No seu batismo nas urnas em 1982, o PT elegeu os primeiros vereadores, entre eles Luiza Erundina, imigrante nordestina que seis anos depois seria eleita prefeita de São Paulo, num dos maiores feitos do partido: derrotou Paulo Maluf, cobra criada da ditadura militar, e João Leiva, raposa do PMDB.
Na realidade, a assistente social Luiza Erundina foi a segunda prefeita petista de uma capital. Em 1986, surpreendentemente, o PT de Fortaleza conquistou a prefeitura com Fontenelle venceu em Fortaleza: primeira prefeita de uma capital
Maria Luiza Fontenelle, que derrotou dois bodes velhos da política (Paes de Andrade e Lucio Alcântara). Formada em serviço social e professora de sociologia na Federal do Ceará, ela quase não conseguiu governar – os funcionários municipais fizeram greves de longa duração, criando problemas em todas as áreas da administração. Seu sucessor foi Ciro Gomes. Mais tarde expulsa do PT, Maria Luiza elegeu-se deputada federal pelo PSB e acabou na extrema esquerda, filiada ao PSTU, que prega o voto nulo.
Desde as primeiras vitórias eleitorais, o partido brigou consigo mesmo quase tanto quanto brigou com os adversários. Em nenhum lugar as gestões petistas foram pacíficas. Ou tiveram de enfrentar adversários aguerridos ou desencadearam brigas entre companheiros de partido. Em 1994 o PT perdeu pela segunda vez a eleição para presidente, mas elegeu dois governadores: o professor Christovam Buarque no Distrito Federal e o médico Vitor Buaiz no Espírito Santo. Os dois foram acuados por militantes e pressionados pela cúpula nacional do partido, formada então por Lula, Zé Dirceu e José Genoíno. Ameaçado de expulsão por manter um acordo de convivência republicana com o governo tucano de FHC, Buaiz desligou-se do partido e não disputou a reeleição nem indicou candidato à sua sucessão. Christovam Buarque bandeou-se para o PDT.
No final do século XX, com o país imerso na revolução tecnológica resultante da fusão da informática com a infraestrutura de telecomunicações, o eleitorado começava a virar para a oposição. Na eleição de 1998, Lula perdeu mais uma vez para FHC, mas o PT elegeu os governadores José Orcírio (Zeca) no MS e Olívio Dutra no RS. Olívio Dutra
O Plano Real dava à população uma sensação de segurança desconhecida desde a inflação galopante iniciada nos anos 1960. A estabilidade monetária foi o maior legado dos tucanos, que não souberam transformar suas obras em votos. Para chegar lá, porém, Lula teve de pagar pedágio ao sistema.
Em 22 de junho de 2002 o chefe do PT lançou a Carta ao Povo Brasileiro, quatro páginas com críticas ao governo federal e promessas de reformas, crescimento econômico, geração de empregos e distribuição de renda. Um dos parágrafos-chave da carta dizia que Lula presidente “honraria os contratos”, expressão trazida em Nova York por José Dirceu, após reunião fechada com banqueiros e outras figuras do Império.
Lula e o vice José de Alencar tomam posse para o primeiro mandato no Planalto, em 2003
A história do PT tem portanto um divisor de águas – a Carta ao Povo Brasileiro, um documento político-eleitoral dirigido não apenas aos cidadãos brasileiros, mas a figuras do mundo internacional da diplomacia e das finanças. Só bem mais tarde se compreenderia que o compromisso de “honrar os contratos” significava a manutenção da política econômica do governo FHC.
Mesmo dentro da moldura neoliberal, o governo Lula fez apostas significativas e promoveu mudanças. Não se pode negar que as metas da Carta foram perseguidas, mas os resultados ficaram aquém das promessas. Ainda assim foi graças ao governo Lula que o país saiu do mapa da miséria da ONU. Nunca antes neste país fora feito tal esforço de justiça social. Bolsa Família. Luz para todos. Escolas técnicas. Universidades. Prouni. Benesses que se estenderam pelos dois mandatos de Lula e foram ampliadas no primeiro governo de Dilma Rousseff, que levou adiante, aos trancos e barrancos, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criticado como “uma lista de boas intenções” pela ex-ministra Marina Silva durante a campanha presidencial de 2010. Na realidade, o PAC (lançado em 2007) foi uma tentativa de realizar uma série de projetos de infraestrutura para os quais faltaram recursos públicos e, também, investimentos privados. A falha não foi só do governo Dilma; faltou protagonismo na iniciativa privada, que perdeu tempo pedindo mais e mais facilidades.
