Autor: da Redação

  • Primeira pesquisa no novo cenário: Lula cai, Bolsonaro sobe

    Divulgada nesta segunda feira a primeira primeira pesquisa realizada após o atentado sofrido por Jair Bolsonaro (PSL) e com mais de uma semana após o início do horário eleitoral.
    A pesquisa da FSB para o banco BTG Pactual foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral e as entrevistas foram feitas nos dias 8 e 9 de setembro. Dois mil eleitores foram ouvidos e a margem de erro da pesquisa é estimada em 2%.
    Bolsonaro  teve um forte aumento nas intenções de voto, tanto no cenário espontâneo quanto estimulado.
    Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve a sua candidatura barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na madrugada do último dia 1, despencou nas intenções de voto no cenário espontâneo.
    No cenário espontâneo, a intenção de voto de Bolsonaro passou de 21% para 26%, de uma semana para outra.
    Já Lula ficou com 12%  ante 21% da pesquisa anterior.
    Ciro Gomes (PDT) foi de 4% para 7%, alta acima da margem de erro, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) se mantiveram em 3%, mesmo percentual de João Amoêdo (Novo) e de Fernando Haddad (PT).
    Álvaro Dias (PODE) oscilou positivamente de 1% para 2%, enquanto os demais não pontuaram. Não sabem ou não responderam passaram de 24% para 22%, não votariam em ninguém foram de 14% para 13%, enquanto brancos e nulos oscilaram de 5% para 4% em uma semana.
    Já na intenção de votos estimulada – desta vez há o cenário apenas com Fernando Haddad como substituto de Lula, uma vez que o ex-presidente petista teve a sua candidatura barrada -, Jair Bolsonaro passou de 26% de intenção de voto no levantamento anterior para 30%. Enquanto isso, Ciro Gomes ganhou ainda mais força para disputar o segundo turno ao ultrapassar Marina Silva, apesar de manter os 12% das intenções de voto do levantamento anterior.
    Isso porque Marina teve forte queda de 11% para 8% de uma pesquisa para outra sendo que, duas semanas atrás, tinha 15%. Alckmin manteve os 8%, enquanto Haddad oscilou no limite da margem de erro, passando de 6% para também 8%. Ou seja, em terceiro lugar, os candidatos do PSDB, da Rede e do PT aparecem com os mesmos 8%. Amoêdo oscilou para baixo, passando de 4% para 3% dos votos, enquanto Alvaro Dias seguiu com 3%. A porcentagem de quem não votaria em ninguém caiu de 18% para 13%, branco/nulo somam 3%, enquanto não sabe/não responderam foi para 8%.
    Os eleitores de Bolsonaro também são aqueles cuja certeza do voto é maior. Para 78% deles, a decisão de voto é definitiva, sendo seguido pelos de Haddad (68%), Alvaro Dias (62%), Amoêdo (59%), Ciro (58%), Alckmin (49%), Boulos (40%), Marina (37%) e Meirelles (24%). Vale destacar que 55% dos que disseram votar branco/nulo apontaram ter certeza do seu voto.
    O apoio de Lula a Haddad também mostrou uma certa estabilidade em sua importância. O número de pessoas que não votaria de jeito nenhum em Haddad caso Lula apoiasse o ex-prefeito paulistano oscilou dentro da margem de erro, de 61% para 63%, enquanto o número dos que votariam com certeza foi de 19% para 20%. Os que poderiam votar oscilou para baixo, de 14% para 12% de uma semana para outra.
    Potencial de voto X rejeição
    Com relação ao potencial de voto (porcentagem dos que poderiam votar em um determinado candidato), Bolsonaro aparece na frente com 40%, ante 35% do levantamento anterior, sendo seguido por Ciro, que oscilou positivamente de 34% para 36%.
    Já Alckmin subiu de 27% para 30% de uma semana para outra, sendo seguido por Marina, que caiu de 35% para 29%. Haddad aparece em seguida, subindo de 20% para 24%. Alvaro Dias teve alta de 15% para 19%, mesmo percentual de Meirelles,que subiu ante os 12% de potencial de voto da semana passada, enquanto Amoêdo oscilou para cima, passando de 11% para 12%. Cabo Daciolo (PATRI) tem 7% de potencial de voto, seguido por Guilherme Boulos com 5%, mesmo porcentual de João Goulart Filho (PPL) e Vera Lúcia (PSTU). Já José Maria Eymael (DC) registra 4% de potencial de voto.
    Já Marina Silva ultrapassou Alckmin na lista de maior rejeição – ou seja, a porcentagem de quem não votaria “de jeito nenhum” no candidato/candidata – passando de 58% para 64%, um forte aumento ainda mais considerando os 54% de rejeição registrados no levantamento de duas semanas atrás. Alckmin oscilou para baixo em termos de rejeição, passando de 63% para 61%. O tucano é seguido por Meirelles, que teve queda de 55% para 52%, mesmo percentual de Haddad. Ciro Gomes e Bolsonaro possuem 51% de rejeição, mesmo patamar do levantamento anterior.

