Autor: da Redação

  • Lula a fragmentação da esquerda

    Pinheiro do Vale
    O ex-presidente Lula submergiu e aguarda olhando de periscópio o tumulto que se estabeleceu na esquerda depois dos resultados das eleições de 2 de outubro.
    Seu projeto é evitar que as dores da derrota levem as forças populares a uma fragmentação desastrosa.
    Seu partido, o PT, parece agonizar diante da derrota, perdendo a posição de maior agremiação política do País para cair para a décima posição, atrás do PDT de Brizola.
    Na mesma área, o Psol de Luciana Genro, mesmo perdendo em Porto Alegre, parece emergir como nova força da esquerda e se coloca para disputar a liderança das forças populares.
    Enquanto isto, o pragmático PCdoB sugere calma e cuidado na crise: o líder dos comunistas, Aldo Rebello, em entrevista ao repórter Ivanir Bortot, do site “Os Divergentes”, adverte que as propostas de refundação do PT significam o isolamento no quadro eleitoral.
    Para Rebelo, as lideranças desse partido, leia-se Lula, deve procurar rapidamente ampliar suas alianças para o centro. Se não fizer isto, deixará esse eleitorado à mercê da direita.
    Esta parece ser a postura de Lula, que caco a caco procura refazer as forças que levaram o seu partido ao poder e o sustentaram por 12 anos, até sucumbir na tragédia política do governo de Dilma Rousseff.
    A direita triunfante e o fascismo hidrófobo estão embriagados pelos resultados das eleições municipais. Este é o clima pós-eleitoral dos vencedores que Lula está deixando se esvair antes de retomar sua campanha para 2018.
    Neste caso, mesmo que tenha de amargar mais uma derrota, como em outros pleitos nopassado, Lula vai trabalhar para reerguer e tecer uma nova maioria para retomar ao poder, se não em 18, em 2022.
    É assim que se faz a política na democracia de massa. Ninguém melhor do que Lula sabe o quanto o eleitorado e volúvel. O mesmo eleitor que o elegeu, puniu seus aliados no domingo, mas pode voltar no futuro. Alternância no poder
    O PT prepara-se para a nova fase, pois de nada vale chorar sobre o leite derramado. No Rio Grande do Sul o partido vai para as eleições com sua força máxima, apresentando para o senado o nome consagrado de Paulo Paim e, decidido na terça feira, Dilma Rousseff.
    O PT vai de chapa puro sangue na disputa pela Câmara Alta.
    Para o governo do Estado ainda falta um nome e, principalmente, a composição das alianças.
    Para ter dois senadores na chapa, o PT poderia abrir mão da cabeça de chapa para o executivo. É uma possibilidade que se considera remota, mas o PT gaúcho pode aceitar, se Lula insistir.
    A esquerda, dizem as pessoas próximas a Lula, precisa trabalhar a unidade e tirar de 2016 a lição de que disputas pela hegemonia interna levam ao fracasso, como comprovam as sucessões de derrotas que lhe tiraram do segundo turno, como em Porto Alegre.
    A verdade é que Lula uma vez mais é o último bastião. Em torno dele devem se unir as forças populares para a longa e penosa marcha para a retomada do projeto popular cortado com o golpe parlamentar de agosto.
    Entretanto, deve abandonar o vocábulo golpe, que se mostrou ineficiente para ganhar votos. Deve surgir um slogan positivo, propositivo.