Uma das maiores vitórias colhidas pelos governos petistas deu-se no campo agrícola. Tanto adeptos como adversários reconhecem que o boom da produção rural nos últimos 20 anos foi fruto de investimentos públicos e privados. As exportações de commodities passaram a sustentar o superávit na balança comercial. Com o deslanche do Agronegócio, o Brasil acumulou reservas cambiais de mais de 300 bilhões de dólares, formando uma trincheira contra movimentos especulativos externos e internos. Além de pagar o FMI, o governo Lula emprestou-lhe dinheiro, mas não foi capaz de livrar-se do jugo dos credores da dívida pública.
As reformas foram parciais e até contraditórias. A ajuda aos miseráveis, via Bolsa Família, foi compensada pelo respaldo ao sistema bancário, que passou a apresentar lucros nunca antes alcançados. O governo deu força à agricultura familiar, mas puxou o freio da reforma agrária. O apoio irrestrito à agricultura empresarial levou o PT a legalizar praticamente sem debates a soja transgênica, adotada maciçamente por agricultores que a trouxeram inicialmente, de contrabando, da Argentina.
Delineou-se assim o PT conciliador/resiliente: em nome da governabilidade, o partido abraçou o pragmatismo político, deixando em segundo plano a ética pregada enquanto foi oposição. A prioridade passou a ser a manutenção no poder a qualquer custo. O que se dizia então era que o virtuose Lula segurava o violino com a mão esquerda, mas o tocava com a direita. Os filiados mais antigos como o economista Chico de Oliveira e o filósofo José Gianetti da esquerda uspiana começaram a debandar. E assim foram se afastando lideranças regionais magoadas por críticas mais ou menos injustas e rasteiras mais ou menos explícitas. O missionário Frei Betto, que nem filiado era, deixou de colaborar com o governo Lula e escreveu A Mosca Azul (Rocco, 2006), um livro contundente sobre os desvios do PT. Algo semelhante aconteceria mais tarde com o deputado Fernando Gabeira.
A cada petista histórico que se afastava do partido, porém, associavam-se (inclusive pela internet, num lance ousado do comandante José Dirceu) centenas de petistas de ocasião. De olho em algum cargo comissionado, aderiam não mais os petistas de coração, mas os partidários do crachá de CC (cargo comissionado). Quando se viu, os governos petistas estavam praticando não apenas o pragmatismo político, mas o fisiologismo, o clientelismo e o toma lá-dá cá que fazem parte da rotina dos partidos políticos brasileiros. E assim se chegou ao chamado Mensalão (2005), um escândalo envolvendo a compra de apoio parlamentar a projetos do governo. O grande erro da cúpula petista foi acreditar que a impunidade estava garantida pela antiguidade da prática do suborno na política.
Quem pôs o dedo na ferida pela primeira vez foi o deputado federal Roberto Jefferson, do PTB do Rio, descontente com sua fatia na pizza servida por ordem do maître Zé Dirceu. Denunciado em 2005, o Mensalão manchou a biografia do PT, que já carregava nas costas o cadáver do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002. Até hoje o caso não foi esclarecido. A versão oficial da polícia é que Daniel foi vítima de um sequestro comum. Uma versão alternativa sustentada por familiares de Daniel diz que foi crime político associado a um esquema de propinas envolvendo empresas de transporte coletivo de Santo André. No entanto, mesmo com o PT sangrando, a presidenta Dilma reelegeu-se em 2014 graças à votação maciça do eleitorado do Nordeste. Foi a gota d’água.
LEMBRETE DE OCASIÃO
“O polo de referência das esquerdas, em torno do qual precisam se unir, é somente um: os direitos dos pobres.”
