A corrupção, que consome grande parte da força de trabalho das autoridades judiciais e policiais brasileiras, também está sendo enfrentada fora dos tribunais e das delegacias. A artista plástica gaúcha Graça Craidy, por exemplo, produziu em seu atelier 22 quadros em que homens contracenam com aves de rapina, em uma alusão à voragem com que corruptos desviaram dinheiro dos cofres públicos.
Os trabalhos (2015, acrílica sobre papel, 96 x 66 cm) integram a exposição Brasília Céu Inferno, que será aberta na quarta-feira (10/08), às 18h30, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, onde permanece até 4 de setembro. A mostra também apresenta fotos do artista visual, arquiteto e curador Anaurelino Barros Neto. Suas imagens destacam o belo da capital federal.
“Em sua às vezes dolorosa função de tradutora do seu tempo, a arte sangra, alerta, escracha, vomita, acusa”, reflete Graça. Além de denunciar a crise ética brasileira, ela diz que sua arte convida também à reflexão. “O quanto cada um de nós que escolheu, votou, elegeu, relevou, silenciou é cúmplice dessa tragédia ética no Brasil?”, indaga a artista, que diz ter sido movida por uma crescente indignação em razão dos desvios. “As pinturas de Graça são vigorosas e sua paleta de cores representa o inconformismo das pessoas em geral”, avalia Anaurelino, que faz a curadoria da exposição.
Graça acrescenta que buscou catalisar a indignação da sociedade brasileira com os esquemas de corrupção na área pública e privada, representando corruptos e corruptores denunciados pelas investigações ao lado dos mais representativos ícones da rapinagem: corvos, abutres, urubus, harpias, águias, “legítima fauna que por sua própria natureza chafurda no lixo e na carniça”.
Enquanto a arte de Graça estampa o “inferno” mencionado no título da exposição, Anaurelino se encarrega de desvendar o “céu” brasiliense. As fotografias tiradas por ele exploram ângulos inusitados da capital federal relacionados à sacralidade e à arquitetura reconhecida como perfeita tradução da modernidade e do novo belo.
Engajamento
Outro trabalho de Graça na linha do engajamento social é a coleção de pinturas “Até que a morte nos separe”, sobre feminicídio, que em menos de um ano e meio, entre março de 2015 e julho de 2016, foi requisitada para dez exposições em diferentes locais de Porto Alegre, como Palácio da Justiça, Assembleia Legislativa, Justiça Federal e Atelier Livre. A coleção tem servido de elemento estimulador do debate entre especialistas para a solução desse grave problema brasileiro e mundial.
SERVIÇO
O quê: Exposição Brasília Céu Inferno
Abertura: 10 de agosto (quarta-feira), às 18h30h
Visitação: até 4 de setembro, diariamente, das 9 às 18h, exceto às segundas-feiras.
Onde: Usina do Gasômetro, térreo, Centro Histórico de Porto Alegre.
Entrada gratuita
Autor: da Redação
Corrupção é tema da exposição Brasília Céu Inferno, no Gasômetro
As fotos de Anaurelino Barros Neto, que também é curador da exposição, mostram detalhes arquitetônicos de Brasília Indústria plástica lança campanha e sorteia televisores
A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, e a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), criaram a promoção “Plástico Premiado”.
É a primeira etapa do Movimento Plástico Transforma, campanha do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast).
A indústria plástica agrega mais de 27 mil trabalhadores em 1.288 empresas no Rio Grande do Sul. Eles têm até 19 de agosto para participar da promoção.
A dinâmica é convidar os colaboradores a entrar no site oficial da campanha (www.plasticotransforma.com.br), que terá um extenso conteúdo disponível, e responder ao quiz de 15 questões de múltipla escolha, com perguntas conceituais, aplicações, benefícios, curiosidades, entre outros pontos aplicados ao tema “plástico”. Os que acertarem no mínimo 10 questões serão qualificados automaticamente para um sorteio de 50 TV’s 48’’ Full HD Smart.
Antes de responder, o colaborador pode acessar o site. Lá tem tudo o que ele precisa para entender mais sobre as vantagens e benefícios do plástico e ter um bom resultado. Os contemplados serão definidos pela combinação dos resultados da extração da Loteria Federal do dia 24 de agosto.
Ao todo, o Movimento está dividido em três momentos, sendo o primeiro deles a promoção, voltada aos colaboradores que atuam na indústria da transformação do plástico. O objetivo, segundo a empresa, é “fornecer informações que valorizem e desmistifiquem a imagem equivocada a respeito desse material, que teve uma evolução considerável ao longo de sua história”. O segundo e terceiro momentos serão focados nos formadores de opinião e sociedade, respectivamente.