  • Vereadores só votarão Lei do Uber depois de aprovar orçamento de 2017

    Agendada para recomeçar nesta quarta-feira (5/10), a votação do projeto de lei do Executivo que regulamenta o Uber e outras plataformas de aplicativos para transporte de passageiros ainda não tem data para continuar.
    Só na quinta-feira (6/10) pela manhã, reunião dos líderes de bancada definirá a data. É que há temas mais importantes para a cidade, como a votação do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) –  que tem prazo legal a ser enviado ao Executivo até 10 de outubro – e mais nove vetos, que têm prioridade na pauta de votações.
    “Se na reunião os líderes decidirem retomar a votação do Uber ainda na quinta, isso poderá ser feito, mas somente após a apreciação da LDO e dos vetos. Na quarta-feira não pode haver votação porque, pelo Regimento da Casa, não há Ordem do Dia na sessão das quartas”, explicou o presidente da Casa, Cássio Trogildo.
    A votação do projeto do Uber foi iniciada no último dia 29 de setembro, com a apreciação das emendas apresentadas pelos vereadores. A emenda  de número 1 – a única votada até agora – foi aprovada por 16 votos a oito. Apresentada pelos vereadores Bernardino Vendruscolo (PROS), Idenir Cecchim (PMDB) e Dr. Thiago (DEM), ela permite a instalação de equipamentos de áudio e vídeo para gravação das viagens nos carros que trabalham com aplicativos tipo Uber. Foram apresentadas 57 emendas ao projeto, sendo que a emenda 52 foi retirada pelo próprio autor.
    Clique para acessar o conteúdo de cada emenda:
    Emenda nº 01 – Aprovada
    Emenda nº 02
    Emenda nº 03
    Emenda nº 04
    Emenda nº 05
    Emenda nº 06
    Emenda nº 07
    Emenda nº 08
    Subemenda nº 01 à Emenda nº 08
    Emenda nº 09
    Subemenda nº 01 à Emenda nº 09
    Subemenda nº 02 à Emenda nº 09
    Emenda nº 10
    Emenda nº 11
    Subemenda nº 01 à Emenda nº 11
    Emenda nº 12
    Emenda nº 13
    Emenda nº 14
    Emenda nº 15
    Emenda nº 16
    Subemenda nº 01 à Emenda nº 16
    Emenda nº 17
    Emenda nº 18
    Emenda nº 19
    Emenda nº 20
    Emenda nº 21
    Emenda nº 22
    Emenda nº 23
    Emenda nº 24
    Emenda nº 25
    Emenda nº 26
    Emenda nº 27
    Emenda nº 28
    Emenda nº 29
    Emenda nº 30
    Emenda nº 31
    Emenda nº 32
    Emenda nº 33
    Emenda nº 34
    Emenda nº 35
    Emenda nº 36
    Emenda nº 37
    Emenda nº 38
    Emenda nº 39
    Emenda nº 40
    Emenda nº 41
    Emenda nº 42
    Emenda nº 43
    Emenda nº 44
    Emenda nº 45
    Emenda nº 46
    Emenda nº 47

  • Greve dos bancários completa 30 dias, sem nova proposta da Fenaban

    A greve dos bancários completa 30 dias nessa quarta-feira (5/10). A negociação com os bancos está paralisada há uma semana. A pressão aumenta: em vez de nova proposta dos bancos, o que têm são interditos proibitórios, liminares da OAB-RS e de representantes das donas de casa. Estas duas liminares foram derrubadas por mandado de segurança. Mandato de segurança do SindBancários derrubou interdito proibitório do Santander. Há outros, do Bradesco e do Itaú.
    Na área de abrangência do SindBancários, 307 agências ficaram fechadas, totalizando 1.042 agências fechadas no Rio Grande do Sul.
    Na manhã desta terça-feira (4/10), houve uma concentração em frente ao Santander, no Centro de Porto Alegre Cultural. Na quarta-feira, a partir das 7h30, estão programadas as saídas dos piquetes móveis para o convencimento dos bancários para fortalecer a unidade e ampliar o movimento.
    “Precisamos fortalecer o movimento e ampliar a unidade da categoria. Vamos conversar com os colegas e dizer que é importante a participação para dobrar a intransigência dos banqueiros”, afirmou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.
    Contexto político
    O diretor da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo, que participou da última reunião como integrante do Comando Nacional dos Bancários em São Paulo, com a Fenaban, fez uma análise do contexto político que envolve o movimento dos bancários. Para o dirigente, o contexto político pós-impeachment sinaliza para a pressão do governo federal por um ajuste fiscal que tem no sistema financeiro um forte aliado.
    “Este ano, desde que a pauta nacional de reivindicações foi entregue à Fenaban (em 9/8), os banqueiros deixaram claro que teria uma mudança. É a tese dos anos 1990. Para segurar a inflação, eles querem desindexar a economia. E isso significa não repassar a inflação para os salários”, explicou Juberlei.
    Os representantes dos bancos ofereceram 7% de reajuste no piso e nas verbas salariais (auxílios e vales) e abono de R$ 3.500. O índice é 2,62% abaixo da inflação, que foi de 9,62%. Além disso, propõem que o acordo seja fechado também para o próximo ano, quando garantem a reposição da inflação e 0,5% de aumento real.
    Os bancários não abrem mão de obter ao menos a reposição da inflação.