  • Nota de repúdio à violência no processo eleitoral

    O ataque contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro é inadmissível e precisa ser reparado, tanto com o seu rápido e pleno restabelecimento, quanto com a punição de seu agressor. É preciso, acima de tudo, estancar a espiral de violência instalada no país.
    Figuramos, hoje, entre as nações mais violentas do mundo, com maior número de mortes violentas, maiores taxas de feminicídio, de assassinatos de homossexuais, de militantes sociais e de jornalistas e, ainda, com a terceira maior população carcerária.
    Vemos, cada vez mais, a intolerância dividir as mais diferentes comunidades em todo o país e a violência invadir a vida política nacional.
    A vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes foram executados em março deste ano, no Rio de Janeiro, em plena ocupação militar da cidade, e suas mortes continuam sem esclarecimento.
    A caravana do ex-presidente e, então, pré-candidato à Presidência da República Luís Inácio Lula da Silva, também em março deste ano, teve participantes atacados com chicotes e foi atingida por tiros, quando passava pelos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, e nenhum dos envolvidos nos atos de violência e nos atentados à bala foi sequer investigado.
    O acampamento em solidariedade ao ex-presidente Lula, em Curitiba, foi alvo de, ao menos, quatro atentados, sendo que um deles, à bala, deixou como saldo dois feridos, sem que tenha havido qualquer indiciamento pelos atos.
    Uma integrante da equipe de campanha do candidato à Presidência da República Guilherme Boulos foi ameaçada com arma de fogo, em agosto.
    O avanço da violência política vem ocorrendo no ambiente de profunda crise institucional do país, cuja raiz é a falta de legitimidade. Os poderes Executivo e Legislativo federais estão sob o controle de políticos implicados em graves episódios de corrupção e as cúpulas do poder Judiciário e do Ministério Público agem de forma parcial e contraditória, segundo suas preferências políticas, desrespeitando claramente a Constituição.
    A sociedade brasileira precisa estancar a violência contra seus cidadãos. O candidato ora agredido tem incentivado a violência, enaltecido torturadores e estimulado a agressão a homossexuais e a mulheres, além de prometer exterminar seus adversários políticos. Nada disso, no entanto, deve obscurecer o fato de que houve um ataque à vida de um cidadão e que este ato deve ser repudiado.
    É urgente pacificar o país, afastar os ódios e restabelecer o respeito mútuo entre os diferentes, principalmente entre aqueles que defendem caminhos diversos para o país. É hora de restabelecer o respeito à diversidade, o diálogo e o retorno do Brasil à normalidade democrática.
    Conclamamos todas as instituições, organizações, movimentos, integrantes de tradições religiosas, partidos e pessoas que acreditam no respeito ao outro e no diálogo a manifestarem-se publicamente contra o avanço da violência e a favor da manutenção da democracia.
    Assinam este documento as seguintes entidades e movimentos:
    M3D – Movimento em Defesa da Democracia, do Diálogo e da Diversidade
    Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito
    ABJD-RS – Associação Brasileiras de Juristas pela Democracia
    EDUCAFRO – SP
    LIERGS – Associação Quilombo Sociocultural Afrobrasileiro
    Coletivo Levante Gremista
    Portal de Hip Hop Bocada Forte

  • Ary Cezimbra, o guru das abelhas sem ferrão

    GERALDO HASSE

    Às véspera da primavera de 2018, recém-entrado no 82º ano da sua existência, o apicultor Ary Cezimbra fez um balanço do seu estoque e viu que poderia alegrar a vizinhança com uma promoção: mel a R$ 10 o quilo pra abrir espaço no porão de sua casa no bairro São Caetano, em Arroio do Meio, no vale do Taquari, já que logo-logo terá nas mãos uma nova safra.

    Em poucos dias vendeu 400 quilos. Sobrou um pouco mas ele diz que não se preocupa com o possível envelhecimento do estoque pois, “se for colhido com higiene, o mel não tem prazo de validade”.

    Considerado um dos principais precursores da meliponicultura no vale do Taquari, Cezimbra nasceu em 1937 em Ijuí, mas com dez anos de idade mudou-se com a família para Três Passos, no extremo noroeste gaúcho, onde aprendeu a lidar com as abelhas nativas e as imigrantes.

    Sua favorita é a jataí, que produz até dois quilos de mel por ano, volume que não chega nem a 10% da produção de uma colméia de abelhas melíferas trazidas da Europa no século XIX. Ele também abriga em sua casa a jandira, a tubuna, a vorá, a mandaçaia, a marmelada, a mambuca…

    Das 24 espécies nativas identificadas no Rio Grande do Sul, só não gosta da iratim, que invade os ninhos alheios para roubar mel. Se captura um enxame dessa espécie, que produz um mel amargo, não lhe dá chance de se meter na vida das outras abelhas. Procedimento que ele explica assim: “Deus, quando criou o mundo, deu uma missão para cada ser vivo. Foi o que aprendi na floresta. Em cada pau tinha uma família trabalhando. Antes eu destruía os ninhos, mas depois entendi que o principal trabalho das abelhas é garantir a continuidade da floresta”. Foi assim também que aprendeu a ser humilde diante da complexidade da Natureza. Por isso Cezimbra é constantemente citado pelos técnicos da Emater de Arroio do Meio como um dos precursores da meliponicultura no vale do Taquari.

    “Antes aqui ninguém ligava para as abelhas sem ferrão”, diz Cezimbra, cuja experiência estimulou diversas pessoas a criar as nativas, quase invisíveis em seu trabalho de polinização, ao contrário das abelhas melíferas, que têm fama e reconhecimento por produzir mel, própolis e geléia real.

    Como explica Elias de Marco, técnico da Emater em Arroio do Meio, o crescimento das abelhas sem ferrão no vale do Taquari tem a ver com a perda de espaço das abelhas européias diante da urbanização de áreas rurais. Em busca do sossego necessário à produção profissional de mel, apicultores do vale foram parar no Pampa, onde muitos fazendeiros abrem matos e campos nativos à fixação de apiários. Saíram de Estrela e Lajeado, as “capitais” do vale do Taquari, alguns dos maiores apicultores da Metade Sul do Rio Grande. Casos de Pedro Ferronatto em Livramento e de Gerson Fensterseifer em Bagé.

    Bem diferente é a história de Ary Cezimbra, que fez, de certa forma, um percurso inverso, migrando da região missioneira tomada pela sojicultura para Arroio do Meio, uma cidade pequena (20 mil habitantes) onde se destacam agroindústrias, cooperativas e sítios de pequenas dimensões. Após 52 anos em Três Passos, Ary e sua mulher Cecilia mudaram-se para a periferia de Arroio do Meio a fim de ficar perto dos filhos estabelecidos em cidades do vale do Taquari. Apenas Oracil, o filho do meio, mora em Minas Gerais, onde é metalúrgico.

    Pai de sete filhos, Cezimbra ensinou a prole a lidar com todas as abelhas. Segundo ele, até as meninas poderiam tomar conta dos negócios apícolas da família mas, atualmente, quem cuida dp assunto é  José Cezimbra, o mais velho, nascido em 1960. Tempos atrás, José ganhou do pai a máquina de fabricar lâminas de cera que dispensam as abelhas de fazer favos. Ficou, assim, de posse de uma fonte de renda, mas em compensação teve de assumir a administração dos apiários familiares espalhados por alguns municípios onde ocupam terras alheias, sob arrendamento ou permuta amiga.