A cadeia produtiva do plástico tem protagonizado movimentos positivos de integração entre indústria e sociedade. “Intensificar as ações de capacitação que englobem todos os agentes da cadeia do plástico é fundamental para que eles reúnam argumentos positivos e corretos sobre a real importância do plástico na vida das pessoas”, afirma o vice-presidente da unidade de Poliolefinas, Vinílicos e Químicos Renováveis da Braskem, Luciano Guidolin.
A característica da indústria da transformação do plástico no Brasil mostra uma composição de pequenas, médias e grandes empresas com atuações destacadas no cenário global. “Somos um dos maiores empregadores industriais do Brasil e é fundamental transferirmos conhecimento para cada colaborador, e que esse conhecimento seja motivo de orgulho e motivação para o desenvolvimento sustentável desse setor”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho.
Mais informações sobre a ação, no site do Movimento Plástico Transforma (www.plasticotransforma.com.br).
Liminar libera manifestações pacíficas nos estádios
Eduardo Maretti
“Defiro o pedido de concessão da tutela de urgência para o fim de determinar aos réus que se abstenham, imediatamente, de reprimir manifestações pacíficas de cunho político nos locais oficiais, de retirar do recinto as pessoas que estejam se manifestando pacificamente nestes espaços, seja por cartazes, camisetas ou outro meio lícito permitido durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.”Este é um trecho da liminar concedida pelo juiz federal substituto do Tribunal Regional Federal 2ª Região (TRF2) João Augusto Carneiro de Araújo. Ele acatou pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a posição do Comitê Rio 2016 de reprimir manifestações pacíficas contra o governo interino em estádios e ginásios.
Pelo menos no momento, em relação a isso, o Estado de Direito está preservado e o “Fora Temer”, liberado.
A decisão é de primeira instância e pode cair no tribunal. Esperemos que não e a tão violentada Constituição prevaleça.
(http://fatosetc.blogspot.com.br/2016/08/liminar-libera-fora-temer-nos-jogos-do.html)Desocupação da Sefaz: juíza assiste performance dos estudantes antes de julgar
A juíza Claudia Junqueira Sulzbach, que recebeu a denúncia contra oito estudantes e dois profissionais da imprensa presos na ocupação da Secretaria da Fazenda, em 15 de junho, desceu de seu gabinete no 5º andar do Fórum Central de Porto Alegre, ao meio dia desta segunda-feira.
A juíza foi até o térreo do Fórum assistir à performance que os jovens conceberam para sensibilizá-la a decidir pela absolvição. Encenações e cantigas, misturavam-se a palavras ordem. Meia centena de colegas apoiavam o ato. A mãe de um dos estudantes quebrou o script e fez um emocionado discurso sobre o novo mundo que os jovens estão construindo.
Estudantes entregaram flores e notas de apoio de diversas entidades / Thais Ratier / Jornal Já
Ao lado do advogado Mário Madureira, representante do Comitê pela Democracia, e o presidente do Sindicado dos Jornalistas, Milton Simas, Claudia Junqueira Sulzbach acompanhou tudo impassível. Ao final, quando os estudantes lhe ofereceram flores, ela sorriu e prometeu: “Vou examinar com carinho”.
A denúncia feita pelo Ministério Público enquadra os estudantes e o repórter Matheus Chaparini, do JÁ, e o cinegrafista independente Kevin D’Arc, pelos crimes de dano qualificado e desobediência.



Fotos Thais Ratier / Jornal Já Rafaela Silva não é a garota de Ipanema. É o primeiro ouro do Brasil
Lutar faz parte da rotina da judoca brasileira Rafaela Silva desde que nasceu, na Cidade de Deus, um dos lugares mais pobres do Rio de Janeiro.
Hoje à tarde, ela derrotou a atleta Dorjsürengiin Sumiya, da Mongólia, na final na categoria até 57 quilos feminino. É a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Com um wazari sobre a oponente, Rafaela conquistou 10 pontos, administrou a luta até o final, com o apoio da torcida brasileira.
Nas disputas de hoje (8), Rafaela já havia vencido a romena Corina Caprioriu, a alemã Myriam Roper, a sul-coreana Kim Jandi e a húngara Hedvig Karakas. A portuguesa Telma Monteiro venceu por um yuko a romena Corina Caprioriu e ficou com a medalha de bronze.
Rafaela Silva é carioca, tem 24 anos, nasceu e cresceu na comunidade Cidade de Deus. Começou a praticar judô com 5 anos, em uma academia na rua de sua casa. Aos 8 anos, entrou no Instituto Reação, no Rio de Janeiro.
Em 2011, ganhou a medalha de prata nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, no México e, em 2015, conquistou a de bronze no Pan de Toronto. Também foi foi vice-campeã mundial em Paris 2011.