  • Cinco projetos continuam trancando a pauta da Assembleia

    Dos sete projetos do Executivo inicialmente previstos para serem votados na tarde desta terça-feira, apenas dois foram votados nesta terça-feira (4), a pedido do próprio governo estadual. As cinco propostas que deixaram de ser votadas, e que trancam a pauta desde a semana passada, deverão ser apreciadas só na próxima terça (11). Outras vinte matérias que já estão aptas a serem votadas só entrarão na pauta depois disso.

    As duas matérias aprovadas na sessão desta tarde foram o PL 175 2016, autorizando o Executivo a prorrogar contratações emergenciais de servidores para o Instituto-Geral de Perícias (IGP), e o PL 178 2016, autorizando a Ceasa (Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul) a contratar, em caráter emergencial e pelo prazo de doze meses, um contador, um administrador, um advogado, um engenheiro civil e um auxiliar técnico de manutenção.

    Os dois projetos foram aprovados por unanimidade.

    Veja a relação dos cinco projetos do Executivo que deverão ser apreciadas na semana que vem:

    PL 176/2016, criando o Plano de Amortização do Déficit Atuarial do Regime Financeiro de Capitalização do Regime Próprio da Previdência Social (RPPS) dos Servidores Militares do Estado. Pela proposta, para a obtenção do equilíbrio financeiro e atuarial, o Estado realizará a amortização do déficit em 35 anos, através de aportes periódicos, que deverão ocorrer de forma mensal, juntamente com a contribuição obrigatória de custeio previdenciário, atualizados de acordo com a meta atuarial estabelecida para o plano capitalizado, tendo como data-base janeiro de 2015. A amortização também poderá ser realizada por meio de dação em pagamento de bens imóveis e direitos de qualquer natureza, mediante avaliação prévia e análise do Comitê de Investimentos e aprovação do Conselho Deliberativo do Ipe-Previdência, desde que possam produzir retorno financeiro adequado ao regime previdenciário.

    PL 177/2016, que cria o Plano de Amortização do Déficit Atuarial do Regime Financeiro de Capitalização do Regime Próprio da Previdência Social (RPPS) dos Servidores Civis do Estado, nos mesmos moldes do projeto anterior.

    PL 141/2016, introduzindo alterações na lei do ICMS, com o objetivo de estender o diferimento às saídas de máquinas e equipamentos industriais, bem como acessórios, que tenham como destino final o ativo permanente de estabelecimento industrial que tenha firmado Termo de Acordo ou Protocolo de Intenções com o Estado, prevendo diferimento, às hipóteses em que o estabelecimento industrial contratar empresa sob a modalidade “Engineering, Procurement and Construction – EPC” para as operações internas e importações.

    PL 181/2016, que cria o Programa de Aproveitamento e Gestão dos Imóveis do Estado, autorizando àquele Poder a alienar bens imóveis de sua propriedade, das autarquias e das fundações por meio de leilão ou permuta por outros imóveis ou áreas construídas.