Frei Betto em A MOSCA AZUL (317 páginas, Rocco, 2006)
Higino Barros
Para não correr o risco de ouvir um “Fora Temer”, gritado por milhares de pessoas presentes ao Maracanã, o presidente interino Michel Temer não teve o nome anunciado durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos 2016. Em seu lugar, quem fez a abertura oficial da competição, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI). Temer limitou-se a encerrar a cerimônia, declarando abertos os jogos do Rio. Falou dez segundos sob estrondosa vaia, logo abafada pela música alta. De longo prateado e salto agulha, a gaúcha Gisele representou a garota de Ipanema da música de Tom Jobim
A cerimônia de abertura é um espetáculo concebido para a televisão. Calcula-se que cerca de quatro bilhões de pessoas assistam a transmissão. Na maior parte, ela não teve muito significado para a audiência mundial já que foi centrada nas belezas e traços culturais do Rio de Janeiro, não mostrando a diversidade geográfica e humana do País, muita mais rica.
Mas a cerimônia não foi o mico que muitos esperavam (e torciam) que fosse. Chegando a ser emocionante e linda em alguns momentos. Para quem se emociona, por exemplo, com Paulinho da Viola cantando o Hino Nacional, num arranjo de cordas em levada de quase samba. Ou Gisele Bündchen desfilando como garota de Ipanema, ao som da música de Tom Jobim, para a maior plateia que já a assistiu, em sua carreira de super modelo. Olimpíada da selfie
O uso de tecnologia led para obtenção de efeitos especiais funcionou do começo ao fim e o efeito do avião 14 BIS levantando voo do estádio foi de rara beleza, pois teve como cenário o Rio de Janeiro, uma cidade de paisagem maravilhosa mesmo. O espetáculo ainda deu toques sobre a preservação da natureza e o respeito à diversidade, em meio a estética de desfile de escola de samba.
Se a delegação dos músicos brasileiros que participaram da cerimônia causou muitas críticas, por ausências inexplicáveis e presenças discutíveis, a presença africana de tanta importância para a formação da cultura brasileira foi marcante. O tempo todo havia negros na tela, o que nos representa com mais exatidão para o exterior.
No final teve mais shows musicais, mas a maior atração foi o desfile dos atletas do mundo inteiro meio em clima de carnaval, aproveitando para se divertir e com celular na mão, tirando fotos. Essa, seguramente, vai ser a Olímpiadas da selfie. Tendo como cenário o Brasil, com suas mazelas e delícias e como cantado pelo público do Maracanã, “bonito por natureza”.
Julia Bueno
Segunda-feira, 22 de fevereiro, noite quente em Porto Alegre. Apesar de ser início de semana, a Cidade Baixa mantinha sua essência: roda de violão no Largo Zumbi dos Palmares, jantares e petiscos no Bar do Beto, as cervejas geladas do Pinguim.
A noite começava a cair quando cerca de 30 mulheres se reuniram no Largo. Queriam amadurecer o projeto de um coletivo de percussão – envolvendo canto e dança – que também fosse um bloco de carnaval, engajado politicamente nas questões relacionadas ao feminismo. Pouco mais de seis meses depois, o coletivo “Não mexe comigo que eu não ando só” irá se apresentar pela primeira vez no Instituto Sociocultural Afro-Sul Odomodê. O evento faz parte do lançamento do projeto Odomulher, a partir das 20h, hoje.
A origem de tudo foi um grupo aberto no Facebook, organizado por Tati Gutierres, Kaya Rodrigues e Kátia Azambuja. Naquele dia de fevereiro, a ideia começava a sair do imaginário para fazer parte do mundo real.
Enquanto as mulheres debatiam sobre o projeto, alguns homens começaram a circular ao redor. Foram de início ignorados por elas, embora se sentissem incomodadas com aquela presença.
O encontro chegou ao fim, e cada uma seguiu o seu caminho. Algumas partiram juntas, compartilhando um mesmo trajeto e, também, em busca de mais segurança. No caminho, os que antes apenas as olhavam agora as perseguiam.
Elas apertaram o passo, o coração acelerado. “Não mexe comigo que eu não ando só”, cantou alto uma delas. “Eu não ando só, que eu não ando só. Não mexe, não!”, bradou outra. O medo se foi, eles também. A história iria começar.
Unido pela vontade de combater o machismo através da arte, o grupo conta, hoje, com cerca de 50 mulheres. Negras, brancas, índias, coloridas. Crianças, meninas, mulheres, idosas. Mães e filhas. Diferentes em classes sociais, religião e crenças. Socióloga, jornalista, bióloga, advogada, veterinária. São o que quiserem ser. Acreditam que a música transforma as pessoas e a maneira delas enxergarem o mundo. “Por mais que eu não trabalhe profissionalmente com isso, consigo notar como a atividade repercute no outro. É uma mistura de todas as emoções”, observa Tati, emocionada.