Na Olimpíada de 2012, em Londres, Rafaela foi desclassificada pelos juízes na segunda rodada por um golpe ilegal. Passou a ser agredida duramente por uma campanha racista. Não se intimidou. Suportava o racismo cotidianamente. No ano seguinte, foi campeã mundial.
Dona Zenilda, mãe de Rafaela, estava na Arena Carioca 2 para ver a filha. Ao chegar, disse: “Em Londres, chamaram minha filha de macaca. Agora, estamos aqui”.
Ela referia-se à campanha racista movida contra Rafaela nas redes sociais depois de sua derrota na Olimpíada de 2012. Num dos posts criminosos, um homem escreveu que “lugar de macaco é na jaula”. A pequena guerreira não se intimidou e respondeu. Resultado: em vez de apoio, recebeu advertências e ameaças do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
A Cidade de Deus ficou conhecida mundialmente com o filme dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund em 2002, a partir do livro de Paulo Lins. Agora, volta ao mundo pela competência e determinação de Rafaela.
Nota em defesa da liberdade de expressão, de manifestação e de imprensa
No dia 15 de junho de 2016, estudantes da rede pública estadual do Rio Grande do Sul ocuparam as dependências da Secretaria Estadual da Fazenda, como forma de chamar a atenção da sociedade gaúcha e de seus governantes para os graves problemas enfrentados pela educação pública estadual, cuja solução vem sendo adiada há muitos anos. Ao fazê-lo, os estudantes buscavam o atendimento às suas reivindicações e às de seus professores, dentre as quais, a melhoria das instalações escolares e a melhor remuneração dos docentes e demais trabalhadores em educação, que, ademais, vêm recebendo seus salários de forma parcelada.
No processo de desocupação da Secretaria Estadual da Fazenda, a Brigada Militar utilizou violência desmedida contra o grupo de jovens estudantes, como comprovaram vídeos, fotos e depoimentos divulgados nas redes sociais, empregando até mesmo, no espaço interno da Secretaria, jatos de spray de pimenta contra adolescentes que se encontravam sentados e não expressavam qualquer intenção de reação.
Junto aos estudantes, exercendo suas funções profissionais, encontravam-se o jornalista Mateus Chaparini, repórter do jornal Já Porto Alegre, e Kevin D’Arc Rocha, cinegrafista independente, que foram detidos e encaminhados ao Presídio Central, juntamente com os manifestantes, embora tenham se identificado e certificado aos policiais que ali se encontravam no exercício de sua atividade profissional. Os vídeos gravados por Chaparini com seu celular e divulgados amplamente pela imprensa local e nacional comprovam-no.
Indiferente à posição de organizações da sociedade civil, que se solidarizaram com os estudantes e repudiaram a ação da Brigada Militar, o delegado Omar Sena Abud indiciou, no inquérito que se seguiu, todos os ocupantes, inclusive o jornalista e o cinegrafista, classificando-os como transgressores e enquadrando-os nos crimes de atentado contra a liberdade do trabalho, associação criminosa, resistência e dano qualificado.
Reconhecendo o equívoco do indiciamento e do enquadramento dos manifestantes, o Promotor de Justiça Alexandre da Silva Loreiro determinou o arquivamento das acusações contra todos os estudantes menores de idade participantes da ocupação.
O Promotor de Justiça Luís Felipe de Aguiar Tesheiner, no entanto, adotou entendimento diverso em relação aos estudantes maiores de idade, o jornalista e o cinegrafista, que cobriam os fatos, no exercício de sua profissão, e denunciou-os pelos crimes de dano qualificado e resistência, demonstrando clara contradição, posto que aceitou a definição de inocência de uns e incriminou outros praticantes do mesmo ato.
Diante dessa contradição e da evidente tentativa de intimidação e censura ao exercício da atividade profissional jornalística, manifestada na ação da Brigada Militar, reforçada pela conclusão do inquérito policial e expressa na ação do promotor público, manifestamos nosso veemente repúdio à discricionariedade judicial e à intimidação ao exercício da imprensa livre e independente.
Lembrando que a Liberdade de imprensa e o respeito aos direitos humanos são, reconhecidamente, condições fundamentais para a manutenção da democracia, e esperando que a Justiça prevaleça em sua imparcialidade e na defesa das liberdades de expressão, manifestação e divulgação, asseguradas pela Constituição Federal de 1988, apelamos à senhora juíza Claudia Junqueira Sulzbach, responsável pela 9ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre, para que a denúncia não seja recebida e que sejam suspensas todas as acusações imputadas aos jovens estudantes, ao jornalista e ao cinegrafista arrolados.