    PL 183/2016, reajustando para R$ 1.800,00 a Gratificação Especial de Retorno à Atividade (Gera) estabelecida aos integrantes do Corpo Voluntários de Militares Inativos que atuarem exclusivamente nas atividades junto à Brigada Militar e à Secretaria da Segurança Pública, incluindo o policiamento em escolas e o videomonitoramento.

    (Fonte: ALRS)

  • Pesquisa inédita mapeia indústria de reciclagem de plásticos no país

    Com o objetivo de mapear a indústria brasileira de reciclagem de plásticos, foi realizado levantamento inédito abrangendo, desde as cooperativas até os recicladores, além dos pontos de entrega voluntária de recicláveis (PEVs).
    O trabalho foi realizado em todo o Brasil pela FIA (Fundação Instituto de Administração), da USP. Para tanto, foram contatadas mais de 4.700, entre PEV’s, entidades e empresas. Dessas, 169 recicladoras industriais efetivamente responderam ao questionário. O objetivo foi verificar a estrutura das empresas, tempo de mercado, empregabilidade, faturamento, além dos tipos de plástico com que atuam e suas impressões sobre o mercado.
    A checagem revelou que se trata de uma indústria madura. 75% delas têm mais de 11 anos de mercado, 14% têm entre 6 e 10 anos, 6% entre 4 e 5 anos e 4% até 3 anos. Do total, 34% são pequenas (faturamento de R$ 120 mil/ano a R$1,2 milhão/ano), 31% são médias (faturamento de R$1,2 milhão a 12 milhões/ano), 24% são microempresas (faturamento até 120 mil/ano), 6% são grandes empresas (faturamento acima de R$12 milhões/ano) e 2% são cooperativas. Em número de funcionários, 29% das empresas têm entre 21 e 50 pessoas, 23% acima de 50 colaboradores, 19% de 6 a 17 pessoas, 17% de 11 a 20 e 12% até cinco funcionários.
    Entre os tipos de plásticos reciclados, 63% das empresas entrevistadas atuam com vários tipos, 22% só reciclam Polietileno (PE), 8% somente Polietileno Tereftalato (PET), 5% apenas Polipropileno (PP) e 2% só reciclam Poliestireno (PS). Das empresas entrevistadas, 3% fazem exclusivamente a moagem, 63,3% delas fazem a granulação (pelletização) dos recicláveis, e 33% chegam à fase de reprocessamento e transformação.
    Sobre a origem do material a ser reciclado, parte vem de cooperativas (28% em número de empresas e 48% do volume), parte do comércio atacadista (16% em número de empresas e 9% do volume) e parte industrial (41% em número de empresas e 36% do volume). Esse material é comprado 44% com várias apresentações, 16% sujo e prensado, 11% limpo e solto, 11% moído, 10% limpo e prensado e 8% sujo e solto.
    Os empresários entrevistados avaliaram o mercado em 2014. 66% acreditam que o mercado piorou em relação ao ano anterior, 16% acreditam que está estável e 18% apontaram que melhorou. Também se manifestaram sobre o preço do material reciclado em 2014. 65% dos entrevistados disseram que o preço foi reduzido, 25% declararam estável e 10% que o preço aumentou. Diante desse cenário, 71% dos entrevistados declararam que não planejaram investimentos para 2015/2016 e 29% disseram que sim, investiriam nos anos de 2015/2016.
    Apesar da intenção de investimento parecer pequena, está acima da média da indústria brasileira. Segundo o professor Leandro Fraga, coordenador desta pesquisa, o número é significativo, uma vez que à mesma época, a média de intenção da indústria nacional em investir ficava abaixo deste patamar, ao redor de 19%, segundo o especialista. “Trata-se de uma cadeia produtiva que se desenvolve com seus próprios recursos e poderia fazer ainda mais se contasse com apoio público ou privado”, disse.
