressão de direitos e eliminação de programas sociais que vêm por aí e, nesse contexto, o recall de Lula ressurgirá com força inaudita. (…) Este momento está sendo considerado o ideal para prender Lula porque a maioria da sociedade ainda está com muita raiva do PT e essa raiva tende a se diluir conforme for ficando claro que o golpe foi dado para tomar do povo os benefícios dados justamente pelo PT.”

  • Ospa para crianças: Série Concertos Didáticos 2016 começa sábado

    Neste ano, a já tradicional sequência de apresentações da Ospa para escolas será nas manhãs de 15, 17, 18 e 25 de outubro (sábado, segunda e terças-feiras). As crianças, orientadas pelo maestro Evandro Matté, apreciarão trilhas de animações e repertório tradicional. O primeiro concerto da série será aberto ao público.


    Que instrumentos formam a orquestra? O que faz um maestro? Como se dividem os naipes? Estas e outras perguntas serão respondidas de forma divertida e interativa pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre na Série Concertos Didáticos 2016. Criada para aproximar o público infantil da música orquestral, a série este ano terá seis apresentações, alternando obras sinfônicas com uma conversa com o regente.
    Conduzidas pelo maestro Evandro Matté, diretor artístico da Ospa, as exibições são destinadas a turmas de escolas previamente inscritas (segunda a quarta série do ensino fundamental). Um total de 46 escolas se inscreveu para esta edição, sendo 43 delas da rede pública. Os concertos ocorrem nas manhãs de 15, 17, 18 de outubro (sábado, segunda e terça-feira), no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, e de 25 de outubro (terça-feira), no Theatro São Pedro.
    A inauguração da Série 2016, dia 15 de outubro, agendada para 10h30, na Assembleia, será aberta ao público – um ótimo programa gratuito para as famílias. O repertório destaca peças conhecidas do público infantil, como os temas dos filmes “Harry Potter”, “O Rei Leão”, “Piratas do Caribe” e “A Bela Adormecida”, além de canções de roda e peças mais tradicionais da música de concerto.
    A apresentação será do carismático “Cachorro Abelardo”, personagem interpretado por Mário de Ballentti, ator e manipulador de bonecos que atuou junto à TV Colosso, da Rede Globo, e que fundou da Cia. Caixa do Elefante. No elenco de participações especiais está também o jovem contrabaixista Weslei Félix Ajarda, estudante da Escola de Música da Ospa que venceu os últimos dois concursos internos do conservatório, e a cantora mirim Maria Carolina Nogarett, integrante do Musical Anchieta e do Coro Jovem da Escola da Ospa.
    A intenção dos Concertos Didáticos é complementar a educação musical dos alunos, contribuindo também para a formação de novas plateias para a música de concerto. A programação é desenvolvida especialmente para os estudantes.

    Nos dias 17 e 18 de outubro (Teatro Dante Barone), os concertos acontecem às 9h e às 10h30. No dia 25 de outubro (Theatro São Pedro), o concerto acontece às 10h30. Mais informações pelo telefone (51) 32227387 ou pelo site www.ospa.org.br.

    Concerto aberto ao público:
     
    Quando: 15 de outubro, sábado, às 10h30
    Onde: Teatro Dante Barone (Assembleia Legislativa – Praça Marechal Deodoro, 101)
    ENTRADA FRANCA
    Concertos para as escolas previamente inscritas:
    Quando: 17 e 18 de outubro, segunda e terça-feira, às 9h e às 10h30
    Onde: Teatro Dante Barone (Assembleia Legislativa – Praça Marechal Deodoro, 101)
    Quando: 25 de outubro, terça-feira, às 10h30
    Onde: Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, s/nº)
    PROGRAMA
    John Williams: Harry Potter
    G.Weiss/H. Pereti/L. Creatore: O Rei Leão | The Lion Sleeps Tonight (Arranjo: Silvane Guerra)
    Canções de Roda (Arranjo: Alexandre Ostrovski Jr.)
    Classical Medley (Arranjo: Jeon Huen)
    Alan Abel: Tom Tom Foolery
    Domenico Dragonetti: Concerto para Contrabaixo e Orquestra (Allegro Moderato) | Solista: Weslei Felix Ajarda
    Sammy Fain e Jack Lawrence: A Bela Adormecida | Once Upon a Dream (Arranjo: Silvane Guerra) |Solista: Maria Carolina Nogarett
    Klaus Badelt: Piratas do Caribe
    Regência: Evandro Matté
    Solistas: Weslei Felix Ajarda (contrabaixo) e Maria Carolina Nogarett (voz)
    Participação: Mário de Ballentti (Cachorro Abelardo)
  • La Niña acende alerta na Bacia do Sinos, poluída por lavouras de arroz