O presente apelo para que a justiça prevaleça sobre o arbítrio é encaminhado à Vossa Excelência pelo Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito.
Esse comitê é composto por mais de 250 pessoas de diferentes áreas, tais como professores universitários, pesquisadores, artistas, advogados, profissionais da área da comunicação, da cultura e de ações comunitárias do Rio Grande do Sul. O Comitê foi responsável pelo Manifesto em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito, lançado no dia 4 de abril de 2016, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e assinado por mais de 3.000 profissionais. O Comitê é uma organização suprapartidária, que tem como objetivo debater a crise do país e suas possíveis soluções democráticas.
Assinam em nome do comitê
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Márcia Cristina Bernardes Barbosa – Professora Titular de Física da UFRGS e Membro da Academia Brasileira de Ciências
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Soraya Maria Vargas Cortes – PhD em Políticas Sociais e Professora Titular de Sociologia da UFRGS
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Zoravia Bettiol – Artista visual, designer e arte educadora
Apoiam o presente pleito as seguintes entidades signatárias:
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Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS – Milton Simas – presidente
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Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região – Everton de Morais Gimenes – presidente
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Núcleo Gaúcho da Auditoria Cidadã da Dívida – Josué Martins – coordenação
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Advogados e Advogadas pela Legalidade Democrática – Mário Madureira – coordenação
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CPERS/Sindicato – Helenir Aguiar Schürer – presidenta
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CUTRS – CUT do Rio Grande do Sul – Claudir Nespolo – presidenteE o povo onde fica?
Marino Boeira
Estará o povo brasileiro assistindo mais uma vez indiferente meia dúzia de pessoas decidirem seu futuro sem exigir que seja ouvido?
No dia 18 de novembro de 1889, Aristides Lobo escreveu no Diário Popular uma avaliação que ficou famosa sobre a proclamação da República por Deodoro da Fonseca, três dias antes:
“ O povo assistiu aquilo bestializado, atônito, surpreso sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada”.
Em outros momentos cruciais da vida brasileira, foram as elites que decidiram o futuro da Pátria e dos brasileiros, sem ouvi-los ou, quando muito, dizendo estar agindo em seu nome, como foi na Revolução de 30 ou no Golpe de 64.
Agora, novamente o País se encontra numa encruzilhada. Oitenta e um senadores, muitos dos quais nem sequer são conhecidos por uma boa parte dos brasileiros, que não sabem seus nomes nem suas ideais, se encaminham, a que tudo indica, para revogar uma decisão da maioria da população que, em 2014, elegeu Dilma Rousseff Presidente da República.
Um simples passar de olhos sobre os nomes dos senadores que vão este mês completar o processo de golpe parlamentar contra a Presidente Dilma Rousseff, cassando o mandato que lhe foi atribuído pelo povo, mostra o alta grau de comprometimento ético a que chegou o parlamento brasileiro.
Daqueles senadores que votaram pela admissibilidade do impeachment no primeiro turno se destacam de uma forma negativa diversos nomes, começando pelo presidente da casa, o senador Renan Calheiros.
Na eleição de Fernando Collor para a Presidência foi o seu principal cabo eleitoral e depois porta-voz, a quem abandonou mais tarde em função das disputas eleitorais em seu estado, Alagoas. Já foi aliado de Lula e acusado de corrupção, renunciou à presidência do Senado em 2007. Agora, finge adotar uma postura mais distante da questão, mas é voto certo a favor do impeachment.
Seu ex-aliado político, Fernando Collor, hoje no PTC, dispensa apresentações.
No bloco dos senadores investigados pela justiça por corrupção e que se alinham entre os que pretendem retirar o mandato de Dilma, pontificam nomes como Romero Jucá, José Agripino e Fernando Bezerra Coelho.
O senador Zezé Perrella, envolvido no caso do helicóptero apreendido em Minas com uma carga de cocaína, protegido de Aécio Neves é outro que vota pelo impeachment.
Um dos casos mais representativos da falta de compostura de alguns senadores, foi mostrado pela imprensa na semana passada, quando o senador do PMDB, Hélio José, agraciado por Temer com o poder de nomear um diretor da Secretaria de Patrimônio da União, afirmou que era dono do serviço e “nomeava a melancia que quisesse”.
Hélio José ficou conhecido em Brasília como o Hélio da Gambiarra, desde 1995, quando ofereceu uma festa a políticos em sua casa e depois se descobriu que fizera um “gato” na rede pública de eletricidade. O senador, provando que não costuma ser fiel aos partidos, já foi até do PT, passou pelo PSD, depois pelo PMB, o folclórico Partido da Mulher Brasileira e hoje está no PMDB
Outras figurinhas carimbadas em Brasília por um conservadorismo exacerbado são Ronaldo Caiado e Blairo Maggi, inimigos de qualquer avanço na questão agrária do Brasil e por isso velhos inimigos do PT.