    Mapeamento dos pontos de entrega de recicláveis – O trabalho de pesquisa da FIA foi realizado em duas frentes. Além da pesquisa sobre a reciclagem do plástico, foi feito o mapeamento georreferenciado dos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária). Foram cadastrados 1.936 pontos, em 61 cidades de 20 estados brasileiros, que podem ser acessados via aplicativo ou pela internet.
    O APP “Reciclagem de Plásticos” permite ao usuário acessar rapidamente o endereço do PEV mais próximo de sua casa ou estabelecimento comercial. As buscas pelo PEV ou por recicladores podem ser feitas por meio do CEP, nome de rua e, no caso dos aplicativos para celular, por georreferenciamento automático, quando o aparelho possuir essa função.
    Ao clicar no ícone do símbolo da reciclagem, o usuário acessará um box com o nome e endereço do posto, além de informações como os materiais plásticos recolhidos naquela unidade: PET, PEAD, PVC, PEBD, PP, PS e outros tipos de materiais como aqueles procedentes de produtos como CDs e DVDs, carcaças de eletrodomésticos, carcaças de computadores e eletroeletrônicos em geral, autopeças etc.
    Os dados podem ser acessados gratuitamente pelo APP “Reciclagem de Plásticos”, que está disponível para download aos usuários de smartphones com sistema iOS e Android, ou via internet:www.reciclagemdeplastico.org.br
    Tanto o mapeamento de PEVs, quanto o levantamento sobre a indústria de reciclagem fazem parte das ações do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), que tem como um de seus pilares difundir as vantagens do plástico com intuito de  mostrar à sociedade de soluções que esse material oferece para vida moderna.
    Sobre o PICPlast
    O  PICPlast – Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, é uma iniciativa, criada em 2013 pela ABIPLAST – Associação Brasileira da Indústria do Plástico e pela Braskem, que prevê o desenvolvimento de programas estruturais que contribuam com a competitividade e crescimento da transformação plástica, incluindo investimentos para aumentar as exportações de produtos transformados, incentivo à inovação e o reforço na qualificação profissional e na gestão empresarial.
    Sobre a Braskem
    A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, com volume anual superior a 20 milhões de toneladas, incluindo a produção de outros produtos químicos e petroquímicos básicos, e com faturamento anual de R$ 54 bilhões. Com o propósito de melhorar a vida das pessoas, criando as soluções sustentáveis da química e do plástico, a Braskem atua em mais de 70 países, conta com 8 mil integrantes e opera 40 unidades industriais, localizadas no Brasil, EUA, Alemanha e México, esta última em parceria com a mexicana Idesa.
    Sobre a ABIPLAST
    A Associação Brasileira da Indústria do Plástico – ABIPLAST representa o setor de transformados plásticos desde 1967, atuando para aumentar a competitividade da indústria. Para isso, realiza ações que promovem novas tecnologias, novos processos, pesquisa de produtos com foco na sustentabilidade, entre outras. A ABIPLAST representa atualmente 11.559 empresas que empregam um total de 326.000 mil pessoas.