    O apiário mais distante fica em Três Passos, onde Cezimbra ainda é dono do sítio em que toda a família se criou. Quando Ary chegou em 1947, com dez anos, numa família de 15 irmãos, a floresta ainda dominava a área. Foi ali que ele entrou nos segredos das guardiãs da sustentabilidade da floresta. Conta que, ao se casar, no final dos anos 1950, aproveitou o tronco oco de uma enorme canafístula para fazer a despensa da casa, construída ao lado do que restara da árvore abatida.

    Dez anos depois, quando a família chegou a nove cabeças, Cezimbra tinha na cabeça a lista mensal de mantimentos guardados na canastra-canafístula: começava com uma lata de banho (18 kg) e terminava com um saco de feijão (60 kg). No início era apenas sete hectares de roça, depois duplicada mediante empréstimo de um amigo, mas nunca faltou bóia. Mesmo com dificuldades, a família se manteve unida. As abelhas com e sem ferrão garantiam alguma renda e o entretenimento, coisas que se mantêm até hoje. “As abelhas são minha terapia”, diz Ary, que caminha com alguma dificuldade, usando bengala, para compensar o “atraso” da perna esquerda, danificada por uma motossera que lhe acertou um tendão. A cabeça está boa. Sua fisionomia evoca a figura de Zorba, o grego celebrizado no cinema por Anthony Quinn.

    Em Arroio do Meio, onde mora há 20 anos, Ary cuida de diversos ninhos de meliponídeos em pequenas caixas de madeira. No mato vizinho mantém algumas caixas de abelhas européias. Gosta de ensinar a crianças e adultos os segredos desses insetos. Como o preparo de iscas ou armadilhas – feitas com garrafas plásticas — para capturar enxames. Ele prepara o material e  presenteia a quem se interessa pelo ofício. Sem esconder ou fazer mistério, em tem satisfação em passar dicas, como a de que “não se deve mexer com esses bichinhos na lua nova”. Por que não? Porque sim. São frutos da observação ao longo de décadas.

    Quem andou bebendo nessa fonte foi Aroni Sattler, professor de apicultura da UFRGS, que esteve na casa de Cezimbra. Uma das maiores autoridades brasileiras em Apis mellifera, nascido em Travesseiro, a poucos quilômetros de Arroio do Meio, Sattler foi trocar ideias sobre as melíponas. Recentemente aposentado, o sábio da Agronomia de Porto Alegre compartilha com o caipira de Três Passos a preocupação pela manutenção das florestas e pastagens nativas, ameaçadas por atividades agrícolas, comerciais e industriais.

    O colapso das abelhas melíferas por agrotóxicos e/ou doenças aumentou o interesse pelas abelhinhas indígenas, cujo mel virou iguaria da culinária ou da indústria de cosméticos ou de produtos farmacêuticos. Um quilo de mel de jataí vale cinco vezes mais do que o da abelha melífera profissional.

  • Sem Lula e com Bolsonaro afastado campanha recomeça imprevisível

    Na sexta-feira, 31 de agosto, o TSE impugnou a candidatura do ex-presidente Lula com base na Lei da Ficha Limpa, alijando da disputa o mais votado em todas as pesquisas de intenção de votos.
    Na quinta-feira, dia 6 de setembro, véspera do feriadão da Independência, o segundo mais votado nas pesquisas, Jair Bolsonaro, sofre um atentado a faca e é levado ao hospital em estado grave.
    Cada um desses fatos, por si, já seria suficiente para transtornar uma campanha eleitoral. Em sequência, no espaço de uma semana, os dois viraram de pernas para o ar a campanha das eleições 2018, a mais importante desde a redemocratização do país.
    Por tudo isso, nesta segunda feira 10 de setembro, a 26 dias do pleito, a campanha está praticamente  recomeçando.
    De um lado tem o retorno de Bolsonaro, ainda que debilitado e limitado em seus movimentos, com a expectativa de crescimento por conta da comoção que causou o atentado.
    De outro, tem a definição do substituto de Lula. Ao que tudo indica será o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, mas certeza só haverá quando for divulgada a mensagem que Lula vai emitir de sua cela na delegacia da Polícia Federal em Curitiba.
    As pesquisas, esperadas para hoje, talvez joguem alguma luz sobre a eleição, por enquanto, totalmente indefinida. As duas expectativas principais são: quanto vai crescer Bolsonaro, depois do atentado? Quanto Lula conseguirá transferir para seu substituto que entra em campo na reta final da campanha?

  • 30 artistas na celebração dos 30 anos da Bublitz Galeria

    A Bublitz Galeria de Arte comemora 30 anos de existência com uma exposição especial. São 30 artistas que fazem parte da história desse tradicional espaço da arte de Porto Alegre. A vernissage para convidados será nessa segunda-feira, dia 10, a partir das 19h30, na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre. A exposição segue na galeria até 10 de outubro, com visitação gratuita.

    Obra de Carlos Scliar. Foto: Divulgação

    Nicholas Bublitz está à frente da galeria desde que ela foi criada. Filho de Vera Bublitz, que fundou o ballet com seu nome há 50 anos em Cruz Alta, Nicholas sempre teve sua vida rodeada de arte. “Desde pequeno, convivo com espetáculos, criação de figurinos, cenografia. Nossa casa sempre teve pinturas, várias telas a óleo feitas por minha avó materna, uma excelente pintora amadora, e até alguns desenhos do meu avô materno, que era médico”, conta o marchand.
    Obra de Aldemir Martins. Foto: Divulgação