    Como acontece anualmente, o Comitesinos aprovou a renovação do acordo entre arrozeiros e companhias de abastecimento de água para o caso de estiagem na Bacia do Rio dos Sinos nos próximos meses. O período de seca é esperado por efeito do fenômeno climático La Niña. Foi durante a plenária da entidade, na quinta-feira (13), na Unisinos, por unanimidade do colegiado da entidade (composto por representantes do setor produtivo, empresas de saneamento, entidades de moradores, órgãos de governo e  ONGs ambientais, entre outros).
    A plenária teve ainda apresentações sobre gestão de risco com foco na prevenção de danos de cheias e conservação das águas, além de resultados do trabalho realizado no âmbito do Projeto VerdeSinos junto às Unidades de Referência de agroecologia na região (efetivação do Plano de Bacia). Outro ponto da pauta foi a proposta de procedimentos para aperfeiçoamento do mapa da planície de inundação da Bacia do Sinos, que deve ser discutida até a próxima plenária, em novembro.
    Bombeamento para irrigação
    Pelo acordo envolvendo agricultores e operadoras de abastecimento público (Corsan, Comusa/NH, e Semae/SL), em caso de estiagem, o bombeamento de água para lavouras de arroz será suspenso sempre que o nível do Rio dos Sinos estiver igual ou inferior a 50 centímetros do crivo da bomba de captação de água bruta do Semae, em São Leopoldo, ou a 70 centímetros do crivo da bomba da Corsan, em Campo Bom. Está estabelecido também o nível de alerta a partir dos 60 centímetros na estação de São Leopoldo, e 80 centímetros na estação de Campo Bom.
    Como nos anos anteriores, o protocolo também define que o Departamento Estadual de Recursos Hídricos (DRH) fica encarregado de informar às entidades-membro do Comitesinos o início do regime de paralisação. Para isso, as companhias de abastecimento devem informar todas as manhãs ao DRH e à Secretaria do Comitesinos o nível do rio em seus respectivos pontos de captação.
    Já os produtores rurais devem indicar aos órgãos o nome e contato dos responsáveis por receber as informações de alerta ou suspensão e imediatamente acionar todos os produtores. Das lavouras gaúchas, sai 70% do arroz produzido no Brasil.
    Os acordos para conciliar a produção agrícola na parte alta da Bacia do Sinos com as necessidades do abastecimento público na parte mais baixa, em caso de estiagem, ocorrem desde 2005 no âmbito do Comitesinos. Antes de passar pela plenária, a fórmula é sempre reavaliada na Comissão Permanente de Assessoramento (CPA, da qual fazem parte os dois setores diretamente envolvidos). Com isso, os protocolos foram aperfeiçoados com o passar do tempo, mas a fórmula renovada desta vez tem sido a mesma desde o verão de 2013/2014.
    Ferramentas de gestão

    promotora Ximena Cardozo Ferreira  / Foto Castor Becker Júnir/Comitesinos
    Promotora Ximena Cardozo Ferreira / Foto Castor Becker Júnior/Comitesinos

