Autor: da Redação

  • Com contas bloqueadas Ecovix enfrenta novos protestos

    Funcionário do estaleiro Ecovix, no polo naval do Rio Grande do Sul, voltaram a protestar pelo atraso no adiantamento salarial e não pagamento de férias e rescisões. Os trabalhadores da empresa realizaram assembleia em frente ao estaleiro.
    Envolvida na Operação Greenfield, que apura fraudes em fundos de pensão, a Ecovix atribuiu suas dificuldades ao bloqueio de suas contas. A empresa comunicou ao  Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande e São José do Norte, que a Justiça já determinou que o Banco do Brasil libere os recursos.
    O presidente do sindicato, Sadi Machado disse que os trabalhadores estão cansados de promessas. Mas não recorrerão mais ao bloqueio de vias, como forma de protesto, como aconteceu na manifestação realizada na semana passada. “A nossa luta será na porta da fábrica”, prometeu. Se a empresa não pagar os colaboradores, hoje os trabalhadores farão vigília na entrada do estaleiro. Atualmente, são cerca de 5 mil pessoas empregadas pela Ecovix. (Com informações de Reni Marques).

  • Comissão começa investigar empréstimos do Badesul

    As  dez da manhã desta quinta-feira (29) se reúne pela primeira vez a Comissão de Sindicância que vai apurar se houve irregularidades em operações de crédito no Banco de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul, o Badesul.

    Presidida pela procuradora Adriana Krieger de Melo, com mais três técnicos do Badesul, a comissão terá como foco principal esclarecer se houve concessão de empréstimos sem as garantias necessárias para as empresas Iesa Óleo e Gás, Wind Power Energia e D’Itália.

    Segundo reportagem do jornal Zero Hora, o Badesul teve prejuízo de R$ 140 milhões com financiamentos às duas empresas, que estão em recuperação judicial depois do fracasso de seus projetos. Por conta das perdas,  o Badesul foi descredenciado como agente do BNDES, perdendo assim sua principal fonte de recursos para financiar projetos no Estado. As operações, que teriam causado o prejuízo ao banco, foram realizadas durante o governo de Tarso Genro.

    Em entrevista ao Sul 21, nesta terça-feira, o presidente do Badesul à época dos empréstimos, o economista Marcelo Lopes negou qualquer irregularidade e disse que o  problema do banco “não tem a dimensão que está se tentando produzir por algumas matérias publicadas na imprensa”.

    Defensor do banco, como instrumento para o desenvolvimento do Estado, Marcelo Lopes disse que inclusive a decisão do BNDES, de descredenciar o Badesul, é desproporcional:

    “O banco, nos últimos quatro anos, se transformou na maior agência de fomento do Brasil. Somos maiores que a Investe São Paulo. O Badesul tem metade dos ativos de todas as agências de fomento do Brasil. Estranho a decisão do BNDES de descredenciar o Badesul, tanto pela forma como se deu, como pelos indicadores do banco”.

    As definições sobre o andamento da comissão foram estabelecidas em reunião com o procurador-geral do Estado, Euzébio Fernando Ruschel; a diretora-presidente do Badesul, Susana Kakuta; e a procuradora do Estado coordenadora da Procuradoria Disciplinar e de Probidade Administrativa e presidente da Comissão de Sindicância do Badesul, Adriana Krieger de Mello, nesta terça-feira (27), no gabinete da PGE.

    Segundo o procurador-geral Euzébio Ruschel, “dentre as medidas cabíveis estão o ajuizamento de ação de improbidade administrativa, o ressarcimento de danos e a demissão de servidores”.
    O prazo para a conclusão dos trabalhos da comissão é de 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias.