Tambores, sopros, cordas, chocalhos, agogôs, tamborins, flautas e cavaquinhos dão alma, movimento e cor para uma luta contra um preconceito opaco e sem vida. “Ser mulher significa lutar por mim e pelas outras, pois a desigualdade, a opressão e a violência sofrida por quem nem conheço também me afeta, me abala e me instiga a lutar, a combater e a transformar a realidade”, reflete Kátia. Quanto ao repertório, Bebê, integrante da área de comunicação do coletivo, explica que a seleção é feita de maneira conjunta. Em geral, a busca é por canções que tragam uma mensagem implícita. “Preferimos cantos feitos por mulheres que tenham algo a nos acrescentar e que demonstrem empoderamento”, define Bebê.
Fundadora do Bloco da Laje e veterana nas zonas carnavalescas, Kaya chama a atenção para o fato de que o número de mulheres nas baterias das escolas de samba é pouco ou nada expressivo, enquanto nos blocos de carnaval a predominância é maior, apesar da ausência de voz. Outra questão que envolve o estereótipo conservador sobre a figura feminina nos desfiles é o da objetificação. É Bebê quem destaca que as mulheres são sempre vistas como enfeites, e não como tendo potencial para ‘levar” a escola para a avenida: “Tocar instrumento e ser protagonista é um recado.” Já na visão de Tati, o que o bloco deseja é mostrar capacidade e não superioridade, despertando o feminismo que existe dentro de cada mulher. O fato é que, ao proporcionar crescimento musical e pessoal, o projeto transformou a vida das integrantes do coletivo.
Com ensaios semanais que iniciaram no Largo da Epatur e depois foram deslocados para o Monumento dos Açorianos, agora o espaço oficial do grupo é o Instituto Sociocultural Afro-Sul Odomodê. Depois de cinco meses repassando as músicas e aprimorando técnicas, chegou a hora do coletivo “Não mexe comigo que eu não ando só” mostrar publicamente o resultado do esforço. O local de lançamento do projeto Odomulher foi escolhido por historicamente representar o combate ao preconceito e pelo fato do Odomodê ser símbolo de resistência.
SERVIÇO
O que: Primeiro show do coletivo “Não mexe comigo que eu não ando só”
Onde: Instituto Sociocultural Afro-Sul Odomodê – Av. Ipiranga, 3.850, em Porto Alegre.
Telefone: 51.2103-2915
Quando: sábado, 6 de agosto, às 20h
Quanto: ingressos antecipados a R$ 10. Na hora, R$ 15
Assistindo, pela televisão, a abertura das Olimpíadas Rio 2016 senti-me maravilhado e orgulhoso, mais uma vez, de ser brasileiro.
Não pude deixar de lembrar, no entanto, quem foram os personagens responsáveis pela escolha do Brasil como sede dos Jogos Olímpicos, pela primeira vez na América do Sul.
Foi o empenho e a visão ampla de Luís Inácio Lula da Silva sobre o papel internacional do Brasil, com sua política externa de projeção do país aos olhos do mundo e de conquista de seu lugar global e, ainda, o empenho em produzir crescimento com inserção social que garantiram o Brasil e o Rio de Janeiro como sede dos Jogos.
Vendo as cores, os efeitos, as músicas, as danças, a temática abordada e a grandiosidade do espetáculo projetado para o mundo, não pude deixar de identificar e entender os motivos que levaram importantes segmentos das elites oligárquicas e antidemocráticas brasileiras a se empenharem em retirar a Presidenta da República e tentarem apagar rapidamente quaisquer vestígios dos governos petistas de Lula e de Dilma Rousseff.
As elites oligárquicas, antidemocráticas e antinacionais brasileiras jamais permitiriam o protagonismo e a exposição em escala mundial de Lula da Silva e de Dilma Rousseff e de seus feitos sociais, econômicos e culturais.
Lula sonhou demais. E, como todo sonhador, foi ingênuo. Sonhou e acreditou que um Brasil grande e justo, democrático e inclusivo, desenvolvido e proeminente no plano internacional seria suficiente para satisfazer a sede de ganhos e de privilégios das elites brasileiras e seus aliados internacionais e seria capaz de conciliar os interesses dessas elites com os sonhos de seu povo.
