Michel Temer tomou posse como presidente da República na tarde desta quarta-feira. A cerimônia durou pouco mais de dez minutos, no plenário do Senado Federal, e não teve discurso do novo presidente.
O presidente do Senado, Renan Calheiros abriu os trabalhos pouco depois das 16h40, anunciando a composição da mesa, pela cúpula do Parlamento e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski.
Em seguida, Michel Temer fez o juramento e assinou o termo de posse.
Ainda nesta quarta, Michel Temer viajar para a China, onde se reúne com empresários brasileiros e chineses e participa nos próximos dias da Cúpulas dos líderes do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo. Com a viagem do novo presidente da República, o cargo fica interinamente ocupado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.
Michel Temer é o terceiro presidente da República do seu partido, PMDB, que chega ao cargo sem ser eleito diretamente.
Em 1985, José Sarney assumiu a Presidência em função da morte de Tancredo Neves, também peemedebista, que venceu a eleição indireta em janeiro daquele ano, mas adoeceu e morreu antes mesmo de tomar posse. Sarney havia se filiado ao partido em agosto de 1984, deixando o PDS, para poder concorrer como vice de Tancredo.
Itamar Franco foi o segundo, filiado ao partido em maio de 1992, assumiu como presidente interino em outubro. Itamar foi eleito pelo PRN, mas deixou o partido após uma reforma ministerial feita em abril daquele ano.

Os senadores da minoria representaram contra Júlio Marcelo no CNMP porque ele é procurador do MPF junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e foi o responsável pelo parecer que levou à condenação, pelo tribunal, das contas da presidenta Dilma Rousseff em 2014 e sugere a condenação também em 2015. Os defensores de Dilma acusam o procurador de ter modificado entendimentos consagrados no tribunal e induzido os ministros a condenarem a presidenta.
“No CNMP a representação é para que se apure a responsabilidade sobre as condutas do senhor Júlio Marcelo de Oliveira nos fatos que depõem contra ele e lhe tiraram, no nosso entender, a fé pública”, disse o senador.
Os parlamentares querem ainda que o MPF investigue se Júlio Marcelo e Antônio Carlos Costa D’Ávila praticaram prevaricação, falso testemunho, deslealdade às instituições, violação do dever de parcialidade e deveres funcionais. Para os aliados de Dilma, D’Ávila admitiu em seu testemunho que ajudou a produzir o relatório de Júlio Marcelo, que depois passou pelo crivo do próprio D’Ávila no TCU, o que invalidaria o procedimento por falta de isenção.
“Considero, como são testemunhas que vieram a este plenário, importante trazer a este julgamento esta medida tomada pela minoria parlamentar e solicito que seja integrado aos autos deste julgamento”, disse Randolfe ao pedir a juntada das representações aos autos do processo de impeachment.
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG) minimizou a importância das medidas tomadas pelos senadores da minoria. “Em relação a essas representações, é um factóide, como tantos outros que foram feitos até aqui”, disse.
Para Aécio, trata-se de uma “inversão de valores”, onde os apoiadores de Dilma procuram perseguir o procurador sem conseguir contra-argumentar com ele. “Não tendo argumentos para desmontar o relatório e as argumentações do procurador Júlio Marcelo, atacam o procurador, representam contra ele. Não tendo a coragem para assumir os seus erros e os gravíssimos crimes cometidos, atacam a oposição como se fosse a oposição a responsável por esses erros”, disse.