  • Dois projetos animam retomada das hidrovias no Estado

    Foi inaugurado na terça feira o terminal de contêineres que retoma as atividades hidroviárias no canal de Santa Clara, para o transporte de cargas até o porto de Rio Grande. “Estamos trazendo o porto para o centro do Estado”, comemorou o presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti,  no evento que reuniu o governador Ivo Sartori e secretários.
    Construído num canal artificial, para receber matérias primas e escoar a produção do polo petroquímico, o terminal Santa Clara não operava com contêineres desde 2009, quando a Braskem, controladora do polo, optou pelo transporte ferroviário, por questão de custo. As operações recomeçam na semana que vem com duas escalas semanais, podendo levar 85 contêiners de 40 toneladas  em cada viagem.
    Segundo os empreendedores, toda a produção de uma importante região do Estado será favorecida com um transporte de menor custo que poderá deslocar por ano o equivalente a 90 mil caminhões, desafogando as rodovias.
    O outro marco de uma, ainda tímida, retomada hidroviária é o início das operações dia 4 de outubro, da linha de barcaças que vai interligar o porto de Pelotas a Guaiba, trazendo toras de madeira e levando celulose. Com mais de 1.200 quilômetros de vias navegáveis, o Rio Grande do Sul transporta apenas 3% de suas cargas por hidrovias.
    O secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, disse que estimular o transporte hidroviário é uma prioridade do governo. “Este é um momento histórico em que a iniciativa privada investe porque acreditou na gestão”, avaliou.
    O grupo Wilson Sons, que controla o Tecom em Rio Grande, vai administrar o terminal. Seu presidente, Cezar Baião, destacou que as operações portuárias no RS já representam 20% do faturamento da empresa, que emprega mais de mil colaboradores diretos, com investimentos na ordem de R$ 600 milhões. O diretor industrial da Braskem, Nelzo Luiz Neto da Silva, reafirmou “a confiança no Estado, parceiro na busca por competividade, logística e redução de custos operacionais”.
    Operação
    A Wilport, do Grupo Wilson Sons, será a responsável pela operação e prospecção de empresas. Será a empresa que fará os investimentos necessários para reativar o terminal.
    Inicialmente, o Contesc será ponto de partida para transportar, pela hidrovia, grande parte das cargas de resinas da Braskem para Rio Grande, embarcadas atualmente por rodovia.
    A movimentação de contêineres será feita a partir do Píer 4 do Terminal Santa Clara, construído para este tipo de operação, mas que estava adaptado para receber etanol.
    A carga potencial virá de empresas localizadas em um raio de até 100 quilômetros do polo, produtoras de resinas, congelados, fumo, celulose, aço, móveis e cavaco de madeira.
    A operação iniciará com uma embarcação, da Navegação Guarita, com capacidade para 300 TEUS. Serão duas viagens (ida e volta) semanais.  No início de 2017, entra a segunda, de porte semelhante, e em seguida uma terceira, cuja capacidade ainda não foi definida.
    O diretor presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti,  afirmou que o projeto é estratégico para o Rio Grande do Sul. “Traz melhoria na logística com redução de custos, eliminação de riscos de acidentes e avarias, e diminuição de emissão de gases”, disse.
    Com toda a estrutura de um terminal marítimo, o Santa Clara poderá atender qualquer tipo de produto, segundo Bertinetti. “Fizemos um estudo de mercado que apontou para um potencial de mais de 110 mil TEUS por ano que podem ser carregados pelo Terminal”.

  • Bancários em greve recebem nova proposta dos bancos. Negociação continua

     
    Os bancários em greve voltarão a negociar nessa quarta-feira com a Fenaban, em São Paulo. A entidade que representa os bancos apresentou nessa terça-feira uma proposta de novo modelo de acordo, com validade de dois anos (para 2016 e 2017).
    A greve nos bancos completou 22 dias e o Comando Nacional dos Bancários reafirmou que a proposta tem de contemplar emprego, saúde, vales, creche, piso, igualdade de oportunidades e segurança.
    Para esta quarta-feira, já está marcada assembleia para definir a agenda de greve  para esta semana e início da próxima.
    Os personagens Bankemon, bonecos confeccionados pelo Caixa do Elefante Grupo de Teatro e desenhados pelo chargista Augusto Bier, participaram das atividades do SindiBancários. “Fomos muito bem acolhidos pela população e pelos clientes dos bancos. O diálogo é importante para mostrar aos trabalhadores de outras categorias que é preciso união e luta por melhores condições de trabalho e renda”, avaliou a diretora de Comunicação do SindBancários, Ana Guimaraens.
    Nesta quarta-feira, 28/9, os bancários voltam a realizar atos de mobilização. Os grevistas irão se reunir a partir das 9h, na Casa dos Bancários (General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre) para definir o local de um ato surpresa. Ao meio-dia, o já tradicional almoço coletivo na Casa dos Bancários. Às 14h, uma assembleia de organização define a agenda de mobilização para esta semana e início da próxima.
     