Lula e Dilma foram ingênuos e nós os acompanhamos em suas ingenuidades.
O pavor estampado na face e nos olhos de Michel Temer, no entanto, exposto ao mundo em sua fala rápida e insegura, seguida de uma vaia estrondosa, ainda que entremeada pelos aplausos de seus acólitos e imediatamente abafada pelo espocar artificioso dos fogos de artifício oficiais, nos permite, mesmo tristes, reafirmar nossa crença de que o golpismo não resistirá.
Mesmo que Dilma Rousseff venha a ser destituída da Presidência da República, na votação do Senado nos próximos dias, mesmo que as elites oligárquicas, antipopulares e antinacionais impeçam o retorno de Dilma e a convocação de eleições gerais antecipadas, a vitória do retrocesso e do golpismo será parcial e temporária.
A força da vida e a força do povo brasileiro, magistralmente retratadas na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, jamais serão abafadas. Lula da Silva sonhou grande e nós, que também sonhamos, continuaremos a sonhar com ele. Um sonho que, tenho certeza, um número cada vez maior de brasileiros e de pessoas em todo o mundo sonha e que, com o crescimento constante do número de pessoas que o desejam, menos ingênuo, mais real e forte se tornará. Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- Cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Ricardo Stuckert/ CBF Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Beth Santos/ PCRJ Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Beth Santos/ PCRJ Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Beth Santos/ PCRJ Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Beth Santos/ PCRJ Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Beth Santos/ PCRJ Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Beth Santos/ PCRJ Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Beth Santos/ PCRJ Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil) Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- Vanderlei Cordeiro de Lima, durante a cerimônua de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Ricardo Stuckert/ CBF Rio de Janeiro – Anéis olímpicos decoram Estádio do Maracanã para cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016 (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Novidade do final da década de 1950, o vinil retomou seu espaço no mercado da música. Concebida para os amantes do disco de vinil, uma rede social busca aproximar pessoas e gerar negócios: a Luvnyl – www.luvnyl.com – startup criada pelos curitibanos Rômulo Troian e Lucas Stavitzki. Lançada oficialmente em julho, já tem mais de 1500 cadastrados.
Para os aficionados, a experiência do vinil vai muito além da música. “O vinil resgata uma relação antiga com a música, que é mais do que apertar um botão, como é feito hoje em dia. Além da diferença sonora, existe toda a experiência musical, que inclui o ritual de escolher um vinil na prateleira, contar sua história, colecionar e buscar pelos discos mais raros”, explica Rômulo Troian, idealizador da Luvnyl e colecionador de discos há mais de dez anos.
Troian ressalta que esse movimento de valorização do disco de vinil foi o pontapé inicial de sua ideia. “O vinil é considerado um objeto de desejo pelos colecionadores. Como encontrar os discos é a maior dificuldade, surgiu a ideia da Luvnyl, que além de aproximar as pessoas com mesmo interesse, tem o objetivo de gerar negócios. É um mercado em expansão, tanto que algumas empresas estão reativando prensas antigas e voltando a produzir os discos”, conta. Como funciona
A Luvnyl é uma plataforma digital que permite o cadastro de pessoas físicas e comércios, como lojas e sebos. Os usuários se registram com seus dados pessoais, suas preferências musicais e sua “lista de desejo”, marcando os discos que têm interesse em trocar ou comprar e adicionando os amigos. “A rede destaca-se por ser mais que uma plataforma que une vendedores e compradores. Traz uma característica mais de rede social, promovendo troca de informações e aproximando pessoas com o mesmo interesse”, explica Rômulo Troian.
A rede já conta com 1500 usuários cadastrados e mais de 10 mil discos. Cada participante atualiza sua página conforme o interesse: compartilhar álbuns favoritos, encontrar grupos de discussão, vender e comprar discos de outros amigos. “Queremos fazer com que os usuários se conheçam e troquem ideias, contribuindo para a popularização do vinil”, diz o empresário.
Troian ressalta que o público-alvo são jovens com idades entre 18 e 35 anos – que é o público que movimenta o comércio atual de vinil. “Temos um público bastante jovem, interessado em resgatar essa tradição, e com possibilidade de movimentar dinheiro com esse produto. A nossa intenção é fomentar esse mercado e fazer com que ele cresça ainda mais.”.