    Arte indígena
    Aos 19 anos, Nicholas estudava nos Estados Unidos e conheceu uma das pessoas mais inspiradoras de sua vida, Kay Riordan, fundadora e incentivadora de um centro de estudos de arte e cultura indígena em Dakota do Sul. “Trabalhei durante as minhas férias de verão em vários empreendimentos dela e comecei a vender arte, na sua galeria de arte indígena, a Dakota Plus Gallery”, lembra. Foi nessa época que conheceu a obra de arte mais cara do mundo, o Mount Rushmore National Memorial, uma escultura de granito, a céu aberto, com os rostos dos quatro presidentes americanos, avaliada em US$ 11 bilhões de dólares, e que está localizada em um grande parque nacional americano.
    Mais tarde, na França, enquanto cursava direito na Universidade de Panthéon-Sorbonne, Nicholas continuou conciliando os estudos com a arte. “Naquela época, vendia gravuras assinadas que comprava na Galeria Art Cadre em Saint Germain de Prés para turistas na rua ou em meu apartamento”, recorda.
    Aos 25 anos, Nicholas retornou ao Brasil e decidiu abrir sua própria galeria de arte. “No dia 18 de outubro de 1988, fundei a empresa Bureau d’Art Comércio de Obras de Arte, nome do registro da Bublitz Galeria de Arte, que permanece até hoje”, informa.
    Escultura de Vasco Prado.
    Foto: Divulgação

    Vasco Prado
    Ao longo de trinta anos, nomes da arte gaúcha e brasileira passaram pela Bublitz e se tornaram célebres. Outros já reconhecidos exibiram suas obras no espaço.  É o caso de Vasco Prado, que integra a exposição comemorativa e participou de duas exposições individuais em 1990 e em 2002 e em duas coletivas, em 2003 e 2005. “Foi um dos artistas mais importantes que conheci. Ele tinha uma rotina de trabalho bastante forte e era extremamente desapegado e generoso. Muito quieto, mas acolhedor, miúdo em estatura, mas gigante na sua produção artística”, lembra o marchand.
    Nomes como Carlos Scliar, Ademir Martins, Vitorio Gheno, Antonio Soriano, João Carlos Bento, Mirian Postal, Kenji Fukuda, Inos Corradin, Erico Santos e Vitor Hugo Porto também fazem parte da trajetória da Galeria Bublitz e estarão representados na exposição comemorativa.
    O evento tem a participação do relações públicas Jacintho Pila, que estará lançando uma edição da revista “WE” na galeria.
    Confira a lista completa dos artistas:
    Aldemir Martins (in memorian), Antonio Soriano (in memorian, Armando Gonzalez, Carlos Scliar (in memorian, Carmem Medeiros, Claudia Stern, Erico Santos, Fernando Ikoma, Flavia Antoniolli , Flávio Scholles, Graça Craidy, Ino Corradin, Jane de Bhoni, João Carlos Bento, Kenji Fukuda, Lou Borghetti,  Mádia Bertolucci, Marcelo Hübner, Marcia Marostega, Mario Soldatelli , Miriam Postal, Mirian Garcia, Paulo D’Avila , Rosi Moreno , Suzi Etchepare, Valter Balestra, Vasco Prado (in memorian)
    Velcy Soutier, Victor Hugo Porto,  Vitório Gheno
    Obra de Inos Corradin. Foto: Divulgação

     SERVIÇO
    Exposição 30 anos, 30 artistas
    Bublitz Galeria de Arte
    Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143
    Período: 10 de setembro a 10 de outubro
     
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  • Sem Lula e sem Bolsonaro eleição volta à estaca zero

    O candidato Jair Bolsonaro, ferido a faca na quinta-feira, e salvo pelos médicos da Santa Casa de Juiz de Fora, foi transferido para o hospital Albert Einstein em São Paulo na manhã de sexta-feira.
    Seu estado é grave mas ele dá sinais de melhora, mandou recados e até levantou o polegar para uma foto, em sinal de positivo.
    Em dez dias ele poderá ter alta, se tudo evoluir bem. Não se sabe, porém, se terá condições para voltar à campanha.
    Segundo os médicos, terá que carregar por dois ou três meses uma bolsa para onde serão drenadas os gases e as fezes, para evitar contaminação no intestino grosso. Quem nessas condições poderá enfrentar o jogo bruto de uma campanha presidencial?
    O filho do candidato, deputado Flávio Bolsonaro fez uma leitura positiva do episódio. Pelo twitter mandou um recado aos eventuais interessados na morte de Bolsonaro: “Vocês acabam de eleger o presidente e vai ser no primeiro turno”.
    Jair Bolsonaro é o líder nas pesquisas de intenção de voto, no cenário sem Lula, o ex-presidente que teve sua candidatura impugnada pelo TSE no dia 31 de agosto.
    Nesta segunda, a campanha estará em suspense, com o mundo político voltado para uma prisão em Curitiba e um hospital em São Paulo.
    De uma cela na Polícia Federal em Curitiba, emanará a decisão de Lula sobre o seu substituto na chapa do PT.
    De São Paulo, do boletim dos médicos do hospital Albert Einstein se saberá se Bolsonaro tem condições de voltar à campanha.
    Há trinta dias das urnas, a eleição quase volta á estaca zero.

  • Rossetto: “Não vendemos o Banrisul e não atrasamos salários”