  • Bancários pressionam Fenaban e terão nova rodada de negociação

    No 21º dia da greve nacional dos bancários, em assembleias realizadas em todo o País, foi decidida a ampliação da mobilização para pressionar os bancos a voltarem a negociar.
    A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), no final da tarde dessa segunda-feira (26), atendeu a pressão e marcou nova rodada de conversas para a manhã desta terça-feira, em São Paulo.
    Nesta segunda-feira, 302 agências ficaram fechadas na área de abrangência do SindBancários, totalizando 1.037 em todo o Rio Grande do Sul.
    O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, alertou para a estratégia dos bancos na mesa de negociação. “O objetivo é procurar cansar a greve, enfraquecer o movimento e impor um novo modelo de negociação em que retira o aumento real e substitui por abono, retrocedendo à chamada década perdida dos anos 1990 e causando perdas”, disse o dirigente sindical.
    A última proposta da Fenaban, de reajuste de 7% e abono de R$ 3.300,00, foi apresentada em 9 de setembro, em São Paulo. Segundo os bancários, não houve mais nenhuma sinalização de negociação, nem disposição para o diálogo por parte dos bancos.
    Os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Caixa, Santander, Bradesco e Itaú) lucraram R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre.
    Os bancos estão entrando com interditos proibitórios na Justiça do Trabalho e a OAB nacional, em liminar, pede que os bancos de Foros judiciais fiquem abertos. Nessa segunda, os bancários gaúchos fizeram ato de protesto contra essa medida, na sede da OAB/RS.
    Bankemon de volta
    Os Bankemon, bonecos criados pelo cartunista Bier para a campanha dos bancários, voltam às ruas nesta terça-feira. Eles serão usados em atos em Gravataí, Cachoeirinha, Canoas e Porto Alegre, para a distribuição de panfletos sobre o movimento.
     

  • Lula estica a corda

    PINHEIRO DO VALE 
    O ex-presidente Lula está esticando a corda para levar o juiz Sergio Moro ao desequilíbrio, a ponto de tropeçar em contradições e ser declarado suspeito para julgar as acusações que o Ministério Público está oferecendo como denúncia para um improvável processo criminal.
    É uma tática de alto risco, mas desafiar forças antagônicas é o padrão de campanha do ex-presidente.
    Se Moro for deslocado do processo por evidenciar parcialidade, deita por terra a imagem de isenção que procura afirmar. Caso contrário, será obrigado de rejeitar a denúncia por inepta, pois Lula não pode ser chamado a responder por tais acusações: não é dono do apartamento do Guarujá nem do sítio de Atibaia.
    Se o magistrado de Curitiba se ativer às pretensas provas apresentadas pelos promotores, Lula ressurge do mar de lama em que se pretende submergi-lo como candidato forte e inquestionável para seu terceiro mandato presidencial, em 2018.
    Entretanto, desafiando esses agentes do judiciário, o ex-presidente se arrisca a retaliações que podem causar-lhe mais dores de cabeça e, também, a torná-lo inelegível.
    Se for condenado em primeira instância, Lula pode recorrer em liberdade, mas sua cidadania estará comprometida num possível enquadramento na Lei da Ficha Limpa. Até que tudo seja passado e repassado, ele perderá tempo de campanha. Este é o lado negativo do confronto direto com juízes e promotores.
    Lula parece atingido pela maldição que assombra, até hoje, a todos os ex-presidentes que tentaram reincidir na volta ao poder no Brasil. Nenhum terminou bem.
    O primeiro deles foi o próprio fundador da República, marechal Deodoro da Fonseca, presidente provisório e logo eleito para um mandato definitivo.
    Caiu renunciando para não ser derrubado por seu vice-presidente, Floriano Peixoto, o marechal de ferro.
    O próximo a tentar foi o paulista Rodrigues Alves, 1902 a 1906, reeleito há exatos 100 anos da nova tentativa de Lula, em 1918, que não chegou a tomar posse, abatido pela gripe espanhola.
    Ainda na República Velha, o ex-presidente negro Nilo Peçanha tentou voltar em 1921, derrotado nas urnas suspeitas daqueles tempos pelo mineiro Arthur Bernardes.
    De Getúlio Vargas nem se fale. Ditador, foi derrubado; voltando nos braços do povo, suicidou-se para não cair (ou para se manter no poder virtual, segundo análises mais recentes).
    O delfim de Vargas, Juscelino Kubitschek, também se arvorou para um segundo mandato, o lema JK-65, mas foi defenestrado pelos militares com a cassação de seu mandato de senador por Goiás e candidato presidencial na eleição adiada e depois extinta pelo AI-2, que tornou o pleito indireto só atingível por generais de quatro estrelas.
    Depois disso se falou de uma volta de Fernando Henrique e da candidatura de Lula em 2014. Nenhuma das duas vingaram. FHC não se arriscou e Lula teve de dar lugar a Dilma para se apresentar à reeleição, perdendo a vez.
    Quando seu nome volta, Lula encontra esse paredão de intrigas e baixarias, com sério risco de ser barrado por uma inelegibilidade de ocasião.
    Enquanto a mão pesada de uma condenação criminal é apenas uma ameaça, Lula trabalha fortemente para construir sua base eleitoral para 2018.
    O trabalho mais importante é re-aglutinar a esquerda e, logo adiante, recompor suas alianças eleitorais ao centro. Neste sentido, não obstante fazer da oposição ao governo de Michel Temer, o cavalo de batalha nesta fase da campanha, Lula vai costurando a reconciliação com o PMDB.
    Os primeiros passos estão na presente campanha municipal, em que PT e PMDB marcham juntos em 8.488 candidaturas em, 570 municípios.
    Com o fim de ajudar candidatos petistas em dificuldades, Lula está percorrendo os colégios eleitorais mais importantes do País, sentindo o pulso público. É aí que a cobra arma o bote.