A rede social oferece ainda funcionalidades específicas para sebos e lojas que vendem vinis. “As empresas podem criar sua própria loja virtual dentro da rede. É um diferencial bastante atrativo, pois, geralmente, os sebos são comércios pequenos, locais e sem muitos recursos. Dessa forma, passam a ter acesso a um público muito maior”, aponta Troian.
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Rafael Leal (41) 9812-7594
A disputa interna no PDT ficou mais uma vez evidente ontem à noite, durante a convenção do PMDB que consagrou o nome do vice-prefeito Sebastião Melo como cabeça de chapa.
O vereador pedetista Mauro Zacher, que havia sido indicado a vice pelo diretório local, sequer apareceu. À tarde, ele já fora comunicado da rejeição do PMDB ao seu nome, por ser réu num processo sobre o programa Pró-Jovem.
A intervenção do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, na última hora, definiu a deputada Juliana Brizola para vice de Melo.
A coligação que se fechou em torno de Melo inclui PPS, PSD, PSB, PTN, PSDC, PRTB, PEN, PROS e PRB, que também formalizaram suas convenções no mesmo local. Completam a coligação PDT, REDE, DEM e PHS.
O PP, que ensaiou entrar no grupo para as eleições majoritárias, acabou se unindo ao candidato do PSDB, Nelson Marchezan Junior.
Em razão da manutenção da ocupação da sede do Departamento Municipal de Habitação (DEMHAB) de Porto Alegre, apesar da sua própria decisão judicial em contrário, a Juíza Karla Aveline de Oliveira autorizou o uso de força policial para a liberação do prédio. O reforço, caso necessário, foi requisitado pela titular da 5ª Vara da Fazenda Pública para essa sexta-feira, 5/8. Pouco antes das 17h de hoje, segundo o Tribunal de Justiça, a advogada representante dos movimentos que participam da ocupação já tinha ciência da nova decisão, pela qual o grupo é intimado a deixar voluntariamente o prédio, segundo o Tribunal de Justiça. Oficialmente, o pedido de uso de força policial partiu da própria autarquia e foi corroborado por manifestação do Oficial de Justiça encarregado de efetuar a reintegração de posse, determinada em caráter liminar no início da semana pelo Tribunal de Justiça. Porém, nos primeiros momentos da ocupação, desde 14 de julho, a reação do Demhab foi conciliadora. Histórico A ação de reintegração de posse foi ajuizada pelo DEMHAB, em 15/7, dia seguinte à ocupação, junto à 5ª Vara da Fazenda Pública. Na ocasião, a Juíza Karla designou audiência de conciliação, ocorrida em 18/7, reunindo representantes legais da autarquia e dos movimentos. Sem acordo entre as partes, já no outro dia (19), a magistrada realizou a inspeção judicial no local. Em 22/7, negou o pedido de reintegração de posse, decisão derrubada pelo Desembargador do TJ Eduardo João Lima Costa, em 1º/8 (http://www.tjrs.jus.br/site/imprensa/noticias/?idNoticia=333218). Ocupação Os ocupantes – cerca de 70 pessoas, entre as quais 15 crianças – estão instalados desde 14/7 no saguão do térreo da sede do DEMHAB, onde mantêm os seus pertences, acomodam-se em colchões e utilizam banheiros e outras dependências. São integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR). As entidades apresentam uma série de reivindicações ligadas ao direito de moradia em Porto Alegre, como regularização dos pagamentos dos aluguéis sociais, criação de casa de passagem no prédio da Ocupação Lanceiros Negros e divulgação da lista de terrenos ociosos pertencentes à Prefeitura da capital.
Bruno Lima Rocha – Professor de Ciência Política e de Relações Internacionais
A Operação Lava Jato é um marco na história brasileira em todos os sentidos. Ao afirmar que é marcante e criva um paradigma, não me refiro a esta operação jurídico-policial como necessariamente positiva. No final das contas, o volume de dúvidas é equivalente ao de certezas. Ficamos na dúvida se a operação criminaliza toda atividade de Estado e nos certificamos que as empreiteiras de sempre são culpadas de novo.