    FRANCISCO RIBEIRO
    Metalúrgico, sindicalista, sociólogo, vice-governador de Olívio Dutra e ministro nos governos Lula e Dilma. Miguel Rossetto foi tudo isso e agora, aos 58 anos, quer eleger-se governador do Rio Grande do Sul pelo Partido dos Trabalhadores.
    No PT desde a sua fundação, Rossetto  compartilhou de forma engajada a transformação de sua agremiação no maior partido de massas do Brasil. Viveu a  glória do PT e o seu alijamento do poder através do impeachment da presidente Dilma.
    Único postulante ao Piratini a vincular claramente sua candidatura a do ex-presidente Lula, Rossetto tem a incumbência  de levar pela terceira vez levar o PT a governar o estado. Não lhe faltam ideias arrojadas nas áreas de Educação, Saúde, Segurança, propostas que resolveu compartilhar com os leitores nesta entrevista exclusiva ao JÁ.
    JÁ: Desde que começaram os debates, o sr. foi o único candidato a vincular sua candidatura à candidatura de Lula, quase cem por cento fora do páreo. Qual é o seu posicionamento?
    MR: Nós continuamos defendendo o direito do presidente Lula a concorrer. Continuamos defendendo que o povo brasileiro tenha a opção de escolher o Lula como presidente. Vamos recorrer junto ao STF e junto a todos os organismos internacionais para defender o direito democrático ao presidente Lula. O presidente Lula representa a mudança que o Brasil precisa, que o Rio Grande precisa. Lula, Fernando Hadad, Manoela D’Ávila, representam a esperança do povo brasileiro. O Brasil precisa voltar a crescer, a investir. Com o Lula nós construímos universidades estaduais no Rio Grande do Sul, quase 200 mil casas no Programa Minha Casa, minha vida, otimizamos o apoio agricultura familiar, a Br 101 foi duplicada, iniciamos a duplicação da BR 116, o pólo naval de Rio Grande. Enfim, Lula e Dilma ajudaram muito o Rio Grande do Sul.
    JÁ: É muito importante o debate sobre um projeto nacional na medida em que a economia gaúcha faz parte da federação.
    MR: Sim. Por isso é preciso uma união de todos pela  revogação da emenda constitucional número 95 aprovada pelo Temer, e  com o apoio do Sartori, MDB, PSDB, PP, que congela por 20 anos os gastos do governo federal em relação a Saúde, Educação, a infraestrutura nos estados e nos municípios. Esta emenda destrói a nação e a federação. É preciso revogá-la. Brasília tem que assumir as suas responsabilidades.com o Rio Grande do Sul e nossos municípios no financiamento da saúde publica e da escola pública.
     JÁ: Há 20 anos o sr, foi vice-governador. Depois foi ministro nos governos Lula e Dilma. No que estas experiências contribuirão caso o sr. seja eleito?
     MR: É esta experiência que me estimula e anima a governar o estado do Rio Grande do Sul. Estou preparado. A minha experiência em iniciar um governo num estado com uma grande crise será parecida com aquela que Olívio e eu enfrentamos. Lá também diziam que se nós não vendêssemos o Banrisul não pagaríamos os salários dos servidores em 1999. Nós não vendemos o Banrisul e não atrasamos salários. Criamos a UERGS. Enfim, tenho a experiência de governar um estado grande e complexo como o nosso. Um estado onde o povo quer viver bem e com justiça, voltar a ter esperança.
    JÁ: E isso passa, segundo a pauta de todos os candidatos, pelo ajuste das contas. Como sr pretende fazer isso?
    MR: É preciso retomar  crescimento econômico no Rio Grande do Sul. Faz três anos que temos queda da atividade econômica, quase oito por cento. Isto arrebenta a receita  de um Estado. Também é preciso combater a sonegação, melhorar o perfil de gastos, buscar os recursos que são do Rio Grande do Sul. Nós temos uma decisão judicial favorável em relação à Lei Kandir. O governo federal é devedor do Rio Grande do Sul e nós vamos buscar estes recursos. Infelizmente o Sartori fez uma opção pela omissão. Por conta da adesão ao Plano de Recuperação Fiscal ele é omisso ou submisso. Nós vamos, de maneira altiva e dedicada, liderar uma retomada da economia gaúcha. Precisamos voltar a ter empregos, equilibrar as finanças, melhorar o serviço  público, e buscar em Brasília aquilo que é de interesse do Rio Grande do Sul para que ele possa se desenvolver.
    : Há muita polêmica em torno Lei Kandir.
    MR: Nossa política é clara em relação a redução da receita do ICM que ela produziu no que tange aos estados exportadores, e isto não diz respeito só ao Rio Grande do Sul. O fato é que o Supremo Tribunal Federal julgou este tema, e pela primeira vez nosso estado é credor da União. Brasília deve ao Rio Grande e nós vamos buscar estes recursos. Eles são importantes, e os dados que a Secretaria da Fazenda nos informa indica que somos credores em cerca de R$ 4 bilhões por ano.
    JÁ: Na  sua agenda de recuperação econômica constam muitos investimentos na área de tecnologia.
    MR: Serão investimentos importantes nesta área. Mas, primeiro temos que recuperar este desastre estratégico que o Sartori fez ao acabar com as nossas instituições de pesquisa, com as nossas fundações. Nada justifica, por exemplo, o fim da Fundação de Economia e Estatística (FEE). O Rio Grande do Sul, hoje, não tem informações sobre o seu PIB de 2017. Isto é um escândalo. Para remediar contrata uma entidade privada que não tem condições de realizar esta tarefa. Precisamos de uma entidade de pesquisa agro-pecuária que esteja voltada ao desenvolvimento sustentável, a ecologia. Há uma enorme demanda nesta área. Enfim, nenhuma nação ou estado encontrou lugar no futuro sem investir na educação, na cultura, na ciência, na tecnologia e na inovação. Assim, vamos recuperar nossas instituições de pesquisa. Para tanto o governo deve participar ativamente com diversas entidades, universidades, no fomento a pesquisa vinculada ao desenvolvimento do estado.
    JÁ: A extinção das fundações, como a TVE ou FEE, veio no bojo desta febre de privatizações, na diminuição do tamanho do estado. No RS, entre os demais candidatos, não faltam planos para vender estatais como a CEE, CRM, Sulgás, Banrisul. O que o sr. pensa disso?
     MR: Isto é uma bobagem, um retorno aos séculos XVIII e XIX. O Rio Grande do Sul é vítima desta experiência da privatização. É sempre bom lembrar a venda, no governo de Antonio Britto, da CRT,  de dois terços da CEE, o fim da Caixa Econômica Estadual. A Yeda Crusius vendeu metade do Banrisul. Nós ficamos com menos patrimônio, mais pobres e mais endividados. Nós precisamos de empresas estatais bem governadas, que funcionem. Eu quero uma CEEE funcionando cada vez melhor, produzindo energia e atendendo a nossa comunidade. Eu quero uma CORSAN, a grande empresa estadual garantidora de água e saneamento, com preços adequados. Essas empresas têm um papel importante pro nosso desenvolvimento. Eu não quero vender o Banrisul. Ele é um instrumento de desenvolvimento para o estado, presente nos municípios e regiões, investindo na agricultura, na indústria e no comércio para gerar trabalho e renda. Nós temos, hoje, 510 mil, gaúchas e gaúchos desempregados. Isto é inaceitável. Vamos recuperar o estado sem precisar vendê-lo.