  • Crescimento da violência coloca segurança entre prioridades do eleitor

    A Segurança Pública é uma das principais preocupações do eleitorado de Porto Alegre e vem pautando o debate ao longo da campanha. Ainda que, constitucionalmente, a Segurança seja uma prerrogativa do Estado, quando falha, seus efeitos impactam a vida cotidiana das cidades. Capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, que figuravam no imaginário popular como violentas, já são superadas por Porto Alegre no número de homicídos por habitantes.
    Em pesquisa realizada pelo Ibope entre agosto e setembro deste ano, a Segurança aparece em empate técnico com a Saúde, entre as principais preocupações do eleitorado portoalegrense. A Segurança aparece com 36% dos votos, a Saúde, com 37% (a pesquisa tem margem de erro de 4%). Em todas as capitais pesquisadas, a Saúde aparece em primeiro lugar, entretanto, a capital gaúcha é a única onde a Segurança encosta no placar.
    A preocupação crescente da população encontra respaldo nos números. Incluída entre as cidades mais violentas do mundo, Porto Alegre vê os índices de criminalidade crescerem de forma assustadora. No primeiro semestre de 2016, a cidade registrou 351 homicídios dolosos, 17% a mais em relação ao mesmo período do ano anterior. Os latrocínios cresceram ainda mais, 35%. De janeiro a junho, Porto Alegre registrou 23 casos, contra 17 do primeiro semestre de 2015.
    E este crescimento não é registrado apenas este ano. Em quatro anos, o número de latrocínios triplicou em Porto Alegre. Ao longo de 2011, foram registrados 12 casos na capital. Em 2015, o número saltou para 36. O homicídio doloso teve crescimento de 47,8% no período, de 2.775 para 4.206 casos. Outro crime que apresentou crescimento significativo no número de casos anuais foi o furto de veículos, com aumento de 51,56%, chegando a 4.206.
    Em levantamento realizado por um ONG mexicana, Porto Alegre ficou em 43º lugar, entre as cidades mais violentas do mundo no ano de 2015. A lista é divulgada anualmente pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal. Porto Alegre registrou 34,73, no índice de homicídios para cada 100.000 habitantes.
    Maioria dos candidatos é contra a Guarda no policiamento ostensivo

    Com o efetivo desfalcado, a Guarda Municipal entra nas promessas de campanha / Foto: Ivo Gonçalves / PMPA
    Com o efetivo desfalcado, a Guarda Municipal entra nas promessas de campanha / Foto: Ivo Gonçalves / PMPA