  • Madre Pelletier recebe placa do projeto Marcas da Memória

    No Dia Mundial da Anistia, nesta terça-feira, 4, foi descerrada mais uma placa do Projeto Marcas da Memória, que identifica pontos estratégicos que deram suporte ao movimento repressivo da ditadura militar (1964-1985) em Porto Alegre.
    A 9ª placa foi instalada na calçada em frente ao Presídio Feminino Madre Pelletier, na avenida Teresópolis, 2.727.
    O Projeto Marcas da Memória, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, afaz parceria com as prefeituras para a instalação das placas. A intenção é formar assinalar locais que tenham servido como prisões ou centros de detenção, de tortura e de desaparecimento de pessoas, tornando público que ali aconteceram graves violações aos direitos humanos.
    “Mais de 70% da atual população brasileira não era nascida em 1964, ano do golpe. É claro que a ditadura no Brasil foi muito dura mesmo, ela foi terrível, ela amedrontou as pessoas, e as pessoas não falavam sobre esses acontecimentos. Na família não se falava, por medo, depois na escola não se fala, na universidade menos ainda. Nós temos aqui uma população imensa no Brasil que desconhece o que aconteceu durante os anos de chumbo”, ressaltou o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos no Estado, advogado Jair Krischke.
    Em dezembro, será instalada a 10ª placa em Porto Alegre, no Cais do Porto. A intenção, explica Krischke, é apontar todos os espaços que foram centros de detenção e tortura, assim como incentivar atividades culturais que propiciem o conhecimento e a reconstrução da memória histórica desse período, principalmente entre aqueles que não viveram o momento opressor.
    O prefeito José Fortunati, que acompanhou o descerramento da placa, destacou a importância do resgate da memória para que a opressão não se repita em nossa sociedade.”É importante resgatarmos essa memória, não com espírito de vingança, mas apenas para que a gente perceba a gravidade de uma ditadura, que não respeita as diferenças de opiniões, que caça a liberdade de imprensa, que caça a liberdade de organização. O que nós desejamos com isso é resgatar a história para que assim as pessoas defendam o Estado Democrático de Direito”, enfatizou Fortunati.

    Foto: Joel Vargas/PMPA
    Foto: Joel Vargas/PMPA

    Sobre o Madre Pelletier – A identificação da Penitenciária Feminina Madre Pelletier como espaço onde houve tortura na época da ditadura militar brasileira foi um dos atos mais emocionantes registrados pelo Comitê Carlos de Ré – Da Verdade e da Justiça. Essa identificação foi feita em novembro de 2012. Na ocasião, depois de 40 anos, vítimas da ditadura voltaram ao local de tortura. Diante das celas, as ex-presas lembraram como era dormir e viver na escuridão. Na época da ditadura, as presas eram encaminhadas para o presídio depois de um período de tortura, que poderia durar meses, no Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Chegavam fragilizadas, física e emocionalmente.

    Locais que já receberam as placas:
    1 – Praça Raul Pilla, local do antigo Quartel da Polícia do Exército;
    2 – Calçada em frente ao Colégio Paulo da Gama, local que serviu como Presídio Militar Especial;
    3 – Calçada em frente ao Palácio da Polícia, onde presos políticos foram torturados durante o regime militar e, no segundo andar, houve tortura e homicídios nas salas onde funcionaram o Departamento de Ordem Política e Social (Dops/RS);
    4 – Rua Santo Antônio, 600, onde funcionou o chamado Dopinho, primeiro centro clandestino de detenção do Cone Sul;
    5 – Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase), onde foram detidos mais de 300 presos políticos durante o período da ditadura;
    6 – Avenida Bento Gonçalves, em frente ao número 4.592, onde existiu um local da prática de tortura no período de exceção. No local, havia o quartel do 18º Regimento de Infantaria (18 RI) e a conhecida “cela do boi preto”;
    7 – Calçada em frente ao Presídio Central, local que foi espaço para prisões arbitrárias e torturas de presos políticos;
    8 – Calçada em frente ao Cais da Vila Assunção, local onde eram aportados os barcos que conduziram mais de uma centena de presos políticos à Ilha Presídio.
    9 –  Presídio Feminino Madre Pelletier.
  • Novas regras para manter o alvará em dia em Porto Alegre

    Começou a segunda etapa do recadastramento dos alvarás de localização e funcionamento dos empreendimentos comerciais, industriais e de serviços de Porto Alegre.
    Esta fase vai até o dia 30 de novembro para todas as licenças que não atualizaram as informações em 2015.
    Conforme o edital, devem ser recadastrados os alvarás emitidos até dezembro de 1997 e nos anos de 1999, 2000, 2002, 2003, 2005, 2006,  2008, 2009, 2011, 2012, 2014 e 2015. Veja aqui como fazer o recadastramento.