    JÁ: Vital pra a recuperação, segundo o seu programa, está a criação de um Fundo para a educação
    MR: Nós temos uma política de recuperar a escola pública para a nossa população. O estado é responsável pelo ensino médio da nossa juventude, e compartilhamos o ensino fundamental com os municípios. O Sartori abandonou a escola pública. Todos os indicadores do Indeb mostram a crise da educação. São índices muito preocupantes, pois revelam o baixíssimo desempenho da nossa escola. Isto se deve ao desrespeito aos profissionais, aos professores, ao atraso dos salários, a falta de manutenção das escolas. Nós, através dês Fundo para Educação, vamos recuperar a escola pública como sendo um espaço de educação, de paz, de aprendizado, uma escola viva e com energia, um centro para a nossa juventude na orientação para o mundo do trabalho e da cidadania. Para isso tem que pagar o salário em dia. Não há uma educação de qualidade sem a valorização dos educadores. Também é necessária uma manutenção para que as escolas possam funcionar. Temos escolas sem energia elétrica, sem telhado, sem banheiro. E por último, dar segurança para as escolas.
    : Este Fundo, a médio prazo, visa tranformar as escolas gaúchas em centros de excelência?
    MR: Sim. Ensino integral, valorização dos professores, infraestrutura adequada e com um bom processo educativo e pedagógico. Este Fundo especial terá recursos extraordinários, nacionais e internacionais. Isto para que – num prazo de até anos – tenhamos recursos  para qualificar a escola publica do Rio Grande do Sul. Isto terá meu empenho direto como governador. O maior indicador de uma sociedade que constrói o seu futuro é a educação. Terei uma dedicação especial, direta com a equipe da área da educação para a recuperação do ensino no Rio Grande do Sul. É um direito da nossa juventude, do nosso povo. Nós vamos assegurá-lo.
    JÁ: O sr. falou em pagar os salários em dia. Este é um dos principais pontos de ataque contra o governo Sartori. O sr, não atrasará?
     MR: É o compromisso primeiro do meu governo. E a partir daí reorganizar as escolas, a saúde e a segurança públicas. É inaceitável a continuidade – 33 meses atrasando salários – deste desrespeito e desvalorização do serviço público e do povo gaúcho. O direito ao salário, e em dia, é um direito sagrado de quem trabalha, seja no setor público ou privado.
    JÁ: Outra área muito sucateada é a da Saúde.
    MR:  A primeira coisa será chamar prefeitas e prefeitos, profissionais do SUS e demais credenciados da rede hospitalar, gente  dos conselhos municipais e regionais de saúde para reorganizar um planejamento de investimentos. Vamos regularizar os repasses para os municípios e para o SUS, algo que o Sartori, sistematicamente, atrasa, algo em torno de R$480 milhões. Isto tem desorganizado o sistema, ampliado a crise nos hospitais. Nos três anos e meio do governo Sartor, 1490 leitos saíram do SUS. Isto é inaceitável, gera filas enormes e dificuldades de atendimento. É preciso reorganizar o sistema, o governo deve voltar a ter um papel de coordenação. Isso foi abandonado..
    JÁ: Dentro desta reorganização está a interiorização das especializações?
    MR: Sim. Vamos trabalhar com as prefeituras no SUS em duas diretrizes. A primeira delas é a criação de centros, policlínicas regionais, para exames e processos especializados. Isso acabará com as filas para fazer certos exames – cardiologia, ginecologia, ou cirurgia –, e procedimentos como Raio- X, tomografia. Resolve-se isso qualificando esses centros regionais, evitando, assim, que a população precise viajar em busca de atendimentos especializados, em busca de um hospital ou de um exame .A segunda diretriz será avançar na qualidade do atendimento primário, da Unidade Básica de Saúde(UBS), do posto de saúde, do primeiro contato da população com o sistema. Além dos médicos, temos fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas. Eles qualificam a rede do atendimento primário de saúde, onde 80 por cento das necessidades a população são atendidas. Também vamos avançar em centros especializados para os idosos. A população gaúcha é cada vez mais idosa e é muito importante que o sistema acolha com carinho os nossos velhinhos.
    JÁ: O quesito mais debatido é o da Segurança. O sr. propõe a realização de um Pacto. Como será?
    MR: A segurança é um tema vital para a população gaúcha que hoje vive com medo frente ao total descontrole do aumento da criminalidade e da violência. E isto tem um responsável, o governo Sartori, que desorganizou o sistema de segurança pública no Rio Grande do Sul. Hoje são quase cinco mil policiais a menos, nos bairros e nas ruas de nossas cidades. Porto Alegre tem hoje um número maior de assassinatos, proporcionalmente ao tamanho de sua população, maior do que o Rio de Janeiro. Assaltos e roubos aumentaram quase cem por cento. Nas escolas e nas universidades temos casos de alunos que deixam de estudar porque têm medo de ficar numa parada de ônibus. Por isso, vou criar um batalhão especial para proteger os alunos e as escolas através do remanejamento de efetivos.  Serão profissionais capacitados e especializados para este fim. Eles  garantirão entradas e saídas da comunidade estudantil  através de corredores de proteção.
    JÁ: O maior problema é a reposição do efetivo policial. Como o sr. pretende fazer isso?
    MR: Não se faz segurança com menos policiais. Vamos recompor gradativamente os efetivos da Brigada e da Polícia Civil, do Instituto Geral de Perícia(IGP),  da Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE)., Corpo de Bombeiros. Também vamos incorporar o que temos de melhor em termos de tecnologia de segurança para ampliar a proteção a nossa população. Fazer uma integração dos serviços de inteligência da Brigada Militar e da Polícia Civil.
    Eu quero uma Brigada Militar fazendo o policiamento preventivo, comunitário, nos bairros e nas vilas, dialogando e apoiando a população. Assim como eu quero uma Polícia Civil investigando cada vez mais o crime organizado e o tráfico de drogas, desmanche de carros e roubo e celulares. No meu governo as facções criminosas não vão controlar os presídios e transforma-los em escolas do crime. Temos que rediscutir, pensar num outro sistema prisional, que por um lado contenha os criminosos, e do outro ressocialize os apenados. É esta a estratégia do plano de segurança pública que estamos trabalhando. A uma série de propostas sendo analisadas. Temos profissionais muito competentes nas nossas polícias analisando isso.
     