    Dos nove candidatos ao Paço Municipal, apenas quatro defendem que a Guarda Municipal seja utilizada no policiamento ostensivo. A maioria pretende reformular a entidade, mas defende que ela deva manter seu foco na segurança patrimonial. Fábio Ostermann (PSL), Luciana Genro (PSOL), Marcelo Chiodo (PV) e Nelson Marchezan Junior (PSDB) defendem abertamente que a Guarda atue no policiamento de rua.
    Para Ostermann, a entidade deve passar por uma revisão e ter seu efetivo ampliado. Luciana defende transformar a Guarda em uma polícia comunitária e incluir a participação da EPTC na Segurança Pública. Para Chiodo, a Guarda precisa ser armada e qualificada. Já Marchezan acredita que a força municipal deva atuar em conjunto com a Brigada, através de uma parceria pela qual a Prefeitura pagaria horas extras aos Brigadianos.
    O candidato João Carlos Rodrigues (PMN) defende o aumento do efetivo e investimento em aparelhagem, mas considera que o policiamento nas escolas deva seguir como prioridade. Júlio Flores (PSTU) quer a unificação das polícias e que estas tenham chefes eleitos pela comunidade. O candidato Maurício Dziedrick (PTB) reafirma que a segurança não é dever constitucional do Município e promete criar um fundo municipal de Segurança Pública.
    Raul Pont (PT) se compromete em suprir rapidamente 260 vagas na Guarda Municipal e defende a ampliação dos serviços já existentes, não apenas de policiamento. O atual vice-prefeito e candidato à Prefeitura, Sebastião Melo (PMDB), afirma que a Prefeitura vem capacitando os guardas desde a mudança da legislação, em 2014, e que os próximos agentes já receberão treinamento semelhante ao dos brigadianos.
     
    Exemplo no interior, problema na capital
    A parceria entre agentes da Polícia Civil e comunidade foi destacada pelo secretário de Segurança Pública do Estado. Em setembro Cézar Schirmer participou da reinauguração da Delegacia de Polícia do município de Venâncio Aires. A DP foi reformada com recursos obtidos pelo GAP (Grupo de Apoio à Polícia Civil) através de doações. A reforma custou R$ 101 mil. Segundo o delegado Felipe Staub Cano, todo o valor foi doado através do Grupo de Apoio à Polícia Civil (GAP).
    Na ocasião, Schirmer destacou a parceria da comunidade com a polícia. “Levo de Venâncio o exemplo de apoio à Segurança”.
    Posto policial abandonado pela Brigada passou a ser  base operacional da Guarda Municipal na Redenção / Foto: Ivo Gonçalves/PMPA
    Posto policial abandonado pela Brigada passou a ser base operacional da Guarda Municipal na Redenção / Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

    Em Porto Alegre, um exemplo semelhante teve definição diferente por parte da Brigada Militar, ainda na gestão anterior da pasta. O postinho policial da esquina da avenida Osvaldo Aranha com a rua José Bonifácio foi desocupado pela BM em abril. O imóvel foi construído em 1987, através de doações de moradores e comerciantes da região e se tornou referência para a comunidade local.
    Desde abril, quando foi abandonado pela Brigada, que optou por usar unidades móveis, o posto ficou com destino incerto. Por pressão da comunidade, no domingo, 25, o local passou a servir de base operacional para a Guarda Municipal.
    Entrevista:
    Secretário adjunto de Segurança Pública – Ricardo Schlomer Gomes
    “Nós podemos auxiliar, mas precisamos ter um efetivo maior”
    img-20160909-wa0004A Segurança Pública passou a ter uma secretaria municipal exclusiva no final de 2012, quando foi separada dos Direitos Humanos. O trabalho da Secretaria se concentra na Guarda Municipal. Atualmente, a Guarda dispõe de 484 servidores, de um quadro de 632. Em torno da metade trabalha armado, no policiamento de rua. Os demais, trabalham em endereços fixos, na proteção de prédios públicos.
    A Guarda Municipal tem poder de polícia, mas suas principais atribuições são de segurança patrimonial: cuidar das 98 escolas municipais, dos cerca de 600 prédios públicos e das praças e dos parques da cidade. Além disso, pode atuar em caso de delito flagrante, detendo e encaminhando à área judiciária. Entretanto, o Estatuto Geral das Guardas Municipais, instituído em 2014, através da lei federal 13.022, deu a estas poderes semelhante aos das polícias estaduais e ampliou a discussão sobre de que forma devem atuar estas entidades.
    Atualmente a força de segurança do município dispõe de 35 viaturas e 24 motocicletas. As últimas nomeações foram em 2010. Um concurso foi realizado em 2015, mas ninguém foi chamado até o momento.
    Como poderia ser ampliado o trabalho da Guarda Municipal?
    Existe uma discussão nacional sobre como as Guardas poderiam auxiliar mais as Policias Militares e a Polícia Civil. Nós podemos auxiliar, mas precisamos ter um efetivo maior, uma preparação mais voltada para isso.
    A preparação é voltada para segurança patrimonial?
    Temos um histórico de cuidar do patrimônio, mas isso vem mudando. Hoje já temos condições de atuar além disso, mas ainda com efetivos muito limitados. Nós temos também uma média de idade bastante avançada, de 51 anos. Nos concursos para a Guarda, não tem limite de idade. Isso tem que ser discutido. Para força de segurança, pode ser uma fator complicador.
    Qual atividade gera mais demanda da Guarda Municipal?
    Nosso efetivo está principalmente nas escolas. Podemos dizer que nosso maior cliente é a secretaria de Educação do Município.
    A estrutura atual é suficiente pra dar conta das prerrogativas da Guarda?
    Em Segurança Pública o efetivo nunca será suficiente, a insegurança vem crescendo assustadoramente nos últimos anos. Claro que sempre que aumentar é melhor, mas temos que compreender que não é só a segurança que tem pouco efetivo, a saúde tem pouco, a educação também, isso é geral, em todas esferas do governo.
    Em relação à segurança dos prédios públicos municipais, é uma das tarefas da Guarda, mas muitos contam com segurança terceirizada. É necessário? Interfere no trabalho da Guarda?
    Eu não vejo como interferência, pelo contrário, ajuda. São mais pessoas fazendo a segurança pública, de forma privada, é verdade, mas estão auxiliando. Temos que ampliar a Guarda, mas não considero que tenhamos que excluir as terceirizadas, mesmo porque em questões econômicas macro, a terceirizada não vai incidir em aposentadoria para o Município. Todas alterativas agregam.