  • Oficina gratuita de roteiro começa hoje na Cinemateca Capitólio

    A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria da Cultura, junto com a produtora de vídeos Atama Filmes promove, de 4 a 7 de outubro, das 18 às 21h, a oficina de roteiro ministrada por Alan Mendonça Furtado, roteirista, codiretor e diretor de fotografia da minissérie Quatro Milagres de Um Santo Ladrão.
    A oficina é financiada via Fumproarte (Fundo de Apoio de Produção Artística e Cultural). As aulas serão na Cinemateca Capitólio,na rua Demétrio Ribeiro, 1085, com entrada gratuita e vagas limitadas para quem atender os pré-requisitos: ter mais de 18 anos, ensino médio completo e disponibilidade para os dias e horários anunciados.
    As inscrições devem ser feitas pelo email rogerio@atamafilmes.com.br. Para saber mais sobre a disponibilidade de vagas, ligue para (51) 3072-4252.
    Programação
    Na Cinemateca Capitólio, entram na programação três filmes do cineasta português Manoel de Oliveira: Sempre Bela (2006, 70 minutos), Singularidades de uma Rapariga Loura (2009, 63 minutos) e O Estranho Caso de Angélica (2010, 95 minutos).
    Os longas-metragens Crítico (2008, 80 minutos) e Som ao Redor (2012, 131 minutos), de Kleber Mendonça Filho, continuam em cartaz.
    O ingresso custa R$ 10, com meia entrada para estudantes e idosos.
    Nesta terça-feira: 15h – O Som ao Redor; 17h30 – Singularidades de uma Rapariga Lour; 19h30 – O Estranho Caso de Angélica.

  • Abraji ensina como monitorar tentativas de censura na internet

    A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) está fazendo hoje (4/10) um webinar, às 10h30 e às 15h30, sobre censura na internet, para ensinar a acompanhar os pedidos judiciais feitos por políticos e partidos por meio do seu portal CTRL+X.
    O portal registra quem mais tenta retirar, judicialmente, algum tipo de conteúdo da internet, e quais são os partidos e os políticos que mais recorrem a esse tipo de prática.
    Será mostrado como extrair o máximo de dados sobre o tema pela ferramenta da Abraji, levando-se em consideração matérias jornalísticas de diferentes recortes.
    Para acompanhar e tirar dúvidas durante a apresentação, basta acessar os links: http://youtu.be/RYL6Ho6Rkfk (para a apresentação das 10h30) ou http://youtu.be/ybyq9eCGHJE  (para a apresentação das 15h30)  e estar logado a uma conta do Gmail. Siga o @ctrlx também no Twitter para mais conteúdo!
     

  • BNDES divulga novas condições de financiamento para energia elétrica

    Não haverá mais financiamento público para usinas térmicas a carvão e a óleo. A prioridade passa a ser energia solar e aumenta a participação do capital privado na geração por hidrelétricas, que são a fonte capaz de atender a demanda até que as energias limpas produzam o bastante.

    Estas são as principais novidades para projetos de energia elétrica, entre as anunciadas nesta segunda-feira (3/10)  pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    As alterações preveem aumento da participação do banco no financiamento a energia solar (de até 70% para até 80% em TJLP) e manter em até 80% sua participação em projetos de eficiência energética. Vale também para projetos de iluminação pública eficiente.

    Não haverá nenhum apoio a investimentos em termelétricas a carvão e óleo combustível.

    O Banco manteve sua participação (em até 70% em TJLP) nas demais energias alternativas: eólica, PCHs, biomassa e cogeração.

    O BNDES quer estimular alternativas de financiamento privado na composição dos novos financiamentos, então reduziu sua participação para até 50%, em TJLP, em investimentos em grandes hidrelétricas (era até 70%).

    As condições gerais incluem a possibilidade de o BNDES subscrever até 50% do valor das debêntures a serem emitidas pela empresa tomadora do crédito; Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) mínimo de 1,3 para geração de energia e 1,5 para transmissão; e a exigência de participação mínima de 20% de recursos próprios do investidor.