     

  • Luciano Maia Instrumental é a atração do Chapéu Acústico

     

    Acordeonista Luciano Maia apresenta repertório regional com sotaque universal. Foto Giovani Vieira/Divulgação

    A próxima atração do projeto Chapéus Acústico é um show que privilegia a performance musical e o improviso, mesclando sotaque regional com linguagem universal.Baseado em composições de autoria de Luciano Maia, como Janelas ao Sul, Sincera, Vanerão de Gibão e Novos Rumos, o espetáculo conta também com clássicos do mundo instrumental brasileiro e do jazz.
    Entre os compositores trabalhados no show, estão Hermeto Pascoal, Dominguinhos, Luiz Carlos Borges, Sivuca, Orlando Silveira, Oswaldinho do Acordeon, Cristóvão Bastos e Paulo Dorffman.
    O show, será apresentado com Luiz Mauro Filho ao piano e Giovani Berti na percussão.
     Quem é quem
    Luciano Maia tem 20 anos de trajetória como músico e produtor, colocando a identidade regional em fusão com outros ritmos brasileiros e universais.  Atualmente lidera o Baile do Maia, mantém o duo Balaio de Sons, com o violonista Gabriel Selvage, e ministra workshops sobre acordeom. Integrante do grupo instrumental Quartchêto.
    Natural de Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul, Maia nasceu em 7 de novembro de 1980. Aos nove anos, fez suas primeiras apresentações como acordeonista em Centros de Tradições Gaúchas (CTGs). Na adolescência, participou da então incipiente cena nativista de Pelotas, subindo ao palco com artistas hoje consagrados, como Luiz Marenco, Joca Martins e Cristiano Quevedo. Ao mesmo tempo, recebia premiações em disputados festivais regionais, como o Fegart, em Farroupilha, e o Rodeio da Vacaria. Com 15 anos, foi convidado a participar do grupo Quero-Quero, com longa trajetória na animação de bailes, com o qual registrou o CD “Todo Homem do Pampa” (1997).
    Em 1999, gravou e produziu seu primeiro álbum solo, o instrumental “Sonho Novo”. São também instrumentais seus CDs “Minha Querência” (2002), “Cruzando a Pampa” (2007), “A Gaita do Rio Grande” (2014) e “Janelas ao Sul” (2014). A partir do disco “Encomenda” (2009), começa a expor também sua faceta de cantor, seguida em “Talareando” (2011) e “Cordeona-me” (2012), este reunindo parcerias com o poeta Gujo Teixeira.
    No início dos anos 2000, foi selecionado para o projeto “Cartografia Musical Brasileira”, do Rumos Itaú Cultural. Em seguida, integrou também a série de espetáculos “O Brasil da Sanfona”, dividindo palco com artistas como Sivuca, Renato Borghetti, Oswaldinho do Acordeon,  Caçulinha e Mario Zan.
    Participou também de espetáculos ao lado de Sérgio Reis, Hermeto Pascoal, Arismar do Espírito Santo, Toninho Ferragutti e Luiz Carlos Borges, entre outros. Em 2008, teve seu perfil retratado no documentário “O Milagre de Santa Luzia” (2008), uma jornada musical pelo Brasil conduzida pelo sanfoneiro Dominguinhos. Também já representou o país em festivais e outros eventos no Reino Unido e na Suíça.
    Como produtor, foi um dos responsáveis pelo sucesso do primeiro disco de César Oliveira & Rogério Melo, “Das Coisas Simples da Gente” (2002), e assumiu a direção musical da dupla. Com o êxito, passou a assumir a produção de mais artistas gaúchos, como Joca Martins e Berenice Azambuja.
    Atualmente, além de realizar shows solo e com o Quartchêto, do qual é um dos fundadores, Luciano Maia tem excursionado com dois projetos.
    Em dupla com Gabriel Selvage, gravou o álbum instrumental “Balaio de Sons” (2017). Já o Baile do Maia é seu mais novo show, criado a partir de uma pesquisa que recupera os elementos dançantes da música gaúcha do passado.
    Para o público especializado, o instrumentista tem promovido workshops em grandes eventos dedicados ao aprimoramento de músicos. Pela internet, também tem levantado debate a respeito do acordeom em seu canal no YouTube, com as séries “Janelas ao Sul”, com apresentações solo; e “Falando em Gaita”, que reúne convidados como Albino Manique, Edson Dutra, Luiz Carlos Borges e Renato Borghetti.
    Pianista Luiz Mauro Filho. Foto Marcos Monteiro/Divulgação

    Luiz Mauro Filho
    Estudou com o pianista, arranjador e maestro Paulo Dorfman, e cursou bacharelado em piano na UFRGS, com a professora Maly Weisenblum. Recebeu o prêmio de melhor instrumentista no III Festival do Choro de Porto Alegre (1993). Participou dos trabalhos de Nei Lisboa (3 discos,  shows e direção musical em um disco ao vivo), Guinga (disco e shows), Débora Blando, Geraldo Flach, Lucia Helena (discos e shows), Loma (disco e shows), Lourdes Rodrigues (disco e shows), Rubens Santos, Fernando do Ó, Giovani Berti, Gelson Oliveira (disco e shows), James Liberato, Júlio Herrlein (Chumbinho), Jorginho do Trumpete, Henry Lentino, Maria Helena Andrade (disco e shows), Grupo Vocal Muito Prazer (disco e shows), Grupo Vocal Mandrialis, Edilson Ávila, Tito Madi, Mario Falcão (disco e shows), Ná Ozzetti, Zé Miguel Wisnik, Delicatessen (shows e discos), Pedro Mariano entre muito outros. É músico convidado da Orquestra do Teatro São Pedro. Compõe temas instrumentais e arranjos para outros compositores. Como compositor, teve a canção “Piu-piu” como ganhadora em 3º lugar, do I Festival de Música Instrumental do RS/1996. Recebeu o premio de Melhor Instrumentista no Festival Moenda Instrumental. Participou também do álbum Brasil 500 Anos que viajou para Argentina e Buenos Aires. Atualmente atua como arranjador, compositor, acompanhador entre outros.
    Percussionista Giovani Berti- foto Marcos Monteiro/Divulgação