  • A vez de Palocci ser preso pela PF, por indícios

    Da Carta Capital
    A força-tarefa da Operação Lava Jato deflagrou nesta segunda-feira 26 a 35ª fase da investigação, que tem como alvo principal Antonio Palocci (PT), ex-ministro da Fazenda de Luiz Inácio Lula da Silva (entre 2003 e 2006) e ex-ministro-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff (entre janeiro e julho de 2011).
    Segundo múltiplos relatos na imprensa, Palocci foi preso. A ordem partiu do juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, que atendeu pedido do Ministério Público Federal. Também é alvo da operação Branislav Kontic, assessor de Palocci, e Juscelino Dourado, ex-assessor do petista.
    A prisão de Palocci se dá uma semana depois da prisão de outro homem-forte dos governos Lula e Dilma, Guido Mantega, cuja investigação foi marcada por uma sucessão de arbitrariedades.
    A ação se dá, também, horas depois de o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes (PSDB), antecipar uma nova fase da Lava Jato. Conforme relato do jornal o Estado de S.Paulo, Moraes afirmou, na noite de domingo 25, que nova fase da operação ocorreria. “Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim”, disse o ministro durante evento de campanha do deputado federal Duarte Nogueira (PSDB), candidato a prefeito de Ribeirão Preto (SP), coincidentemente a base eleitoral de Palocci.

     Do que se trata a Operação Omertà?