    O valor total do apoio do BNDES, incluindo o financiamento e as debêntures, não poderá ser superior a 80% do valor total dos itens financiáveis. O spread será de 1,5% para todos os segmentos e não haverá a concessão de empréstimos-ponte.

    Diz o anúncio oficial: “A prioridade concedida à energia solar, refletida em melhores condições financeiras, decorre do fato de se tratar de tecnologia em fase inicial de desenvolvimento no país. Por essa razão, demanda estímulos para  alcançar economias de escala e ganhos associados à difusão tecnológica, com preços mais competitivos”.

    Iluminação pública

    “A inclusão do financiamento a projetos de iluminação pública eficientes busca propiciar economia de energia associada a impacto sensível na qualidade de vida da população, em aspectos como segurança pública, segurança no trânsito e lazer noturno. Além disso, desempenha relevante papel no desenvolvimento econômico urbano e na preservação e geração de empregos, na medida em que influencia o desempenho do comércio e dos serviços locais. Até então, as condições de financiamento do Banco a esses investimentos eram definidas caso a caso nos editais de concessão.”

    “As mudanças nas condições de apoio à transmissão e distribuição têm, como pano de fundo, a premissa de que é papel do regulador garantir retorno que remunere os investidores pelo risco dos projetos e, ao mesmo tempo, garantir preços adequados ao consumidor. Por essa razão, as novas condições ampliam a participação do mercado privado no financiamento aos dois segmentos.”

    “Na distribuição o financiamento manteve-se em até 50%, com redução da parcela em TJLP de 70% para 50%. Para projetos de leilões de transmissão de energia elétrica, o BNDES inova ao estruturar financiamento a custo de mercado (em vez de TJLP), com prazo mais longo (20 anos de amortização, no sistema PRICE, ao invés de 14 anos, no sistema SAC) e participação até 80% no financiamento total.”

    “Essa proposta abre espaço para a emissão de debêntures de infraestrutura, cujos prazos de financiamento são de cerca de 10 anos. Nesse sentido, para estimular a emissão de debêntures, o valor do crédito do BNDES será calculado pelo índice de cobertura do serviço da dívida (ICSD) mínimo de 2,0, sendo que o limite de endividamento global (BNDES + outros credores) será dado pelo ICSD mínimo de 1,5.”

    As novas condições do BNDES são as seguintes:

    1. Eficiência energética e iluminação pública
    Participação
    : até 80% dos itens financiáveis
    Custo: 100% TJLP

    2. Solar:
    Participação
    : até 80% (anterior 70%) dos itens financiáveis
    Custo: 100% TJLP

    3. Eólica, biomassa, cogeração e PCH
    Participação
    : até 70% dos itens financiáveis
    Custo: 100% TJLP

    4. Hidrelétrica
    Participação
    : até 50% (anterior 70%) dos itens financiáveis
    Custo: 100% TJLP

    5. Termelétrica a gás natural em ciclo combinado
    Participação
    : até 50% (anterior 70%) dos itens financiáveis
    Custo: 100% TJLP

    6. Transmissão
    Participação
    : até 80% dos itens financiáveis
    Para projetos de leilões públicos, estruturados na modalidade Project Finance, o valor do crédito do BNDES será determinado pelo ICSD mínimo de 2,0, e a alavancagem geral pelo ICSD mínimo de 1,5.
    Custo: Moeda de mercado (anterior 100% TJLP)
    Prazo de amortização: 20 anos (anterior 14 anos), no sistema PRICE

    7. Distribuição:
    Participação
    : até 50% dos itens financiáveis
    Custo: 50% TJLP / 50% mercado (anterior 70% TJLP / 30% mercado).

    Em todas as linhas, foi mantido spread básico de 1,5%.

    As novas condições passam a valer para os próximos leilões de outubro e dezembro de 2016.