Este marco da Lava Jato também implica na ascensão de uma nova elite do Estado. Definitivamente, vivemos um período de restauração de tipo republicana, com discurso jacobino, práticas liberal-oligárquicas e a representação da “pureza” por parte de magistrados federais, promotores e procuradores, além de delegados da Polícia Federal. Assim, a exibição midiática das punições ao andar de cima, traz consigo a significação dupla: por um lado, e corretamente, dá vazão ao anseio popular do Estado vingador, punindo aos crimes de elites como sente na pele (literalmente) a ação do sistema criminal. Por outro lado, não entra em debate de modelos, e assim, garante a permanência das instituições de Estado tais como são ou estão, sem criticar as formas de funcionamento reais, apenas louvando o empenho dos “jovens procuradores” e setores afins. A hiperexposição midiática
Desde que foi lançada, a Operação é uma campeã de audiência e recordista nacional em exposição seletiva. Além da hiperexposição por parte dos maiores conglomerados de mídia brasileira (Globo, Abril, Folha e Estadão), vem havendo um esforço por parte do Ministério Público Federal (MPF) a difundir as investigações de forma mediada, com dados já mastigados e compreensão do grande público. No domínio lavajato.mpf.mp.br, qualquer pessoa pode acompanhar o caso e seus desdobramentos. Esta medida – a de mediatizar a ação do Ministério Público Federal, do Judiciário Federal e da própria PF – é uma prática corrente em outros países que combateram a corrupção endêmica entre Estados e conglomerados locais e, junto da delação premiada, está sendo aplicada com maestria pelos líderes deste processo.
Ao tornar públicos dados já “mastigados”, o público leitor e as audiências consolidadas dos grandes conglomerados, podem dedicar-se a absorver de forma seletiva o que já está pronto, resultando em ação viral de tipo segunda tela, postando comentários e observações em escala de milhões de compartilhamentos em redes sociais. A diferença de resultado e significativa. Caso o Wikileaks tivesse a mesma capacidade de produção de dados mediados, “mastigados”, comunicação já mediada, a penetração dos informes e suas consequências societárias seriam infinitamente superiores.
O modus operandi da Lava Jato chama a atenção e indica o nível de protagonismo que pode ter uma camada de profissionais de carreira, tecnocratas e operadores jurídicos, com um aval da “opinião pública” para fazerem justiça. Basicamente, ao polarizar o noticiário, vão ao encontro da sede – correta e legítima – de justiça incluindo algum grau de vingança popular contra o andar de cima. O que assusta não é a punição para as empreiteiras, mas seletividade midiática e o esforço inaugural da Lava Jato, ao contrário de outras operações, no meu entender, ainda mais relevantes, como a Farol da Colina, Macuco, Chacal, Satiagraha, Castelo de Areia e Monte Carlo.
Obviamente que isso não aconteceria dadas às correlações em cada momento que as operações foram lançadas e a confluência da oposição doméstica – a ascensão da nova direita, a dimensão substantiva do golpe e a exposição midiática com requintes de manipulação e ausência de contraponto. Para quem julga que exagero, sugiro que revejam a edição do Jornal Nacional de 16 de março de 2016, já na edição deste link (http://www.youtube.com/watch?v=2hYo7eEnwKU).
No fim do túnel, no ambiente doméstico, está a meta estratégica do inimigo de classe em promover uma legislação regressiva – com ampla retirada de direitos, trabalhistas e sociais. No plano regional (América do Sul e Latina) e no internacional, é notável a associação indireta e subordinada entre os interesses da classe dominante brasileira e o imperialismo contemporâneo. Ao contrário do período da Bipolaridade, hoje o Comando Sul e as agências estadunidenses atuam de forma sutil e muitas vezes oficiosas, tal e como no caso brasileiro recente. Uma conclusão óbvia
Nada disso teria sido possível caso a relação entre empreiteiras e lulismo não fosse tão promiscua como a que havia nos governos anteriores. Igualmente, caso a Lava Jato não tivesse no oligopólio da comunicação seu apoio permanente, não ocorreria golpe parlamentar com apelido de “impeachment”.
Bruno Lima Rocha é professor de ciência política e de relações internacionais
(estrategiaeanaliseblog.com – blimarocha@gmail.com para E-mail e Facebook)
Na manhã desta quinta-feira, dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita foram abordados por brigadianos enquanto estavam em frente a uma metalúrgica de Canoas.