    De acordo com a PF, a operação Omertà investiga “indícios de uma relação criminosa” entre Palocci e a Odebrecht. A suspeita da força-tarefa é de que o ex-ministro atuou de forma direta para propiciar vantagens econômicas à Odebrecht em troca de propinas pagas a ele e a seu grupo político.
    Quais são as acusações contra Palocci?
    O MPF indicou quatro episódios nos quais Palocci teria favorecido a Odebrecht. O primeiro teria ocorrido nas negociações do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória 460/2009, que concedeu incentivos fiscais a empresas de diversos setores. O segundo seria, também de acordo com os investigadores, no aumento da linha de crédito do BNDES para Angola, país africano no qual a Odebrecht atuava.
    O terceiro caso, ainda segundo a PF, diz respeito a uma suposta interferência do ex-ministro no procedimento licitatório da Petrobras para a aquisição de 21 navios sonda para a exploração da camada pré-sal. O quarto caso envolveria negociações relacionadas ao programa de desenvolvimento de submarino nuclear (Prosub).
    Palocci teria sido beneficiado pela Odebrecht?
    A força-tarefa da Lava Jato sustenta que sim. Segundo o MPF, há evidências de que a atuação do ex-ministro e de Branislav Kontic ocorreu mediante o recebimento de propinas pagas pela empreiteira, “dentro de um contexto de uma espécie de ‘caixa geral’ de recursos ilícitos” que se estabeleceu entre a Odebrecht e o PT.
    Segundo o MPF, uma planilha mostra que entre 2008 e o final de 2013 foram pagos mais de 128 milhões de reais ao PT e seus agentes, incluindo Palocci.
    Segundo o MPF, os valores ilícitos eram repassados a Palocci de forma reiterada, tanto em período de campanha eleitoral quanto fora dele. Por envolver pagamentos reiterados, diz o MPF, o extrato dos pagamentos era consolidado em uma planilha denominada “Posição Programa Especial Italiano”.
    Por que a operação se chama Omertà?
    Omertà é o nome dado ao código de honra das máfias italianas, que inclui voto de silêncio, de não-cooperação com as autoridades e de não-interferência nos crimes dos outros. De acordo com a Polícia Federal, o nome Omertà é uma referência à “origem italiana do codinome que a construtora usava para fazer referência” a Palocci (“italiano”), bem como ao voto de silêncio que imperava no Grupo Odebrecht que, ao ser quebrado por integrantes do “setor de operações estruturadas” permitiu o aprofundamento das investigações.

  • Guarda Municipal assume posto no Bom Fim

    Desde este domingo (25), o antigo posto da Brigada Militar no bairro Bom Fim passou a ser uma base operacional da Guarda Municipal, que promete atendimento 24 horas.
    O prefeiro José Fortunati aproveitou a inauguração para anunciar aumento do videomonitoramento do Parque Farroupilha. Nove novas câmeras somam-se às 21 já existentes.
    “Essa é uma ótima notícia para todos nós”, disse Marilda Presa. Ela e a vizinha Marta América estão organizando a associação de moradores da avenida Silva Só e da rua Mariante e ficaram interessadas na adoção do modelo.
    Além dos moradores que passaram pelo local, o coordenador do Conselho de Usuários do Parque Farroupilha, Roberto Jakubazco, e o presidente da Associação dos Amigos do Bairro Bom Fim, Carlos Alexandre Randazzo,  agradeceram ao prefeito por ter ouvido a uma demanda da comunidade para que o posto continuasse servindo à Segurança.
    O posto policial, construído em 1987 com a ajuda da comunidade, foi abandonado pela Brigada em abril deste ano, quando o governo Sartori optou por trocar os postos fixos por unidades móveis. Desde então, ficou sem uso e chegou a ser usado como apoio a motoristas do HPS.
    Agora, o local servirá de base às guarnições do Centro, de apoio da sede do Grupamento Especial Motorizado (GEM) e do Patrulhamento Ostensivo (Patron). A ideia é que se torne mais dinâmica a movimentação das equipes e aproximando os guardas municipais da comunidade.

  • Comunicado do SEMAPI: Fundação de Economia e Estatística, o conhecimento gaúcho sob ameaça