Dos senadores do Rio Grande do Sul, dois estão desde o início com votos definidos e não esconderam este fato: Ana Amélia, a favor e Paulo Paim, contra.
Resta saber a posição de Lasier Martin, embora por suas declarações passadas, quando afirmou que Dilma não roubou, mas foi conivente, tudo indica que ficará ao lado do golpe.
Seu partido, o PDT< já expulsou um deputado que votou a favor do impeachment na Câmara, mas isso não deve tirar o sono do senador, que a rigor não foi eleito pelos trabalhistas. Seu partido tem outra sigla. Se chama RBS, a poderosa rede de comunicação que já teve três senadores entre seu quadro de funcionários: Zambiaze, Ana Améilia e Lasier.
O senador Cristovam Buarque, hoje no PPS, já foi no passado um quadro importante, primeiro do PT e depois do PDT . É apontado como criador da Bolsa Família, quando governador do Distrito Federal, foi ministro da Educação no Governo de Lula, mas durante sua trajetória política foi cada vez mais abandonando posições de esquerda e se aliando com o centro, o que serve para justificar seu voto a favor do impeachment.
Caso mais emblemático de uma clara traição à vontade dos seus eleitores é o da senadora Marta Suplicy, eleita pelo PT em 2010, que ocupou o cargo de Ministra da Cultura, de Dilma e que depois de passar para o PMDB, votou a favor da admissibilidade do impeachment.
Certamente, além das vantagens de passar para um partido que, ao que tudo indica, vai herdar a máquina administrativa do Brasil, Marta de certa forma está se vingando de Dilma por ter sido a escolhida por Lula nas eleições de 2010, e não ela e ao partido que escolheu Haddad como candidato a Prefeito de São Paulo, preterindo novamente o seu nome.
Essa semana, seu ex-marido o também ex-senador Suplicy fez um apelo público para que ela lembrasse que representa os eleitores do PT no Senado, mas seu apelo certamente não vai modificar o voto de Marta.
E o povo, como disse Aristides Lobo, vai assistir mais uma vez bestializado, atônito e surpreso, sua vontade ser desconsiderada por estes senhoras e senhores, preocupados em defender apenas seus interesses, algumas vezes políticos, mas quase sempre pessoais?
As manifestações contra o golpe parlamentar das últimas semanas parecem ter sido movimentos pró-forma, destinados a marcar presença de grupos de ativistas, mas sem nenhuma força para modificar o que já foi decidido em Brasília.
Ao que tudo indica, o governo Temer vai se transformar de provisório em permanente, ganhando o status necessário para cumprir os objetivos a que veio: privatizar o que for possível, promover um forte arrocho salarial, fazer o ajuste financeiro que vai permitir que os grandes investidores continuem lucrando e acabar com os programas sociais que durante algum tempo asseguraram ganhos reais à população mais carente.
Tudo isso será feito com o apoio fundamental da imprensa monopolista, que promoveu o golpe e a quem cabe agora justificar para a população o tal ajuste econômico como uma medida necessário e que dará seus frutos no futuro. Futuro no qual, certamente, estaremos todos mortos.
O que fazer então?
Qual a tarefa das esquerdas nos dias escuros que se avizinham?
As propostas reformistas do PT e seus aliados se mostraram incapazes de abrir uma brecha no monopólio de poder que as elites brasileiras detém há décadas e só permaneceram vivas enquanto essas elites puderam usufruir dos principais ganhos que o surgimento de uma nova classe de consumidores trouxe para o País.
Quando o modelo econômico baseado no incentivo ao consumo se esgotou e uma crise internacional abalou as estruturas econômicas do País, essas elites trataram de se afastar do governo, seguindo o exemplo do que já estava ocorrendo em outros países da América do Sul.
Com o fim da proposta reformista do PT, talvez tenha chegado a hora de se voltar novamente a pensar no velho caminho revolucionário que aponta para a edificação do socialismo como única alternativa para o modelo do capitalismo dependente sob o qual vivemos.
No mundo inteiro, filósofos como Slajov Zizez, Alain Baldiou, Jacques Ricieri e Istvan Meszaros, levantam novamente a bandeira do socialismo, porque como disse este último filósofo, parafraseando Roxa Luxemburgo, a opção é Socialismo ou Barbárie.PLP 257/16: as dívidas estaduais e o serviço público
Vilson Antonio Romero*
Jornalista, Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP).