A categoria está em campanha salarial e deliberou greve em assembleia no dia 20 de julho. Desde então, os dirigentes sindicais vem realizando paralisações diariamente nas empresas do setor, pois, após sete encontros com o sindicato patronal (Simecan) e uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os empresários insistem em parcelar em três vezes o percentual reivindicado (9,83%, que corresponde ao INPC acumulado de maio de 2015 a abril de 2016).
A intervenção dos policiais no piquete de porta de fábrica deu-se no mesmo dia em que sete entidades de servidores da Segurança Pública do Estado também convocaram paralisação, em protesto contra o parcelamento dos salários.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita divulgou nota manifestando seu descontentamento com a ação dos brigadianos para liberar a entrada de trabalhadores na fábrica. Diz a nota que os policiais ignoraram “os princípios e os direitos da categoria metalúrgica em reivindicar melhorias nas condições de trabalho e nos salários” e “os princípios da própria categoria que se encontra mobilizada em todo o Estado”.
“A Segurança Pública é um serviço essencial e merece total reconhecimento e valorização”, registra a nota, “assim como a educação e os professores, que hoje sofrem com a precarização das instituições de ensino. Porém, trabalhadores das demais categorias também devem ter a liberdade de lutar por seus direitos, sem sofrer qualquer intimidação quando encontram-se mobilizados”.
O candidato à Prefeitura de Porto Alegre pelo PT, Raul Pont, criticou o que considera uma crise na gestão municipal. Para ele, a grande quantidade de partidos sem afinidade programática e ideológica que compõe a gestão gera um “loteamento de Secretarias”, que considera o pior problema do Município hoje. “Não há um sistema centralizado, cada um cuida da sua paróquia. A ausência de gestão em Porto Alegre é uma desgraça”, afirmou.
Pont citou como exemplo o caso recente do DEP (Departamento de Esgotos Pluviais), onde se revelou um esquema de superfaturamento de serviços. “Até agora a Prefeitura e a imprensa não disseram quem é o responsável. Quem assinou? Foi o cara que era diretor lá e agora é candidato? E o responsável vai responder? Vai pagar o prejuízo?”, questionou, ponderando que o problema não são as terceirizações, mas um “descontrole” em relação aos contratos.
Pont afirmou que não teme que as denúncias de corrupção envolvendo seu partido nacionalmente ocupem boa parte dos debates. “A mídia noticia como se a corrupção fosse uma exclusividade do PT. Tem 120 pessoas na Lava Jato, cinco ou seis são do partido. Falam nos marqueteiros do PT, mas são caras que trabalharam para vários partidos.”
O candidato declarou-se tranquilo em debater o assunto e aproveitou para citar o envolvimento do Partido Progressista em esquemas de corrupção. “O PP tem quase toda bancada estadual investigada. Essa turma que vai querer nos dar aula de moral? Aí, não!”
Raul Pont, que já foi prefeito de Porto Alegre entre 1997 e 2000, citou avanços nas gestões petistas no Município e afirmou que pretende recuperar o Orçamento Participativo. Defendeu a necessidade de ampliação da participação popular nas decisões do Município.
O cenário eleitoral até o momento, com vários candidatos, indica uma eleição de dois turnos, mas Pont recorda que, há 20 anos, a eleição contou com 12 candidatos e ele saiu eleito em primeiro turno. Coligação PT-PCdoB é a primeira a registrar a chapa no TRE
Raul Pont (PT), acompanhado da vice, Silvana Conti (PCdoB), registrou no início da tarde desta quarta-feira (3), no TRE, a chapa que irá concorrer à Prefeitura de Porto Alegre. É a primeira chapa a fazer o registro oficial. A Coligação Porto Alegre Democrática une mais uma vez os dois partidos parceiros nas administrações da Prefeitura entre 1989 e 2004.
“Significa construirmos, aqui, um projeto de resistência ao projeto antidemocrático e excludente, instalado no Estado e que quer se instalar no País”, afirma Silvana, referindo-se ao que classifica de golpe ao governo Dilma Rousseff.
Para Raul, o momento político atual é uma oportunidade para Porto Alegre voltar a ser uma cidade que olha pro seu povo. “A administração atual colocou a cidade em “baixo astral” e que é preciso construir uma alternativa com soberania popular.