    Saiu na imprensa corporativa que o governo do Sartori estuda a extinção da Fundação de Economia e Estatística (FEE). Esse absurdo deve ser cogitado por desconhecimento do que a FEE faz e de sua capacidade técnica para contribuir com o estado e com a sociedade. Por esse motivo, o SEMAPI traz a todos os seus associados e à sociedade de maneira geral mais informações sobre o trabalho da Fundação.
    A FEE é uma instituição de pesquisa vinculada à Secretaria do Planejamento, Mobilidade e Desenvolvimento Regional do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Por disposição legal, a FEE tem por finalidades básicas: identificar e propor alternativas de desenvolvimento econômico e social ao Estado; estruturar e operar o sistema de contas regionais, proceder a análises conjunturais, bem como realizar estudos e pesquisas, tendo em vista o preparo de indicadores econômicos e sociais; coletar, processar e divulgar dados estatísticos; colaborar na elaboração, na execução e no controle de programas ou projetos governamentais; fornecer subsídios à prática financeira do Estado; prestar serviços e realizar pesquisas de interesse dos setores econômicos e dos consumidores; divulgar informações técnicas e desenvolver outras atividades compatíveis com as suas finalidades.
    Nesse sentido, a FEE reúne o mais importante acervo de estatísticas socioeconômicas sobre o Rio Grande do Sul, bem como elabora e divulga, regularmente, indicadores e estudos sobre temas diversos, tais como: agricultura, indústria, desenvolvimento regional, meio ambiente, potencial poluidor das indústrias extrativa e de transformação, políticas públicas, comércio exterior, finanças públicas, política monetária, política fiscal, infraestrutura, inovação, relações de trabalho, emprego e desemprego na Região Metropolitana, PIB Regional, PIB Municipal, estimativas populacionais, Matriz de Insumo Produto, Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese), plataforma de exportações, dentro outros. Citam-se, ainda, a elaboração do índice de valor, preço e volume das exportações estaduais e o levantamento sistemático do mercado de trabalho para a Região Metropolitana com base em pesquisa mensal domiciliar.
    Reunidos, o banco de dados FEE DADOS disponibiliza ao estado, à sociedade e à academia aproximadamente 800 variáveis socioeconômicas georreferenciadas sobre o Rio Grande do Sul e sobre todos os seus municípios, permitindo cruzamentos entre variáveis, unidades geográficas e período de abrangência.
    Na homepage www.fee.rs.gov.br, a FEE disponibiliza gratuitamente um grande volume de dados socioeconômicos sobre o RS e suas análises, recebendo, anualmente, mais de um milhão de acessos.
    Além de dados e indicadores, a Fundação publica periodicamente a Carta de Conjuntura, a Revista Indicadores Econômicos FEE, a Revista Ensaios FEE, o Informe PED-RMPA, a Panorama Internacional FEE, a publicação RS Em Números, além de livros e análises setoriais.  Recentemente publicou em três volumes o estudo RS 2030, em caráter prospectivo sobre as diretrizes para o desenvolvimento do território do Rio Grande do Sul. Encontra-se no prelo livro que analisa as características e potencialidades de Arranjos Produtivos Locais do estado, bem como um atlas escolar com indicadores do Rio Grande do Sul em linguagem didática e facilitada.
    Além disso, a FEE atua em colaboração com uma série de órgãos estaduais no atendimento de demandas por pesquisas e análises sobre a dívida ativa do estado, grandes investimentos no setor de energia, economia do turismo, indicadores de ciclos de negócio, indicadores do agronegócio, política de transparência, planejamentos estratégicos dos Coredes – apenas para citar alguns exemplos em andamento atualmente.
    Os concursos públicos realizados em 2010 e em 2014 renovaram o quadro da instituição, com o ingresso de profissionais de alta qualificação. A FEE possui uma equipe multidisciplinar com 12 especialistas, 92 mestres e 37 doutores, especialmente nas áreas de Economia, Sociologia, Estatística, Geografia, História, Relações Internacionais e Ciência Política.
    Ainda assim, os custos para manter a instituição caíram 41% em termos reais nos últimos 6 anos. Em parte pelo aumento da produtividade, em parte pela informatização de processos e de pesquisas. Em seu quadro funcional constam pessoas de destaque não só no mundo acadêmico, mas também na administração pública, em todas as suas esferas.
    Historicamente, a FEE constituiu-se em um espaço de análise e discussão plural e independente sobre a economia, a sociedade e o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, detendo um substantivo acúmulo de conhecimento a respeito do estado – que não é substituível por supostas alternativas presentes no mercado. Sua autonomia garante a capacidade crítica a políticas e ações implementadas.
    A Fundação coleta, reúne e analisa informações e indicadores que efetivamente instrumentalizam políticas públicas do Estado e dos municípios, bem como organiza e promove eventos abertos à comunidade, ciente do caráter público de seu conhecimento.
    Os estudos da Instituição fornecem subsídios indispensáveis para pensar o futuro da nossa economia e sociedade. Por tudo isso, ao longo de seus mais de 40 anos de existência, a FEE vem-se mostrando uma instituição competente e capaz de aproximar e interligar a produção de dados estatísticos e pesquisas de qualidade, com o objetivo de assessorar o planejamento econômico e social do Estado – beneficiando, assim, a totalidade da sociedade gaúcha.
    Convidamos a todos a conhecer de perto a FEE, valorizando e utilizando do conhecimento nela produzido, que é de direito de todo o povo gaúcho.
    SEMAPI
    SINDICATO DOS EMPREGADOS EM EMPRESAS DE ASSESSORAMENTO, PERÍCIAS, INFORMAÇÕES E PESQUISAS E DE FUNDAÇÕES ESTADUAIS DO RIO GRANDE DO SUL