Sob o manto da repactuação das dívidas dos estados, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016, em discussão na Câmara dos Deputados, encobre uma grave ameaça à sociedade: o aumento da precarização dos serviços públicos.A proposta, urdida pelo Palácio do Planalto em comum acordo com a maioria dos governadores, durante o governo suspenso, aposta num ajuste das contas estaduais, mas impõe parcela expressiva da conta sobre o conjunto daqueles que prestam o serviço público.Pelo texto, ficam vetados reajustes salariais para o funcionalismo, mesmo onde o poder aquisitivo já atingiu o fundo do poço, sinaliza para o aumento dos descontos para a previdência, incentiva a demissão de servidores e, ao não permitir a reposição do quadro funcional, semeia o medo, a desmotivação e intranquilidade entre servidores públicos e familiares.O projeto de lei aponta para diferentes direções sempre sob o mantra da emergência econômica, mas a consequência lógica é o dano à sociedade, que deixará de receber, cada vez mais, os serviços essenciais, e em todos os níveis.Como prevê alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal, as medidas draconianas do PLP 257 podem ser reproduzidas em leis estaduais e municipais, resultando em risco ao funcionamento do serviço público nos três níveis e em todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Hospitais, escolas, tribunais, policiamento, tudo pode parar!Mais do que punir toda a população com uma proposta nociva como o PLP 257, o governo precisa ser eficiente na utilização dos recursos disponíveis, ampliando a capacidade de fiscalização, de combate à sonegação e de uma luta incessante pelo controle público e contra a corrupção.O conjunto de medidas, ao invés de buscar a recuperação dos créditos da paquidérmica Dívida Ativa da União – que já supera R$ 1,6 trilhão -, de trazer propostas que permitam a retomada do crescimento, caracteriza-se como um flagrante retrocesso, um ataque frontal sem precedentes aos servidores públicos e, consequentemente, à sociedade, que sofrerá os impactos do atendimento cada vez mais precário.O trabalhador, seja no serviço público, seja na iniciativa privada, não pode ser o bode expiatório para a ineficiência governamental. Fiquemos alertas e críticos em relação a esta medida que pode deixar a população ainda mais carente do Estado!Comitê pede que denúncia contra jornalista e estudantes não seja recebida
A partir das 11 horas da manhã desta segunda-feira (8), integrantes do Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito estarão reunidos em frente do Foro Central de Porto Alegre. Não estarão sós. Várias organizações estudantis vão engrossar a manifestação.
Por volta do meio-dia, pretendem entregar uma nota e manifestações de cerca de 40 entidades à juíza responsável pela 9a Vara Criminal, para que não acolha a denúncia e que suspenda as acusações imputadas aos jovens estudantes, ao jornalista e ao cinegrafista arrolados após a desocupação da Secretaria da Fazenda pela Brigada Militar, em 15 de junho, como rememora a nota reproduzida abaixo.
Como mostra o vídeo, o repórter Matheus Chaparini se identificou, ou foi identificado por outros presentes, várias vezes aos policiais. O cinegrafista Kevin D’Arc fazia um documentário das ocupações de escolas em diversas cidades do país. E os estudantes manifestam-se contra a criminalização das manifestações por melhorias na Educação.
Nota em defesa da liberdade de expressão, de manifestação e de imprensaNo dia 15 de junho de 2016, estudantes da rede pública estadual do Rio Grande do Sul ocuparam as dependências da Secretaria Estadual da Fazenda, como forma de chamar a atenção da sociedade gaúcha e de seus governantes para os graves problemas enfrentados pela educação pública estadual, cuja solução vem sendo adiada há muitos anos. Ao fazê-lo, os estudantes buscavam o atendimento às suas reivindicações e às de seus professores, dentre as quais, a melhoria das instalações escolares e a melhor remuneração dos docentes e demais trabalhadores em educação, que, ademais, vêm recebendo seus salários de forma parcelada.
No processo de desocupação da Secretaria Estadual da Fazenda, a Brigada Militar utilizou violência desmedida contra o grupo de jovens estudantes, como comprovaram vídeos, fotos e depoimentos divulgados nas redes sociais, empregando até mesmo, no espaço interno da Secretaria, jatos de spray de pimenta contra adolescentes que se encontravam sentados e não expressavam qualquer intenção de reação.
Junto aos estudantes, exercendo suas funções profissionais, encontravam-se o jornalista Matheus Chaparini, repórter do jornal JÁ Porto Alegre, e Kevin D’Arc Rocha, cinegrafista independente, que foram detidos e encaminhados ao Presídio Central, juntamente com os manifestantes, embora tenham se identificado e certificado aos policiais que ali se encontravam no exercício de sua atividade profissional. Os vídeos gravados por Chaparini com seu celular e divulgados amplamente pela imprensa local e nacional comprovam-no.