    Outro destaque na plenária do Comitesinos foi a apresentação da promotora de Taquara, Ximena Cardozo Ferreira, sobre seu estudo a respeito das ferramentas para gestão de riscos a partir do mapeamento das áreas de inundações feito na Bacia do Sinos. A apresentações foi baseada na tese de mestrado em Direito Ambiental, concluída por Ximena recentemente na Espanha. A partir do caso da Bacia do Sinos, a promotora se debruçou sobre os princípios da legislação brasileira e abordou também as experiências europeias sobre a questão.
    Ximena reforçou o papel do Comitê de Bacia e a necessidade das legislações municipais observarem o ordenamento regional sobre os usos das águas. E ainda concluiu uma relativa vantagem do cenário brasileiro. Ela explicou que, na Europa, os governos estão tendo que investir grandes recursos em estruturas para construírem espaços que garantam os serviços ambientais que as áreas úmidas ou de banhados mantinham no regime hídrico. Tanto para garantias de água para a população quando na proteção contra cheias. “Enquanto que aqui temos áreas de banhados, vegetação ciliar e toda uma estrutura natural cuja importância para as pessoas é ignorada – muitas vezes deliberadamente – por alguns gestores e empreendedores.  A legislação ambiental não existe por existir. Ela está aí para evitar danos que são muitas vezes irreversíveis e de uma maneira ou outra afetariam a todos”, ressaltou.
    Unidades de referência
    A apresentação sobre o trabalho nas Unidades de Referência (URs) do Projeto VerdeSinos ficou a cargo dos agricultores Alexandre Ramos e Maria Regina Konrath. Eles apresentaram o projeto que envolve atualmente 76 famílias em 11 municípios da região, trabalhando em cultivo agroecológico aliado a um trabalho de preservação de nascentes e recuperação da mata ciliar, além do tratamento do esgoto das propriedades, compostagem dos resíduos de criações de animais e outras frentes de trabalho.
    Ramos chegou a se emocionar ao apresentar seu relato, pela importância do trabalho realizado, com a parceria da Emater e dos Centros Municipais de Educação Ambiental no meio rural (que abrange mais de 65% do território da Bacia). Além disso, as ações nas URs estão previstas na agenda de ações do Plano de Bacia, em itens como Redução de Cargas Poluidoras, Gestão de Áreas Protegidas, Otimização de Demandas de Água e outros.
    (Com Comitesinos)

  • Vara criminal da Capital faz sua primeira videoaudiência

    O juiz da 2ª Vara do Júri, Felipe Keunecke de Oliveira, conduziu nesta sexta-feira (14/10) a primeira videoaudiência realizada na Capital. Foram ouvidos dois homens que estão no Presídio Central acusados da morte de um homem e de uma tentativa de homicídio.
    Esta é a primeira etapa do projeto-piloto da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) para realizar audiências criminas sem a presença dos réus nos Foros, evitando assim custos, deslocamentos e ausências.
    O magistrado acredita que a novidade vai agilizar o andamento dos processos, pois o novo sistema resolverá parte do problema da Superintendência de Serviços Penitenciários (SUSEPE) de não apresentar todos os réus para as audiências: “Desde que assegurado o direito do réu e ele saiba o que está acontecendo, este tipo de interrogatório ajudará muito, principalmente na Vara do Júri, onde temos muitos réus presos de dependemos do interrogatório para finalizar uma parte importante do processo.
    Para a promotora de Justiça Sônia Eleni Corrêa Mensch, que participou da videoaudiência, “este tipo de interrogatório já deveria ter começado antes, tanto pela celeridade do processo quanto pela segurança dos envolvidos, inclusive, do próprio réu”.
    O defensor público Marcelo Candiago, que faz a defesa dos réus ouvidos hoje, aprovou a experiência inédita. “O uso da tecnologia impõe celeridade e com a experiência de hoje vi que se mantém as garantias de conversar com os réus de forma reservada”, afirmou o defensor.
    O projeto de videoaudiências foi criado pela CGJ como uma alternativa para dar celeridade aos julgamentos devido ao grande número de audiências adiadas na Capital e Região Metropolitana. De acordo com levantamento feito pela Corregedoria, já chega a 50% o número de audiências não realizadas porque os réus não foram apresentados pela SUSEPE.
    (Com informações do TJRS)