    Giovani Berti
    Giovani Berti começou sua carreira com o compositor Túlio Piva. Participou dos regionais Vibrações e Theatro São Pedro, acompanhando nomes como Moreira da Silva, Jards Macalé, Déo Rian, Altamiro Carrilho, Ademilde Fonseca e Jamelão. Atualmente é integrante dos grupos Geraldo Flach Quarteto, Marcelo Delacroix, Muni, Mônica Tomasi, Nelson Coelho de Castro, Leonardo Ribeiro, Lomma, Marisa Rotemberg, Nei Lisboa e Café y Azucar Club. Apresentou-se no Free Jazz Festival / 1997 edição Porto Alegre acompanhando Geraldo Flach Quarteto. Acompanhou nomes de expressão nacional como Ivan Lins, Roberto Menescal, Dominguinhos, Sivuca e Marcos Suzano. Sua atividade o tem levado a participar de várias formações musicais, inclusive com Orquestras Sinfônica (OSPA) e de Câmara (Theatro São Pedro e Unisinos) e gravações ao lado de músicos gaúchos, nacionais e internacionais. Recebeu indicação para o Prêmio Açorianos de Música como melhor instrumentista em Percussão em 1994, 1996 e 1997.
    Em agosto de 2018, juntamente com a banda Lareira Gigs, realizou 3 shows  no tradicional Cavern Club em Liverpool (Reino Unido) no Internacional Beatleweek Festival, com Alex Alan e Gelson Oliveira.
     
    SERVIÇO:
    Dia: 11 setembro de 2018 (terça-feira).
    Hora: a partir das 19h.
    Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE-RS (Riachuelo, 1190).
    Informações: Na BPE-RS, pelo telefone (51) 3224-5045 ou com o produtor, Marcos Monteiro (duearth@terra.com.br).
     

  • Edgar Vasques é o homenageado do Sarau da Alice, no Divina Comédia


    O cartunista Edgar Vasques é o homenageado do Sarau Alice,
    na próxima terça-feira, dia 11, a partir das 20 horas no bar
    Divina Comédia (República 649). Comemorando 50 anos de carreira, ele
    lançou em setembro do álbum de tiras “Crocodilagem – o Brasil Visto de
    Baixo” (L&PM Editores), realizado em homenagem ao seu lendário
    personagem Rango. Durante o evento o desenhista dará autógrafos e
    participará de uma conversa com os colegas de profissão Santiago e
    Fraga.
    Edgar Vasques é um cartunista sério. Pessoa de poucos sorrisos, tem
    um humor ácido, contundente, daqueles que faz rir para não chorar. Com
    um rol respeitável de premiações nacionais e internacionais no
    currículo, também faz aquarelas e ilustrações. O faminto Rango – mais
    atual do que nunca – foi seu personagem mais famoso, rendendo 16
    publicações anteriores. O novo livro reúne 143 tiras que acompanham as
    desventuras do país desde 2007 até 2018. Boa parte deste trabalho foi
    publicado no jornal “Extra Classe”, do Sindicato dos Professores de
    Escolas Particulares do Rio Grande do Sul (Sinpro). O trabalho de Vasques é igualmente publicado pelo JÁ Porto Alegre.
    Além da homenagem a Vasques, o Sarau oferece a seu público as
    performances dos poetas Gonçalo Ferraz, Mário Pirata, Fátima Farias e
    Barth e as apresentações dos músicos Cristiano Hanssen, Nivaldo José e
    o duo de violões “Batuque de Cordas” – integrado por Vinicius Correa e
    Cláudio Veiga – além do pandeirista Clebes Pinheiro.
    Na ocasião, também será montado um bazar de arte e artesanato com os
    cartunistas como Santiago, Moa, Edgar Vasques e Rafael Correa; dos
    artistas visuais Augusto Abreu, Ernani Chaves, Amaro Abreu; dos
    fotógrafos Otávio Teixeira, Marco Nedeff, Eneida Serrano e Luiz Abreu;
    da joalheira Elisa Tesseler; das artesãs Mariza Rigo, Lúcia Achutti e
    Rosina Duarte; dos escritores Rafael Guimarãens, José Antônio Silva,
    Dois Santos dos Santos, bem como as obras da Editora Libretos.
    Atuação da ALICE
    Com 18 anos de atuação, ALICE é uma organização sem fins lucrativos
    que trabalha para revelar o que a sociedade não vê, defendendo o
    direito de todos à comunicação, à cultura, à arte e à convivência
    harmônica em uma sociedade sustentável. Nessa linha, desenvolve
    projetos alternativos e autônomos envolvendo comunidades ignoradas
    pela mídia tradicional e negligenciadas pelas políticas públicas,
    entre eles o Jornal Boca de Rua – feito e vendido por moradores de rua
    de Porto Alegre desde o ano 2000. Assim, contribui para democratizar e
    qualificar a informação e alinha-se à luta por um mundo mais justo.
     

  • Ferimento de Bolsonaro é profundo e sangra muito

    Considerado inicialmente “superficial”, o ferimento sofrido por Jair Bolsonaro na verdade foi profundo e provocou intenso sangramento, atingindo o fígado*.
    Uma cirurgia de emergência foi feita para estancar o sangramento. Ele foi atendido pelo dr. Cicero de Lima Rena**, um dos mais renomados  cirurgiões de Juiz de Fora.
    Por volta 18h,  ele ainda estava sendo operado,  com a condição hemodinâmica e a pressão instáveis.
    A policia militar divulgou uma foto da faca usada pelo agressor, com uma lâmina de quase 30 centímetros.
    O filho do candidato, Flávio Bolsonaro, postou às 18h04 uma mensagem no twitter: “Infelizmente foi mais grave que esperávamos. A perfuração atingiu parte do fígado, do pulmão e da alça do intestino. Perdeu muito sangue, chegou no hospital com pressão de 10/3, quase morto… Seu estado agora parece estabilizado. Orem, por favor!”
    **Informação inicial, não confirmada. Foram três perfurações no intestino delgado, um corte no intestino grosso e a secção de uma artéria, que provocou forte hemorragia.
    **Cinco cirurgiões e dois anestesistas assistiram Bolsonaro, entre eles o dr. Rena. Quem dirigiu a cirurgia foi o dr. Luz Henrique Borsato.
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