Indiferente à posição de organizações da sociedade civil, que se solidarizaram com os estudantes e repudiaram a ação da Brigada Militar, o delegado Omar Sena Abud indiciou, no inquérito que se seguiu, todos os ocupantes, inclusive o jornalista e o cinegrafista, classificando-os como transgressores e enquadrando-os nos crimes de atentado contra a liberdade do trabalho, associação criminosa, resistência e dano qualificado.
Reconhecendo o equívoco do indiciamento e do enquadramento dos manifestantes, o Promotor de Justiça Alexandre da Silva Loreiro determinou o arquivamento das acusações contra todos os estudantes menores de idade participantes da ocupação.
O Promotor de Justiça Luís Felipe de Aguiar Tesheiner, no entanto, adotou entendimento diverso em relação aos estudantes maiores de idade, o jornalista e o cinegrafista, que cobriam os fatos, no exercício de sua profissão, e denunciou-os pelos crimes de dano qualificado e resistência, demonstrando clara contradição, posto que aceitou a definição de inocência de uns e incriminou outros praticantes do mesmo ato.
Diante dessa contradição e da evidente tentativa de intimidação e censura ao exercício da atividade profissional jornalística, manifestada na ação da Brigada Militar, reforçada pela conclusão do inquérito policial e expressa na ação do promotor público, manifestamos nosso veemente repúdio à discricionariedade judicial e à intimidação ao exercício da imprensa livre e independente.
Lembrando que a Liberdade de imprensa e o respeito aos direitos humanos são, reconhecidamente, condições fundamentais para a manutenção da democracia, e esperando que a Justiça prevaleça em sua imparcialidade e na defesa das liberdades de expressão, manifestação e divulgação, asseguradas pela Constituição Federal de 1988, apelamos à senhora juíza Claudia Junqueira Sulzbach, responsável pela 9ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre, para que a denúncia não seja recebida e que sejam suspensas todas as acusações imputadas aos jovens estudantes, ao jornalista e ao cinegrafista arrolados.
O presente apelo para que a justiça prevaleça sobre o arbítrio é encaminhado à Vossa Excelência pelo Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito.
Esse comitê é composto por mais de 250 pessoas de diferentes áreas, tais como professores universitários, pesquisadores, artistas, advogados, profissionais da área da comunicação, da cultura e de ações comunitárias do Rio Grande do Sul. O Comitê foi responsável pelo Manifesto em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito, lançado no dia 4 de abril de 2016, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e assinado por mais de 3.000 profissionais. O Comitê é uma organização suprapartidária, que tem como objetivo debater a crise do país e suas possíveis soluções democráticas.

Assinam em nome do comitê
Márcia Cristina Bernardes Barbosa – Professora Titular de Física da UFRGS
Membro da Academia Brasileira de CiênciasSoraya Maria Vargas Cortes – PhD em Políticas Sociais
e Professora Titular de Sociologia da UFRGSZoravia Bettiol – Artista visual, designer e arte educadora
Apoiam o presente pleito as seguintes entidades signatárias:
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS – Milton Simas – presidente
Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região – Everton de Morais Gimenes – presidente
Núcleo Gaúcho da Auditoria Cidadã da Dívida – Josué Martins – coordenação
Advogados e Advogadas pela Legalidade Democrática – Mário Madureira – coordenação
CPERS/Sindicato – Helenir Aguiar Schürer – presidenta
CUTRS – CUT do Rio Grande do Sul – Claudir Nespolo – presidente
Tarso de Castro, ícone de uma geração, ganha documentário
O documentário longa-metragem “A vida extraordinária de Tarso de Castro”, dirigido por Leo Garcia e Zeca Brito, começou a ser rodado nesta quinta-feira, 4 de agosto, no Rio de Janeiro.
Por meio da fascinante trajetória de Tarso de Castro, o filme vai reviver a história do Brasil dos anos 60, 70 e 80 e da geração de intelectuais que resistiram à ditadura militar e promoveram uma verdadeira revolução nos costumes e na cultura brasileira.
Embora sua trajetória jornalística tenha sido no Rio de Janeiro, Tarso era gaúcho de Passo Fundo, onde a família mantinha o jornal O Nacional, em circulação até hoje.
Na boate carioca Calígula, com Chico e Cetano, em agosto de 1987
Nesta primeira fase de filmagens, os diretores vão entrevistar o cartunista Jaguar, o jornalista Sérgio Cabral (pai) e o ator Antônio Pedro. Outros companheiros de Tarso, como Paulo César Pereio, Caetano Veloso, Chico Buarque, Mario Prata, Ziraldo, Paulo Caruso, Zuenir Ventura, Luis Fernando Verissimo, Xico Sá e Daniel Filho, serão entrevistados na segunda etapa.
Boêmio, provocador, sedutor, revolucionário e idealizador do jornal Pasquim, Tarso de Castro foi um dos mais importantes e polêmicos jornalistas do Brasil.
Tarso morreu aos 49 anos
Como bem definiu Otto Lara Resende, Tarso traçou um verdadeiro pacto de felicidade com a vida e pagou o preço dos prazeres excessivos – era alcoólatra, não admitia se tratar e morreu de cirrose hepática aos 49 anos de idade em 1991.
Além dos amigos já citados, Tarso conviveu e influenciou personalidades como Glauber Rocha, Tom Jobim, Caetano Veloso, Leila Diniz, Paulo Francis, Samuel Wainer, Luiz Carlos Maciel, Sérgio Porto, Paulo José, Hugo Carvana, Fernanda Montenegro, Leonel Brizola, João Ubaldo Ribeiro e Sérgio Buarque de Holanda.
“Enquanto escritores e roteiristas quebram a cabeça para criar personagens conflituosos e que cativem o público, o jornalismo brasileiro teve em suas redações um personagem pronto,” afirma o diretor Leo Garcia.
Breve perfil dos diretores
Leo Garcia é sócio da produtora de roteiros Coelho Voador. Mestre em Roteiro de Ficção para TV e Cinema (UPSA – Salamanca, Espanha), escreveu roteiros para longas, curtas e séries, tendo vencido editais e premiações. Destaque para o curta “Ed”, no qual é roteirista e produtor, selecionado para mais de 100 festivais em 33 países – vencedor do Grande Prêmio Canal Brasil 2014. Roteirizou as séries “Elvis e o Cometa” (2010 – TV Brasil), Sapore D’Itália (2011 – RBS e Globo Internacional), “Bocheiros” (2014 – TVE e Prime Box Brazil) e “Werner e os Mortos” (2016 – Canal Brasil).
Leo venceu o Prêmio Santander Cultural para projetos de longas por duas vezes (2009 e 2011) e foi selecionado para o Berlinale Talents 2014, prestigiado programa do Festival de Berlim. Seu longa “Em 97 Era Assim” está em finalização, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2016. Leo teve dois projetos de longas contemplados no edital RS Pólo Audiovisual: a ficção “Depois de Ser Cinza” e o documentário “A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro” – ambos serão rodados em 2016 e 2017. Já ministrou cursos de roteiro em Porto Alegre, Goiânia, Rio de Janeiro, Aracaju e diversas cidades do interior do Rio Grande do Sul.
É também o idealizador da Alfaiataria da Coelho Voador (contemplada no edital FAC/RS por duas vezes), laboratório de criação de novos roteiros, que está dando oportunidade a novos talentos a entrar no mercado. Leo é o diretor-geral do FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre, o primeiro festival de roteiro da América Latina, que já conta com quatro edições.
Zeca Brito é graduado em Realização Audiovisual pela Unisinos e Bacharel em Visuais pela UFRGS, atua como diretor e roteirista. Em 2006 dirigiu “Um Filme Chamado Sfincter”, ficção exibida no canal Multishow. Em 2009, lançou o curta-metragem de ficção “Um Breve Assalto”, exibido na RBS TV e Canal Brasil. Seu curta-metragem “Aos Pés” em 2010 foi exibido em Nova Iorque, Buenos Aires e Ilha da Horta (Açores), conquistou o premio de Melhor Filme no Festival de Cinema de Maringá, Melhor Filme 35mm no Festival Ibero Americano Curta Canoa e Melhor Filme Júri Popular no FESTin Lisboa. Seu curta-metragem de ficção “O Sabiá”, foi exibido em 2010 na RBS TV e Canal Brasil, e ganhou 3° Lugar pelo Júri Popular no FESTin Lisboa. Seu longa-metragem “O Guri”, de 2011, segundo o crítico Jean-Claude Bernardet, “assinala o nascimento de um novo talento cinematográfico no Brasil”. Em 2014 dirigiu o documentário de longa-metragem “Glauco do Brasil”, lançado nos cinema em março de 2016. Atualmente, finaliza o longa-metragem “Em 97 Era Assim” e está fase de pré-produção do longa de ficção “Legalidade”.
Ficha Técnica
DIREÇÃO: Leo Garcia e Zeca Brito
ROTEIRO: Leo Garcia e Zeca Brito
PRODUÇÃO: Letícia Friedrich e Mariana Muller
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Bruno Polidoro
PESQUISA: Alice Spitz e Sylvio Siffert
ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Alice Spitz
EMPRESAS PRODUTORAS: Coelho Voador, Anti Filmes, Boulevard Filmes e Epifania Filmes
DISTRIBUIDORA: Boulevard Filmes






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